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Otávio, estudante de direito, foi questionado por seu professor Mauro, sobre a ação penal e seus institutos. O professor, com intuito de testar os conhecimentos de Otávio apresentou quatro assertivas sobre o assunto, das quais três seriam falsas e uma verdadeira. Você, respondendo por Otávio, deve marcar a alternativa correta que apresenta a assertiva que Otávio deve responder:

A) A ação penal não seguirá em relação ao querelado que recusar o perdão concedido pelo querelante, principalmente se aceito por eventual coautor.
B) O óbito do ofendido extingue o direito de representação nos casos em que a lei a exija como condição para o oferecimento da denúncia.
C) Presentes os requisitos para a realização do acordo de não persecução penal, a autoridade judiciária poderá impor ao Ministério Público a obrigação de ofertar o acordo.
D) A confissão exigida no acordo de não persecução penal não pode ser considerada como meio de prova apto a condenar o corréu que não se submeta ao acordo.
A) A ação penal não seguirá em relação ao querelado que recusar o perdão concedido pelo querelante, principalmente se aceito por eventual coautor.
B) O óbito do ofendido extingue o direito de representação nos casos em que a lei a exija como condição para o oferecimento da denúncia.
C) Presentes os requisitos para a realização do acordo de não persecução penal, a autoridade judiciária poderá impor ao Ministério Público a obrigação de ofertar o acordo.
D) A confissão exigida no acordo de não persecução penal não pode ser considerada como meio de prova apto a condenar o corréu que não se submeta ao acordo.

Juarez foi vítima de um crime de homicídio doloso consumado, cuja investigação apontou que o autor teria sido Rodrigo, o qual restou denunciado e pronunciado pelo crime perante a 1ª Vara do Tribunal do Júri da comarca. Transitada em julgado a decisão de pronúncia e designada data para o julgamento, os filhos de Juarez, uma semana antes da sessão plenária, procuram você, como advogado(a), comprovando que os jurados convocados para atuarem no júri estão previamente decididos a absolverem Rodrigo por receio de represália, tendo em vista que este é um criminoso de alta periculosidade e o chefe de uma organização criminosa. Desejando justiça, os filhos de Juarez manifestam interesse em intervir no processo como assistentes de acusação para a adoção da medida judicial cabível ao caso. A partir das informações narradas, você esclarece que os filhos de Juarez

A) poderão se habilitar como assistente de acusação e requerer ao Tribunal o desaforamento, sobre o qual a defesa deverá ser previamente ouvida.
B) não poderão se habilitar como assistente de acusação, mas poderão pedir ao juiz que determine a realização do julgamento em outra comarca por declinação de competência.
C) poderão se habilitar como assistente de acusação, mas nada poderão postular nessa fase processual, pois a decisão de pronúncia já transitou em julgado.
D) não poderão se habilitar como assistente de acusação, mas poderão solicitar ao Ministério Público que requeira a suspensão do julgamento por suspeição dos jurados.

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Questões resolvidas

Otávio, estudante de direito, foi questionado por seu professor Mauro, sobre a ação penal e seus institutos. O professor, com intuito de testar os conhecimentos de Otávio apresentou quatro assertivas sobre o assunto, das quais três seriam falsas e uma verdadeira. Você, respondendo por Otávio, deve marcar a alternativa correta que apresenta a assertiva que Otávio deve responder:

A) A ação penal não seguirá em relação ao querelado que recusar o perdão concedido pelo querelante, principalmente se aceito por eventual coautor.
B) O óbito do ofendido extingue o direito de representação nos casos em que a lei a exija como condição para o oferecimento da denúncia.
C) Presentes os requisitos para a realização do acordo de não persecução penal, a autoridade judiciária poderá impor ao Ministério Público a obrigação de ofertar o acordo.
D) A confissão exigida no acordo de não persecução penal não pode ser considerada como meio de prova apto a condenar o corréu que não se submeta ao acordo.
A) A ação penal não seguirá em relação ao querelado que recusar o perdão concedido pelo querelante, principalmente se aceito por eventual coautor.
B) O óbito do ofendido extingue o direito de representação nos casos em que a lei a exija como condição para o oferecimento da denúncia.
C) Presentes os requisitos para a realização do acordo de não persecução penal, a autoridade judiciária poderá impor ao Ministério Público a obrigação de ofertar o acordo.
D) A confissão exigida no acordo de não persecução penal não pode ser considerada como meio de prova apto a condenar o corréu que não se submeta ao acordo.

Juarez foi vítima de um crime de homicídio doloso consumado, cuja investigação apontou que o autor teria sido Rodrigo, o qual restou denunciado e pronunciado pelo crime perante a 1ª Vara do Tribunal do Júri da comarca. Transitada em julgado a decisão de pronúncia e designada data para o julgamento, os filhos de Juarez, uma semana antes da sessão plenária, procuram você, como advogado(a), comprovando que os jurados convocados para atuarem no júri estão previamente decididos a absolverem Rodrigo por receio de represália, tendo em vista que este é um criminoso de alta periculosidade e o chefe de uma organização criminosa. Desejando justiça, os filhos de Juarez manifestam interesse em intervir no processo como assistentes de acusação para a adoção da medida judicial cabível ao caso. A partir das informações narradas, você esclarece que os filhos de Juarez

A) poderão se habilitar como assistente de acusação e requerer ao Tribunal o desaforamento, sobre o qual a defesa deverá ser previamente ouvida.
B) não poderão se habilitar como assistente de acusação, mas poderão pedir ao juiz que determine a realização do julgamento em outra comarca por declinação de competência.
C) poderão se habilitar como assistente de acusação, mas nada poderão postular nessa fase processual, pois a decisão de pronúncia já transitou em julgado.
D) não poderão se habilitar como assistente de acusação, mas poderão solicitar ao Ministério Público que requeira a suspensão do julgamento por suspeição dos jurados.

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1 Q163369 Processo Penal > Lei de Execução Penal
Ano: 2024 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Pedro, seu cliente, estava cumprindo pena pelo delito de roubo, já no regime semiaberto, quando foi flagrado subtraindo para si, um
relógio de uma joalheria. Adotadas as medidas cabíveis, o juiz da Vara de Execução Penal, recebeu um ofício informando do fato corrido.
Diante da situação, o magistrado, imediatamente, proferiu decisão regredindo o regime de cumprimento de pena de Pedro para o fechado. 
Diante deste cenário, assinale a afirmativa correta.
Como advogado de Pedro, você deverá interpor agravo em execução, no prazo de 5 dias, arguindo a nulidade da decisão que regrediu o
regime prisional, sem que tivesse sido realizada a audiência de justificação. 
 Como advogado de Pedro, você deverá interpor agravo em execução, no prazo de 05 dias, arguindo a nulidade da decisão que regrediu o
regime prisional, uma vez que para que haja regressão de regime pelo cometimento de novo crime doloso, necessariamente precisa haver
sentença condenatória transitada em julgado. 
Como advogado de Pedro, você deverá interpor agravo em execução, no prazo de 10 dias, arguindo a nulidade da decisão que regrediu o
regime prisional, sem que tivesse sido realizada a audiência de justificação. 
Como advogado de Pedro, você deverá interpor agravo em execução, no prazo de 10 dias, arguindo a nulidade da decisão que regrediu o
regime prisional, uma vez que para que haja regressão de regime pelo cometimento de novo crime doloso, necessariamente precisa haver
sentença condenatória transitada em julgado.
2 Q163368 Processo Penal > Procedimentos Penais > Procedimento Comum Sumaríssimo
Ano: 2024 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
José, filho único, que conta 50 anos, é filho de Jorge, de 82 anos. José é empresário e muito atarefado. Por ter pouco tempo para dispender
os cuidados necessários com o pai, que já está em idade avançada, optou por deixá-lo aos de uma clínica de repouso. Ocorre que,
passados três anos desde que Jorge deu entrada na clínica, o filho nunca foi visitá-lo ou, sequer, fez alguma ligação, deixando, inclusive,
de efetuar o pagamento do estabelecimento, motivo pelo qual, o proprietário foi até o Ministério Público informar a situação. Instaurado
procedimento de investigação e tomadas as medidas cabíveis, após um mês, José foi denunciado pela prática do crime de abondo de
idoso, previsto no art. 98 da Lei 10.741/03. Diante deste cenário, assinale a afirmativa correta.
 Distribuída a denúncia em uma vara criminal, o procedimento penal a ser adotado nesse caso, é o sumário, tendo em vista ser a pena
máxima inferior a 4 anos.
O procedimento a ser adotado nos crimes previsto no Estatuto do idoso, deve ser o sumaríssimo, aplicando-se as instituições da transação
penal e composição civil dos danos. 
Distribuída a denúncia, deve o processo tramitar pelo procedimento comum sumaríssimo, uma vez que se trata de crime previsto no Estatuto
do Idoso, com pena máxima de até 04 anos, aplicando-se as instituições da transação penal e composição civil dos danos.
Considerando que o crime de abandono de idoso, possui pena máxima de 03 anos, deverá tramitar pelo procedimento comum sumaríssimo,
entretanto, o denunciado não terá direito ao oferecimento de transação penal ou composição civil dos danos.
1
3 Q163367 Processo Penal > Juizados Especiais Criminais
Ano: 2024 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
José, conhecido por ser um sujeito de temperamento forte e pouca paciência, se envolveu em uma briga de trânsito com Pedro, o qual
dirigia seu veículo, quando veio a colidir na traseira do carro de José. Em meio a discussão, Pedro referiu que não iria arcar com os custos
do prejuízo causado, mesmo que tenha sido ele, o causador do acidente, momento em que José sacou do porta-luvas de seu veículo, um
revólver, e atirou contra Pedro, acertando-lhe na região do abdômen. As pessoas que estavam em via pública, assistindo à cena,
acionaram o serviço de atendimento móvel de urgência e a polícia militar. Quando a guarnição da polícia chegou ao local, José, alterado,
chamou um dos policiais de frouxo e disse que ele não sabia com quem estava falando. Após algumas semanas, o Ministério Público
ofereceu denúncia contra José, imputando-lhe a prática dos crimes de desacato e tentativa de homicídio, considerando que Pedro
sobreviveu. Diante deste cenário, assinale a afirmativa correta.
A ação penal deverá ser distribuída na vara do tribunal do júri, uma vez que aplicar-se-á o princípio da consunção, onde o crime de tentativa
de homicídio deverá absorver o desacato. 
Observando as regras de conexão e continência, o processo será de competência da vara do tribunal do júri, enfrentando, quanto ao crime
de desacato, deverão ser observados os institutos da transação penal e da composição dos danos civis.
O processo deverá ser cindido, cabendo à vara do tribunal do júri julgar o crime de tentativa de homicídio e o juizado especial criminal
processar e julgar o crime de desacato, uma vez que se trata de infração de menor potencial ofensivo. 
Observando as regras de conexão e continência, o processo será de competência da vara do tribunal do júri, não devendo ser observados os
direitos à transação penal e à composição dos danos civis, uma vez que se tratam de institutos do juizado especial criminal.
4 Q163366 Processo Penal > Recursos em processo penal
Ano: 2024 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Maria, de 19 anos, Pedro, de 21 anos e José de 65 anos, subtraíram, para si, mediante o arrombamento do cadeado de uma residência, o
equipamento de jardinagem e as luminárias do jardim. Presos em flagrante, após a adoção das medidas cabíveis, o Ministério Público,
ofereceu denúncia em face dos três, pela prática do crime de furto qualificado. Encerrada a instrução, sobreveio a sentença procedente,
condenando Maria, Pedro e José nos termos da denúncia. O advogado de Maria apelou da decisão, pois, além de não ter sido realizada
perícia para constatar o arrombamento do cadeado, Maria possuía, à época dos fatos, 19 anos, enquanto os advogados de Pedro e José,
deixaram transcorrer o prazo sem que fosse interposta apelação. O Tribunal deu provimento à apelação de Maria, reformando a sentença
de primeiro grau e diminuindo a pena de Maria, diante da ausência de laudo e presente a atenuante da menoridade relativa. Diante deste
cenário, assinale a afirmativa correta.
Considerando o concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por Maria, se estenderá aos demais, dessa forma, a diminuição da
pena se aplicará a Pedro e José, nos mesmos moldes de Maria. 
Conforme preceitua o Código de Processo Penal, em caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus, se
fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos outros, nesse caso, será diminuída a pena de Pedro
em decorrência da menoridade relativa e ausência de laudo e, a de José, apenas face a ausência de laudo. 
De acordo com o Código de Processo Penal, em caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado
em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos outros, nesse caso, a decisão se estenderá a Pedro e José,
apenas quanto a diminuição da pena face a ausência de laudo.
Conforme o Código de Processo Penal, em caso de concurso de agentes, apenas se aproveitará a decisão, caso o advogado dos réus seja o
mesmo ou sócios do mesmo escritório, não se estendendo, dessa forma, a decisão a Pedro e José.
2
5 Q163365 Processo Penal > Ação Penal
Ano: 2024 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Maria estava em sua residência, quando passou a ouvir alguns gritos vindo do quintal. Ao abrir a janela, para ver do que se tratava, se
depara com sua sogra, extremamente alterada, a chamando de traidora, falsa e outros adjetivos pejorativos. Incomodada com o
constrangimento que passou, Maria procura um advogado e ingressacom ação penal privada pelo crime de injúria, em face da sogra. 
Ocorre que, em decorrência do estresse que passava por causa dos aborrecimentos com a sogra, Maria veio a falecer por insuficiência
cardíaca. Cerca de 90 dias depois, ainda se recuperando do luto, a mãe de Maria procura o advogado para dar continuidade a ação. Diante
deste cenário, assinale a afirmativa correta.
O advogado deverá esclarecer à mãe de Maria que, embora fosse legítima para suceder a filha na ação, ocorreu a perempção, tendo em
vista que após a morte do requerelante, o sucessor tem até 60 dias para dar prosseguimento ao feito.
O advogado deve esclarecer à mãe de Maria que ela não tinha legitimidade para dar prosseguimento ao processo, uma vez que as ações
penais privadas são personalíssimas.
O advogado deverá esclarecer à mãe de Maria que a sucessão da ação é exclusiva aos descendentes, cônjuge e irmãos.
 O advogado deverá esclarecer à mãe de Maria que presente a legitimidade para suceder a filha em casos de morte ou ausência, tendo em
vista a transferência do direito de ação ao cônjuge, ascendente, descendente e irmãos, será dado prosseguimento ao feito.
6 Q163364 Processo Penal > Prisões > Prisão temporária
Ano: 2024 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
No dia 12 de outubro de 2023, Pedro foi preso em flagrante pela prática do crime de roubo. Na audiência de custódia, o magistrado
homologou o flagrante e concedeu a liberdade provisória a Pedro. No dia 03 de novembro de 2023, o Ministério Público ofereceu denúncia,
imputando-lhe a prática do crime de roubo, previsto no art. 157 do Código Penal. Durante a instrução processual, sobreveio a informação
de que o réu estaria ameaçando as testemunhas, a fim de assegurar que estas ficassem em silêncio. Frente à situação, o juiz decretou, de
ofício, a prisão temporária do réu, por conveniência da instrução criminal. Diante deste cenário, assinale a afirmativa correta.
Acertada a decisão do magistrado, uma vez que a prisão temporária, diferente da prisão preventiva, pode ser decretada de ofício. 
O magistrado se equivocou na decisão, considerando que, apesar de poder ser decretada de ofício, a prisão temporária não pode ser
decretada na fase processual.
O magistrado se equivocou na decisão, uma vez que a prisão temporária não pode ser decretada de ofício, bem como na fase processual.
Acertada a decisão do magistrado, que deverá indicar no mandado de prisão o período de duração da prisão, bem como o dia em que o
preso deverá ser libertado.
3
7 Q13403 Processo Penal > Juizados Especiais Criminais
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Carla praticou um crime de ameaça contra Odete, delito cuja ação penal somente se procede mediante representação. Na audiência,
atendidas as condições legais, com a representação da vítima, o Ministério Público propôs a Carla transação penal, mediante prestação de
serviços à comunidade pelo período de um ano. A proposta foi aceita por Carla, tendo sido o acordo homologado pelo juiz. Dois meses
depois, Odete tomou conhecimento de que Carla está descumprindo as condições impostas na transação penal, razão pela qual procura
um escritório de advocacia para esclarecer se pode ser adotada alguma medida do ponto de vista jurídico. 
Considerando apenas as informações narradas à luz do entendimento consolidado dos Tribunais Superiores, deverá ser esclarecido a
Odete que 
a homologação da transação penal não faz coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, pode o Ministério Público, com a
representação, oferecer denúncia contra Carla.
o descumprimento das cláusulas impostas na transação penal acarretará eficácia de título executivo à transação, que poderá ser executada
por Odete no juízo civil competente.
a homologação da transação penal faz coisa julgada material, não podendo ser adotada nenhuma medida em face de Carla no âmbito
criminal.
o descumprimento das cláusulas impostas na transação penal permite a continuidade da persecução penal, mas não será mais possível o
oferecimento de denúncia contra Carla.
8 Q13402 Processo Penal > Lei de Execução Penal
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Marcelo, primário, foi condenado à pena de 3 (três) anos de reclusão pela prática do delito de associação ao tráfico de drogas, previsto no
art. 35 da Lei nº 11.343/06, praticado em dezembro de 2020. Ele já cumpriu mais de 1 (um) ano de pena em regime semiaberto, possuindo
bom comportamento e sem cometimento de nenhuma falta disciplinar durante a execução da pena. 
Marcelo pretende pleitear o livramento condicional, e você, como advogado(a), foi contratado(a) pela família dele para acompanhar a
execução penal, devendo esclarecer que 
Marcelo não preenche o requisito objetivo para o benefício, uma vez que precisa cumprir mais de 2/3 da pena, ainda que não seja um crime
hediondo ou equiparado.
Marcelo já cumpriu o lapso temporal exigido, pois trata-se de agente não reincidente em crime doloso, devendo cumprir mais de 1/3 da pena.
considerando que o fato praticado não é hediondo ou equiparado, Marcelo já cumpriu o tempo exigido para a benesse, qual seja, 1/3 da
pena.
 Marcelo somente precisaria cumprir o lapso de 2/3 da pena caso fosse reincidente específico.
4
9 Q13401 Processo Penal > Sentença e Coisa Julgada
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Denilson foi denunciado pela suposta prática do crime de lesão corporal grave (art. 129, § 1º, I, do CP, com pena prevista em abstrato de
reclusão de 1 a 5 anos), narrando a denúncia que Denilson teria desferido socos e chutes contra Paulo, causando-lhe incapacidade laboral
por mais de 30 dias. Na instrução, Paulo relatou que, na ocasião do fato, após as agressões, Denilson teria subtraído sua carteira que
continha dinheiro e documentos, circunstância não contida na denúncia. Encerrada a instrução, o juiz de imediato proferiu sentença,
condenando Denilson com o incurso nas sanções do crime de roubo qualificado por lesão corporal grave (art. 157, § 3º, I, do CP, com
penas previstas em abstrato de reclusão de 7 a 18 anos e multa), fixando ainda um valor mínimo para reparação dos danos causados pela
infração, considerando os prejuízos sofridos pela vítima. 
Intimado, caberá ao advogado de Denilson, em grau de recurso, alegar a nulidade da sentença, porque 
ocorreu o instituto da emendatio libelli, e não poderia o juiz modificar a descrição do fato contida na denúncia, atribuindo-lhe definição jurídica
diversa com pena mais grave.
não poderia o juiz fixar, em sentença penal, valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, o que deverá ser pleiteado pela
vítima em ação civil.
ocorreu o instituto da mutatio libelli, com nova definição jurídica do fato, razão pela qual deveria o Ministério Público aditar a denúncia,
oportunizando a defesa ao acusado.
deveria o juiz cindir o processo, julgando apenas o delito de lesão corporal grave e remetendo os autos relativos ao crime de roubo ao juízo
competente para processar e julgar a ação.
10 Q13400 Processo Penal > Prisões > Prisão preventiva
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Júlio praticou um crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar contra seu genitor, Francis, de 62 anos (art. 129, §
9º, do CP Pena de detenção de 3 meses a 3 anos). Ao longo da investigação policial, o juiz, por representação do delegado de polícia,
decretou a prisão preventiva de Júlio, sob o fundamento de garantia da ordem pública. Alguns meses depois, já no curso da ação penal, o
magistrado, de ofício, revogou a prisão preventiva, alegando que faltavam motivos para que subsistisse a segregação. Francis então
procura a assistência de um advogado para esclarecimentos sobre a legalidade das decisões relativas à prisão.
 De acordo com a situação apresentada, deverá ser esclarecido a Francis que
a revogação da prisão preventiva foi legal, pois compete ao juiz, a qualquer tempo, de ofício ou a pedido das partes, decretar a prisãopreventiva ou revogá-la.
a prisão preventiva foi decretada de forma ilegal, pois a prisão preventiva somente é cabível no curso do processo, mas não ao longo da
investigação policial.
a revogação da prisão preventiva foi legal, pois, embora o juiz somente possa decretar a prisão preventiva a requerimento, pode revogá-la de
ofício.
a prisão preventiva foi decretada de forma ilegal, pois a pena máxima prevista em abstrato não é superior a 4 anos.
5
11 Q13399 Processo Penal > Ação Penal
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Otávio, estudante de direito, foi questionado por seu professor Mauro, sobre a ação penal e seus institutos. O professor, com intuito de
testar os conhecimentos de Otávio apresentou quatro assertivas sobre o assunto, das quais três seriam falsas e uma verdadeira. 
Você, respondendo por Otávio, deve marcar a alternativa correta que apresenta a assertiva que Otávio deve responder:
A ação penal não seguirá em relação ao querelado que recusar o perdão concedido pelo querelante, principalmente se aceito por eventual
coautor.
O óbito do ofendido extingue o direito de representação nos casos em que a lei a exija como condição para o oferecimento da denúncia.
Presentes os requisitos para a realização do acordo de não persecução penal, a autoridade judiciária poderá impor ao Ministério Público a
obrigação de ofertar o acordo.
A confissão exigida no acordo de não persecução penal não pode ser considerada como meio de prova apto a condenar o corréu que não se
submeta ao acordo.
12 Q13398 Processo Penal > Acordo de não persecução penal (ANPP)
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Rodrigo praticou um crime de lesão corporal contra sua esposa, Gabriela, no contexto de violência doméstica e familiar (art. 129, § 9º, do
CP, com pena cominada em abstrato de detenção de 3 meses a 3 anos). Após ser preso em flagrante delito, Rodrigo solicita a presença de
seu advogado para averiguar se terá direito à celebração do acordo de não persecução penal, ressaltando que é primário e que jamais foi
beneficiado pelo acordo de não persecução penal ou por qualquer outro instituto despenalizador.
A partir das informações narradas, deverá o advogado de Rodrigo esclarecer a seu cliente que
não poderá ser celebrado acordo de não persecução penal, pois se trata de crime cometido no âmbito de violência doméstica e familiar,
existindo vedação legal específica.
poderá ser celebrado acordo de não persecução penal, desde que confesse formal e circunstancialmente a prática do crime, mas não correrá
a prescrição durante seu cumprimento.
não poderá ser celebrado acordo de não persecução penal, pois a pena máxima cominada em abstrato ao delito é superior a 2 anos, o que
impede o benefício.
poderá ser celebrado acordo de não persecução penal, o qual será realizado entre Rodrigo, seu advogado e o juiz em audiência designada
para a verificação da voluntariedade.
13 Q11953 Processo Penal > Lei de Execução Penal
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Dificil
Arlindo cumpre pena definitiva pelo crime de roubo, em regime inicial fechado, tendo obtido, após o cumprimento dos requisitos legais,
progressão para o regime semiaberto. Certa noite, ao retornar para o estabelecimento prisional, Arlindo foi surpreendido pelos agentes
penitenciários levando consigo um celular para os demais detentos, fato definido como falta grave. Preocupado com as consequências
jurídicas que poderão advir do cometimento de falta grave, Arlindo consulta sua defesa, esclarecendo que está realizando atividade laboral
lícita durante o dia e planeja postular o benefício do livramento condicional nos próximos meses.  
Com base na legislação penal e no entendimento consolidado dos Tribunais Superiores, deverá ser esclarecido que a falta grave praticada
por Arlindo 
não acarretará regressão de regime nem interromperá o prazo para obtenção de livramento condicional. 
acarretará regressão para o regime fechado, mas não interromperá o prazo para obtenção de livramento condicional. 
acarretará regressão para o regime fechado e interromperá o prazo para obtenção de livramento condicional. 
não acarretará regressão de regime, mas interromperá o prazo para obtenção de livramento condicional.
6
14 Q11952 Processo Penal > Competência
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Policiais estaduais da cidade de Santana do Livramento/RS, cidade na fronteira entre Brasil e Uruguai, investigam um chefe do tráfico local.
No decorrer das investigações, ao ser interceptada uma conversa entre traficantes, se descobriu o dia que seria feita uma entrega de uma
grande quantidade de drogas.   
Com tais informações, os policiais efetuaram a prisão dos traficantes, no momento em que se descobriu integrantes da organização
criminosa responsáveis por trazer entorpecentes do Uruguai para revender no Brasil. 
Diante do caso narrado, marque a alternativa correta. 
A competência para julgamento dos crimes praticados será da Justiça Estadual, pois a prática do delito foi consumada em território brasileiro.
A prisão dos envolvidos foi irregular, tendo em vista que a investigação dos delitos foi feita pela Polícia Civil e, como se trata de crime de
competência Federal, todos os procedimentos investigatórios e eventuais prisões deveriam ser feitas pela Polícia Federal.  
Em razão do critério da prevenção, como a apreensão dos ilícitos foi feita pela Polícia Civil estadual, a competência para julgamento dos
crimes será da Justiça Estadual.  
Diante das informações obtidas no momento da prisão e apreensão dos entorpecentes, a competência para julgamento dos crimes será da
Justiça Federal. 
15 Q11951 Processo Penal > Recursos em processo penal > Embargos Infringentes e de Nulidade
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Facil
Flávio foi denunciado pela suposta prática do crime de divulgação de cena de sexo sem o consentimento da vítima, com causa de aumento
de pena por ter sido o delito praticado com o fim de vingança (art. 218-C, § 1º, do CP). Posterior defesa e instrução, o magistrado proferiu
sentença condenatória, afastando a causa de aumento de pena e condenando Flávio pelo crime na forma simples, tipificada no art. 218-C,
caput, do CP. Intimado, o Ministério Público interpôs apelação, requerendo o reconhecimento da causa de aumento de pena. A defesa
técnica de João, por sua vez, apresentou apelação, sustentando, preliminarmente, a nulidade da instrução por violação ao princípio da
ampla defesa. No mérito, requereu a absolvição.  No julgamento dos recursos, a Câmara Criminal, por unanimidade, afastou a preliminar de
nulidade da instrução e manteve a condenação. Por maioria, a Câmara Criminal afastou a causa de aumento de pena do § 1º do art. 218-C
do CP. Um dos desembargadores, porém, reconheceu a referida majorante, pois entendeu que a finalidade vingativa na divulgação da cena
de sexo estava suficientemente comprovada pela prova dos autos. Intimado, o Ministério apresentou embargos infringentes, requerendo o
acolhimento da causa de aumento de pena. Você, advogado(a) constituído(a) por Flávio, é intimado(a) para manifestação.  Com base na
situação hipotética, você deverá 
apresentar embargos de nulidade, requerendo o reconhecimento da preliminar de nulidade da instrução, apenas. 
apresentar embargos infringentes, requerendo o reconhecimento da preliminar de nulidade da instrução, apenas.
requerer o não conhecimento dos embargos infringentes apresentados pelo Ministério Público, apenas. 
apresentar embargos de nulidade, requerendo o reconhecimento da preliminar de nulidade da instrução, e postular o não conhecimento dos
embargos infringentes apresentados pelo Ministério Público.
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16 Q11950 Processo Penal > Ação Penal
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Facil
Carlos, insatisfeito com a colega de trabalho Patrícia, que fica por horas conversando pelo celular durante o expediente e então sobra mais
trabalho para ele, aproveita que Patríciafoi almoçar e vai até a mesa de trabalho dela, onde o celular está conectado à tomada carregando a
bateria. Com o ambiente vazio, Carlos bateu o aparelho na mesa, oportunidade em que trincou a tela do celular. Indignada, Patrícia
solicitou as imagens das câmeras de segurança do local, vindo a receber o vídeo 2 (dois) dias depois, no qual aparece com clareza toda a
ação de Carlos. Ela procura um advogado e questiona sobre a possibilidade de ser ajuizada alguma ação e em qual prazo. O advogado
deverá esclarecer que 
por ser crime de ação penal privada, poderá ser ajuizada queixa-crime no prazo de 6 (seis) meses, a contar da data do fato.
por ser crime de ação penal pública condicionada à representação, poderá ser ofertada denúncia pelo Ministério Público, desde que
represente no prazo de 6 (seis) meses. 
por ser crime de ação penal privada, poderá ser ajuizada queixa-crime no prazo de 6 (seis) meses, a contar da data da ciência da autoria do
fato.
por ser crime de ação penal pública, caso o Ministério Público fique inerte, abrirá possibilidade de ajuizar queixa-crime subsidiária da pública
pelo ofendido no prazo de 6 (seis) meses a contar do término do prazo da acusação.
17 Q11949 Processo Penal > Procedimentos Penais
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Juarez foi vítima de um crime de homicídio doloso consumado, cuja investigação apontou que o autor teria sido Rodrigo, o qual restou
denunciado e pronunciado pelo crime perante a 1ª Vara do Tribunal do Júri da comarca. Transitada em julgado a decisão de pronúncia e
designada data para o julgamento, os filhos de Juarez, uma semana antes da sessão plenária, procuram você, como advogado(a),
comprovando que os jurados convocados para atuarem no júri estão previamente decididos a absolverem Rodrigo por receio de
represália, tendo em vista que este é um criminoso de alta periculosidade e o chefe de uma organização criminosa. 
Desejando justiça, os filhos de Juarez manifestam interesse em intervir no processo como assistentes de acusação para a adoção da
medida judicial cabível ao caso. A partir das informações narradas, você esclarece que os filhos de Juarez 
poderão se habilitar como assistente de acusação e requerer ao Tribunal o desaforamento, sobre o qual a defesa deverá ser previamente
ouvida. 
não poderão se habilitar como assistente de acusação, mas poderão pedir ao juiz que determine a realização do julgamento em outra
comarca por declinação de competência.
poderão se habilitar como assistente de acusação, mas nada poderão postular nessa fase processual, pois a decisão de pronúncia já
transitou em julgado.
não poderão se habilitar como assistente de acusação, mas poderão solicitar ao Ministério Público que requeira a suspensão do julgamento
por suspeição dos jurados.
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18 Q11948 Processo Penal > Provas > Provas em espécie
Ano: 2023 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Diante de informação trazida ao delegado de polícia, há a determinação para instauração de inquérito policial para apuração de um delito
de homicídio. Segundo consta, Manoel, em 28.03.2022, teria praticado o delito de feminicídio (homicídio qualificado contra a mulher por
razões da condição de sexo feminino) em face de sua esposa Cristina. A partir daí, diversas diligências investigativas foram feitas,
especialmente para localizar o corpo de Cristina, que, segundo fora apurado, teria sido jogado em um rio próximo da cidade em que
residiam. Considerando o caso narrado, marque a alternativa correta. 
Como se trata de um delito de homicídio, ou seja, que deixa vestígios, é indispensável o exame de corpo de delito, o qual deve ser direto. 
Como se trata de um delito que envolve violência doméstica e familiar contra mulher, a realização do exame de corpo de delito terá prioridade
para ser realizado. 
Uma vez realizada a perícia por perito oficial, o juiz ficará adstrito aos seus termos, não podendo rejeitá-lo. 
Caso o corpo de Cristina não seja localizado e não seja possível fazer o exame de corpo de delito, tal poderá ser suprido pela confissão do
acusado.
19 Q12117 Processo Penal > Procedimentos Penais
Ano: 2022 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Normal
Tales foi denunciado pela suposta prática de um crime de homicídio doloso consumado qualificado pelo uso de recurso que dificultou a
defesa da vítima. Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Tales teria efetuado um disparo de arma de fogo contra Augusto
em uma via pública após pegá-lo totalmente de surpresa, dificultando que a vítima esboçasse reação, vindo o disparo a ser a causa
eficiente de sua morte. Porém, a exposição do fato criminoso foi narrada de forma incoerente na denúncia, com datas e horários
conflitantes, além de a qualificação de Tales não corresponder àquela apresentada na denúncia.
Outrossim, acompanharam a peça acusatória os autos do inquérito policial, no qual foi ouvida a testemunha Joana, que relatou nada ter
visto. Também há a transcrição do depoimento das testemunhas Sandro e Carolina, os quais relataram ter presenciado Tales surpreender
Augusto em uma esquina e alvejá-lo com uma arma de fogo.
Após ser regularmente citado por Oficial de Justiça, Tales constitui você como advogado(a), alegando que agiu em legítima defesa, embora
não haja provas nesse sentido. 
Considerando as informações narradas, você, sob o ponto de vista técnico, poderá pleitear
a absolvição sumária, ante a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato, sendo que, caso acolhida a tese, o Ministério
Público poderá interpor recurso de apelação.
a rejeição da denúncia, pois manifestamente inepta, porém a decisão de rejeição de denúncia não fará coisa julgada material.
a impronúncia, pois não há indícios suficientes de autoria, podendo ser formulada nova denúncia, enquanto não ocorrer a extinção da
punibilidade, se houver prova nova.
o afastamento da qualificadora, pois não há provas suficientes de que o crime teria sido praticado mediante recurso que dificultou ou
impossibilitou a defesa da vítima.
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20 Q12116 Processo Penal > Provas > Provas em espécie
Ano: 2022 Banca: Ceisc Instituição: OAB Dificuldade: Dificil
Samir praticou um crime de roubo contra um supermercado, ocasião em que efetuou um disparo contra José, o proprietário do
estabelecimento, causando-lhe lesão de natureza grave. Após uma busca nas imediações, policiais se depararam com uma das vítimas do
assalto que apontou Samir como sendo o autor do crime. Diante disso, os policiais, sem qualquer mandado, procederam a uma busca
pessoal em Samir, encontrando com ele uma arma de fogo e o dinheiro subtraído. Sendo assim, Samir foi preso em flagrante delito.  
Durante a investigação policial, um perito oficial compareceu ao estabelecimento onde ocorreu o fato para a realização da perícia,
consignando, no laudo, que houve a prática do roubo, embora tenha deixado de realizar perícia em José. Na ação penal, em audiência de
instrução, foram ouvidos as vítimas e os policiais, tendo sido Samir retirado da sala de audiências durante a oitiva das vítimas diante do
temor destas em depor na presença do acusado, considerando ainda a impossibilidade de prosseguimento do ato por videoconferência, o
que constou no termo de audiência. O advogado de Samir, no entanto, se fez presente em todas as oitivas. Em seu interrogatório, Samir
confessou ter sido o autor do fato, inclusive que efetuou o disparo contra José. Você, na condição de advogado(a) constituído(a) por
Samir, esclarece a seu cliente que
foi ilícita a busca pessoal realizada em Samir, devendo o auto respectivo ser desentranhado do processo, tendo em vista que a busca
pessoal exige a existência de um mandado judicial.
era indispensável o exame de corpo de delito para aferir a lesão corporal em José, não podendo supri-lo a confissão de Samir.
o juiz poderá formar sua convicção pela apreciação da perícia realizada na fase policial, inclusive podendo fundamentar sua decisão
exclusivamente neste elemento informativo para condenar Samir.não poderia a oitiva das vítimas ser realizada na ausência de Samir, pois é um direito do acusado participar de todos os atos processuais,
ainda que haja temor das vítimas.
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Gabarito:
01: A 02: D 03: B 04: C 05: A 06: C 07: A 08: A 09: C 10: C
11: D 12: A 13: B 14: D 15: C 16: C 17: A 18: B 19: B 20: B
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