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L ó g i c a Módulos Módulo A- Introdução à Lógica Módulo B-Meios de convencimento e argumentação Módulo C- Silogismos categóricos Módulo D- Lógica matemática e Tabelas-verdade Módulo E- Dialética Utilizamos raciocínio lógico diariamente, desde as decisões mais simples até as mais complexas, afinal, classificamo-nos como racionais. O raciocínio lógico é fundamental para o sucesso em concursos públicos: na própria decisão de prestar o concurso e em todas as disciplinas como português, direito, matemática ou contabilidade. RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS Para resolver problemas de raciocínio lógico é necessário muita atenção na leitura do enunciado, para identificar os dados e o que é pedido. Devemos utilizar somente as informações fornecidas no problema, independente de se considerar verdadeiras ou falsas. RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS Sempre que possível, devemos fazer esquemas e ou tabelas para facilitar a resolução. VÍDEO SOBRE ARISTÓTELES E A LÓGICA – POR VIVIANE MOSÉ Ser Ou Não Ser - Aristoteles E A Lógica - Viviane Mosé - Globo - Fantástico M ó d . A : I n t r o d u ç ã o à L ó g i c a Preparação Prévia Deduções lógicas 1º Episódio Sherlock Holmes A Lógica é uma área de estudo compreendida na filosofia. “Lógica é a ciência que estuda as leis gerais do pensamento e a arte de aplicá-las corretamente na investigação e demonstração da verdade dos fatos.” Introdução à lógica de Nerci, Inmideo Giusepe, Editora Nobel, 9ª Edição. “Lógica é a arte que dirige o próprio ato da razão, isto é, que nos permite chegar com ordem, facilmente e sem erro, ao próprio ato da razão.” Jacques Maritain. “O estudo da lógica é o estudo dos métodos e princípios usados para distinguir o raciocínio correto do incorreto.” Introdução à Lógica de Irving M. Copi, 2ª edição. Resumindo... A lógica é a disciplina que trata das formas de pensamento, da linguagem descritiva do pensamento, das leis de argumentação e raciocínio corretos, dos métodos e dos princípios que regem o pensamento humano. É ciência pois tem objeto definido Ciência Objeto definido As formas de pensamento A Lógica A palavra “lógica” e “lógico” é usada frequentemente com o mesmo significado de “razoável”. Exemplos: É lógico que sim. Vou te dar um explicação lógica. Este é um procedimento lógico. A Lógica • Assim, a lógica é caracterizada pelo uso de argumentos racionais. • O lógico está interessado em saber: a conclusão a que se chegou deriva das premissas usadas ou pressupostas? A lógica dividida em períodos - Forma clássica antiga ou lógica grega antiga - Entre os séculos IV a.C. até o século I d.C. - Principais nomes desta época: Platão, Aristóteles, Sócrates. A lógica dividida em períodos - Forma escolástica ou medieval - Entre os séculos XI e XV D.C. - Principais nomes desta época: Alberto Magno e Tomás de Aquino, Guilherme de Ockham A lógica dividida em períodos - Forma matemática - Início no século XVIII - Principais nomes desta época: Leibniz, Boole, Frege. M ó d . B : M e i o s d e C o n v e n c i m e n t o e A r g u m e n t a ç ã o Meios de Convencimento • Os argumentos: existem diversas maneiras de se convencer alguém. Tais modos de convencimento são chamados de argumentos, que podem ser corretos ou legítimos e outros podem ser incorretos ou ilegítimos. • Quando os meios de convencimento são incorretos ou ilegítimos, fazendo a inteligência titubear, chamamos de falácias. Falácias ou Sofismas Meios de Convencimento • As Falácias ou Sofismas: são raciocínios que pretendem demonstrar como verdadeiros os argumentos que logicamente são falsos. Sua eficiência consiste em transferir a argumentação do plano lógico para o psicológico ou linguístico, servindo-se da linguagem, visando despertar emoções e sentimentos que dão anuência a uma conclusão, mas não convencem logicamente. Falácias ou Sofismas Grupo psicológico 1. Conclusão irrelevante 2. Petição de princípio 3. Círculo vicioso 4. Falsa causa 5. Causa comum 6. Generalização apressada 7. Acidente 8. Contra o homem 9. Recurso à força 10. Apelo à ignorância 11. Apelo à piedade 12. Populismo 13. Apelo à autoridade 14. Pergunta complexa Falácias ou Sofismas Grupo linguístico 1. Equívoco 2. Anfibologia 3. Ênfase 4. Composição 5. Divisão Apresentações - Falácias ou Sofismas – 13/09 Grupo psicológico 1. Conclusão irrelevante: Francisco Rodrigues 2. Petição de princípio: João Royo 3. Círculo vicioso: Guilherme Furlan 4. Falsa causa: Vinícius Duarte 5. Causa comum: Tuane Ferreira 6. Generalização apressada: Alessandra Godoy 7. Acidente: Beatriz Ricci Apresentações - Falácias ou Sofismas – 20/09 Grupo psicológico 8. Contra o homem: Aline Monteiro 9. Recurso à força: Khaunae 10. Apelo à ignorância: Beatriz Miccoli 11. Apelo à piedade: Maria Eduarda 12. Populismo: Mayra Marques 13. Apelo à autoridade: Guilherme Barbosa 14. Pergunta complexa: Maxwell Apresentações - Falácias ou Sofismas – 27/09 Grupo linguístico 1. Equívoco: William Vulto 2. Anfibologia 3. Ênfase 4. Composição 5. Divisão: Bianca Prado Falácias – Grupo psicológico 1) Conclusão irrelevante: Quando se conduz a argumentação para uma conclusão, intencionalmente ou não, que não é garantida pelas considerações em questão. Conclui-se algo que não tem nada a ver com o contexto em questão. Falácias – Grupo psicológico 1) Conclusão irrelevante – exemplo: Discurso utilizado para incriminar alguém, tratando-se demoradamente do horror do delito sem considerar os atenuantes e as exceções que possa haver em determinados casos. Falácias – Grupo psicológico 2) Petição de princípio: Quando se pressupõe como certo o que se deveria ter demonstrado, ou seja, a conclusão a que leva um raciocínio é extraída de um ponto de partida, sendo que o que se quer provar é exatamente a veracidade deste ponto de partida. Falácias – Grupo psicológico 2) Petição de princípio - exemplo: A criança pergunta: a cegonha existe? O pai responde: Ora, se não existisse você não estaria aqui! Falácias – Grupo psicológico 3) Círculo vicioso: O ponto de partida e a conclusão carecem de demonstração. Um é demonstrado pelo outro formando um círculo. Falácias – Grupo psicológico 3) Círculo vicioso - exemplo: A inflação, aumento generalizado de preços, corrói o poder aquisitivo dos salários, que precisam ser aumentados. Este aumento de salários, por sua vez, gera a necessidade de se elevar os preços dos produtos (característica da inflação) para o pagamento dos mesmos salários. Falácias – Grupo psicológico 4) Falsa causa: Consiste no sofisma de atribuir a um fenômeno uma falsa causa ou concluir como sendo causa dele aquilo que somente o antecedeu. Também é comum atribuir causalidade à aquilo que é mera sucessão. Falácias – Grupo psicológico 4) Falsa causa - exemplo: Muitos dos pensamentos supersticiosos: Espelho quebrado causa sete anos de azar; cruzar com um gato preto ou passar por debaixo de escadas dá azar. Tomar um chá durante tantos dias curou o resfriado. Falácias – Grupo psicológico 5) Causa comum: Quando dois acontecimentos relacionados entre si são tomados um como causa do outro, sem considerar que ambos são causados por um terceiro. Falácias – Grupo psicológico 5) Causa comum - exemplo: Os programas de televisão causam a decadência moral da sociedade. Não levando em conta que tanto a programação como os próprios valores morais são frutos de outros fatores como ideias filosóficas, disputa de poder, interesses econômicos-políticos. Falácias – Grupo psicológico 6) Generalização apressada: Acontece quando se atribui ao todo o que é próprio de uma parte. A exceção é considerada como regra. Exemplos: piadas de sogras, portugueses, mulheres loiras. Falácias – Grupo psicológico 7) Acidente: Acontece quando se recorre a regras gerais, nãolevando em consideração as possíveis exceções às quais a regra não se aplicaria. Falácias – Grupo psicológico 7) Acidente - exemplo: A regra “não matar”. Há casos, em circunstâncias especiais, em que tais regras não se aplicam ou até mesmo exigem uma regra contrária. Falácias – Grupo psicológico 8) Contra o homem: Utilizado para refutar uma posição ou afirmação de alguém. A estratégia consiste em atacar diretamente a pessoa em questão ou atacá-la pela circunstância especial em que ela se encontra. Falácias – Grupo psicológico 8) Contra o homem - exemplo: Inviabilizar a candidatura de alguém apoiando-se no fato de estar com idade avançada ou ter saúde precária. Falácias – Grupo psicológico 9) Recurso à força: Recorre à ameaça do uso da força na tentativa de convencer alguém. Falácias – Grupo psicológico 9) Recurso à força - exemplo: Numa negociação salarial, o patrão pode lembrar sutilmente que existem muitas pessoas desempregadas, que trabalhariam de bom grado por tal salário. Falácias – Grupo psicológico 10) Apelo à ignorância: Baseia-se na suposição de que uma tese é verdadeira ou falsa, porque ainda não se demonstrou claramente a sua contrária. Falácias – Grupo psicológico 10) Apelo à ignorância - exemplo: “Como não há conhecimento e registro de transmissão de AIDS em consultório dentário, se conclui que não há perigo de contaminação.” Falácias – Grupo psicológico 11) Apelo à piedade: É a utilização de chantagem emocional para forçar a adesão de alguém a certo ponto. Falácias – Grupo psicológico 11) Apelo à piedade - exemplo: Um pai diz ao filho: “pode viajar, não tem problema, talvez você não me encontre vivo quando voltar”. Falácias – Grupo psicológico 12) Populismo: A falácia do populismo tenta atingir a massa. Busca conseguir a concordância da multidão para o que intenta, normalmente valendo-se de outras falácias. Falácias – Grupo psicológico 12) Populismo - exemplo: Campanhas publicitárias que tentam convencer o consumidor sobre as qualidades deste ou daquele produto através de associação psicológica com as cores nacionais, liberdade, status, esnobismo, etc. Falácias – Grupo psicológico 13) Apelo à autoridade: É critério válido para sustentar uma posição, apelar para o testemunho de alguém, que se constitui como autoridade reconhecida no específico campo do conhecimento a que tal posição se refere. Entretanto, valer-se do testemunho de outrem, reconhecida autoridade em um determinado campo do saber, pelo simples fato de ser uma autoridade, para apoiar posições que estão fora de sua especialização, é cometer a falácia do recurso à autoridade. Falácias – Grupo psicológico 13) Apelo à autoridade – exemplo: Comerciais com artistas que garantem as propriedades fabulosas do produto em questão, valendo-se da sua imagem. Falácias – Grupo psicológico 14) Pergunta complexa: Pela combinação de duas ou mais perguntas em uma só, procura-se confundir o interlocutor. Falácias – Grupo psicológico 14) Pergunta complexa - exemplo: Um repórter pergunta a um acusado: está arrependido do que fez? Se o acusado responde sim, conclui-se que o acusado cometeu o roubo. Se o acusado responde não, conclui- se que além de não admitir o delito, o acusado nem ao menos se arrepende. Falácias ou Sofismas Grupo linguístico 1. Equívoco 2. Anfibologia 3. Ênfase 4. Composição 5. Divisão Falácias – Grupo linguístico 1) Equívoco: Trata-se da utilização de uma mesma palavra, que tem sentidos totalmente diferentes para coisas diferentes. Consiste em utilizar-se de um termo que, por ser polivalente, pode provocar no ouvinte, intencionalmente, uma representação mental diversa, levando-o a concluir falsamente. Falácias – Grupo linguístico 1) Equívoco - exemplo: “Um prisioneiro não pode agir contra a lei, porque, pelo fato de já ser prisioneiro, ele não tem liberdade; e quem é privado de liberdade é justamente aquele que não pode agir”. Falácias – Grupo linguístico 1) Equívoco - exemplo: “Um elefante é um animal; portanto, um elefante pequeno é um animal pequeno.” “Os assassinos de crianças são desumanos. Portanto, humanos não matam crianças.” Falácias – Grupo linguístico 2) Anfibologia: Trata-se de um jogo de palavras que dá a falsa impressão de estar no contexto correto. Falácias – Grupo linguístico 2) Anfibologia - exemplo: O Rei Creso, antes de atacar Ciro (rei da Pérsia), consultou um oráculo e obteve a seguinte resposta: “Se Creso declarar guerra à Pérsia, verá a destruição de um grande exército”. Creso declara a guerra e é vencido. Ao queixar- se ao oráculo, Creso obtém a seguinte explicação: o grande exército que seria destruído era o seu. Falácias – Grupo linguístico 3) Ênfase: Uma mensagem pode ser acentuada em alguma(s) de sua(s) palavra(s) para produzir no receptor uma compreensão sobre o estado psicológico de quem fala (emissor) que deste modo tenta angariar a anuência dos outros para o seu objetivo. Falácias – Grupo linguístico 3) Ênfase - exemplo: Um anúncio publicitário que informa em letras garrafais apenas o preço da prestação de um bem e o valor total em letras menores ou até através de um minúsculo e quase imperceptível asterisco. Falácias – Grupo linguístico 4) Composição: A falácia é cometida quando se atribui ao todo as mesmas propriedades das partes, ou seja, quando se “compõe”, a partir da propriedade da parte, a conclusão com as mesmas propriedades. Falácias – Grupo linguístico 4) Composição - exemplo: ”O fato de a fotografia das cenas de um filme ser perfeita não autoriza classificar todo o filme como perfeito.” ”O político X é bom. Portanto, o partido ao qual ele pertence é um bom partido.” Falácias – Grupo linguístico Cuidado: composição x generalização apressada Alguém poderia pensar que, através da exceção que seria o político X, estar-se-ia generalizando apressadamente no sentido de que todo o partido deveria ser bom. Mas a analogia não estaria correta, uma vez que, mesmo que todos os membros do partido fossem bons políticos, mesmo assim o partido poderia não ser bom. As propriedades das partes são de ordem ou classe diferente das propriedades do todo. Falácias – Grupo linguístico 5) Divisão: É o processo inverso da composição. Ocorre quando se atribui às partes as mesmas propriedades do todo, quando se “divide” o todo, atribuindo à parte a mesma propriedade. Falácias – Grupo linguístico 5) Divisão - exemplo: O partido político ao qual pertence X é um bom partido. Logo, X é um bom político. O partido de X poderia ser um bom partido devido à sua organização, programa e, mesmo assim, ter, individualmente, maus políticos em seu quadro. As propriedades do todo não são, necessariamente, as mesmas que as propriedades das partes. Argumentação Argumentação O argumento logicamente válido pretende fundar-se em dados racionais. Argumentação • Raciocinar é inferir, ou seja, passar do que já se conhece de algum modo ao que ainda não se conhece completamente ou parcialmente. • Este processo mental é usado não só para atingir coisas novas, mas também para sustentar posições anteriormente conquistadas, ou ainda aprofundá-las. Argumentação • Assim como uma construção requer uma sequência de passos a serem dados desde o projeto até a sua consecução, também o raciocínio exige, a seu modo, uma série ordenada de passos que norteiam seu desenvolvimento. Objetivo O principal objetivo será a investigação da validade de ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um é a CONCLUSÃO e as demais PREMISSAS. Os argumentos estão tradicionalmente divididos em DEDUTIVOS e INDUTIVOS. Premissa : "Todo homem é mortal.” Premissa : "João é homem.” Conclusão : "João é mortal." Argumento dedutivo: a conclusão deduz-se “obviamente” das premissas. Premissa : "É comum após a chuva ficar nublado." Premissa : "Está chovendo."Conclusão: "Ficará nublado." Argumento Indutivo: A conclusão de que ficará nublado não se sustenta a partir das premissas, porque não necessariamente fica nublado após a chuva. Os argumentos estão divididos em dois tipos: dedutivos e Indutivos. • Todo argumento implica a pretensão de que suas premissas forneçam a prova da verdade de sua conclusão, porém somente um argumento dedutivo envolve a pretensão de que suas premissas fornecem uma prova conclusiva. • Para os argumentos dedutivos, os termos técnicos “válido” e “inválido” são usados no lugar de “correto” e “incorreto”. Um raciocínio dedutivo é válido quando suas premissas, se verdadeiras, fornecem provas convincentes para sua conclusão, ou seja, as premissas e conclusão estão de tal forma relacionadas que é absolutamente impossível as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa. Todo raciocínio (argumento) dedutivo é válido ou inválido. A tarefa da lógica dedutiva é esclarecer a natureza da relação entre as premissas e conclusão em argumentos válidos, e assim permitir a possibilidade de discriminar os argumentos válidos dos inválidos. Um raciocínio indutivo, por outro lado, envolve a “pretensão”, não de que suas premissas proporcionem provas convincentes da verdade de sua conclusão, mas de que somente forneçam algumas provas disso. Os argumentos indutivos não são “válidos” nem “inválidos” no sentido em que esses termos se aplicam aos argumentos dedutivos. Os raciocínios indutivos podem, é claro, ser avaliados como “melhores” ou “piores”, segundo o grau de verossimilhança ou probabilidade que as premissas confiram às respectivas conclusões. Outros exemplos: Como os testes demonstraram que foram precisos, pelo menos 2,3 segundos para manobrar a culatra do rifle de Oswald, é óbvio que Oswald não poderia ter disparado três vezes – atingindo Kennedy duas vezes e Connally uma vez – em 5,6 segundos ou menos. Outros exemplos: Premissa: os testes demonstraram que foram precisos, pelo menos 2,3 segundos para manobrar a culatra do rifle de Oswald. Conclusão: é óbvio que Oswald não poderia ter disparado três vezes – atingindo Kennedy duas vezes e Connally uma vez – em 5,6 segundos ou menos. Argumento dedutivo: a conclusão deduz-se “obviamente” da premissa de que Oswald não poderia ter disparado três vezes. Outros exemplos: Nota-se, pela situação do país, pelos hábitos do povo, pela experiência que temos tido sobre esse ponto, que é impraticável levantar qualquer soma muito considerável para a tributação direta. As leis fiscais têm-se multiplicado em vão; novos métodos para aplicar a arrecadação foram tentados inutilmente; a expectativa pública tem sido uniformemente desapontada e as tesourarias estaduais continuam vazias. Nota-se, pela situação do país, pelos hábitos do povo, pela experiência que temos tido sobre esse ponto, que é impraticável levantar qualquer soma muito considerável para a tributação direta. As leis fiscais têm-se multiplicado em vão; novos métodos para aplicar a arrecadação foram tentados inutilmente; a expectativa pública tem sido uniformemente desapontada e as tesourarias estaduais continuam vazias. Argumento Indutivo: A conclusão de que é impraticável levantar qualquer soma muito considerável por tributação direta é inferida à base de que longas experiências com leis fiscais, diferentes métodos de arrecadação e os hábitos de sonegação de impostos do povo, desapontaram a expectativa pública e esvaziaram as tesourarias estaduais. Contudo, não parece haver a pretensão de mostrar que a conclusão decorre, demonstrativamente, das premissas oferecidas em seu apoio. Concluindo sobre a Dedução e Indução A grande parte de lógica formal é essencialmente DEDUTIVA, enquanto que a INDUÇÃO tem menor abrangência por não gerar um raciocínio completamente sistematizado. Resumo Dedução • Do geral ao particular • A conclusão já está presente nas premissas • Não apresentam conhecimento novo. A conclusão por já estar nas premissas, nunca vai além delas. Indução • Do particular ao geral • A indução vai além das premissas • É probabilística, ou seja, a conclusão da indução tem apenas a probabilidade de ser verdadeira. #NaPrática TRECHO DO FILME – SHERLOCK HOLMES – RACIOCÍNIO DEDUTIVO http://www.youtube.com/watch?v=soF2dH94iQI M ó d . C : S i l o g i s m o s C a t e g ó r i c o s "Todo homem é mortal." Premissa maior "João é homem." Premissa menor "João é mortal." Conclusão Antecedente Consequente Silogismo:é a argumentação em que, de um antecedente que une dois termos a um terceiro, infere-se um consequente que une estes dois termos entre si. Análise dos termos: mortal, homem e João O termo mortal é um termo que é atribuído a um número maior de indivíduos que homem e João, porque mortal é atribuível a muitas e diversas outras coisas. M H Análise dos termos: mortal, homem e João Do mesmo modo, o termo homem atribui-se a João e a todos os outros indivíduos humanos, tendo assim uma extensão maior. H J Análise dos termos: mortal, homem e João Assim, a premissa que contém o termo de maior expressão chama-se premissa maior, a premissa que contém o termo de menor extensão chama-se premissa menor e a proposição que deriva dos dois termos chama-se conclusão. M H J Em resumo... Simplificadamente, podemos dizer que o silogismo determina um argumento ou um raciocínio dedutivo, o qual é formado por três proposições que são interligadas. Exemplo 1: Todo brasileiro é sul-americano. Todo nordestino é brasileiro. Logo, todo nordestino é sul-americano. Em resumo... Exemplo 2: Todo político é mentiroso. José é político. Logo, José é mentiroso. Assim, temos que a primeira e a segunda proposições são chamadas de premissas e a última é a conclusão. Premissa Maior (P1): Declaratória, donde todo M é P. Premissa Menor (P2): Indicativa, donde S é M Conclusão: A união das duas primeiras premissas, é possível deduzir a terceira. Falso Silogismo A falácia é considerada um “falso silogismo” uma vez que ela é inválida na construção de silogismos categóricos. Sendo assim, a falácia trata-se de um argumento enganoso, uma ideia equivocada ou uma crença falsa. Exemplo: Todos os cisnes não são negros. Alguns pássaros são cisnes. Logo, todos os pássaros não são negros. Para que as proposições acima sejam consideradas um silogismo, a conclusão deveria ser: Alguns pássaros não são negros. Isso ocorre porque a conclusão do silogismo sempre segue a premissa negativa ou particular, e neste caso, “alguns”. Exemplo de uso Na área do direito, o silogismo é utilizado como ferramenta para conclusão de fatos. Esse tipo de silogismo é classificado em: 1. Apresentação da premissa maior 2. Apresentação dos fatos 3. Conclusão pela legislação Exemplo: 1. Matar alguém é crime e o assassino deve ser punido 2. Joana matou alguém. 3. Logo, Joana deve ser punida. Princípios Princípios da tríplice identidade Princípio da afirmação universal: tudo o que é afirmado universalmente de um sujeito é afirmado de todos os indivíduos que estão contidos neste sujeito. Princípio da negação universal: tudo o que é negado universalmente de um sujeito é negado de todos os indivíduos contidos neste sujeito. Regras relativas às premissas: a extensão da proposição • A partícula quantificadora Todo é usada para determinar uma extensão universal: Todo homem é mortal. • A partícula quantificadora Algum é usada para determinar uma extensão particular: Algum homem é músico. Regras relativas às premissas – qualidade conforme a natureza do verbo – Proposição universal afirmativa (A): • Todo livro é instrutivo – Proposição universal negativa (E): • Todo livro não é instrutivo – Proposição particular afirmativa (I): • Algum livro é instrutivo – Proposição particular negativa (O): • Algum livro não é instrutivoRegras relativas às premissas: qualidade conforme a natureza do verbo • A qualidade afirmativa é mais forte que a qualidade negativa. • A quantidade universal é mais forte que a quantidade particular. Regras relativas às premissas Contrária, contraditória, subcontrária e subalternas Oito regras básicas da estrutura formal – argumentação silogística Relação entre os termos 1) Todo silogismo contém somente três termos: maior, médio e menor. 2) Nunca, na conclusão, os termos podem ter extensão maior do que nas premissas. 3) O termo médio não pode entrar na conclusão. 4) O termo médio deve ser universal ao menos uma vez. Oito regras básicas da estrutura formal – argumentação silogística Relação entre as premissas 5) De duas premissas negativas, nada se conclui. 6) De duas premissas afirmativas não pode haver conclusão negativa. 7) A conclusão segue sempre a premissa mais fraca. 8) De duas premissas particulares, nada se conclui.