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1 
 
 
MATERIA: PRÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA 
TEMA 2: FUNDAMENTOS PEDAGOGICOS NA APRENDIZAGEM 
 
DESCRIÇÃO 
A aprendizagem humana e a importância do protagonismo do aluno nesse processo, para o desenvolvimento de 
competências a partir de conhecimentos, habilidades e atitudes. 
PROPÓSITO 
Compreender aspectos marcantes da aprendizagem humana, destacando a importância do desenvolvimento de 
competências e a utilização de metodologias que promovam o protagonismo do aluno. 
OBJETIVOS 
MÓDULO 1 
Reconhecer os principais processos envolvidos na aprendizagem humana 
MÓDULO 2 
Distinguir alguns componentes pedagógicos envolvidos nos processos de desenvolvimento de competências 
MÓDULO 3 
Identificar a importância do protagonismo do aluno e algumas metodologias facilitadoras 
2 
 
INTRODUÇÃO 
Se você perguntar a um professor qual é a maior expectativa profissional que ele tem, certamente ele vai 
responder: que os alunos aprendam! 
A aprendizagem, no entanto, ainda é um grande mistério. Por que as pessoas aprendem de formas diferentes, em 
ritmos próprios e com estilos particulares? Quais os recursos pedagógicos que o professor pode utilizar para 
promovê-la? Há métodos de ensino melhores do que outros? 
É justamente este o objeto deste tema: a aprendizagem humana. Igualmente, alguns fatores envolvidos nos 
processos de ensino-aprendizagem, além de metodologias que podem facilitar para que tais processos sejam 
significativos, prazerosos e duradouros. 
 
 
MÓDULO 1 
Reconhecer os principais processos envolvidos na aprendizagem humana 
Neste vídeo você poderá vislumbrar os caminhos e as surpresas de aprender. 
 
COMO O SER HUMANO APRENDE – A MARAVILHA DA COGNIÇÃO 
Já utilizamos muito a palavra “aprendizagem”, mas é necessário estabelecer esse conceito. 
Vamos lá, então. 
SIGNIFICADO DO TERMO “APRENDIZAGEM” 
Vamos conceituar o termo “aprendizagem” recorrendo a uma triangulação: 
• O conceito etimológico; 
• O significado encontrado comumente em dicionários; 
• A referência a um conhecido teórico, autor de um livro muito utilizado em cursos de Psicologia e Pedagogia. 
Inicialmente, vejamos o conceito etimológico do termo: a palavra “aprendizagem” vem do latim. Tinha sentido 
no processo da educação baseada em uma relação mestre-discipular, em que o mestre é quem conduz e o 
aprendente é quem trilha o seu caminho e é guiado por ele (RAINHA, 2020). 
Agora, vamos ao dicionário... 
O Michaelis, Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, define que aprendizagem é: 
 
Ato ou efeito de aprender um ofício, uma arte ou ciência; aprendizagem. Tempo despendido nesse processo 
de aquisição de conhecimentos; aprendizagem. Denominação geral dada a mudanças permanentes de 
comportamento como resultado de treino ou experiência anterior; processo pelo qual se adquirem essas 
mudanças. 
3 
 
(MICHAELIS ON-LINE, 2020) 
Foto: Shutterstock.com 
E, finalmente, o conceito formulado por Ernest Hilgard, professor de Psicologia da Universidade de Stanford, que 
escreveu um conhecido livro sobre teorias de aprendizagem, hoje considerado um clássico. 
APRENDIZAGEM É O PROCESSO PELO QUAL UMA ATIVIDADE TEM ORIGEM OU É 
MODIFICADA PELA REAÇÃO A UMA SITUAÇÃO ENCONTRADA, DESDE QUE AS 
CARACTERÍSTICAS DA MUDANÇA DE ATIVIDADE NÃO POSSAM SER EXPLICADAS POR 
TENDÊNCIAS INATAS DE RESPOSTAS, MATURAÇÃO OU ESTADOS TEMPORÁRIOS DO 
ORGANISMO (POR EXEMPLO, FADIGA, DROGAS ETC.). 
(HILGARD, 1966, p. 3) 
Assim, podemos afirmar que a aprendizagem: 
• Provoca mudanças duradouras de comportamento. 
• Depende de situações estimuladoras, vindas do ambiente externo. 
• Não pode ser atribuída apenas à maturação ou a respostas inatas, como reflexos. 
• Não é decorrente de estados temporários do organismo, exatamente porque estes não são duráveis, não 
permanecem como aquisições do indivíduo. 
Tendo em vista os aspectos descritos, observe, a seguir, três exemplos de situações que não são caracterizadas 
como aprendizagens: 
 
Foto: Nanci Santos Iglesias/shutterstock.com 
João piscou repetidas vezes porque um grão de areia entrou em seu olho. 
 
Foto: Dmytro Zinkevych/shutterstock.com 
Um bebê começou a engatinhar depois que sustentou e girou a cabeça, rolou, e sentou. 
4 
 
 
Foto: Tyler Olson/shutterstock.com 
Pedro dormiu na aula porque ficou jogando videogame até muito tarde. 
CARACTERÍSTICAS DA APRENDIZAGEM 
Para complementar a conceituação de aprendizagem, vamos relacionar a seguir algumas características que são 
importantes para a compreensão desse tema: 
 
Imagem: Rômulo Rosa 
Você pode agora perguntar: 
Qual é a relação disso com o ensino, com os processos pedagógicos? 
A relação é total, a ação pedagógica deve ir ao encontro dessas características no planejamento, na gradação dos 
conteúdos, na escolha das metodologias, na integração do currículo, nas formas de avaliação da aprendizagem. 
5 
 
 
Foto: GagliardiPhotography/shutterstock.com 
FATORES DETERMINANTES DA APRENDIZAGEM 
Agora que já conceituamos e caracterizamos a aprendizagem, vamos estudar os fatores cognitivos que a 
constituem. 
Eles não excluem, por exemplo, fatores fisiológicos como maturação, nutrição, integridade dos órgãos sensoriais 
ou fadiga (física e psicológica). 
Vamos começar? 
ATENÇÃO 
PERCEPÇÃO 
MEMÓRIA 
FORMAÇÃO DE CONCEITOS 
ATENÇÃO 
Esse fator é muito importante para a aprendizagem. Chamamos de atenção o direcionamento da consciência e da 
concentração mental sobre determinado objeto. Fundamental para a aprendizagem, ela seleciona, ordena por 
ordem de importância e filtra as informações. 
A atenção é fundamental em todas as atividades, como trabalhar, dirigir um veículo e dialogar com as pessoas. 
Quando você estuda, precisa estar atento ao que está lendo ou ouvindo e, dependendo do nível de ensino e do 
conteúdo estudado, a atenção precisa ser mantida por mais tempo. 
Existem quatro tipos de atenção. Vamos conhecê-los. 
Atenção seletiva 
Permite que você determine o foco do que quer aprender. Lógico que ela está diretamente ligada à motivação. O 
conteúdo selecionado é aquele pelo qual você tem mais interesse. 
Atenção alternada 
A partir dela você consegue alternar o foco da atenção por mais de um conteúdo ou estímulo, sem que ela seja 
comprometida. 
Atenção sustentada 
Faz com que você consiga manter a atenção durante um período longo, em uma atividade constante. 
6 
 
Atenção concentrada 
É o tipo de atenção que faz com que você fique atento ao que faz ou aprende, independentemente dos demais 
estímulos presentes no ambiente. 
VOCÊ SABIA 
Diferentemente de outras funções mentais, a atenção pode ser treinada, aumentando a sua capacidade de fixação. 
Um dos pesquisadores que abordam esse tema é Daniel Goleman, autor do conhecido livro Inteligência 
Emocional. 
Daniel Goleman também escreveu um livro chamado Foco, em que afirma: 
PENSE NA ATENÇÃO COMO UM MÚSCULO MENTAL QUE PODEMOS FORTALECER POR 
MEIO DE EXERCÍCIOS. A MEMORIZAÇÃO EXERCITA ESSE MÚSCULO, BEM COMO A 
CONCENTRAÇÃO. O EQUIVALENTE MENTAL DE UMA SÉRIE DE LEVANTAMENTO DE PESO 
É PERCEBER QUANDO NOSSA MENTE DIVAGA E TRAZÊ-LA DE VOLTA AO ALVO. 
OCORRE QUE ESTA É A ESSÊNCIA DO FOCO UNIDIRECIONAL NA MEDITAÇÃO, QUE, VISTO 
PELA LENTE DA NEUROCIÊNCIA COGNITIVA, NORMALMENTE ENVOLVE O TREINAMENTO 
DA ATENÇÃO. SOMOS ORIENTADOS A MANTER O FOCO EM UMA COISA, COMO UM 
MANTRA OU A PRÓPRIA RESPIRAÇÃO. TENTE FAZER ISSO POR UM TEMPO E 
INEVITAVELMENTE A SUA MENTE IRÁ DIVAGAR. 
ASSIM, AS INSTRUÇÕES UNIVERSAIS SÃO AS SEGUINTES: QUANDO A SUA MENTE DIVAGAR 
— E VOCÊ PERCEBER QUE ISSO ACONTECEU —, TRAGA-A DE VOLTA AO SEU PONTO FOCAL 
E MANTENHA SUA ATENÇÃO LÁ. E QUANDO A SUA MENTE VOLTAR A DIVAGAR, FAÇA A 
MESMA COISA. E DE NOVO. E DE NOVO. E DE NOVO. 
(GOLEMAN, 2013, p. 163-164) 
 
Foto: rangizzz/shutterstock.com 
Concluindo, comentaremos uma situação muito comum para crianças e jovens de hoje. Embora muitas vezes eles 
não concentrem a atenção nas atividades escolares, ficam muito tempoprofundamente dedicados aos jogos 
eletrônicos que tanto apreciam. 
Nas pesquisas da literatura sobre games há referência à teoria do flow (em tradução livre algo como "fluxo" ou 
"estado de imersão"), proposta pelo psicólogo norte-americano Mihaly Csikszentmihalyi (1999). 
Sua teoria aborda o estado mental de um indivíduo engajado em uma atividade na qual se encontra completamente 
focado, envolvido e energizado — tal como acontece com os jogadores de games. 
Para o autor, a chave para a manutenção de um estado psíquico de flow é a busca de uma atividade que possa 
balancear as duas variáveis, proporcionando ao indivíduo uma situação de envolvimento e diversão, sem que ele 
7 
 
perceba a passagem do tempo. Evidentemente, tal experiência ocorre com bastante frequência em gamers quando 
estão em plena imersão no jogo. 
PERCEPÇÃO 
Esse fator também é muito importante para a aprendizagem. 
É impossível que a aprendizagem ocorra sem que haja a percepção de seu estímulo deflagrador. 
Comecemos conceituando sensação e percepção. A sensação é o dado imediato, captado pelos órgãos dos sentidos 
e registrado no cérebro. A percepção é o processo de associar, comparar, distinguir, apreciar e interpretar as 
sensações captadas, ou seja, a função cerebral que atribui significado aos estímulos sensoriais. 
É a partir da percepção que o indivíduo organiza e interpreta as impressões sensoriais, atribuindo significado ao 
meio que o cerca. 
Algumas variáveis afetam a percepção. Por exemplo: a sensação em si, as características do estímulo, o estado 
psicológico de quem recebe o estímulo. 
São cinco as principais formas de percepção, cada uma delas associada a um órgão dos sentidos. 
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal 
Percepção 
visual 
De formas, cores, posição no espaço, relações espaciais, coordenação visual e 
motora, constância de percepção e figura-fundo. 
Percepção 
auditiva 
De timbres, intensidade sonora e rítmica, localização auditiva, discriminação de 
sons, consciência fonológica. 
Percepção 
olfativa 
De odores. 
Percepção 
gustativa 
De sabores. 
Percepção tátil 
Discriminação tátil, binômio calor/frio, dor, reconhecimento de objetos, habilidade 
manual, coordenação óculo-manual. 
As percepções sensoriais têm correspondência nas áreas do cérebro, como mostra a imagem a seguir. 
8 
 
 
Imagem: Shutterstock.com adaptada por Rômulo Rosa 
MEMÓRIA 
A sua escolha foi pela memória. É ela que recebe, armazena, organiza, modifica e recupera a informação para o 
ser humano, sendo, portanto, fundamental para a aprendizagem. Da mesma forma que a aprendizagem modifica 
a memória, esta determina o que aprendemos. 
A memória é responsável pela aquisição, consolidação e evocação das informações. É essa terceira fase que 
caracteriza a aprendizagem. 
Como os demais fatores que afetam a aprendizagem, a memória está interligada aos aspectos emocionais. Como 
diz Iván Izquierdo: 
[...] TODOS RECORDAMOS ONDE ESTÁVAMOS E O QUE ESTÁVAMOS FAZENDO NA HORA EM 
QUE MORREU AYRTON SENNA OU QUANDO O SEGUNDO AVIÃO BATEU NA SEGUNDA TORRE 
DE MANHATTAN NO FAMOSO 11 DE SETEMBRO. NINGUÉM SE LEMBRA DO ROSTO DA 
PESSOA QUE NOS VENDEU OS INGRESSOS NA ÚLTIMA VEZ QUE FOMOS AO CINEMA, 
EMBORA O FILME TENHA SIDO MAGNÍFICO; RECORDAMOS, SIM, PARTE DO FILME, MAS 
NÃO TODO; QUANDO O VIRMOS PELA SEGUNDA VEZ NOTAREMOS QUANTOS MOMENTOS-
CHAVE DO FILME, QUANTOS GESTOS IMPORTANTES DO ATOR PRINCIPAL TÍNHAMOS 
ESQUECIDO DEPOIS DE VÊ-LO PELA PRIMEIRA VEZ. O IMPACTO EMOCIONAL DA NOTÍCIA 
DA MORTE DE SENNA OU DO CHOQUE DO AVIÃO CONTRA A TORRE FOI GRANDE; AS 
MEMÓRIAS GRAVADAS NESSE MOMENTO FORAM INFLUENCIADAS POR ESSA EMOÇÃO 
INTENSA. 
(IZQUIERDO, 2004, p. 36-37) 
Há vários modelos teóricos descritivos da memória. Escolhemos o que foi elaborado por Coll, Palacios e Marchesi 
(2004), e que fala de três sistemas de armazenamento das informações do ambiente: 
9 
 
 
Fonte: Eloiza da Silva 
A memória de curto prazo funciona de acordo com dois processos: 
Manutenção ou repetição 
Quando se repete mentalmente, por pouco tempo, a informação que se deseja guardar. 
Elaborativo ou repasse 
Aumenta o significado da informação, estabelecendo as relações desta com recordações e conhecimentos já 
existentes. 
FORMAÇÃO DE CONCEITOS 
Chamamos de conceitos as atribuições de significado que damos aos objetos, às situações, imagens com que nos 
deparamos no cotidiano. 
Embora os conceitos nos permitam dar nome e representar as coisas, eles podem ter diferentes interpretações, 
dependendo das pessoas e dos grupos. 
Vygotsky considera a formação de conceitos um processo criativo, orientado para a solução de problemas, e 
afirma que: 
 
Foto: Pataki Márta/Wikimedia commons/CC BY-SA 3.0Lev Vygotsky em 1934. 
10 
 
[...] É O RESULTADO DE UMA ATIVIDADE COMPLEXA EM QUE TODAS AS FUNÇÕES 
INTELECTUAIS BÁSICAS TOMAM PARTE. NO ENTANTO, O PROCESSO NÃO PODE SER 
REDUZIDO À ASSOCIAÇÃO, À ATENÇÃO, À FORMAÇÃO DE IMAGENS, À INFERÊNCIA OU ÀS 
TENDÊNCIAS DETERMINANTES. TODAS SÃO INDISPENSÁVEIS, PORÉM INSUFICIENTES SEM 
O USO DO SIGNO, OU PALAVRA, COMO O MEIO PELO QUAL CONDUZIMOS AS NOSSAS 
OPERAÇÕES MENTAIS, CONTROLAMOS O SEU CURSO E AS CANALIZAMOS EM DIREÇÃO À 
SOLUÇÃO DO PROBLEMA QUE ENFRENTAMOS. 
(VYGOTSKY, 1993, p. 50) 
Para o autor, há dois tipos de conceitos: 
Conceitos espontâneos ou cotidianos 
São desenvolvidos no decorrer da vida diária da criança, nas interações que estabelece com as pessoas e com o 
ambiente. 
Conceitos científicos 
São aqueles organizados em sistemas e inter-relacionados; são desenvolvidos por meio do ensino formal e do 
contato com adultos e crianças mais velhas. 
Podemos apresentar um quadro comparativo dos dois tipos de conceitos. 
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal 
Conceitos espontâneos ou cotidianos Conceitos científicos 
Mais concretos. Maior grau de abstração. 
Não são cientificamente sistematizados. 
Sofrem sistematização do saber universal, do 
conhecimento e da cultura. 
Servem de base e são ampliados, podendo tornar-
se conceitos científicos. 
São elaborados a partir de conceitos espontâneos 
que a criança já possui. 
A seguir, veja o ciclo de etapas percorridas até chegar à formação de um conceito: 
11 
 
 
Fonte: Eloiza da Silva 
Ilustrando o processo de aprendizagem e os modos como ocorre, vale a pena conhecer a Pirâmide de 
Aprendizagem de William Glasser. Glasser (1925-2013) foi um psiquiatra norte-americano, conhecido por seus 
estudos sobre saúde mental e comportamento humano. Elaborou uma pirâmide que mostra a proporção de 
conhecimento que é assimilada, de acordo com a maneira como o indivíduo estuda. 
 
Fonte: Eloiza da Silva 
Observe, por exemplo, a diferença entre a quantidade de conteúdo aprendido quando apenas lemos (10%) e 
quando aplicamos o conhecimento na prática, ou seja, quando fazemos (80%). 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
1. UMA DAS CARACTERÍSTICAS DA APRENDIZAGEM É SER É GRADATIVA. ISSO SIGNIFICA 
QUE ELA: 
Está presente do início ao fim da vida do ser humano. 
Ocorre a partir de processos cada vez mais complexos, à medida que o indivíduo se desenvolve. 
Tem por base e fundamento as aprendizagens anteriores que o indivíduo já realizou. 
Envolve e ativa todos os aspectos que constituem a personalidade do ser humano. 
Exige atividade externa (física) e interna, participação integral do indivíduo em todos os seus aspectos. 
12 
 
2. AO CHEGAR À ESCOLA, UMA CRIANÇA JÁ SABE QUE O SOL NASCE PELA MANHÃ, 
PERMANECE BRILHANDO DURANTE O DIA E DESAPARECE À TARDE, DANDO LUGAR À 
NOITE. AO FREQUENTAR A ESCOLA, APRENDE QUE O FENÔMENO DOS DIAS E NOITES SE 
DEVE AO MOVIMENTO DE ROTAÇÃO DA TERRA. A PRIMEIRA PARTE DA RESPOSTA TRATA 
DE UM CONCEITO............................ E A SEGUNDA PARTE ABORDA UM 
CONCEITO......................................... ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA AS PALAVRAS 
QUE PREENCHEM CORRETAMENTEAS LACUNAS DAS FRASES. 
Espontâneo - científico. 
Espontâneo - comparativo. 
Sensorial - científico. 
Científico - espontâneo. 
De classificação - científico. 
GABARITO 
1. Uma das características da aprendizagem é ser é gradativa. Isso significa que ela: 
A alternativa "B " está correta. 
 
A opção A se refere à característica de continuidade da aprendizagem. A resposta C focaliza a característica de 
cumulatividade da aprendizagem. Na resposta D está descrita a característica de globalidade da aprendizagem. A 
possibilidade E de resposta apresenta a característica de atividade da aprendizagem. 
2. Ao chegar à escola, uma criança já sabe que o sol nasce pela manhã, permanece brilhando durante o dia 
e desaparece à tarde, dando lugar à noite. Ao frequentar a escola, aprende que o fenômeno dos dias e noites 
se deve ao movimento de rotação da Terra. A primeira parte da resposta trata de um 
conceito............................ e a segunda parte aborda um conceito......................................... Assinale a 
alternativa que apresenta as palavras que preenchem corretamente as lacunas das frases. 
A alternativa "A " está correta. 
 
Conceitos espontâneos ou cotidianos são desenvolvidos no decorrer da vida diária da criança, nas interações que 
estabelece com as pessoas e com o ambiente. Conceitos científicos são organizados em sistemas e inter-
relacionados. São desenvolvidos por meio do ensino formal e do contato com adultos e crianças mais velhas. 
Quanto às opções incorretas, comparativo é um tipo de conceito científico, que permite comparar as diferenças 
ou semelhanças de dois objetos, considerando-se as propriedades que possuem em comum (tonalidade, dureza, 
peso, por exemplo); sensorial não faz parte dos tipos de conceito, é um tipo de conhecimento obtido por meio de 
experiências sensitivas e fisiológicas; e de classificação é um tipo de conceito científico que serve para 
estabelecer referência a determinado grupo de situações ou objetos que têm um ou mais elementos em comum, 
como gênero, cor, tamanho etc. 
 
MÓDULO 2 
Distinguir alguns componentes pedagógicos envolvidos nos processos de desenvolvimento de competências 
ASPECTOS PEDAGÓGICOS E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS 
No módulo anterior estudamos a maravilha que é a aprendizagem humana. Conhecemos o significado do termo, 
as características e alguns fatores que a determinam: atenção, percepção, memória e formação de conceitos. 
Vimos, ainda, que há dois tipos de conceitos: os espontâneos ou cotidianos, que a criança já traz ao chegar à 
escola, desenvolvidos no decorrer da vida diária, nas interações que estabelece com as pessoas e com o ambiente; 
13 
 
e os científicos, organizados em sistemas e inter-relacionados. Estes são desenvolvidos por meio do ensino formal, 
na escola, e do contato com adultos e crianças mais velhas. 
Agora, vamos falar da aprendizagem em termos de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes). 
O desenvolvimento de competências é a meta de todas as aprendizagens e os componentes pedagógicos 
estabelecidos nas instituições educacionais buscam alcançar essa meta. 
O QUE SIGNIFICA APRENDIZAGEM POR COMPETÊNCIAS? 
Não são muitos os consensos em Psicologia e Pedagogia quando tratamos da aprendizagem. No entanto, temos 
uma evolução histórica dos modelos e das teorias da aprendizagem que nos permite, sem entrar em polêmicas, 
optar pela aprendizagem por competências, que busca o desenvolvimento integral do indivíduo. 
Comecemos por listar quatro afirmativas que esclarecem o que é a aprendizagem por competências. 
A aprendizagem por competências exige estratégias pedagógicas promotoras de criatividade, iniciativa e 
pensamento crítico. 
A aprendizagem por competências não constitui um método de ensino, mas abrange um leque 
metodológico que dá destaque às metodologias ativas de ensino e de aprendizagem. 
A aprendizagem por competências não busca resolver problemas pedagógicos específicos, mas aprimorar 
o trabalho desenvolvido na escola. 
A aprendizagem por competências dá prioridade ao aluno, considerado o centro e o principal responsável 
pela aprendizagem. 
Comparando algumas características da aprendizagem por competências com a aprendizagem concebida de forma 
tradicional, podemos construir um quadro como o que apresentamos a seguir: 
APRENDIZAGEM TRADICIONAL 
Apenas os melhores alunos aprendem. 
Há um tempo de aprendizagem determinado para todos. 
Conceitos apresentados de forma generalizada, todos devem saber tudo. 
O ritmo de aprendizagem é o mesmo para todos. 
A avaliação focaliza o domínio de conceitos. 
APRENDIZAGEM POR COMPETÊNCIAS 
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Todos os alunos aprendem. 
O tempo de aprendizagem é variável, de acordo com os estilos e as características de cada aluno. 
Conceitos apresentados de forma diversificada, particularizada. 
O ritmo de aprendizagem é variável, estabelecido para cada aluno. 
A avaliação focaliza o domínio de competências. 
VAMOS CONCEITUAR COMPETÊNCIA? 
Entre a infinidade de conceitos encontrada na literatura, escolhemos três para ilustrar este módulo. 
Fleury e Fleury (2001) 
A noção de competência aparece associada a expressões verbais como saber agir, mobilizar recursos, integrar 
saberes múltiplos e complexos, saber aprender, saber se engajar, assumir responsabilidades, ter visão estratégica. 
Le Boterf (1995) 
A competência é o saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir 
conhecimentos, recursos e habilidades que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. 
Demo (2005) 
A capacidade de fazer e fazer-se cotidianamente significa ter competência; não é apenas fazer bem uma atividade, 
mas é principalmente estar atento a demandas, reconstruir, questionar, inovar. A qualidade é o centro, o alvo 
(inovação pelo conhecimento) e a política (intervenção ética e cidadania). 
O QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO CHA? 
Todos que estudam competências encontram essa expressão, constituída por três letras – CHA –, que designam 
os componentes das competências. 
O que elas significam? 
C - CONHECIMENTOS 
H - HABILIDADES 
A - ATITUDES 
A partir desses componentes alguns autores falam em: 
COMPETÊNCIAS COGNITIVAS 
Adquiridas por meio de escolarização, relacionadas aos conteúdos acadêmicos. 
COMPETÊNCIAS TÉCNICAS 
Relacionadas à capacidade de executar tarefas com bom desempenho. Referem-se a habilidades. 
COMPETÊNCIAS RELACIONAIS 
Referentes à capacidade de comunicação, de interação com grupos sociais. 
COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS 
15 
 
Refletem a capacidade de lidar e gerir as emoções, principalmente em situações de conflito, demonstrando empatia 
e resiliência. 
Podemos dizer que competência envolve, em caráter ampliado: 
 
Fonte: Eloiza da Silva 
Philippe Perrenoud escreveu um livro cujo título é Dez novas competências para ensinar (PERRENOUD, 2000), 
em que propõe que a formação docente contemple as seguintes competências: 
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal 
1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem. 
2. Administrar a progressão das aprendizagens. 
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação. 
4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho. 
5. Trabalhar em equipe. 
6. Participar da administração escolar. 
7. Informar e envolver os pais. 
8. Utilizar novas tecnologias. 
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão. 
10. Administrar a própria formação. 
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) 
A sigla BNCC significa Base Nacional Comum Curricular, que “é um documento de caráter normativo que define 
o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo 
das etapas e modalidades da educação básica” (MEC, 2017). 
16 
 
 
Foto: David Fuentes Prieto/shutterstock.com 
Lembrando: quando falamos em educação básica, referimo-nosà educação infantil, ao ensino fundamental (1º ao 
9º ano) e ao ensino médio. 
A referência citada como fonte da definição de BNCC é do Ministério da Educação. Lá, você encontra muito 
material interessante sobre o tema. Vale a pena acessar! 
Ainda de acordo com o portal do MEC (2017): 
A BASE ESTABELECE CONHECIMENTOS, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES QUE SE ESPERA 
QUE TODOS OS ESTUDANTES DESENVOLVAM AO LONGO DA ESCOLARIDADE BÁSICA. 
ORIENTADA PELOS PRINCÍPIOS ÉTICOS, POLÍTICOS E ESTÉTICOS TRAÇADOS PELAS 
DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, A BASE SOMA-SE AOS 
PROPÓSITOS QUE DIRECIONAM A EDUCAÇÃO BRASILEIRA PARA A FORMAÇÃO HUMANA 
INTEGRAL E PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE JUSTA, DEMOCRÁTICA E 
INCLUSIVA. 
A estrutura da Base Nacional Comum Curricular está assim estabelecida: 
17 
 
 
Imagem: MECBNCC (2017). 
Todo o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que compõem as competências, como vimos 
anteriormente, está contemplado na BNCC. 
NA BNCC, COMPETÊNCIA É DEFINIDA COMO A MOBILIZAÇÃO DE CONHECIMENTOS 
(CONCEITOS E PROCEDIMENTOS), HABILIDADES (PRÁTICAS, COGNITIVAS E 
SOCIOEMOCIONAIS), ATITUDES E VALORES PARA RESOLVER DEMANDAS COMPLEXAS DA 
VIDA COTIDIANA, DO PLENO EXERCÍCIO DA CIDADANIA E DO MUNDO DO TRABALHO. 
(BNCC, 2017, p. 8) 
AS DEZ COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, SEGUNDO A BNCC 
Na Base Nacional Comum Curricular são definidas dez competências gerais da educação básica, que devem 
organizar todo o planejamento didático das escolas brasileiras. Vamos apresentá-las a você: 
18 
 
 
Foto: YuryImaging/Shutterstock.com 
PRIMEIRA COMPETÊNCIA 
Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital 
para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, 
democrática e inclusiva. 
 
SEGUNDA COMPETÊNCIA 
Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a 
reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, 
formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das 
diferentes áreas. 
 
Foto: AlesiaKan/Shutterstock.com 
 
19 
 
 
Foto: ivSky/Shutterstock.com 
TERCEIRA COMPETÊNCIA 
Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de 
práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 
 
QUARTA COMPETÊNCIA 
Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e 
digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica para se expressar e partilhar 
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao 
entendimento mútuo. 
 
Foto: Andrey_Popov/Shutterstock.com 
 
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Foto: Rido/Shutterstock.com 
QUINTA COMPETÊNCIA 
Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, 
reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar 
informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autonomia na vida pessoal e 
coletiva. 
 
SEXTA COMPETÊNCIA 
Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe 
possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da 
cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 
 
Foto: obert Kneschke/Shutterstock.com 
 
21 
 
 
Foto: ViDI Studio/Shutterstock.com 
SÉTIMA COMPETÊNCIA 
Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis para formular, negociar e defender ideias, pontos 
de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o 
consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si 
mesmo, dos outros e do planeta. 
 
OITAVA COMPETÊNCIA 
Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 
 
Foto: Photographee.eu/Shutterstock.com 
 
22 
 
 
Foto: wavebreakmedia/Shutterstock.com 
NONA COMPETÊNCIA 
Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o 
respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos 
sociais, seus saberes, suas identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 
 
DÉCIMA COMPETÊNCIA 
Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando 
decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 
 
Foto: ESB Professional/Shutterstock.com 
ALGUNS COMPONENTES PEDAGÓGICOS ENVOLVIDOS NOS PROCESSOS DE 
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS 
Ao estabelecer o planejamento, as escolas devem mobilizar todos os recursos para promover a aprendizagem dos 
alunos e o desenvolvimento de competências, como determina a Base Nacional Comum Curricular. 
Citaremos três componentes pedagógicos fundamentais para que as escolas promovam aprendizagens 
significativas e realizem o desenvolvimento de competências. 
23 
 
CURRÍCULO 
 
Foto: Krakenimages.com/Shutterstock.com 
Segundo Libâneo (2010, p. 152), quando uma escola faz o seu Projeto Pedagógico, deve considerar o que já está 
instituído (legislação, currículos, métodos, conteúdos, clima organizacional etc.). Ao mesmo tempo instituir, 
estabelecer e criar objetivos, procedimentos, instrumentos, modos de agir, estruturas, hábitos e valores, 
ressignificando a própria cultura escolar. 
Assim sendo, não devem faltar: 
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal 
• Um bom diagnóstico. 
• Definições de princípios e finalidades da escola. 
• Concepção e organização do currículo (competências a desenvolver, conteúdos, metodologias, 
cronograma e avaliação do rendimento acadêmico). 
• Estratégias para a avaliação do próprio projeto. 
Normalmente, encontramos duas concepções da palavra “currículo”. A primeira enfoca a trajetória vital, 
acadêmica e profissional de um indivíduo; a segunda enfatiza o conjunto de disciplinas de um curso ou programa 
educacional. Estes são dois conceitos de currículo bastante conhecidos: 
[...] UM PROJETO, CUJO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E DESENVOLVIMENTO É INTERATIVO, 
QUE IMPLICA UNIDADE, CONTINUIDADE E INTERDEPENDÊNCIA ENTRE O QUE SE DECIDE 
EM NÍVEL DO PLANO NORMATIVO, OU OFICIAL, E EM NÍVEL DO PLANO REAL, OU DO 
PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM. 
(PACHECO, 2001, p. 20) 
Currículo é uma construção social do conhecimento, pressupondo a sistematização dos meios para que esta 
construção se efetive; a transmissão dos conhecimentos historicamente produzidos e as formas de assimilá-los, 
portanto, produção, transmissão e assimilação são processos que compõem uma metodologia de construção 
coletiva do conhecimento escolar, ou seja, o currículo propriamente dito (VEIGA NETO, 2002, p. 7). 
Um currículo escolar que tenha como foco o desenvolvimento de competências tem alguns pré-requisitos: 
Elaboração da matriz de competências pretendida. 
Definição dos conhecimentos, das habilidades e atitudes que compõem as competências definidas na matriz. 
Definição dos níveis de desempenho esperados, organizados em ordem crescente de expectativa. 
Definição do sistema de avaliação das competências. 
DIDÁTICA 
24 
 
 
Foto: ESB Professional/shutterstock.com 
A didática faz parte da Pedagogia e tem como foco os métodos e as técnicas de ensino, asmelhores formas de 
transmitir conhecimentos e desenvolver as competências dos alunos, além das relações entre o ensino e a 
aprendizagem. 
Segundo Libâneo (2002, p. 28), a didática é de grande importância para o trabalho dos educadores: 
OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO PRECISAM TER PLENO DOMÍNIO DAS BASES TEÓRICAS, 
CIENTÍFICAS E TECNOLÓGICAS, E SUA ARTICULAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS CONCRETAS 
DO ENSINO, POIS É ATRAVÉS DESSE DOMÍNIO QUE ELES PODERÃO REVER, ANALISAR E 
APRIMORAR SUA PRÁTICA EDUCATIVA. 
A didática envolve três aspectos fundamentais: 
 
Fonte: Eloiza da Silva 
 
Foto: Bot do Arquivo Nacional dos EUA/Wikimedia commons/Domínio Público
25 
 
 
Foto: People Image Studio/Shutterstock.com 
Nem é preciso dizer o quanto a didática evoluiu, no decorrer do tempo, entre as escolas de ensino tradicional e as 
modernas e progressistas. O desenvolvimento acelerado das tecnologias de informação e comunicação estabelece 
um ponto sensível nessa diferença. 
Na escola tradicional, entre outras características, a primazia para a didática era a aprendizagem de conteúdos. 
Nas escolas de hoje os conteúdos fazem parte das competências a serem desenvolvidas. O ensino por 
competências exige alternativas didáticas variadas e que contemplem o protagonismo do aluno, tido como centro 
do processo educativo. 
Segundo Perrenoud (1999, p. 64): 
A ABORDAGEM POR COMPETÊNCIAS LEVA A FAZER MENOS COISAS, A DEDICAR-SE A UM 
PEQUENO NÚMERO DE SITUAÇÕES FORTES E FECUNDAS, QUE PRODUZEM APRENDIZADOS 
E GIRAM EM TORNO DE IMPORTANTES CONHECIMENTOS. ISSO OBRIGA A ABRIR MÃO DE 
BOA PARTE DOS CONTEÚDOS TIDOS, AINDA HOJE, COMO INDISPENSÁVEIS. 
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 
A avaliação da aprendizagem é inerente a todo processo educativo. Deve ser entendida como um processo 
organizado, que objetiva compreendê-la e aprimorá-la. 
A finalidade principal da avaliação é fornecer informações sobre o processo pedagógico, que permitam aos 
agentes escolares decidir sobre intervenções e ajustes que forem necessários, em face do projeto educativo 
definido coletivamente e comprometido com a garantia da aprendizagem do aluno. 
Não é algo externo ou separado dos processos de ensino e aprendizagem ou um procedimento isolado, mas um 
conjunto de fases que se condicionam mutuamente e têm ordenação sequencial (formam um sistema). 
Ao considerarmos a avaliação como parte do processo educativo, ela se torna mais abrangente e ganha 
importância. Deixa de ser apenas a avaliação do aluno e passa a ser a avaliação de todos os componentes 
educacionais, incluindo dois tipos de variáveis, indissoluvelmente ligadas: 
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal 
• As variáveis da aprendizagem em si, aspectos cognitivos, afetivos e psicomotores, competências 
(conteúdos, habilidades e atitudes desenvolvidos). 
• As variáveis de ensino, como currículo, metodologias, conteúdos propostos, tipos de interação 
desenvolvidos e o próprio sistema de avaliação utilizado. 
Vamos agora conceituar a avaliação da aprendizagem a partir das palavras de dois autores bastante conhecidos: 
Definição 1 
A avaliação é "um juízo de valor sobre dados relevantes para uma tomada de decisão" (LUCKESI, 1996 p. 9). 
26 
 
Definição 2 
“Avaliar é julgar ou fazer uma apreciação de alguém ou alguma coisa, tendo como base uma escala de valores 
[ou] interpretar dados quantitativos e qualitativos para obter um parecer ou julgamento de valor, tendo por base 
padrões ou critérios” (HAYDT, 1998, p. 10). 
Para concluir, vamos lembrar que a avaliação da aprendizagem por competências parte da matriz que foi elaborada 
no momento da concepção e organização do currículo, incluindo a utilização de uma variedade de estratégias 
avaliativas, sem dispensar a autoavaliação dos alunos. 
Ao estudar as competências no trabalho e a sua avaliação, Wittorski (1998) propõe que, para melhor compreender 
o desenvolvimento das competências, é importante caracterizar não somente seu conteúdo, mas a forma pela qual 
elas se constroem na articulação dos meios de que o sujeito dispõe — os seus próprios e os que são oferecidos 
pelo contexto. 
Segundo ele, essa avaliação deve considerar, obrigatoriamente, três níveis: o do indivíduo, o do meio social e o 
nível mais amplo, da sociedade. 
Neste vídeo você conhecerá as noções, competências e habilidades aplicadas à educação. 
 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
1. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA UMA DAS CARACTERÍSTICAS DA 
APRENDIZAGEM POR COMPETÊNCIAS: 
Constitui um método de ensino bastante utilizado atualmente. 
Considera o professor e a didática como centro do processo e os principais responsáveis pela aprendizagem. 
Tem como objetivo principal resolver problemas de indisciplina e de evasão escolar. 
Destaca as metodologias de exposição oral e aquelas que são fundamentadas na teoria do reforço. 
Exige estratégias pedagógicas promotoras da criatividade, da iniciativa, do pensamento crítico. 
2. AS COMPETÊNCIAS RELACIONAIS SE RELACIONAM À CAPACIDADE DE COMUNICAÇÃO, 
DE INTERAÇÃO COM OS GRUPOS SOCIAIS. PERMITEM AO INDIVÍDUO ESTABELECER E 
MANTER RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS DURANTE A VIDA. NA BASE NACIONAL COMUM 
CURRICULAR, SÃO DEFINIDAS DEZ COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, QUE 
DEVEM ORGANIZAR TODO O PLANEJAMENTO DIDÁTICO DAS ESCOLAS BRASILEIRAS. 
ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA UMA COMPETÊNCIA PRIORITARIAMENTE 
RELACIONAL. 
Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo investigação, reflexão, 
análise crítica, imaginação e criatividade para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver 
problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base em conhecimentos de diferentes áreas. 
Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos 
de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o 
consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si 
mesmo, dos outros e do planeta. 
Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e 
digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica para se expressar e partilhar 
27 
 
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao 
entendimento mútuo. 
Exercitar empatia, diálogo, resolução de conflitos e cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, 
seus saberes, suas identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 
Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital 
para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, 
democrática e inclusiva. 
GABARITO 
1. Assinale a alternativa que apresenta uma das características da aprendizagem por competências: 
A alternativa "E " está correta. 
 
Observemos as opções incorretas: A – Ao contrário da resposta, a aprendizagem não constitui um método de 
ensino, mas uma concepção dos processos de ensino e aprendizagem; B - A aprendizagem por competências dá 
prioridade ao aluno, considerado o centro e o principal responsável pela aprendizagem; C - A aprendizagem por 
competências não busca resolver problemas pedagógicos específicos, mas aprimorar o trabalho desenvolvido na 
escola; D - A aprendizagem abrange um leque metodológico que dá destaque às metodologias ativas de ensino e 
de aprendizagem. 
2. As competências relacionais se relacionam à capacidade de comunicação, de interação com os grupos 
sociais. Permitem ao indivíduo estabelecer e manter relacionamentos saudáveis durante a vida. Na BaseNacional Comum Curricular, são definidas dez competências gerais da educação básica, que devem 
organizar todo o planejamento didático das escolas brasileiras. Assinale a alternativa que apresenta uma 
competência prioritariamente relacional. 
A alternativa "D " está correta. 
 
As opções incorretas citam competências gerais definidas pela BNCC, mas apresentam maior ênfase em aspectos 
cognitivos como exercitar a curiosidade intelectual, argumentar, utilizar linguagens variadas e entender e explicar 
a realidade. 
 
MÓDULO 3 
Identificar a importância do protagonismo do aluno e algumas metodologias facilitadoras 
Neste vídeo você aprenderá sobre a mudança de coadjuvante para protagonista no processo de aprendizagem. 
 
METODOLOGIAS FACILITADORAS DO PROTAGONISMO DO ALUNO NO PROCESSO DE 
APRENDIZAGEM 
28 
 
 
Foto: wavebreakmedia/Shutterstock.com 
No módulo anterior estudamos as competências e alguns componentes pedagógicos essenciais para o seu 
desenvolvimento na vida escolar. Definimos o significado do termo “aprendizagem por competências” e 
estabelecemos algumas comparações com a aprendizagem vista de forma tradicional. 
Conceituamos competências e seus componentes e vimos a atualidade do tema na Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC) em vigor no Brasil, que estabelece dez competências gerais a serem desenvolvidas em toda a 
educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio). 
Concluímos apresentando três fundamentos pedagógicos essenciais para a aprendizagem por 
competências: currículo, didática e avaliação. 
Neste módulo abordaremos um fundamento pedagógico à didática: algumas metodologias promotoras da 
aprendizagem significativa e do protagonismo do aluno nesse processo. 
O QUE QUEREMOS DIZER COM O TERMO “PROTAGONISMO DO ALUNO”? 
Ver o aluno como protagonista dos processos de ensino e aprendizagem significa priorizar a participação do 
estudante, dando a ele voz ativa nas atividades desenvolvidas na escola. Consiste em uma mudança profunda na 
educação, principalmente nos métodos convencionais e conservadores de transmissão do conhecimento. 
ATENÇÃO 
Não significa, porém, desvalorizar a figura do professor e diminuir sua importância. Ao contrário, o professor 
passa a ser um guia e parceiro do aluno, detentor do saber a ser transmitido e aquele que aponta caminhos para 
um aprendizado mais significativo e consistente. 
Isso implica aulas mais dinâmicas, mais intensidade de diálogo, atividades mais criativas, entre outros. O ensino 
e a aprendizagem tornam-se mais ativos e prazerosos para todos. 
ALGUMAS MANIFESTAÇÕES DO PROTAGONISMO DO ALUNO 
Tem liberdade de expressar as próprias opiniões. 
Reconhece o professor como orientador do processo de aprendizagem. 
Desenvolve o autoconhecimento, sabe quais são suas potencialidades e limitações. 
Participa do planejamento das atividades e da construção das regras de convivência na escola. 
Pode apresentar propostas de solução para os problemas vivenciados. 
29 
 
Formula hipóteses e propõe pesquisas, desenvolvendo a curiosidade científica. 
Reflete criticamente sobre a realidade que o cerca. 
Segundo Hernández, os fundamentos pedagógicos da aprendizagem escolar podem e devem contemplar o 
protagonismo dos alunos: 
É POSSÍVEL ORGANIZAR UM CURRÍCULO ESCOLAR NÃO POR DISCIPLINAS ACADÊMICAS, 
MAS POR TEMAS E PROBLEMAS NOS QUAIS OS ESTUDANTES SE SENTISSEM ENVOLVIDOS, 
APRENDESSEM A PESQUISAR [...] PARA DEPOIS APRENDER A SELECIONÁ-LAS, ORDENÁ-
LAS, INTERPRETÁ-LAS E TORNAR PÚBLICO O PROCESSO SEGUIDO. 
(HERNÁNDEZ, 1998, p. 19) 
METODOLOGIAS ATIVAS COMO PROMOTORAS DO PROTAGONISMO DO ALUNO E DAS 
APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS 
Temos como pressuposto que as metodologias ativas, tão em voga atualmente, são, por excelência, promotoras 
de aprendizagens significativas e de protagonismo dos alunos. 
Vamos estudar um pouco esse tema? 
O QUE SÃO METODOLOGIAS ATIVAS? 
Não é incorreto dizer que todas as metodologias de ensino buscam provocar alguma atividade dos alunos. Afinal, 
vimos no módulo 1 que: “a aprendizagem é dinâmica, não é absorção passiva, exige atividade externa (física) e 
interna, participação integral do indivíduo em todos os seus aspectos”. 
No entanto, se estabelecermos uma comparação, podemos verificar que: 
 
Fonte: Eloiza da Silva 
30 
 
Segundo Berbel (2011), as metodologias ativas, termo oriundo do inglês active learning methodologies, 
estimulam a autoaprendizagem e a curiosidade do aluno para pesquisar, refletir e analisar possíveis situações para 
tomada de decisão, tendo o professor como facilitador desse processo. 
Um dos precursores das metodologias ativas foi o filósofo, psicólogo e pedagogo americano John Dewey (1859-
1952), que defendia a autonomia e a atividade dos alunos como fundamentais para a aprendizagem, e afirmava 
que a educação deve ser feita na vida e não para a vida. Ele propõe que as atividades educativas sejam realizadas 
com o apoio de questões e problemas a serem resolvidos pelos próprios alunos, desenvolvendo a reflexão e a 
crítica. 
Afirma ainda que: “todos esses métodos dão aos alunos alguma coisa para fazer e não alguma coisa para aprender; 
e o ato de fazer é de tal natureza que exige a reflexão ou a observação intencional das relações; daí, naturalmente, 
resulta aprendizagem” (DEWEY, 1959, p. 169). 
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DAS METODOLOGIAS ATIVAS 
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal 
• Visam à ampliação das condições que favorecem a aprendizagem; 
• Reconhecem o aluno como sujeito e protagonista do processo de aprendizagem; 
• Estimulam a participação do aluno, respeitando sua liberdade para realizar escolhas; 
• Mobilizam estratégias voltadas para a aprendizagem significativa; 
• Propõem a aprendizagem de conteúdos contextualizados na realidade e na prática social; 
• Estimulam a socialização do conhecimento e dos resultados obtidos nas atividades desenvolvidas; 
• Disponibilizam o acesso a variados materiais de suporte à pesquisa; 
• Estimulam as atividades em grupos; 
• Utilizam a problematização como estratégia básica. 
 SAIBA MAIS 
O Arco de Maguerez 
Falar na problematização como estratégia básica das metodologias ativas nos remete ao Arco de Maguerez. 
O francês Charles Maguerez, em 1970, começou a trabalhar com a integração de adultos de países africanos que 
emigraram para a França a fim de trabalhar na agricultura e na indústria. Para ensinar àqueles alunos os conteúdos 
do idioma, do trabalho e da cultura francesa, criou um método, representado por um arco, em que as etapas 
começam e terminam na realidade, conforme mostra a imagem. 
31 
 
 
Fonte: Eloiza da Silva 
VANTAGENS DO USO DOS MÉTODOS ATIVOS 
Destacamos cinco vantagens do uso das metodologias ativas: 
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal 
• Estímulo à motivação de quem aprende e de quem ensina; 
• Aprendizagem significativa, com maior aquisição e permanência de conhecimento, assim como 
mudanças promovidas na estrutura cognitiva de quem aprende e de quem ensina; 
• Desenvolvimento de competências para atuar em novos contextos e novas situações; 
• Estímulo à reflexividade e à capacidade crítica; 
• Reforço da autoestima dos participantes dos processos de ensino e aprendizagem por meio do 
desenvolvimento da autonomia. 
É ilustrativa a afirmação de Luzzi (2014) ao falar da problemática ambiental: 
É FUNDAMENTAL UMA EDUCAÇÃO QUE PERMITA DESVELAR OS SENTIDOS DA REALIDADE, 
PROBLEMATIZANDO AS INTERPRETAÇÕES DAS DIFERENTES FORÇAS SOCIAIS 
EXISTENTES, POIS, AO INTERPRETÁ-LAS, ESSA PRÁTICA EDUCATIVA ABRE UM CAMPO DE 
NOVAS POSSIBILIDADES DE COMPREENSÃO E AUTOCOMPREENSÃO, NO SENTIDO DO 
REPOSICIONAMENTO E DO COMPROMISSO DOS SUJEITOS [...]. 
(LUZZI, 2014, p. 446) 
ALGUMAS METODOLOGIAS ATIVAS 
Apresentamos a você um quadro dos métodos ativos mais conhecidos e utilizados. Veja os que você conhece ou 
já experimentou, e procure pesquisarum pouco sobre os demais. 
Aprendizagem baseada em problemas (PBL) – criado por John Dewey 
32 
 
Projetos 
Centros de interesse – criado por Ovide Decroly 
Unidades de experiência 
Sala de aula invertida 
Alunos com a mão na massa/Cultura Maker (DIY) 
Instrução por pares 
Rotação por estações 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
1. DOIS PROFESSORES, CONVERSANDO, FALAVAM DA UTILIZAÇÃO DAS METODOLOGIAS 
ATIVAS NA REALIDADE DE SUAS ESCOLAS. A SEGUIR, VOCÊ ENCONTRA SEIS VANTAGENS 
DA UTILIZAÇÃO DAS METODOLOGIAS ATIVAS, APONTADAS POR UM DOS PROFESSORES. 
LEIA COM ATENÇÃO. 
1. REFORÇO DA AUTOESTIMA DOS PARTICIPANTES DOS PROCESSOS DE ENSINO E 
APRENDIZAGEM POR MEIO DO DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA. 
2. ESTÍMULO À REFLEXIVIDADE E À CAPACIDADE CRÍTICA. 
3. DIMINUIÇÃO DO TRABALHO DO PROFESSOR. 
4. DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PARA ATUAR EM NOVOS CONTEXTOS E NOVAS 
SITUAÇÕES. 
5. ESTÍMULO À MOTIVAÇÃO DE QUEM APRENDE E DE QUEM ENSINA. 
6. VANTAGEM DE TRABALHAR COM MATERIAIS MAIS ECONÔMICOS. 
AGORA, ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA CORRETAMENTE AS PRINCIPAIS 
VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DOS MÉTODOS ATIVOS: 
1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 
2 – 3 – 4 – 5 – 6 
1 – 2 – 4 – 6 
1 – 2 – 4 – 5 
1 – 3 – 4 – 5 
2. DENTRE AS ALTERNATIVAS QUE APRESENTAMOS A SEGUIR, ASSINALE AQUELA QUE 
EXPRESSA UM EXEMPLO DE PROTAGONISMO DO ALUNO NO PROCESSO EDUCATIVO. 
33 
 
O professor é reconhecido como o centro e a figura mais importante do processo de aprendizagem. 
O aluno é um mero observador da realidade que o cerca. 
O aluno pode formular hipóteses e é incentivado a propor pesquisas, desenvolvendo a curiosidade científica. 
O aluno tem um espaço limitado para expressar as próprias opiniões. 
O aluno recebe as atividades prontas e acata o planejamento delas e a construção das regras de convivência na 
escola. 
GABARITO 
1. Dois professores, conversando, falavam da utilização das metodologias ativas na realidade de suas 
escolas. A seguir, você encontra seis vantagens da utilização das metodologias ativas, apontadas por um dos 
professores. Leia com atenção. 
1. Reforço da autoestima dos participantes dos processos de ensino e aprendizagem por meio do desenvolvimento 
da autonomia. 
2. Estímulo à reflexividade e à capacidade crítica. 
3. Diminuição do trabalho do professor. 
4. Desenvolvimento de competências para atuar em novos contextos e novas situações. 
5. Estímulo à motivação de quem aprende e de quem ensina. 
6. Vantagem de trabalhar com materiais mais econômicos. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta corretamente as principais vantagens da utilização dos métodos ativos: 
A alternativa "D " está correta. 
 
A utilização das metodologias ativas não contempla vantagens como as expressas nas opções 3 (fazer com que o 
professor tenha menos trabalho) e 6 (a vantagem econômica de utilizar materiais baratos). 
2. Dentre as alternativas que apresentamos a seguir, assinale aquela que expressa um exemplo de 
protagonismo do aluno no processo educativo. 
A alternativa "C " está correta. 
 
Observe como deveriam ser redigidas as demais alternativas, de modo a se apresentarem corretas: 
a) O professor é reconhecido como orientador do processo de aprendizagem. 
b) O aluno reflete criticamente sobre a realidade que o cerca. 
d) O aluno possui liberdade de expressão das próprias opiniões. 
e) O aluno participa do planejamento das atividades e da construção das regras de convivência na escola. 
CONCLUSÃO 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Este tema foi desdobrado em três enfoques: o conceito, as características e os determinantes da aprendizagem; a 
aprendizagem norteada por competências e a sua importância, além das dez competências gerais definidas pela 
Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que orientam toda a educação básica no Brasil e o seu impacto em 
três componentes pedagógicos: currículo, didática e avaliação; e o protagonismo do aluno, de como é 
fundamental, e as metodologias ativas, que o promovem. 
Poderemos, assim, fazer o que Assmann (2007) chamou de reencantar a Educação: 
SERIA ABSURDO QUERER ELIMINAR DA NOSSA PERCEPÇÃO DO TEMPO OS CICLOS E 
REINÍCIOS. TAMBÉM NA EDUCAÇÃO HÁ RITMOS, CICLOS, RETORNOS SOBRE AS MESMAS 
34 
 
COISAS. EM TODAS AS FORMAS, PORÉM, A INOVAÇÃO É FUNDAMENTAL. AINDA MAIS 
QUANDO AS NOVAS TECNOLOGIAS NOS MERGULHAM NUMA DINÂMICA INÉDITA, CUJAS 
PROPRIEDADES JÁ TEM ATÉ NOMES BEM SOLENES: CONECTIVIDADE, INTERATIVIDADE, 
TRANSVERSALIDADE (TRANSVERSATILIDADE). 
(ASSMANN, 2007, p.227) 
 
AVALIAÇÃO DO TEMA: 
REFERÊNCIAS 
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VYGOTSKY, L. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1993. 
WITTORSKI, R. De la fabrication des competences. In: WITTORSKI, R. La compétence au travail. Paris, n. 
135, p.57-69, 1998. 
 
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1. Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, trata-se de “um transtorno neurobiológico, de causas 
genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se 
caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade”. 
Sugerimos dois materiais que podem esclarecer bastante o assunto: 
• O primeiro é o texto Jogos ajudam estudantes a ter mais atenção e concentração, disponível no site do 
Ministério da Educação. 
• O segundo é o vídeo Ligado em Saúde – TDAH em adultos, disponível no site da Fiocruz. 
2. Ao estudar a aprendizagem, vimos que ela tem relação estreita com processos fisiológicos e também com os 
emocionais. Sugerimos o filme Divertida Mente, animação vencedora do Oscar, lançada em 2015, que aborda 
um tema complexo — o pensamento — de forma leve e divertida, com ênfase nos sentimentos e na memória. 
3. Se você se interessou pelo tema da aprendizagem por competências, recomendamos a leitura do 
texto Competências e habilidades: elementos para uma reflexão pedagógica, do professor Lino Macedo, do 
Departamento de Psicologia da USP e criador da matriz de competências do ENEM. 
4. O uso de métodos ativos está ligado, de forma indissociável, à utilização da mediação tecnológica por meio 
das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Um texto que enfoca essa questão é Mudando a educação 
com metodologias ativas, de autoria de José Morán, professor da Universidade de São Paulo. O capítulo foi 
publicado no livro Mídias Contemporâneas: Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: 
aproximações jovens – Volume II, organizado por Carlos Alberto de Souza e Ofelia Elisa Torres Morales, 
publicado pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (PROEX) da Universidade Estadual de Ponta 
Grossa (UEPG), Paraná, em 2015.

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