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ENGENHARIA ECONÔMICA A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado do Espírito Santo, com unidades presenciais em Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória, e com a Educação a Distância presente em todo estado do Espírito Santo, e com polos distribuídos por todo o país. Desde 1999 atua no mercado capixaba, destacando-se pela oferta de cursos de graduação, técnico, pós-graduação e extensão, com qualidade nas quatro áreas do conhecimento: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, sempre primando pela qualidade de seu ensino e pela formação de profissionais com consciência cidadã para o mercado de trabalho. Atualmente, a Multivix está entre o seleto grupo de Instituições de Ensino Superior que possuem conceito de excelência junto ao Ministério da Educação (MEC). Das 2109 instituições avaliadas no Brasil, apenas 15% conquistaram notas 4 e 5, que são consideradas conceitos de excelência em ensino. Estes resultados acadêmicos colocam todas as unidades da Multivix entre as melhores do Estado do Espírito Santo e entre as 50 melhores do país. MISSÃO Formar profissionais com consciência cidadã para o mercado de trabalho, com elevado padrão de quali- dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança e modernidade, visando à satisfação dos clientes e colaboradores. VISÃO Ser uma Instituição de Ensino Superior reconhecida nacionalmente como referência em qualidade educacional. R E I TO R GRUPO MULTIVIX R E I 2 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 3 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte) Nara Stefano, Dra. Engenharia Econômica / Stefano, Nara - Multivix, 2020 Catalogação: Biblioteca Central Multivix 2020 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. 4 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LISTA DE QUADROS UNIDADE 2 Tabela 1 – Juros simples 36 Tabela 2 – Principais fórmulas para os juros simples 36 Tabela 3 – Juros compostos 40 Tabela 4 – Exemplo de taxa efetiva de juro 44 Tabela 5 – Exemplo de fluxo de caixa 46 Quadro 1 – Classificação dos fluxos de caixa não convencionais 52 UNIDADE 3 Quadro 1 – Classificação dos sistemas de amortização no Brasil 59 UNIDADE 4 Tabela 1 – Resultados da empresa A e B do último período 71 Tabela 2 – Resultados da empresa A e B do último período 72 Tabela 3 – Resultados da empresa A e B do último período 73 5 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LISTA DE FIGURAS UNIDADE 1 Figura 1 – Decisões 14 Figura 2 – Engenharia Econômica 16 Figura 3 – Exemplo da fabricação de smartphones 17 Figura 4 – Juros da divida 19 Figura 5 – Bens de consumo 21 Figura 6 – Base anual das taxas de juros 22 Figura 7 – Taxa de juros 23 Figura 9 – Tomada de decisão 25 Figura 10 – Teoria prescritiva de tomada de decisão 27 Fluxograma 1 – Passos para a tomada de decisão gerencial 30 UNIDADE 2 Figura 11 – Tomada de decisão 32 Figura 1 – Juros 37 Figura 2 – Empréstimo 39 Figura 3 – Juros acumulados 41 Figura 4 – Fluxo de caixa 43 Figura 5 – Manhattan 44 Figura 6 – Transações financeiras 45 Figura 7 – Representação gráfica do fluxo de caixa 48 Figura 8 – Classificação padrão de fluxo de caixa 50 Figura 9 – Solução 51 Figura 10 – Representação gráfica da equivalência financeira 52 Figura 11 – Equivalência financeira 52 6 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 UNIDADE 3 Figura 1 – Empréstimo 58 Figura 2 – O dinheiro 60 Figura 3 – Fundo amortização 63 Figura 4 – Título 64 Figura 5 – Fundo amortização 65 Figura 6 – Análise financeira 67 Figura 7 – Análise financeira 70 UNIDADE 4 Figura 1 – Análise de projetos 80 Figura 2 – Elaboração de projetos 81 Figura 3 – Investimento 82 Figura 4 – Estudo de critérios financeiros e econômicos 83 Figura 5 – Obras civis 85 Figura 6 – Pontos fortes e fracos dos processos 87 Figura 7 – Cliente adquirindo o produto 89 Figura 8 – Risco e incerteza 90 Figura 9 – Riscos e incertezas 92 Figura 10 – Simulação de riscos. 94 Figura 11 – Simulação de riscos 95 UNIDADE 5 Figura 1 – Tempo e investimento 102 Figura 2 – Taxa de inflação 102 Figura 3 – Incerteza 103 Figura 4 – Custo de oportunidade 104 Figura 5 - Fluxo de caixa 106 Figura 6 - Taxa de desconto 107 Figura 7 - Fluxo de caixa 108 Figura 8 - Fluxo de caixa 109 Figura 9 - Fluxo de caixa 110 7 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Figura 10 - Ações 111 Figura 11 - Interseção ou ponto de Fisher 112 Figura 12 - Lucratividade 113 Figura 13 - Condições do mercado 115 UNIDADE 6 Figura 1 – Preço de venda do produto 120 Figura 2 – Ponto de equilíbrio 122 Figura 3 – Lucro 123 Figura 4 – Lucratividade. 124 Figura 5 – Ativos 127 Figura 6 – Estoque 128 Figura 7 – Verificação e análises de negócios 130 Figura 8 – Verificação e análises de negócios 132 Figura 9 – Análise financeira 133 Figura 10 – Reunião entre investidores 135 Figura 11 – Análise horizontal 137 Figura 12 – Impostos 138 8 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 10 1 ENGENHARIA E TOMADA DE DECISÃO 13 INTRODUÇÃO DA UNIDADE 13 1.1 ASPECTOS GERAIS SOBRE A ENGENHARIA ECONÔMICA 13 1.2 CONCEITOS BÁSICOS SOBRE TOMADA DE DECISÃO 24 2 TAXA DE JUROS E FLUXOS DE CAIXA 35 INTRODUÇÃO DA UNIDADE 35 2.1 TAXAS DE JUROS 37 2.2 FLUXO DE CAIXA 47 3 AMORTIZAÇÃO E MÉTODOS DE AVALIAÇÃO 57 INTRODUÇÃO DA UNIDADE 57 3.1 SISTEMAS DE MORTIZAÇÃO 58 3.2 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO 64 4 DECISÃO DE INVESTIMENTO NA EMPRESA 79 INTRODUÇÃO DA UNIDADE 79 4.1 PROJETOS 79 4.2 RISCO E INCERTEZA 90 5 ANÁLISE DE INVESTIMENTO 101 INTRODUÇÃO DA UNIDADE 101 5.1 CONCEITOS E PRINCÍPIOS 102 5.2 COMPARAÇÃO ENVOLVENDO TAXA DE RETORNO 110 6 INDICADORES PARA ANÁLISE DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS E AVAL- IAÇÃO DE ATIVOS 119 INTRODUÇÃO DA UNIDADE 119 6.1 INDICADORES FINANCEIROS PARA INVESTIMENTO 119 6.2 ANÁLISE FINANCEIRA 133 1UNIDADE 2UNIDADE 3UNIDADE 4UNIDADE 5UNIDADE 6UNIDADE 9 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ATENÇÃO PARA SABER SAIBA MAIS ONDE PESQUISAR DICAS LEITURA COMPLEMENTAR GLOSSÁRIO ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM CURIOSIDADES QUESTÕES ÁUDIOSMÍDIAS INTEGRADAS ANOTAÇÕES EXEMPLOS CITAÇÕES DOWNLOADS ICONOGRAFIA 10 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA A Engenharia Econômica é um campo de estudo em que os princípios bási- cos de diferentes sistemas físicos são formulados e testados, ou seja, é a apli- cação da ciência. Ela estabelece diversos sistemas de aplicação baseados em diferentes princípios científicos, como, por exemplo, o preço que tem um pa- pel principal na decisão da demanda e oferta de um produto. Desse modo, do ponto de vista da organização, o funcionamento eficiente e eficaz da organi- zação certamente a ajuda a fornecer bens e serviços a um custo mais baixo, o que por sua vez lhe permite fixar um preço mais baixo para seus bens ou serviços. No processo de gestão de organizações, os gerentes em diferentes níveis de- vem tomar decisões econômicas adequadas que ajudarão a minimizar os in- vestimentos, as despesas operacionais e de manutenção, além de aumentar receita, economia e outros ganhosPublicada no D.O.U em 23/06/2017 3.1 SISTEMAS DE MORTIZAÇÃO 3.1.1 CLASSIFICAÇÃO E PLANOS FINANCEIROS O período de amortização de um empréstimo é o período de tempo usado para calcular os pagamentos do empréstimo ao longo do prazo do emprésti- mo. Quanto maior o prazo do empréstimo (Figura 1), menores serão os paga- mentos periódicos. Da mesma forma, quanto menor o prazo do empréstimo, maiores serão os valores dos pagamentos periódicos. FIGURA 1 – EMPRÉSTIMO Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa o desenho de moedas em um fundo branco, ilustração vetorial. Como veremos na próxima subseção, os principais tipos de sistemas de amortização em uso no Brasil são (DAL ZOT; CASTRO, 2015): Sistema Ameri- cano com pagamento de juros no final; Sistema Americano com pagamen- to periódico de juros; Sistema Price ou Francês; Sistema de Amortizações Constantes (SAC); e Sistema Misto (SAM) ou Sistema de Amortizações Cres- centes (SACRE). 59 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Para um melhor entendimento sobre os sistemas de amortização, um aspec- to importante é conhecer sobre os planos financeiros. De acordo com Dal Zot e Castro, 2015, p. 93-94): O plano financeiro também é conhecido como memória de cálculo ou conta gráfica, sendo muito utilizado para demonstração de cálculos em juízo e para o planejamento financeiro dos tomadores de crédito. Cada linha corresponde a um período de tempo em que os juros são calculados e acrescentados ao saldo. Se houver pagamento, ele será́ abatido do saldo. O pagamento é composto de uma parte de juros e outra referente à principal denominada amortização do principal ou, simplesmente, amortização. O último pagamento deve ser igual ao valor do saldo, de modo que a dívida fique liquidada completamente. O valor atual do fluxo dos pagamentos, na data focal zero, deve ser igual ao principal da dívida. A soma das parcelas de amortização também é igual ao principal. Um plano financeiro, geralmente, está estruturado da seguinte forma: saldo inicial (saldo final anterior, na primeira linha corresponde ao principal); juros calculados (saldo inicial x taxa unitária); saldo após juros (saldo inicial + ju- ros calculados); pagamento (amortização do principal + juros a serem pagos), amortização (parcela do pagamento referente ao principal), juros a serem pa- gos (parcela do pagamento referente aos juros); e saldo final (saldo inicial + juros calculados – pagamento). 3.1.2 TIPOS DE AMORTIZAÇÃO A amortização é a redução do valor de um ativo pelo rateio de seu custo ini- cial ao longo de vários períodos. Você pode calcular o pagamento exigido em uma anuidade e, em seguida, você precisa dividir cada pagamento em capi- tal e juros. Devido à natureza composta do valor do dinheiro no tempo (Figura 2), mais capital está em circulação nos períodos anteriores e mais juros são pagos so- bre o saldo devedor. 60 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 2 – O DINHEIRO Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de várias notas de dinheiro brasileiros espalhadas por toda parte. À medida que o empréstimo progride, menos juros são pagos sobre o saldo em aberto e mais capital pode ser reembolsado em cada período. As aplica- ções típicas incluem hipotecas de casas, empréstimos bancários ou arrenda- mentos financeiros. Para resolver esses problemas, você precisa construir uma grade de fluxo de caixa com o número do período, pagamento de aluguel, juros pagos, reembolso de capital e saldo pendente. 61 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O exemplo a seguir usa um valor de capital de $ 100.000 emprestado a uma taxa nominal de 8% ao longo de três anos com aluguéis trimestrais. Um alu- guel é devido na assinatura. Como não há aluguel final, isso resulta um alu- guel de $ 9.270,55 por trimestre usando a função PMT (pagamento periódico). O valor emprestado é de $ 100.000 menos o primeiro aluguel que é de $ 90.729,55. Para calcular os juros do primeiro período, multiplique o capital em aberto pela taxa de juros periódica. Isto é 8%/quatro aluguéis por ano. A amortização do capital é então a diferença entre $ 9.270,55 e os juros a pa- gar. O capital de $ 7.455,96 é adicionado ao capital para formar o capital em circulação no final do primeiro período. O processo é então repetido com os juros do período dois, calculados a partir do capital em aberto no final do período um e assim por diante. Progredir por meio dos 12 períodos significa que os juros por período diminuem enquanto o capital reembolsável cresce. No período final, o capital em aberto reduz a zero. De outra forma, pelo exemplo exibido, percebe-se que amortizar significa ir pagando (até finalizar) uma dívida aos poucos ou em prestações. Existem di- ferentes tipos de sistemas de amortização, o quadro a seguir mostra os tipos utilizados no Brasil (Quadro 1). QUADRO 1 – CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO NO BRASIL Tipos de sistemas Breve descrição Americano com pagamento de juros no final Caracteriza-se por pagar todo o principal na última prestação; nessa alternativa do sistema americano, os juros também serão pagos no final, ou seja, o montante será pago de uma só vez, ao final. Americano com pagamento periódico de juros Caracteriza-se pelo pagamento de todo o principal na última prestação, estabelece que todo juro gerado deve ser pago no próprio período de sua geração. Assim, evita-se a capitalização dos juros. Price ou Francês Os pagamentos são iguais; o valor de cada pagamento é obtido pelo cálculo de uma anuidade postecipada, logo, ao montar-se o plano financeiro, a coluna dos pagamentos deve ser a primeira a ser preenchida. 62 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Tipos de sistemas Breve descrição Constantes (SAC) O sistema de amortizações constantes é feito de forma que a parcela referente à amortização do principal seja sempre igual. O pagamento de cada ano é dado pela soma da amortização mais os juros correspondentes. Misto (SAM) ou crescente No sistema misto, os pagamentos são a média aritmética dos pagamentos respectivos dos sistemas Price e SAC. Fonte: PUCCINI (2017, p. 160-170). #PraCegoVer: a imagem representa um quadro com breves descrições sobre os tipos de sistemas. Assim, temos, sobre americano com pagamento de juros no final: Caracteriza-se por pagar todo o principal na última prestação; nessa alternativa do sistema americano, os juros também serão pagos no final, ou seja, o montante será pago de uma só vez, ao final. Sobre americano com pagamento periódico de juros, temos: Caracteriza-se pelo pagamento de todo o principal na última prestação, estabelece que todo juro gerado deve ser pago no próprio período de sua geração. Assim, evita-se a capitalização dos juros. Sobre Price ou Frances, temos: Os pagamentos são iguais; o valor de cada pagamento é obtido pelo cálculo de uma anuidade postecipada, logo, ao montar-se o plano financeiro, a coluna dos pagamentos deve ser a primeira a ser preenchida. Sobre constantes (SAC), temos: O sistema de amortizações constantes é feito de forma que a parcela referente à amortização do principal seja sempre igual. O pagamento de cada ano é dado pela soma da amortização mais os juros correspondentes. Sobre Misto (SAM) ou crescente, temos: No sistema misto, os pagamentos são a média aritmética dos pagamentos respectivos dos sistemas Price e SAC. Aqui é importante destacar a importância de um cronograma de amortiza- ção que mostra em detalhes quanto dinheiro você paga em principal e juros ao longo do tempo e, finalmente, o pagamento de seu empréstimo. Portanto, os cronogramas deamortização são gerados com a ajuda de uma calculadora de amortização. Os cronogramas de amortização esclarecem quanto de cada pagamento periódico consiste em juros versus principal. Isso pode ser útil para fins como dedução de pagamentos de juros para fins fiscais. 63 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 3.1.3 FUNDO DE AMORTIZAÇÃO Geralmente, o Sistema Americano de Amortização traz junto consigo um Fundo de Amortização (Figura 3), em que vão sendo reunidas poupanças pe- riódicas durante o período de empréstimo. A finalidade deste fundo é que o seu montante, ao final do prazo n, seja igual ao valor da dívida. Estes depósitos são remunerados por meio de uma taxa periódica de juros. FIGURA 3 – FUNDO AMORTIZAÇÃO Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de uma mão segurando um saco de dinheiro em um fundo branco. Considere o seguinte exemplo, extraído de Assaf Neto (2017, p. 253-254), ad- mita que o tomador do empréstimo constitua um fundo de amortização no qual deve depositar certa quantia semestralmente durante todo o prazo do empréstimo. Os depósitos periódicos são remunerados pela instituição finan- ceira à taxa de 4% ao semestre. O valor de cada depósito deve produzir um montante ao final dos três anos igual ao valor devido da dívida, ou seja: 64 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 4 – TÍTULO Fonte: Elaborada pela autora (2021). #PraCegoVer: a imagem representa um fluxo de caixa com pagamentos de mesmo valor (PMT) com o valor futuro (VF) de 100.000,00. No fluxo na parte superior, temos o “Pagamento principal”, o período de tempo em semestres, na parte inferior do fluxo, temos “depósitos semestrais”. Sabe-se que (Equação 1): em que: PMT: são pagamentos de mesmo valor Assim, $ 15.076,19 é o valor de cada depósito semestral que irá produzir uma quantidade, ao final dos três anos, igual à amortização da dívida de $ 100.000,00. 3.2 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO Será que veremos uma organização que tenha superabundância de recursos para executar em sua lista completa de ideias e projetos (Figura 5)? Muito pelo contrário, na verdade. Comumente, os recursos ficam sobrecarregados e uma organização precisa fazer escolhas entre os projetos possíveis. 65 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA FIGURA 5 – FUNDO AMORTIZAÇÃO Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de documentos de gerenciamento de projetos, com gráficos em barra na cor vermelha, azul e preta. Como geralmente acontece, as organizações têm muito mais soluções de produtos, serviços e infraestrutura ou ideias de mudanças transformacionais do que recursos disponíveis para as executar. Como resultado, uma organização deve encontrar uma maneira de interme- diar demandas concorrentes por seus recursos limitados. As técnicas de se- leção de projetos são usadas para identificar e priorizar projetos que melhor apoiem a consecução dos objetivos de negócios de uma empresa. Segundo Ehrlich e Moraes (2012, p. 49): Começamos por medir a desejabilidade de um projeto, quando comparado com possibilidades alternativas. Empreender um projeto implica alocar recursos que poderiam ser aplicados em outra atividade, ou seja, implica um custo de oportunidade utilizado como referência. Se tivermos diversos projetos que não sejam mutuamente exclusivos, podemos aceitar todos os desejáveis. Se os projetos forem mutuamente exclusivos, então é preciso compará-los para escolher o mais desejável. 66 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Além disso, o mix de projetos dentro de um portfólio está em um estado de fluxo constante, pois uma organização reavalia suas seleções continuamente para responder às mudanças no ambiente de negócios e outras necessida- des. As ferramentas de seleção de projetos permitem que uma organização selecione projetos para início e término conforme as condições mudam. 3.2.1 MEDIDAS DE RENTABILIDADE A análise financeira é sobre moldar o futuro, e um dos principais fatores usa- dos para tomar decisões sobre o futuro são as taxas de juros. Segundo Padoveze (2012, p. 449): A metodologia clássica para avaliação do desempenho global da empresa é normalmente chamada de análise financeira ou análise de balanço. Por meio de um conjunto de procedimentos e conceitos aplicados de forma inter-relacionada, obtém-se uma série de indicadores que permitem fazer uma avaliação sobre a situação econômica e financeira da empresa e o retorno do investimento. A análise financeira significa avaliar as informações financeiras históricas para determinar padrões que ajudam a identificar a causa raiz do sucesso ou o fracasso de um produto, uma unidade de negócios ou geografia específica. A análise financeira é feita por meio da coleta e análise (estatística), e não de da- dos financeiros para encontrar as principais tendências ou impulsionadores. As taxas de juros são um fator-chave na determinação do custo de capital; as taxas de juros também fornecem parâmetros de referência para a tomada de decisões de investimento. 67 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA FIGURA 6 – ANÁLISE FINANCEIRA Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um planejamento financeiro, caneta e calculadora e revisão de relatórios de final de ano. Um índice de lucratividade é uma medida de lucratividade, que é uma ma- neira de medir o desempenho de uma empresa. A lucratividade é simples- mente a capacidade de obter lucro, e o lucro é o que sobra da renda obtida após a dedução de todos os custos e as despesas relacionados à obtenção da renda. A seguir, ver-se-á algumas medidas de rentabilidade. A) ROE: RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO Por exemplo, você herdou uma quantia em dinheiro e queira investi-la em ações. Mas qual estoque? Existem várias fórmulas e proporções que você pode usar para ajudar a descobrir isso. Um desses índices é o índice de Retor- no sobre o Patrimônio Líquido (ROE), que mostra quão bem uma empresa gera lucros a partir de um investimento. Basicamente, é um índice de lucra- tividade ou uma medida da capacidade de gerar lucro. Em uma empresa de capital aberto, o patrimônio líquido é a quantidade de ações de propriedade dos acionistas. O ROE pode ser calculado da seguinte forma (Equação 2): 68 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 B) ROA: RETORNO SOBRE OS ATIVOS O retorno sobre os ativos é um índice de demonstração financeira que mede o quão bem uma empresa usa seus ativos para gerar receita. Esse índice geral- mente é abreviado como ROA e é uma medida de lucratividade (Equação 3): O ROA é mais útil para comparar empresas no mesmo setor, já que setores diferentes usam ativos de maneira diferente. Por exemplo, o ROA para em- presas orientadas a serviços, como bancos, será significativamente maior do que o ROA para empresas de capital intensivo, como empresas de construção ou de serviços públicos. C) ANÁLISE DUPONT Na análise DuPont, existem três grandes métricas financeiras que impulsio- nam o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE): Eficiência operacional É a rentabilidade do negócio, ou seja, de cada 1 real de receita que entra na empresa, quanto sobra para os donos. Eficiência do uso de ativos É medida pelo giro total de ativos ou pela taxa de rotatividade de ativos. Alavancagem financeira É analisada por meio da observação de mudanças no multiplicador de patrimônio, ou seja, um nível de endividamento da empresa. 69 MULTIVIX EAD Credenciada pela portariaMEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Os componentes da análise DuPont são os seguintes: • Margem líquida: é o percentual da receita restante após todas as despesas operacionais, juros, impostos e dividendos de ações preferenciais que forem subtraídos da receita total da empresa. • Taxa de rotatividade de ativos: mede o valor das vendas ou receitas de uma empresa geradas em relação ao valor de seus ativos. Ou seja, todos os ativos da empresa são investimento feitos com o objetivo de gerar vendas, então, quanto mais rápido esse investimento gerar vendas, maior será o giro do ativo. A análise DuPont divide a relação entre o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) e o retorno sobre os ativos (ROA) em forma matemática pelo seguinte cálculo (Equação 4 e 5): O que resulta o seguinte: D) ECONOMIC VALUE ADDED (EVA) O Valor Econômico Agregado (ou Economic Value Added – EVA) é uma mé- trica que relata o lucro econômico de uma empresa (que significa seu lucro líquido) menos seu custo de capital. Também, o EVA é chamado de lucro eco- nômico (Figura 7). Para realmente entender o EVA, precisamos entender o custo de capital. Cada unidade monetária (dinheiro) que uma empresa inves- te em suas operações ou em uma nova linha de produtos, ou mesmo em um banco, tem um custo. 70 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 7 – ANÁLISE FINANCEIRA Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a figura mostra o planejamento financeiro, caneta e calculadora e revisão de relatórios de final de ano. O EVA é uma forma de não apenas descobrir o lucro contábil de uma orga- nização, mas, por exemplo, de colocar um valor em Real no valor econômico real criado pela empresa. Isso leva em consideração o desempenho da admi- nistração na obtenção de investimentos de capital com custos o mais baixo o possível e o desempenho da seleção dos usos corretos desse capital. O custo do capital pode ser a taxa de juros que a empresa paga por um em- préstimo; ou, se a empresa emitir ações, pode ser o retorno que o mercado espera das ações. Mesmo que a empresa gere lucro, esse capital tem um custo, chamado de custo de oportunidade. Esse é o lucro que uma empresa poderia obter se ti- vesse usado dinheiro por um motivo diferente. 71 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O EVA é calculado pela seguinte formula (Equação 6): Em que: • CT = é o capital total; • TCC% = é a Taxa do Custo do Capital. O Valor Adicionado de Mercado (ou Market Value Added – MVA) é: Uma métrica que relata o lucro econômico de uma empresa (o que significa seu lucro líquido), menos seu custo de capital. #PraCegoVer A imagem representa uma tela com várias equações. Uma tentativa não apenas de descobrir o lucro contábil de uma organização, mas de colocar uma quantia em dólares no valor econômico real criado pela empresa. #PraCegoVer A imagem representa a montagem de um livro, do qual saem vários números e símbolos de multiplicação, adição, subtração. O quão bem a administração está se saindo na obtenção de investimentos de capital o mais barato possível e quão bem está se saindo na seleção dos usos corretos desse capital. #PraCegoVer A imagem representa a foto de uma balança, de um lado, há um relógio e, no outro, há moedas. 72 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Um MVA elevado mostra que há um gerenciamento eficaz e fortes capaci- dades operacionais. Um MVA baixo pode mostrar que o valor das ações e dos investimentos da administração é mais baixo que o valor do capital investido pelos acionistas. Porém, um MVA negativo denota que as ações e os investi- mentos da administração caíram e modificaram o valor do capital investido pelos acionistas. O MVA pode ser explicado como a quantidade de riqueza que a administração originou para os investidores, além do investimento na empresa (OLIVEIRA; PEREZ JR.; SILVA, 2015). As empresas com capacidade de manter ou elevar o MVA ao longo do tempo recebem mais investimentos, o que faz elevar o MVA. 3.2.2 ALAVANCAGEM FINANCEIRA A alavancagem financeira (BRUNI; FAMÁ, 2012) pode ser definida como o grau em que uma empresa usa títulos de renda fixa, como dívida e patri- mônio preferencial. Com um alto grau de alavancagem financeira, vêm altos pagamentos de juros, consequentemente o lucro líquido por ação é negati- vado. À medida que os pagamentos de juros aumentam como resultado do aumento da alavancagem financeira, o lucro por ação é menor. Nesse caso, temos o risco financeiro, que é o risco para os acionistas e é cau- sado por um aumento na dívida e ações preferenciais na estrutura de capital de uma empresa. Uma empresa deve manter sua estrutura de capital ideal ao tomar decisões de financiamento para garantir que qualquer aumento na dívida e ações preferenciais aumentem o valor da empresa. O grau de alavancagem financeira é útil para modelar o que pode acontecer com o lucro líquido de uma empresa no futuro, com base em mudanças na receita operacional, nas taxas de juros e/ou no montante da carga da dívida. O grau de alavancagem financeira é dado por (Equação 7): O ROA = ROE é dado em razão do lucro operacional, diante da ausência de dí- vidas e, em consequência, de despesas financeiras serem exatamente iguais ao lucro líquido. Da mesma forma, o investimento total é representado pelo próprio patrimônio líquido (ASSAF NETO; LIMA, 2017). 73 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Considere de forma ilustrada, duas empresas A e B, iguais em todos os aspec- tos, a não ser por sua estrutura de custos e despesas. A empresa A, por utilizar automação em suas atividades, tem uma relação custo e despesa fixo/custo e despesa total mais alta que a empresa B. A Tabela 1 mostra seus resultados do último período. A quantificação desse impacto é feita pela medida do grau de alavancagem operacional (GAO). TABELA 1 – RESULTADOS DA EMPRESA A E B DO ÚLTIMO PERÍODO Empresa A Empresa B Receitas de vendas R$ 100,00 100% R$ 100,00 100% Custos e despesas variáveis (R$ 30,00) 30% (R$ 70,00) 70% Margem de contribuição R$ 70,00 70% R$ 30,00 30% Custos e despesas fixas R$ (60,00) (R$ 20,00) Resultado operacional R$ 10,00 R$ 10,00 Fonte: Assaf Neto e Lima (2017, p. 130). #PraCegoVer: a imagem representa uma tabela, com os resultados da empresa A e B do último período, com três colunas e seis linhas. Na primeira linha, há os títulos: Empresa A e Empresa B. Na segunda linha, há receitas de vendas, referente a R$ 100,00 – 100% para ambas as empresas. Na terceira linha, há custos e despesas variáveis, referen- te a R$ 30,00 – 30% para a empresa A e R$ 70,00 – 70% para a empresa B. Na quarta linha, há a margem de contribuição, referente a R$ 70,00 – 70% para Empresa A e R$ 30,00 – 30% para empresa B. Na quinta linha, há custos e des- pesas fixas, referente a R$ 60,00 para Empresa A e R$ 20,00 para Empresa B. Na sexta linha, há o resultado operacional, referente a R$ 10,00 para Empresa A e R$ 10,00 para Empresa B. Admitindo um aumento de 20% no volume de vendas, calcule o GAO para as duas empresas e interprete o seu resultado. Solução: primeiramente atualizar os valores, temos (Tabela 2): 74 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 TABELA 2 – RESULTADOS DA EMPRESA A E B DO ÚLTIMO PERÍODO Empresa A Empresa B Receitas de vendas R$ 120,00 100% R$ 100,00 100% Custos e despesas variáveis (R$ 36,00) 30% (R$ 70,00) 70% Margem de contribuição R$ 84,00 70% R$ 36,00 30% Custos e despesas fixas R$ (60,00) (R$ 20,00) Resultado operacional R$ 24,00 R$ 16,00 Variação do lucro operacional (R$ 24/10) – 1= 140% (R$ 16/10) – 1 = 60% Variação no volume de vendas 20% 20% GAO Fonte: Assaf Neto e Lima (2017, p. 131). #PraCegoVer: a imagem representa uma tabela, com os resultados da empresa A e B do último período, com três colunas e nove linhas. Na primeira linha, há os títulos: Empresa A e Empresa B. Na segunda linha, há receitas de vendas, referente a R$ 120,00 – 100% para a Empresa A e R$ 100,00 – 100% para a Empresa B. Na terceira linha, há custos e despesas variáveis, referente a R$ 36,00 – 30% para a empresa A e R$ 70,00 – 70% para a empresa B. Na quarta linha, há a margem de contribuição, referente a R$ 84,00 – 70% para Empresa A e R$ 36,00 – 30% para empresa B. Na quinta linha, há custos e despesas fixas, referente a R$ 60,00 para Empresa A e R$ 20,00 para Empresa B. Na sexta linha, há o resultado operacional, referente a R$ 24,00 para Empresa A e R$ 16,00 para Empresa B. Na sétima linha, há a variação do lucro operacional, referente a (R$ 24/10) – 1 = 140% para Empresa A e (R$ 16/10) – 1 = 60% para Empresa B. Na oitava linha, há a variação no volume de vendas, referente a 20% para ambas as empresas. Na nona linha, há GAO, referente a GAO=(140%)/ (20%)=7 para Empresa A e GAO=(60%)/(20%)=3 para Empresa B. Portanto, percebe-se que, com um aumento de 20% no volume de vendas, o lucro operacional da empresa A aumenta sete vezes (140%) e o da B, três vezes (60%). Isso significa que, para cada 1% de aumento nas vendas, a empresa A oferece uma elevação de 7% em seus resultados operacionais, enquanto a B, somente 3%. Os custos e as despesas fixos são dissolvidos pela elevação do volume de atividade, alavancando maiores variações nos lucros operacionais. O grau de alavancagem operacional também atua no sentido contrário (AS- SAF NETO; LIMA, 2017), demonstrando maior alavancagem nos lucros e, tam- bém, nos prejuízos. Considere o mesmo exemplo, porém agora assumindo uma redução de 20% no volume de vendas (Tabela 3). 75 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA TABELA 3 – RESULTADOS DA EMPRESA A E B DO ÚLTIMO PERÍODO Empresa A Empresa B Receitas de vendas R$ 800,00 100% R$ 80,00 100% Custos e despesas variáveis (R$ 24,00) 30% (R$ 56,00) 70% Margem de contribuição R$ 56,00 70% R$ 24,00 30% Custos e despesas fixas R$ (60,00) (R$ 20,00) Resultado operacional R$ 4,00 R$ 4,00 Variação do lucro operacional (R$ - 4/10) – 1 = - 140% (R$ 4/10) – 1 = - 60% Variação no volume de vendas 20% 20% GAO Fonte: Assaf Neto e Lima (2017, p. 131). #PraCegoVer: a imagem representa uma tabela, com os resultados da empresa A e B do último período, com três colunas e nove linhas. Na primeira linha, há os títulos: Empresa A e Empresa B. Na segunda linha, há receitas de vendas, referente a R$ 800,00 – 100% para a Empresa A e R$ 80,00 – 100% para a Empresa B. Na terceira linha, há custos e despesas variáveis, referente a R$ 24,00 – 30% para a empresa A e R$ 56,00 – 70% para a empresa B. Na quarta linha, há a margem de contribuição, referente a R$ 56,00 – 70% para Empresa A e R$ 24,00 – 30% para empresa B. Na quinta linha, há custos e despesas fixas, referente a R$ 60,00 para Empresa A e R$ 20,00 para Empresa B. Na sexta linha, há o resultado operacional, referente a R$ 4,00 para Empresa A e R$ 4,00 para Empresa B. Na sétima linha, há a variação do lucro operacional, referente a (R$ - 4/10) – 1 = - 140% para Empresa A e (R$ 4/10) – 1 = - 60% para Empresa B. Na oitava linha, há a variação no volume de vendas, referente a 20% para ambas as empresas. Na nona linha, há GAO, referente a GAO=(-140%)/ (-20%)=7 para Empresa A e GAO=(-60%)/(-20%)=3 para Empresa B. Observe que, com uma redução de 20% no volume de vendas, a empresa A fica sem condições de cobrir os seus custos e suas despesas fixos mais altos, consequentemente tendo um prejuízo operacional. A empresa B, pelo fato de ter participação menor de custos e despesas fixos, mantém-se com lucro. O GAO permanece o mesmo para as duas empresas, significa que os resulta- dos indicam uma redução (percentual) sete vezes maior no resultado opera- cional da empresa A para cada unidade de variação em seu volume de ven- das e de somente três vezes para o caso da empresa B. Mas que conclusão tiramos de tudo isso? 76 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Alavancagem operacional Pode ser vista como um caminho dubio. Isso pois os lucros surgem quando unidades adicionais são vendidas, elevando-se. Efeito É o mesmo quando as vendas caem, o que prejudica o nível de risco operacional maior. Conclui-se que quão longe a empresa estiver do seu ponto de equilíbrio, me- nor será o seu grau de alavancagem operacional, logo menor será a influência percentual sobre seu lucro do acréscimo (ou decréscimo) causado pela modi- ficação no seu volume de vendas. 3 2.3 PROJETOS EXCLUDENTES Muitos projetos podem ser apreciáveis, mas, muitas vezes, o fato de empreen- der alguns deles incide em ter que abrir mão de outros. Isso é algo que ocorre corriqueiramente em diversas empresas, devido às limitações de recursos ou quando não é o momento certo de investir nesses projetos. Dessa forma, os projetos competem entre si; e também com um custo de oportunidade para dar seguimento a eles. CONCLUSÃO As despesas de amortização representam o custo de ativos de longo prazo (como computadores e veículos) ao longo da vida útil de seu uso. Também chamadas de despesas de depreciação, elas aparecem na demonstração de resultados de uma empresa. Quando uma despesa de amortização é lançada na demonstração do resul- tado, o valor do ativo realizável a longo prazo registrado no balanço patrimo- nial é reduzido no mesmo valor. Isso continua até que o custo do ativo seja totalmente contabilizado ou o ativo seja vendido ou substituído. 77 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Para amortizar um empréstimo, geralmente significa estabelecer uma série de pagamentos mensais iguais que proporcionarão ao credor: juros baseados no saldo principal não pago de cada mês; e reembolso do principal que fará com que o saldo do principal não pago seja zero no final do empréstimo. Embora o valor de cada pagamento mensal seja idêntico, o componente de juros de cada pagamento diminuirá e o componente principal de cada paga- mento aumentará durante a vida do empréstimo. Também vimos algumas medidas de rentabilidade, entre elas, o EVA e o MVA, que são formas comuns de um investidor avaliar o valor de uma empresa. O EVA é útil como uma maneira de medir o sucesso econômico de uma em- presa ou a falta dele, durante um período específico. O MVA é útil como uma medida de riqueza, avaliando o nível de valor que uma empresa construiu ao longo de um período de tempo. UNIDADE 4 OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: 78 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA > Verificar a importância dos projetos. > Analisar projetos sob a ótica do risco e da incerteza. 79 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 4 DECISÃO DE INVESTIMENTO NA EMPRESA INTRODUÇÃO DA UNIDADE Esta unidade abordará sobre a importância dos projetos dentro das empre- sas e a importância da realização da análise em projetos, considerando o risco e a incerteza, a etapa de verificação, pois a análise de projetos impactará dire- tamente os resultados econômicos de uma empresa. As partes componentes de um projeto deverão ser conhecidas para que o projeto que estiver em desenvolvimento se destaque no mercado e consiga sobreviver à concorrência, por isso deverá ser criado o valor de capital que atenda realmente ao objetivo do projeto, para que não haja probabilidade de existiremproblemas por falta de planejamento quanto a valores de investi- mento durante o seu desenvolvimento. Ademais, um bom planejamento traz melhores resultados econômicos para a empresa. Desse modo, esta unidade proporcionará uma reflexão sobre como o risco e a incerteza estão relacionados com o resultado do projeto, além disso, quan- do o risco e a incerteza são minimizados, o projeto será bem-sucedido. Este conteúdo está organizado em dois tópicos: projetos; e risco e incerteza. Bons estudos! 4.1 PROJETOS Os projetos são processos que fazem parte da etapa de planejamento, criados para desenvolvimento de serviços ou produtos, visando a resultados que de- verão beneficiar a empresa. São importantes para que a empresa tenha resultados econômicos satisfató- rios, por isso as etapas de planejamento devem ser bem analisadas, de modo a afastar situações que dificultarão o seu desenvolvimento. Os projetos econômicos se referem a uma junção de pesquisas, ideias, supo- sições, antecedentes e conclusões, estabelecendo vantagens e desvantagens econômicas que necessitarão ser analisadas para que ele obtenha um resul- tado economicamente satisfatório. 80 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 1 – ANÁLISE DE PROJETOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de três homens sobre uma mesa analisando dados de um projeto, há papéis e um notebook sobre a mesa. O projeto inicia-se no investimento de capital na empresa para o funciona- mento da produção. 4.1.1 TIPOS DE PROJETO De acordo com Ende e Reisdofer (2015), os projetos são classificados de acor- do com o seu objetivo, podendo ser classificados com relação ao setor eco- nômico, onde é feito o investimento, sendo considerados os grandes setores macroeconômicos da atividade econômica, que são: agrícolas e pecuários, industriais e de serviços. Os setores de serviços incluem os básicos e os sociais, sendo os serviços bási- cos as usinas hidrelétricas, o saneamento, as ferrovias, as estradas, os portos, entre outros. Já os serviços sociais são as habitações, os hospitais, as creches, entre outros (ENDE; REISDOFER, 2015). Logo, os projetos econômicos são classificados quanto à pré-viabilidade, via- bilidade final e ao financiamento (ENDE; REISDOFER, 2015). 81 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O projeto de pré-viabilidade consiste em análise de mercado e estudos ini- ciais, assim como diagnósticos, para definir o tamanho e a localização e do negócio que irá existir (ENDE; REISDOFER, 2015). O projeto de viabilidade serve para ver se há viabilidade, internamente, den- tro da própria empresa. Ao aparecer a oportunidade ou a ideia de investimen- to, é iniciado o procedimento de coleta, obtendo informações que precisa- rão ser minuciosamente analisadas, com isso, é possível testar a viabilidade (ENDE; REISDOFER, 2015). FIGURA 2 – ELABORAÇÃO DE PROJETOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de duas mulheres e um homem em um escritório, falando sobre um projeto, há papéis sobre a mesa e um notebook. A empresa precisa elaborar diversos projetos de viabilidade a partir do surgi- mento da ideia, a fim de escolher a melhor alternativa, até que chegue à toma- da de decisão e até que aconteça o investimento (ENDE; REISDOFER, 2015). O projeto final consiste na união de informações, tendo os parâmetros e a fase de implantação definidos, como os investimentos necessários, a iden- tificação de mercado, despesas, custos, cronograma, receitas, entre outros (ENDE; REISDOFER, 2015). Em engenharia econômica, os projetos são considerados projetos de investi- mentos quando há investimentos realizados durante o processo de produção. Conforme explica Ryna (2016), o investimento é um gasto que é implantando, esperando-se a melhoria do processo de produção. 82 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 De acordo com Ende e Reisdofer (2015), o projeto de financiamento existe para atender às exigências de órgãos financiadores e incentivadores, sendo os financiadores os bancos de investimento e os incentivadores são os órgãos de nível federal, regional, estadual e municipal. O projeto de investimentos se refere ao preenchimento de formulários pa- drões entregues por órgãos financiadores e incentivadores (ENDE; REISDO- FER, 2015, p. 23). É comum que seja confundido o projeto de investimento com o projeto de viabilidade e com o projeto final. A diferença é que o projeto de financiamen- to é realizado com o intuito de sensibilizar os órgãos incentivadores e finan- ciadores para que a empresa consiga adquirir financiamentos e incentivos (ENDE; REISDOFER, 2015, p. 23). FIGURA 3 – INVESTIMENTO Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de duas mãos segurando um cifrão na cor amarela, representando o investimento. Essa sensibilização de órgãos incentivadores e financiadores, solicitada no projeto de investimento, visa a adquirir financiamentos e incentivos para que seja possível a realização da produção planejada. 83 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Para ser classificado como um projeto de investimento, é necessário haver estudo do que será realizado, incluindo os critérios financeiros, econômicos e imponderáveis (RYNA, 2016). FIGURA 4 – ESTUDO DE CRITÉRIOS FINANCEIROS E ECONÔMICOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de duas mãos sobre uma mesa, em que há um notebook, com diversos gráficos na tela, uma mão está sobre o teclado do notebook e a outra mão está apontando para o gráfico de barras no papel sobre a mesa. O projeto de investimento consiste no conhecimento do mercado, nos estudos, na tomada de decisão, na revisão e na execução. Durante a etapa de conhecimento do mercado, é importante conhecer os concorrentes, os pontos fortes e fracos do processo, os serviços, as tecnologias, o marketing, os potenciais clientes, as necessidades dos clientes, os pontos críticos que possam impedir que o negócio se desenvolva e entender o que deverá ser feito para que o projeto venha a se destacar no mercado, mesmo havendo concorrência. 84 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 O projeto de investimento deve prever a comparação entre diferentes alter- nativas e essas divergências deverão ser analisadas. Quanto maior a quanti- dade de alternativas, melhor será, entretanto, deverão existir pelo menos duas alternativas para verificação (RYNA, 2016). A quantificação das diferenças deverá ser realizada com base na parte mone- tária, pois a aparência do que está sendo analisado não é importante econo- micamente (RYNA, 2016). Para a análise, deverão ser feitas estimativas de receitas e custos corretamen- te, para que seja possível haver uma análise de sensibilidade com relação às variáveis básicas existentes no projeto (RYNA, 2016). Nesse tipo de projeto, deve-se evitar subdivisões no projeto e resultados ime- diatistas, visando a evitar a chegar a resultados ou a conclusões contraditórias (RYNA, 2016). Outro projeto existente é o de substituição, de acordo com Samanez (2009), o projeto de substituição pode ser executado no momento ou posteriormente, sendo operado quando o equipamento que será substituído não conseguir mais operacionalizar. Em caso de serem substituídos prontamente, poderão ser chamados de pro- jeto de substituição imediata, esse tipo de projeto não pode ser adiado. 4.1.2 ORÇAMENTO DE CAPITAL É definido como capital qualquer ativo que gerará fluxo de rendimentos quando for aplicado em produções, ao longo do tempo. O capital pode ser classificado em capital fixo e em capital de giro. Capitalfixo Ativo fixo ou ativo estável de empresas. Capital de giro Ativo que conseguirá arcar com o somatório de despesas ou de contas a pagar. 85 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O capital fixo refere-se ao investimento necessário para instalação de equi- pamentos dentro de uma empresa, sejam esses equipamentos principais ou auxiliares, esse investimento é necessário para que o processo de produção funcione (RYNA, 2016). Resumidamente, fazem parte do capital fixo: equipa- mentos e suas instalações, instrumentação e controle, tubulações, eletricida- de, obras civis, obras paisagísticas, terrenos, utilidades, tratamento de efluen- tes, distribuição e embalagem, entre outros. FIGURA 5 – OBRAS CIVIS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um homem com equipamentos de segurança, como botina, capacete, e, com suas ferramentas, ele está furando uma parede de tijolos cerâmicos, dentro de uma sala em construção. O capital fixo pode ser direto e indireto, sendo o capital fixo direto aquele que está diretamente ligado ao processo de produção da empresa; e o capital fixo indireto aquele que não está diretamente ligado do processo de produção da empresa. 86 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Consoante com Ryna (2016, p. 75), há exemplos de capital fixo: Como exemplos de capital fixo temos os custos envolvidos na instalação da planta, como custos de engenharia e supervisão, construção de obras preliminares que serão usadas durante a instalação da fábrica, dinheiro para contingências que podem ocorrer durante a instalação da fábrica. O capital de giro se refere ao investimento que é posto na fábrica para que ela continue funcionando. De acordo com Ryna (2016), o capital de giro é res- ponsável por manter a fábrica em funcionamento, compreendendo: contas a receber, estoque de matéria-prima, dinheiro utilizado para pagamento de contas relacionadas a salários, operações e compras e estoque de produtos acabados e semiacabados. Por meio do orçamento de capital, é possível escolher os investimentos de capital que serão escolhidos para serem utilizados pelas empresas em deter- minado prazo. Inicialmente, deve ser realizado um estudo de viabilidade econômico-finan- ceira, o qual se divide em duas fases, a primeira é o planejamento financeiro; e a segunda é a análise de índices. De acordo com Ende e Reisdofer (2015), a primeira fase compreende a deter- minação: ponto de equilíbrio financeiro e operacional, divisão departamental, projeto do demonstrativo de resultados dos exercícios, margem operacional e instituição do fluxo de caixa do projeto. A segunda fase consiste na avaliação de índices de investimento, incluindo o Valor Presente Líquido (VPL), a Taxa interna de Retorno (TIR) e o payback (ENDE; REISDOFER, 2015). Para entender um pouco mais sobre orçamento de capital, acesse o link a seguir. https://www.scielo. br/j/rae/a/LZY3bjB9r8b7qkwqChKwxqg/. https://www.scielo.br/j/rae/a/LZY3bjB9r8b7qkwqChKwxqg/ https://www.scielo.br/j/rae/a/LZY3bjB9r8b7qkwqChKwxqg/ 87 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O orçamento de capital é de extrema importância, pois consiste no envol- vimento de grandes valores e de tomadas de decisões que serão essenciais para que os negócios sejam eficientes. Nessa etapa, são avaliados os custos e os benefícios que terão os projetos e as relações entre eles. Para elaborar o orçamento de capital, é necessário: verificar as oportunidades de investimen- tos, avaliar as propostas de investimentos recebidas, escolher o investimento, financiar e avaliar o desempenho. Durante a etapa de verificação de oportunidades de investimentos, a em- presa deverá levar em consideração qualquer processo novo, linhas de negó- cios, expansão de produtos, pontos fortes e fracos dos processos, avaliando-os minuciosamente e envolvendo os departamentos, para que haja colaboração que agilize e estimule o processo. FIGURA 6 – PONTOS FORTES E FRACOS DOS PROCESSOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um homem em frente a uma parede azul, existem diversos post its colados na parede com anotações importantes. O homem usa óculos e está segurando uma pasta e um telefone celular. A etapa de verificação de oportunidades de investimento pode demorar me- ses, pois se trata de um estudo que deverá ser feito com o devido cuidado. 88 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Depois de ser reconhecido o processo que estava sendo analisado na etapa anterior, tem-se a etapa de avalição de propostas de investimentos recebi- das, que consiste em verificar as opções de investimento existentes para pôr o projeto em prática. Os métodos utilizados para isso são: VPL; TIR; prazo de retorno; e fluxo de caixa descontado. A etapa de escolha do investimento se refere à escolha do investimento que trará melhor resultado econômico à organização. Depois, tem-se a etapa de financiamento que consiste em colocar o projeto em prática, utilizando o capital investido. O financiamento é feito por uma organização que poderá utilizar os recursos existentes em reservas, emprésti- mos, investimentos, entre outros. A etapa de avaliação do desempenho consiste em verificar se a empresa conseguiu alcançar o resultado econômico esperado, previsto em planeja- mento. Isso ocorre por meio da comparação entre resultados reais e resul- tados previstos. Devendo ser trabalhado uma nova projeção com base em resultados reais, com o intuito de obter maiores lucros a longo prazo, com menor risco possível. 4.1.3 CRIAÇÃO DE VALOR A criação de valor consiste na utilização de estratégias para que o valor perce- bido de um produto ou serviço aumente. O valor tem um conceito recente, na área de marketing, dá suporte a proces- sos importantes nas tomadas de decisões, como: orientação para mercado, comportamento do consumidor, relacionamento, segmentação e posiciona- mento, estratégia comercial no marketing empresarial, fidelização de clientes etc. (FALCÃO et al., 2016). Obtenha um conhecimento mais avançado sobre criação de valor, lendo o artigo do link a seguir: https://www.scielo.br/j/gp/a/ yLKFb7fdHQmdHdWG5Hv4XrD/. https://www.scielo.br/j/gp/a/yLKFb7fdHQmdHdWG5Hv4XrD/ https://www.scielo.br/j/gp/a/yLKFb7fdHQmdHdWG5Hv4XrD/ 89 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA FIGURA 7 – CLIENTE ADQUIRINDO O PRODUTO Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de uma mulher em um supermercado adquirindo um produto com o seu preço final, a mulher está vestida com uma blusa na cor azul escuro. O valor se refere à quantia que os compradores têm disponibilidade em pagar. O valor criado é um dado absoluto, de acordo com a quantidade de comprado- res que estão interessados em pagar o produto ofertado (FALCÃO et al., 2016). É preciso que a empresa venda seus produtos aos clientes a um preço maior que o que realmente custou para ser desenvolvido, fazendo com que a em- presa tenha um crescimento sustentável (FALCÃO et al., 2016). A empresa ofe- rece o valor para o cliente que poderá se figurar em um número sendo con- vertido em unidades monetárias e em custos, conforme a visão do marketing (FALCÃO et al., 2016). O valor pode ser considerado, em outras áreas, como a dimensão formada por atributos tangíveis e intangíveis referentes ao produto, quer dizer, um nu- merador expresso (FALCÃO et al., 2016). Sendo assim, designam o valor como: qualidade, características do serviço ou do produto, utilidade, de acordo com a opinião da empresa. E, de benefícios, de acordo com a opinião do cliente, é denominado como valor percebido(FALCÃO et al., 2016). 90 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Para a criação de valor, deve-se levar em consideração os gastos precisos, para fazer com que o produto seja desenvolvido e deve ser considerado o lucro que a empresa estimará receber. O valor deverá ser aceito pelos clientes, não podendo ser um valor exorbitante, para que seja aceito no mercado, devendo se sobressair mesmo havendo concorrentes. Portanto, para a criação do valor, deverão ser levados em consideração a aceitação do produto pelo cliente e o valor que o cliente terá condições de pagar. 4.2 RISCO E INCERTEZA Em um projeto, a certeza não é algo fácil de ser alcançado, por isso devem sempre ser levados em consideração os riscos e as incertezas, para que eles sejam previstos e minimizados, fazendo com que o projeto funcione adequa- damente. FIGURA 8 – RISCO E INCERTEZA Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de mãos montando uma peça sobre a obra, sabe-se que terá o risco de cair, mas existe a incerteza do momento em que a peça irá cair. Existem peças de madeira uma sobre a outra e peças de madeira sobre a mesa. 91 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA A redução de riscos e incertezas está diretamente atrelada ao resultado satis- fatório do projeto e à sua economicidade. 4.2.1 DEFINIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA Conforme explica Savanez (2009, p. 160): “[...] fala-se em risco quando a variável aleatória tem uma distribuição de probabilidades conhecidas e em incerteza quando essa distribuição é desconhecida.”. Risco Ameaça e pode ser prejudicial à empresa, assim como pode também pode beneficiar um projeto. Incerteza Resulta da falta de conhecimento ou de informação de algo que poderá definir tomadas de decisões referentes a projetos dentro de determinada empresa. A taxonomia é dividida em três categorias de probabilidade, em que a primei- ra e a segunda são a probabilidade estatística e probabilidade a priori, quanti- ficável. A terceira categoria é a estimativa, não quantificável (ANDRADE, 2011). As probabilidades a priori são também chamadas de propriedades lógicas e são usadas em jogos de azar, por exemplo (ANDRADE, 2011). A probabilidade estatística se refere a um grupo de casos observados, sendo esse tipo de probabilidade uma avaliação empírica (ANDRADE, 2011). A estimativa é um tipo de probabilidade que não é uma classificação empíri- ca de casos observados, tratando-se de um julgamento intuitivo usado para a tomada de decisões; não usa o raciocínio lógico estrito (ANDRADE, 2011). 92 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 9 – RISCOS E INCERTEZAS Fonte: Freepik (2022). #PrCegoVer: a imagem representa a foto de três pessoas sentadas em uma mesa, sendo duas mulheres e um homem, todas elas estão olhando para a tela do mesmo notebook. Elas estão analisando as probabilidades e verificando as estimativas, verificando os riscos e as incertezas. A estimativa, muitas vezes, pode induzir a erros ou a resultados não reais, tra- zendo incerteza ao processo. É importante que haja um gerenciamento de riscos em projetos, o qual deve ser aplicado a projetos, a fim de que a resposta para que os impactos dos ris- cos e incertezas sejam minimizados e para que as oportunidades do projeto sejam maximizadas (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). 4.2.2 SIMULAÇÃO PARA ANÁLISE DE RISCO Os indicadores de risco reduzem a possibilidade de haver prejuízo e perdas em projetos de investimento, sendo eles: TIR, payback (simples e descontado) e ponto de Fisher (FERREIRA, 2017). 93 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA A TIR é um indicativo de risco do projeto de investimento, sendo um método usado para analisar a viabilidade de projetos de investimento, além disso, por meio da TIR, obtém-se a taxa de desconto que poderá ter um fluxo de caixa para que resulte um VPL nulo. Quanto ao payback, é um indicador de risco que mede o tempo preciso para que o investimento seja recuperado, podendo ser classificado em simples e descontado (FERREIRA, 2017). Payback simples É um indicador menos complexo, considera-se valores nominais em que não há, ao longo do tempo, atualização de dinheiro. Com isso, a análise se torna imprecisa e ágil (FERREIRA, 2017). Payback descontado É um indicador mais complexo, considera-se os custos de capital e valores reais, com isso, esse indicador requer mais cálculos, sendo o indicador mais preciso e menos ágil (FERREIRA, 2017). Todo projeto de investimento possui um TIR e, quando é igualado ao VPL, é feita uma comparação entre os projetos, cada um possui um VPL diferente, o indicador que realiza essa comparação dos projetos por período é denomina- do como ponto de Fisher (FERREIRA, 2017). A simulação para análise de riscos serve para verificação dos riscos que serão enfrentados pela organização. Os responsáveis pelo gerenciamento de projetos dentro de uma empresa po- dem se deparar com o inesperado, tendo que se sobressaírem de situações imprevisíveis (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). Por esse motivo, para evitar si- tuações inesperadas, é importante que haja uma simulação de riscos e um gerenciamento de riscos de projetos. Essa simulação é necessária para que seja possível prever situações que poderão ocorrer no futuro. 94 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 10 – SIMULAÇÃO DE RISCOS. Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de uma pessoa ao telefone, ela está fazendo uma análise de riscos. Na tela dos dois computadores que estão à frente do homem, existem dois gráficos, mostrando as análises. Devido à impossibilidade de prever o futuro, devem ser tomadas medidas de precaução pelas empresas por meio da verificação de possíveis ocorrências futuras (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). Desse modo, visando a verificar tais ocorrências futuras, a empresa deverá realizar um planejamento de gerencia- mento de riscos. O planejamento do gerenciamento dos riscos se refere ao processo de como deverão ser conduzidas as atividades que farão parte do gerenciamento dos riscos de um projeto (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). Conforme explica Brandão, Silva e Silva (2016), o Project Management Body Of Knowledge (PMBOK), cuja tradução é “Conhecimento em Gerenciamento de Projetos”, o plano de gerenciamento dos riscos conterá: definição dos respon- sáveis pelas atividades, acompanhamento e registro das atividades, metodolo- gia que definirá como será feito o gerenciamento de riscos no projeto, papéis, categorias de riscos e agrupamento das causas que possibilitarão os riscos etc. 95 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA A identificação de riscos do projeto é feita com base em riscos existentes, sendo realizada para antecipar as ocorrências e evitá-las. Consoante Brandão, Silva e Silva (2016), a identificação dos riscos pode ser realizada por meio de métodos diversos, sendo: entrevistas com funcionários, brainstorming (apre- sentação e debate de ideias), análise da causa principal etc. Após identificados os riscos, deverá haver análise e priorização de riscos, aler- tando a probabilidade de ocorrência e dos impactos que poderão causar. Com isso, deverão ser destacados os riscos com alta prioridade. Esses riscos do pro- jeto deverão ser representados e deverão ser propostas ações para reduzi-los ou neutralizá-los. Por isso, os riscos deverão ser controlados e acompanhados. Existem métodos que estimam a duração do projeto, visando aos riscos e a suas probabilidades de ocorrência, sendo, na maioria das vezes, métodoscomplexos e que podem sofrer falhas, fazendo com que o projeto não tenha êxito (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). À vista disso, é importante que, para o gerenciamento de riscos, o responsável pelo gerenciamento escolha um método simples e de fácil acompanhamento. FIGURA 11 – SIMULAÇÃO DE RISCOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa o desenho de uma mão apontando para a palavra progresso (em inglês progress) e mostrando as etapas do gerenciamento de projetos (em inglês, project management), que são planejamento (em inglês planning), progresso e final. 96 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Um método que pode ser aplicado é o Método de Monte Carlo (MMC), criado no ano 1946, por Stanislaw Ulam, que era um matemático polonês (BRAN- DÃO; SILVA; SILVA, 2016). Ao longo do tempo, o MMC foi se aprimorando junto com a tecnologia e foi se expandido para ser usado na física, na matemática, na gestão de riscos e em diversas outras áreas (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). Então, o MMC passou a ser usado na gestão de riscos de projetos, possibilitando a simulação de com- portamentos de riscos e incertezas (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). O MMC estabelece relações de conceitos estatísticos, em particular, como ge- rador de números aleatórios, função densidade de probabilidade, variável ale- atória e disposição de probabilidade (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). A simulação é realizada por meio de amostragens das funções de probabilida- de e de densidade, representando a curva das probabilidades da variável alea- tória, dada por meio da função de distribuição (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). As amostragens são feitas por meio de números aleatórios que orientarão os valores assumidos pelas variáveis aleatórias durante a simulação, atendendo à distribuição desejada e correta (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). Ao fim da simulação, haverá valores gerados, o operador do método pode- rá decidir qual será a finalidade dos resultados indicados pelo método MMC (BRANDÃO SILVA; SILVA, 2016). O MMC visa a estabelecer a população interessada por meio da modelagem do problema estabelecendo uma Função de Distribuição Acumulada (FDP) que representará como se comportam as incertezas. Além disso, ao fazer a simulação, é possível captar amostras aleatórias das populações e obter suas estatísticas. O resultado determinístico poderá ser calculado alterando as incertezas por valores gerados, chegando-se à inspeção do problema. Os resultados da amostra poderão ser manipulados, obtendo-se assim uma estimativa da solução dos problemas encontrados (BRANDÃO; SILVA; SILVA, 2016). 97 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Métodos auxiliam na simulação de riscos, portanto, é importante que sejam escolhidos e utilizados para que os resultados sejam ágeis e assertivos. 4.2.3 ANÁLISE DE SENSIBILIDADE De acordo com Samanez (2009), durante a projeção de fluxo de caixa de um projeto qualquer, existem muitos fatores e variáveis que precisarão ser identi- ficados, sendo preciso determinar qual desses fatores e dessas variáveis terão maior peso na determinação do fluxo. Para isso, existe a análise de sensibili- dade, que possibilita a identificação dessas variáveis e fatores com mais peso. Samanez (2009) explica que esse tipo de análise identifica as variáveis críticas durante o procedimento de projeção e na determinação do fluxo de caixa. Por meio da análise de sensibilidade, são estabelecidas hipóteses de como se comportariam tais variáveis, isso é realizado por meio do isolamento de fato- res que resultarão mudanças que irão alterar o resultado do projeto, a VPL e até mesmo o investimento (SAMANEZ, 2009). Existem dois tipos de análise de sensibilidade, que são: a unidimensional e a multidimensional. A análise de sensibilidade unidimensional permite a me- dição, separadamente, dos efeitos de cada variável. Já a análise de sensibili- dade multidimensional não permite essa separação, devendo os efeitos se- rem analisados todos ao mesmo tempo (SAMANEZ, 2009). Conforme mostra Mattos (1989), os pesquisadores, ao longo do tempo, verifi- caram a importância das curvas de probabilidade que auxiliavam a análise de riscos, tendo-se a faixa de variação ligada a cada elemento do fluxo e conside- rando seus prazos. Para definição de riscos e incerteza, são utilizados métodos que realizam si- mulações, facilitando e agilizando tais análises. Entenda um pouco mais sobre análise de sensibilidade clicando no link a seguir. https://www. scielo.br/j/rae/a/VPNtMLqjVHkZc4j7QLhj7xb/. https://www.scielo.br/j/rae/a/VPNtMLqjVHkZc4j7QLhj7xb/ https://www.scielo.br/j/rae/a/VPNtMLqjVHkZc4j7QLhj7xb/ 98 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 CONCLUSÃO Nesta unidade, objetivou-se apresentar uma reflexão sobre a importância dos projetos econômicos e seus tipos, sendo projetos que auxiliam a empresa a ter melhor resultado econômico, quando são feitos corretamente. Desse modo, devem ser verificados os riscos e as incertezas e, para isso, exis- tem métodos que podem ser utilizados, facilitando os cálculos e agilizando todo o processo. O estudo apresentou os passos que devem ser seguidos para que o projeto seja bem-sucedido, deverão ser feitas análises para escolher adequadamen- te qual será o investimento, deverão ser verificados os riscos e a incerteza. Além disso, o produto deverá ter qualidade e atender ao valor que o cliente estará disposto a pagar, para que seja um produto que seja bem recebido pelo mercado. 99 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA UNIDADE 5 OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: 100 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA > Compreender o que é um investimento. > Conhecer o comportamento de uma taxa de retorno. 101 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 5 ANÁLISE DE INVESTIMENTO INTRODUÇÃO DA UNIDADE Durante a maior parte de sua vida, você estará ganhando e gastando dinheiro. Raramente, sua renda monetária atual se equilibrará exatamente com seus de- sejos de consumo. Às vezes, você pode ter mais dinheiro do que deseja gastar; outras vezes, pode querer comprar mais do que pode pagar com base em sua renda atual (EHRLICH, 2012). Esses desequilíbrios o levarão a pedir emprestado ou a poupar para maximizar os benefícios de longo prazo de sua renda. Quando a renda atual excede os desejos de consumo atuais, as pessoas ten- dem a poupar o excesso. Eles podem fazer várias coisas com essas economias. Uma possibilidade é colocar o dinheiro debaixo de um colchão ou enterrá-lo no quintal até algum momento futuro em que os desejos de consumo ex- cedam a renda atual. Quando recuperam suas economias do colchão ou do quintal, têm a mesma quantia que economizaram. Aqueles que abrem mão da posse imediata da poupança (ou seja, adiam o consumo) esperam receber no futuro uma quantia maior do que abriram. Por outro lado, aqueles que consomem mais do que sua renda atual (ou seja, em- prestam) devem estar dispostos a pagar no futuro mais do que emprestaram. Se os investidores esperam uma mudança nos preços, eles exigirão uma taxa de retorno mais alta para compensar isso. Além disso, se o pagamento futuro do investimento não for certo, o investidor exigirá uma taxa de juros que exce- da a taxa de juros nominal livre de risco. A incerteza dos pagamentos de um investimento é o risco do investimento. Essa taxa de juros é estabelecida no mercado de capitais pela comparação entre a oferta de renda excedente disponível (poupança) para ser investida e a demanda por consumoexcedente (empréstimo) em um determinado momento. 102 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 5.1 CONCEITOS E PRINCÍPIOS 5.1.1 O QUE É INVESTIMENTO? Um investimento é o compromisso atual de unidades monetárias (dólar, real ou demais moedas) por um período de tempo para derivar pagamentos futu- ros que compensarão o investidor pelo(a) (EHRLICH, 2012): Tempo em que os fundos são comprometidos. Figura 1 – Tempo e investimento Fonte: Plataforma Deduca (2022). #PraCegoVer: A imagem representa a foto da face do relógio e uma página do calendário. Taxa de inflação esperada durante esse período de tempo. Figura 2 – Taxa de inflação Fonte: Plataforma Deduca (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um carrinho de compras, contas e recibos, foto símbolo para poder de compra, consumo e inflação. 103 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Mauris varius erat at mattis rhoncus. Donec sodales fermentum accumsan. Cras leo ligula, rutrum a magna sit amet, rutrum vestibulum nisl. Phasellus nec fringilla mi. Etiam maximus dolor lorem, id lacinia est ullamcorper blandit. Figura 3 – Incerteza Fonte: Plataforma Deduca (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a ilustração de perguntas de sucesso e estratégia incerta, com uma estrada ou rodovia subindo para o céu, desaparecendo em uma nuvem em forma de ponto de interrogação como um conceito de negócios dos desafios de alcançar seus objetivos. Da mesma forma, essa definição inclui todos os tipos de investimentos, in- cluindo investimentos de empresas em instalações e equipamentos e de in- divíduos em ações, títulos, commodities ou imóveis. Aqui, enfatiza-se os investimentos de investidores pessoas físicas. Em todos os casos, o investidor está negociando um valor em unidades monetárias conhecidas hoje por algum fluxo futuro esperado de pagamentos que será maior do que o valor em real, atual hoje. Nesse ponto, responde-se as perguntas sobre o porquê de as pessoas inves- tirem e o que elas querem com isso. Os indivíduos investem para obter um retorno da poupança devido ao seu consumo diferido. Eles querem uma taxa de retorno que os compense pelo período de tem- po do investimento, a taxa de inflação esperada e a incerteza dos fluxos de caixa futuros. Todo investimento inclui saídas de caixa e entradas de caixa. Existe o dinheiro necessário para fazer o investimento e esperar o retorno. Para verificar se as saídas de caixa são inferiores às entradas de caixa (ou seja, o investimento obtém um retorno positivo), o investidor agrega os fluxos de caixa. 104 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Como os fluxos de caixa ocorrem durante um período de tempo, o investidor sabe que, devido ao valor temporal do dinheiro, cada fluxo de caixa tem um determinado valor hoje. Assim, para somar as entradas e saídas de caixa, cada fluxo de caixa deve ser descontado para um ponto comum no tempo. 5.1.2 VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL) E VALOR PRESENTE LÍQUIDO ANUALIZADO (VPLA) O VPL do fluxo de caixa é alcançado subtraindo-se os investimentos iniciais de um projeto do valor presente das entradas de caixa (FREZATTI, 2008), des- contados a uma taxa igual ao custo de oportunidade da empresa (Figura 4). FIGURA 4 – CUSTO DE OPORTUNIDADE Fonte: Plataforma Deduca (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de duas portas em uma sala vermelha, com ponto de interrogação e resposta de exclamação. O VPL leva em consideração o valor do dinheiro no tempo (HOJI, 2016), em que R$ 1,00, daqui a um ano, vale menos do que R$ 1,00 hoje, devido à infla- ção. Segundo Padoveze (2012, p. 491): 105 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O fundamento do VPL é o custo do dinheiro no tempo. Um bem ou direito hoje têm um valor para as pessoas diferente desse mesmo bem ou direito no futuro. Essa diferença tem como base o custo do dinheiro, ou seja, sempre haverá uma possibilidade de emprestar o dinheiro, que será remunerado por uma taxa de juros. Portanto, o valor de um bem ou direito que não acompanhe o juro mínimo existente no mercado perde valor econômico. O VPL é a soma dos valores presentes de todos os fluxos de caixa associados a um projeto. A empresa receberá pagamentos regulares, representados pela variável R, por um período de tempo. Este período de tempo é expresso na variável t. Os pagamentos são descontados usando uma taxa de juros selecio- nada, representada pela variável i (Equação 1). • Equação 1: Também o VPL pode ser calculado utilizando a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) da empresa ou do projeto. Essa taxa significa o mínimo de retorno que o empresário deseja obter. O VPL pode ser calculado pela Equação 2, em que t é o período do projeto. • Equação 2: O sinal do VPL pode explicar muito se o investimento é bom, ou não, ou seja: VPL> 0: O VP (valores presentes) das entradas: É maior que o VP das saídas. Hoje, o dinheiro ganho com o investimento vale mais do que os custos, portanto, é um bom investimento. 106 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 VPL = 0: O VP das entradas: É igual ao VP das saídas. Não há diferença de valor entre o valor do dinheiro ganho e o dinheiro investido. NPV 0, aceita-se o projeto de investimento. 107 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Portanto, quando um projeto apresentar TIR maior que o custo de oportuni- dade, ele também apresentará VPL positivo. Também, um projeto que apre- sentar VPL positivo apresentará também TIR maior que o custo de capital. 5.1.3 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) E TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE A TIR é a taxa de desconto na qual o VPL (Valor Presente Líquido) do fluxo de caixa é zero. A maioria das planilhas possui uma função TIR que permite ao usuário obter uma TIR. Você só precisa inserir a lista de valores (ou um vetor de células) e um valor de estimativa de TIR. A função então realiza o cálculo iterativo. A TIR representa a taxa de desconto (Figura 6) à qual se iguala o VPL. FIGURA 6 - TAXA DE DESCONTO Fonte: Plataforma Deduca (2022). #PraCegoVer: a imagem representa o desenho de bonecos carregando cubos vermelhos que estão estampados com diversos números percentuais. A TIR é uma métrica usada no orçamento de capital para estimar a lucrati- vidade de investimentos potenciais. Ela consiste na identificação da taxa a partir de um dado fluxo de caixa do projeto. 108 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciadapela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Como regra para aceitação de um projeto, a TIR deve ser superior ao custo de oportunidade da empresa. A TIR é calculada por meio da Equação 3, em que: • F é o fluxo de caixa de cada período; • t é o período do projeto. • Equação 3: A TIR é uma taxa para se trabalhar fluxos de caixas simples. Porém, em alguns casos, podem existir atritos entre o VPL e a TIR. Caso isso aconteça, siga o VPL. Considere o seguinte exemplo extraído de Braum e Balian (2007, p. x): Uma empresa analisa um projeto de investimento de R$ 1.000, com retornos anuais previstos, ao final de cada ano, de R$ 220, R$ 605 e R$ 399,30. Qual a TIR desse projeto? Resolução: primeiramente, começaremos pelo fluxo de caixa (Figura 7). FIGURA 7 - FLUXO DE CAIXA 1.000 220 605 399,30 Fonte: Braum e Balian (2007, p. 58). PraCegoVer: a imagem representa um fluxo de caixa, a seta para baixo (saída caixa) apresenta o valor de $ 1.000,00, as setas para cima (entrada de caixa) apresentam os valores de $ 220, $ 605, $ 399,30, respectivamente. A TIR desse projeto é, de 10% ao ano. O VPL desse projeto, descontado a uma taxa de atratividade de 10% ao ano, é igual a zero. 109 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA A Taxa de Retorno Mínimo Atrativo (TMA) é uma taxa de retorno aceitável de- terminada para a avaliação e seleção de alternativas. De acordo com Casarot- to Filho e Kopittke (2020, p. 101): Para investimentos de curtíssimo prazo, como comprar hoje uma matéria- prima com desconto ou daqui a cinco dias sem desconto, pode ser utilizada como TMA a taxa de remuneração de títulos bancários de curto prazo como os CDB’s. Em investimentos que envolvem o médio prazo (até seis meses), pode-se considerar como TMA a média ponderada dos rendimentos das contas do capital de giro, como aplicações de caixa, valorização dos estoques ou taxa de juros embutidas em vendas a prazo. Já em investimentos de longo prazo, a TMA passa a ser uma meta estratégica. Considere o seguinte exemplo adaptado de Casarotto Filho e Kopittke (2020, p. 46) sobre a aplicação da TMA: em 01-01-2020, um investidor adquiriu um tí- tulo por $100.000,00 para ser resgatado em seis meses, produzindo um lucro de 2% ao mês. Em 01-03-2020, um segundo investidor propõe ao primeiro a aquisição deste título. Quanto deve oferecer se sua TMA for de 2,5% ao mês? Solução: a) Cálculo do rendimento do título (Figura 8): FIGURA 8 - FLUXO DE CAIXA F 100.000 0 1 2 3 4 5 6 Fonte: Braum e Balian (2007, p. 58). #PraCegoVer: a imagem representa um fluxo de caixa, a seta para baixo (saída caixa) apresenta o valor de $ 100.000, as setas para cima (entrada de caixa) apresentam a letra F, e o período é de 6 meses. 110 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 b) Cálculo de quanto o segundo investidor deve pagar (Figura 9): FIGURA 9 - FLUXO DE CAIXA 112.616,24 P 0 1 2 3 4 5 6 Fonte: Braum e Balian (2007, p. 59). PraCegoVer: a imagem representa um fluxo de caixa, a seta para baixo (saída caixa) apresenta a letra P, as setas para cima (entrada de caixa) apresentam o valor de 112.616,24 e o período é de 6 meses. Embora a TMA seja utilizada como critério para decidir sobre o investimento em um projeto, o valor desta taxa está fundamentalmente ligado a quan- to custa obter os recursos de capital necessários. Sempre custa dinheiro na forma de juros para levantar capital. Os juros, expressos em porcentagem ao ano, são chamados de custo de capital. 5.2 COMPARAÇÃO ENVOLVENDO TAXA DE RETORNO O termo taxa de retorno refere-se a se um investimento (PUCCINI, 2017) que causou prejuízo para o investidor. Afinal, como você saberia se seu investi- mento foi uma escolha sábia? O cálculo da taxa de retorno fornece informa- ções importantes que podem ser usadas para investimentos futuros. Por exemplo, se você investiu em uma ação que apresentou um ganho subs- tancial após vários meses de desempenho, pode-se decidir comprar mais dessa ação. Se a ação (Figura 10) mostrou uma perda contínua, pode ser sen- sato realizar pesquisas para encontrar uma ação com melhor desempenho. 111 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA FIGURA 10 - AÇÕES Fonte: Plataforma Deduca (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de uma análise gráfica do mercado de ações, com o comportamento oscilante de um gráfico e uma mão, com uma caneta, apontando para um ponto. Outra vantagem de calcular a taxa de retorno é que ela permite avaliar suas habilidades de investimento e tomada de decisão. Os investimentos que criam um ganho ou lucro são ótimos. No entanto, se você faz investimentos continu- amente com prejuízo, talvez queira alterar suas estratégias de investimento. Portanto, isso leva a um nível mais alto de confiança e às habilidades necessá- rias para ser um investidor experiente. Um grande atributo dos empresários de sucesso é saber como e quando fazer investimentos, assim como saber quando mudar de estratégia. Com uma compreensão firme do cálculo da taxa de retorno, se pode gerenciar e monitorar seus investimentos em vários estágios para determinar o resultado de seus investimentos. 112 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 5.2.1 PONTO FISHER A taxa de Fisher (ou interseção) é hoje uma categoria frequentemente citada e ilustrada em livros financeiros. Essa taxa mostra a taxa de juros que fornece- ria o mesmo valor presente líquido para dois projetos mutuamente exclusivos (ILLÉS, 2014). A interseção relativa (Figura 11) é aquele ponto em que as duas curvas de valor presente líquido traçadas de acordo com a série de taxas de juros se cruzam. A ilustração abrange uma faixa de taxas de taxa de juros zero a uma taxa ligei- ramente superior à taxa interna de retorno dos dois projetos. FIGURA 11 - INTERSEÇÃO OU PONTO DE FISHER VPL B A Intersecção de Fischer 6 7 8 9 10 Fonte: Casarotto Filho e Kopittke (2020, p. 46). #PraCegoVer: a imagem representa um gráfico com eixo de eixos VPL e período de tempo, com duas curavas A e B, a intersecção dessas curvas origina o ponto de Fischer. A existência da taxa de Fisher e a taxa em si são informações significativas em finanças. Porém existem algumas ressalvas, por exemplo, os valores presentes líquidos de diferentes projetos não podem ser comparados em geral, sendo que estes valores não podem ser adequados como indicador de classificação. Fatores que não podem ser desconsiderados são “quanto investimento inicial”, por “quanto tempo” e “quanto capital” vinculado é necessário para obter um determinado valor presente líquido. Após eliminar os três principais fatores de distorção, o valor presente líquido será uma espécie de taxa que dá a diferença entre a taxa de retorno interna e a exigida (corrigida por um fator de erro de cálculo). 113 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Assim, essa taxa de valor presente líquido corrigida é aproximadamente igual à lucratividade que excede a taxa de retorno exigida. 5.2.2 TAXA DE RETORNO MODIFICADA A TIR é uma métrica de desempenho na forma de uma taxa de juros que é usada nos negócios para medir a atratividade de um determinado projeto ou investimento empresarial. Quanto maior a TIR de um projeto, mais atrativo ele se torna para o negócio. Pense na TIR como uma medida do retorno po- tencial de um projeto. No entanto, a Taxa Interna de Retorno Modificada (TIRM) é uma versão mo- dificada da TIR e também é usada para medir o quão atraente ou lucrativo (Figura 12) um investimento é para um investidor em potencial. FIGURA 12 - LUCRATIVIDADE Fonte: Plataforma Deducarelacionados da organização. Portanto, a Engenharia Econômica trata dos métodos que permitem tomar decisões econômicas no sentido de minimizar custos e/ou maximizar benefí- cios para as organizações empresariais. 11 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA UNIDADE 1 OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: 12 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA > Ampliar o conceito sobre Engenharia econômica. > Compreender o que é tomada de decisão. > Analisar a tomada de decisão. 13 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 1 ENGENHARIA E TOMADA DE DECISÃO INTRODUÇÃO DA UNIDADE A necessidade de uma compreensão profunda da análise econômica é dupla. Pri- meiro, em nosso mundo plano, global e complexo, os engenheiros trabalham em projetos multidisciplinares que abrangem as dimensões do “berço ao túmulo”, in- cluindo finanças, projeto, construção, operação, manutenção e aposentadoria. Para competir nos mercados internacionais, todas as indústrias enfrentam e devem responder ao aumento da concorrência na forma de operações de baixo custo e concorrência de fontes não tradicionais. Em segundo lugar, a análise econômica é importante a partir das perspecti- vas tradicionais de análise de alternativas, operações de negócios e assim por diante. A análise econômica, em muitos casos, é tão importante quanto os requisitos técnicos. Muitos parâmetros podem influenciar uma análise econômica. Em todos es- ses casos, uma compreensão profunda dos fatores econômicos que afetam um projeto deve ser entendida, a fim de permanecer competitivo nos merca- dos em constante mudança de hoje. A Engenharia Econômica usa técnicas matemáticas relativamente simples para tomar decisões, por exemplo, sobre projetos, comparando várias alterna- tivas. As técnicas da Engenharia Econômica permitem comparações conside- rando o valor do dinheiro no tempo. Dessa forma, este conteúdo está organi- zado em dois tópicos: aspectos gerais da Engenharia Econômica; e Conceitos básicos sobre tomada de decisão. 1.1 ASPECTOS GERAIS SOBRE A ENGENHARIA ECONÔMICA A Engenharia Econômica quantifica os benefícios e custos associados aos projetos de engenharia para determinar se eles economizam dinheiro sufi- ciente para garantir seus investimentos de capital. A Engenharia Econômi- 14 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ca requer a aplicação de princípios de projeto e análise de engenharia para fornecer bens e serviços que satisfaçam o consumidor a um custo acessível. Esta área também é relevante para o engenheiro de projeto que considera a seleção de materiais. 1.1.1 CONCEITOS INICIAIS Assim como o papel do engenheiro na sociedade mudou ao longo dos anos, também mudou a natureza da Engenharia Econômica. Originalmente, a En- genharia Econômica era o corpo de conhecimento que permitia ao enge- nheiro determinar qual das várias alternativas era economicamente melhor – a menos cara ou talvez a mais lucrativa. Para fazer essa determinação de maneira adequada, o engenheiro precisava entender a matemática que rege a relação entre tempo e dinheiro. Além dis- so, para muitos tipos de decisões, os custos e benefícios são os fatores mais importantes que afetam a decisão (Figura 1), deste modo, concentrar-se em determinar a alternativa economicamente “melhor” é apropriado. FIGURA 1 – DECISÕES Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de duas pessoas, homens, de terno e gravata, apertando as mãos. 15 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Em épocas anteriores, um engenheiro seria responsável por fazer uma reco- mendação com base no conhecimento técnico e analítico, incluindo o co- nhecimento de economia de engenharia, e então um gerente decidiria o que deveria ser feito. A decisão de um gerente pode ser diferente da recomendação do engenhei- ro, porque o gerente levaria em consideração questões fora da gama de es- pecialização do engenheiro. Recentemente, entretanto, a tendência tem sido que os gerentes se tornem mais dependentes das habilidades técnicas dos engenheiros ou que os próprios engenheiros sejam os gerentes. Os produtos são frequentemente muitos processos complexos de manufatu- ra e são ajustados para otimizar a produtividade, e até mesmo a compreen- são do mercado, às vezes, requer as habilidades analíticas de um engenheiro. Como resultado, geralmente é apenas o engenheiro que possui conhecimen- to suficiente para tomar uma decisão competente. A Engenharia Econômica (Figura 2) pode ser definida como a ciência que lida com técnicas de análise quantitativa úteis para selecionar uma alternati- va preferível entre várias outras tecnicamente viáveis. Consequentemente, entender como comparar custos, embora ainda de vital importância, não é a única habilidade necessária para tomar decisões adequadas na engenharia. Deve-se também ser capaz de levar em consideração todas as outras considerações que afetam uma decisão e fazê-lo de uma maneira razoável e defensável. 16 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 2 – ENGENHARIA ECONÔMICA Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem mostra engrenagem conectadas com o futuro crescimento financeiro à frente em um fundo de céu de verão. A avaliação de custos e benefícios é muito importante e constituiu o conteú- do principal da economia da engenharia no passado. A matemática para fa- zer essa avaliação, que é bem desenvolvida, ainda constitui a maior parte dos estudos de economia da engenharia. 1.1.2 CUSTO DE OPORTUNIDADE, CUSTO DO CAPITAL, PONTO DE EQUILÍBRIO Vamos considerar o seguinte exemplo: João é dono de uma pequena em- presa de tecnologia que fabrica smartphones e tablets. João tem algumas decisões comerciais importantes a serem tomadas em relação à alocação dos recursos de sua empresa no próximo ano fiscal. Grande parte de sua análise de tomada de decisão diz respeito ao cálculo e à avaliação do Custo de Opor- tunidade (CO). 17 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Você pode pensar no CO: (i). o benefício ou valor que você desiste escolhendo em razão de outro. (ii). Em uma decisão, é a diferença entre o valor que você recebe por seguir uma ação e o valor que você teria recebido da alternativa que não buscava. Vamos dar uma olhada na empresa de tecnologia de João para ilustrar o con- ceito. João pode usar um dia para fabricar 100 smartphones ou 75 tablets. Se ele optar por fabricar os telefones, o CO é a diferença nos lucros da produção de 75 tablets. Por outro lado, se ele optar por fabricar os 75 tablets, isso lhe custará a diferença nos lucros da fabricação de 100 smartphones (Figura 3). FIGURA 3 – EXEMPLO DA FABRICAÇÃO DE SMARTPHONES Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem telefones celulares com tela sensível ao toque e aplicativos coloridos imagem 3D. Podemos expressar o CO em termos de retorno (ou lucro) do investimento usando a seguinte Equação 1: 18 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 A menos que os retornos do investimento (HOJI, 2016) sejam fixos e garanti- dos para serem pagos, será preciso basear o cálculo nos retornos esperados. Por exemplo, em média, o mercado de ações pode ter um retorno anual de 8%, mas isso não significa que seu portfólio de ações retornará 8% este ano. Agora, vamos aplicar a fórmula a um exemplo. A empresa de João tem um retorno de 10% quando vende smartphones,(2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto do conceito de negócio, com calculadora, gráficos em barra na cor azul escuro, caneta, dinheiro e documentos. 114 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Quando uma empresa investe dinheiro em um projeto, geralmente faz um investimento inicial durante as fases iniciais do projeto. Isso é fluxo de caixa negativo. À medida que o projeto avança, o projeto gerará lucros em caixa, resultando fluxo de caixa positivo. Por exemplo, uma empresa investe $ 10.000 na criação de uma nova máqui- na. Algumas outras empresas começaram a ouvir falar da nova máquina e se ofereceram para investir também, por um total de $ 10.000. Durante o projeto, a empresa teve que investir mais $ 15.000. O fluxo de caixa, nesse cenário, está se movendo de negativo para positivo e de volta para ne- gativo novamente. A TIRM permite que uma empresa determine o retorno do investimento enquanto contabiliza essas mudanças no fluxo de caixa. TIRM Também é útil porque a TIR convencional assume que os lucros são reinvestidos no mesmo projeto e retornará a taxa calculada na TIR. Isso geralmente não é realista, porque talvez um projeto não exija fundos adicionais. A TIRM resolve esse problema, permitindo que os lucros sejam reinvestidos a taxas mais realistas que reflitam as condições do mercado (Figura 13). Ela per- mite que o usuário defina a taxa de reinvestimento para obter um resultado mais realista. Quando os fluxos de caixa mudam de negativo para positivo ao longo do ciclo de vida do projeto, pode haver várias TIRs para cada mudança (de positiva para negativa). A TIRM aborda a questão das TIRs múltiplas, contabilizando os fluxos de caixa positivos e negativos separadamente. 115 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA FIGURA 13 - CONDIÇÕES DO MERCADO Fonte: Plataforma Deduca (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a montagem de uma estratégia de marketing, segmentação, gap de mercado e posicionamento. Visualização do processo de estratégia de marketing. A TIRM é calculada por meio da Equação 4, em que n é número de períodos. • Equação 4: A TIRM resolve as limitações da TIR convencional e contabiliza o que a empre- sa faz com fluxos de caixa positivos quando recebidos, como reinvestir a uma taxa de juros de reinvestimento específica. A TIRM também assume uma taxa de financiamento para quaisquer fluxos de caixa negativos. Ela é usada para comparar projetos com métodos de fluxo de caixa não convencionais, enquanto a TIR não é útil para medir o fluxo de caixa não convencional. 116 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 5.2.3 RETORNO ADICIONAL SOBRE O INVESTIMENTO (ROIA) É uma medida usada na rentabilidade que proporciona o valor agregado à empresa por meio do projeto e, principalmente, “limpa” a atuação da TMA. De outra forma, o ROIA é aquilo que se simula lucrar (em %), acima do mínimo estabelecido pela empresa. De acordo com Camloffski (2014, p. 98): Poderia se supor que outra forma de obtermos o resultado do ROIA seria por meio da diferença entre a TIR e a TMA, visto que o retorno adicionado nada mais é do que a diferença entre a rentabilidade estimada para um projeto e sua taxa mínima de retorno. Entretanto, precisamos lembrar que a TIR representa o limite superior da estimativa da rentabilidade do projeto, conforme já demonstrado, e, portanto, não é adequada para a apuração do ROIA. A maneira correta de efetuarmos o cálculo, portanto, seria por meio da TIR Modificada. Desse modo, quanto mais alto o ROIA, ótimo será o projeto de investimento. CONCLUSÃO Existem muitos métodos que foram desenvolvidos e utilizados para a tomada de decisão econômica (investimento), incluindo valor presente líquido, taxa de retorno interna, entre outros. Alguns são mais intuitivos, mas não forne- cem uma tomada de decisão sólida em todas as circunstâncias. Outros forne- cem decisões mais robustas, no entanto, não são muito intuitivas. 117 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA UNIDADE 6 OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: 118 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA > Compreender o que é um investimento. > Conhecer o comportamento de uma taxa de retorno. 119 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 6 INDICADORES PARA ANÁLISE DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS E AVALIAÇÃO DE ATIVOS INTRODUÇÃO DA UNIDADE Esta unidade abordará os indicadores usados para análises de projetos de in- vestimentos e de ativos, que poderão auxiliar a gestão a identificar prejuízos e lucros que uma empresa poderá ter durante o negócio em desenvolvimento. A análise financeira deve ser realizada periodicamente para verificação se a empresa está conseguindo alcançar suas metas lucrativas e para verificação do seu desenvolvimento, visando a que a empresa tenha, constantemen- te, equilíbrio financeiro e crescimento econômico. Por meio dessa análise, é possível identificar e antecipar situações que venham a causar perda de lucro na empresa. Desse modo, é de suma importância que a empresa tenha uma gestão pre- sente e que utilize todos os indicadores possíveis para avaliar o estado de saú- de da organização, evitando, assim, que ela venha a ter problemas econômi- cos. Este conteúdo está organizado em dois tópicos: indicadores financeiros para investimento e análise financeira. Bons estudos! 6.1 INDICADORES FINANCEIROS PARA INVESTIMENTO Os indicadores financeiros são utilizados para embasar a tomada de deci- são de empresas quanto ao negócio que será realizado. Eles servem para que o caixa seja necessário para conseguir manter o lucro e os custos de empresas. De acordo com Silva et al. (2015), os indicadores existem para possibilitar a análise específica de um determinado ponto do desempenho financeiro, econômico e patrimonial de uma organização. Existem diversos indicadores financeiro, como o faturamento, lucro bruto, ponto de equilíbrio, margem de lucro, entre outros. https://blog.contaazul.com/tomada-de-decisao/ https://blog.contaazul.com/tomada-de-decisao/ 120 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 O faturamento é o indicador financeiro mais utilizado, serve para medir a saú- de monetária do negócio. Esse indicador faz a soma de todos os valores re- sultantes de vendas e serviços feitos pela empresa, considerando um período específico, podendo ser diário ou trimestral, ou mensal ou anual. De acordo com Capelatto (2010), o faturamento se refere à remessa de mer- cadorias expedidas que possuem quantidade, preços, marcas, importâncias, utilizadas para obtenção de nota fiscal e cobrança de impostos da empresa. O faturamento existe se houver compra por parte dos clientes, quando eles pagam, resultam esses valores que serão utilizados para base de cálculos. FIGURA 1 – PREÇO DE VENDA DO PRODUTO Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um liquidificador e de uma sanduicheira sendo vendidas. O faturamento pode ser classificado em bruto e em líquido. O faturamen- to bruto consiste na multiplicação do preço de venda do produto ou do serviço pelo número total do que foi vendido do prazo determinado. Com isso, tem-se que: Em que FB é o faturamento bruto, Pv é o preço de venda e Qv é a quantidade vendida. 121 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O faturamento líquido consiste em pegar o valor do faturamento bruto e re- duzir osprodutos que foram cancelados e devolvidos pelos clientes e tam- bém são reduzidos os impostos, sendo esses produtos cancelados e devolvi- dos denominados como deduções de vendas. Logo, tem-se que: Em que FL é o faturamento líquido, FB é o faturamento bruto e D são as de- duções de vendas e I são os impostos. O lucro é buscado por toda empresa, é o ganho que empresa tem sobre seus produtos e serviços, podendo ser classificado em lucro bruto ou em lucro lí- quido. O lucro bruto se refere à receita total obtida pela organização, reduzindo-se os custos indiretos e diretos que tiverem relação com o processo de produção dos serviços e dos bens, logo, obtém-se: Em que LB é o lucro bruto, R é a receita bruta e CP são os custos relacionados à produção. Já o lucro líquido se refere ao dinheiro que restou para os acionistas e sócios, tendo uma redução de todos os custos e das despesas totais relacionados ao faturamento. Com isso, obtém-se que: Em que LL é o lucro líquido, RT é a receita total e CD são todos os custos e as despesas totais do faturamento. O ponto de equilíbrio (em inglês, é conhecido como break even point) se refere ao período da soma dos custos e das despesas que se iguala à receita líquida dela, chegando-se a um lucro líquido nulo. 122 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 2 – PONTO DE EQUILÍBRIO Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de uma mão colocando dados pequenos um sobre o outro, com uma seta vermelha apontando para cima. Atrás dos dados, há uma calculadora. Por meio do ponto de equilíbrio, é possível calcular o valor que empresa preci- sará adquirir para que continue suas produções evitando o prejuízo, servindo de referência para que a empresa saiba quando ela começará a lucrar. Com isso, tem-se que: Em que PE é o ponto de equilíbrio, CDF são os custos e despesas fixas e MC é a margem de contribuição. A margem de contribuição se refere à sobra de receita, quando a empresa tem todos os custos de produtos e serviços e impostos pagos, sendo o ganho bruto das vendas. É calculada por: Em que MC é a margem de contribuição, F é o faturamento, CP são os custos de produção e DP são despesas relacionadas à produção. 123 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Já a margem de lucro se refere à acrescentada aos custos totais de um serviço ou produto, estabelecendo o que a empresa planeja lucrar com suas vendas. Com isso, tem-se que: Em que MB é a margem bruta, LB é o lucro bruto e RL é a receita líquida. FIGURA 3 – LUCRO Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um empresário com várias notas de dinheiro na mão. A margem líquida pode ser calculada por meio da seguinte equação: Em que ML é a margem líquida, LL é o lucro líquido e RL é a receita líquida. 124 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 A liquidez corrente revela a capacidade da empresa conseguir cumprir com suas obrigações em um prazo curto. Ela pode ser calculada por meio da se- guinte equação: Em que LC é a liquidez corrente, AC é o ativo circulante e PC é o passivo cir- culante. Logo, o ativo circulante se refere a todo direito ou bem que terá a possibilida- de de ser transformado em moeda. E o passivo circulante se refere às dívidas que deverão ser pagas no prazo de um ano. FIGURA 4 – LUCRATIVIDADE. Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa o desenho de uma mulher sobre moedas em fileiras, em que está subindo. 125 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Quando o resultado da liquidez corrente for superior a 1, significa que a em- presa conseguiu pagar suas contas em um prazo curto; igual a 1, quer dizer que a situação está equilibrada; e menor que 1, quer dizer que a empresa não terá capital para conseguir pagar suas contas. A lucratividade é o índice que mostra quando a empresa realmente ganhou baseado em todos os seus recebimentos. Pode ser calculada conforme equa- ção a seguir: Em que L é a lucratividade, LL é o lucro líquido e RL é a receita líquida. A rentabilidade serve para realizar uma comparação entre investimentos e ganhos, sendo possível verificar quanto retorno a empresa poderá gerar, com relação ao capital investido em determinado ativo. Logo, tem-se que: Em que R é a rentabilidade, LL é o lucro líquido e In é o investimento. O ticket médio serve para verificar quanto a empresa está ganhando por cliente. Com isso, tem-se que: Em que Tm é o ticket médio, Ft é o faturamento total e Nvp é o número de vendas do período. A giro de estoque também é chamado de rotatividade, mostrando a veloci- dade de renovação do inventário em um prazo determinado. Logo: Em que G é o giro de estoque, Qpv é a quantidade de produtos vendidos e Tpe é o total de produtos no estoque. https://blog.contaazul.com/ticket-medio 126 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Quando o giro de estoque tiver resultado inferior a 1, indica que sobraram produtos no estoque que não foram vendidos no prazo analisado; sendo su- perior a 1, indica que todos os itens no estoque tiveram renovação no prazo analisado. 6.1.1 AVALIAÇÃO DE ATIVOS A avaliação de ativos é uma operação de verificação de ativos que precisa ser analisada minuciosamente, pois os ativos podem ser analisados conforme sua espécie, sendo possível determinar o valor da marca ou da organização. Existem três tipos de avaliações de ativos, sendo: a imediata, a de ativos anual e a de ativos a longo prazo. Avaliação de ativos imediata É realizada em casos de urgência, como, por exemplo, a requisição de seguros para a empresa. Avaliação de ativos anual É realizada em bens que possuem alteração de valor, de acordo com o mercado. São valores reais e que precisam se manter atualizados, sempre. Avaliação de ativos de longo prazo É utilizando quando o estado se encontra ativo e pouco estável, pois o ativo sofrerá poucas alterações em seu valor. Por isso, pode ser realizada de tempos em tempos, podendo ser em intervalos anuais. Os ativos se referem a tudo que pode ser transformado em dinheiro, como, por exemplo, um banco e o produto da empresa que será vendido e será con- vertido em dinheiro. 127 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA FIGURA 5 – ATIVOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um dedo em um teclado de um caixa bancário. Os ativos podem ser classificados em ativos imobilizados, terrenos, títulos de investimento, estoque, lucro líquido e fundo de comércio. Ativos imobilizados Referem-se a móveis e maquinários da empresa. Terrenos São custos que não sofrem depreciação e, mesmo que haja aumento do valor de mercado, eles não valorizam. Títulos de investimento São os passíveis de venda e negociações que provém de investimentos, sendo contabilizados conforme o valor de mercado. 128 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Estoque Refere-se aos produtos que foram adquiridos ou produzidos pela empresa para venda, sendo sua contabilização realizada de acordo com o valor adquirido. Podem não ser valorizados e podem ter o valor reduzido caso sejam depreciados e sofram danos. Lucro líquido Refere-se à diferença entre os valores dos ativos e contábil, devendo ser considerado o valor dos ativos real. Fundo de comércio Refere-se a ativos intangíveis que valorizam a empresa, como exemplo, tem-se uma equipe trabalhadora e eficaz, fidelização da clientela e reconhecimento da marca. Consoante Silveira et al. (2017),o termo intangível abrange os investimentos, os ativos e o capital intangíveis. FIGURA 6 – ESTOQUE Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um homem dentro de depósito, onde estão estocados em prateleiras diversas caixas pequenas ao lado direito e no lado direito existem caixas grandes no chão. 129 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA De acordo com Kayo et al. (2006), a empresa possui um valor econômico que resulta do somatório de ativos tangíveis e intangíveis. Kayo et al. (2006, p. 76) ainda explicam que os ativos intangíveis são: Os ativos intangíveis são importantes fatores de diferenciação e, dessa forma, contribuem sobremaneira para a obtenção de importantes vantagens competitivas. Isso se deve à característica fundamental de todo ativo intangível: sua singularidade. Isto é, os ativos tangíveis como máquinas, equipamentos, fábricas, etc., são adquiridos com relativa facilidade, desde que a empresa possua os recursos financeiros para tal. Os ativos intangíveis, por outro lado, são únicos e de propriedade de uma única organização. Segundo Kayo et al. (2006), o ativo intangível é adquirido por meio dos bene- fícios futuros, isto é, por meio do somatório dos lucros econômicos projetados e possui desconto de uma taxa de risco adequada. O intangível não é corpo financeiro ou físico, ou seja, serão excluídos dos ati- vos tangíveis do valor total do negócio. São os ativos tangíveis o ativo fixo e o capital de giro (KAYO et al., 2006). 6.1.2TAXA DE DESCONTO: TMA, CMPC E CAPM, WACC A Taxa Mínima de Atratividade (TMA) é a taxa de rendimento referente ao mínimo que ganhará o investidor ao realizar o investimento. Ocorre em pro- jetos de investimento de organizações que o TMA equivalha ao Custo Médio Ponderado do Capital (CMPC) ou Weighted Average Cost of Capital (WACC). O Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC), em inglês, é Weighted Average Cost of Capital (WACC), é uma taxa que aumenta conforme o aumento da taxa de retorno, do beta e do patrimônio. Serve para medir a remuneração sobre o capital investido na empresa. É importante que a empresa sempre realize avaliação periódica de ativos, pois eles podem mudar de acordo com as necessidades do mercado. 130 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 7 – VERIFICAÇÃO E ANÁLISES DE NEGÓCIOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de três pessoas sentadas em uma mesa verificando e fazendo análises do negócio da empresa. Isso acontece porque um aumento nessa taxa indica uma diminuição na ava- liação e um aumento no risco. Em que Re é o custo e capital, Rd é o custo de dívida, E é valor de mercado do patrimônio da organização, D é o valor de mercado da dívida da organização, V é o valor total de mercado do financiamento da organização considerando o patrimônio e a dívida, E/V é o patrimônio e se refere à porcentagem de fi- nanciamento, D/V é dívida e se refere à porcentagem de financiamento e Tc é a taxa de imposto corporativo. O valor total de mercado do financiamento da organização é calculado da seguinte forma: 131 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O Capital Asset Pricing Model (CAPM) também é chamado de Modelo de Pre- cificação de Ativos Financeiros (MPAF), serve para verificar a relação existente entre risco e o retorno desejado do investimento. O CAPM é a taxa de retorno que o investidor solicita para que haja validade o subsídio de capital, sendo um valor muito usado no mercado financeiro para o desconto futuro de fluxos de caixa. Sendo assim, é calculado por: Em que Re é o retorno esperado, Rf é a taxa de juros livre de risco, β é o índice Beta e Rm é a taxa de remuneração do mercado. O Beta (β) é o indicador de risco que está relacionado ao investimento, sendo calculado a partir da equação a seguir: Em que Ri é a covariância do retorno da carteira e Rm é a covariância/variân- cia do retorno do índice de mercado. 6.1.3 MODALIDADES E FONTES DE FINANCIAMENTO A melhor coisa é que a empresa tenha o seu próprio capital, porém, muitas empresas iniciam ou realizam seus processos sem possuir recursos. Por isso, muitas vezes, recorrem a outros locais para lográ-los. As principais modalidades e fontes de financiamento são: participação acio- nária, fundo de investimento, fontes alternativas e linhas de crédito. Para entender um pouco mais sobre taxa de desconto, acesse o link: https://pesquisa-eaesp.fgv. br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/publicacoes/taxas_ de_desconto_no_brasil.pdf. https://pesquisa-eaesp.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/publicacoes/taxas_de_desconto_no_brasil.pdf https://pesquisa-eaesp.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/publicacoes/taxas_de_desconto_no_brasil.pdf https://pesquisa-eaesp.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/publicacoes/taxas_de_desconto_no_brasil.pdf 132 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 A participação acionária consiste em buscar um sócio e investidor quando o empresário quiser vender parte da empresa. Além disso, existe o investidor que é pessoa física com interesse em cooperar com o desenvolvimento de empresas que estão iniciando. FIGURA 8 – VERIFICAÇÃO E ANÁLISES DE NEGÓCIOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa um investidor desenhando um gráfico de barras em um vidro com uma seta sobre esse gráfico cuja tendência é subir. O fundo de investimento é aquele apostado em empresas que possuam po- tencial de terem lucratividade por pessoas jurídicas. As fontes alternativas são usuais para alguns tipos de negócio, sendo dispo- nibilizadas linhas de crédito para inovação e pesquisa. As linhas de crédito possuem como objetivo fornecer aumento da capacida- de produtiva pelas empresas, repassam menores taxas de juros que as ins- tituições normais. Como exemplo, tem-se o Banco Nacional de Desenvolvi- mento Econômico e Social (BNDES). 133 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 6.2 ANÁLISE FINANCEIRA Por meio da análise financeira, é possível fazer o estudo e a avaliação da via- bilidade e do lucro de uma empresa. A análise financeira consiste em métodos e instrumentos capazes de estabe- lecer diagnósticos para situações financeiras de organizações, possibilitando também prever o futuro desempenho da empresa analisada. Essa análise é realizada com base em resultados advindos do planejamento, então precisará ser feita um monitoramento periódico e estratégico pelo empresário. Com isso, precisarão ser vistos: o equilíbrio financeiro e econômico, o cresci- mento e os indicadores econômicos da empresa. FIGURA 9 – ANÁLISE FINANCEIRA Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de uma pessoa olhando para um caderno, em sua frente, há uma mini casa e moedas. Obtenha um conhecimento mais avançado sobre fontes de financiamento, lendo o artigo do link: https://www.scielo.br/j/rcf/a/7nCVvLGzvVYTqVmTQF ZrnsD/?format=pdf&lang=pt. https://www.scielo.br/j/rcf/a/7nCVvLGzvVYTqVmTQFZrnsD/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/rcf/a/7nCVvLGzvVYTqVmTQFZrnsD/?format=pdf&lang=pt 134 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Para a verificação do equilíbrio econômico do negócio, inicialmente, deve-se realizar o estudo de viabilidade do negócio, utilizando-se a análise da estabili- dade, e se deve verificar a capacidade de a empresa ter lucro, tudo isso pode ser verificado por meio do faturamento periódico, dos custos variáveis, dos custos fixos, da margem de contribuição, do lucro operacional, do preço de venda e do fluxo de caixa. De acordo com Samanez(2009), deve-se obter o equilíbrio econômico para se ter, inclusive, ideia do negócio e sua viabilidade. Para a verificação dos indicadores econômicos que servem para medir o de- sempenho da empresa e seu desenvolvimento, deve-se verificar os parâme- tros de saúde dela, fazendo-se comparativos entre períodos diferentes, a fim de analisar o histórico de desempenho de tempos em tempos. Os indicadores econômicos podem ser verificados por meio dos índices de liquidez, do índice de endividamento, do índice de rentabilidade e do índice de atividades. Os índices de liquidez avaliam a capacidade de pagamentos da empresa para fazer frente às suas obrigações. Representam um grande referencial de longevidade da empresa. É muito importante saber calcular e avaliar os índi- ces de liquidez geral e líquido. O índice de endividamento verifica a quantidade de obrigações que a em- presa tem que estar comprometida com o seu capital próprio, sendo essas obrigações referentes ao capital de terceiros, como bancos, fornecedores, entre outros. O índice de rentabilidade sobre vendas estabelece a relação entre o lucro operacional e as vendas executadas pela empresa. A análise financeira serve para que a organização chegue ao ponto positivo e negativo do desempenho de capital e operacional da empresa. Além disso, por meio da análise financeira, é possível detectar problemas relacionados à gestão do negócio e tomar decisões que mudem o destino da economia da empresa. 135 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O índice de atividades de prazo médio de recebimento analisa a média de dias que a empresa demorará para receber o valor referente à venda de seus produtos. O índice de atividade do prazo médio de pagamento analisa a média de dias que a empresa demorará para realizar o pagamento de seus fornecedores. 6.2.1 RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO (ROE), RETORNO SOBRE ATIVOS (ROA) E SISTEMA DUPONT O Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) é encontrado por meio da divisão entre lucro líquido ao ano fiscal completo da empresa e seu patrimônio líqui- do. Esse indicador serve para encontrar o retorno total do lucro líquido gerado relacionado à diferença entre ativo e passivo. Para o ROE, considera-se o valor antes do pagamento dos dividendos aos in- vestidores que possuem ações ordinárias, mas depois dos dividendos pagos para ações preferenciais. FIGURA 10 – REUNIÃO ENTRE INVESTIDORES Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de dois homens reunidos, olhando os gráficos em um computador, eles estão sentados em uma mesa e verificando os retornos de lucros obtidos. 136 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 O Return on Assets (ROA), traduzido como Retorno sobre o ativo, é um indi- cador que verifica a capacidade que a empresa terá em obter lucro ou preju- ízo com relação aos seus ativos (máquinas, estoques, investimentos, equipa- mentos, duplicatas, entre outros). Pode ser calculado pela equação a seguir: Lucro operacional Pode ser encontrado por meio do Resultado de Exercício (RDE) da organização. Ativo total médio Pode ser achado por meio do balanço patrimonial. O resultado do ROA geralmente diverge muito de empresa para empresa, dependendo do porte, do ramo de atuação e da quantidade dos recursos. O sistema Dupont é um indicador financeiro, isto é, um método utilizado para verificação da rentabilidade e do desempenho laboral e econômico da organização, contendo ferramentas de gestão operacionais, de desempenho e econômicas. E, então, é calculado utilizando a equação a seguir: Em que SD é o sistema Dupont, LL é o luco líquido, Vt são as vendas totais, V são as vendas, At são os ativos totais e Mc é o multiplicador de capital. Tal sistema consiste na combinação de indicadores financeiros, estabelecen- do o grau de eficiência da organização por meio dos ativos que a empresa tem, incluindo o capital de exploração e o capital multiplicado, sendo esse capital multiplicado por empréstimos e créditos. 6.2.2 ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL As análises vertical e horizontal tratam de estabelecer uma dinâmica das ope- rações realizadas dentro de uma organização. 137 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA A análise vertical trata de verificar a porcentagem dos setores da organização e os resultados que cada setor promove. Trata-se de uma metodologia sim- ples e calcula os valores de cada setor com relação a um valor base. A análise vertical realiza a comparação de itens que possuem a mesma finali- dade (RYBA et al., 2016), podendo ser calculada da seguinte forma: A análise horizontal trata de verificar os resultados da organização e suas evo- luções em determinado tempo. FIGURA 11 – ANÁLISE HORIZONTAL Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um homem verificando um gráfico, que mostra um comparativo ao longo dos anos, assim como a análise horizontal que verifica evoluções ao longo do tempo. De acordo com Ryba et al. (2016), as análises vertical e horizontal são essenciais para determinar o Balanço Patrimonial (BP) e o Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE). 138 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 A análise horizontal realiza a comparação de itens que possuem finalidades diferentes (RYBA et al., 2016). O cálculo da análise horizontal, assim como da análise vertical, é simples e pode ser obtido por meio da seguinte equação: A análise vertical identifica questões que possuem relação com a gestão da or- ganização. E a análise horizontal identifica o desempenho da organização ao longo do tempo. Como exemplo da análise horizontal, tem-se o total de alcance do lucro de uma empresa no período de um ano comparado com o ano anterior. 6.2.3 DINHEIRO VERSUS LUCRO E EBITDA, EVA E MVA O Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (EBITDA), tra- duzido para o português, significa lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, é um indicador de potencial da quantidade de recursos que a em- presa gera, não levando em consideração os impostos e descontos financeiros. De acordo com Silva et al. (2015), o EBITDA é o indicador que retrata o de- sempenho da organização em determinada atividade, resultado de despesas financeiras, além de atribuir as estratégias de mercado adotadas. FIGURA 12 – IMPOSTOS Fonte: Freepik (2022). #PraCegoVer: a imagem representa o desenho de uma balança em que, de um lado, existem as taxas e, do outro, existe o dinheiro recebido pela empresa, há uma mão colocando moeda no lado que está com a bacia de dinheiro. 139 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA É um indicador usado no mercado de bolsa de valores, estabelecendo o po- tencial de geração de caixa de negócio da organização, possibilitando, assim, a análise da gestão e sua eficiência, como também da competitividade rela- cionada à empresa. Com isso, é calculado por meio da equação a seguir: Em que LO é lucro operacional, D é a depreciação e Am é a amortização. O lucro operacional é o lucro gerado no movimento do negócio, podendo ser calculado pela equação a seguir: Em que LO é o lucro operacional, LB é o lucro bruto, DO são as despesas ope- racionais e RO são as receitas operacionais. O Market Value Added (MVA), traduzido para o português como valor de mer- cado adicionado, é um indicador que permite a comparação do mercado de capital aberto de uma organização com relação ao capital que foi investido na empresa, podendo ser calculado pela equação a seguir: Em que o Na é o número de ações, Pa é o preço das ações e PL é o patrimônio líquido. O MVA mostra quanto a empresa conseguiupara seus acionistas e investido- res, sendo positivo se o acionista ganhou em seu investimento. O Economic Value Added (EVA), traduzido para o português, valor econômico agregado, é um indicador que serve para verificar o retorno econômico que a empresa gera. Este indicador, quando é positivo, mostra que a empresa obteve retorno po- sitivo econômico e, em caso de ser negativo, o retorno será ao contrário. Pode ser calculado por meio da seguinte equação: Em que LO2 é o lucro operacional após impostos, PL é o patrimônio líquido e TJLP é a taxa de juros ao longo prazo. 140 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Também é calculado pela seguinte equação: Em que LO2 é o lucro operacional, CTI é o capital total investido e WACC é custo médio ponderado de capital. Todos são indicadores que cooperam para a verificação dos resultados da empresa, devendo ser calculados para melhor gestão e acompanhamento do desempenho da organização, visando a manter a empresa sempre com boa saúde financeira. CONCLUSÃO Nesta unidade, objetivou-se apresentar uma reflexão sobre a importância dos investimentos financeiros e sobre realizar análises financeiras para verificação da saúde financeira e econômica da empresa. Desse modo, existem indica- dores que podem auxiliar na obtenção dessas verificações, visando a facilitar a vida do gestor do negócio, para que ele consiga realizar o controle da situa- ção de sua empresa. O estudo apresentou todas as equações necessárias para a realização das aná- lises financeiras e econômicas da empresa, visando a orientá-lo sobre como e quando deverão ser realizados os cálculos para de resultados importantes da análise de dados de negócios e empresas. A disciplina tratou, desde o seu início, sobre engenharia e tomada de decisão, taxa de juros e fluxo de caixa, amortização e métodos de avaliação, decisão de investimento na empresa, análise de investimento e, por fim, indicadores para análise de projetos de investimentos e avaliação de ativos, sendo assuntos importantes para que as empresas estejam sempre analisando seus lucros, investimentos, ativos, capital, visando a manter a empresa em crescimento econômico constante. 141 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 REFERÊNCIAS ANDRADE, R. P. de. A construção do conceito de incerteza: uma comparação das contribuições de Knight, Keynes, Shackle e Davidson. Scielo, Belo Horizonte, p. 172, maio/ago. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/neco/a/PmjY7tBBLVwyX6HbGXh8KGb/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 14 mar. 2022. ANGUELOV, K.; STOYANOV, I. Aspects of managerial decision making in ASSAF NETO, Alexandre. 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CO = 18% (retorno em tablets) – 10% (retorno em telefones celulares) CO = 8% Se João encomendar a produção de smartphones, terá que desistir da opor- tunidade de ganhar 8% a mais. Obviamente, estamos assumindo que há de- manda suficiente por tablets para gastar toda a capacidade de produção de João em tablets. De acordo com Assaf Neto (2014, p. 99): Uma característica importante do custo de oportunidade é que as alternativas de investimento devem apresentar prazos e riscos comparáveis. Por exemplo, a taxa de retorno de um título público não se constitui em custo de oportunidade de uma aplicação em título emitido por um banco privado, ainda que os títulos tenham mesmo prazo: os riscos dos ativos são diferentes. O título público, pela natureza do emitente, apresenta menor risco que um título de emissão privada. Em uma organização, decidir usar um recurso de uma maneira mais econô- mica significa que um gerente deve renunciar à oportunidade de usar o re- curso de qualquer outra maneira. Essa oportunidade perdida é um custo que o gerente deve considerar ao tomar uma decisão. O CO representa os benefícios que um indivíduo, investidor ou empresa, deixam de lado quando escolhe uma alternativa, ao invés de outra. Embora os relatórios financeiros não mostrem o CO, os gestores podem usá-lo para tomar decisões fundamentadas quando têm várias opções antes deles. 19 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O custo de capital é um conceito extremamente da gestão financeira. Todas as empresas, sejam grandes ou pequenas, de propriedade de investidores ou sem fins lucrativos, precisam levantar fundos para comprar os ativos necessá- rios para cumprir seus objetivos estratégicos. Os fundos para adquirir esses ativos vêm em muitos formatos e formas, in- cluindo contribuições, retenção de lucros, vendas de ações aos acionistas e capital de dívida fornecido por credores, como bancos, detentores de títulos, locadores e fornecedores. A maior parte do capital levantado pelas organiza- ções tem um custo explícito, como o pagamento de juros da dívida (Figura 4), ou implícito, como o custo de oportunidade associado ao capital próprio (GAPENSKI, 2009). FIGURA 4 – JUROS DA DIVIDA Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem mostra uma pilha de recibos empilhados em um fundo branco. Como muitas decisões de negócios exigem o custo de capital como insumo, é necessário que os gerentes compreendam o conceito de custo de capital e saibam como estimar os custos de capital para suas próprias empresas. 20 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 O custo do capital é o cálculo da empresa sobre o retorno mínimo que seria necessário para justificar a realização de um projeto de orçamento de capital, como a construção de uma nova fábrica (HAYES, 2021). Dessa forma, o custo do capital é usado por analistas e investidores, porém é uma avaliação para verificar se uma decisão projetada pode ser justificada por seu custo. O conceito de custo do capital é a informação usada para determinar a taxa mínima de retorno de um projeto. Uma empresa que entra em um grande projeto deve saber quanto dinheiro o projeto terá de criar para compensar o custo de realizá-lo e continuar gerando lucros para a empresa. O ponto de equilíbrio (BEP) é a quantidade de produção vendida na qual as receitas totais são iguais aos custos totais – ou seja, a quantidade de produção vendida que resulta $ 0 de receita operacional. A análise do BEP é um método para determinar quando o valor de uma alter- nativa se torna igual ao valor das outras. É comumente usado para determinar quando os custos são exatamente iguais às receitas. Se a quantidade fabrica- da for menor que a quantidade do BEP, haverá uma perda. Se a quantidade fabricada for maior que o ponto de equilíbrio quantidade, um lucro é obtido. 1.1.3 CONCEITOS BÁSICOS DE TAXA DE JURO Por que existem taxas de juros? Se as pessoas pudessem escolher entre ter dinheiro hoje e a mesma quantidade de dinheiro daqui a um ano, a maioria preferiria o dinheiro hoje. Se tivessem dinheiro hoje, poderiam fazer algo pro- dutivo com ele na esperança de obter benefícios no futuro. Por exemplo, as pessoas podem comprar um ativo como uma máquina hoje e usá-lo para ganhar dinheiro com seu investimento inicial; ou podem querer comprar um bem de consumo (Figura 5), como um novo sistema de home theater, e começar a apreciá-lo imediatamente (PUCCINI, 2017). 21 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA FIGURA 5 – BENS DE CONSUMO Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem mostra um carrinho de compras em um corredor de supermercado cheio de produtos alimentícios vistos do ponto de vista dos clientes. Isso significa que um Dólar ou Real hoje vale mais do que um dólar no futu- ro. Isso ocorre porque um Dólar hoje pode ser investido para uso produtivo, enquanto essa oportunidade é perdida ou diminuída se o dólar não estiver disponível até algum momento no futuro. A observação de que um dólar hoje vale mais do que um dólar no futuro sig- nifica que as pessoas devem ser compensadas por emprestar dinheiro. Eles estão abrindo mão da oportunidade de investir seu dinheiro para fins produ- tivos agora, com a promessa de obter mais dinheiro no futuro. A compensação pelo empréstimo de dinheiro é na forma de pagamento de juros, I,: Mais formalmente, os juros são a diferença entre a quantia de dinheiro emprestada e a quantia de dinheiro posteriormente reembolsada. Logo, é a compensação pela renúncia ao uso do dinheiro durante o período do empréstimo. 22 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Uma quantia de dinheiro hoje, P (ou quantia principal), pode ser relacionada a uma quantia futura F pela quantia de juros I ou taxa de juros i. Os juros I tam- bém podem ser expressos como uma taxa de juros i em relação ao valor do principal, de modo que . Essa relação pode ser ilustrada pela Equação 1: ou Isso leva a uma definição formal de taxas de juros, isto é, divida o tempo em períodos como dias, meses ou anos. Se o P, no início de um período de tempo, for alterado por F no final do período, em que , i é a taxa de juros por período de tempo, nesta definição, P é chamado de valor presente de F e F é chamado de valor futuro de P (FRASER; JEWKES, 2013). A dimensão de uma taxa de juros é moeda/período de tempo. Por exemplo, uma taxa de juros de 9% significa que, para cada dólar emprestado, 0,09 dólares (ou outra unidade monetária) são pagos em juros para cada período de tempo. O valor da taxa de juros depende da duração do período. Normalmente, as ta- xas de juros são expressas em uma base anual (Figura 6), embora possam ser fornecidas para períodos diferentes de um ano, como um mês ou um trimestre. FIGURA 6 – BASE ANUAL DAS TAXAS DE JUROS Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem mostra um mouse e um calendário no fundo. 23 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Essa unidade básica de tempo sobre a qual uma taxa de juros é calculada é chamada de período de juros. Quanto mais longo o período de juros, maior a taxa de juros deve ser para fornecer o mesmo retorno. Os juros (Figura 7) também têm uma base física. O dinheiro pode ser investi- do em instrumentos financeiros que paguem juros, como um título ou uma conta de poupança, e o dinheiro também pode ser investido diretamente em processos industriais ou serviçosque gerem riqueza. Na verdade, o dinhei- ro investido em instrumentos financeiros também é investido indiretamente em atividades produtivas pela organização que fornece o instrumento. FIGURA 7 – TAXA DE JUROS Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de um homem fazendo desenhos de gráficos em uma lousa, de costas. Os juros referem-se a empréstimos de dinheiro, sendo um parâmetro que permite a troca de uma quantia maior de dinheiro no futuro por uma quantia menor de dinheiro no presente e vice-versa. 24 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Consequentemente, a origem dos juros é o uso produtivo do dinheiro, pois é isso que faz o dinheiro realmente aumentar de valor. O retorno real gerado por um investimento produtivo específico varia enormemente. 1.2 CONCEITOS BÁSICOS SOBRE TOMADA DE DECISÃO O estudo da tomada de decisão abrange vários níveis de análise, que vão des- de a cognição individual até as características culturais dos estados-nação. Muitas disciplinas informam nosso conhecimento da matemática às teorias comportamentais das ciências sociais. 1.2.1 DESCRITIVA E PRESCRITIVA As teorias clássicas da escolha nas organizações enfatizam a tomada de deci- são como a realização de escolhas racionais com base nas expectativas sobre as consequências da ação para objetivos anteriores e as formas organizacionais como instrumentos para fazer essas escolhas. É provável que a maioria das or- ganizações gostaria de pensar que elas e seus funcionários seguem esses pro- cessos racionais; na prática, é improvável que seja alcançado com frequência. As técnicas prescritivas (por exemplo, árvores de decisão ou programação li- near) empregadas no auxílio à decisão são, implícita ou explicitamente, base- adas em certas suposições normativas sobre a tomada de decisão, pois, se- gundo Yu (2001, p. 79): A forma pela qual lidamos com a alta complexidade do mundo real, repleto de incertezas, informações imprecisas e fragmentadas, torna a estruturação da tomada de decisão um desafio a ser trabalhado. Enquanto na teoria prescritiva, de caráter mais normativo, os pesquisadores trabalham na busca de modelos, técnicas e ferramentas que auxiliem no processo decisório, a teoria descritiva, preocupa‐se em compreender como as decisões são, de fato, tomadas. Desse modo, a teoria descritiva no processo decisória respalda sobre os con- ceitos da heurística. À luz da racionalidade da adaptação, as heurísticas são estratégias de tomada de decisão, regras adotadas para resolver um deter- minado problema de tomada de decisão (EVANS, 2010). Demonstram caráter normativo e descritivo, baseiam-se no compromisso entre a precisão da pre- visão e os esforços empreendidos para avaliá-la. 25 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA O tomador de decisões (Figura 9) implementa heurísticas de maneira cons- ciente e as modifica estrategicamente de acordo com a mudança ao redor (SLOMAN, 2002; FREDERICK, 2002). A heurística está relacionada a um com- promisso constante de tomada de decisão mantido pelo tomador de decisão entre a precisão da decisão e o custo da sua decisão. FIGURA 9 – TOMADA DE DECISÃO Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa um empresário em frente a portas abertas e tomando decisões. Estratégias eficazes de tomada de decisão ignoram propositalmente uma parte da informação. Pessoas que tomam decisões dessa maneira alcançam resultados satisfatórios, porém não ótimos (GIGERENZER, 2015). Na heurística, podem ocorrer alguns tipos de vieses (YU, 2001), tais como: 26 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 I. Facilidade de lembrança: uma pessoa pondera a constância com que um evento se dá pela disponibilidade de seus exemplos. #PraCegoVer A imagem representa uma cabeça de um humano e várias pequenas engrenagens saindo dela. II. Recuperação: as pessoas armazenam informações na memória da maneira mais simples para que possam lembrar (para recuperar), desse modo, elaboram-se padrões básicos para tentar identificar grupos em meio a uma variedade de informações e atributos sobre todas as pessoas. #PraCegoVer A imagem representa o cérebro dentro de uma cabeça e vários símbolos ao redor. III. Associação pressuposta: as pessoas julgam a constância com que dois eventos podem acontecer ao mesmo tempo. #PraCegoVer A imagem representa vários símbolos de engrenagem, cada um sendo segurado por mãos. Numerosas regularidades nas condutas dos indivíduos, confirmadas por ex- perimentos, evidenciam a existência de uma série de mecanismos, biologica- mente embutidos no corpo humano, dessa forma, fazendo com que as esco- lhas feitas pelos indivíduos se desviem dos modelos decorrentes da utilidade esperada. Além disso, tais estudos revelaram uma enorme complexidade do aspecto da tomada de decisão. 27 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Um modelo prescritivo é aquele que pode e deve ser usado por um verda- deiro tomador de decisão e está sintonizado tanto com a situação específica quanto com as necessidades do tomador de decisão. Os modelos prescritivos são baseados tanto na forte base teórica da teoria normativa em combinação com as observações da teoria descritiva. A Figura 10 mostra a estrutura da te- oria prescritiva de tomada de decisão. FIGURA 10 – TEORIA PRESCRITIVA DE TOMADA DE DECISÃO Prescritiva Estrutura da decisão Método de análise de decisão Sistemas de apoio à decisão Enquadramento do problema Identificação de objetivos Desenvolvimento de alternativas Representação gráfica do problema Dinâmica de grupo Escolha da melhor ferramenta Em condições de certeza Em condições de incerteza Multiobjetivos Complexidade dinâmica Sistemas de informação e organizações Principais técnicas e ferramentas Interação com o ser humano Fonte: Yu (2001, p. XII). #PraCegoVer: A imagem representa uma estrutura da teoria prescritiva de tomada de decisão. A palavra prescritiva se divide em outras três palavras. 1. Estruturação da decisão, que se divide em: Enquadramento do problema; Identificação de objetivos; Desenvolvimento de alternativas; Representação gráfica do problema e Dinâmico de grupo. 2. Método de análise de decisão, que se divide em: Escolha da melhor ferramenta; em condições de certeza; em condições de incerteza; Multiobjetivos e Complexidade dinâmica. 3. Sistemas de apoio à decisão, que se divide em: Sistemas de informação e organização; principais técnicas e ferramentas e interação com o ser humano. A discrepância entre a teoria e o comportamento real é o próprio cerne das in- tervenções prescritivas, e os analistas de decisão falam da análise de decisão prescritiva como uma abordagem mais pragmática do que o que as teorias normativas sugerem. 28 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Um ponto de vista amplamente aceito mostra a principal contribuição da análise de decisão prescritiva na forma como melhora a compreensão e visão do tomador de decisão sobre o problema de decisão: tal análise pode alterar sentimentos, bem como ações. Portanto, a abordagem prescritiva visa a obter os componentes necessários à análise de forma estruturada e sistemática, com grande participação huma- na e consciência das realidades descritivas. 1.2.2 GERENCIAL As decisões são a essência da gestão e atuam em todos os planos de ativida- des e resultados da empresa. O estudo do processo de tomada de decisão está se tornando cada vez mais importante, porque a eficácia das atividades que ocorrem nas empresas depende da maneira como as decisões são am- plamente concebidas e implementadas. A decisão refleteum comportamento passado e resultados ligados ao futuro. As- sim, a tomada de decisão é tratada como um processo de escolha racional e cons- ciente que contém vários períodos. A tomada de decisão é considerada uma es- colha racional e consciente entre alternativas, mas esse processo influencia uma série de fatores além da regulação racional. Não somente regulamentos racionais, mas também alguns fatores objetivos e subjetivos afetam este processo. Tomar decisões gerenciais é uma atividade que depende da abordagem a ser adotada em uma situação particular. Algumas situações requerem um certo tipo de decisões que não coincidem com escolhas feitas em outras situações. De tal forma, as abordagens são importantes para determinar as escolhas de decisões racionais e as ações subsequentes que os gerentes tomariam em situações específicas (ANGUELOV; STOYANOV, 2013). A análise de decisão prescritiva concentra-se em fundir as duas áreas principais (a normativa e a descritiva) dentro da tomada de decisão em uma abordagem mais prática, útil para lidar com problemas de decisão e ajudar os tomadores de decisão a resolver problemas de decisão reais 29 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA As decisões gerenciais podem ser estudadas como um processo e um fenô- meno com os seguintes aspectos: Organizacional As decisões gerenciais são um processo cíclico por meio do qual o sujeito da gestão deve atingir as metas estabelecidas para o objeto da gestão. Econômico É o efeito das atividades comerciais das organizações, eles têm indicadores de valor porque refletem os resultados finais, ou seja, os lucros. Psicológico Envolve as atitudes emocionais e comportamentais dos funcionários. Lógico Revela a sua dependência da lógica dos gestores e da interpretação de situações que pode ser considerada um problema ou uma oportunidade. Tecnológico Tem a ver com os gerentes de tecnologia e informação que precisam tomar decisões. Social Reflete a forma como a sociedade percebe a organização, por um lado, e o que os subordinados pensam sobre a atuação de seus gestores, em decorrência das decisões tomadas. 30 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Legal É focado no sistema legislativo do país e nas consequências jurídicas das atividades da organização. Esses aspectos, mostrados acima, trazem ordem ao sistema, porque são re- gulados pelos respectivos regulamentos legais e organizacionais. Cada deci- são é legalmente justificada (direitos, obrigações, responsabilidades etc.). Deste modo, “qual produto a ser produzido”, “que preço cobrar”, “que quan- tidade do produto a ser produzida”, “quais e quanto gastos publicitários se- rão feitos para promover as vendas” e “quanto gastos de investimento serão feitos” são alguns dos problemas que requerem decisões a serem feitas pe- los gestores. Para tanto, é necessário um processo estruturado de tomada e decisão, logo, há cinco etapas envolvidas no processo de tomada de decisão gerencial são explicadas no Fluxograma 1: FLUXOGRAMA 1 – PASSOS PARA A TOMADA DE DECISÃO GERENCIAL Estabelecer o objetivo Definir o problema Identificando possíveis soluções alternativas Considerar as restrições legais e sociais Avaliar cursos de ação alternativos Considerar as restrições financeiras, de insumos tecnológicas e de infraestrutura Fonte: Elaborado pela autora (2021). #PraCegoVer: A imagem representa o fluxograma da tomada de decisão gerencial. São 6 retângulos, de cima para baixo está escrito: “estabelecer objetivos”, logo abaixo “Definir o problema”, no terceiro retângulo “identificando possíveis soluções alternativas. Na base temos três retângulos com os dizeres: “considerar as restrições legais e sociais”, “avaluar cursos de ação alternativos” e “considerar as restrições financeiras, de insumos tecnológicas e de infraestrutura”. 31 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA A primeira etapa no processo de tomada de decisão é estabelecer o objetivo da empresa. O objetivo principal de uma empresa é maximizar os lucros. Po- rém, ela pode ter alguns outros objetivos, como a maximização das vendas ou o crescimento da empresa. A segunda etapa no processo de tomada de decisão é definir ou identificar o problema. Definir a natureza do problema é essencial porque a tomada de decisão é, afinal, destinada à solução do problema. Logo que o problema for encontrado, a próxima etapa é encontrar soluções para o problema, a relação entre as variáveis e com os problemas deve ser estabelecida. A próxima etapa, na tomada de decisões, é avaliar os cursos al- ternativos de ação e isso exige a coleta e análise dos dados relevantes. Portanto, o corpo gerencial vincula-se às decisões tomadas e assume a res- ponsabilidade pela sua execução. 1.2.3 COMPARAÇÃO ENTRE ALTERNATIVAS No mundo real, a maior parte dos problemas de análise da Engenharia Eco- nômica são comparações de alternativas. Nestes problemas, dois ou mais in- vestimentos mutuamente exclusivos competem por fundos limitados. Existe uma variedade de métodos para selecionar a melhor alternativa de um grupo de alternativas. Cada método tem seus próprios méritos e aplicações. Normalmente, as alternativas consideradas requerem o investimento de di- ferentes montantes de capital, e suas receitas e seus custos anuais podem variar. Às vezes, as alternativas podem ter diferentes vidas úteis. Como diferentes níveis de investimento (Figura 11) normalmente produzem resultados econômicos variados, devemos realizar uma análise para determi- nar qual das alternativas mutuamente exclusivas é a preferida e, por conse- guinte, quanto capital deve ser investido. A maioria dos projetos de engenharia, por exemplo, pode ser realizada por mais de uma alternativa viável. Quando a seleção de uma dessas alternativas exclui a escolha de qualquer uma das outras, são chamadas mutuamente exclusivas. 32 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 11 – TOMADA DE DECISÃO Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem mostra vários empresários conversando sobre investimentos. A alternativa que requer o mínimo investimento e produz resultados satisfa- tório será escolhida, a menos que o capital associado a uma alternativa com um investimento maior possa ser justificado em relação a seus benefícios. A comparação econômica de alternativas mutuamente exclusivas pode ser realizada por diferentes métodos de valor equivalente, a saber, método de va- lor presente, método de valor futuro e método de valor anual (veremos mais adiante). Nestes métodos, todos os fluxos de caixa, ou seja, saídas de caixa e entradas de caixa, são convertidos em valor presente, valor futuro ou valor anual equivalente, considerando o valor do dinheiro no tempo a uma deter- minada taxa de juros por período de juros. 33 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA CONCLUSÃO A Engenharia Econômica é um assunto de vital importância em muitas áreas do conhecimento, como, por exemplo, a própria Engenharia, Economia e Ad- ministração. Este assunto auxilia no entendimento da necessidade do conhe- cimento de Economia para ser um gestor e tomador de decisões. A tomada de decisão é parte integrante do processo de gestão, pois a toma- da de decisão é função principal do gerenciamento. Todo gerente toma cen- tenas de decisões subconscientemente ou conscientemente, tornando-o o componente principal no papel de gerente. As decisões desempenham papéis importantes, pois determinam as ativi- dades organizacionais e gerenciais. O processo de tomada de decisão é um componente contínuo e indispensável ao gerenciamento de qualquer orga- nização.Assim, decisões são tomadas para sustentar as todas as atividades dos negócios e o funcionamento organizacional. Portanto, a Engenharia Econômica envolve a avaliação sistemática dos be- nefícios econômicos das soluções propostas para problemas de engenharia. Esta área envolve análises técnicas com ênfase nos aspectos econômicos e tem como objetivo auxiliar nas decisões. UNIDADE 2 OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: 34 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA > Conhecer o que é e o comportamento da taxa de juro. > Examinar a importância do fluxo de caixa. 35 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 2 TAXA DE JUROS E FLUXOS DE CAIXA INTRODUÇÃO DA UNIDADE O custo do dinheiro é estabelecido e medido por uma taxa de juros de mer- cado, uma porcentagem que é aplicada periodicamente e adicionada a uma quantia (ou quantias variáveis) de dinheiro durante um período de tempo especificado. Claramente, a taxa na qual você ganha juros deve ser mais alta do que a taxa de inflação para ter qualquer sentido econômico da compra atrasada. Em ou- tras palavras, em uma economia inflacionária, seu poder de compra continu- ará diminuindo à medida que você adiar ainda mais a compra da geladeira. Para compensar essa perda futura de poder de compra, sua taxa de juros de ganho deve ser suficientemente maior do que a taxa de inflação prevista. Muitos tipos de transações (por exemplo, pedir emprestado ou investir dinhei- ro ou comprar máquinas em crédito) envolvem juros, mas certos elementos são comuns a todos esses tipos de transações: Quando o dinheiro é emprestado, os juros pagos são o encargo do devedor pelo uso da propriedade do credor; quando o dinheiro é emprestado ou investido, os juros ganhos são o ganho do credor ao fornecer um bem a outro. Os juros, então, podem ser definidos como o custo de ter dinheiro disponível para uso. 36 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Quantia inicial de dinheiro em transações Envolvendo dívidas ou investimentos é chamada de principal. Taxa de juros Mede o custo ou preço do dinheiro e é expressa como uma porcentagem por período de tempo. Período de tempo Denominado período de juros, determina a frequência com que os juros são calculados. Determinado período de tempo Marca a duração da transação e estabelece um certo número de períodos de juros. Plano de recebimentos ou desembolsos Produz um determinado padrão de fluxo de caixa durante um período de tempo especificado. Quantia futura de dinheiro Resulta dos efeitos cumulativos da taxa de juros ao longo de vários períodos de juros. O custo do dinheiro é estabelecido e medido por uma taxa de juros, uma por- centagem que é periodicamente aplicada e adicionada a um mês (ou a vários meses) de dinheiro ao longo de um determinado período de tempo. Quando o dinheiro é emprestado ou investido, os juros auferidos são o ganho do clien- te por fornecer um bem a outra pessoa. 37 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 2.1 TAXAS DE JUROS 2.1.1 JUROS SIMPLES Os juros simples (Figura 1) são chamados de simples porque ignoram os efei- tos da capitalização. A cobrança de juros é sempre baseada exclusivamente no principal original, assim, os juros sobre os juros não estão incluídos. No entanto, é útil demonstrar o conceito. Por exemplo, um empréstimo pode ser concedido a um estudante universitário por seus pais. FIGURA 1 – JUROS Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa o desenho de vários dados na cor branca e laranja, ambos com o símbolo percentual estampado. Os pais emprestam ao aluno uma quantia em dinheiro agora, ou P. O aluno deve pagar a seus pais uma quantia em dinheiro no futuro (capital mais ju- ros), P, ao final de n anos se a taxa de juros for i. Considere o seguinte exemplo extraído de Dal Zot e Castro (2015, p. 11-12): Um financiamento de R$ 10.000,00, a uma taxa de juros simples de 30% ao ano, a ser pago ao final de 4 anos. Uma forma de demonstrar o desenvolvimento da dívida é mostrar todas as datas em que possa ocorrer uma modificação de valor nos saldos (Tabela 1). 38 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 TABELA 1 – JUROS SIMPLES Ano Saldo inicial Juros simples Saldo final 1 $ 10.000,00 $ 10.000,00 x 0,30 = $ 3.000,00 $ 13.000,00 2 $ 13.000,00 $ 13.000,00 x 0,30 = $ 3.000,00 $ 16.000,00 3 $ 16.000,00 $ 16.000,00 x 0,30 = $ 3.000,00 $ 19.000,00 4 $ 19.000,00 $ 19.000,00 x 0,30 = $ 3.000,00 $ 22.000,00 Fonte: Dal Zot e Castro (2015, p. 11). #PraCegoVer: a imagem representa uma tabela, com quatro colunas e cinco linhas, com os juros simples. Na primeira linha, há os títulos: Ano, Saldo inicial, Juros simples e Saldo final. Na segunda linha, há o ano 1, com saldo inicial de $ 10.000,00, juros simples de $ 10.000,00 x 0,30 = $ 3.000,00 e saldo final de $ 13.000,00. Na terceira linha, há o ano 2, com saldo inicial de $ 13.000,00, juros simples de $ 13.000,00 x 0,30 = $ 3.000,00 e saldo final de $ 16.000,00. Na quarta linha, há o ano 3, com saldo inicial de $ 169000,00, juros simples de $ 19.000,00 x 0,30 = $ 3.000,00 e saldo final de $ 19.000,00. Na quinta linha, há o ano 4, com saldo inicial de $ 16.000,00, juros simples de $ 16.000,00 x 0,30 = $ 3.000,00 e saldo final de $ 22.000,00. Considerando o mesmo desenvolvimento de um empréstimo e alterando os valores pelas variáveis matemáticas, chega-se às principais fórmulas de juros simples (Tabela 2): TABELA 2 – PRINCIPAIS FÓRMULAS PARA OS JUROS SIMPLES Ano Saldo inicial Juros Saldo final 1 2 3 4 ... ... ... ... n Fonte: Dal Zot e Castro (2015, p. 12). #PraCegoVer: a imagem representa uma tabela com as principais fórmulas para os juros simples, com quatro colunas e oito linhas. Na primeira linha, há os títulos: Ano, Saldo inicial, Juros e Saldo final. Na segunda linha, há o ano 1, com saldo inicial P, com juros P×i e saldo final P+P×i=(P(1+i). Na terceira linha, há o ano 2, com saldo inicial P(1+i), juros P×i e saldo final P (1+i)+P×i=(P(1+2i). Na quarta linha, há o ano 3, com saldo inicial P(1+2i), juros P×i e saldo final P (1+2i)+P×i=(P(1+3i). Na quinta linha, há o ano 4, com saldo inicial P(1+3i), 39 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA juros P×i e saldo final P (1+3i)+P×i=(P(1+4i). Na sexta linha, há reticências referente a todos o campos. Na sétima linha, há n, com saldo inicial P(1+(n-1)i), juros P×i e saldo final P (1+(n-1) i)+p×i. Na última linha, há as fórmulas: e S=P(1+i×n). Observe que os juros simples pressupõem que o valor total do empréstimo (Figura 2) seja mantido por toda a vida do empréstimo, mesmo que paga- mentos periódicos possam ser feitos. Assim, o mutuário paga os juros sobre o saldo original. FIGURA 2 – EMPRÉSTIMO Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a montagem de uma jovem empresária no escritório com notas de dinheiro saindo de um computador à sua frente. Ela sorri. É importante lembrar que, ao calcular juros simples, não se ganha juros so- bre os juros ganhos durante os períodos anteriores (ou seja, composição), mas apenas sobre o saldo da conta inicial. É por isso que, da perspectiva do investidor, geralmente se prefere juros compostos aos juros simples (FARR; FABER, 2019). 40 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Com base no comportamento dos juros simples a partir das Tabela 1 e 2, al- cança-se as seguintes Equações (1 e 2) principais: Aplicando-se as Equações 1 e 2 encontradaspara o financiamento dos R$ 10.000,00, obtém-se (DAL ZOT; CASTRO, 2015, p. 12): 2.1.2 JUROS COMPOSTOS Em um esquema de juros compostos (ALMEIDA, 2016), os juros ganhos em cada período são calculados com base no valor total no final do período ante- rior. Esse valor total inclui o principal original mais os juros acumulados (Figu- ra 3) que foram deixados na conta. Portanto, juros simples são os juros ganhos apenas sobre o valor do principal durante cada período de juros. Em outras palavras, com os juros simples, os juros ganhos, durante cada período de juros, não rendem juros adicionais nos períodos restantes, mesmo que você não os retire. 41 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA FIGURA 3 – JUROS ACUMULADOS Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa o desenho de um gráfico de negócios e lupa. Nesse caso, você está, na verdade, aumentando o valor do depósito pelo valor dos juros ganhos (PUCCINI, 2017). Em geral, se você depositasse (investisse) P reais à taxa de juros i, você teria (Equação 3): Continuando, vemos que o saldo após o terceiro período é (Equação 4): Esse processo de geração de juros se repete e, após N períodos, o valor total acumulado (saldo) F aumentará para (Equação 5): Suponha que você depositou $ 1.000,00 em uma conta de poupança bancá- ria que paga juros a uma taxa de 10% composta anualmente. Suponha que você não retire os juros ganhos no final de cada período (um ano), mas os deixe acumular. Quanto você teria no final do ano 3? 42 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Solução: P = $ 1.000 N = 3 i = 10% Encontrar F. Aplicando a Equação 5 ao nosso caso de três anos, 10%, obtemos: O total de juros recebidos é de $ 331, o que é $ 31 a mais do que o acumulado pelo método de juros simples (Figura 4). Podemos acompanhar os juros acu- mulados e processar mais precisamente da seguinte forma: TABELA 3 – JUROS COMPOSTOS Período Montante no início do período de juros Juros ganhos para o período Valor no final do período de juros 1 $ 1.000,00 $ 1.000,00 (0,10) $ 1.100,00 2 $ 1.100,00 $ 1.100,00 (0,10) $ 1.210,00 3 $ 1.210,00 $ 1.2,00 (0,10) $ 1.331,00 Fonte: Elaborado pela autora (2021). #PraCegoVer: a imagem representa um quadro com os juros compostos, com quatro colunas e quatro linhas. Na primeira linha, há os títulos: Período, Montante no início do período de juros, Juros ganhos para o período e Valor no final do período de juros. Na segunda linha, há o primeiro período, com montante de $ 1.000,00, juros de $ 1.000,00 (0,10) e valor final de $ 1.100,00. Na terceira linha, há o segundo período, com o montante de $ 1.100,00, com juros de $ 1.100,00 (0,10) e valor final de $ 1.210,00. Na quarta linha, há o terceiro período, com montante de $ 1.210,00, com juros de $ 1.2,00 (0,10) e valor final de $ 1.331,00. No final do primeiro ano, você teria $ 1.000, mais $ 100 de juros, ou um total de $ 1.100. Com efeito, no início do segundo ano, você estaria depositando $ 1.100, em vez de $ 1.000. Assim, ao final do segundo ano, os juros ganhos seriam de 0,10 ($ 1.100) = $ 110, e o saldo seria de $ 1.100 + $ 110 = $ 1.210. Este é o valor que você depositaria no início do terceiro ano e os juros ganhos nesse período. Com um valor principal inicial de $ 1.210 mais $ 121 de juros, o saldo total seria de $ 1.331 no final do ano 3. 43 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Ao comparar juros simples com juros compostos, você tem: FIGURA 4 – FLUXO DE CAIXA Fonte: Elaborado pela autora (2021). #PraCegoVer: a imagem representa um esquema com o fluxo de caixa, em que aparecem três fluxos. No primeiro, a seta azul aponta para baixo com o valor de $ 1.000,00 a segunda seta tracejada aponta para cima, com o valor de $1.100,00. No segundo fluxo, a seta azul aponta para baixo e apresenta o valor de $1.100,00, a segunda seta tracejada aponta para cima, com o valor de $ 1.210,00 Por fim, no terceiro fluxo, a seta azul aponta para baixo e apresenta o valor de $ 1.210,00 e a seta tracejada tem como valor 1.331,00. Em 1626, Peter Minuit, da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, pagou aos índios US $ 24 para comprar a ilha de Manhattan (Figura 5) em Nova York. $1.210,00 2 $1.331,00 3 $1.210,00 0 44 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 FIGURA 5 – MANHATTAN Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto do big apple after sunset – Nova York (Manhattan) à noite. Em retrospecto, se Minuit tivesse investido os $ 24 em uma conta de poupan- ça que rendeu 8% de juros, quanto valeria em 2007? Solução: P = $ 24 i = 8% ao ano e anos N = 381 anos Encontre: F, com base em (a) juros simples de 8% e (b) juros compostos de 8%. (a) Com 8% de juros simples (b) Com 8% de juros compostos 45 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 2.1.3 TAXA EFETIVA Algumas das transações financeiras (Figura 6) mais conhecidas, tanto pessoais quanto em análises da engenharia econômica (SOUZA, 2015), envolvem paga- mentos que não são baseados em um pagamento anual – por exemplo, paga- mentos mensais de hipotecas e ganhos trimestrais em contas de poupança. FIGURA 6 – TRANSAÇÕES FINANCEIRAS Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto dos Documentos do IRS 1040 para declaração de imposto de renda federal dos Estados Unidos. A importância dos juros compostos é óbvia neste exemplo. Muitos de nós mal podemos compreender a magnitude de US $ 130 trilhões. Certamente, não há como saber exatamente quanto vale a ilha de Manhattan hoje, mas a maioria dos especialistas em imóveis concordaria que o valor da ilha está longe de US $ 130 trilhões. 46 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Dessa forma, se quisermos comparar diferentes fluxos de caixa com diferen- tes períodos de composição, precisamos avaliá-los em uma base comum. Essa necessidade levou ao desenvolvimento dos conceitos de taxa de juros nominal e da taxa de juros efetiva. A taxa de juros anual efetiva é a única taxa que realmente representa os juros ganhos em um ano. Por exemplo, se, no cartão de crédito, o banco cobrar 1,5% de juros sobre qualquer saldo não pago no final de cada mês, a taxa de 1,5% representa a taxa de juros efetiva ao mês. Em uma base anual, você está procurando uma taxa cumulativa – 1,5% a cada mês durante 12 meses. Essa taxa cumulativa prevê o pagamento real de juros sobre o saldo pendente do cartão de crédito. Suponha que você deposite $ 10.000 em uma conta de poupança que paga a uma taxa de juros de 9% composta trimestralmente. Aqui, 9% representa a taxa de juros nominal e a taxa de juros por trimestre é de 2,25% (9%/4). A se- guir, é mostrado um exemplo de como os juros são compostos quando são pagos trimestralmente (Tabela 3): TABELA 4 – EXEMPLO DE TAXA EFETIVA DE JURO Fim do período Valor base Ganho 5,25% (valor base) Nova base Primeiro trimestre $ 10.000,00 2,25% x$ 10.000,00 = $ 225,00 $ 10.225,00 Segundo trimestre $ 10.225,00 2,25% x $ 10.225,00 = $ 230,06 $ 10.455,06 Terceiro trimestre $ 10.155,06 2,25% x $ 10.155,06 = $ 225,24 $ 10.690,30 Quarto trimestre $ 10.690,30 2,25% x $ 10.690,30 = $ 240,53 $ 10.930,83 Fonte: Elaborado pela autora (2021). #PraCegoVer: a imagem representa um quadro com quatro colunas e cinco linhas. Na primeira linha, há os títulos: Fim do período, valor base, ganho 5,25% (valor base) e Nova base. Na segunda linha, há primeiro trimestre, referente ao valor base de $ 10.000,00, com ganho de 2,25% x$ 10.000,00 = $ 225,00, com nova base de $ 10.225,00.Na terceira linha, há o segundo trimestre, com valor base de $ 10.225,00, com ganho de 2,25% x $ 10.225,00 = $ 230,06, com nova base de $ 10.455,06. Na quarta linha, há o terceiro trimestre, com valor base de $ 10.155,06, com ganho de 2,25% x $ 10.155,06 = $ 225,24, com nova base de $ 10.690,30. Na quinta linha, há o quarto trimestre, com valor base de $ 10.690,30, com ganho de 2,25% x $ 10.690,30 = $ 240,53, com nova base de $ 10.930,83. 47 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Claramente, você está ganhando mais de 9% em seu depósito original. Na verdade, você está ganhando 9,3083% ($ 930,83 / $ 10.000). A taxa de juros efetiva leva em consideração o período de composição e, portanto, é uma medida mais precisa das taxas de juros. 2.2 FLUXO DE CAIXA A diferença entre as fontes (entradas) e os usos (saídas) de caixa representa o fluxo de caixa líquido durante o período de relatório. Esta é uma informação muito importante, porque os investidores determinam o valor de um ativo (ou, na verdade, de uma empresa inteira) pelos fluxos de caixa que ele gera. De acordo com Camloffski (2014), o fluxo de caixa é um instrumento funda- mental na gestão financeira empresarial, pois permite verificar a liquidez e a real necessidade de caixa da empresa. Mas, quando se trabalha com gestão, não podemos apenas trabalhar com o fluxo de caixa já realizado, e sim proje- tar o fluxo de caixa durante um certo período, o que dá maior segurança em termos de reserva de caixa e liquidez. O fluxo de caixa (HOJI, 2016) mostra o que efetivamente entra e sai do caixa em cada um dos períodos que estiverem sendo analisados. A Tabela 4 mostra um exemplo de fluxo de caixa. Certamente, o lucro líquido de uma empresa é importante, mas os fluxos de caixa são ainda mais importantes, principalmente porque a empresa precisa de caixa para pagar dividendos e comprar os ativos necessários para continuar suas operações. Isso pois o objetivo da empresa deve ser maximizar o preço de suas ações. 48 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 TABELA 5 – EXEMPLO DE FLUXO DE CAIXA Dia Entrada de caixa Saída de caixa Saldo 05 R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 06 R$ 850,00 R$ 650,00 10 R$ 320,00 R$ 330,00 15 R$ 156,00 R$ 174,00 Fonte: Camloffski (2014, p. 50). #PraCegoVer: a imagem representa um quadro com um exemplo de fluxo de caixa, com quatro colunas e cinco linhas. Na primeira linha, há os títulos: Dia, Entrada de caixa, Saída de caixa e Saldo. Na segunda linha, há os dias 05, 06, 10 e 15, com entrada de caixa de R$ 1.500,00, referente ao saldo R$ 1.500,00. Na terceira linha, há a saída de caixa de R$ 850,00, com saldo no valor de R$ 650,00. Na quarta linha, há a saída de caixa de R$ 320,00, com saldo em R$ 330,00. Na quinta linha, há a saída de caixa de R$ 156,00, com saldo de R$ 174,00. Para os cálculos financeiros, costuma-se representar o fluxo de caixa por meio de um diagrama, apresentado a seguir (Figura 7). FIGURA 7 – REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO FLUXO DE CAIXA Fonte: Camloffski (2014, p. 51). #PraCegoVer: a imagem representa um gráfico com o fluxo de caixa, no qual há um traço apontando para cima, com o valor de $ 1.500,00 no dia 5 do mês. As setas para baixo $ 850,00; 320,00; e $ 156,00 representam as saídas de caixa, as quais acontecem nos dias 6, 10 e 15, respectivamente, do mesmo dia. Como interpretar o diagrama do fluxo de caixa? As setas para cima são as en- tradas de caixa, como os R$ 1.500,00 no dia 5. As setas para baixo são as saídas de caixa, que ocorrem nos dias 6, 10 e 15 do mesmo mês. De forma a facilitar o controle e o acompanhamento do fluxo de caixa por parte do gestor, é possí- vel subdividi-lo em operacional, financeiro e de investimento, sendo (CAMLO- FFSKI, 2014, p. 53): 49 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Fluxo de caixa operacional: pagamento de salários, compra de matéria-prima, pagamento de impostos, recebimento das vendas etc. #PraCegoVer A imagem representa o desenho de uma flecha que está voltada para uma engrenagem, depois há outra flecha voltada para fora. Fluxo de caixa de investimento: compra e venda de ativos imobilizados e participações societárias em outras empresas (compra de equipamentos, compra de veículos, compra de ações etc.). #PraCegoVer A imagem representa o desenho de moedas pratas. Do lado esquerdo, há três moedas, com uma flecha para outras várias moedas empilhadas. Fluxo de caixa financeiro: entradas e saídas de caixa relacionadas à necessidade de financiamentos (seja com recursos próprios ou de terceiros) ou à aplicação dos eventuais recursos excedentes (empréstimos bancários e aplicações financeiras). #PraCegoVer A imagem representa a foto de papéis sobre uma mesa, em cima deles, há uma caneta e uma calculadora. Uma vez que o valor de qualquer ativo depende dos fluxos de caixa produzi- dos pelo ativo, os gestores desejam maximizar os fluxos de caixa disponíveis aos investidores no longo prazo. Assim sendo, devemos tomar decisões de investimento com base nos fluxos de caixa, e não nos lucros. 50 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 2.2.1 MODELO PADRÃO Sempre que identificamos padrões em transações de fluxo de caixa, pode- mos usar esses padrões para desenvolver expressões concisas para calcular o valor presente ou futuro da série. Dessa forma, os fluxos de caixa (Figura 8) são identificados com base na seguinte classificação (ASSAF NETO, 2017): FIGURA 8 – CLASSIFICAÇÃO PADRÃO DE FLUXO DE CAIXA Fonte: Assaf Neto (2017, p. 141). #PraCegoVer: a imagem representa um esquema com os campos: Período de ocorrência, referente a Postecipados, Antecipados e Diferidos; Periodicidade, referente a Periódicos e Não periódicos; Duração, referente a Limitados (finitos) e indeterminados (indefinidos); e Valores, referente a Constantes e Variáveis. O modelo-padrão de um fluxo de caixa é determinado quando os termos de uma sequência de pagamentos apresentam as seguintes classificações: Postecipados Os fluxos de pagamentos ou recebimentos iniciam a ocorrer ao final do primeiro intervalo de tempo. Limitados É finito o número de termos (pagamentos e recebimentos). 51 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA Constantes Valores dos termos que formam o fluxo de caixa são idênticos entre si. Periódicos O período entre um fluxo e outro é constante. 2.2.2 EQUIVALÊNCIA FINANCEIRA E FLUXOS DE CAIXA A equivalência econômica é um conceito fundamental no qual os cálculos da Engenharia Econômica são baseados. A equivalência econômica é uma combinação de taxa de juros e valor do dinheiro no tempo para estabelecer os distintos montantes de dinheiro em diferentes pontos no tempo que são iguais em valor econômico (FARR; FABER, 2019). Considere o seguinte exemplo extraído de Assaf Neto (2017, p. 18-19): Determi- nar se $ 438.080,00 vencíveis daqui a 8 meses é equivalente a se receber hoje $ 296.000,00, admitindo uma taxa de juros simples de 6% ao mês. Solução: FIGURA 9 – SOLUÇÃO Fonte: Elaborada pela autora (2021). #PraCegoVer: a imagem representa um esquema com a solução da equivalência econômica, com base no exemplo de Assaf Neto, com a indicação da data focal. 52 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 Os capitais são equivalentes à taxa de 6% ao mês. Para esta taxa de juros, é indiferente receber $ 296.000,00 hoje ou $ 438.080,00 daqui a 8 meses. A equivalência de capitais pode então ser genérica a partir da seguinte repre- sentação gráfica: FIGURA 10 – REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DA EQUIVALÊNCIA FINANCEIRA Fonte:Elaborada pela autora (2021). #PraCegoVer: a imagem representa um esquema com a representação gráfica da equivalência financeira por meio de um fluxo com n períodos, com os seguintes intervalos: A1, A2, B1, B2, B3 assim com n períodos. Os capitais A1, A2 e B1, B2, B3 são equivalentes se, quando demonstrados em valores de uma data comum (data de comparação ou data focal), e à mesma taxa de juros, mostram resultados iguais. Sendo a data de comparação o mo- mento 0, tem-se: FIGURA 11 – EQUIVALÊNCIA FINANCEIRA Fonte: Elaborada pela autora (2021). #PraCegoVer: a imagem representa fórmulas referentes a uma fórmula matemática da seguinte forma: A1 sob em abre parêntese e 1 SOMA i MULTIPLICA 1 fecha parêntese somando A2 sob em abre parêntese e 1 SOMA i MULTIPLICA 2 fecha parêntese que é igual B1 sob em abre parêntese e 1 SOMA i MULTIPLICA 3 fecha parêntese somando B2 sob em abre parêntese e 1 SOMA i MULTIPLICA 4 fecha parêntese somando B3 sob em abre parêntese e 1 SOMA i MULTIPLICA 5 fecha parêntese. Sendo o momento 6 escolhido como data focal, tem-se: A1(1 + i × 5) + A2(1 + i × 4) = B1(1 + i × 3) + B2(1 + i × 2) + B3(1 + i × 1) 53 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA E é assim por diante. Segundo Assaf Neto (2017, p. 149): A equivalência financeira encontra extensas aplicações práticas, estando presente na tomada de decisões financeiras, na seleção de planos de empréstimos e financiamentos mais atraentes, em propostas de refinanciamento e reescalonamento de dívidas etc. Assim, dois ou mais fluxos de caixa (capitais) são equivalentes quando produzem idênticos valores presentes num mesmo momento, convencionando-se determinada taxa de juros. Portanto, a equivalência econômica existe entre fluxos de caixa individuais e/ ou padrões de fluxos de caixa que têm o mesmo valor. Mesmo que os valores e os prazos dos fluxos de caixa possam ser diferentes, a taxa de juros apropria- da os torna iguais. 2.2.3 FLUXOS DE CAIXA NÃO CONVENCIONAIS Nem todos os problemas de fluxo de caixa estão de acordo com os padrões organizados para os quais descobrimos e desenvolvemos equações. Como, por exemplo, a categoria não convencional são fluxos de caixa compostos (mistos). Com base em Assaf Neto (2017), é apresentada uma síntese das diversas clas- sificações não convencionais dos fluxos de caixa, como mostra o Quadro 1. Embora muitas decisões financeiras envolvam mudanças constantes ou sistemáticas nos fluxos de caixa, outras contêm vários componentes dos fluxos de caixa que não exibem um padrão geral. Consequentemente, é necessário expandir a análise para lidar com esses tipos mistos de fluxos de caixa. 54 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 QUADRO 1 – CLASSIFICAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA NÃO CONVENCIONAIS Período de ocorrência Postecipado – a série de pagamentos/recebimentos começa a ocorrer exatamente ao final do primeiro período. Antecipado – indica que a série de valores começa a ocorrer antes do final do primeiro período. Diferido – os termos da série começam a ocorrer após o final do primeiro período. Periodicidade Reflete os intervalos de tempo em que os fluxos de caixa ocorrem. Intervalos sempre iguais são periódicos, enquadrando-se no modelo- padrão. Intervalos irregulares (diferentes entre si) denomina-se fluxos de caixa não periódicos. Duração Pode ser finita, característica do modelo-padrão, ou indeterminada (indefinida), quando o prazo não é conhecido previamente. No caso de uma série infinita (ou indefinida), determina-se unicamente o seu valor presente. Fonte: Adaptado de Assaf Neto (2017, p. 153-155). #PraCegoVer: a imagem representa um quadro com a classificação dos fluxos de caixa não convencionais, com duas colunas e três linhas. Na primeira linha, há período de ocorrência, referente a Postecipado, Antecipado e Diferido. Na segunda linha, há periodicidade, referente a reflete os intervalos de tempo em que os fluxos de caixa ocorrem. Intervalos sempre iguais são periódicos, enquadrando-se no modelo-padrão. Intervalos irregulares (diferentes entre si) denomina-se fluxos de caixa não periódicos. Na terceira linha, há duração, referente a pode ser finita, característica do modelo-padrão, ou indeterminada (indefinida), quando o prazo não é conhecido previamente. No caso de uma série infinita (ou indefinida), determina-se unicamente o seu valor presente. Um fluxo de caixa não convencional é uma quantidade de fluxos de caixa de entrada e saída, tendo como principal elemento o tempo em que há várias alterações na direção do fluxo. 55 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA CONCLUSÃO Os juros são a manifestação do valor do dinheiro no tempo. Computacional- mente, os juros são a diferença entre uma quantia final em dinheiro e a quan- tia inicial. Se a diferença for zero ou negativa, não há juros. Sempre há duas perspectivas para uma quantia de juros – juros pagos e juros ganhos. Os juros são pagos quando uma pessoa ou organização toma dinheiro em- prestado (obteve um empréstimo) e paga uma quantia maior ao longo do tempo. Os juros são ganhos quando uma pessoa ou organização economi- zou, investiu ou emprestou dinheiro e obtém um retorno de uma quantia maior ao longo do tempo. Os valores numéricos e fórmulas usados são os mesmos para ambas as perspectivas, mas as interpretações são diferentes. Os termos juros, período de juros e taxa de juros são úteis no cálculo de somas equivalentes de dinheiro para um período de juros no passado e um período no futuro. No entanto, para mais de um período de juros, os termos juros sim- ples e juros compostos tornam-se importantes. Juros simples são calculados usando apenas o principal, ignorando quais- quer juros acumulados em períodos de juros anteriores. Juros compostos são a prática de cobrar uma taxa de juros sobre uma soma inicial e sobre quais- quer juros previamente acumulados que não tenham sido retirados da soma inicial. Os juros compostos são, de longe, o sistema mais comumente usado no mundo real. UNIDADE 3 OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: 56 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA > Compreender a importância da amortização. > Examinar os tipos de sistema de amortização. > Verificar os métodos de avaliação. 57 MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 ENGENHARIA ECONÔMICA 3 AMORTIZAÇÃO E MÉTODOS DE AVALIAÇÃO INTRODUÇÃO DA UNIDADE A maioria das hipotecas é estruturada para que você pague a mesma quantia a cada mês e o principal e os juros do seu empréstimo sejam distribuídos de forma diferente com o passar do tempo. Ao fazer os pagamentos de um empréstimo hipotecário, o valor que você paga no início do empréstimo vai em grande parte para os seus juros e ape- nas uma pequena parte é usada para pagar o principal. Esse saldo muda len- tamente ao longo da vida do empréstimo, pagando mais pelo principal e me- nos pelos juros a cada pagamento. Mas, como a amortização é calculada? Os juros devidos a cada mês são cal- culados dividindo sua taxa de juros por 12 e multiplicando-a pelo saldo atual do empréstimo. O valor principal é então adicionado aos seus pagamentos mensais. Portanto, desse modo, é recalculado esse valor para garantir que o empréstimo seja pago até o final do prazo e, como esses valores são recalcu- lados mensalmente, o saldo da hipoteca fica cada vez menor. A amortização é o processo de pagamento de uma dívida por meio de pagamentos consistentes e iguais. A cada mês, seu pagamento é usado para pagar parte do principal e parte dos juros. 58 ENGENHARIA ECONÔMICA MULTIVIX EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017,