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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL 
QUALIFICAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO WEB 
 
 
GUILHERME CUNHA ROCHA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELAGEM DE SISTEMAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOVA LIMA – MG 
2024 
 
 
 
 
 
 
MODELAGEM DE SISTEMAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOVA LIMA - MG 
2024 
Projeto de Pesquisa apresentado à 
modelagem de sistemas: Estruturas e 
metodologias para o desenvolvimento 
eficiente de software 
 
Orientado por: Wellington 
Resumo 
 
Este trabalho apresenta uma análise da modelagem de sistemas como uma prática 
essencial no desenvolvimento de software. A modelagem proporciona uma visão detalhada e 
estruturada dos componentes de um sistema e suas interações, permitindo a criação de soluções 
tecnológicas mais eficientes e otimizadas. No contexto da programação web, são exploradas 
metodologias como a UML (Unified Modeling Language) e a BPMN (Business Process Model 
and Notation), que auxiliam no planejamento, controle e implementação de sistemas robustos 
e escaláveis. O estudo também discute a importância dessas técnicas para garantir a 
flexibilidade e a eficiência no desenvolvimento de projetos de software. 
 
Abstratc 
 
This paper presents an analysis of systems modeling as an essential practice in software 
development. Modeling provides a detailed and structured view of a system's components and 
their interactions, enabling the creation of more efficient and optimized technological solutions. 
In the context of web programming, methodologies such as UML (Unified Modeling Language) 
and BPMN (Business Process Model and Notation) are explored, aiding in the planning, 
control, and implementation of robust and scalable systems. The study also discusses the 
importance of these techniques in ensuring flexibility and efficiency in software development 
projects. 
ÍNDICES DE ILUSTRAÇÕES 
 
Figura 1 - Modelagem estrutural ............................................................................................... 2 
Figura 2 - Diagrama de Sequência ............................................................................................ 3 
Figura 3 - Diagrama de Caso de Uso ........................................................................................ 4 
Figura 4 - O Diagrama Entidade-Relacionamento (ER) ........................................................... 4 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução _____________________________________________________________ 1 
1.1. Conceitos Básicos _____________________________________________________ 1 
1.2. Importância da Modelagem de Sistemas ____________________________________ 1 
2. Tipos de Modelagem de Sistemas ___________________________________________ 2 
3. Ferramentas Para Modelagem de Sistemas ____________________________________ 5 
4. Características __________________________________________________________ 6 
4.1. Clareza e Simplicidade _________________________________________________ 7 
5. Como Fazer a Modelagem de Sistemas?______________________________________ 8 
5.1. Identificação dos Requisitos _____________________________________________ 8 
6. Considerações Finais _____________________________________________________ 9 
7. Referências Bibliográficas _______________________________________________ 11 
1 
 
1. Introdução 
1.1. Conceitos Básicos 
A modelagem de sistemas pode ser definida como o processo de criar uma representação 
abstrata de um sistema, utilizando-se de diagramas, gráficos e descrições que buscam refletir a 
estrutura, comportamento e funcionalidades desse sistema. Essa representação tem como 
objetivo simplificar e visualizar os componentes e suas interações, facilitando o entendimento, 
a comunicação e o desenvolvimento do sistema como um todo. 
Na área de desenvolvimento de software, a modelagem de sistemas desempenha um 
papel crucial, pois permite que os desenvolvedores e outros stakeholders (stakeholders são 
todas as pessoas ou grupos que têm interesse no sistema em desenvolvimento. Eles podem ser 
os clientes que contrataram o projeto, os usuários finais que irão utilizar o sistema, os gestores 
que estão supervisionando o desenvolvimento, entre outros), compreendam de maneira clara os 
requisitos e as funcionalidades esperadas. Através da modelagem, é possível antecipar 
problemas, definir melhor o escopo e planejar as funcionalidades e interações entre os módulos 
do sistema, tornando o processo de desenvolvimento mais organizado e eficiente. 
De forma geral, a modelagem de sistemas atua como uma ponte entre o mundo real e o 
ambiente computacional. Ela não só detalha como o sistema deve funcionar, mas também 
facilita a documentação, a análise e o gerenciamento de mudanças ao longo do ciclo de vida do 
software. 
 
1.2. Importância da Modelagem de Sistemas 
A importância da modelagem de sistemas está diretamente relacionada à sua capacidade 
de fornecer uma visão clara e detalhada do sistema que está sendo desenvolvido. Essa visão é 
essencial para diversas fases do ciclo de desenvolvimento de software, como a análise de 
requisitos, o design, a implementação e a manutenção. 
Entre os principais benefícios da modelagem de sistemas, destacam-se: 
• Comunicação eficaz: facilita a comunicação entre os membros da equipe de 
desenvolvimento e com os stakeholders, garantindo que todos tenham uma visão alinhada do 
sistema. 
• Documentação: serve como documentação viva do projeto, permitindo que 
novas equipes ou desenvolvedores entendam facilmente o sistema em desenvolvimento. 
2 
 
• Redução de erros: ao representar graficamente os componentes do sistema e 
suas interações, torna-se mais fácil identificar inconsistências ou problemas potenciais, 
minimizando os erros no produto final. 
• Planejamento e controle: auxilia no planejamento das etapas de 
desenvolvimento e no controle do progresso do projeto, garantindo que os requisitos sejam 
atendidos de maneira eficiente. 
Em resumo, a modelagem de sistemas não só facilita a criação de soluções tecnológicas 
mais robustas e eficientes, como também melhora a comunicação e a colaboração entre todas 
as partes envolvidas no desenvolvimento. 
 
2. Tipos de Modelagem de Sistemas 
Existem diferentes tipos de modelagem de sistemas que são utilizados para representar 
os diversos aspectos de um sistema de software. Esses tipos variam de acordo com o foco da 
modelagem, seja ele estrutural, comportamental ou funcional. 
2.1. Modelagem Estrutural 
A modelagem estrutural concentra-se na forma como os elementos de um sistema estão 
organizados e interligados. Ela descreve a arquitetura do sistema, incluindo os componentes e 
suas relações. Um exemplo típico dessa modelagem é o Diagrama de Classes, que mostra as 
entidades (classes) e as associações entre elas. Esse tipo de modelagem ajuda a compreender 
como o sistema será estruturado e facilita a comunicação entre os desenvolvedores e os 
arquitetos de software. 
De acordo com Pressman (2010), “a modelagem estrutural permite que os 
desenvolvedores compreendam a organização do sistema, facilitando sua implementação e 
manutenção.” 
Figura 1 - Modelagem estrutural 
 
Fonte: blogspot.com 
3 
 
2.2. Modelagem Comportamental 
A modelagem comportamental foca nas interações e no comportamento dinâmico do 
sistema, ou seja, como ele responde a eventos e se comunica com o ambiente externo. Exemplos 
incluem o Diagrama de Sequência e o Diagrama de Estados, que representam como as partes 
do sistema interagem ao longo do tempo e como o sistema muda de estado em resposta a certos 
eventos. 
Segundo Sommerville (2011), “a modelagem comportamental captura o fluxo de 
controle entre os componentes do sistema, auxiliando no entendimento do comportamento 
dinâmico do software." 
Figura 2 - Diagrama de Sequência 
 
Fonte: ateomomento.com.br 
2.3. Modelagem Funcional 
A modelagemfuncional descreve as funcionalidades ou operações que o sistema deve 
realizar. Ela está mais relacionada às entradas, saídas e transformações que ocorrem dentro do 
sistema. Um exemplo comum é o Diagrama de Caso de Uso, que especifica as interações entre 
os atores externos (usuários ou outros sistemas) e o sistema em si, detalhando o que o sistema 
faz a partir da perspectiva do usuário. 
Conforme Larman (2004), “a modelagem funcional garante que os desenvolvedores e 
stakeholders compreendam claramente o que o sistema deve fazer, fornecendo uma visão mais 
centrada no usuário." 
4 
 
Figura 3 - Diagrama de Caso de Uso 
 
Fonte: SlideServe 
2.4. Modelagem de Dados. 
A modelagem de dados trata da estrutura dos dados que o sistema vai processar. Ela 
descreve como os dados são organizados e como eles se relacionam entre si. O Diagrama 
Entidade-Relacionamento (ER) é um exemplo típico, utilizado para visualizar as entidades do 
sistema e as relações entre elas. Esse tipo de modelagem é crucial para o planejamento de 
bancos de dados. 
Segundo Connolly e Begg (2015), “a modelagem de dados é essencial para garantir a 
integridade e a eficiência na gestão de informações, fornecendo uma base sólida para o projeto 
de banco de dados.” 
Figura 4 - O Diagrama Entidade-Relacionamento (ER) 
 
Fonte: lucidchart 
5 
 
 
3. Ferramentas Para Modelagem de Sistemas 
As ferramentas de modelagem de sistemas são essenciais para auxiliar no processo de 
criação, documentação e análise dos modelos que representam os sistemas de software. Essas 
ferramentas ajudam os desenvolvedores e stakeholders a visualizar a estrutura, o 
comportamento e as funcionalidades de um sistema de forma clara e organizada. Existem várias 
ferramentas disponíveis no mercado, cada uma com características específicas que se adequam 
a diferentes necessidades de modelagem. A seguir, são apresentadas algumas das principais 
ferramentas utilizadas. 
3.1. Enterprise Architect 
O Enterprise Architect é uma ferramenta amplamente utilizada para a modelagem de 
sistemas com foco na arquitetura corporativa e no desenvolvimento de software. Ela permite a 
criação de modelos complexos usando a Unified Modeling Language (UML), uma das 
linguagens mais populares de modelagem. Além disso, o Enterprise Architect oferece suporte 
para diversas notações, como BPMN (Business Process Model and Notation) e SysML 
(Systems Modeling Language), sendo adequado para projetos de diferentes tamanhos e 
complexidades. 
Segundo Pressman (2010), o uso de ferramentas como o Enterprise Architect "ajuda a 
documentar e a organizar o desenvolvimento de sistemas complexos, oferecendo uma visão 
clara e integrada de todos os componentes." 
3.2. StarUML 
O StarUML é uma ferramenta open-source popular para a criação de diagramas 
baseados em UML. Por ser gratuita e fácil de usar, é amplamente adotada em pequenas e médias 
empresas, além de ambientes acadêmicos. O StarUML oferece suporte para diferentes tipos de 
diagramas, como diagramas de classes, diagramas de sequência e diagramas de atividades, 
facilitando a modelagem tanto da estrutura quanto do comportamento de sistemas. 
Conforme Sommerville (2011), "ferramentas acessíveis como o StarUML 
democratizam o acesso à modelagem, permitindo que equipes menores e estudantes tenham 
uma compreensão clara dos sistemas que desenvolvem." 
3.3. Lucidchart 
O Lucidchart é uma ferramenta baseada na web que permite criar diagramas e 
fluxogramas de forma colaborativa. Com uma interface intuitiva, o Lucidchart é amplamente 
utilizado para a modelagem visual de sistemas, especialmente por equipes distribuídas, uma 
6 
 
vez que suporta colaboração em tempo real. Além disso, a ferramenta oferece integração com 
outros softwares, como o Google Drive e o Microsoft Office, facilitando a troca de informações 
e a colaboração entre equipes. 
Segundo Connolly e Begg (2015), "ferramentas colaborativas como o Lucidchart 
facilitam a criação e compartilhamento de diagramas, promovendo a comunicação e o 
entendimento entre equipes multidisciplinares." 
3.4. Microsoft Visio 
O Microsoft Visio é uma ferramenta bastante conhecida e amplamente utilizada para 
criar diagramas de diversas naturezas, incluindo diagramas de sistemas. Embora seja uma 
ferramenta mais genérica, o Visio é bastante eficaz para a criação de diagramas de fluxo, mapas 
de processo e diagramas de caso de uso, sendo amplamente adotado em ambientes corporativos 
que já utilizam o pacote Microsoft Office. 
De acordo com Larman (2004), "o Microsoft Visio é uma opção versátil e amigável para 
equipes que precisam de uma ferramenta fácil de usar para modelar sistemas, especialmente em 
empresas que já estão familiarizadas com o ecossistema Microsoft." 
3.5. Visual Paradigm 
O Visual Paradigm é uma ferramenta completa de modelagem que suporta não apenas 
UML, mas também outras notações, como BPMN e ERD (Entity Relationship Diagram). Além 
da modelagem, o Visual Paradigm oferece suporte para a gestão de requisitos e a documentação 
do sistema, sendo amplamente utilizado em projetos de engenharia de software e arquitetura de 
sistemas. 
Segundo Fowler (2003), “o Visual Paradigm é uma ferramenta poderosa que integra a 
modelagem com a documentação e a análise de requisitos, tornando-o adequado para projetos 
complexos e que requerem rigor técnico.” 
 
4. Características 
A modelagem de sistemas possui várias características que a tornam fundamental no 
processo de desenvolvimento de software. Essas características garantem que o sistema seja 
bem planejado, eficiente e de fácil compreensão para todos os envolvidos no projeto, desde os 
desenvolvedores até os clientes. 
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4.1. Clareza e Simplicidade 
A modelagem de sistemas deve ser clara e simples o suficiente para que todos os 
envolvidos possam entender o que está sendo projetado. Isso inclui não apenas os 
programadores, mas também os stakeholders. 
A clareza é importante porque ajuda a garantir que todos os stakeholders compreendam 
o que o sistema fará, como ele funcionará e quais serão suas principais funcionalidades, 
evitando mal-entendidos e falhas de comunicação. 
4.2. Precisão 
A modelagem de sistemas deve ser precisa, ou seja, representar exatamente como o 
sistema deve funcionar. Qualquer erro ou detalhe deixado de lado pode causar problemas no 
desenvolvimento. Quando falamos em precisão, estamos nos referindo à capacidade de a 
modelagem refletir de forma exata todos os componentes do sistema, como suas funções, fluxos 
de dados e interações entre as partes. 
 
4.3. Reusabilidade 
Um modelo bem-feito pode ser reutilizado em projetos futuros. Isso significa que, ao 
criar um bom modelo para um sistema, você pode aproveitar partes dele para outros sistemas 
parecidos no futuro. A reusabilidade é uma característica que economiza tempo e esforço, pois 
evita que o processo de modelagem precise ser completamente refeito do zero para cada novo 
projeto. 
4.4. Escalabilidade 
A escalabilidade se refere à capacidade de um sistema crescer e se adaptar a maiores 
demandas no futuro, sem precisar ser completamente remodelado. Quando um modelo de 
sistema é escalável, significa que ele foi planejado para suportar um aumento no número de 
usuários, maior volume de dados ou funcionalidades adicionais, sem perder a eficiência. Esse 
tipo de característica é especialmente importante em sistemas que têm potencial para expandir 
ao longo do tempo. 
4.5. Facilidade de Manutenção 
Outra característica essencial é a facilidade de manutenção do modelo. Isso significa 
que o modelo deve ser feito de forma que seja fácil realizar alterações ou correções nele ao 
longo do tempo, conforme o sistema vai evoluindo. Assim, a equipe de desenvolvimento pode 
ajustar ou melhorar o sistema de forma rápida e sem comprometer todo o trabalho feito 
anteriormente. 
8 
 
4.6. Comunicação Eficiente 
A modelagem de sistemasfunciona como uma ferramenta de comunicação entre as 
equipes de desenvolvimento e os stakeholders. Quando bem feita, ela ajuda a garantir que todas 
as partes envolvidas compreendam o que está sendo desenvolvido e possam acompanhar o 
progresso. Isso facilita a tomada de decisões e o alinhamento de expectativas entre os 
desenvolvedores e os stakeholders. 
 
5. Como Fazer a Modelagem de Sistemas? 
O processo de modelagem de sistemas envolve uma série de passos estratégicos que 
permitem criar uma representação clara e organizada de um sistema, sem a necessidade de 
entrar em detalhes técnicos como linguagens de modelagem ou ferramentas específicas. O 
objetivo principal é planejar o sistema de forma que todos os envolvidos possam entender suas 
funções e interações, facilitando o desenvolvimento e a implementação. 
5.1. Identificação dos Requisitos 
O primeiro passo na modelagem de sistemas é entender o que o sistema deve fazer, ou 
seja, identificar os requisitos. Os requisitos são as necessidades e expectativas que o sistema 
deve atender. Para isso, é fundamental realizar reuniões e entrevistas com os stakeholders, que 
são as pessoas interessadas no projeto (clientes, usuários, gerentes, etc.), para entender quais 
são as principais funções esperadas, os problemas que o sistema precisa resolver e as 
funcionalidades desejadas. 
Durante essa fase, é importante listar todas as funcionalidades esperadas, priorizando-
as conforme a relevância para o projeto. Uma forma simples de organizar essas informações é 
criar uma lista de funcionalidades principais e secundárias, ajudando a definir o que é essencial 
para o sistema e o que pode ser desenvolvido em uma segunda fase. 
5.2. Definição do Escopo do Sistema 
Com os requisitos bem estabelecidos, o próximo passo é definir o escopo do sistema. O 
escopo determina os limites do projeto, ou seja, o que o sistema vai incluir e o que ficará de 
fora. Definir o escopo de forma clara ajuda a evitar mudanças inesperadas durante o 
desenvolvimento, que podem aumentar custos e atrasar prazos. 
Para definir o escopo, é necessário analisar os requisitos levantados e decidir quais 
funcionalidades são prioritárias, quais podem ser adicionadas futuramente e o que não será 
incluído no sistema. Isso ajuda a manter o projeto dentro do planejamento original e evita que 
a equipe se desvie para outras tarefas que não foram acordadas. 
9 
 
 
5.3. Estruturação do Sistema 
Após definir o escopo, é hora de organizar e estruturar o sistema. A estruturação envolve 
pensar em como as diferentes partes do sistema vão se conectar e interagir. Essa etapa pode ser 
feita através de diagramas simples, fluxogramas ou mapas conceituais que representem as 
funções e componentes principais do sistema. 
Essas representações devem ser simples o suficiente para que todos os envolvidos no 
projeto, tanto técnicos quanto não-técnicos, possam entender. O foco é mostrar a lógica do 
sistema e como suas diferentes partes irão trabalhar juntas para cumprir os requisitos 
estabelecidos. 
5.4. Validação com os Stakeholders 
Depois que o modelo inicial estiver pronto, ele deve ser apresentado aos stakeholders 
para validação. Nessa fase, é fundamental garantir que o modelo está de acordo com as 
expectativas e requisitos levantados no início. Se os stakeholders identificarem algo que não 
está correto ou faltando, é o momento de fazer ajustes antes de seguir para a próxima fase do 
desenvolvimento. 
Essa validação evita retrabalho e garante que todos os envolvidos no projeto tenham 
uma visão clara e alinhada sobre o que está sendo desenvolvido. É importante que essa revisão 
seja feita em conjunto, com uma comunicação aberta e explicações claras sobre o que cada 
parte do modelo representa. 
5.5. Documentação do Modelo 
Após a validação, o modelo deve ser devidamente documentado. A documentação é 
uma parte crucial do processo, pois servirá como referência para toda a equipe de 
desenvolvimento ao longo do projeto. Além disso, ela garante que o modelo possa ser revisitado 
e compreendido por novas pessoas que possam se envolver no projeto futuramente. 
A documentação deve incluir descrições sobre o funcionamento do sistema, seus 
principais componentes e as interações entre eles, utilizando uma linguagem clara e acessível. 
Além disso, é importante manter essa documentação atualizada ao longo do desenvolvimento, 
à medida que o sistema evolui e mudanças são feitas. 
 
6. Considerações Finais 
A modelagem de sistemas se mostra essencial no processo de desenvolvimento de 
software, atuando como uma ferramenta que permite a visualização e a organização dos 
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componentes e interações dentro de um sistema. Ao criar uma representação abstrata e 
simplificada, a modelagem facilita a comunicação entre desenvolvedores, clientes e outros 
stakeholders, além de reduzir a ocorrência de erros e retrabalhos. 
Como afirmam Sommerville (2011), “modelar sistemas é uma atividade chave que 
permite a compreensão e a especificação das funcionalidades e da estrutura de sistemas 
complexos, proporcionando uma visão geral que pode ser adaptada e modificada conforme 
necessário”. Essa capacidade de adaptação é um dos principais benefícios da modelagem, 
permitindo que os projetos acompanhem mudanças nos requisitos e no escopo sem perder a 
organização e o controle sobre o desenvolvimento. 
Além disso, a modelagem desempenha um papel importante na documentação e 
manutenção de sistemas. Como destaca Pressman (2010), “modelos bem elaborados funcionam 
como documentação viva, facilitando a continuidade do trabalho e a integração de novas 
equipes ao longo do ciclo de vida do projeto” . Isso mostra como um bom modelo pode ser 
reutilizado e adaptado em projetos futuros, promovendo eficiência e economia de tempo. 
Em suma, a modelagem de sistemas é uma prática que vai além de representar apenas a 
estrutura técnica de um sistema. Ela atua como uma ferramenta de planejamento e controle, 
garantindo que o desenvolvimento de software seja conduzido de forma clara, organizada e 
alinhada com as expectativas dos stakeholders. Como resultado, sistemas mais robustos, 
escaláveis e fáceis de manter são desenvolvidos, o que se traduz em sucesso a longo prazo para 
as empresas e usuários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. Referências Bibliográficas 
SOMMERVILLE, Ian. Engenharia de Software. 9. ed. São Paulo: Pearson Prentice 
Hall, 2011. 
PRESSMAN, Roger S. Engenharia de Software: Uma Abordagem Profissional. 7. ed. 
São Paulo: McGraw-Hill, 2010. 
MARIA, A. Modelo de sistemas. 2011. Disponível em: 
http://www.deinf.ufma.br/~maria/arqan/2011-1/cap4-modelo.pdf. Acesso em: 25 set. 2024. 
SPACE PROGRAMMER. Introduzindo o conceito de modelagem e diagramação. 
Disponível em: https://spaceprogrammer.com/uml/introduzindo-o-conceito-de-modelagem-e-
diagramacao/. Acesso em: 25 set. 2024. 
FMC, Cesar. Engenharia de software. Disponível em: 
https://homepages.dcc.ufmg.br/~cesarfmc/classes/es/Capitulo_05.pdf. Acesso em: 25 set. 
2024. 
DEVMEDIA. Modelagem de sistemas através de UML: uma visão geral. Disponível 
em: https://www.devmedia.com.br/modelagem-de-sistemas-atraves-de-uml-uma-visao-
geral/27913. Acesso em: 25 set. 2024. 
MIRO. O que é UML?. Disponível em: https://miro.com/pt/diagrama/o-que-e-uml/. 
Acesso em: 25 set. 2024. 
USP. Modelagem de sistemas. Disponível em: 
https://edisciplinas.usp.br/course/view.php?id=110753. Acesso em: 25 set. 2024. 
TOTVS. Gestão de projetos. Disponível em: 
https://www.totvs.com/blog/negocios/gestao-de-projetos/. Acesso em: 25 set. 2024. 
LARMAN, Craig. Utilizando UML e Padrões: Uma Introdução à Análise e ao Projeto 
Orientado a Objetos e ao Desenvolvimento Iterativo. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004. 
CONNOLLY, Thomas; BEGG, Carolyn. Banco de Dados: Projeto, Implementação e 
Gerenciamento. 5. ed. São Paulo: Pearson, 2015. 
FOWLER, Martin. UML Distilled: A Brief Guideto the Standard Object Modeling 
Language. 3. ed. Boston: Addison-Wesley, 2003. 
 
http://www.deinf.ufma.br/~maria/arqan/2011-1/cap4-modelo.pdf
https://spaceprogrammer.com/uml/introduzindo-o-conceito-de-modelagem-e-diagramacao/
https://spaceprogrammer.com/uml/introduzindo-o-conceito-de-modelagem-e-diagramacao/
https://homepages.dcc.ufmg.br/~cesarfmc/classes/es/Capitulo_05.pdf
https://www.devmedia.com.br/modelagem-de-sistemas-atraves-de-uml-uma-visao-geral/27913
https://www.devmedia.com.br/modelagem-de-sistemas-atraves-de-uml-uma-visao-geral/27913
https://miro.com/pt/diagrama/o-que-e-uml/
https://edisciplinas.usp.br/course/view.php?id=110753
https://www.totvs.com/blog/negocios/gestao-de-projetos/

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