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Habilidades e Atitudes Médicas II 
 
Jefferson Caldeira 
Newton Júnior 
 
UNIGRANRIO 
2022 
 
Epidemiologia da Parada 
Cardiorrespiratória 
A parada cardiorrespiratória (PCR) permanece como 
uma das emergências cardiovasculares de grande 
prevalência e com morbidade e mortalidade 
elevadas... 
 
 O reconhecimento precoce das causas 
desencadeantes, orientando a intervenção para cada 
cenário clínico, com ênfase nos cuidados após o 
retorno à circulação espontânea, trouxe melhorias 
nos resultados, contribuído ao prognóstico dos 
pacientes. 
O principal ritmo de PCR em ambiente 
extra-hospitalar é a Fibrilação Ventricular (FV) e a 
Taquicardia Ventricular (TV), chegando a quase 
80% dos eventos, com bom índice de sucesso na 
reversão, se prontamente tratados. 
Quando a desfibrilação é realizada 
precocemente, em até 3 a 5 minutos do início da 
PCR, a taxa de sobrevida é em torno de 50% a 
70%. 
 
Em contrapartida, em ambiente intra-hospitalar, o 
ritmo de PCR mais frequente é Atividade Elétrica 
Sem Pulso (AESP) ou assistolia, com pior 
prognóstico e baixas taxas de sobrevida, 
inferiores a 17%. 
 
Suporte Básico de Vida no Adulto 
• Compressões Torácicas: 
Os aspectos principais a serem observados nas 
compressões são: 
frequência, profundidade, retorno do tórax a cada 
compressão e interrupção mínima. 
 
• Para a oxigenação adequada dos tecidos, é 
essencial minimizar as interrupções das 
compressões torácicas e maximizar a quantidade 
de tempo em que as compressões torácicas 
geram fluxo de sangue... 
• Posicione-se ao lado da vítima e mantenha seus 
joelhos com certa distância um do outro, para 
que tenha melhor estabilidade. 
 
• Afaste ou corte a roupa da vítima, para deixar o 
tórax desnudo. 
 
• Coloque a região hipotenar de uma mão sobre a 
metade inferior do esterno da vítima e a outra 
mão sobre a primeira, entrelaçando-a 
 
• Estenda os braços e os mantenha cerca de 90º 
acima da vítima. 
 Comprima na frequência de 100 a 120 compressões/ 
minuto. 
 
 Comprima com profundidade de, no mínimo, 5 cm 
(evitando compressões com profundidade maior que 
6 cm). 
 
 Permita o retorno completo do tórax após cada 
compressão, evitando apoiar-se no tórax da vítima. 
 
 Minimize interrupções das compressões, pause no 
máximo 10 segundos para realização de duas 
ventilações. 
 
 Reveze com outro socorrista a cada 2 minutos, para 
evitar o cansaço e compressões de má qualidade. 
 
Ventilações: 
As ventilações são aplicadas após 30 
compressões torácicas durante a RCP, seguindo 
a sequência C-A-B. 
 
A prioridade para as compressões torácicas 
deve-se ao fato da necessidade em gerar fluxo 
de sangue e também evitar os atrasos práticos 
inerentes às tentativas de ventilações 
adequadas. 
 
Além disso, se a vítima possui uma via aérea 
patente, ocorre a chamada ventilação passiva 
durante as compressões torácicas. 
Abertura das Vias Aéreas 
 
Independentemente da técnica utilizada para aplicar 
ventilações, é necessária a abertura de via aérea, que pode 
ser realizada com a manobra da inclinação da cabeça e 
elevação do queixo e, se houver suspeita de trauma, a 
manobra de elevação do ângulo da mandíbula. 
Realização de Ventilações 
 Devem ser realizadas 30 compressões para duas 
ventilações, com duração de apenas 1 segundo cada, 
fornecendo quantidade de ar suficiente para promover a 
elevação do tórax. 
 
 A hiperventilação é contraindicada, pois pode aumentar a 
pressão intra-torácica, diminuindo a pré-carga e o Débito 
Cardíaco (DC), e comprometendo a sobrevida. 
 
 Há ainda o risco de hiperinsuflação gástrica, podendo 
desencadear vômitos, broncoaspiração e limitação da 
mobilidade do diafragma. 
 
 Evidências de contaminação com a realização de 
ventilação boca a boca são mínimas, mas é indicado que 
o socorrista utilize mecanismos de barreira por exemplo, 
máscara de bolso (pocket mask) 
 
 
Ventilação com a Máscara de Bolso: 
a Pocket Mask 
Ventilação com Bolsa-Válvula-Máscara 
Ventilação com Via Aérea Avançada 
• Quando uma via aérea avançada (por exemplo, intubação 
endotraqueal, Combitube®, Máscara Laríngea) estiver 
instalada, o primeiro socorrista deve administrar 
compressões torácicas contínuas e o segundo socorrista, 
aplicar uma ventilação a cada 6 segundos − cerca de 10 
ventilações por minuto. 
Vítima que não respira ou respira de forma 
ineficaz (gasping), porém apresenta pulso 
palpável, encontra-se em parada respiratória. 
 
Nesses casos, realize uma ventilação a cada 5 a 6 
segundos (aproximadamente 10 a 12 ventilações 
 por minuto) para vítimas adultas. 
 
O pulso deve ser checado a cada 2 minutos, com 
a finalidade de verificar se a parada respiratória 
progrediu para uma PCR, necessitando de RCP. 
 
Ventilação com Vítima em Parada Respiratória 
Desfribilação 
 Desfibrilação precoce é o tratamento para 
vítimas em FV e TV sem pulso (TVSP) de 
curta duração, que apresentaram colapso 
súbito em ambiente extra-hospitalar. 
 
 
 
 A Desfibrilação pode ser realizada com um 
equipamento manual ou o DEA. 
Nos primeiros 3 a 5 minutos de uma PCR 
em FV, o coração se encontra altamente 
propício ao choque. 
 
Após 5 minutos de PCR, a amplitude da 
FV diminui devido à depleção do 
substrato energético miocárdico. 
 
Assim, o tempo ideal para a aplicação do 
primeiro choque compreende os 
primeiros 3 a 5 minutos da PCR. 
• O DEA é um equipamento portátil, capaz de 
interpretar o ritmo cardíaco, selecionar o 
nível de energia e carregar 
automaticamente, cabendo ao operador 
apenas pressionar o botão de choque, 
quando indicado. 
Os passos para utilização do DEA 
1. Ligue o DEA, apertando o botão on-off 
2. Conecte as pás (eletrodos) ao tórax desnudo da vítima 
3. Encaixe o conector das pás (eletrodos) ao aparelho. 
 
4. Quando o DEA indicar “analisando o ritmo cardíaco, não toque no 
paciente”, solicitar para que todos se afastem efetivamente. 
 
5. Se o choque for indicado, o DEA emitirá a frase: “choque recomendado, 
afaste-se do paciente”. O socorrista que estiver manuseando o DEA deve 
solicitar para que todos se afastem. 
 
6. Pressionar o botão indicado pelo aparelho para aplicar o choque, o qual 
produz uma contração repentina dos músculos do paciente. 
 
7. A RCP deve ser iniciada pelas compressões torácicas, imediatamente após 
o choque. A cada 2 minutos, o DEA analisa o ritmo novamente e pode indicar 
novo choque, se necessário. Se não indicar choque, deve-se reiniciar a RCP 
imediatamente, caso a vítima não retome a consciência. 
Suporte Básico de Vida em Pediatria 
Apesar dos avanços em RCP, apenas 17% dos 
adultos e 27% das crianças sobrevivem à alta 
hospitalar após PCR. 
 
as alterações sugeridas para o SBV em pediatria 
seguem os mesmos princípios do SBV em adultos. 
 
Revisão de 2019: 
 Reafirmação da sequência CAB 
 Limite máximo de 6 cm profundidade de compressão 
em adolescentes 
 100 a 120 compressões por minuto, semelhantes aos 
adultos; 
 
Definição das Faixas Etárias para o Atendimento 
nas Emergências Pediátricas 
 
 O atendimento pediátrico inclui algumas particularidades, 
dependendo da faixa etária: 
 
 Lactentes: menores de 1 ano, excluindo os Recém- 
Nascidos (RN). 
 
 Crianças: maiores de 1 ano e antes de apresentar sinais 
de puberdade (aparecimento do broto mamário em 
meninas e em meninos, pela presença de pelos em região 
axilar). 
 
 Adolescentes: apresentam sinais de puberdade. Nesta 
grupo, aplicam-se as recomendações dos adultos. 
Sequência Compressão Torácica e Ventilação: 
C-A-B vs. A-B-C 
 Ambas as sequências C-A-B e A-B-C apresentam 
argumentos que justificam a sua recomendação. 
 
Abordagem C-A-B permite simplificação do ensino de SBV, 
pois uniformiza a sequência para adultos e crianças. 
 
Já a abordagem A-B-C considera a etiologia da asfixia damaioria das PCR em pediatria, valorizando o início precoce 
das ventilações. 
 
Deste modo, a sequência C-A-B é recomendada em 
pediatria e adultos 
Recomendação e profundidade 
A profundidade de compressão do tórax de 
lactentes deve aproximadamente de 4 cm. 
 
Em crianças, a compressão deve ser 
aproximadamente 5 cm. 
 
 
 
Sequência do Suporte Básico de Vida em Lactentes 
e Crianças para um ou mais Profissionais de Saúde 
 Checar respiração e pulso central simultaneamente 
(braquial em lactentes e carotídeo em crianças) por, no 
mínimo, 5 e máximo de 10 segundos 
 
Se o pulso estiver presente, realize respirações de resgate 
(12 a 20 respirações por minuto). 
 
Reavaliar em 2 minutos; se o pulso estiver ausente ou 
houver dúvida da presença de pulso após 10 segundos, 
reiniciar compressões torácicas. 
 
A frequência deve ser de 100 a 120 compressões por 
minuto. 
 
A relação compressão/ ventilação é a seguinte: 30 
compressões e duas ventilações com um socorrista ou 15 
compressões e duas ventilações com dois socorristas. 
• Obstrução de Vias Aéreas Superiores por 
Corpo Estranho 
• A obstrução de vias aéreas superiores 
ocorre predominantemente em menores de 
5 anos, sendo 65% abaixo de 1 ano. 
 
Os líquidos são responsáveis pela obstrução 
na maioria dos casos, porém pequenos 
objetos, como balões, alimentos (salsichas, 
castanhas e uvas), podem obstruir a via 
aérea em crianças. 
• Reconhecimento da Obstrução de Vias Aéreas 
Superiores 
 
• Devemos suspeitar de Obstrução de Vias Aéreas por 
corpo estranho (OVACE) quando houver aparecimento 
abrupto de estridor, tosse, cansaço e broncoespasmo na 
ausência de febre ou sintomas prodrômicos. 
 
• Em geral, os episódios de engasgo ocorrem durante a 
alimentação ou recreação. 
 
• A entrada de um corpo estranho em vias aéreas 
desencadeia imediatamente o reflexo de tosse na tentativa 
de expulsá-lo. 
 
• Se a tosse é silenciosa e o paciente não consegue 
 chorar ou falar, podem ser indícios de obstrução completa. 
• Neste momento, estão indicadas as manobras de 
desobstrução, na tentativa de deslocar o corpo estranho. 
 
• Estas manobras dependem do nível de consciência e da 
 faixa etária. 
 
• As manobras visam aumentar a pressão intratorácica 
 para expulsar o corpo estranho da via aérea. 
 
 Devido a maior possibilidade de complicações em 
lactentes, as manobras de desobstrução são diferentes em 
lactentes e crianças. 
A) Paciente Consciente com Obstrução de Vias Aéreas 
Superiores 
 
• Em menores 1 ano, iniciar as manobras com cinco golpes 
nas costas e cinco compressões torácicas, até que 
ocorram sinais de desobstrução (choro ou tosse efetiva). 
 
• Em maiores de 1 ano, realizar as compressões 
abdominais (manobra Heimlich) na região entre a cicatriz 
umbilical e apêndice xifoide. 
 
 
• Em crianças obesas, quando o socorrista não puder 
abraçar totalmente o abdômen, devem-se realizar as 
compressões torácicas. 
 
• Os braços do socorrista devem ser colocados por baixo 
das axilas da criança e com as mãos na metade inferior 
do esterno, realizar as compressões torácicas. 
Para Obesos 
B) Paciente Inconsciente com Obstrução de Vias Aéreas 
Superiores 
 
• Quando a vítima estiver inconsciente, iniciar RCP 
pelas compressões (sem palpação de pulso). 
 
Iniciar RCP pelas compressões e, ao abrir a via 
aérea, inspecioná-la. 
 
Caso seja visível, retirar em movimento de pinça sem 
realizar varredura, pois há risco de mobilizar o 
objeto. 
 
Ao ventilar, verificar se ocorre expansão torácica. Se 
o tórax não expandir, reposicionar a via aérea e 
ventilar novamente. 
 
 É o estado de plena percepção do eu e do meu 
relacionamento com o meio ambiente. 
 
 Clinicamente, o nível de consciência de um 
paciente é definido operacionalmente à beira do leito com 
as respostas do paciente ao examinador. 
 
 A determinação do estado de consciência pode ser um 
exercício tecnicamente desafiante... 
Definição: Consciência 
 
 Nível de consciência: definido como o estado de alerta 
comportamental. “condição em que o indivíduo está 
desperto e em contato com o ambiente externo” 
 (Stavale, 2003). 
 
 Conteúdo de consciência: envolve a cognição e a 
afetividade. “o acesso que temos aos dados armazenados 
que nos torna capaz de compreender fatos e responder de 
forma condizente às diversas situações” 
 (Edwards, 2001). 
 
Existem dois componentes distintos da consciência: 
Consciência 
• Chama-se consciência o conhecimento que temos de nós 
mesmos e do mundo externo. 
 
• O ciclo vigília-sono encerra as variações normais, 
fisiológicas, da consciência. Assim, dentro desse ciclo, 
temos os diferentes níveis ou graus de consciência. 
 
 O nível de consciência refere-se ao estado de alerta e de 
consciência do indivíduo em relação ao meio ambiente. 
 
 Nos extremos, apresentam-se os estados de: sono 
profundo, sem sonho e acordado pleno. 
 
 Como níveis intermediários, apresentam-se: sono com 
sonho (quando existe contato com o mundo interior) e 
sonolência do despertar e do adormecer. 
• Para se fazer a exploração do nível de 
consciência, recorre-se aos seguintes objetivos: 
 
• expressão fisionômica sonolenta, com tendência 
a fechar os olhos; 
• desinteresse frente ao mundo externo; 
• dificuldade de manter a atenção; 
• diminuição da capacidade de concentração; 
• desorientação; 
• incoerência das ideias; 
• incapacidade de memorizar; 
• incapacidade de raciocinar; 
• pensamento lento. 
Verificar se o paciente está obnubilado ou 
torporoso. 
 
 Obnubilação corresponde a um estado de 
apatia, estando o paciente com pensamento 
lento e obscuro; 
 
 torpor é uma condição em que o paciente 
apresenta sonolência patológica com 
 prejuízo importante da consciência, 
 mas da qual o paciente pode ser despertado. 
• Confusão mental ocorre nos quadros de 
delirium... 
 
• além da diminuição do nível de consciência, há 
alucinações e ilusões... 
 
• Misturam-se percepções reais com idéias 
fantásticas, podendo ser acompanhada de: 
grande ansiedade 
desorientação temporoespacial 
 agitação psicomotora, com flutuação ao longo 
do dia, em geral com piora ao anoitecer. 
Escala de Coma de Glasgow e Glasgow pupilar 
 A escala de coma de Glasgow (ECG), foi 
desenvolvida na Universidade de Glasgow em 1974 
na Escócia. 
 
 É um instrumento neurológico utilizado 
mundialmente para avaliar o nível de consciência !! 
 
Em 2018 foi adicionada a reatividade pupilar à 
avaliação, com o objetivo de inferir o prognóstico 
no traumatismo cranioencefálico 
 
 A avaliação da reatividade pupilar ocorre de forma 
que, a quantidade de pupilas não fotorreagentes é 
subtraída da pontuação da ECG (ATLS, 2018). 
 
 
 
Morte Encefálica 
Perda Completa e irreversível das funções 
encefálicas, definida pela cessação das 
atividades corticais e do tronco encefálico. 
 Resol. CFM 2173/2017 
 
 
Fatores de Confusão: 
 
 Distúrbios metabólicos 
 Temperatura corporal 
 Drogas Sedativas, hipnóticas, analgésicas e 
bloqueadores neuromusculares 
 Hemodinâmica 
 
 
Distúrbios metabólicos: Faz-se necessário manter boa 
Glicemia, eletrólitos, marcadores renais e hepáticos 
 
 Temperatura corporal: temperaturas entre 28 e 32 graus 
perde-se o reflexo fotomotor 
 
 Drogas Sedativas, hipnóticas, analgésicas e 
bloqueadores neuromusculares: Alguns medicamentos 
são depressores do sistema nervoso central 
( fenobarbital, fenitoina, clonidina, dexmedetomidina e 
morfina ) 
 
 Hemodinâmica: hipotensão grave pode induzir COMA. 
Recomenda-se realizar os exames com PAM60 mmHg 
 
Testes 
Testes devem ser realizados por médicos diferentes 
Glasgow 3 
Ausência dos reflexos de tronco 
 
 Reflexo pupilar ( ausência de resposta a luz – 
fotoplegia ) 
 Córneo palpebral ( ausência de fechamento 
palpebral ao toque com dispositivo não traumático) 
 Óculo encefálico - gire a cabeça para ambos os 
lados – ausência de movimento dos olhos – 
fenômeno da boneca 
 Vestíbulo-ocular ( Instilar 50 ml de soro gelado no 
ouvido e observe movimento dos olhos ou sinal de 
dor ) 
 Reflexo de tosse ( ausência de tosse durante a 
estimulação ) 
 
 Teste de apnéia 
 ( Fio2 100%, PAS > 100 mmHg, normocapnia, 
coletar gasometria, desconectar do VM, ofertar 
o2 pelo TOT...observar movimentos respiratórios 
entre 8 a 10 ipm. 
 
 interromper o teste em caso de hipotensão com 
PAS 55 mmHg 
 
Exames Complementares 
 Arteriografia cerebral 
Doppler transcraniano 
Cintilografia cerebral 
Eletroencefalograma 
Angiotomografia cerebral 
Marcha ou equilíbrio dinâmico 
 
 Cada pessoa tem um modo próprio de andar, 
ato extremamente variável, individualizado pelas 
suas características físicas, mentais e culturais. 
 
 Observando – se a maneira pela qual o paciente 
se locomove, é possível, em algumas afecções 
neurológicas, suspeitar-se ou fazer-se o 
diagnóstico sindrômico. 
 
 A todo e qualquer distúrbio da marcha dá-se o 
nome de disbasia, a qual pode ser uni ou 
bilateral. 
Tipos de Marcha Neurológica 
• Marcha helicópode, ceifante ou hemiplégica: O membro 
inferior do mesmo lado é espástico, e o joelho não 
flexiona. Para não arrastar o pé no chão, o paciente 
realiza um semicírculo quando o paciente troca o passo. 
 
• Marcha anserina ou de pato: para caminhar, o paciente 
acentua a lordose lombar e inclina o tronco ora para a 
direita ora para a esquerda 
 
• Marcha parkinsoniana: o doente anda como um bloco, 
enrijecido, sem o movimento automático dos braços. A 
cabeça permanece inclinada para frente e os passos são 
miúdos e rápidos, 
Tipos de Marcha Neurológica 
• Marcha cerebelar ou marcha do ébrio: ao caminhar, o 
doente ziguezagueia 
 
• Marcha tabética: o paciente mantém o olhar fixo no chão; 
os membros inferiores são levantados abrupta e 
explosivamente... os calcanhares tocam o solo de modo 
forte. Com os olhos fechados, a marcha piora. Indica 
perda da sensibilidade proprioceptiva por lesão do cordão 
posterior da medula. Um exemplo é a tabes dorsalis. 
 
• Marcha de pequenos passos: caracterizada por passos 
muito curtos, e, ao caminhar, o paciente arrasta os pés 
como se estivesse “patinando”. Ocorre na paralisia 
pseudobulbar e em doenças extrapiramidais. Às vezes, o 
paciente não consegue sair do lugar (“freezing”). 
“ Parkinson” 
Tipos de Marcha Neurológica 
• Marcha vestibular: o paciente com lesão vestibular 
(labirinto) apresenta lateropulsão quando anda; é como se 
fosse empurrado para o lado quando tenta se mover em 
linha reta. 
 
• Marcha escarvante: quando o doente tem paralisia do 
movimento de flexão dorsal do pé, ao tentar caminhar 
toca com a ponta do pé o solo e tropeça. Para evitar isso, 
levanta acentuadamente o membro inferior, lembrando o 
“passo de ganso” dos soldados prussianos 
 
 
Tipos de Marcha Neurológica 
• Marcha claudicante: ao caminhar, o paciente “manca” 
para um dos lados. Ocorre na insuficiência arterial 
periférica e em lesões do aparelho locomotor. 
 
• Marcha em tesoura ou espástica: os dois membros 
inferiores enrijecidos e espásticos permanecem 
semifletidos, os pés se arrastam, e as pernas se cruzam 
uma na frente da outra quando o paciente tenta caminhar. 
O movimento das pernas lembra uma tesoura em ação. 
“paralisia cerebral” 
Equilíbrio estático 
Teste de Romberg: solicita-se ao paciente que fique 
na posição vertical, com os pés juntos, olhando para 
a frente por alguns segundos. Em seguida, solicite-o 
para fechar os olhos... Se há desequilíbrio... 
Romberg positivo 
 Coordenação: Na execução dos movimentos, entram em 
jogo mecanismos reguladores de sua direção, velocidade e 
medidas adequadas de distância... 
 
 Não basta que exista força suficiente, é necessário que 
haja coordenação na atividade motora. 
 
 Coordenação adequada depende do cerebelo (centro 
coordenador) e da sensibilidade proprioceptiva. 
 
 À sensibilidade proprioceptiva informa ao centro 
coordenador as modificações de posição dos vários 
segmentos corporais. 
 
 A perda de coordenação é denominada ataxia 
 
 Cumpre referir que nas lesões da sensibilidade 
proprioceptiva o paciente utiliza a visão para fiscalizar os 
movimentos incoordenados... 
 Prova indicador nariz 
 Sentado ou de Pé: com o membro superior estendido 
lateralmente, o paciente é solicitado a tocar a ponta do 
nariz com o indicador. 
 
 Prova calcanhar joelho. 
 DD, o paciente é solicitado a tocar o joelho com o 
calcanhar do membro a ser examinado. Nos casos de 
dúvida, “sensibiliza-se” a prova mediante o deslizamento 
do calcanhar pela crista tibial, após tocar o joelho. 
 
 A prova deve ser realizada várias vezes, de início com os 
olhos abertos, depois, fechados. 
 
 Diz-se que há dismetria (distúrbio na medida do 
movimento) quando o paciente não consegue alcançar 
com precisão o alvo, errando para mais ou para menos. 
 
 Prova dos movimentos alternados. 
 
 Determina-se ao paciente que realize movimentos rápidos e 
alternados, tais como abrir e fechar a mão, movimento de 
supinação e pronação, extensão e flexão dos pés. 
 
 Denomina-se diadococinesia estes movimentos. A capacidade 
de realizá-los é chamada eudiadococinesia. Sua dificuldade é 
designada disdiadococinesia, e a incapacidade de realizá-los 
recebe o nome de adiadococinesia. 
 
 O registro das alterações encontradas é feito anotando-se a 
sede e o grau de ataxia. 
 
 A velocidade e a coordenação dos movimentos declinam com a 
idade avançada. 
 
Desse modo, atividades da vida diária (vestir-se, levantar-se de 
uma cadeira), podem requerer 30 a 40% mais tempo em idosos. 
Motricidade espontânea 
 
Solicita-se ao paciente que execute uma série de 
movimentos: 
 abrir e fechar a mão... 
 estender e fletir o antebraço... 
 abduzir e elevar o braço.. 
 fletir a coxa... fletir e estender a perna e o pé. 
 
 Durante a execução desses movimentos, 
observa-se se eles são realizados em toda a sua 
amplitude... 
Força muscular 
 
 Neste exame deve haver teste contra resistência. 
 
Rotineiramente, não havendo indícios de doença 
que justifiquem exame específico de 
determinados segmentos, este é o realizado de 
modo global. 
 
Nos casos de discreta ou duvidosa deficiência 
motora dos membros realizam-se as “provas 
deficitárias”, representadas pelas provas de 
Barré, Mingazzini e dos braços estendidos. 
Manobra dos braços estendidos. 
Manobra de Mingazzini. 
Convencionalmente: de acordo com a 
Medical Research Council Scale 
 
5: força normal 
4+ : movimento submáximo contra resistência 
4: movimento moderado contra resistência 
4– : movimento discreto contra resistência 
3: movimento contra a gravidade, mas não 
contra resistência 
2: movimento quando a gravidade é eliminada 
1: contração muscular sem deslocamento 
articular 
0: sem contração muscular. 
Tônus muscular 
 É considerado o estado de tensão constante a que estão 
submetidos os músculos, tanto em repouso (tônus de 
postura), como em movimento (tônus de ação). 
 
Inspeção: verifica-se se há ou não achatamento das massas 
musculares... ( hipotonia ou hipertonia ) 
 
Palpação dos músculos: pesquisa-se a consistência 
muscular, a qual se mostra aumentada nas lesões motoras 
centrais e diminuída nas periféricas...Movimentos passivos: imprimem-se movimentos de flexão e 
extensão nos membros e se observam: 
• Passividade: se há resistência (tônus aumentado) ou se 
há relaxamento ao extremo (tônus diminuído) 
• Extensibilidade: se existe ou não exagero no grau de 
extensibilidade da fibra muscular. 
Hipotonia e hipertonia 
Hipotonia ocorre: 
• Lesões cerebelares 
• Lesões nervosas periféricas 
• Segundo neurônio motor ( corno anterior da medula... ) 
 
Hipertonia ocorre: 
• Lesões das vias motoras piramidal e extrapiramidal. 
• Primeiro neurônio motor ( SNC ) 
• A hipertonia piramidal, denominada espasticidade, é 
observada comumente na hemiplegia... 
 
• Plástica: resistência constante à movimentação passiva 
• Elástica: retorno à posição inicial de um segmento do 
corpo 
Outras alterações do tônus muscular 
 
• Miotonia é o relaxamento alentecido após 
contração muscular. 
 
• Distonia é a contração simultânea da 
musculatura agonista e antagonista, o que pode 
ocasionar posturas anômalas intermitentes ou 
persistentes. 
Reflexos 
 Reflexos motores tem sua base 
anatomofuncional no arco reflexo medular 
 
 É constituído pelos seguintes elementos: 
• Via aferente: receptor e fibras sensitivas do 
nervo 
• Centro reflexógeno: substância cinzenta do 
sistema nervoso 
• Via eferente: fibras motoras do nervo 
• Órgão efetor: músculo. 
 Classificação dos reflexos 
 
Exteroceptivos (superficiais) Receptores localizados na pele e/ou 
mucosas externas (polissinápticos) 
 
Proprioceptivos estímulos atuam ou se originam nos músculos, 
tendões, labirinto (monossinápticos) 
 
Reflexos proprioceptivos 
 
Miotáticos (profundos ou osteo tendíneos): 
 
estímulo é constituído pela distensão do músculo origem = 
receptores aferentes de tração dos músculos esqueléticos e órgãos 
neurotendíneos 
 
Reflexos monossinápticos 
Resposta = contração do músculo estimulado e relaxamento dos 
músculos antagonistas 
 
Pesquisa do reflexo = distensão muscular rápida provocada pela 
percussão tendínea ou óssea 
Reflexos Cutâneos 
• São formados por vias aferentes 
• Cutâneoabdominal e cremasteriano 
 
• Abolição: traduz por lesão em um dos pontos do 
arco reflexo ( raízes ou nervos periféricos ) 
 
• Abolição de mais de um reflexo: lesão piramidal 
• Reflexos exteroceptivos ou superficiais 
 
Nestes reflexos o estímulo é feito na pele ou na 
mucosa por meio de um estilete... 
 
• Reflexo cutâneoplantar: 
 
• DD, com os membros inferiores estendidos, o 
examinador estimula a região plantar, próxima à 
borda lateral e no sentido póstero anterior, fazendo 
um leve semicírculo... 
 
• Resposta Normal: Flexão dos dedos 
• Abolição do reflexo: interrupção do arco 
 
• Resposta em EXTENSÃO do Hálux e flexão com 
abertura dos dedos: constitui o sinal de Babinski 
( lesão piramidal ou corticoespinhal ) 
 
 
• Reflexos cutaneoabdominais. 
 
• DD, deve-se manter a parede abdominal em 
completo 
• Relaxamento... 
• O examinador estimula o abdome no sentido da 
linha mediana em três níveis: superior, médio e 
inferior. 
 
• Resposta normal: contração dos músculos 
abdominais, que determina um leve deslocamento 
da cicatriz umbilical para o lado estimulado. 
 
• Podem estar abolidos quando houver interrupção 
do arco reflexo, na lesão da via piramidal... 
Reflexos profundos ou miotáticos 
 
o estímulo é feito pela percussão com o martelo 
neurológico no tendão do músculo a ser examinado. 
 
• Os reflexos podem estar: normais, abolidos, 
diminuídos, vivos ou exaltados. 
 
 Suas alterações podem ser simétricas ou não... 
 
• Resultados: 
 
• Arreflexia ou reflexo abolido: 0 
• Hiporreflexia ou reflexo diminuído: – 
• Normorreflexia ou reflexo normal: + 
• Reflexo vivo: ++ 
• Hiperreflexia ou reflexo exaltado: +++. 
• arreflexia ou a hiporreflexia são 
encontradas comumente nas lesões que 
interrompem o arco reflexo (poliomielite, 
polineuropatia periférica, miopatia) 
 
• Hiperreflexia nas lesões da via piramidal 
(acidente vascular cerebral, tumor, doença 
desmielinizante, traumatismo). 
SENSIBILIDADE 
Sensibilidade superficial: 
 
 Sensibilidade Tátil: utiliza-se um pedaço de 
algodão ou um pequeno pincel macio... 
 
Sensibilidade térmica: requer dois tubos de 
ensaio, um com água gelada e outro com água 
quente... 
 
Sensibilidade dolorosa: é pesquisada com o 
estilete, capaz de provocar dor sem ferir o 
paciente. 
• Sensibilidade profunda. 
A sensibilidade vibratória (palestesia): é pesquisada com o 
diapasão de 128 vibrações por segundo, colocado em 
saliências ósseas. 
 
A sensibilidade à pressão (barestesia): é pesquisada 
mediante compressão digital ou manual em qualquer parte 
do corpo, especialmente de massas musculares. 
 
A cinética postural ou artrocinética (batiestesia): é 
explorada deslocando-se suavemente qualquer segmento 
do corpo em várias direções (flexão, extensão). Em dado 
momento, fixa-se o segmento em uma determinada posição 
que deverá ser reconhecida pelo paciente. 
• Estereognosia 
 
 Significa capacidade de se reconhecer um objeto 
com a mão sem o auxílio da visão. 
 
É função tátil discriminativa ou epicrítica com 
componente proprioceptivo. 
 
 Quando se perde esta função, diz-se astereognosia 
ou agnosia tátil, indicativa de lesão do lobo parietal 
contralateral. 
 
A diminuição da sensibilidade tátil recebe o nome de 
hipoestesia; sua abolição, anestesia; e seu aumento, 
hiperestesia. 
Nervo olfatório (I) 
• EXAME: empregam-se substâncias com odores: café, 
canela, cravo, tabaco, álcool, etc. 
 
 O paciente, de olhos fechados, deve reconhecer o 
aroma que o examinador coloca diante de cada 
narina. 
 
• Alterações deficitárias: (hiposmia e anosmia) 
• Cacosmia: é uma sensação olfatória desagradável na 
ausência de qualquer substância capaz de originar 
odor. 
Nervo óptico (II) 
• As imagens são recolhidas na retina por meio dos cones e 
bastonetes e conduzidas ao centro da visão no lobo occipital, 
atravessando o nervo, o quiasma e o trato óptico, o corpo 
geniculado lateral e as radiações ópticas. 
 
• EXAME: Acuidade visual: pede-se ao paciente 
para dizer o que vê na sala de exame (na parede, 
na mesa) ou para ler algo. 
 
 Examina-se cada olho separadamente. 
Diminuição da acuidade: ambliopia 
Abolida: amaurose. 
• Campo visual: sentado, o paciente fixa um ponto na 
face do examinador, postado à sua frente. 
 
 O examinador coloca suas mãos na periferia do seu 
campo visual e as move enquanto pergunta ao 
paciente se ele está vendo os movimentos. 
 
 Deve ser realizada em cada olho separadamente e, 
depois, com os dois olhos abertos 
simultaneamente. 
 
• Esse procedimento se denomina avaliação do 
campo visual ou campimetria 
 
hemianopsia homônima direita: significa perda da 
metade direita de ambos os campos visuais. 
• Fundoscopia: com o oftalmoscópio, o fundo de 
olho torna-se perfeitamente visível. 
 
• O neurologista não pode prescindir deste exame... 
 
• Podem ser reconhecidos o tecido nervoso (retina e 
papila óptica) e os vasos (artérias, veias e 
capilares). 
 
Entre as alterações que podem ser encontradas 
destacam-se: 
 
• palidez da papila: que significa atrofia do nervo 
 Óptico 
 o edema uni ou bilateral da papila: que traduz 
hipertensão intracraniana, e as modificações das 
arteríolas que surgem na hipertensão arterial 
Escala de Acuidade Visual - Snellen 
 Posicionar a escala de Snellen em uma parede 
 Paciente a uma distância de 3 metros 
Ocluir um olho para examinar o outro 
Apontar o optótipo com uma vara ou lápis 
repousando abaixo da letra... 
 Iniciando o optotipo do maior para menor até 
onde a pessoa consiga enxergar sem 
dificuldades 
A acuidade visual registrada será o número 
decimal a esquerda da ultima linha em que a 
pessoa consiga enxergar mais da metada dos 
optotipos 
 
Nervo oculomotor (III),nervo troclear (IV) e 
nervo abducente (VI) 
 • Estes três nervos são examinados em conjunto, 
pois inervam os vários músculos que têm por 
função a motilidade dos globos oculares. 
 
• Músculos inervados pelo Oculomotor: reto 
medial, reto superior, reto inferior, o oblíquo 
inferior 
• Músculo inervado pelo Troclear: oblíquo superior 
• Músculo inervado pelo Abducente: reto lateral. 
 
• O nervo III inerva também a musculatura 
elevadora da pálpebra. 
A investigação semiológica destes nervos 
pode ser sistematizada como descrito a seguir. 
 
• Motilidade extrínseca. A posição do globo ocular é dada 
pelo funcionamento harmônico dos vários músculos. 
 
 Havendo predomínio de um deles (por paresia ou 
paralisia de seu antagonista), ocorre o que se chama 
estrabismo (desvio do olho de seu eixo normal), que 
pode ser horizontal (convergente ou divergente) ou 
vertical (superior ou inferior). 
 
• Na presença de estrabismo, pelo menos na fase inicial, o 
paciente reclama de visão em duplicata ou diplopia 
(Figuras 20.20 e 20.21). 
• Exame em cada olho separadamente: com a cabeça imóvel, o paciente é 
solicitado que desloque os olhos nos sentidos horizontal e vertical. No 
exame simultâneo, acrescenta-se a prova da convergência ocular, que se 
faz aproximando gradativamente um objeto dos olhos do paciente. 
 
A investigação semiológica destes nervos 
pode ser sistematizada como descrito a seguir. 
 
• Motilidade intrínseca. A pupila é normalmente circular, 
bem centrada e tem diâmetro de 2 a 4 mm. 
 
• Ressalte-se que o diâmetro pupilar é o resultado do 
funcionamento equilibrado entre os dois sistemas 
autônomos: simpático e parassimpático. 
 
• A irregularidade do contorno pupilar é chamada de 
discoria; quando o diâmetro se acha aumentado, fala-se 
em midríase; o contrário, miose; a igualdade de diâmetro 
denomina-se isocoria; e a desigualdade, anisocoria . 
 pupila é examinada por meio de um feixe luminoso 
(lanterna de bolso) e pela convergência ocular. 
 
O examinador incide o feixe de luz em uma pupila e 
observa a resposta nos dois lados. 
 
Chama-se reflexo fotomotor direto a contração da 
pupila na qual se fez o estímulo, e de reflexo 
fotomotor consensual a contração da pupila oposta. 
 
Em seguida, aproxima-se dos olhos um objeto e as 
pupilas se contrairão normalmente – é o reflexo da 
acomodação. 
Nervo trigêmeo (V) 
O trigêmeo é nervo misto, sendo constituído pelas 
raízes motora e sensitivas. 
• Raiz motora. Representada pelo nervo mastigador, que 
inerva os músculos destinados à mastigação (temporal, 
masseter e pterigóideos). 
 
• Avalia-se a lesão unilateral da raiz motora pela 
observação dos seguintes aspectos: 
 
◗ Atrofia das regiões temporais e masseterinas 
◗ Desvio da mandíbula para o lado da lesão com a abertura 
da boca 
◗ Debilidade do lado paralisado ao trincar os dentes 
◗ Dificuldade do movimento de lateralização da mandíbula. 
• Raízes sensitivas. Compreendem os nervos 
oftálmico, maxilar e mandibular 
 
• O exame dessas raízes é semelhante ao da 
sensibilidade superficial ... 
 
• cabendo apenas acrescentar a pesquisa da 
sensibilidade corneana, feita com uma mecha de 
algodão que toca suavemente a região entre a 
esclerótica e a córnea. 
 
• Resposta normal é a contração do orbicular das 
pálpebras; daí a denominação de reflexo 
corneopalpebral. 
 
Nervo trigêmeo (V) 
O trigêmeo é nervo misto, sendo constituído pelas 
raízes motora e sensitivas. 
Nervo facial (VII) 
 
• Solicita-se ao paciente que faça a mímica facial!! 
enrugue a testa... franza os supercílios... cerre as 
pálpebras...mostre os dentes... sorria... Etc 
 
• Na paralisia unilateral, observam-se lagoftalmia 
(o olho permanece sempre aberto), ausência do 
ato de piscar, epífora (lacrimejamento), desvio da 
boca para o lado normal – sobretudo quando se 
pede ao paciente que mostre os dentes ou abra 
amplamente a boca 
 
• A paralisia da face se chama prosopoplegia e, 
quando bilateral, sugere-se diplegia facial. 
 
• Nervo vestibulococlear (VIII) 
 
• Este nervo é constituído por duas raízes: a coclear, incumbida 
da audição, e a vestibular, responsável pelo equilíbrio. 
 
• Raiz coclear. 
◗ Diminuição gradativa da intensidade da voz natural 
◗ Voz cochichada 
◗ Atrito suave das polpas digitais próximo ao ouvido 
◗ Audiometria 
 
◗ Prova de Rinne: que consiste em aplicar o diapasão na região 
mastoide. 
 
Em condições normais, o paciente acusa a percepção do som 
(Rinne positivo). Transmissão óssea mais prolongada que a 
aérea (Rinne negativo) significa deficiência auditiva de 
condução nervosa 
 
• ACUSIA, HIPOACUSIA ou HIPERACUSIA 
 
• Nervo vestibulococlear (VIII) 
 
• Este nervo é constituído por duas raízes: a coclear, 
incumbida da audição, e a vestibular, responsável 
pelo equilíbrio. 
 
• Raiz Vestibular O acometimento da raiz vestibular é 
reconhecível pela anamnese quando as queixas do 
paciente incluem vertigens, náuseas, vômitos e 
desequilíbrio. 
 
• A investigação da raiz vestibular compreende o 
reconhecimento de nistagmo, desvio lateral durante 
a marcha, desvio postural, sinal de Romberg e 
provas calórica e rotatória vestibulares. 
Nervo glossofaríngeo (IX) e nervo vago (X) 
• A lesão unilateral do glossofaríngeo pode 
exteriorizar-se por distúrbios da gustação do 
terço posterior da língua (hipogeusia e ageusia) 
 
• Pode aparecer disfagia. 
 
• A lesão isolada do X nervo e que envolve apenas 
o ramo laríngeo determina disfonia. A porção 
autonômica (nervo vago) não é examinada de 
rotina. 
Nervo acessório (XI) 
• Inerva os músculos acessórios da respiração 
 
 
 
 
• Inerva a língua 
 
• Pode haver disartria e alteração da mobilidade 
da lingua 
Nervo hipoglosso (XII) 
Rigidez de Nuca 
 o examinador coloca uma das mãos na região occipital do 
paciente em decúbito dorsal e, suavemente, tenta fletir a 
cabeça dele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Se o movimento for fácil e amplo, não há rigidez nucal, ou 
seja, a nuca é livre. 
 
 Caso contrário, fala-se em defesa ou rigidez da nuca, 
encontrada na meningite e na hemorragia subaracnóidea 
• Prova de Brudzinski: o examinador repousa 
uma das mãos sobre o tórax do paciente em 
decúbito dorsal e membros estendidos e, com a 
outra, colocada na região occipital, executa uma 
flexão forçada da cabeça. 
 
• A prova é positiva quando o paciente flete os 
membros inferiores, havendo casos nos quais se 
observam flexão dos joelhos e expressão 
fisionômica de sensação dolorosa 
Provas de estiramento de raiz nervosa: 
 
• Prova de Lasègue: Paciente em DD e os MMII estendidos. 
Faz a elevação de um MI estendido. A prova é positiva 
quando o paciente reclama de dor na face posterior do 
membro examinado (cerca de 30° de elevação). 
 
• Prova de Kernig: consiste na extensão da perna, estando 
a coxa fletida em ângulo reto sobre a bacia e a perna 
sobre a coxa. 
 
• A prova será positiva quando o paciente sente dor ao 
longo do trajeto do nervo ciático e tenta impedir o mov. 
 
• Outra manobra de Kernig é elevar ambos os MMII ao 
mesmo tempo; positiva se ao desencadear dor e flexão 
nos joelhos.. 
• A tireoide é uma glândula que regula a função de 
órgãos importantes como o coração, o cérebro, o 
fígado e os rins. Ela produz os hormônios T3 
(triiodotironina) e T4 (tiroxina). Dessa forma, 
garante o equilíbrio do organismo. 
 
 
• A tireoide atua no crescimento e 
desenvolvimento de crianças e adolescentes, 
no peso, na memória, na regulação dos ciclos 
menstruais, na fertilidade, na concentração, no 
humor e no controle emocional. 
TIREOIDE 
 
As afecções tireoidianas podem manifestar-se 
por sintomas locais (bócio, dor, dispnéia, disfagia e 
rouquidão) e por sintomas e sinais de hiper ou hipofunção. 
 
BócioQuando a glândula tireoide aumenta de volume, tornando-se 
palpável ou visível, caracteriza-se a presença de bócio. Se o 
aumento da glândula for global, uniforme, dá-se a 
denominação de bócio difuso. A presença de nódulos 
caracteriza o bócio nodular . 
• Hipertireoidismo 
• O hipertireoidismo é uma síndrome complexa 
causada por níveis elevados de hormônios 
tireoidianos no sangue. 
 
• Hipotireoidismo 
• A deficiência de hormônios tireoidianos produz 
sinais e sintomas em vários sistemas 
configurando uma síndrome complexa. 
 
• Hipotireoidismo do adulto 
• Os sintomas mais frequentes são palidez e edema 
facial (pálpebras empapuçadas), bócio, voz rouca e 
grossa, pele seca, fria e descamativa, sonolência, 
hipersensibilidade ao frio, cãibras musculares, 
parestesias nas extremidades e dificuldade de 
memória. 
Exame da tireoide 
Usam-se duas manobras para a palpação da tireoide: 
 
 Abordagem posterior: paciente sentado e o examinador 
de pé atrás dele. As mãos e os dedos rodeiam o pescoço 
com os polegares fixos na nuca, e as pontas dos 
indicadores e médios quase a se tocarem na linha 
mediana. 
 
 O lobo direito é palpado pelos dedos médio e indicador 
da mão direita; para o lobo esquerdo, usamos os dedos 
médio e indicador da mão esquerda . 
Abordagem anterior: paciente e examinador sentado ou de 
pé, com o examinador postado à sua frente. 
 
 O lobo direito é palpado pelos dedos médio e indicador 
da mão esquerda e o lobo esquerdo é palpado pelos 
dedos médio e indicador da mão direita. 
 
 Sempre se solicita ao paciente que faça algumas 
deglutições enquanto se palpa firmemente a glândula. A 
tireoide eleva-se durante o ato de deglutir. 
 
Com a técnica correta podem ser obtidos dados 
referentes a: 
 
Volume: normal ou aumentado, difuso ou segmentar. 
Qualquer aumento é designado bócio 
 
Consistência: normal, firme, endurecida ou pétrea 
 
Mobilidade: normal ou imóvel (aderida aos planos 
superficiais e profundos) 
 
Superfície: lisa, nodular ou irregular 
 
Temperatura da pele: normal ou quente 
 
Frêmito e sopro: presente(s) ou ausente(s) 
Sensibilidade: dolorosa ou indolor. 
As alterações possíveis de serem encontradas indicam a 
existência de bócio, processo inflamatório e neoplasias. 
Tireoidites 
 
 Há quatro tipos de inflamação da tireoide: 
 
 Tireoidite aguda: é um processo inflamatório decorrente 
de invasão bacteriana da glândula 
 
 Tireoidite subaguda: pode ser causada por vírus ou por 
agressão autoimune 
 
 Tireoidite de Hashimoto: é uma doença autoimune, 
decorrente da agressão do tecido tireoidiano por 
anticorpos. 
 
 
 Tireoidite de Riedel: é muito rara e sua fisiopatologia é 
desconhecida. 
• O pâncreas é uma glândula responsável pela 
secreção de suco pancreático ( porção exócrina )... 
• Que é lançado no intestino delgado, onde 
participa do processo de digestão de 
carboidratos, lipídios e proteínas. 
 
• O pâncreas também é responsável pela produção 
de dois hormônios ( porção endócrina ): 
• Insulina e Glucagon. 
• Que são lançados diretamente na corrente 
sanguínea e atuam no metabolismo da glicose, 
mantendo-a em níveis ideais no sangue. 
 
A insulina e o glucagon estão relacionados com o 
metabolismo da glicose. 
 
Enquanto a insulina promove a redução do nível de glicose 
no sangue, o glucagon atua garantindo seu aumento. 
Quando o nível de glicose aumenta em nosso sangue acima 
da faixa normal, a insulina atua promovendo o aumento do 
transporte de glicose para as células do corpo a fim de que 
ela possa ser utilizada na realização de diferentes 
atividades celulares. 
Avaliação Antropométrica: 
 
Existem várias medidas antropométricas de 
utilidade prática: 
 
Altura ou estatura 
Peso 
Circunferências 
Dobras cutâneas 
Índice de massa corporal (IMC). 
• Altura/estatura 
 
• Posição ortostática, a altura deve ser aferida em balança 
com estadiômetro ou com fita métrica inextensível com 
precisão de 0,1 cm. 
 
• Para uma medida precisa é importante que cinco pontos 
anatômicos estejam próximos à parede ou ao 
estadiômetro: calcanhares, panturrilha, glúteos, 
escápulas e ombros. 
 
• Em crianças até 2 anos de idade, recomenda-se medir a 
altura (comprimento) com ela deitada, utilizando uma 
régua antropométrica que possui uma base fixa no zero e 
um cursor. 
 
“mede-se a altura (estatura) da criança em pé, comparando-se 
a altura obtida com tabelas pediátricas para a idade e sexo” 
Medida da altura do idoso 
• Há algumas equações para estimar a altura a partir de 
medidas de segmentos corporais, tais como altura do 
joelho, da envergadura ou semi envergadura. 
 
Para a envergadura, 
mede-se toda a extensão 
 de uma ponta a outra da 
falange distal. 
 
A medida da envergadura 
 é similar à altura real. 
• Índice de massa corporal 
 
• O índice de massa corporal (IMC) é amplamente utilizado 
como indicador do estado nutricional, por ser obtido de 
forma rápida e de fácil interpretação 
 
É expresso pela fórmula: IMC = peso atual (kg)/altura2 (m). 
 
Exemplo: se uma pessoa pesa 70Kg e mede 1.60m, 
seu IMC será: IMC = 70 Kg / (1,60)² = 70 / 2,56 = 27,3. 
Exames e Testes Ortopédicos 
- Ossos 
- Articulações 
- Amplitude de movimento 
- Testes 
- Doenças 
Luxação congênita do quadril 
Barlow: adução do quadril 
 e pressão posterior 
Luxação 
Ortolani: abdução do quadril 
 e pressão anterior 
Redução 
Teste de Thomas: avalia encurtamento da musculatura 
flexora ou contratura articular do quadril → pode ser 
capsular... muscular ( psoas / reto femoral)... articular... 
Teste de Ely: contratura muscular do psoas, 
Ilíaco ou quadríceps 
cruzar a perna do paciente no joelho oposto. Estabilizar 
a espinha ilíaca ântero superior oposta e apertar o joelho 
para baixo do quadril que está sendo testado: 
 
Pesquisa-se: inflação da articulação do quadril, fratura 
acetabular ou até mesmo sacroileíte 
 
Sinal de Trendelemburg: queda da pélvis ao levantar a perna 
Oposta por fraqueza do glúteo médio... 
Dor durante a tração 
significa lesão da 
capsula ou ligamento 
Dor durante a compressão 
significa lesão dos 
 meniscos 
Teste de McMurray: 
 
para avaliar lesões dos 
meniscos 
 
Flexão total de quadril e joelho. 
Com uma mão segura o joelho 
e com a outra o tornozelo !! 
 
Realiza-se uma rotação externa 
para avaliar o menisco interno e 
vice versa. 
 
A dor e o estalo sentido e ouvido 
sugere lesão meniscal 
Gaveta anterior: sugere lesão do ligamento cruzado anterior 
 
A gaveta anterior poderá ser realizada em 90, 60 e 15 graus 
Gaveta anterior em 15 graus: teste de Lachman 
Teste dos ligamentos colaterais !!! 
Estabilizar o tornozelo com uma mão. Com a mão oposta, segurar e pressionar 
posteriormente a tíbia. A seguir, puxar o pé para frente. 
 
Explicação 
 
Quando a tíbia é empurrada, indica ruptura do ligamento talofibular anterior. 
Quando a tíbia é puxada indica ruptura do ligamento talofibular posterior. 
OMBRO 
• SÍNDROME DO IMPACTO 
(SUPRAESPINAL) 
 
• Descrição clínica: 
 
• A síndrome do impacto é uma entidade 
diagnóstica que é a compressão do tendão do 
 supraespinal e da bolsa subdeltóidea no 
 espaço subacromial. 
- Principais testes para síndrome do impacto e 
lesões tendinosas 
 
- Teste de Neer : Abdução passiva do MS em 
posição neutra. Positivo quando há dor pelo 
impacto do tubérculo maior contra o acrômio 
( lesão do supraespinhal ). 
 
- Teste do Impacto de Yocum: Paciente coloca sua 
mão no ombro oposto e eleva o cotovelo de forma 
ativa. Positivo se houver dor e é semelhante ao 
Neer, impacto sobre o supraespinhal. 
 
- Teste do Impacto de Hawkins-Kennedy: Abdução 
ativa do ombro com cotovelo fletido. Avaliador 
realiza rot. interna do MS. Semelhante ao Neer, 
impacto sobre o supraespinhal.Movimento de Abdução: 
Síndrome do impácto 
Lesão do supraespinhal 
Movimento de Abdução: 
Síndrome do impácto 
Lesão do supraespinhal 
( rotação interna passiva ) 
Movimento de Abdução ativa 
lesão do supraespinhal 
- Teste de Jobe: Abdução ativa do ombro em rot. interna 
com extensão do cotovelo contra resistência até o 
plano da escápula. Positivo com dor, perda de força ou 
incapacidade (ruptura total do tendão supraespinhal). 
 
- Teste de Patte: Abdução de ombro e cotovelo a 90o 
solicita-se rot. externa contra resistência. Dor de 
origem no músculo infraespinhal ( ex. tendinopatia ) 
 
- Teste de Gerber: Paciente coloca o dorso da mão na 
região lombar e solicitamos que afaste a mão do 
tronco. Positivo se incapaz ou dor. ( Lesão do 
músculo Subescapular). 
 
Teste de Jobe: Isométrico para abdução( lesão do 
supraespinhal ) 
Teste de Patte: rotação 
 externa isométrica 
( lesão do infraespinhal) 
Teste de Gerber: 
( lesão do músculo 
subescapular) 
- Teste de apreensão anterior: Avaliador atrás 
do paciente faz a abdução do ombro e flexão 
do cotovelo a 90º forçando rotação externa. 
Positivo com a sensação de luxação anterior 
iminente provocando apreensão do 
paciente. 
 
 
- Teste de apreensão posterior (Fukuda): 
Avaliador realiza flexão do ombro e cotovelo 
a 90º gerando rotação interna do braço. 
Positivo com a sensação de luxação 
posterior iminente provocando apreensão 
do paciente. 
 
Fukuda - Apreensão anterior 
- Teste de Gaveta anterior: Avaliador com a mão 
sobre o ombro pegando escápula e clavícula 
estabilizando-o. Com a outra mão, estabiliza-se a 
cabeça umeral deslocando-a anteriormente. 
Positivo quando translada mais de 50% ou é muito 
maior comparativamente. 
 
- Teste do Sulco: É realizado para avaliar a frouxidão 
da cápsula e ligamentos do ombro. Braço do 
paciente em posição neura e cotovelo fletido a 90º. 
Realiza-se tração caudal sendo positivo ao 
aparecimento de um sulco de 1 cm ou mais entre o 
acrômio e cabeça umeral. 
 
• - Teste de Speed: MS em extensão e rot. externa 
paciente faz flexão do cotovelo contra a resistência 
referindo dor ao nível do sulco intertubercular. 
 ( lesão do bíceps ) 
 
 
COTOVELO 
- Teste de Hook : Avalia ruptura distal do bíceps braquial. Ombro neutro, 
cotovelo a 90º, isometria na supinação. Positivo quando o avaliador tenta 
pinçar com a mão o tendão distal do músculo e não o observa. 
 
- Teste de Cozen: Avalia epicondilite lateral e bursite rádioumeral. Positivo se 
houver dor nesta região quando cotovelo semifletido ou extendido e 
pronado com a mão em extensão. Avaliador força a flexão da mão. 
 
- Teste de Mills (tenista): Ombro flexionado a 90º, cotovelo extendido e 
pronado, punho flexionado passivamente. Positivo para tendinite com dor 
associada à compressão do epicôndilo lateral. 
 
- Epicondilite medial (golfista): Ombro e cotovelo flexionados a 90º, cotovelo 
supinado, paciente realiza flexão do punho contra resistência. Dor no 
epicôndilo medial. 
 
- Teste de instabilidade ligamentar : (colateral medial e lateral do cotovelo) – 
Leve flexão do cotovelo, estabiliza-se o cotovelo e realiza-se estresse valgo 
e varo. 
 
- Síndrome cubital ou ulnar: flexão do cotovelo total por 5 min. Positivo se 
formigamento ou parestesia no território ulnar do antebraço. 
 
PUNHO E MÃO 
 
 
- Teste de Finkelstein: polegar flexionado na palma, 
avaliador estabiliza o cotovelo e realiza desvio ulnar. 
Positivo com dor (Tenossinovite de DeQuervain) 
 
- Tinel: Percurtir sobre o n. mediano próximo ao túnel 
do carpo. Positivo se relatar “choque”. 
 
- Phalen: Ombro e cotovelos a 90o realiza-se a flexão 
ativa máxima dos punhos (dorso com dorso das 
mãos). Positivo se houver parestesia e/ou 
formigamento. 
 
- Phalen invertido: palmas com palmas (também para 
túnel do carpo). 
 
 
Contratura de Dupuytrenn 
Dedo em Gatilho 
Nódulos de Heberden e Bouchar 
• Habilidades e Atitudes Médicas II 
 
• Jefferson Caldeira 
PALESTRAS 
 
• UNIGRANRIO 
• 2023 
 
 
 
Síndrome medular anterior 
 
. Compressão anterior 
. Perda motora variável ( predominante ) 
. Função sensória pode ser preservada 
. Tratos ascendentes podem ser poupados 
 
 
 
Síndrome medular posterior 
 
. Compressão medular posterior - hiperextensão 
. Função motora é menos afetada 
. Tratos descendentes menos afetados 
. Função sensória é mais afetada

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