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NOME: CAROLINE MARINHO
NOME: SOPHIA ROQUE
CASO CLÍNICO
Infante A.P.M. foi encaminhada do Ambulatório Médico de Especialidades (AMA) após realizar exames de laboratório externo em 19/03, os quais revelaram glicose elevada, registrando 289 mg/dl. O pai relata uma perda de peso de 2 kg nos últimos 2 a 3 meses, passando de 19 kg para 17 kg. Desde janeiro, a paciente apresenta sintomas de polidipsia (sede excessiva) e poliúria (micção frequente). A mãe observou que a criança ficava com extremidades descoradas/amareladas pela manhã, melhorando ao longo do dia, além de estar sonolenta e com pouco apetite.
Ao chegar ao Pronto-Socorro Infantil (PSI) em 27/03, não foram identificadas alterações no exame físico, mas a glicemia estava elevada em 274 mg/dl, o que levou à administração de insulina regular.
Antecedentes pessoais revelam ausência de alergias, cirurgias ou internações anteriores, e a vacinação está atualizada. Entre os antecedentes familiares relevantes, destacam-se casos de Diabetes Mellitus tipo 1 (DMI) em ambas as avós, materna e paterna.
A criança não tem histórico de doenças pré-existentes e não está sob nenhuma restrição alimentar. Reside em uma residência bem ventilada com outras 4 pessoas (pai, mãe e dois irmãos), e há também um cachorro na casa.
EXAMES LABORATORIAIS DA INFANTE:
DOSAGEM DE CREATINA : 0,27 mg/Dl
DOSAGEM DE POTASSIO : 4,2 mEq
DOSAGEM DE SÓDIO: 138 mEq/L
DOSAGEM DE URÉIA : 37 mg/Dl
GASOMETRIA VENOSA : 
ph : 7,430 
pCO2 : 33,0 
pO2: 47,0
BE : -1,6
HCO3: 21,9 mmol/L
CO2 total : 22,9 mmol/L
Saturação do HB :84,0%
DOSAGEM DE GLICOSE 
310 mg/dl
Diabetes Mellitus
O Diabetes mellitus (DM) é definido como uma doença crônica não transmissível, caracterizada pela presença de uma hiperglicemia crônica. Pode ser subdividida em três tipos principais: DM tipo 1 (autoimune), DM tipo 2 (resistente à insulina) e o DM gestacional. O DM tem se tornado um problema de saúde pública mundial, por isso há necessidade
de estudos sobre essa doença, no intuito de melhorar o acesso à informação, pesquisa e qualidade de vida dos indivíduos. 
Fisiopatologia 
O diabete tipo 2 é uma doença metabólica complexa caracterizada por uma diminuição da secreção pancreática de insulina e uma diminuição da ação da insulina ou resistência à insulina nos 5 órgão periféricos, resultando em hiperglicemia e glicotoxicidade. Esta última é responsável por um estresse oxidativo crônico ao nível tecidual, tendo um importante papel na gênese das complicações crônicas do diabete. Embora, por vezes, seja difícil caracterizar qual dos mecanismos fisiopatológicos predomina em um determinado paciente, a característica principal do diabete tipo 2 é a resistência periférica. A resistência à insulina é inicialmente observada no tecido muscular, onde concentração crescente de insulina é necessária para permitir a captação de glicose pelo miócito. A resistência à insulina é influenciada tanto por fatores adquiridos (obesidade, inatividade física) como por 
fatores genéticos. Freqüentemente ocorre uma associação de outras condições como aterosclerose dislipidemia (elevação da concentração de LDL e triglicérides e redução da concentração de HDL), hipertensão arterial e obesidade abdominal. Pacientes com essa constelação de sintomas são rotulados como portadores da síndrome plurimetabólica
Tipos:
– Tipo 1: causada pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos.
– Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção de insulina. Ocorre em cerca de 90% dos diabéticos.
– Diabetes Gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida.
– Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticóides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.).
Principais sintomas do DM tipo 1.
Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de peso (os “4 Ps”). 
Outros sintomas que levantam a suspeita clínica de Diabetes são:
No corpo: fadiga, fome excessiva, sede excessiva ou suor
No aparelho gastrointestinal: náusea ou vômito
No trato urinário: enurese (micção durante o sono) ou micção excessiva
Também é comum: dor de cabeça, perda de peso, ritmo cardíaco acelerado, sonolência ou visão embaçada
* Sede.
* Infecções urinárias e de pele recorrentes.
* Perda de peso.
* Fraqueza e cansaço.
* Náuseas e vômito.
Exames para identificar o Diabetes
– Glicemia de jejum (GJ): este exame é realizado através de uma única coleta de sangue com 8 horas de jejum.
– Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): este exame é realizado através de duas coletas. A primeira, com jejum de 8 horas. Em seguida, o paciente ingere um líquido de 75 gramas de glicose diluída em água e, após 2 horas, realiza outra coleta. Neste exame o paciente deve permanecer no laboratório.
– Hemoglobina glicada (HbA1c): este exame é realizado através de uma única coleta de sangue e não necessita de jejum. A vantagem deste exame é que o resultado representa os níveis de glicose dos últimos 3 a 4 meses e sofre menor variabilidade dia a dia.
Tratamento:
O tratamento geral do diabetes tipo 1 exige mudanças no estilo de vida, incluindo uma dieta saudável e atividade física. Pessoas com diabetes tipo 1 precisam tomar injeções de insulina e monitorar com frequência os níveis de glicemia.
O tratamento geral do diabetes tipo 2 também exige mudanças no estilo de vida, incluindo perda de peso, uma dieta saudável e atividade física. Algumas pessoas com diabetes tipo 2 conseguem controlar os valores da glicemia apenas com dieta e atividade física, mas a maioria das pessoas precisa de medicamentos para reduzir a glicemia, incluindo, às vezes, insulina. Pessoas que tomam medicamentos para diabetes tipo 2 geralmente precisam monitorar os níveis de glicose do sangue todos os dias ou até mesmo várias vezes por dia.
Prescrição de Enfermagem:
Educar sobre a medição das taxas de açúcar no sangue, por meio do glicosímetro.
Explicar o jeito certo de dar a injeção de insulina.
Orientar como guardar e manipular as medicações.
Ensinar o descarte correto das agulhas.
Mostrar como cuidar das feridas e como fazer os curativos.
Acompanhar a glicemia do paciente hospitalizado, dando as medicações e verificando sinais.
Questionar sobre hábitos e costumes que tornam o tratamento mais eficaz
Diagnósticos de enfermagem :
Desequilíbrio nutricional: ingestão superior às necessidades corporais relacionado à polifagia e à perda de peso.
Déficit no autocuidado: alimentação relacionado à falta de apetite e à pouca aceitação alimentar.
Risco de desequilíbrio hidroeletrolítico: relacionado à polidipsia e à poliúria.
Risco de lesão relacionado à hiperglicemia e suas complicações.
Padrão respiratório ineficaz relacionado à acidose diabética.
Risco de hipoglicemia relacionado à administração de insulina.
Conhecimento deficiente sobre o manejo da doença relacionado à falta de experiência prévia com o diabetes mellitus

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