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ESPINHA BÍFIDA 
INTRODUÇÃO 
Os defeitos de fechamento do 
tubo neural (DFTN) são 
malformações congênitas devido 
a uma falha no fechamento do TN, durante a 
quarta semana de embriogênese. 
 
EMBRIOLOGIA DO SN 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DO DFTN 
• Anencefalia 
• Encefalocele 
• Espinha Bífida( Oculta 
• Espinha Bífida Aberta ( Meningocele- 
Mielomeningocele) 
 
ESPINHA BÍFIDA OCULTA 
Falha na fusão óssea dos arcos vertebrai posteriores. 
Os elementos nervosos permanecem dentro do canal 
vertebral. Pode ter um sinal indireto que é uma coleção 
de pelos ou uma pequena cicatriz cutânea. 
 
 
 
ESPINHA BÍFIDA CÍSTICA 
Se o saco contém meninges junto com o líquido 
cérebro-espinhal, a anomalia é chamada 
MENINGOCELE 
 
ESPINHA BÍFIDA ABERTA 
Se o saco contém medula espinhal e/ou raízes 
nervosas, a anomalia é chamada de espinha bífida com 
MIELOMENINGOCELE 
 
 
 
MIELOMENINGOCELE 
A mielomeningocele é um tipo grave de espinha 
bífida,resultante do fechamento inadequado do tubo 
neural A medula espinal e as meninges ficam contidas 
na bolsa cística; 
ETIOLOGIA: ETIOLOGIA MULTIFATORIAL 
FATORES GENÉTICOS (MTHFR), FATORES 
AMBIENTAIS, 
• Baixo nível socioeconômico 
• Hipertermia 
• Medicação anticonvulsivante 
• Fatores nutricionais ACIDO FÓLICO 
• Gravidez prévia com DFTN 
• Diabetes mellitus 
 
 
INCIDÊNCIA 
• Mundial 1:1000 
• América do Sul – Brasil 1,5:1000 nascidos vivos 
• Mais frequente no sexo feminino e raça branca 
• Quanto incidência 
 
 
 
 
 
 
 
PREVENÇÃO DOS DFTN 
• Adição do Ácido Fólico às farinhas de trigo e de 
milho(4mg/dia); 
• Dose maior para as que tiveram gestação 
anterior com 
• defeito do tubo neural, diabetes e epilépticas 
em uso de medicação; 
• A ingesta deve ser no período pré e 
periconcepcional; 
• Afastamento de substâncias tóxicas e cautela 
no uso 
• drogas anticonvulsivantes. 
 
DIAGNÓSTICO 
PRÉ-NATAL: Ultrassonografia Fetal , Amniocentese: 
Dosagem e alfa- fetoproteina (14º-16º IG) 
PÓS-NATAL: Achados Clínicos 
 
 
QUADRO CLINICO: DÉFICIT MOTOR E 
SENSORIAL 
• Paralisia flácida- hipotonia 
• Fraqueza muscular 
• Diminuição ou abolição dos reflexos 
• Deformidades ortopédicas 
• Bexiga /intestino Neurogênicos 
• Hidrocefalia (80 a 90% casos) 
• Problemas de mobilidade e autocuidado 
• Atraso nas aquisições motoras 
• Distúrbio cognitivo (atenção, memória, 
comportamento) 
• Osteoporose 
• Úlceras de pressão 
• Obesidade 
• Baixa estatura 
• Alteração da função sexual 
 
PROBLEMAS ORTOPÉDICOS 
As deformidades podem ser congênitas ou adquiridas: 
• Escoliose /Cifose/ Hiperlordose 
• Luxação de quadril 
• Deformidade em flexão,abdução e RE do quadril 
• Deformidade em flexão de joelho 
•Pé equino, equino-varo, equino-valgo, calcâneo… 
DEFORMIDADES DO TRONCO: CIFOSE 
CONGÊNITA; ESCOLIOSE; HIPERLORDOSE 
LOMBAR 
 
DEFORMIDADES DOS MMII 
• QUADRIL : FLEXÃO, ABDUÇÃO E ROTAÇÃO 
EXTERNA;LUXAÇÃO OU SUBLUXAÇÃO 
• PÉS: EQUINO VARO; EQUINO; CALCÂNEO 
PLANO; CALCÂNEO VALGO 
PROBLEMAS NEUROLÓGICOS 
 HIDROCEFALIA 
➢ Presente em 85% a 90% das crianças 
➢ É o acumulo excessivo de LCR nos ventrículos 
cerebrais, resultando em dilatação ventricular 
progressiva. 
➢ Pode ocorrer no período pré-natal ou pós natal 
 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA HIDROCEFALIA 
• Rápido aumento do Perímetro cefálico; 
• Fontanela abaulada/separação de suturas; 
• Hipertensão intracranial; 
• Irritabilidade; 
• Sonolência excessiva; 
• Perda de apetite e vômito frequente; 
• Diminuição do rendimento escolar. 
• Choro constante e agudo 
• Crises convulsivas 
• Cefaleia 
• Opistótono 
• Olhar em sol poente 
 
PROBLEMAS NEUROLÓGICOS 
2. MALFORMAÇÃO DE ARNOLD CHIARI 
Está presente em quase todas as crianças com 
mielomeningocele Principal causa de Hidrocefalia 
Deslocamento do vérmis e hemisférios cerebelares, 
juntamente com ponte, bulbo e 4º ventrículo em direção 
ao canal espinhal superior. 
 
 
 
 MEDULA PRESA (ANCORADA) 
A medula espinal normal encontra-se solta dentro do 
canal vertebral, envolvida pelo LCR.Quando a medula 
apresenta uma aderência, ela fica presa, susceptível a 
lesões por micro impactos. 
MEDULA PRESA (ANCORADA) Caracteriza-se pela 
fixação do filo terminal da medula na dura-máter, 
causando um estiramento mecânico da medula que 
gera déficit neurológico progressivo conforme a criança 
cresce .Apresentação clinica ocorre entre 2 -8 anos 
Segundo pico entre 10-12 anos. 
 
BEXIGA NEUROGÊNICA 
90% dos casos • Lesão tóraco lombar- bexiga reflexa 
(arcos reflexos mantidos) • Lesão sacral – flácida- leva a 
incontinência urinária, infecções de repetição, refluxo 
vesicouretral, pielonefrite. 
NÍVEL NEUROLÓGICO DA LESÃO 
O déficit motor e sensitivo variam de acordo com o nível 
e a extensão da lesão • Nas crianças acima de 5 anos os 
níveis tanto motor quanto sensitivo podem ser 
determinados com mais precisão. 
O déficit motor e sensitivo variam de acordo com o nível 
e a extensão da lesão 
 
PROGNÓSTICO DE MARCHA 
• A função motora presente é o fator 
mais importante para predizer um 
prognóstico de marcha. 
• Fatores que influenciam no prognóstico 
de marcha: 
• Idade 
• Peso corporal 
• Nível sensitivo 
• Deformidades 
• Função dos MMSS 
• Cognição 
• Equilíbrio na posição sentada 
 
NÍVEL MOTOR TEM ÍNTIMA RELAÇÃO COM O 
PROGNÓSTICO DE MARCHA 
✓ Deambulação dependerá: 
✓ Níveis medulares preservados 
✓ Nível Intelectual 
✓ Deformidades 
✓ Peso 
✓ Motivação 
✓ Condições socioeconômicas 
✓ Suporte Terapêutico e familiar 
PROGNÓSTICO DE MARCHA 
 A função motora presente é o fator mais importante 
para predizer um prognóstico de marcha. Fatores que 
influenciam no prognóstico de marcha: 
➢ Idade 
➢ Peso corporal 
➢ Nível sensitivo 
➢ Deformidades 
➢ Função dos MMSS 
➢ Cognição 
➢ Equilíbrio na posição sentada 
 
Bom prognóstico de marcha: 
• Bom equilíbrio de gato na posição gato e joelho; 
• Força de glúteo médio e máximo maior ou igual a 3 
NÍVEL NEUROLÓGICO E PROGNÓSTICO DE 
MARCHA 
❖ Torácica: ausência de deambulação, pois não 
apresenta movimentação ativa nos quadris ou 
abaixo destes. 
❖ Lombar alto (L1-L3): Força flexora e adutora do 
quadril; extensão do joelho. Necessita de órtese 
longa para deambulação. 
 
 
 
 
 
❖ Lombar baixo (L4-L5): psoas; adutores; 
quadríceps; flexores mediais do joelho; 
tibial anterior; glúteo médio. 
Prognóstico de marcha BOM 
❖ Sacral: Músculos presentes 
Deambulador comunitário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA 
MIELOMENINGOCELE 
Inspeção Geral (trofismo, pele e cicatriz) • Tônus• Força 
muscular (nível neuroógico) • ADM • Função sensorial • 
Reflexos • Padrões motores • Reações posturais • 
Marcha • AVDs: alimentação, higiene, vestuário, 
transferência, meiode locomoção 
ATIVIDADE E PARTICIPAÇÃO 
• Mobilidade: autotranferências, mover-se, andar e se 
deslocar, mudar e manter a posição do corpo 
• Autocuidado: vestir-se, lavar-se, comer, beber, etc 
 
 
 
 
 
 
OBJETIVO 
❖ Orientar a família quanto à patologia e 
programa de tratamento 
• Prevenir instalação/aumento de 
deformidades articulares; 
• Prevenir úlceras de pressão 
• Fortalecer MMSS e músculos 
remanescentes dos MMII; 
• Minimizar efeitos da osteoporose; 
• Estimular a função dos membros 
superiores 
• Estimular o desenvolvimento sensório-
motor normal 
• Estimular o desenvolvimento 
neuropsicomotor; 
• Indicar órteses para posicionamento, 
ortostatismo e/ou marcha; 
• Incentivar um meio de locomoção 
eficiente para a criança 
• Promover independência nas 
habilidades de cuidados pessoais 
 
 
TRATAMENTO 
• Mobilização passiva MMII; 
• Estimulação do DNPM; 
• Fortalecimento abdominais; 
• Estimulação função manual; 
• FA; 
• Treino de ortostatismo/marcha; 
• Mobilidade no caster/ CR; 
• Treino de AVD´s (TOT); 
• Indicação de órteses

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