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231 938. (UEMG/2012) Progresso Americano(1872) Esta pintura (cerca 1872) de John Gast chamada Pro- gresso Americano é uma representação alegórica do Destino Manifesto. Na cena, uma mulher angelical, al- gumas vezes identificada como Colúmbia, (uma perso- nificação dos Estados Unidos do século XIX) carre- gando a luz da “civilização” juntamente a colonizadores americanos, prendendo cabos de telégrafo por onde passa. Há também Índios Americanos e animais selva- gens do oeste “oficialmente” sendo afugentados pela personagem. Fonte: wikipedia. Acesso em 26/7/ 2011. Marque a alternativa que identifica e justifica CORRE- TAMENTE a ideologia veiculada pela pintura de John Gast, acima. a) Liberalismo, pois suas imagens e alegorias apontam para a defesa da liberdade de comércio entre o Leste e o Oeste, eliminando as barreiras econômicas, como as das culturas indígenas. b) Socialismo, pois as ondas migratórias, formadas por mi- grantes associados em sindicatos operários, estimulavam a propagação de ideias coletivistas que defendiam a proprie- dade comunitária. c) Imperialismo, pois as conquistas da modernidade seriam transmitidas aos povos menos desenvolvidos do interior da América do Norte, eliminando as formas de vida bárbaras, que impediam o processo civilizatório. d) Nacionalismo, pois as etnias do Norte desenvolvido e in- dustrializado pretendiam acabar com a escravidão do Sul e Sudeste, atados ao modelo agrário e exportador. 939. (UFU MG/2012) Acreditamos que a escravidão é um pecado – onde quer que seja, sempre um pecado – pe- cado em si, pecado na natureza que a cria. Pecado por- que ela converte pessoas em coisas, faz dos homens propriedade, mercantilizando a imagem de Deus. Em outras palavras, porque a escravidão detém e usa os homens como meros meios para concretizar seus fins, aniquilando a distinção sagrada e eterna entre a pessoa e a coisa – uma distinção proclamada como axioma de toda consciência humana – uma distinção criada por Deus... Declaration of Sentiment, in The Liberator, vol 5, n. 20, Boston, USA, maio 16, 1835. (adaptado) O texto acima, veiculado no jornal The Liberator, traz um argumento antiescravista da primeira metade do sé- culo XIX que representa a) a presença da religião na política estadunidense, que se pretende virtuosa. b) o crescimento do movimento antiescravista que se pro- pagava no sul do país. c) a defesa do abolicionismo no período posterior à Guerra de Secessão. d) o consenso nacional a respeito do atraso econômico im- posto pela escravidão. 940. (PUC SP/2011) A expansão dos Estados Unidos em direção ao oeste, na primeira metade do século XIX, en- volveu, entre outros fatores, a a) intervenção norte-americana na guerra de independência do México, da América Central e de Cuba. b) anexação militar do Alasca, resultado de longo conflito armado com a Rússia. c) Guerra de Secessão, que opôs os escravistas dos esta- dos do sul aos abolicionistas do norte. d) implantação de um sistema legal rigoroso nas áreas ocu- padas, evitando conflitos armados na região. e) remoção indígena, transferindo comunidades indígenas que viviam a leste do rio Mississipi para outras regiões. 941. (UNESP SP/2017) Dado que o Presidente eleito Do- nald Trump articulou uma visão coerente dos assuntos externos, parece que os Estados Unidos devem rejeitar a maioria das políticas do período pós-1945. Para Trump, a OTAN é um mau negócio, a corrida nuclear é algo bom, o presidente russo Vladimir Putin é um co- lega admirável, os grandes negócios vantajosos ape- nas para nós, norte-americanos, devem substituir o li- vre-comércio. Com seu estilo peculiar, Trump está forçando uma per- gunta que, provavelmente, deveria ter sido levantada há 25 anos: os Estados Unidos devem ser uma potência global, que mantenha a ordem mundial – inclusive com o uso de armas, o que Theodore Roosevelt chamou, como todos sabem, de Big Stick? Curiosamente, a morte da União Soviética e o fim da Guerra Fria não provocaram imediatamente esse de- bate. Na década de 1990, manter um papel de liderança global para os Estados Unidos parecia barato – afinal, outras nações pagaram pela Guerra do Golfo Pérsico de 1991. Nesse conflito e nas sucessivas intervenções norte-americanas na antiga Iugoslávia, os custos e as perdas foram baixos. Então, no início dos anos 2000, os americanos foram compreensivelmente absorvidos pe- las consequências do 11 de setembro e pelas guerras e ataques terroristas que se seguiram. Agora, para me- lhor ou para pior, o debate está nas nossas mãos. (Eliot Cohen. “Should the U.S. still carry a ‘big stick’?”. www.latimes.com, 18.01.2017. Adaptado.) A chamada “política do Big Stick”, desenvolvida pelo presidente norte-americano Theodore Roosevelt, mani- festou-se por meio a) do respeito ao princípio da autonomia e da independên- cia dos povos nativos do continente americano. b) dos estímulos financeiros à recuperação econômica dos países latino-americanos, após a depressão econômica de 1929. c) das contínuas intervenções diretas e indiretas em assun- tos internos dos países latino-americanos. d) da elevação das taxas alfandegárias na entrada de mer- cadorias europeias nos Estados Unidos, após a crise de 1929. e) da repressão às manifestações por direitos civis nos Es- tados Unidos da década de 1960. 232 942. (ACAFE SC/2016) Acerca dos processos eleitorais nos EUA e os presidentes desse país desde a Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar, exceto: a) A atual corrida presidencial já lançou várias polêmicas, em especial pelo caráter conservador e xenófobo de Donald Trump, o candidato republicano. b) Democratas e Republicanos são legalmente os dois úni- cos partidos do país. A lei de corte de 1956 exige que um partido só possa participar de eleições se tiver pelo menos 10% de representação no Congresso. Isso eliminou os par- tidos menos expressivos. c) A postura dos republicanos na Casa Branca tem sido marcada por uma postura mais intervencionista e militar, como nas gestões de Ronald Reagan e George Walker Bush. d) O partido democrata de maneira geral é visto como maior defensor de políticas sociais e projetos educacionais que são criticados por seus opositores. 943. (CEFET MG/2015) Entre 1920 e 1933, a produção, transporte e venda de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos foi proibida. Sobre a Lei Seca, NÃO é correto afirmar que a) desestabilizou o mercado consolidado de jogos de azar. b) resultou do caráter moralizante do american way of life. c) estimulou a formação de máfias especializadas no con- trabando. d) fomentou a criação de mecanismos estatais de controle da criminalidade. 944. (Fac. Direito de Franca SP/2015) “O que houve com o messias? Aquele por quem os americanos dançaram nas ruas entoando 'sim, nós podemos' naquela memo- rável noite da eleição há meros seis anos? Aquele cujo nome esteve em cada boca europeia. (...) Agora, que nos aproximamos das eleições de meio de mandato para o Congresso, no dia 4 [de novembro], seis anos depois da eleição de Barack Obama, candidatos demo- cratas não querem ser vistos com ele.” Timothy Garton Ash. “EUA inverteram escolha certa”. O Estado de S. Paulo, 15.10.2014, p. A16. Entre os motivos da diminuição do prestígio de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, podemos citar a) os ataques terroristas ao World Trade Center, que provo- caram medo e insegurança na população norteamericana. b) a invasão do Iraque por tropas norte-americanas e a perda do apoio político e diplomático britânico. c) o fracasso de seu programa de ampliação da assistência à saúde, que foi seguidamente rejeitado pelo Congresso americano. d) as dificuldades provocadas pela crise financeira interna- cional e as muitas críticas à política externa de seu governo. e) a estagnação da economia norte-americana, que não tem períodos de crescimento desde o início de seu governo. 945. (FPS PE/2014) O crescimento dos Estados Unidosprovocou redefinições na ordem internacional. Como grande potência e dona de armas poderosas, os Esta- dos Unidos: a) conseguiram êxito indiscutível nas guerras de que parti- ciparam no século XX. b) superaram todas as crises econômicas com soberania na ONU e sem o uso da violência interna. c) firmaram alianças diplomáticas importantes, impondo o capitalismo em toda a região europeia. d) intimidaram os seus adversários políticos e expandiram seu imperialismo sem dificuldades. e) afirmaram sua pressão política, acumulando riquezas, sem, contudo, deixar de sofrer sérias ameaças. 946. (Fac. Direito de Sorocaba SP/2014) Há 50 anos, na Marcha sobre Washington, o pastor protestante Martin Luther King Jr. proferiu seu mais famoso discurso, I have a dream (Eu tenho um sonho). Esse norte-ameri- cano e seu sonho estão relacionados a) à mobilização violenta e radical contra a segregação ra- cial. b) à defesa da pluralidade religiosa nos Estados Unidos. c) ao apoio à política norte-americana na Guerra do Vietnã. d) à luta de libertação de Mandela, líder anti-apartheid. e) ao movimento pacífico pelos direitos civis dos negros. 947. (FGV/2014) Em 1964, o pugilista Cassius Clay, aos 22 anos, conquistou o título mundial de pesos-pesados. Nesse mesmo ano, alterou seu nome para Muhammad Ali e converteu-se à religião muçulmana. Em 1967, foi condenado à prisão por ter se recusado a lutar na Guerra do Vietnã. Com isso, foi destituído do título mundial que voltaria a ganhar novamente em 1974 e em 1978. O momento da História dos Estados Unidos, com o qual se entrelaça a biografia de Muhammad Ali, caracteri- zou-se por a) fortes contestações contra a política externa norte-ame- ricana e de afirmação dos direitos civis. b) intensas movimentações políticas em torno do impeach- ment do presidente Kennedy. c) graves conflitos entre os sindicatos e os órgãos de re- pressão política norte-americanos. d) aguda repressão às ações da Máfia e de outras facções do crime organizado. e) perseguições a grupos de extrema direita infiltrados entre os ativistas dos movimentos negros. 948. (UDESC SC/2014) Leia o trecho do discurso abaixo, proferido em 28 de agosto de 1963, em Washington, pelo pastor Martin Luther King. "Cem anos atrás um grande americano, em cuja sombra simbólica nos encontramos hoje, assinou a proclama- ção da emancipação [dos escravos]. [...] Mas, cem anos mais tarde, o negro ainda não está livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro ainda é duramente tolhida pelas algemas da segregação e os grilhões da discriminação. Cem anos mais tarde, o negro habita uma ilha solitária de pobreza, em meio ao vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o negro continua a mo- far nos cantos da sociedade americana, como exilado em sua própria terra. [...] Jamais estaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos desprezíveis horrores da brutalidade policial. [...] Jamais estaremos satisfei- tos enquanto nossas crianças tiverem suas individuali- dades e dignidades roubadas por cartazes que dizem 'exclusivo para brancos'. Jamais estaremos satisfeitos enquanto um negro no Mississippi não puder votar e um negro em Nova York acreditar que não tem nada em 233 que votar. Digo a vocês hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades de hoje e de amanhã, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Tenho um sonho de que um dia esta nação se erguerá e corresponderá em realidade o verdadeiro significado de seu credo: 'Consideramos essas verda- des manifestas: que todos os homens são criados iguais'.” Disponível em: . Analise as proposições em relação ao texto e ao con- texto da época. I. Martin Luther King foi líder do movimento contra a se- gregação racial nos Estados Unidos da América, nos anos 60. Foi assassinado em 1968 em decorrência de sua atuação na luta pelos direitos civis dos negros. II. A partir do trecho do discurso, acima, pode-se con- cluir que a sociedade norte-americana era marcada por profundas diferenças entre os brancos e os negros, e que os negros, em todos os estados dos EUA, não ti- nham o direito ao voto. III. Ao dizer que seu sonho “É um sonho profundamente enraizado no sonho americano” Martin Luther King es- tava se referindo ao princípio de igualdade que consta na Constituição dos Estados Unidos da América. IV. Nos EUA, durante a década de 1960, existiam dife- renças na legislação no que se referia aos direitos civis e políticos dos habitantes que eram descendentes de africanos, o que motivou os movimentos liderados por Martin Luther King. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 949. (UEG GO/2014) LEIFER, Neil. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2013. A foto reproduzida acima registra o pódio da prova dos 200 metros de atletismo nas Olimpíadas do México, em 1968. O gesto peculiar dos atletas negros norte-ameri- canos Tommie Smith e John Carlos, abaixando a ca- beça e levantando o braço para o alto, representa a) uma crítica às teorias nazistas de superioridade racial que postulavam que os negros eram inferiores aos brancos arianos. b) uma saudação dos Panteras Negras, movimento que de- fendia uma resposta vigorosa dos negros contra a discrimi- nação racial. c) um gesto típico da religiosidade islâmica, que teve consi- derável número de adeptos entre os atletas negros norte- americanos. d) um ato de constrição religiosa, influenciada pelo paci- fismo disseminado pelas ideias de desobediência civil de Martin Luther King. 950. (UFAL/2014) O New Deal (Novo Acordo) foi o nome dado à série de programas implementados nos Estados Unidos entre 1933 e 1937, sob o governo do Presidente Franklin Delano Roosevelt, com o objetivo de recuperar e reformar a economia norte-americana, e assistir os prejudicados pela Grande Depressão. Disponível em: http://www.diario-universal.com. O princípio do New Deal se baseava no(a) a) flexibilização da jornada de trabalho e no incentivo a livre iniciativa. b) forte intervenção do Estado na economia e na realização de obras públicas. c) aumento da produção agrícola e aumento da jornada de trabalho. d) controle da produção industrial com a estatização de fá- bricas e lojas comerciais. e) liberação dos preços dos produtos básicos e na limitação da jornada de trabalho. 951. (ACAFE SC/2013) “A célebre frase do Presidente Wilson, ‘Eu me proponho a ensinar às Repúblicas da América do Sul a elegerem homens bons’, não impli- cava apenas a convicção de que os EUA possuíam um padrão de “bondade” política, mas também a disposi- ção de intervir nos países latino-americanos para asse- gurar uma identidade política aceitável a seus olhos.” MOURA, Gerson. EUA e América Latina. Acerca dessa clara intenção estadunidense e suas ações na América Latina, é correto afirmar, exceto: a) Um dos elementos centrais da atuação de uma potência em ascensão é buscar justificativas morais aceitáveis às suas ações. Essa é uma das grandes críticas à postura de Wilson e dos EUA na América Latina. b) Parte das intervenções armadas na América Central e Caribe também se destinava a garantir interesses privados de companhias estadunidenses na região. c) A Revolução Cubana, iniciada logo após o fim do domínio espanhol na ilha caribenha, foi uma das principais preocu- pações de Wilson que, naquele momento, iniciou o bloqueio que perdura até a atualidade. d) A autoimagemde exemplo para o mundo e a utilização da democracia como modelo a ser exportado auxiliou a re- ferendar muitas intervenções na América Latina. Para os críticos dessa postura, a democracia se conquista e não deve ser imposta com interferências externas.