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Conceitos em 
Biossegurança
Profa Camila Fonseca 
Alvarenga
Primeiro período
2021
Biossegurança
A biossegurança é uma área de conhecimento
definida pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) como:
“condição de segurança alcançada por um
conjunto de ações destinadas a prevenir,
controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às
atividades que possam comprometer a saúde
humana,animal e o meio ambiente”.
Reservatório Local com potencial número de germes.
Hospedeiro 
É um organismo que abriga outro em seu interior
ou o carrega sobre si, seja este um parasito, um
comensal ou um mutualista. A palavra deriva do
latím hospitator, significando visita, hóspede.
Colonização
Crescimento e multiplicação de um
microrganismo em superfícies epiteliais do
hospedeiro, sem expressão clínica ou
imunológica.
Ex.: Microbiota humana normal.
Infecção 
Danos decorrentes da invasão, multiplicação e
ação de produtos tóxicos de agentes infecciosos
no hospedeiro, ocorrendo interação
imunológica.
Portador 
Indivíduo que alberga um microrganismo
especifico, sem apresentar quadro clínico
atribuindo ao agente e que serve como fonte
potencial de infecção.
Virulência 
É a capacidade de um bioagente produzir casos
graves ou fatais. Relaciona-se com a produção de
toxinas e à sua capacidade de multiplicação no
organismo parasitado.
Patogenicidade
É a capacidade de o agente infeccioso, uma vez
instalado no organismo do homem ou de outros
animais, produzir sintomas em maior ou menor
proporção dentre os hospedeiros infectados.
Microbiota 
transitória
Compreende microrganismo Gram (+) e Gram (-)
adquiridos por contato direto com o meio
ambiente, contaminam a pele temporariamente,
pois não estão aderidos aos receptores cutâneos
e não são considerados colonizantes. Estes
microrganismos podem ser facilmente
removidos com o uso de água e sabão ou
degermante.
Microbiota 
permanente 
residente 
ou 
indígena
É composta mais comumente por
microrganismos Gram (+) que aderem aos
receptores cutâneos, permanecendo na pele por
longo período de tempo. São de difícil remoção
mecânica.
Infecção 
hospitalar
• Adquirida após a admissão do paciente
• Se manifesta durante a internação ou após a alta e que
pode ser relacionada com a internação ou procedimentos
hospitalares
• Pode ser manifestada
• Após 72 horas da internação, quando não se conhece o
período de incubação do germe ou não houver evidencia
clinica e/ou laboratorial de infecção no momento da
admissão;
• Antes de 72 horas da internação, quando associada a
procedimentos diagnósticos e/ou terapêutico realizados
depois da internação;
• Infecção surgida na mesma topografia em que foi
diagnosticada infecção comunitária, quando for isolado um
germe diferente e houver agravamento das condições
clínicas do paciente ou no recém nascido, com exceção
das congênitas e da mãe com bolsa rota
Infecções hospitalares mais 
frequentes
• Urinárias, em torno de (40%), 
• Sepses (10%),
• Cirúrgicas (25%) 
• Pneumonias (10%). 
• As outras infecções correspondem a uma proporção de 15%. Este percentual poderá 
variar de acordo com as características das instituições. 
Taxa de 
mortalidade 
por infecção 
hospitalar
Mantém-se estável há décadas. 
A média é de 45.ooo óbitos/ano 
em cerca de doze milhões de 
internações hospitalares. 
De acordo com o CBC, o custo 
desses trágicos índices é altíssimo: 
cerca de R$ 10 bilhões anuais.
Fonte de 
infecção
Pessoas: 
funcionários, 
visitantes e 
clientes.
Fômites: são 
objetos 
inanimados 
(material e 
equipamentos 
médicos)
Alimentos Animais 
artrópodes
Infecções 
relacionadas 
a assistência 
em saúde
IRAS
• Novas modalidades de tratamento e meios
diagnósticos, tempo de internação reduzido
• Hospitais-dia
• Home care
• Infecções continuam ocorrendo fora do
ambiente hospitalar, relacionadas aos
procedimentos que a equipe de saúde
oferecem;
• Comunidade científica: Infecções relacionadas
à Assistência em Saúde
Controle de 
infecção
Recursos materiais e protocolos que agrupam
recomendações para prevenção, vigilância,
diagnóstico tratamento de infecções visando a
segurança da equipe de saúde e dos pacientes.
Medidas de 
precaução
• PRECAUÇÃO PADRÃO
• PRECAUÇÃO BASEADA NA TRANSMISSÃO
EPI
Paramentação
PAREI AQUI
DESINFECÇÃO
HIGIENIZAÇÃO
SANITIZAÇÃO
Processos físicos ou químicos que eliminam a maioria dos microrganismos
patogênicos ou não de artigos e superfícies, com exceção de esporos
bacterianos
Desinfecção 
• Baixo Nível: são destruídas as bactérias em forma
vegetativa, alguns vírus e alguns fungos. O
Mycobacterium tuberculosis, os esporos bacterianos,o
vírus da Hepatite B (HBV) e os vírus lentos sobrevivem.
• Médio Nível: além dos microrganismos destruídos na
desinfecção de baixo nível são atingidos o
Mycobacterium tuberculosis, a maioria dos vírus
(inclusive o HBV) e a maioria dos fungos. Ainda
sobrevivem os Mycobacterium intracelulare, os esporos
bacterianos e os vírus lentos.
• Alto Nível: resistem apenas alguns tipos de esporos
bacterianos mais resistentes e os vírus lentos.
Descontaminação 
• Não é sinônimo de desinfecção;
• Compreende desde a limpeza à desinfecção ou esterilização.
Antissepsia 
É o conjunto de medidas propostas para inibir o
crescimento de microrganismos ou removê-los
em tecido vivo. Na assistência a saúde os mais
utilizados são álcool etílico, gluconato de
clorhexidina e os compostos de iodo. Os anti-
sépticos escolhidos por determinado Serviço de
Controle de Infecção Hospitalar devem ser
aceitos pela Secretária de Medicamentos da
Secretária Nacional de Vigilância Sanitária do
Ministério da Saúde (DIMED) e a SCCIH deve ser
consultada antes da aquisição de qualquer um
desses produtos.
Degermação
Vem do inglês degermation, ou desinquimação,
e significa a diminuição do número de
microrganismos patogênicos ou não, após a
escovação da pele com água e sabão. Por
exemplo, a degermação das mãos é uma
conduta de baixo custo e extremamente
relevante no contexto da prevenção da infecção
hospitalar.
Assepsia
É o conjunto de medidas que utilizamos para
impedir a penetração de microrganismos num
ambiente que logicamente não os têm, logo um
ambiente asséptico é aquele que esta livre de
infecção.
Esterilização 
É o processo que promove completa eliminação
ou destruição de todas as formas de
microrganismos presentes: vírus, bactérias,
fungos, protozoários, esporos, para um aceitável
nível de segurança. O processo de esterilização
pode ser físico (vapor saturado/autoclaves, calor
seco e raios gama/cobalto), químico
(glutaraldeído, formaldeído e ácido peracético) e
físico-químico (esterilizadoras a óxido de etileno
(ETO), plasma de peróxido de hidrogênio,
plasma de gases: vapor de ácido peracético e
peróxido de hidrogênio; oxigênio, hidrogênio e
gás argônio e vapor de formaldeído)
Microrganismos 
resistentes aos 
antimicrobianos
MDR (“Multidrug-resistant”) é quando as 
bactérias são resistentes a um ou mais 
antimicrobiano de duas ou mais categorias 
testadas.
XDR (“Extensively drug-resistant”)
é quando os microrganismos são resistentes 
a um ou mais antimicrobiano em quase todas 
categorias (exceto uma ou duas).
PDR (“Pandrug-resistant”) é quando há 
resistência a todos os agentes 
antimicrobianos testados.
REPROCESSAMENTO 
DOS ARTIGOS 
ODONTOLÓGICOS
ARTIGO'SUJO'
'
'
EXPOSIÇÃO'AO'AGENTE'DE'LIMPEZA'
'
'
ENXAGUE'
'
'
SECAGEM'
'
'
BARREIRA'FÍSICA'(GUICHÊ'OU'SIMILAR)'
'
'
INSPEÇÃO'VISUAL'
'
'
PREPARO'E'EMBALAGEM'
'
'
DESINFECÇÃO/ESTERILIZAÇÃO'
'
'
ARMAZENAMENTO'
! O USO DE 
EPI :DURANTE O 
REPROCESSAMENTO, A 
SUJIDADE OU MATÉRIA 
ORGÂNICA PRESENTE 
NÃO SE TORNE UM RISCO 
PARA A PESSOA QUE O 
MANUSEIA.

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