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ESCOLIOSE Daniela Soares; Paloma Trigueiro; Maiza Cezar; Mararrubia Diniz; Maria Conceição INTRODUÇÃO À PATOLOGIA A escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, caracterizada por uma curvatura lateral que ultrapassa 10 graus, acompanhada por rotação das vértebras. O QUE É? GRAUS DA ESCOLIOSE fonte: https://www.alissonteles.com.br/escoliose-idiopatica-do-adolescente SINAIS E SINTOMAS A escoliose pode se manifestar de maneiras diversas, dependendo da gravidade e do tipo da curvatura, além da idade do paciente. Os sinais e sintomas podem variar de leves a severos, e muitas vezes, em estágios iniciais, a condição pode ser assintomática. SINAIS FÍSICOS Podendo apresentar-se em forma de “C” única curva ou “S” dupla curva CURVATURA LATERAL VISÍVEL DA COLUNA VERTEBRAL Um ombro pode estar mais elevado que o outro. OMBROS ASSIMÉTRICOS ·Um lado do quadril pode parecer mais alto ou mais projetado. DESNÍVEL DA CINTURA SINAIS FÍSICOS ·a cabeça pode não estar centralizada em relação ao tronco. DESALINHAMENTO DA CABEÇA ASSIMETRIA NAS COSTELAS OU ESCÁPULAS ·em alguns casos, uma perna pode parecer mais curta que a outra. DIFERENÇA NO COMPRIMENTO DAS PERNAS SINAIS CLÍNICOS especialmente em escoliose adulta ou degenerativa. DORES NAS COSTAS em casos graves de escoliose, a deformidade torácica pode reduzir a capacidade pulmonar, dificultando a respiração. DIFICULDADE RESPIRATÓRIA a musculatura ao redor da coluna pode se tornar fatigada facilmente devido ao esforço adicional para manter o equilíbrio postural. FADIGA MUSCULAR SINAIS CLÍNICOS pacientes podem sentir limitação na mobilidade da coluna, com dificuldade em inclinar-se ou torcer o tronco. RESTRIÇÃO DE MOVIMENTOS DIAGNÓSTICO O diagnóstico da escoliose envolve uma combinação de avaliação clínica e exames de imagem para confirmar a presença e a gravidade da curvatura vertebral. EXAMES CLÍNICOS O paciente é solicitado a inclinar-se para frente, com os braços estendidos. TESTE DE ADAMS Esse exame ajuda a distinguir entre escoliose verdadeira e escoliose compensatória. MEDIÇÃO DO COMPRIMENTO DAS PERNAS O médico ou fisioterapeuta avalia o alinhamento dos ombros, quadris, e coluna, verificando possíveis assimetrias no corpo. A palpação pode ser feita para sentir a curvatura da coluna e qualquer sensibilidade ou dor associada. INSPEÇÃO VISUAL E PALPAÇÃO EXAMES DE IMAGEM A imagem é feita em pé, e permite a visualização da curvatura da coluna em diferentes planos (coronal e sagital). RADIOGRAFIA DA COLUNA VERTEBRAL (RAIO-X) A RM ajuda a visualizar a medula espinhal, nervos e tecidos moles, e pode detectar anormalidades que não são visíveis no raio-X, como tumores ou alterações estruturais. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (RM) Ela oferece uma visão mais detalhada da anatomia da coluna e estruturas adjacentes. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA (TC) EXAMES DE IMAGEM Em pacientes adultos com escoliose, especialmente mulheres pós-menopáusicas, a densitometria óssea pode ser solicitada para verificar a presença de osteoporose, uma condição que pode agravar a escoliose degenerativa. EXAMES DE DENSITOMETRIA ÓSSEA TRATAMENTO CLÍNICO TRATAMENTOS MÉDICOS E FARMACOLÓGICOS Quando falamos em tratamento, devemos considerar que o mesmo vai variar conforme a idade do paciente, a gravidade da curvatura, a progressão da doença e o tipo de escoliose (idiopática, neuromuscular ou congênita). TRATAMENTO MAIS CONSERVADOR O objetivo é monitorar a evolução da curvatura. OBSERVAÇÃO E MONITORAMENTO Sobre o tratamento fisioterapêutico falaremos um pouco mais a frente. FISIOTERAPIA E EXERCÍCIOS FISIOTERAPÊUTICOS ESPECÍFICOS PARA ESCOLIOSE Em casos de escoliose moderada (curvaturas entre 20-40 graus) em pacientes em fase de crescimento, o uso de coletes ortopédicos pode ser recomendado para impedir a progressão da curvatura. USO DE COLETES (ORTOTERAPIA) TRATAMENTO FARMACOLÓGICO Anti-inflamatórios; Analgésicos; Relaxantes musculares; Anticonvulsivantes; Opioides. ALGUNS TIPOS DE MEDICAMENTOS UTILIZADOS: TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Prevenir a progressão da curvatura; Corrigir assimetrias posturais; Fortalecer a musculatura estabilizadora; Melhorar a função respiratória; Aliviar a dor e desconforto; Recuperar a mobilidade e flexibilidade. PRINCIPAIS OBJETIVOS RECURSOS TERAPÊUTICOS Exercícios de Correção Postural (Método Schroth); Mobilizações Articulares; Cinesioterapia; Hidroterapia; Eletroterapia; Exercícios de Alongamento com Faixas Elásticas; Treinamento Respiratório; Estabilização Segmentar. Plano de Tratamento Objetivos: Alívio da dor e estabilização inicial da coluna. Intervenções: ·Eletroterapia (TENS ou ultrassom) para controle de dor. ·Alongamento leve e mobilizações articulares na maca. ·Exercícios posturais iniciais com bola suíça e faixas elásticas. CURTO PRAZO Plano de Tratamento Objetivos: Recuperação funcional, fortalecimento muscular e melhoria da qualidade de vida. Intervenções: ·Progressão dos exercícios de fortalecimento muscular, com foco no core e na musculatura paravertebral. ·Aumento da intensidade dos exercícios de correção postural e de respiração. ·Mobilizações articulares mais profundas e técnicas manuais de reequilíbrio muscular. ·Exercícios específicos para corrigir as assimetrias posturais, como o método Schroth. MÉDIO PRAZO Plano de Tratamento Objetivos: Manutenção dos resultados obtidos e prevenção de recidivas. Intervenções: ·Realização contínua de exercícios posturais e de fortalecimento muscular em casa. ·Reavaliação periódica com o fisioterapeuta para ajustes no plano de tratamento. ·Manutenção do treinamento respiratório e da flexibilidade. ·Educação postural e ergonomia para evitar posturas inadequadas no dia a dia. LONGO PRAZO DISCUSSÃO DE ARTIGO CIENTÍFICO INFORMAÇÕES 2022 ANO DE PUBLICAÇÃO: The Effects of Short- and Long-Term Spinal Brace Use with and without Exercise on Spine, Balance, and Gait in Adolescents with Idiopathic Scoliosis Os efeitos do uso de colete espinhal de curto e longo prazo com e sem exercícios na coluna, equilíbrio e marcha em adolescentes com escoliose idiopática TÍTULO: OBJETIVO DO ESTUDO O estudo teve como objetivo investigar o impacto do uso de colete ortopédico espinhal combinado com fisioterapia específica no tratamento de adolescentes com escoliose idiopática, avaliando a correção do ângulo de Cobb, a postura, o equilíbrio corporal e a distribuição da carga plantar durante a marcha. Estudo clínico prospectivo com abordagem quantitativa, utilizando medidas repetidas para avaliar o impacto da intervenção ao longo do tempo. TIPO DE ESTUDO Instituto especializado em reabilitação de escoliose, localizado em São Paulo, Brasil. LOCAL DE REALIZAÇÃO Adolescentes com escoliose idiopática confirmada clinicamente. Critérios de Inclusão: Adolescentes com diagnóstico confirmado de escoliose idiopática, ângulo de Cobb superior a 30 e 45° e maturidade esquelética de Risser ≤ 3. Critérios de Exclusão: Pacientes com escoliose congênita, escoliose secundária a outras patologias, deficiência mental, cirurgias prévias ou incapacidade de realizar o programa de exercícios. Tamanho da Amostra: 45 adolescentes com idades entre 10 e 17 anos. POPULAÇÃO-ALVO: Os adolescentes foram avaliados em três momentos: T0 (Basal): Antes do tratamento. T1 (Curto prazo): Após 24 horas de uso do colete espinhal. T6 (Longo prazo): Após seis meses de uso contínuo do colete, combinado com exercícios de fisioterapia. METODOLOGIA: Tabela com exemplo de um dos exercícios utilizados: Imagens; Avaliações Posturais; Exames Físicos; Questionários. TÉCNICA DE COLETA DE DADOS: ·Após 24 horas de uso do colete (T1), houve uma redução média de 12° no ângulo de Cobb. ·Após seis meses (T6), a correção foi mantida, com uma média de redução de 5,3°, comprovando a eficácia do tratamento prolongado. CORREÇÃO DO ÂNGULO DE COBB: RESULTADOS MAIS RELEVANTESRESULTADOS MAIS RELEVANTES ·Houve um aumento significativo no controle de equilíbrio, tanto anteroposterior quanto mediolateral, indicando melhor estabilidade postural. MELHORA NO EQUILÍBRIO CORPORAL: RESULTADOS MAIS RELEVANTES ·A pressão no retropé aumentou, e a pressão de pico no médio e antepé diminuiu após seis meses de uso do colete combinado com fisioterapia, favorecendo uma melhor distribuição de carga durante a marcha. DISTRIBUIÇÃO DA CARGA PLANTAR: RESULTADOS MAIS RELEVANTES Os resultados mostram que o tratamento combinado de colete ortopédico e fisioterapia foi eficaz na redução do ângulo de Cobb e na melhoria da postura, do equilíbrio corporal e da distribuição da carga plantar. A redução da pressão plantar e o maior contato do retropé indicam que a intervenção melhorou a biomecânica da marcha, diminuindo o impacto nas estruturas da coluna. INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS O estudo demonstra a importância da abordagem multidisciplinar no tratamento da escoliose idiopática. A combinação de uso de órteses espinhais e exercícios de fisioterapia não apenas corrige a deformidade da coluna, mas também melhora a função geral e a qualidade de vida dos adolescentes. Além disso, a redução na progressão da curvatura sugere que essa abordagem pode diminuir a necessidade de intervenções cirúrgicas futuras. IMPACTO NA PRÁTICA CLÍNICA DA SILVA, Delson José et al. Tratamento farmacológico das distonias. KENDALL, F.P.; McCREARY, E.K.; PROVANCE, P.G.; RODGERS, M.M. et al. Músculos: Provas e Funções. 5. ed. São Paulo: Manole, 2007. MARQUES, Amélia Pasqual. Escoliose tratada com reeducação postural global. Fisioterapia e Pesquisa, v. 3, n. 1, p. 65-68, 1996. NIH. Idiopathic scoliosis and conservative treatment: review. PMC, 2022. Disponível em: https://ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9413676/. Acesso em: 24 set. 2024. NORONHA, Henrique. Manejo da dor associada à escoliose: dicas e tratamentos. Disponível em: https://henriquenoronha.com.br/manejo-da-dor-associada-a-escoliose-dicas-e- tratamentos/#:~:text=Dentre%20os%20rem%C3%A9dios%20desta%20categoria,Cataflam%C2 %AE%2C%20Voltaren%C2%AE. Acesso em: 24 set. 2024. REFERÊNCIAS https://ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9413676/ https://henriquenoronha.com.br/manejo-da-dor-associada-a-escoliose-dicas-e-tratamentos/#:~:text=Dentre%20os%20rem%C3%A9dios%20desta%20categoria,Cataflam%C2%AE%2C%20Voltaren%C2%AE https://henriquenoronha.com.br/manejo-da-dor-associada-a-escoliose-dicas-e-tratamentos/#:~:text=Dentre%20os%20rem%C3%A9dios%20desta%20categoria,Cataflam%C2%AE%2C%20Voltaren%C2%AE https://henriquenoronha.com.br/manejo-da-dor-associada-a-escoliose-dicas-e-tratamentos/#:~:text=Dentre%20os%20rem%C3%A9dios%20desta%20categoria,Cataflam%C2%AE%2C%20Voltaren%C2%AE PETRINI, Ana Claudia et al. Fisioterapia como método de tratamento conservador na escoliose: uma revisão. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente, v. 6, n. 2, p. 17-35, 2015. Disponível em: DA SILVA, Delson José et al. Tratamento farmacológico das distonias. KENDALL, F.P.; McCREARY, E.K.; PROVANCE, P.G.; RODGERS, M.M. et al. Músculos: Provas e Funções. 5. ed. São Paulo: Manole, 2007. MARQUES, Amélia Pasqual. Escoliose tratada com reeducação postural global. Fisioterapia e Pesquisa, v. 3, n. 1, p. 65-68, 1996. NIH. Idiopathic scoliosis and conservative treatment: review. PMC, 2022. Disponível em: https://ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9413676/. Acesso em: 24 set. 2024. NORONHA, Henrique. Manejo da dor associada à escoliose: dicas e tratamentos. Disponível em: https://henriquenoronha.com.br/manejo-da-dor-associada-a-escoliose-dicas-e- tratamentos/#:~:text=Dentre%20os%20rem%C3%A9dios%20desta%20categoria,Cataflam%C2 %AE%2C%20Voltaren%C2%AE. Acesso em: 24 set. 2024. REFERÊNCIAS https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394 https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/308/394