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ATIVIDADE PARA BLOCO DE ESTÁGIO EM ALIMENTAÇÃO COLETIVA Alunas RA BIANCA DE CARVALHO 2570116 JANAÍNA ARAÚJO 3310187 JHENIFER DE JESUS 2426293 LAILA VICTÓRIA SANTOS 2384461 MILENA DE JESUS 1187906 YASMIN MORAES 2400114 INVESTIGAÇÃO DE SURTOS DE DTA’s INSTRUÇÕES 1. Trabalho em grupo de 5-7 pessoas 2. Prazo para entrega do trabalho completo: 05.04.2024 3. Enviar trabalho para o email: estagio.ac.thiago@gmail.com 4. Padronizar o assunto do email: ATIV 03_DTA_Nomes dos integrantes OBJETIVOS Identificar a doença, o microrganismo causador e caracterizar a DTA (sintomas, mecanismo de patogenicidade, epidemiologia). Além disso, desenvolver medidas que deveriam ser tomadas para evitar esse surto. CASO 4 Um famoso restaurante de comida oriental (inclusive premiado com duas estrelas Michelin) precisou ser fechado por uma semana após 24 clientes e 21 funcionários adoecerem. Após o consumo do principal prato da casa que era o sushi, os comensais começaram a manifestar sintomas gastrointestinais como diarreia e vômitos entre 24 e 48 horas após a ingestão. Os sintomas regrediram em média entre 12-48 horas. As autoridades sanitárias identificaram um famoso vírus causador de DTA. O mesmo inclusive é considerado “o terror dos cruzeiros”. Na elaboração do trabalho considere os seguintes pontos: mailto:estagio.ac.thiago@gmail.com 1. Identificação do microrganismo causador da DTA. • Vírus Norwalk/Norovírus 2. Classifique a DTA como uma infecção ou intoxicação alimentar. Justifique com base nos sintomas e microrganismo proposto. • Infecção Sintomas: Diarreia e vômitos Tempo de incubação: Ocorreu entre 24h e 48h após o consumo do alimento. Tempo de duração dos sintomas: Regrediram entre 12 e 48horas. Microrganismo proposto: Norovirus, pois ele é associado a surtos de gastroenterite em ambientes fechados e com alto volume de pessoas como cruzeiros por exemplo. Geralmente os sintomas desse vírus ocorre diarreia, náuseas, vômitos o que se encaixa com o caso apresentado. 3. Características da DTA que ocasionou o surto alimentar (Sintomas, incidência, alimentos comuns). • - Os sintomas mais comuns são: febre, dores abdominais e de cabeça, diarreia e vômito comumente manifestada como diarreia branda, mas pode ocorrer de forma grave com intensificação dos sintomas (náusea e vômito), podendo levar a desidratação e morte. A mortalidade anual associada à gastroenterite tem sido estimada em quatro a seis milhões de pessoas. Os norovírus (NoV) são importantes agentes causadores de gastroenterite de origem alimentar, com surtos associados ao consumo de frutas, vegetais folhosos, moluscos bivalves(mexilhões e ostras) e alimentos de delicatessen (pães, massas, molhos, patês, compotas, conservas finas, queijos e frios). 4. Características do micro-organismo que ocasionou o surto alimentar (temperatura ótima, pH, Aa, principais locais encontrados). • O norovírus (gênero Norovirus, família Caliciviridae) faz parte de um grupo de vírus não envelopados, de cadeia simples de RNA, que pode causar doenças gastrintestinais em sereshumanos. O norovírus já foi chamado de “Norwalk vírus”, ao ser identificado como agente do surto de doença diarreica numa escola de Norwalk, Ohio, EUA, em 1968. Tem uma ótima estabilidade térmica podendo permanecer infeccioso em temperaturas de 0°C a 60°C pH: Entre 3 a 10 Pode sobreviver em condições mais ácidas como por exemplo, o estômago e em lugares mais alcalinos. Principais lugares mais encontrados: Alimentos contaminados, água contaminada, ambientes com bastante aglomeração (como cruzeiros), superfícies contaminadas (ex: cozinhas, banheiros, cruzeiros, hospitais) 5. Quais medidas podem ser tomadas para evitar o surto desse micro-organismo (propor medidas corretivas). • Reforço das práticas de higiene entre os funcionários, desinfecção rigorosa de superfícies e utensílios, controle rigoroso na preparação e manuseio de alimentos, treinamento adicional para a equipe sobre segurança alimentar. Reforço da Portaria CVS5: Art. 66. A água utilizada para o consumo direto ou no preparo dos alimentos deve ser proveniente de abastecimento público, sendo permitida a utilização de soluções alternativas, tais como água de poço, mina e outras fontes, após a licença de outorga de uso concedida pelo órgão competente. Deve ser tratada e a qualidade controlada por análise laboratorial na periodicidade determinada pela legislação específica vigente. As empresas operadoras do sistema alternativo (a concessionária da água e a transportadora) devem possuir cadastro junto ao órgão de vigilância sanitária competente. Os documentos de concessão da exploração do poço e os laudos laboratoriais devem estar à disposição da autoridade sanitária, sempre que solicitado. Art. 14. Os funcionários devem higienizar as mãos sempre que necessário e especialmente: ao chegar ao trabalho; utilizar os sanitários; tossir, espirrar ou assoar o nariz; usar esfregões, panos ou materiais de limpeza; fumar; recolher lixo e outros resíduos; tocar em sacarias, caixas, garrafas e sapatos; tocar em alimentos não higienizados ou crus; houver interrupção do serviço e iniciar um outro; pegar em dinheiro. Art. 96. Os estabelecimentos comerciais de alimentos e serviços de alimentação devem dispor de manual de Boas Práticas e de POP, que descrevam as práticas desenvolvidas no processo. Os documentos devem estar organizados, aprovados, datados e assinados pelo responsável, e acessíveis aos funcionários e à autoridade sanitária. No mínimo, devem existir POP para: I - higiene e saúde dos funcionários; II - capacitação dos funcionários em Boas Práticas com o conteúdo programático mínimo estabelecido no Art. 17; III - o controle de qualidade na recepção de mercadorias; IV - transporte de alimentos; V - higienização e manutenção das instalações, equipamentos e móveis; VI - higienização do reservatório e controle da potabilidade da água; VII - controle integrado de vetores e pragas urbanas. Sugestão com referência o livro que consta na biblioteca digital: FRANCO, B. D. G. M.; LANDGRAF, M. Microbiologia dos alimentos. São Paulo: Atheneu, 2008. GERMANO, P. M. L. & GERMANO, M.I.S. Higiene e vigilância sanitária de alimentos. 5. ed. São Paulo: Varela, 2014. BRINQUES, G. B. Microbiologia dos alimentos. 1° ed. Editora Pearson, 2016.