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LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR / GENÉTICA RT-PCR ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br RT-PCR A transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase (RT-PCR – reverse transcription polymerase chain reaction) é um método de biologia molecular utilizado desde o início da década de 1980. A partir de conhecimentos em virologia baseados em enzimas responsáveis pela replicação viral, os cientistas estudaram a atividade da enzima transcriptase reversa (RT – reverse transcriptase). Essa enzima consegue sintetizar uma fita da molécula de DNA, tendo como molde uma fita de RNA. Cabe lembrar que muitos vírus têm o genoma de RNA, como o HIV (vírus da imunodeficiência humana), o HCV (vírus da hepatite C), o coronavírus e o vírus da dengue, dentre outros (DANTAS JUNIOR, 2004). Utilizando a atividade dessa enzima, os vírus conseguem inserir seu material genético no DNA da célula hospedeira. Ou seja, para que isso ocorra, é necessária a síntese de um DNA complementar ao RNA viral. E é nessa etapa que a transcriptase reversa age. Sua importância é foco de investigações na farmacologia, visando ao desenvolvimento de drogas inibitórias da RT. Muitas já existem, fazendo parte, por exemplo, dos coquetéis antirretrovirais para tratamento da AIDS. Atualmente, a RT-PCR é amplamente utilizada nas ciências ômicas, ou seja, em uma análise global dos RNAs de uma determinada célula sob um certo estímulo. Essa parte da ciência é chamada de Transcriptoma, e nela se quantificam quais RNAs estão mais expressos e quais estão inibidos ou com quantidade diminuída. Pode-se analisar a expressão gênica em diferentes tecidos e entre organismos diferentes, assim como em ensaios com fármacos e outras terapias (NOLAN, 2006). Em um contexto mais atual de sua importância, pode-se dizer que, na pandemia de COVID-19, o RT-PCR em tempo real é um dos métodos de melhor utilização e confiabilidade para detectar o RNA viral no SARSCoV-2. mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR / GENÉTICA RT-PCR ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br As variações da técnica de PCR incluem a RT-PCR como método valioso para inúmeros fins científicos. O ensaio de RT-PCR permite que toda a análise após a amplificação tenha como origem uma molécula de RNA. Isso se torna importante para a detecção de infecções virais, assim como para a identificação e quantificação de RNAs mensageiros de um determinado tecido, fornecendo informações valiosas a respeito da expressão de um determinado gene (SANTOS, 2004). Sua utilização é ampla para verificar a expressão gênica, uma vez que analisa o RNA mensageiro responsável pela síntese de proteínas. A partir de certos estímulos, ou mesmo de sinais internos nas células, há a síntese de RNAs celulares, em que aproximadamente 5% são do tipo RNA mensageiro. Outros 80% correspondem aos RNAs ribossomais, e 15% aos RNAs transportadores. Cabe ressaltar que ainda existem outros tipos de RNAs não codificantes, vários deles minúsculos e com diversas funções estruturais e metabólicas, como os micro-RNAs, muito estudados na oncologia. Como a técnica de RT-PCR visa à identificação principalmente da expressão de genes e RNAs virais, utiliza-se um pequeno oligonucleotídeo de fita simples (similar ao primer na PCR), constituído de, aproximadamente, 18 a 20 timinas. Isso se baseia no princípio de que os RNAs mensageiros são poliadenilados em sua parte terminal, ou seja, enzimas específicas adicionam cerca de 200 adeninas no final dos RNAs, permitindo a sinalização e estabilidade dessas moléculas. Mas também é possível identificar outros tipos de RNA por meio da RT-PCR. Podem-se utilizar iniciadores ou random primers (iniciadores aleatórios) para servirem de iniciação para a ação da RT para todos os tipos de RNA. Aleatoriamente, eles irão se parear com alguma sequência interna na fita dos RNAs, pois a diversidade é muito grande. Para a realização da técnica de RT-PCR, inicialmente há a necessidade de extrair os RNAs das células e/ou tecidos na amostra biológica. Para isso, inúmeros kits comerciais são constantemente desenvolvidos. Alguns são gerais, ou seja, conseguem extrair RNAs de diversos tipos de amostras, mas outros são muito específicos, conseguindo obter apenas um tipo de RNA, como os RNAs mensageiros ou micro-RNAs (PFALLER, 2001). Com uma boa concentração de massa e pureza dos RNAs extraídos, inicia-se a reação segundo a tabela a seguir. Os RNAs são muito instáveis e têm uma mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR / GENÉTICA RT-PCR ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br meia-vida curta intracelularmente. Para evitar qualquer degradação, utilizam-se a extração e o armazenamento dos RNAs a temperaturas de –20°C a –80°C. REAGENTE VOLUME Oligo-dT ou random primers (10pmols/uL) 1,0uL Transcriptase reversa – RT (5U/uL) 1,0uL Tampão da RT 5x 4,0uL dNTPs (10mM) 1,0ul Inibidor de RNAse 0,5uL RNA (1ug) O volume depende da concentração do RNA extraído. Água Avolumar para chegar a 20uL finais. VOLUME FINAL 20uL Tabela 1 – Reagentes necessários para a reação de RT-PCR. Para entender a tabela e o procedimento, deve-se primeiro saber que praticamente todos os RNAs apresentam estruturas secundárias e terciárias. Assim como nas proteínas, na formação do RNA ocorrem contorções intramoleculares que permitem a formação de diversas estruturas terciárias espaciais, moldadas principalmente pelas pontes de hidrogênio entre os nucleotídeos, e com auxílio de íons, como, por exemplo, o Mg2+. Com isso, faz-se necessário desnaturar a fita simples do RNA dessas conformações. Ao aquecer os RNAs a 70°C, todos os RNAs estarão lineares, permitindo que os iniciadores constituídos de timinas (oligo-dT) consigam se anelar às caudas poli-A dos RNAs mensageiros, ou mesmo quando se utilizam os random primers para todos os tipos de RNA. Caso o interesse seja estudar apenas um gene e sua expressão, pode-se utilizar um primer específico para aquele RNA-alvo, mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR / GENÉTICA RT-PCR ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br fazendo com que a RT sintetize apenas um tipo de cDNA. Esse anelamento dos iniciadores ocorre a aproximadamente 25°C (MITCHELL, 2003). Em seguida, adicionando os outros reagentes, principalmente a enzima transcriptase reversa (RT), ocorre a polimerização de uma nova fita de DNA complementar (cDNA), formando um híbrido RNA-DNA. Pode-se, também, utilizar a enzima RNAse-H, que degrada apenas RNA que esteja pareado com cDNA. Esse cDNA servirá de molde inicial para a reação de PCR subsequente. Assim, uma reação de PCR é realizada posteriormente à reação de síntese do cDNA pela RT. A PCR permite que essa sequência de cDNA seja amplificada com a utilização de reagentes, como a Taq DNA polimerase e seu tampão específico, assim como o íon magnésio, que funciona como cofator para a enzima, além de nucleotídeos livres na reação, que serão incorporados nas fitas a serem polimerizadas (adenina, timina, guanina e citosina), e iniciadores (primers) complementares à sequência no cDNA-alvo. Após a execução de aproximadamente 35-40 ciclos de temperaturas, o cDNA é amplificado bilhões de vezes. Essa ciclagem de temperatura baseia-se em: desnaturar o DNA a 95°C, perdendo a interação das pontes de hidrogênio; diminuir a temperatura para, aproximadamente, 55°C-60°C, fazendo com que os iniciadores complementemas sequências do DNA-alvo; e aumentar a temperatura a 72°C, para a ação catalítica da DNA polimerase, que incorporará os nucleotídeos livres da reação, formando fitas novas, complementares às fitas desnaturadas (Figura 1). Assim, em cada ciclo de três temperaturas, o DNA se duplica em uma progressão geométrica. Ao final, haverá uma quantidade suficiente para ser detectada e analisada (LORENZ, 2012). mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR / GENÉTICA RT-PCR ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br Figura 1 – Reação de RT-PCR. Como toda técnica molecular é passível de erros, a RT-PCR não escapa dessa desvantagem. Como é um método preciso, necessita que todos os reagentes estejam em suas concentrações ideais e que a qualidade do RNA extraído esteja dentro do aceitável para não interferir na reação; além disso, é importante que as temperaturas estejam de acordo com a especificidade da ação catalítica das enzimas. Resumindo, a RT-PCR é uma reação de PCR realizada a partir de uma molécula de RNA utilizando duas reações subsequentes, respectivamente, por meio da ação enzimática da transcriptase reversa (RT-PCR propriamente dita) e da Taq DNA polimerase (reação PCR tradicional). A abrangência da RT-PCR no diagnóstico clínico e nas pesquisas básicas evoluiu significativamente, fazendo com que seja cada vez mais utilizada como ferramenta específica e método considerado ouro para confiabilidade de resultados, como, por exemplo, na identificação do RNA do SARSCoV-2 na pandemia de COVID-19. Prime r mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR / GENÉTICA RT-PCR ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DANTAS JUNIOR, J. V.; KIMURA, L. M. S.; FERREIRA, M. S. R.; FIALHO, A. M.; ALMEIDA, M. M. S.; GRÉGIO, C. R. V.; ROMIJN, P. C.; LEITE, J. P. G. 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