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<p>TECNOLOGIA EM</p><p>MEIO AMBIENTE</p><p>FOTO CAPA</p><p>RAFAEL AUGUSTO VALENTIM CRUZ MAGDALENA</p><p>81</p><p>UNIDADE 6</p><p>DESEMPENHO AMBIENTAL</p><p>E BENCHMARKING</p><p>1. O CONCEITO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL</p><p>E SEUS OBJETIVOS</p><p>As questões ambientais estão cada vez mais consolidadas na sociedade e nas</p><p>empresas. Entretanto, para que as empresas continuem competitivas e vivas dentro do</p><p>mercado globalizado, elas precisam mobilizar a equipe para compreender e administrar</p><p>o desempenho ambiental. Nesse sentido, além da empresa se preocupar com os</p><p>impactos ambientais que as atividades possam causar, ela precisa apresentar um bom</p><p>desempenho ambiental.</p><p>A Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA), embora esse seja um termo relativamente</p><p>novo, pode ter suas práticas observada em diversas empresas dos Estados Unidos há</p><p>mais de duas décadas. As primeiras contribuições e registros para o desenvolvimento</p><p>do conceito, assim como da ferramenta de ADA, aconteceu em 1969, a partir dos</p><p>processos sistêmicos ambientais utilizados pelos EUA, que resultaram na criação de</p><p>inúmeros modelos de sistemas que se tornaram base para o surgimento da ADA.</p><p>Em um movimento global em prol do desenvolvimento da ADA, a Grã-Bretanha,</p><p>apresentou grande contribuição, desenvolvendo um sistema de indexação ambiental</p><p>em que auxiliava com o acesso para variados aspectos ambientais onde utiliza como</p><p>instrumentos a Avaliação de Impacto Ambiental, os Sistemas de Gestão Ambiental e</p><p>a Avaliação de Ciclo de Vida. Posteriormente, essa ideia foi utilizada para criação dos</p><p>Indicadores de Desempenho Ambiental (IDA), que será abordado em breve.</p><p>A partir da década de 1990, uma grande movimentação aconteceu nos países,</p><p>principalmente os desenvolvidos, para que fossem criadas ferramentas que pudessem</p><p>avaliar os impactos ambientais. Essa movimentação se deu por entenderem que</p><p>o crescimento de tecnologias, métodos e processos de avaliação de desempenho</p><p>ambiental diminuiriam consideravelmente os impactos ambientais. Contudo, a maior</p><p>força para o desenvolvimento da ADA foi por meio do trabalho realizado pelo TC 207</p><p>da ISO, onde elaboraram as normas do conjunto NBR ISO 14000 (ABNT, 1996) relativo</p><p>à ADA. Esse trabalho, por sua vez, vem sendo aperfeiçoado constantemente sendo a</p><p>base da norma NBR ISO 14.031 (ABNT, 2004).</p><p>1.1. OS OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL</p><p>O objetivo principal da Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA) é de avaliar o</p><p>desempenho ou a performance de uma empresa de modo contínuo. Isso se faz importante</p><p>e crucial, pois, mesmo que a empresa tenha boas intenções, sem as medições corretas</p><p>U6</p><p>82</p><p>Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>e contínuas muitas ações em prol do ambiente não seriam realizadas. A ADA pode ser</p><p>compreendida como uma metodologia que determina os resultados do gerenciamento</p><p>dos aspectos ambientais dos produtos, atividades e serviços de uma empresa.</p><p>A máxima “o que é medido, é gerenciado”, aplica-se completamente a ADA, pois uma</p><p>empresa possuirá uma gerência eficaz a partir dos dados medidos. Se a empresa</p><p>não conhece onde está agora, consequentemente, não sabe qual o destino que deve</p><p>seguir ou ele já foi alcançado. Segundo Pereira (2003, p. 38), a ADA “é uma ferramenta</p><p>de gestão que ajuda uma organização a medir e melhorar o desempenho ambiental,</p><p>demonstrando com transparência os efeitos ambientais de suas atividades e as</p><p>respostas para mitigá-los”.</p><p>Assim, a ADA possibilita que qualquer tipo de organização ou empresa,</p><p>independentemente de seu tamanho ou área de trabalho, acompanhe seus resultados,</p><p>fornecendo dados fundamentais no auxílio para a tomada de decisão da administração,</p><p>assim como proporcionar um excelente funcionamento da gestão ambiental.</p><p>A NBR ISO 14.031 (ABNT, 2004), é uma norma atual no Brasil e apresenta diretrizes</p><p>para a ADA, servindo como suporte aos requisitos da NBR ISO 14.001 (ABNT, 1996),</p><p>assim como as determinações da NBR ISO 14.004 (ABNT, 1996), que é composta</p><p>pelas seguintes etapas:</p><p>Figura 01. Etapas da NBR ISO 14.031</p><p>Planejar Fazer Chegar e agir</p><p>Fonte: adaptada de ABNT (2004)</p><p>O planejar é a fase em que é construída a Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA),</p><p>assim como a escolha de indicadores. Esses indicadores podem ser indicadores exis-</p><p>tentes ou, até mesmo, sugeridos pela equipe. O fazer é a fase que se utiliza dados e</p><p>informações obtidos por meio da coleta de dados que sejam necessários para os indi-</p><p>cadores selecionados pela empresa, em que se analisa. Essa fase também converte</p><p>os dados obtidos em informações que podem apresentar o desempenho ambiental da</p><p>empresa, assim como avalia as informações recebidas, relata e comunica.</p><p>Por fim, a fase do checar e agir é onde analisa-se profundamente a organização e as</p><p>ações sugeridas que auxiliará na melhoria contínua do processo de avaliação e, por</p><p>consequência, do desempenho ambiental.</p><p>Há duas ferramentas do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que podem apresentar,</p><p>em um primeiro momento, uma similaridade, mas que no objetivo e prática são bem</p><p>diferentes, essas ferramentas são a Auditoria e a Avaliação de Desempenho Ambiental</p><p>(ADA). A auditoria tem como função a verificação se o SGA está atingindo seus</p><p>objetivos enquanto a ADA é uma ferramenta de medição. De acordo com NBR ISO</p><p>14.031 (ABNT, 2004), os principais benefícios produzidos pela utilização da ADA são:</p><p>83</p><p>U6 Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>Tabela 01. Principais benefícios produzidos pela ADA</p><p>Definir ações que auxiliem a atingir os critérios de desempenho ambiental.</p><p>Distinguir aspectos ambientais relevantes.</p><p>Encontrar meios para aperfeiçoar os aspectos ambientais da gestão.</p><p>Constatar tendências no desempenho ambiental.</p><p>Determinar oportunidades estratégicas.</p><p>Aumentar a eficiência da empresa.</p><p>Fonte: elaborada pelo autor</p><p>Os benefícios vão além daquelas citados anteriormente, como encontrar problemas e</p><p>oportunidades; implementar o controle e planejamento para um formato mais eficiente</p><p>e eficaz; auxiliar na mudança de comportamentos; possibilitar o envolvimento com</p><p>pessoas, entre outros.</p><p>O termo Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) refere-se aos três fatores</p><p>centrais na medição da sustentabilidade e do impacto social de um investimento em</p><p>uma empresa ou negócio. Nesse sentido, a ADA interfere nessa visão de mercado,</p><p>até mesmo de investimentos financeiros, comprovando a importância da Avaliação do</p><p>Desenvolvimento Ambiental.</p><p>Para que a ADA seja a mais real possível e represente a empresa é preciso ter</p><p>cuidado com uma etapa crítica, a seleção dos indicadores, já na fase de planejamento.</p><p>Afinal, a partir desses indicadores que todo o processo será construído. A seguir</p><p>compreenderemos mais sobre esses indicadores.</p><p>SA</p><p>IB</p><p>A</p><p>M</p><p>A</p><p>IS</p><p>A NBR ISO 14.001 (ABNT, 1996) tem como objetivo principal especificar os requisitos</p><p>para a implementação de um sistema de gestão ambiental, possibilitando que todas as</p><p>organizações, independentemente do seu porte, desenvolvam práticas sustentáveis</p><p>em seus negócios: produtos e serviços.</p><p>A NBR ISO 14.004 (ABNT, 1996) é a norma que permite empresas que já possuem</p><p>um Sistema de Gestão Ambiental (ou não) a obterem melhorias no âmbito ambiental.</p><p>Essa norma de qualidade não emite certificação, ou seja, uma empresa não pode se</p><p>certificar na ISO 14.004 (ABNT, 1996), logo, ela funciona como um guia.</p><p>Disponível em: http://www.abnt.org.br/publicacoes2/category/146-abnt-nbr-iso-</p><p>-14001https://novofocogestao.com.br/iso-14004-saiba-mais-sobre-a-norma/. Acesso</p><p>em: 2 mar. 2021.</p><p>2. A IMPLEMENTAÇÃO DO DESEMPENHO AMBIENTAL E O</p><p>CONCEITO DE INDICADORES E SEUS TIPOS</p><p>Indicare tem origem do latim, que significa anunciar, estimar e deixar público. O termo</p><p>indicador se origina dessa palavra, indicare. Por sua vez, os indicadores podem ser</p><p>considerados critérios que descrevem um determinado estado ou uma devolutiva dos</p><p>fenômenos que aconteceram em um meio.</p><p>http://www.abnt.org.br/publicacoes2/category/146-abnt-nbr-iso-14001</p><p>http://www.abnt.org.br/publicacoes2/category/146-abnt-nbr-iso-14001</p><p>https://novofocogestao.com.br/iso-14004-saiba-mais-sobre-a-norma/</p><p>U6</p><p>84</p><p>Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>Por intermédio dos indicadores é possível compreender realidades classificadas como</p><p>complexas e auxiliam na comunicação, devido ao processo de quantificar e simplificar</p><p>fenômenos e conceitos. Dellamea (2004, p. 37) afirma que os “[...] indicadores am-</p><p>bientais consistem no levantamento de dados de forma sistemática com o objetivo de</p><p>informar ao interessado a situação daquele ambiente”.</p><p>Nesse sentido, Santos (2004, p. 61) complementa que</p><p>[…] os indicadores são fundamentais para tomadores de decisão e para a</p><p>sociedade, pois permitem tanto criar cenários sobre o estado do meio, quan-</p><p>to aferir ou acompanhar os resultados de uma decisão tomada. […] Podem</p><p>ser úteis para prognosticar futuros cenários e nortear ações preventivas. Se</p><p>bem estruturados, facilitarão a integração dos aspectos ambientais, simplifi-</p><p>cando o manejo do banco de dados e a apresentação das informações, sem</p><p>prejuízo da qualidade da informação.</p><p>Os indicadores para a Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA) são classificados pela</p><p>NBR ISO 14.031 (ABNT, 2004) em duas categorias, como apresenta a figura abaixo:</p><p>Figura 02. Categoriais de Avaliação de Desenvolvimento Ambiental</p><p>Fonte: adaptada de ABNT (2004, [n. p.])</p><p>Por sua vez, os Indicadores de Desempenho Ambiental (IDA) são divididos em dois</p><p>tipos de indicadores:</p><p>` Indicadores de Desempenho Gerencial (IDG).</p><p>` Indicadores de Desempenho Operacional (IDO).</p><p>Indicadores de Desempenho Ambiental.</p><p>Categoriais de Avaliação de Desenvolvi-</p><p>mento Ambiental</p><p>Indicadores de Condição Ambiental.</p><p>Figura 03. Categorias de Indicadores de Avaliação de Desempenho Ambiental</p><p>Fonte: elaborada pelo autor</p><p>85</p><p>U6 Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>Os IDG oferecem dados sobre as ações de gestão que impactam no desempenho am-</p><p>biental, como os esforços e a capacidade da empresa em gerenciar temas como alo-</p><p>cações, utilização de recursos de forma eficiente, treinamentos, gestão de compras,</p><p>requisitos legais, documentação, enfim tudo que influencia diretamente no desempenho</p><p>ambiental da empresa.</p><p>A aplicabilidade do IDG, segundo a NBR ISO 14.031 (ABNT, 2004), podem ser as se-</p><p>guintes:</p><p>` Acompanhar a eficácia e a formação de programas relacionados à gestão ambiental;</p><p>` Determinar as ações promovidas pela gerência que impactam nas operações das empre-</p><p>sas no desempenho ambiental;</p><p>` Conferir a legalidade e a regulamentação no que a empresa determina;</p><p>` Rastrear o setor financeiro por meio dos custos e de benefícios;</p><p>` Encontrar motivos que fazem com que o desempenho apresente resultados a mais ou a</p><p>menos de desempenho ambiental;</p><p>` Encontrar oportunidades para ações de cunho preventivo.</p><p>As empresas mobilizam a equipe para direcionar esforços para melhorar o desempenho</p><p>ambiental em quatro áreas (ABNT, 2004), em que para cada área a norma propõe indi-</p><p>cadores que auxiliam no desempenho gerencial.</p><p>Figura 04. Áreas de desempenho ambiental</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>a</p><p>da</p><p>pt</p><p>ad</p><p>a</p><p>de</p><p>A</p><p>B</p><p>N</p><p>T</p><p>(2</p><p>00</p><p>4)</p><p>Conformidade com requisitos ou expectativas contratuais.</p><p>Áreas de desempenho ambiental</p><p>Implementação de políticas e programas.</p><p>Desempenho financeiro.</p><p>Relação com a comunidade.</p><p>IMPLEMENTAÇÕES</p><p>DE POLÍTICAS</p><p>E PROGRAMAS</p><p>Número de objetivos e metas atingidos.</p><p>Grau de implementação de códigos de gestão e práticas de operações</p><p>especificadas.</p><p>Número de iniciativas implementadas para a prevenção da poluição.</p><p>Níveis de conhecimentos obtidos pelos participantes de treinamentos.</p><p>Tabela 02. Exemplos de Indicadores de desempenho gerencial (IDG)</p><p>U6</p><p>86</p><p>Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>CONFORMIDADE</p><p>COM REQUISITOS</p><p>OU EXPECTATIVAS</p><p>Grau de atendimento a regulamentos.</p><p>Tempo para responder ou corrigir os incidentes ambientais.</p><p>Número de multas e penalidades ou custos a elas atribuídos.</p><p>Número de simulados de emergências realizados.</p><p>RELAÇÕES COM</p><p>A COMUNIDADE</p><p>Número de consultas ou comentários sobre questões relacionadas ao</p><p>meio ambiente.</p><p>Número de programas educacionais ambientais ou materiais fornecidos</p><p>à comunidade.</p><p>Número de locais com relatórios ambientais.</p><p>Índices de aprovação em pesquisas nas comunidades.</p><p>DESEMPENHO</p><p>FINANCEIRO</p><p>Custos (operacional e de capital que são associados com os aspectos</p><p>ambientais de um produto ou processo.</p><p>Retorno sobre o investimento para projetos de melhoria ambiental.</p><p>Fundos para pesquisa e desenvolvimento aplicados a projetos com</p><p>significância ambiental.</p><p>Responsabilidade legal ambiental que pode ter um impacto material na</p><p>situação financeira da organização.</p><p>Fonte: Soares (2014, p. 47-48)</p><p>Os Indicadores de Desempenho Operacional (IDO) apresentam dados sobre as ações</p><p>do processo produtivo, fornecimento, distribuição, entrada e saída de equipamentos,</p><p>que afetam ativamente o desempenho ambiental. Desse modo, muitas variáveis se re-</p><p>lacionam durante o processo de entrada e saída na operação e NBR ISO 14.031 (ABNT,</p><p>2004) apresenta um esquema geral das operações das empresas.</p><p>87</p><p>U6 Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>Figura 05. As operações das empresas</p><p>Fonte: elaborada pelo autor</p><p>Observando o esquema geral das operações das empresas é possível mobilizar muitos</p><p>Indicadores de Desempenho Operacional, conforme o quadro a seguir:</p><p>Tabela 03. Exemplos de Indicadores de Desempenho Operacional (IDO)</p><p>ENTRADAS IDO</p><p>MATERIAIS</p><p>` Quantidade de materiais usados por unidade de produto;</p><p>` Quantidade de água reutilizada;</p><p>` Quantidades de materiais perigosos usados no processo de produção.</p><p>U6</p><p>88</p><p>Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>ENTRADAS IDO</p><p>ENERGIA</p><p>` Quantidade de energia usada por ano ou por unidade do produto;</p><p>` Quantidade de cada tipo de energia usada;</p><p>` Quantidade de unidades de energia economizadas devido a progra-</p><p>mas de conservação de energia.</p><p>SERVIÇOS</p><p>DE APOIO</p><p>` Quantidade de materiais perigosos usados pelos prestadores de ser-</p><p>viços contratados;</p><p>` Quantidade de produtos de limpeza usados pelos prestadores de</p><p>serviços contratados;</p><p>` Quantidade ou tipo de resíduos gerados pelos prestadores de servi-</p><p>ços contratados.</p><p>INSTALAÇÕES</p><p>FÍSICAS</p><p>E EQUIPAMENTOS</p><p>` Número de parte de equipamentos com peças projetadas para fácil</p><p>desmontagem, reciclagem e reutilização;</p><p>` Área total de solo usada para fins de produção;</p><p>` Número de horas de manutenção preventiva dos equipamentos por ano.</p><p>FORNECIMENTO E</p><p>DISTRIBUIÇÃO</p><p>` Consumo médio de combustível de frota de veículos;</p><p>` Número de carregamentos expedidos por meio de transporte por dia;</p><p>` Número de viagens a negócios por modo de transporte.</p><p>PRODUTOS</p><p>` Números de produtos introduzidos no mercado com propriedades</p><p>perigosas reduzidas;</p><p>` Número de produtos que podem ser reutilizados ou reciclados;</p><p>` Índice de produtos defeituosos.</p><p>SERVIÇOS</p><p>FORNECIDOS PELA</p><p>ORGANIZAÇÃO</p><p>` Quantidade de agentes de limpeza usados por metro quadrado;</p><p>` Quantidade de combustível consumido;</p><p>` Quantidade de materiais usados durante os serviços de pós-venda</p><p>dos produtos.</p><p>RESÍDUOS</p><p>` Quantidade de resíduos por ano ou por unidade de produto;</p><p>` Quantidade de resíduos por disposição;</p><p>` Quantidade de resíduos controlados por licenças.</p><p>EMISSÕES</p><p>` Quantidade de emissões específicas por ano;</p><p>` Quantidade de emissões atmosféricas com potencial de mudança</p><p>climática globa;</p><p>` Quantidade de radiação liberada.</p><p>Fonte: Soares (2014, p. 47-48)</p><p>89</p><p>U6 Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>3. O HISTÓRICO EVOLUTIVO GERAL DAS AÇÕES DE</p><p>BENCHMARKING. OS TIPOS DE BENCHMARKING E SUAS</p><p>VANTAGENS E DESVANTAGENS. BENCHMARKING AMBIENTAL</p><p>Atualmente, as organizações, empresas e pessoas enfrentam um cenário cada vez</p><p>mais competitivo, esse fato motiva a reavaliação de todas as práticas e modelos se-</p><p>guidos. A reavaliação busca resultar em maior sucesso e destaque organizacional,</p><p>empresarial, profissional</p><p>e pessoal, sendo assim, um excelente instrumento para esse</p><p>processo é o benchmarking.</p><p>3.1. UM BREVE HISTÓRICO DE BENCHMARKING</p><p>Este conceito surgiu em 1979, de acordo com Cristia (2006, p. 4 apud RUAS, 2012, p. 16),</p><p>quando a empresa Xerox começou a questionar seu modelo de gestão, após esse início,</p><p>o conceito passou por várias fases que trouxeram transformações ao conceito, agregando</p><p>cada vez mais características. No entanto, o benchmarking foi mais difundido na década</p><p>de 1990, com as empresas automotivas japonesas querendo ganhar espaço nos Estados</p><p>Unidos. Essas empresas seguiam a filosofia do Dantotsu, que consiste em estabelecer uma</p><p>base de autoavaliação e aprimoramento que busca pesquisar, localizar, identificar e superar</p><p>os pontos fortes dos concorrentes, ou seja, as melhores práticas da indústria servem como</p><p>referência a serem adaptadas e, se possível, incorporadas de forma otimizada.</p><p>Figura 06. Fases da evolução do conceito de benchmarking</p><p>1ª FASE</p><p>Engenharia</p><p>Reversa</p><p>3ª FASE</p><p>Benchmarking</p><p>de Processo</p><p>5ª FASE</p><p>Benchmarking</p><p>Global</p><p>2ª FASE</p><p>Benchmarking</p><p>Competitivo</p><p>Maior sofisticação com a passagem do tempo</p><p>4ª FASE</p><p>Benchmarking</p><p>Estratégico</p><p>Fonte: adaptada de Watson (1994, p. 8)</p><p>Essas fases foram ampliadas por meio da formação de equipes que passaram a estu-</p><p>dar todos os aspectos da organização de maior destaque, ou seja, uma análise profun-</p><p>da dos produtos até o modelo de negócios desta organização.</p><p>Atualmente, o benchmarking é um instrumento de gestão, pois, ele organiza a compara-</p><p>ção construtiva de diversos aspectos como produtos e processos, estudando as diver-</p><p>sas organizações em atividade, no caso de empresas os Players, ou seja, as empresas</p><p>que estão no mercado.</p><p>A prática do benchmarking pode recorrer a pesquisas, a consultores, a associações, a</p><p>parcerias diretas com outras empresas, o importante é o aprendizado, é reconhecer que</p><p>nem todas as soluções precisam nascer de dentro de uma única organização.</p><p>3.2. O CONCEITO DE BENCHMARKING</p><p>O termo benchmarking tem origem do termo inglês benchmarks, que significa referên-</p><p>cias. Para Balm (1995, p. 34), o termo significa “[...] processo contínuo de medidas de</p><p>produtos, serviços e práticas com os mais fortes concorrentes ou com as companhias</p><p>reconhecidas como líderes da indústria”. Entretanto, outros autores apresentam a defi-</p><p>nição de benchmarking da seguinte maneira:</p><p>U6</p><p>90</p><p>Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>Tabela 04. Definições de Benchmarking</p><p>SPENDOLINI</p><p>(1993, P. 9)</p><p>“[…] Benchmarking é um processo contínuo e sistemático de avaliação de produtos,</p><p>serviços e processos de trabalho, de organizações que reconhecidamente praticam as</p><p>melhores técnicas com a finalidade de melhoria organizacional”.</p><p>BOGAN</p><p>(1996, P. 5)</p><p>“[…] Benchmarking é a procura contínua dos melhores métodos que produzam um</p><p>maior desempenho, quando adaptados e implementados na própria organização. No</p><p>benchmarking, deve ser destacado seu aspecto de atividade de expansão contínua,</p><p>o objetivo da expansão é a identificação dos melhores métodos operacionais que,</p><p>quando implementados, produzam um desempenho superior”.</p><p>RODRIGUES</p><p>E NAKAYAMA</p><p>(2000, P. 103)</p><p>Benchmarking é “[...] um veículo para estimular mudanças numa organização. Ele pode</p><p>constituir se num caminho seguro para a excelência, pois utiliza todo o trabalho intelec-</p><p>tual acumulado por outras organizações, evitando erros e armadilhas do caminho”.</p><p>Fonte: elaborada pelo autor</p><p>Após tantas definições é necessário criar uma delimitação mais simples e direta para o</p><p>conceito, por isso, recorrendo a Camp (2002, p. 12 apud RUAS, 2012, p. 22), é possível</p><p>apresentar a seguinte classificação:</p><p>Figura 07. Delimitação do conceito de benchmarking</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>a</p><p>da</p><p>pt</p><p>ad</p><p>a</p><p>de</p><p>C</p><p>am</p><p>p</p><p>(2</p><p>00</p><p>2,</p><p>p</p><p>. 1</p><p>2</p><p>ap</p><p>ud</p><p>R</p><p>U</p><p>A</p><p>S</p><p>, 2</p><p>01</p><p>2,</p><p>p</p><p>. 2</p><p>2)</p><p>91</p><p>U6 Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>Desse modo, benchmarking pode ser entendido como uma forma de melhorar o desem-</p><p>penho de uma empresa, de uma pessoa ou em qualquer outro contexto, por meio do</p><p>estudo das Best Pratices, ou seja, Melhores Práticas, é possível analisar e acompanhar</p><p>uma empresa ou pessoa de sucesso em busca de realizações positivas que possam ser</p><p>utilizadas como referências. A análise das tais referências é capaz de responder uma</p><p>série de questionamentos conhecidos como 5W2H, que justificam o destaque que foi</p><p>obtido pela empresa ou pessoa.</p><p>SA</p><p>IB</p><p>A</p><p>M</p><p>A</p><p>IS</p><p>O 5W2H é uma ferramenta de gestão, inventada no Japão, para facilitar o planejamento</p><p>de qualquer atividade. À primeira vista, esse nome pode até parecer um elemento da ta-</p><p>bela periódica, mas está longe disso. Ela foi aplicada inicialmente em sistemas de gestão</p><p>da qualidade e tinha como foco a facilitação do planejamento para o alcance de melhorias</p><p>dentro das empresas. Contudo, a ferramenta é tão interessante e tem uma amplitude de</p><p>aplicação tão grande, que passou a fazer parte de todo o cotidiano empresarial.</p><p>5W2H – O QUE é e como utilizá-lo?. Project Builder, 2020. Disponível em: https://www.</p><p>projectbuilder.com.br/blog/5w2h-o-que-e-e-como-utiliza-lo/. Acesso em: 2 abr. 2021.</p><p>Figura 08. Motivos que promovem as melhores práticas</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>e</p><p>la</p><p>bo</p><p>ra</p><p>da</p><p>p</p><p>el</p><p>o</p><p>au</p><p>to</p><p>r</p><p>3.3. OS TIPOS DE BENCHMARKING</p><p>Benchmarking não é uma prática isolada, é uma cultura e, por isso, deve ser contínuo e</p><p>constante, em um movimento que estuda e compara o próprio processo com o processo</p><p>de outras organizações e/ou empresas. Esse movimento deve sempre adotar a própria</p><p>realidade, na busca de uma melhoria contínua, por isso, para cada contexto, existe um</p><p>benchmarking apropriado. Nesse contexto, existem quatro tipos de benchmarking: o</p><p>interno, o competitivo, o funcional e o cooperativo.</p><p>https://www.projectbuilder.com.br/blog/3-metodologias-de-gestao-que-podem-mudar-o-seu-negocio/</p><p>https://www.projectbuilder.com.br/blog/5w2h-o-que-e-e-como-utiliza-lo/</p><p>https://www.projectbuilder.com.br/blog/5w2h-o-que-e-e-como-utiliza-lo/</p><p>U6</p><p>92</p><p>Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>O benchmarking interno é o mais utilizado, já que as melhores práticas já pertencem</p><p>a própria organização. O benchmarking interno ocorre quando se aplica às melhores</p><p>práticas dentro da própria empresa, a grande estratégia para que este modelo ocorra</p><p>por meio da comunicação interna, em que ocorrerá o compartilhamento de soluções</p><p>que foram adotadas para problemas internos de outros setores, dessa forma, obtém-se</p><p>uma economia de tempo e de dinheiro.</p><p>Já o benchmarking competitivo é o estudo dos concorrentes para entender no que eles</p><p>superam a empresa alvo, o desafio é onde encontrar essas informações, pode-se usar</p><p>a mídia e a engenharia reversa para obtenção desse tipo valioso de informação. No</p><p>benchmarking competitivo, a organização amplia o conhecimento de suas melhores</p><p>práticas e das melhores práticas da concorrência.</p><p>Já no benchmarking funcional, o destaque está para o aprendizado dos processos de</p><p>empresas de qualquer ramo de atividade, ou seja, o que importa é que as soluções para</p><p>os processos sejam aplicáveis, mesmo que não tenham sido desenvolvidas com uma</p><p>intenção inicial para determinado ramo.</p><p>Por fim, e não menos importante, está o benchmarking cooperativo ou genérico, que es-</p><p>tabelece parcerias entre empresa e/ou organizações com a finalidade de transferência</p><p>de conhecimento. Nesse tipo de parceria pode haver uma troca de melhores práticas</p><p>ou apenas transferência se o objetivo for aquisição de prestígio, reconhecimento e de-</p><p>senvolvimento de relacionamentos.</p><p>De acordo com Camp (2002, p. 49-50 apud RUAS, 2012, p. 22), é possível realizar compa-</p><p>rações iniciais entre os diferentes tipos de benchmarking, apontando a relevância dos dados</p><p>coletados, a facilidade para coleta dos dados e, por fim, o potencial de práticas inovadoras.</p><p>Figura 09. Comparações entre os tipos de benchmarking</p><p>Fonte: adaptada de Camp (2002, p. 50 apud RUAS, 2012, p. 22)</p><p>Tanto o benchmarking interno como o competitivo</p><p>apresentam grande relevância, po-</p><p>rém, eles podem não apresentar as melhores práticas. Já a coleta de dados somente</p><p>é afetada quando se trata da concorrência e questões de confidencialidade, pois, no</p><p>93</p><p>U6 Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>geral, representa uma tarefa de fácil realização. Por fim, o benchmarking funcional e o</p><p>cooperativo exigem mais tempo para análise, pois, não são todas as melhores práticas</p><p>externas se adequam completamente aos processos organizacionais internos.</p><p>3.4. AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DO BENCHMARKING</p><p>Como ferramenta de gestão, o benchmarking apresenta seus benefícios e seus riscos</p><p>e, por isso, é necessário ponderação na tomada de decisões relacionadas as ações de</p><p>benchmarking. Logo, é preciso manter em mente a frase de possível autoria de Bruce</p><p>Lee – ator de cinema: “[a]bsorva o que é útil, descarte o que não é, acrescente o que</p><p>for exclusivamente seu”.</p><p>Ao tratar as vantagens e benefícios do benchmarking, pode-se destacar a ação de</p><p>descobrir práticas de sucesso de empresas e organizações já estabelecidas, outro</p><p>destaque está para as ações que identificam novas tendências de mercado, além das</p><p>discussões e preparos para novos investimentos, associados a criação de planos de</p><p>crescimento que buscam a redução de custos e aumento de produtividade etc.</p><p>Entre as vantagens também está a melhoria do conhecimento dos processos, o empenho</p><p>em aprimorar processos e práticas, a motivação da equipe em alcançar metas que já</p><p>foram realizadas por outras empresas e organizações, a aquisição de renome e prestígio.</p><p>Como desvantagens é preciso ter em mente que o benchmarking de forma simplista é um</p><p>processo de comparação com o objetivo de promover melhoria e de revelar lacunas, além</p><p>de entender que determinadas soluções não são cabíveis a todo contexto. Não se pode</p><p>esquecer da adequação da referência, pois tal ato pode causar a perda da cultura da</p><p>empresa e/ou organização se muitos processos externos forem aplicados sem finalidade.</p><p>3.5. A IMPLEMENTAÇÃO DO BENCHMARKING</p><p>A proposta a seguir é apresentar um modelo de implementação de benchmarking para</p><p>qualquer tipo de organização, empresa e, até mesmo, pessoa. Segundo Spendolini</p><p>(1993, p. 49), existem cinco estágios de implementação de benchmarking compostos</p><p>por atividades específicas (vide Fig. 10).</p><p>Figura 10. O processo de benchmarking em cinco estágios</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>a</p><p>da</p><p>pt</p><p>ad</p><p>a</p><p>de</p><p>S</p><p>pe</p><p>nd</p><p>ol</p><p>in</p><p>i (</p><p>19</p><p>93</p><p>, p</p><p>. 5</p><p>0)</p><p>.</p><p>U6</p><p>94</p><p>Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>No primeiro estágio, o objetivo está na identificação dos clientes e dos recursos que serão ne-</p><p>cessários. Já no segundo estágio, o intuito é selecionar, orientar e gerenciar uma equipe dei-</p><p>xando claro o papel de cada participante e o objetivo do projeto. Enquanto no terceiro estágio,</p><p>a finalidade é identificar a fonte de onde virão as informações em conjunto com a identificação</p><p>das melhores práticas internas e externas. Sendo assim, no quarto estágio, o propósito é sele-</p><p>cionar os métodos específicos de coleta de informações, resumir as informações para análise</p><p>e elaborar as recomendações de ações. Por fim, no quinto estágio, a meta é tomar uma ação</p><p>com base no conjunto de recomendações e dar continuidade ao processo de benchmarking.</p><p>3.6. O BENCHMARKING AMBIENTAL</p><p>O Benchmarking ambiental é uma ferramenta administrativa que permite examinar e</p><p>comparar em uma perspectiva ambiental diversas organização e/ou empresas, indican-</p><p>do ações capazes de contribuir para a melhoria do meio ambiente. O objetivo é identi-</p><p>ficar e valorizar as habilidades e as atitudes que uma organização deve ter para se so-</p><p>bressair em seu negócio e, ao mesmo tempo, promover a melhoria do meio ambiente.</p><p>Qualquer atividade e processo empresarial pode absorver o benchmarking ambiental,</p><p>pois, trata-se de descobrir como as organizações de referência alcançam grandes in-</p><p>vestimentos na gestão ambiental e como outras organizações podem adotar suas prá-</p><p>ticas de melhoria ambiental.</p><p>O benchmarking ambiental necessita envolver todas as áreas da organização, não ape-</p><p>nas os processos de fabricação em que se enquadram. Logo, é preciso pensar no con-</p><p>sumo energético, na gestão de recursos, na prevenção de resíduos e minimização de</p><p>impactos, tais ações são orientadas pelas políticas ambientais e auditorias ambientais</p><p>que devem ser realizadas.</p><p>A educação ambiental e a capacitação ambiental deve ser uma bandeira a ser estia-</p><p>da, atingindo colaboradores e comunidade. Atualmente, as organizações que adotam</p><p>o benchmarking ambiental possuem uma série de soluções disponíveis para serem</p><p>aplicadas quando os problemas ocorrem ou estão preparadas de acordo com a legis-</p><p>lação ambiental vigente, ou possuem um programa de gestão ambiental que busca e</p><p>promove o desenvolvimento sustentável.</p><p>As organizações que possuem boas práticas ambientais conquistam melhores resultados</p><p>ao tratar de metas de prevenção, redução de custos e conquista de mercado consumidor.</p><p>TE</p><p>XT</p><p>O</p><p>C</p><p>O</p><p>M</p><p>PL</p><p>EM</p><p>EN</p><p>TA</p><p>R Sugestão:</p><p>Entrevista com o representante de Benchmarking de uma das empresas a seguir ou</p><p>qualquer outra que tenha um setor de Benchmarking.</p><p>Exemplos de Benchmarking:</p><p>Coca-Cola</p><p>Atualmente, o maior concorrente da Coca-Cola é a água de torneira. Por falta de</p><p>atenção aos concorrentes indiretos, a Coca-Cola perdeu espaço para produtos como</p><p>95</p><p>U6 Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>R</p><p>EF</p><p>LI</p><p>TA</p><p>o café, que oferece a mesma propriedade energética, graças a cafeína, e para os pi-</p><p>colés, que oferecem a mesma refrescância almejada nos dias quentes.</p><p>Gol Linhas Aéreas</p><p>A empresa trouxe para o Brasil o modelo de passagens aéreas a baixo custo, estra-</p><p>tégia praticada em outras empresas aéreas internacionais. Assim, a empresa reduziu</p><p>custos, não oferecendo alimentação gratuita e estabeleceu tarifas para alguns servi-</p><p>ços, como escolha de numeração para o banco e excesso de bagagens.</p><p>Assolan</p><p>A marca Assolan é mais velha que sua concorrente, a Bombril. Porém, a Bombril des-</p><p>tacou seus pontos fortes e ajustou seus pontos fracos antes da entrada no mercado</p><p>por meio da análise dos produtos da Assolan.</p><p>1. Escolha um setor empresarial para você atuar.</p><p>2. Escolha uma empresa de referência para coletar dados (não precisa ser da sua</p><p>área de atuação).</p><p>3. Determine que tipos de dados você deseja coletar.</p><p>4. Obtenha os dados para análise.</p><p>5. Faça uma comparação entre o valor de produto da sua empresa e da concorrente.</p><p>6. Identifique onde você está gastando mais dinheiro ou tempo.</p><p>7. Procure encontrar o que está causando a disparidade e invista tempo e dedicação</p><p>para mudar o panorama.</p><p>8. Avalie as métricas de atendimento do consumidor.</p><p>9. Crie um planejamento estratégico e um plano de ação a partir do benchmarking.</p><p>10. Desenvolva um plano de ação para que a implementação dos resultados colhidos</p><p>no benchmarking sejam possíveis e certeiros.</p><p>11. Lista de ações e atividades que precisam ser executadas durante o processo.</p><p>12. Datas de início e fim de cada processo ou projeto.</p><p>13. Deixar claro o objetivo a ser alcançado.</p><p>14. Nomear equipe ou profissional responsável por cada ação.</p><p>15. Quanto será necessário investir em cada etapa.</p><p>16. Ter consciência dos riscos e definir os planos de contingência.</p><p>U6</p><p>96</p><p>Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>17. Entenda como construir bases mais sólidas para sua empresa através das melho-</p><p>res técnicas encontradas.</p><p>18. Guarde tudo aquilo que for relevante para os seus resultados e descarte todo o</p><p>resto.</p><p>19. Desenvolva relatórios com essas informações com o objetivo de melhorar suas</p><p>estratégias e resultados. O ideal é que sejam relatórios elaborados com frequência.</p><p>20. Avalie os pontos altos, como as oportunidades encontradas e faça o mesmo com</p><p>os pontos mais baixos, como possíveis informações falsas que só farão com que sua</p><p>estratégia sofra um retrocesso.</p><p>21. Melhore de forma contínua.</p><p>PATEL, Neil. Benchmarking: O Que É, Como</p><p>Fazer em 2020 (+4 Exemplos). Neil</p><p>Patel, [s. d.]. Disponível em: https://neilpatel.com/br/blog/benchmarking/. Acesso em:</p><p>22 fev. 2021.</p><p>97</p><p>U6 Desempenho Ambiental e Benchmarking</p><p>Tecnologia em Meio Ambiente</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 14.001: sistemas de gestão ambien-</p><p>tal – especificação e diretrizes. Rio de Janeiro: ABNT, 1996.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 14.031: gestão ambiental – avalia-</p><p>ção de desempenho ambiental – diretrizes. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.</p><p>BALM, G. J. Benchmarking: um guia para o profissional tornar-se - e continuar sendo - o melhor dos melho-</p><p>res. 2. ed. Rio de Janeiro: Quality Mark, 1995.</p><p>BOGAN, C. E. Benchmarking, aplicações práticas e melhoria contínua. São Paulo: Makron Books, 1996.</p><p>DELLAMEA, G. S. Proposta de indicadores ambientais para gestão da implementação de empreendi-</p><p>mentos de construção e montagem industrial. 2004. 135f. Dissertação (Mestrado em Sistemas de Gestão)</p><p>–Departamento de Centro Tecnológico, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2004.</p><p>PEREIRA, G. R. Avaliação de desempenho ambiental ampliado de empresas da indústria têxtil certifi-</p><p>cadas pela ISO 14001. Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental) – Programa de Pós-Gradua-</p><p>ção em Engenharia Ambiental, Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, 2003.</p><p>RODRIGUES, A.; NAKAYAMA, M. K. Modelos de mudança em administração de empresas. Porto Alegre:</p><p>EDIPUCRS, 2000.</p><p>RUAS, W. J. Benchmarking e inovação: a utilização do benchmarking como instrumento de estímulo à</p><p>inovação na Diretoria de Operação Metropolitana da COPASA. 2012. 60p. Monografia (Especialização em</p><p>Gestão Estratégica da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Ge-</p><p>rais, Belo Horizonte, 2012. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-98BUV8/1/mono-</p><p>grafia_gei_2012___wilimar_ruas___benchmarking_e_inova__o.pdf. Acesso em: 22 fev. 2021.</p><p>SANTOS, R. F. dos. Planejamento ambiental: teoria e prática. São Paulo: Oficina de Textos, 2004.</p><p>SOARES, D. C. Análise do processo de avaliação de desempenho ambiental face às diretrizes da ISO</p><p>14031: um estudo de caso. 2014. 94f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Centro de Tec-</p><p>nologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/</p><p>handle/123456789/20291. Acesso em: 15 mar. 2021.</p><p>SPENDOLINI, M. J. Benchmarking. São Paulo: Makron Books, 1993.</p><p>WATSON, G. H. Benchmarking estratégico: como transformar as técnicas de benchmarking em fator de</p><p>competitividade e acréscimo de produtividade. São Paulo: Makron Books, 1994.</p><p>https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-98BUV8/1/monografia_gei_2012___wilimar_ruas___benchmarking_e_inova__o.pdf</p><p>https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-98BUV8/1/monografia_gei_2012___wilimar_ruas___benchmarking_e_inova__o.pdf</p><p>Tecnologia e o pensamento científico na história</p><p>2. Tecnologia e o pensamento científico na Pré-História</p><p>3. Tecnologia e o pensamento científico na Idade Antiga</p><p>4. Tecnologia e o pensamento científico na Idade Média</p><p>5. Tecnologia e o pensamento científico na</p><p>Idade Moderna</p><p>6. Tecnologia e o pensamento científico na</p><p>Idade Contemporânea</p><p>7. Grandes desastres ambientais contemporâneos</p><p>A tecnologia e o uso dos Recursos Naturais</p><p>2. Questão ambiental e produção tecnológica</p><p>3. O papel da tecnologia no âmbito dos recursos naturais</p><p>Processos tecnológicos e seus resíduos</p><p>2. Classificações de resíduos, dentre eles, os resíduos industriais</p><p>3. Normas e métodos de descarte de resíduos no ambiente, com foco nos resíduos industriais</p><p>Tecnologias Limpas</p><p>2. O CONCEITO DE P+L E AS ETAPAS E PROCESSOS DE</p><p>SUA IMPLEMENTAÇÃO</p><p>3. A SÉRIE DE NORMAS ISO 14000 E SEUS OBJETIVOS</p><p>Ecoeficiência</p><p>2. Quais são as aplicações da ecoeficiência?</p><p>3. Exemplos de medidas ecoeficientes</p><p>Desempenho Ambiental</p><p>e Benchmarking</p><p>2. A implementação do Desempenho Ambiental e o conceito de indicadores e seus tipos</p><p>3. O histórico evolutivo geral das ações de benchmarking. Os tipos de benchmarking e suas vantagens e desvantagens. Benchmarking ambiental</p><p>Sustentabilidade Ambiental – Programas e Rotulagem</p><p>2. As diferenças entre eco-labelling</p><p>e eco-certification</p><p>3. Os tipos de programas de rotulagem ambiental</p><p>4. Os tipos de selo emitidos e as partes envolvidas</p><p>5. Exemplos de programas de rotulagem</p><p>6. Rotulagem ambiental no Brasil</p><p>Avaliação de Ciclo de Vida: Economia Circular</p><p>2. Histórico da Avaliação de Ciclo de Vida</p><p>3. Etapas na metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida</p><p>Tecnologias aplicadas a prevenção e tratamento de corpos hídricos</p><p>2. Infraestrutura verde-azul</p><p>3. Tecnologias aplicadas ao tratamento de afluentes e efluentes</p><p>Tecnologias aplicadas ao controle e tratamento da poluição do ar e do solo</p><p>2. Multiciclones, lavadores de gás e filtros de manga</p><p>3. Biorremediação</p><p>Tecnologias aplicadas a gestão energética</p><p>2. Tecnologias com baixa emissão de carbono</p><p>3. Matriz energética nacional e o crescimento do consumo energético vinculado à crescente demanda tecnológica nos centros urbanos</p><p>Cidades Inteligentes</p><p>“Smart Cities”</p><p>2. Tecnologia de informação e comunicação</p><p>3. Sistemas de informação</p>