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Disciplina:
	Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)
	Professora:
	Natália Rigo
	Curso:
	Engenharia Quimica
	Polo:
	CEO
	Estudante(s):
	Eduarda Caggiano dos Santos Leite
DIÁRIO DE IMPRESSÕES e REFLEXÕES 
Documentário: Sou Surda e Não Sabia (2009)
(texto de 2 laudas)
· Forma de comunicação: a importância da língua de sinais para as pessoas surdas.
Resposta: Dentro do documentário, podemos observar logo nos primeiros minutos a fala do professor sobre a identidade surda; se devem ser caracterizados como “surdo loiro” ou surdo-algum outro adjetivo. Isso demonstra que há pessoas que defendem a integração das pessoas surdas na sociedade ouvinte, usando aparelhos auditivos e aprendendo a ler lábios ou a falar. Por outro lado, mostra os que veem a surdez como parte de sua identidade cultural e buscam preservar a Língua de Sinais como um patrimônio, rejeitando a ideia de “normalização” da surdez.
Não perder sua identidade como surdo também está atrelado a adaptação em sociedade. Pessoas surdas estão constantemente divididas entre aceitar os termos acima citados (leitura labial, aparelhos etc.) ou manter sua linguagem própria; porém sendo gradualmente excluídos socialmente. Deve haver uma integração por parte da população ouvinte, tal como libras nas escolas.
· Estigmas, preconceitos, ouvintismo/capacitismo enfrentado pelas pessoas surdas.
O documentário cita também questões de inclusão e acessibilidade. Apesar de o documentário ser uma representação honesta e detalhada da vida dos surdos, ele também nos faz questionar a sociedade em que vivemos. Em várias ocasiões, os entrevistados falam sobre a falta de acessibilidade em escolas, ambientes de trabalho e até mesmo em espaços públicos. Mesmo em países mais desenvolvidos, como a França, onde o documentário foi filmado, ainda há uma enorme disparidade entre as oportunidades oferecidas aos surdos e aos ouvintes.
Em várias cenas, me senti incomodado pela forma como os surdos eram marginalizados e como suas necessidades de acessibilidade — como intérpretes de Língua de Sinais ou legendas — eram muitas vezes ignoradas. O filme enfatiza que a inclusão não deve ser apenas uma questão de boas intenções, mas de políticas concretas que garantam a acessibilidade e o respeito à diversidade. Além disso, a forma como são tratados de forma frágil e diferente gera um impacto de desumanização na pessoa; deixando a entender que ela é incapaz de produzir tarefas básicas do dia a dia.
· Papel da família no processo de aceitação, apoio e valorização das diferenças.
A família exerce um papel fundamental no desenvolvimento emocional e na formação da identidade de pessoas surdas. O documentário evidencia como o suporte familiar pode ser decisivo para que a pessoa surda se sinta reconhecida e compreendida. Quando os membros da família se empenham em aprender a língua de sinais, compreendem as necessidades específicas e participam de maneira ativa na vida do indivíduo, isso gera um ambiente de acolhimento e pertencimento.
Por outro lado, o filme também destaca os desafios que surgem quando a família não consegue ou não está disposta a aceitar as diferenças. A ausência de compreensão e apoio pode resultar em sentimentos de isolamento e frustração para as pessoas surdas, especialmente em cenários onde as barreiras de comunicação não são superadas.
No decorrer do documentário, são apresentados relatos e situações que demonstram como a valorização das diferenças e o apoio familiar podem transformar a vida de indivíduos surdos, permitindo que eles não apenas se integrem de forma mais completa à sociedade, mas também se desenvolvam de maneira independente e segura. O reconhecimento da cultura surda e da língua de sinais como partes essenciais do processo de aceitação reforça a importância de um envolvimento familiar que vá além da simples aceitação passiva, promovendo uma valorização ativa da identidade surda.
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