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Administração da Produção-17/09 
Classificação de Produtos/Serviços 
 
Serviço é um 
desempenho, essencialmente 
intangível, que não resulta na 
propriedade de algo. O serviço 
pode ou não estar ligado a um 
produto físico. Assim, serviços 
são desempenhos no tempo e 
espaço que geram valor para o 
cliente por meio de uma 
transformação, uma 
experiência de serviço. 
Produto é tudo aquilo que representa o valor que está sendo ofertado por uma empresa e 
é percebido como benefício pelo consumidor. Trata-se de um conceito bastante amplo que pode 
abranger qualquer tipo de oferta: bens materiais, serviços, ideias, pessoas, lugares etc. Baseados 
nos consumidores que os utilizam, os produtos são agrupados em dois grandes grupos: produtos 
de consumo e produtos industriais. Os produtos de consumo são aqueles destinados ao 
consumidor final e os industriais são destinados à fabricação de outros produtos. 
As categorias de produtos são estabelecidas de acordo com sua natureza, sua durabilidade 
e com o processo de compra esperado do consumidor. 
Classificação quanto à natureza do produto 
Os produtos podem ser classificados de acordo com sua natureza 
como tangíveis ou intangíveis. 
Os tangíveis são os bens materiais. São aqueles produtos dotados de uma existência física 
e que se constituem na forma de um objeto. 
Exemplos de produtos tangíveis: automóveis, peças de vestuário, cerveja, xampu, alimentos 
etc. 
Os intangíveis são os bens imateriais (ou não materiais). São produtos que não se 
apresentam na forma de um objeto físico. 
Exemplos de produtos intangíveis: 
• serviços (beleza, segurança, propaganda etc.), 
• pessoas (um atleta, um político etc.), 
• lugares (Rio de Janeiro, Nordeste, Londrina), 
• organizações (ONU, igrejas, associações, partidos políticos etc.) 
• ideias (vacinação, anti-tabagismo, veganismo etc.) 
https://infonauta.com.br/composto-de-marketing/o-composto-de-marketing-produto
https://infonauta.com.br/fundamentos-de-marketing/o-que-e-valor-para-o-marketing
Classificação quanto à durabilidade 
 
Essa classificação se aplica 
especialmente aos produtos tangíveis, 
que podem ser duráveis ou não 
duráveis. 
Produtos duráveis (também 
chamados de não consumíveis) são 
aqueles que não deixam de existir 
quando são utilizados. Para esse tipo de 
produto, o consumidor passa pelo 
processo de compra uma vez e usa o 
produto muitas vezes. São exemplos de 
produtos duráveis: aparelhos 
eletrônicos, carros, casas, instrumentos 
musicais etc. 
Produtos não duráveis (também chamados de consumíveis) são aqueles que deixam e 
existir quando são consumidos. Para esse tipo de produto o consumidor precisa repetir o processo 
de compra toda vez que desejar o produto, ou seja, para cada uso é necessária uma compra. 
Alguns autores citam também uma categoria intermediária, chamada de semiduráveis, que 
compreende produtos que não são absolutamente duráveis pois precisam ser recomprados após 
poucos usos. São exemplos de produtos semiduráveis os calçados e as peças de vestuário. 
Classificação quanto ao processo de compra/ Disponibilidade 
Produtos também podem ser classificados de acordo com o tipo de processo de compra 
realizado pelos consumidores para obtê-los. De acordo com essa classificação eles podem 
ser bens de conveniência, bens de compra comparada, bens de especialidade ou bens não 
procurados. 
Os bens de conveniência são 
produtos comprados frequentemente 
e com pouco esforço. Não demandam 
muito envolvimento do comprador. Em 
geral não são caros e são 
encontrados facilmente em vários 
pontos de venda. 
Eles podem ser de três tipos 
diferentes: 
• Bem básico: Bens comuns, de primeira necessidade, usualmente consumidos, como 
alimentos, produtos de higiene e limpeza. 
• Bem de impulso: Bens que o consumidor normalmente não programa a compra ou não 
pensa em comprar, como revistas, guloseimas, vinhos, frios e embutidos. 
• Bem de emergência: Sua necessidade surge de uma situação especial, como guarda-
chuvas, filtro solar, medicamentos. 
Bens de conveniência têm dificuldade em conquistar a fidelidade do consumidor. 
Normalmente são escolhidos muito mais pela facilidade (conveniência) em encontrá-los do que 
pela marca. 
Os bens de compra comparada são produtos que demandam reflexão por parte do 
consumidor. Normalmente tem um custo maior. São comprados com menos frequência e 
demandam uma série de escolhas por parte do consumidor como qualidade, preço, modelo, cor, 
estilo etc. Um automóvel por exemplo envolve comparações de design, conforto, dispositivos 
tecnológicos, consumo de combustível, cor, potência do motor etc. Os bens de compra comparada 
conquistam mais facilmente a fidelidade do consumidor. Após decidir qual marca deseja adquirir 
dificilmente ele muda de opinião, afinal investiu muito tempo e esforço nesta decisão. 
Há, ainda os bens de especialidade, que são os únicos capazes de atender as demandas 
que eles geram. São produtos de marcas sofisticadas, que possuem características únicas, para 
motivar consumidores a despender grandes esforços e a percorrer grandes distâncias para sua 
aquisição. Os consumidores já sabem o que querem, não fazem comparações, nem aceitam 
substitutos. Como exemplo de produtos de especialidade temos: móveis de design especial, 
confecções de marcas exclusivas e objetos de arte., e 
Os bens não procurados, que não são buscados espontaneamente pelos consumidores e 
possuem sua demanda gerada em situações especiais, como a necessidade de remédios em caso 
de doença, por exemplo. são aqueles em que os consumidores ainda não o desejam ou não sabem 
que existem. Por sua própria natureza exigem muita propaganda, venda pessoal e esforço de 
marketing. Exemplo: seguro de vida, enciclopédias, lotes em cemitérios, etc. 
 
 
 
 
 
As instalações industriais compreendem uma gama de atividades que incluem os setores 
de elétrica, construção civil, hidráulica, mecânica e recursos humanos, como forma de garantir todo 
o funcionamento do estabelecimento, bem como a eficiência dos processos de produção. 
Os equipamentos industriais e acessórios são todos os dispositivos, ferramentas, 
máquinas e demais instrumentos utilizados na indústria, para execução de inúmeras tarefas e 
procedimentos distintos. Esses objetos são usados na fabricação, montagem, recebimento, 
movimentação e controle da produção. 
Os componentes industriais são todos os itens que desempenham um papel fundamental 
para cadeia produtiva. Em geral, trata-se das peças que compõem as máquinas, dos moldes 
utilizados para fabricação de diferentes produtos e até mesmo as ferramentas utilizadas em uma 
fábrica. 
Matéria-prima é um produto natural ou semimanufaturado que deve ser submetido a um 
processo produtivo até tornar-se um produto acabado. As matérias-primas podem ser de origem 
animal, vegetal ou mineral. 
Suprimento é o item administrado, movimentado, armazenado, processado e transportado 
pela logística. São considerados suprimentos todos os itens que fazem parte da cadeia de 
produção da empresa. Por exemplo: matéria-prima, equipamentos, peças… tudo aquilo que está 
envolvido na produção. A área de suprimentos é responsável por toda a cadeia de aquisição, 
envolvendo desde a busca por bens e serviços estratégicos até a produção, a negociação com os 
respectivos fornecedores e a aquisição pelos melhores preços. 
Serviços Empresariais fornecem produtos ou serviços específicos que atendem a uma 
necessidade ou, de outra forma, são úteis para os clientes. Ao contrário da manufatura ou da 
produção, os setores de serviços não dependem da venda de bens ou de produtos físicos. 
Classificação das Indústrias 
Quando falamos 
em indústrias, estamos nos referindo a estabelecimentos produtivos onde matérias-primas são 
transformadas em diferentes tipos de bens e produtos que usamos no nosso dia a dia. As indústrias 
desempenham um papel essencial na economiade um país, produzindo itens que são necessários 
para nossas vidas cotidianas, além de gerar empregos e contribuir para o crescimento econômico. 
Agora, é importante entender que existem diferentes tipos de indústrias e cada tipo tem um papel 
diferente na cadeia de produção. Basicamente, podemos classificar as indústrias em três tipos 
principais: de base, intermediárias e de bens de consumo. Vamos entender um pouco sobre cada 
uma: 
1. Indústrias de Base: Estas são as indústrias que produzem as matérias-primas para outras 
indústrias. Elas estão no início da cadeia de produção e são essenciais para o 
funcionamento das demais. Aqui, estamos falando sobre indústrias como mineração, 
siderurgia, petroquímica e outras que produzem os materiais fundamentais para o 
funcionamento das demais indústrias. 
2. Indústrias Intermediárias: As indústrias intermediárias estão no meio da cadeia de 
produção. Elas tomam as matérias-primas produzidas pelas indústrias de base e as 
transformam em insumos semiacabados ou acabados que serão usados pelas indústrias de 
bens de consumo. Exemplos incluem indústrias metalúrgicas que transformam o aço em 
peças para automóveis ou indústrias de plásticos que transformam resinas petroquímicas 
em componentes para eletrodomésticos. 
3. Indústrias de Bens de Consumo: Estas indústrias estão no final da cadeia de produção e 
produzem os bens que são diretamente consumidos pela população. Esses produtos podem 
ser duráveis, como carros e geladeiras, ou não duráveis, como alimentos e produtos de 
higiene. 
Essa classificação nos ajuda a entender como as diferentes indústrias estão interconectadas e 
como a produção flui da extração de matérias-primas até a criação dos produtos que usamos todos 
os dias. 
a) Indústrias de Base 
As indústrias de base geram a matéria-prima 
básica para as outras indústrias. Apesar de sua 
importância, o impacto ambiental deste tipo de 
atividade costuma ser grande. As indústrias de base, 
também conhecidas como indústrias pesadas ou de 
bens de produção, são aquelas que estão na primeira 
etapa da cadeia de produção. Essas indústrias são 
responsáveis pela transformação de recursos naturais, 
como minerais e petróleo, em matérias-primas que 
serão utilizadas por outras indústrias. 
Os principais setores de indústrias de base incluem: 
1. Indústria Extrativa: Este é o setor que explora os recursos naturais. Isso inclui a mineração, 
que extrai minerais como ferro, ouro, cobre e outros do solo, e também a indústria de petróleo 
e gás, que perfura o solo e os mares em busca de petróleo e gás natural. 
2. Indústria Siderúrgica: A indústria siderúrgica utiliza o ferro extraído pela indústria de 
mineração para produzir aço. O aço é uma matéria-prima crucial para muitas outras 
indústrias, incluindo a indústria automotiva, a indústria de construção e a indústria de 
máquinas e equipamentos. 
3. Indústria Petroquímica: A indústria petroquímica toma o petróleo e o gás natural extraídos 
pela indústria de petróleo e gás e os transforma em uma variedade de produtos químicos e 
plásticos. Estes são então utilizados em uma infinidade de outras indústrias, desde a 
fabricação de roupas até a produção de eletrônicos. 
As indústrias de base desempenham um papel vital na economia, pois são a base para a produção 
industrial. O desenvolvimento de uma forte indústria de base pode ajudar a impulsionar o 
crescimento econômico de um país, criando empregos, promovendo a inovação tecnológica e 
contribuindo para o comércio internacional. 
No entanto, também é importante lembrar que as indústrias de base costumam ter um grande 
impacto ambiental, devido à exploração de recursos naturais e à poluição gerada pela produção 
industrial. Portanto, é essencial que essas indústrias implementem práticas sustentáveis para 
minimizar seu impacto no meio ambiente. 
b) Indústrias intermediárias 
O chassi, o "esqueleto" dos veículos é um exemplo de 
produto de uma indústria intermediária. As indústrias 
intermediárias, também chamadas de indústrias de bens 
intermediários ou de segunda geração, desempenham 
um papel crucial na cadeia de produção industrial. Elas 
são chamadas assim porque atuam no meio do 
processo, ou seja, recebem as matérias-primas 
fornecidas pelas indústrias de base e as transformam 
em produtos semiacabados ou componentes que serão 
usados pelas indústrias de bens de consumo. 
Algumas das principais indústrias intermediárias incluem: 
1. Indústria Metalúrgica: Esta indústria trabalha com a transformação dos metais 
provenientes da indústria de base em produtos semi-acabados, como chapas, tubos, arames 
e outros formatos que serão utilizados nas indústrias automobilística, de construção e outras. 
2. Indústria Química: Esta indústria utiliza produtos da indústria petroquímica para fabricar 
uma ampla gama de produtos químicos, como fertilizantes, tintas, solventes e outros que 
são usados por várias outras indústrias. 
3. Indústria de Papel e Celulose: Esta indústria transforma a madeira em celulose, que é 
usada para fazer papel. O papel é um insumo crucial para muitas outras indústrias, como a 
indústria editorial, de embalagens e de materiais de escritório. 
Estas indústrias são fundamentais para a economia, pois atuam como o elo entre as 
indústrias de base e as de bens de consumo. Assim, contribuem para a criação de valor ao longo 
da cadeia de produção e são um motor importante do crescimento econômico. 
No entanto, assim como as indústrias de base, as indústrias intermediárias também podem 
ter um impacto significativo no meio ambiente. Por isso, é essencial que adotem práticas de 
produção sustentáveis para minimizar a poluição e a exploração de recursos naturais. 
c) Indústrias de bens de consumo 
Já os veículos propriamente ditos, 
completos, são exemplos de produtos de uma 
indústria de bens de consumo duráveis. 
As indústrias de bens de consumo, 
como o nome sugere, produzem os produtos 
que são diretamente consumidos pela 
população. Essas indústrias estão mais 
próximas do consumidor final na cadeia de 
produção. Eles pegam os insumos produzidos 
pelas indústrias de base e intermediárias e os 
transformam em produtos acabados. 
As indústrias de bens de consumo podem ser divididas em dois tipos principais: indústrias 
de bens duráveis e indústrias de bens não duráveis. 
1. Indústrias de Bens Duráveis: As indústrias de bens duráveis produzem produtos que têm 
uma vida útil longa e não são consumidos de uma só vez. Alguns exemplos incluem 
automóveis, móveis, eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e mais. É importante 
lembrar que, devido à natureza desses produtos, o consumo geralmente é afetado pelo 
estado geral da economia. Em tempos de recessão, por exemplo, as pessoas tendem a adiar 
a compra desses itens. 
2. Indústrias de Bens Não Duráveis: As indústrias de bens não duráveis, por outro lado, 
produzem itens que são consumidos rapidamente e precisam ser repostos com frequência. 
Isso inclui alimentos, bebidas, produtos de higiene pessoal, vestuário, entre outros. O 
consumo desses produtos é geralmente menos afetado por flutuações econômicas, pois são 
considerados necessidades básicas. 
O papel das indústrias de bens de consumo na economia é muito significativo, pois essas 
são as empresas que fornecem a maioria dos produtos que usamos no nosso dia a dia. Além disso, 
devido à sua proximidade com os consumidores, estas indústrias muitas vezes enfrentam maior 
escrutínio e são mais afetadas pelas tendências de consumo e mudanças na demanda do mercado. 
Assim, a indústria de bens de consumo é um elemento essencial da economia moderna e 
desempenha um papel importante na qualidade de vida e no bem-estar da população. 
d) Fatores Locacionais 
 
Os fatores locacionais são elementos que 
influenciam a decisão de onde uma empresa ou 
indústria deve ser localizada. Esses fatores são 
cruciais para determinar a viabilidadee rentabilidade 
de uma operação industrial. Vamos entender alguns 
desses fatores: 
1. Recursos Naturais: A disponibilidade de recursos 
naturais é um fator primordial. Indústrias que dependem de recursos como minerais, água 
ou madeira provavelmente estarão perto dessas fontes. 
2. Disponibilidade de Mão de Obra: A mão de obra é um recurso crucial para qualquer 
indústria. A presença de mão de obra qualificada e não qualificada pode atrair indústrias para 
uma determinada área. 
3. Mercado Consumidor: A proximidade do mercado consumidor pode ser vital, 
especialmente para indústrias que produzem bens perecíveis ou de alto custo de transporte. 
A localização próxima aos consumidores reduz custos de transporte e permite uma entrega 
mais rápida. 
4. Infraestrutura: Isso inclui rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, fornecimento de energia e 
água, entre outros. Uma boa infraestrutura pode facilitar o transporte de matérias-primas e 
produtos acabados, bem como fornecer os serviços necessários para a operação da 
indústria. 
5. Política Governamental: Incentivos fiscais, subsídios, regulamentações ambientais e de 
zoneamento são fatores que o governo pode controlar e que podem influenciar a localização 
industrial. 
6. Custos de Operação: Fatores como impostos, custos de mão de obra, custo de vida e 
preços de imóveis podem afetar diretamente a lucratividade de uma indústria e, portanto, 
são considerações importantes para a localização. 
Cada tipo de indústria terá diferentes fatores locacionais que são mais importantes para suas 
operações. Por exemplo, uma indústria de tecnologia pode priorizar o acesso a mão de obra 
altamente qualificada, enquanto uma indústria de manufatura pode priorizar o acesso a recursos 
naturais e infraestrutura de transporte. Portanto, entender os fatores locacionais é crucial para o 
planejamento de negócios e o desenvolvimento econômico. 
 
 
 
 
 
 
O que é a Prestação de Serviços? 
Para começar, Prestação de Serviços é o nome dado a qualquer atividade econômica que é feita 
para suprir as demandas do mercado e que, muitas vezes, não envolve uma mercadoria. 
É um tipo de bem-produzido e consumido de forma simultânea, onde o consumidor não tem posse 
sobre ele – porque, ao invés de pagar pela propriedade, o consumidor paga pelo trabalho, 
disponibilização ou experiência ofertada pelo prestador de serviços. 
Para facilitar, trouxemos alguns exemplos de áreas onde há prestações de serviços e que utilizamos 
constantemente: 
• Educação 
• Alimentação 
• Transporte 
• Beleza 
• Saúde 
Produtos x Serviços: qual é a diferença entre eles? 
Enquanto os Produtos são bens tangíveis, os Serviços são bens intangíveis. Isso significa que 
vender um produto é diferente de prestar um serviço porque, enquanto o produto é um material 
físico produzido para transmissão de posse ao comprador, o serviço não possui o formato físico de 
uma mercadoria e é consumido ao mesmo tempo em que é produzido. 
Enquanto um carro, por exemplo, é um bem tangível e um produto, as corridas dos motoristas de 
aplicativo são intangíveis, são serviços prestados. 
Quando falamos de prestação de serviços, é importante ter em mente que a área envolve 
profissionais que entendem as necessidades das pessoas e, por isso, oferecem atividades que irão 
supri-las. 
Quais são as principais características da Prestação de Serviços? 
De acordo com Kotler e Keller (2006) os serviços apresentam quatro características 
fundamentais: intangibilidade, inseparabilidade, variabilidade e perecibilidade, conforme ilustrado 
na Figura abaixo: 
 
Inseparabilidade/Simultaneidade 
Aqui, como já mencionamos anteriormente, a produção e o consumo ocorrem simultaneamente. 
Desta forma, a satisfação imediata do cliente é a prioridade das empresas prestadoras de serviço 
— uma vez que não é possível “trocá-la” em caso de insatisfação. A Inseparabilidade pela qual 
não é possível estabelecer uma dissociação entre a produção e o consumo dos serviços, como se 
faz com produtos físicos que são produzidos, armazenados, transportados e posteriormente 
adquiridos e consumidos. Ou seja a produção e o consumo, no caso dos serviços, são simultâneos 
o que evidencia a importância do bom relacionamento entre o prestador e quem recebe o serviço. 
Intangibilidade 
Na intangibilidade, o serviço prestado não é tateável. Isso significa que o consumidor recebe 
o serviço prestado, usufrui dele e então tem uma opinião sobre a experiência — e é importante 
destacar que é difícil mensurá-lo, uma vez que as pessoas têm percepções diferentes sobre o 
serviço que contrataram. pois não pode ser tocado (palpável/ tangível). Os serviços são ideias e 
conceitos e somente será percebido pelo cliente quando este experimentá-lo; O cliente observa 
muito a reputação que o prestador tem no mercado. A Intangibilidade é a característica pela qual, 
por não ser tangível, palpável, o serviço não pode ser experimentado antes de ser adquirido, em 
outras palavras, o conhecimento pelo cliente somente ocorre quando o serviço é prestado. Para 
reduzir a incerteza associada ao serviço as empresas procuram desenvolver estratégias de 
tangibilização que evidenciem a qualidade do que se está sendo ofertado por meio de 
equipamentos, instalações, pessoas, materiais de propaganda, marca e preço. Esses elementos 
contribuem para que o cliente possa ter uma percepção melhor sobre o serviço que é oferecido. 
Imperecibilidade/Perecibilidade 
Se os produtos são bens perecíveis, os serviços são imperecíveis. Isso significa que um 
serviço prestado não tem ligação à sua durabilidade – mas se a prestadora de serviços oferecer 
um trabalho ruim, a experiência do cliente será negativa e é necessário refazer o 
serviço. Perecibilidade considera que os serviços são perecíveis, ou seja, deixam de existir num 
determinado período de tempo. No caso dos serviços o consumo deve ser imediato já que serviços 
não podem ser estocados para uso posterior, o que se torna desafiador para os gestores lidar com 
uma eventual demanda flutuante e, portanto, dimensionar a estrutura adequada para prestação dos 
serviços sem excesso ou escassez. 
Variabilidade 
Por depender de quem os realiza, assim como onde e quando são realizados, os serviços 
apresentam grau elevado de variabilidade, tornando-se um desafio aos gestores estabelecer um 
padrão que assegure qualidade e identidade aos serviços prestados. Segundo Kotler e Keller 
(2006), os gestores devem investir em processos adequados de contratação, treinamento, 
padronização do processo de prestação do serviço em toda a empresa sempre monitorando a 
satisfação do cliente. 
Ausência de troca de propriedade 
Quando o consumidor adquire um serviço, ele paga apenas para usufruir daquele serviço e 
não há troca de propriedades nessa transação. Um exemplo simples é referente aos serviços de 
segurança: o consumidor contrata a proteção fornecida pela empresa, não contrata o profissional 
que irá realizá-la.

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