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SUINOS_PLANEJAMENTO_DA_CRIACAO_30DIAS

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PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO DE SUÍNOS
Antonio Assis Vieira
Professor Adjunto IV
DPA/IZ/UFRRJ .
01/2002 ,
1. INTRODUÇÃO
2. OBJETIVOS
3. PARTES DE UM PLANO PARA A CRIAÇÃO DE SUÍNOS
3.1. PLANEJAMENTO PROPRIAMENTE DITO
3.2. IMPLANTAÇÃO
3.3. CONDUÇÃO
3.3. CONTROLE
3.4. AVALIAÇÃO 
3.1. PLANEJAMENTO PROPRIAMENTE DITO
A) ATIVIDADES PREPARATÓRIAS
 1. PESQUISA DE MERCADO
 2. FINALIDADE DA CRIAÇÃO
 3. CAPACIDADE FINANCEIRA DO PRODUTOR
 4. ESCOLHA DO LOCAL
B) DEFINIÇÃO DO NÚMERO DE MATRIZES INSTALADAS
 
 ESTABELECIMENTO DOS ÍNDICES ZOOTÉCNICOS E ECONÔMICOS
 ATUAIS 
 FUTUROS
C) ELABORAÇÃO DO PROJETO
1. PRIMEIRA PARTE - ESCRITÓRIO
 A) REBANHO ESTABILIZADO
 FORMAÇÃO
 
 EVOLUÇÃO
 ESTABILIZAÇÃO
 B) RAÇÃO PARA A FORMAÇÃO
 C) RAÇÃO PARA O REBANHO ESTABILIZADO
2. SEGUNDA PARTE - ENGENHARIA DO PROJETO
 A) PLANTA PLANI-ALTIMÉTRICA DE ÁREA (0,50 * 0,50m)
 B) PLANTA DE SITUAÇÃO (FLUXOGRAMA)
 C) PLANTA DETALHADA DAS INSTALAÇÕES COM DETALHES
 DEFINIÇÃO DAS INSTALAÕES NECESSÁRIAS
 
 GALPÃO DE GESTAÇÃO
 GALPÃO DE MATERNIDADE (LACTAÇÃO) 
 GALPÃO DE CRECHE
 GALPÃO DE CRESCIMENTO - TERMINAÇÃO
 GALPÃO DEPÓSITO DE RAÇÃO (OU FÁBRICA)
 
 ESCRITÓRIO
 LAGOA DE FERMENTAÇÃO
 D) ORÇAMENTO DA IMPLANTAÇÃO
 1. CUSTO DAS INTALAÇÕES
 2. CUSTO DA FORMAÇÃO DO REBANHO ATÉ A ESTABILIZAÇÃO
 
 REPRODUTORES
 
 RAÇÃO
 
 OUTROS
3. ANALISE ECONÔMICA DA CRIAÇÃO
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1. INTRODUÇÃO
O Planejamento da criação é importante devido a natureza da atividade da Suinocultura ser muito dinâmica, exigindo do criador atos seqüenciados tanto na implantação da criação quanto no manejo diário das várias categorias de animais que irão compor o plantel.
O Planejamento irá permitir a definição prévia do tamanho do rebanho, tamanho, posição e estratégia de fluxograma de uso de cada instalação determinada como necessária. A quantidade de ração necessária a alimentação do rebanho, durante as várias fases da implantação e após a estabilização do rebanho, são previamente conhecidas, permitindo que o criador possa traçar a política mais adequada na aquisição, no armazenamento e na utilização dos ingredientes a serem incorporados nesta ração.
2. OBJETIVOS
Organizar as idéias para a tomada de decisões, no sentido de implantar, conduzir, controlar e avaliar uma nova unidade de produção de suínos.
3. PARTES DE UM PLANO PARA A CRIAÇÃO DE SUÍNOS
O planejamento de uma criação de suínos envolve algumas etapas seqüenciadas que são discutidas a seguir. 
3.1. PLANEJAMENTO PROPRIAMENTE DITO
Envolve as diversas etapas consideradas importantes no planejamento, tais como a escolha de animais, planejamento das instalações, previsão de compra de máquinas, equipamentos, ração, etc, necessários ao projeto.
 
3.2. IMPLANTAÇÃO
A implantação do projeto planejado pode começar com a aquisição da terra nua, ou não; a construção das instalações, a introdução gradativa dos animais e o início do manejo destes animais.
 
3.3. CONDUÇÃO
Envolve desde previsão e compreensão das etapas a serem seguidas propostas no projeto quanto a sua colocação em prática.
3.3. CONTROLE
Estabelece os critérios de acompanhamento da execução do projeto, considerando se estão sendo ou não seguidas etapas propostas e se o cronograma proposto está sendo obedecido. Nesta etapa algumas adaptações podem ser feitas e, sendo necessário, até mesmo uma reformulação do projeto poderá ser executada em função de situações específicas.
3.4. AVALIAÇÃO 
Envolve desde a análise de capacidade de o proprietário suportar os custos do projeto, ou de ter condições de obter financiamento, até os custos da produção relacionados com o retorno que esta produção irá proporcionar, considerando os lucros ou prejuízos auferidos.
3.1. PLANEJAMENTO PROPRIAMENTE DITO
A) ATIVIDADES PREPARATÓRIAS
1. PESQUISA DE MERCADO
Considera a capacidade do mercado próximo à futura criação de poder fornecer os requisitos necessários à implantação e condução da criação, como animais, equipamentos, insumos e mão-de-obra, bem como, este mesmo mercado ter a capacidade de absorver a produção obtida a partir desta criação. Em outras palavras, o tamanho planejado para a criação estará em função das condições que o mercado oferecer no sentido de suprir o necessário e de consumir o produto.
2. FINALIDADE DA CRIAÇÃO
O proprietário irá optar pelo produto que melhor atender às exigências do mercado pesquisado.
2.1. Produção de reprodutores
2.1.1. Rebanho núcleo
2.1.2. Rebanho multiplicador
Este tipo de produto é o que normalmente exige mais sofisticação.
2.2. Produção de animais para abate 
2.2.1. Produtores de leitões 
Produção de leitões até os 20 a 30 quilogramas, com um consumo de cerca de 25% de ração em comparação com a produção de ciclo completo. Exige a construção de instalações com condições de controle de ambiente. O rebanho é composto de reprodutores machos e matrizes pré-gestantes, gestantes e lactantes e leitões do nascimento até o peso de venda. A mão-de-obra precisa de uma especialização um pouco maior.
2.2.2. Terminadores 
Produção de animais nas fases de crescimento e terminação. Consomem cerca de 75% da ração quando comparado com a criação em ciclo completo. As instalações são menos sofisticadas devido a menores exigências desses animais quanto a temperaturas elevadas. Neste tipo de produção a preocupação é justamente o contrário, ou seja, a temperatura ambiente deve ser mais baixa para o melhor conforto dos animais. A mão-de-obra não precisa de uma especialização tão grande.
Atenção especial deve ser dada ao planejamento do depósito de rações, e, quando for o caso, dependendo do tamanho da criação será necessário possuir uma fábrica na propriedade.
2.2.3. Produtores de ciclo completo 
É o que predomina no Brasil. Às vezes a criação pode ser subdividida em função do seu tamanho e da disponibilidade de área ou de diferentes propriedades por parte do criador. Ou, ainda, a criação atualmente tem sido subdividida por “sítios” isolados, onde cada categoria ou fase é criada em cada sítio, de modo a manter o controle sanitário de cada um deles rigorosamente, adotando o manejo “all in - all out”. Nestes casos, em cada propriedade (ou sítio) será desenvolvida uma parte da criação: Reprodução em uma, terminação em outra e fabricação de ração em outra diferente, quando esta existir .
2.3. Condomínios
Neste sistema há o envolvimento de uma equipe de proprietários (três ou quatro ou até mais) reunidos, em que cada um terá uma atribuição diferente no complexo produtivo. Em cada propriedade (sítio) será conduzida uma parte da criação: Reprodução em uma, terminação outra e fabricação de ração outra diferente, que fornecerá as rações para os dois primeiros. Neste sistema de produção cada membro do condomínio será dono da criação como um todo e dividirá tanto as despesas quanto os lucros (ou prejuízos) ocorridos em cada unidade, proporcionalmente à sua participação inicial. 
2.4. Produção em integrações
Neste sistema o produtor estará associado a uma grande empresa integradora, a qual fica encarregada de fornecer os animais e os insumos enquanto o produtor fornece as instalações e a mão-de-obra. O tamanho da criação é geralmente definido pela integradora ou pela capacidade instalada das instalações. 
2.4. Produção de porcos tipo-banha
Este sistema tem desaparecido do cenário produtivo em geral, mas em algumas regiões ainda persiste: Maranhão, Nordeste em geral, MT, MS, parte norte de Minas, onde na maioria das vezes está associada com a consorciação com alguma cultura perene como o coco babaçu, árvores frutíferas ou reflorestamento, por exemplo. A região Centro-Oeste