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NOÇÕES GERAIS É o ramo do direito público, que estuda princípios e regras reguladoras do exercício da função administrativa Os ramos do Direito público estudam as normativas do Estado Estado em rede Tentativa de aperfeiçoamento no modelo da administração pública gerencial Visa realizar uma gestão para cidadania Visa a participação dos civis fomentando a gestão regionalizada e a gestão participativa CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO DIREITO ADMNISTRATIVO É um ramo recentea) Desenvolveu-se a partir do século XIX Não foi codificadob) Não está unificado em um código próprio mas disciplinado em leis diversas É largamente jurisprudencialc) Adota o modelo inglês de jurisdição como uma forma de controle da administraçãod) OBJETO MEDIATO E IMEDIATO Imediato São os princípios e regras que regulam a função administrativa Mediato São as atividades, agentes, pessoas e órgãos da administração pública PRESSUPOSTOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO Subordinação do Estado às regras jurídicasI. Característica surgida com o advento do Estado de direito Existência de divisão de tarefas entre os órgãos estataisII. ESTADO Estado Um povo situado em determinado território e sujeito a um governo PovoI. É o conjunto de indivíduos unidos para formação da vontade geral do Estado Dimensão pessoal do Estado TerritórioII. Base geográfica do Estado, sua dimensão espacial GovernoIII. Cúpula diretiva do Estado, responsável pela condução dos altos interesses estatais e pelo poder político Poder político é composto pelas funções legislativa, executiva e judicial e tem por características essenciais a unicidade, a indivisibilidade e a indelegabilidade, cuja composição pode ser modificada mediante eleições SENTIDOS DA ADMINISTRAÇÃO Sentido subjetivo (Orgânico ou formal) Conjunto de agentes, órgãos e entidades públicas que exercem a função administrativa Sentido objetivo (Material ou funcional) É a atividade estatal consistente em defender concretamente o interesse público É a natureza da atividade exercida pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos É o desempenho da função administrativa FAZENDA PÚBLICA Atuação do Estado em juízo Quando as pessoas jurídicas elencadas no art. 41, CC são partes (Autor e réu) em uma ação judicial Art. 41, CC - As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado UniãoI. Estados, DF e TerritóriosII. MunicípiosIII. Autarquias incluindo associações públicasIV. Demais entidades de caráter público criadas por leiV. É quando pessoas jurídicas governamentais figuram no polo ativo ou passivo de ações judiciais Noções introdutórias sexta-feira, 24 de novembro de 2023 13:30 Página 1 de Direito Administrativo É quando pessoas jurídicas governamentais figuram no polo ativo ou passivo de ações judiciais TAREFAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Poder de policia Limitação e condicionamento, pelo Estado, da liberdade e propriedade privada em favor do interesse público Serviços públicos Estado passou a prestar funções positivas de prestação de serviços públicos (Oferecimento de agua, energia...) Atividades de fomento Incentivo a setores sociais específicos, estimulando o desenvolvimento da ordem social e econômica Atividade de intervenção (Podem ser enquadradas nas 3 outras atividades da adm.) Na propriedade privada Consiste em todas as ações estatais de limitação de propriedade em favor do interesse público, visando o cumprimento do princípio da função social da propriedade No domínio econômico (Regulação) Consiste nas atividades estatais de disciplina, normatização e fiscalização dos agentes econômicos No domínio social Consiste nas atividades voltadas para apoiar economicamente hipossuficientes FONTES DA ADMINISTRAÇÃO As fontes são os fatos jurídicos de onde as normas emanam Fonte primária (Maior ou direta) LeiI. Por lei deve-se entender aqui qualquer veículo normativo que expresse a vontade popular: Constituição Federal, emendas constitucionais, Constituições Estaduais, Leis Orgânicas, leis ordinárias, leis complementares, leis delegadas, decretos legislativos, regulamentos, resoluções e medidas provisórias. Único modo de criar diretamente deveres e proibições, obrigações de fazer e não fazer Fonte secundária (Menor ou indireta) Constituem instrumentos acessórios para originar normas, derivadas de fontes primárias DoutrinaI. Produção intelectual dos juristas a respeito de certo tema jurídico Doutrina não cria diretamente uma norma, mas esclarece o sentido e o alcance das regras jurídicas conduzindo o modo como os operadores do Direito devem compreender as determinações legais JurisprudênciaII. Reiterações das decisões dos tribunais sobre determinado tema Não tem força cogente de uma norma criada pelo legislador, mas influencia decisivamente a maneira como as regras passam a ser entendidas e aplicadas CostumesIII. São práticas reiteradas da autoridade administrativa capazes de estabelecer padrões obrigatórios de comportamento SISTEMAS ADMINISTRATIVOS Sistema da jurisdição UNA (Sistema adotado no Brasil) Todas as causas serão julgadas pelo poder judiciário O poder judiciário mantém o controle de legalidades e dos atos da administração pública ☠Contencioso administrativo no Brasil é proibido, pois diminui a competência do poder judiciário Art. 5, XXXV, CF - A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito Sistema do contencioso administrativo Consiste na repartição da função jurisdicional entre o poder judiciário e tribunais administrativos Nesse sistema, o poder judiciário decide as causas comuns, enquanto as demandas que envolvam a administração pública são julgadas por um conjunto de órgãos administrativos encabeçados pelo conselho do Estado Existe um sistema judiciário e um sistema administrativo ☠Não há dualidade de jurisdição. Judiciário lida com todos os problemas administrativos e comuns COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR Competência para criar leis sobre o D. Administrativo, em regra, é CONCORRENTE, entre a União, Estados, e o DF Municípios possuem competência suplementar, logo, podem legislar por meio do interesse local. Art. 24, CF - Compete à União, aos Estados e ao DF legislar concorrentemente FUNÇÃO ADMINISTRATIVA É aquela exercida preponderantemente pelo poder executivo, com caráter infralegal e mediante utilização de prerrogativas instrumentais A função administrativa é exercida preponderantemente pelo poder executivoI. Teoria da tripartição dos poderes Página 2 de Direito Administrativo Teoria da tripartição dos poderes Art. 2, CF - São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário Para garantir a Independência é atribuído a cada um dos três poderes uma função própria (Função típica) Função típica do poder LegislativoI. Criação da norma, a inovação originária na ordem jurídica (Somente o legislativo exerce função primária) Desencadeia o surgimento de direitos e deveres predefinidos na legislação Função típica do poder judiciárioII. Solucionar, definitivamente, conflitos de interesse, mediante a provocação do interessado Judiciário possui poder estático, dependendo de provocação do interessado para agir Função típica do poder executivoIII. Consiste na defesa concreta do interesse público Consiste em aplicar a lei de ofício Independe de provocação do interessado, pode ser feita de ofício Para garantir a harmonia é permitido a cada um dos três poderes, exerça de maneira excepcional, atividades próprias de outros poderes (Função atípica) As funções atípicas só podem estar previstas na própria Constituição As funções atípicas são restritivas O rol de funções atípicas é exclusivo (Não permite ampliação) A função administrativa é exercida em caráter infralegalII. É extremamente submisso à lei A administração pública só pode fazer o que o povo autoriza, por meio de leis promulgadas por seus representante eleitos. Os atos administrativos estãoabaixo dos dispositivos legais, logo, toda vez que um ato violar uma norma, ele deverá ser invalidado A função administrativa é exercida mediante a utilização de prerrogativas instrumentaisIII. A lei confere ao agente público poderes especiais em razão da sua função desempenhada (Prerrogativas ou privilégios) São instrumentos a serviço da função pública. Se o agente estiver fora de sua função, perderá tais prerrogativas Se o agente usar os poderes de cargo para interesse alheio ao interesse público, o ato será nulo por desvio de finalidade FUNÇÃO ADMINISTRATIVA X FUNÇÃO DE GOVERNO Ambas são desempenhadas pelo poder executivo, o que diferencia as duas é o regime jurídico Fundamento Função de governo: Constitucional Função administrativa: Legal Pirâmide de Kelsen Página 3 de Direito Administrativo ☠OBSERVAÇÕES Todo procedimento administrativo deve garantir contraditório e ampla defesaI. Em regra, todos os prazos tem duração de 5 anosII. A administração pública sempre pode agir de ofícioIII. A responsabilização na prestação de serviços públicos é objetivaIV. Na prestação indireta de serviços públicos, a responsabilidade principal é do prestador, e o Estado responde subsidiariamente V. Toda atividade da Administração Pública está sujeita a controle judicial, exceto quanto ao mérito dos atos discricionários VI. A administração não precisa de autorização judicial para agirVII. A lei ordinária é instrumento normativo padrãoVIII. Lei complementar usa-se de modo excepcional Página 4 de Direito Administrativo