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Aula sobre debêntures: define títulos de dívida emitidos por S.A. aberta e diferencia de notas promissórias; explica características (renda fixa, prefixado/pós), ausência do FGC, garantia real, tipos (simples, conversíveis), riscos (liquidez, mercado, crédito), tributação e debêntures incentivadas.

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Livia Matos

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DEBÊNTURES CPA-20
DEBÊNTURES
PARTE I
Fala cabeção! Na aula de hoje falaremos sobre Debêntures, você já ouviu falar nesse termo? Sabe 
o que significa? 
Debêntures são títulos emitidos por empresas de capital aberto – S.A Aberta - com o objetivo de 
captar recursos para financiarem seus projetos. Logo, as debêntures são investimentos que têm 
origem nas dívidas de grandes empresas. 
RELEMBRANDO...
Sociedade anônima aberta é aquela que disponibiliza seus valores mobiliários à negociação no 
mercado de valores mobiliários (bolsa de valores ou mercado de balcão).
Quando uma empresa precisa de dinheiro para financiar novos projetos, ela tem uma alternativa 
antes de recorrer a um tradicional empréstimo no banco. Ela pode emitir um título de dívida para 
captar a quantia e remunerar aos poucos a quem lhe emprestou.
Quem compra uma debênture está, na verdade, emprestando dinheiro à empresa emissora, em 
troca de uma rentabilidade, que seriam os juros do empréstimo. 
NÃO CONFUNDA...
Notas Promissórias ≠ Debêntures
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AULA EM PDF EXCLUSIVA PARA ALUNOS
 • E qual a diferença? 
As debêntures e as notas promissórias são títulos para captação de recursos para financiamento 
de empresas, não podendo ser emitidos por bancos. No caso das debêntures, a captação é usa-
da para financiamento de capital fixo, de giro e alongamento de dívida, podendo ser emitidas 
apenas por sociedades anônimas de capital aberto. Já as notas promissórias são usadas apenas 
para financiar capital de giro e podem ser emitidas por sociedades anônimas de capital aberto 
ou fechado.
Uma debênture é um título de Renda Fixa, ou seja, possui regras de remuneração definidas no mo-
mento da aplicação no título, podendo ser prefixadas ou pós fixadas. 
 • E por que Renda Fixa? A empresa vai se endividar então ela tem que combinar uma taxa de 
juros anteriormente.
A diferença entre uma debênture e um empréstimo comum feito em instituições financeiras, está 
no fato de que os investidores vão cobrar mais barato, porque você tem essa diferença na taxa 
spread, ou seja, os juros que os bancos pagam quando você investe seu dinheiro e os juros que co-
bram quando você faz um empréstimo. Vamos a um exemplo prático para você entender.
 • Quando um banco capta em Selic, ele empresta por 3x a Selic para a empresa, por exemplo. 
Mas quando a empresa vai para o mercado de capitais, ‘pega’ o dinheiro do investidor que está 
ganhando em Selic, ou seja, é muito mais barato para a empresa.
É por esse motivo que uma debênture não tem FGC (Fundo Garantidor de Crédito), o que significa 
maior risco para o investidor, e já sabemos que quanto maior o risco, maior o retorno esperado. 
IMPORTANTE!
Se a empresa vier a quebrar, o debenturista está acima do acionista na hora de receber o dinheiro. 
Por isso, tem que estar atento às garantias dos títulos. 
 • Principal garantia: Garantia Real
A empresa que emite a dívida (debênture) aliena um bem à operação. Em outras palavras, um bem 
real da empresa fica “preso” de forma que a empresa não pode negociar, vender ou transferir o 
bem até que as debêntures sejam quitadas. Se a empresa não tiver caixa para pagar as debêntures 
o bem pode ser vendido para quitação dos títulos;
Existem alguns tipos de Debêntures, mas vamos focar nas 2 principais para a sua prova: 
 • Debênture Simples: devolve diretamente o valor aplicado com o acréscimo de juros em moeda 
corrente.
 • Debêntures Conversíveis: modalidade de debênture que podem ser trocadas por ações da 
companhia emissora no vencimento do título. Ou seja, esse tipo de debênture apresenta a pos-
sibilidade de “converter” o que antes era uma dívida em ações da empresa.
Agora pensa comigo: quando eu faço investimento em debêntures, eu tenho vários riscos, como: 
 • Risco de liquidez: transformar investimento em dinheiro;
 • Risco de mercado: oscilação ou a volatilidade dos preços;
https://www.google.com/search?sxsrf=ALeKk00KPPvXYFHfRVe8x96w5SaKrJDHKw:1609971544950&q=taxa+de+spread&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwiHtaOwq4juAhVELLkGHaH7DfcQkeECKAB6BAgYEDU
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 • Risco de crédito: investidor corre de sofrer um calote pela falta do Fundo Garantidor de 
Crédito. 
Porém, a partir do momento que eu converto uma debênture em ação, o risco de mercado passa a 
ser tão grande quanto o risco de crédito
RESUMO
O que é? Título de dívida de médio ou longo prazo;
Órgão Fiscalizador CVM – Comissão de Valores Mobiliários
Juros Prefixado; Pós Fixado; híbrido
Tipos principais Simples; conversíveis
Garantia Pode ter Garantia Real
Tributação Tabela Regressiva IR (Exceto Incentivadas)*
* As debêntures incentivadas usufruem de benefícios tributários e são um mecanismo de funding de longo prazo, via 
mercado de capitais, destinado a financiar projetos de infraestrutura considerados prioritários pelo Governo Federal. 
São uma alternativa às fontes tradicionais de financiamento.
PARTE II
Fala Cabeção! Vamos continuar falando sobre debêntures? Esqueceu o que é? Espera que eu te 
lembro!
RELEMBRANDO...
Debêntures são títulos emitidos por empresas de capital aberto o objetivo de captar recursos 
para financiarem seus projetos.
Sabemos assim, que por ter um risco de crédito auto, afinal não há um Fundo Garantidor de Crédito 
(FGC), uma debênture tem que dar garantias ao investidor. A melhor garantia de uma debênture é 
a Garantia REAL, como vimos anteriormente, onde a empresa que emite a dívida aliena um bem 
à operação, como um imóvel para garantir o pagamento em caso de falência. Contudo, existem 
outros três tipos de garantias, mudando apenas a prioridade do investimento, ou seja, a ordem de 
garantia do investimento.
 • Garantia flutuante: a empresa é livre para negociar essa garantia em outra operação, desde 
que substitua o bem; 
 • Garantia quirografária: não existe um bem real dando garantia ao título, e a única garantia que 
o investidor tem está associado à capacidade da empresa para pagar. 
 • Garantia subordinada: como o próprio nome sugere, essa garantia está subordinada às demais.
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É necessário entender que não precisa decorar cada uma dessas garantias, mas precisa saber a or-
dem exata delas. Para garantia de debêntures “a ordem do produto altera o resultado”. 
Vamos a um macete então?
REAL
FLUTUANTE
QUIROGRAFÁRIA 
SUBORDINADA
RE + FLU + QUI + SU = “REFLUQUISU”
Além disso, eu posso emitir uma debênture com uma cláusula cross default (calote cruzado) que 
se refere àquelas cláusulas presentes em contratos que determinam que o devedor estará em situ-
ação de falha no contrato em questão toda vez que deixar de cumprir quaisquer outras obrigações 
em outros contratos. Ou seja, quando a empresa está deixando de pagar o que deve. 
O responsável por defender os interesses do investidor debenturista é o Agente Fiduciário que 
exerce uma fiscalização permanente e atenta para ver se todas as cláusulas contratuais estão sendo 
cumpridas e tomar as precauções caso o contrário esteja ocorrendo.
Se a empresa emissora dos títulos está devendo ao debenturista ou aos fornecedores, prejudican-
do o valor dela no mercado, o Agente Fiduciário pode solicitar na justiça a liquidação da empresa, 
comprovando que ela não está em dia com suas contas. 
Contudo, quando as demais dívidas (funcionários, outros fornecedores) estão pagas, liquidar a em-
presa é quase impossível. Mas se existir no contrato a cláusula de cross default, para questões 
de liquidação, todas as contas podem ser dadas como vencidas, tornando a liquidação possível. 
Cross default é mais uma garantia para o investidor.

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