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Cuidados-Paliativos-e-Contexto-Hospitalar-Na-Terapia-Ocupacional-083044

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Prévia do material em texto

Professor(a) Esp. Ana Carolina Coculo da Costa
CUIDADOS PALIATIVOS E 
CONTEXTO HOSPITALAR NA 
TERAPIA OCUPACIONAL
 
REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá
COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco
COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
 Caroline da Silva Marques 
 Eduardo Alves de Oliveira
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Hugo Batalhoti Morangueira
 Vitor Amaral Poltronieri
ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira 
 Carlos Henrique Moraes dos Anjos
 Kauê Berto
 Pedro Vinícius de Lima Machado
 Thassiane da Silva Jacinto 
 
FICHA CATALOGRÁFICA
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
C837c Costa, Ana carolina Colulo da
 Cuidados paliativos e contexto hospitalar na terapia ocupacional/
 Ana carolina Colulo da Costa. Paranavaí: EduFatecie, 2023.
 58 p.: il. Color.
 
 1. Terapia ocupacional – Tratamento paliativo . 2. Doentes 
 terminais – Cuidado e tratamento. 3. Cuidados paliativos.
 I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a 
 Distância. III. Título. 
 
 CDD: 23. ed. 616.029
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas dos bancos de imagens 
Shutterstock .
2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/pt/
3
Professor(a) Esp. Ana Carolina Coculo da Costa
Olá, aluno(a)!
Sou a professora Ana Carolina Coculo da Costa, graduada em Terapia Ocupacional 
pela UFPR. Possuo especialização em Desenvolvimento Infantil e Intervenção Precoce 
(IPPEO) e em Terapia da Mão e do Membro Superior (FM USP). Atualmente, estou cur-
sando a especialização em Órtese, Prótese e Meios Auxiliares (FM USP). Além disso, 
realizei cursos de capacitação e aperfeiçoamento em Confecção de Órteses para Membros 
Superiores, Reabilitação Neurológica, Aplicação do protocolo Interface Cérebro Máquina 
(EXOBOTS-Neurobots), Bandagem Neurofuncional Infantil e Bandagem Neurofuncional 
Adulto. Também estou em processo de capacitação em Contensão Induzida. Conto com 4 
anos de experiência na confecção de órteses e 5 anos de prática em atendimentos ortopé-
dicos e neurológicos a adultos e crianças.
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/8339982101718259
AUTOR
http://lattes.cnpq.br/8339982101718259
4
Seja muito bem-vindo (a)!
Nesta disciplina, você aprofundará seus conhecimentos sobre Cuidados Paliati-
vos e sua aplicação nos Contextos Hospitalares. Além disso, o curso proporcionará uma 
compreensão mais profunda do processo de adoecimento, seu impacto no cotidiano e, 
principalmente, no desempenho ocupacional do indivíduo. Destacaremos como a prática 
da terapia ocupacional pode facilitar esse processo.
Na Unidade I, você aprenderá sobre o conceito de cuidados paliativos, explorando 
sua definição por meio de legislações e como ele é aplicado, além de discutir as principais 
doenças impactadas por esses cuidados.
Na Unidade II, abordaremos o processo de adoecimento, suas consequências 
e como a hospitalização pode ser um desafio para o indivíduo. Nesta unidade, também 
destacaremos o papel do terapeuta ocupacional neste contexto.
Na Unidade III, você conhecerá a trajetória da terapia ocupacional dentro do am-
biente hospitalar e se aprofundará na prática deste profissional neste ambiente. Também 
apresentaremos legislações relevantes para esta área.
Por fim, na última unidade, discutiremos as unidades de tratamento intensivo neo-
natais e como o terapeuta ocupacional pode atuar em diferentes faixas etárias. Além disso, 
exploraremos a atuação deste profissional em brinquedotecas.
 Bons estudos!
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
5
UNIDADE 4
Terapia Ocupacional e Contextos 
Hospitalares: Pediatria e Neonatologia
Trajetória e Prática da Terapia 
Ocupacional na Intervenção Hospitalar
UNIDADE 3
Processo do Adoecimento e da 
Hospitalização
UNIDADE 2
Cuidados Paliativos em Vários 
Diagnósticos
UNIDADE 1
SUMÁRIO
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Plano de Estudos
• Terapia Ocupacional em Contextos Hospitalares;
• Conceitos e Definições de Cuidados Paliativos e seus princípios 
norteadores;
• Principais diagnósticos em Cuidados Paliativos e a atuação do 
terapeuta ocupacional com a abordagem de cuidados paliativos.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar e contextualizar Contextos Hospitalares e Cuidados 
Paliativos;
• Compreender a utilização da abordagem de Cuidados Paliativos 
pelo terapeuta ocupacional;
• Estabelecer os objetivos da terapia ocupacional na intervenção 
em cuidados paliativos e contextos hospitalares frente a diversos 
diagnósticos.
Professor(a) Esp. Ana Carolina Coculo da Costa
CUIDADOS CUIDADOS 
PALIATIVOS PALIATIVOS 
EM VÁRIOS EM VÁRIOS 
DIAGNÓSTICOSDIAGNÓSTICOS1UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO
7CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
Caro (a) aluno (a), seja muito bem-vindo (a)!
Cuidados paliativos é uma vertente dos contextos hospitalares. O terapeuta ocu-
pacional pode se especializar em contextos hospitalares e consequentementee suas relações com 
os outros. Portanto, ambientes e situações que geram alto nível de estresse, como ocorre em 
uma internação, podem afetar o desenvolvimento da criança. (NASCIMENTO, 2019).
Em uma UTIN, o trabalho da Terapia Ocupacional se concentra nas ocupações tan-
to do recém-nascido quanto dos pais. Após uma avaliação inicial, o Terapeuta Ocupacional 
pode pensar em estratégias para promover a participação da família nos cuidados com o 
recém-nascido, prevenir e minimizar possíveis atrasos no desenvolvimento, prescrever e 
confeccionar tecnologias assistivas, orientar a família em relação a questões técnicas e 
realizar a escuta qualificada. Também podem ser realizadas adaptações arquitetônicas, 
utilizando a CIF-CJ para auxiliar na avaliação do que pode ser barreira e facilitador, pro-
porcionar o brincar exploratório, estabelecer e manter uma rotina adequada, participar do 
Método Canguru, entender como acontece e qual a importância dos protocolos de Manuseio 
Restrito dentro da UTIN, entre outros.
47TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
É necessário que o ambiente hospitalar seja o mais próximo possível do ambiente 
familiar, diminuindo a insegurança da criança internada, isso significa humanizar o ambiente 
hospitalar, podemos ver comumente alas pediátricas com paredes pintadas e mais acon-
chegantes dentro do possível. Além de todas as ações citadas anteriormente, o profissional 
deve avaliar as questões culturais da criança para lhe oferecer brincadeiras próprias do 
seu universo, assim ampliar o leque para prevenir e tratar os problemas que interferem no 
desempenho funcional da criança. (DOMINGUES, MARTINEZ, 2001).
Independentemente do contexto, o terapeuta ocupacional deve fazer a análise de 
atividade para poder intervir, exemplo se a criança deve permanecer no leito e gostaria 
de realizar determinada atividade, mediante a análise de atividade o profissional poderá 
adaptar utensílios, ou até mesmo postura, para a criança ser protagonista do seu processo 
e não perca sua independência e principalmente sua autonomia.
Kudo mostra que a atuação do TO contribui com o campo de ação da pediatria, 
ou seja, o profissional pode facilitar a compreensão e a integração da criança frente ao 
processo de hospitalização (KUDO, 1994). Uma forma de se fazer isso é por meio do 
brincar, utilizando da brincadeira como um processo de autoconhecimento, estabelecer 
vínculos, interagir. Devemos lembrar que assim como o trabalho é importante para o adulto, 
o brinquedo/brincar é importante para a criança (DOMINGUES; MARTINEZ, 2001).
Para complementar, como já comentamos que o TO deve compor a equipe presente 
na brinquedoteca, a mesma resolução nos traz que:
 
É exclusiva competência do Terapeuta Ocupacional, devidamente registrado 
no CREFITO da jurisdição de sua atuação profissional, desenvolver atividade 
de brincar e utilizar o brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais na 
assistência ao ser humano em suas capacidades motoras, mentais, emo-
cionais, percepto-cognitivas, cinético-ocupacionais e sensoriais, em todos os 
níveis de atenção à saúde (COFFITO, 2007, p. 205).
Entendendo isso, a resolução também nos resolve a seguinte prerrogativa: 
Com vistas a prestar assistência profissional em situação individualizada ou 
grupal, o Terapeuta Ocupacional desenvolverá atividade de brincar e utilizará 
o brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais para possibilitar à crian-
ça e seus familiares o enfrentamento dos desafios no ambiente demandado, 
em especial o hospitalar, estimulando os componentes de desempenho ocu-
pacional sensório-motor, integração cognitiva e componentes cognitivos, ha-
bilidades psicossociais e componentes psicológicos, nos contextos temporais 
e ambientais de desempenho ocupacional. Recomendar que os serviços ine-
rentes ao desenvolvimento de atividade de brincar e utilização do brinquedo 
como recursos terapêutico-ocupacionais na assistência ao ser humano, em 
brinquedotecas ou outros serviços, estejam sob a coordenação e responsabi-
lidade técnica do Terapeuta Ocupacional (COFFITO, 2007, p. 205).
48TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
Você sabia que pode se especializar em atendimento com o público infantil dentro do contexto hospitalar? 
Existem residências multiprofissionais que possibilitam que você aprenda mais a respeito da pediatria 
dentro do contexto hospitalar, podendo passar por diversas demandas e diversos ambientes, como enfer-
marias e UTIs.
Fonte: A autora (2023). 
A escuta qualificada é o maior artifício que o TO pode ter dentro do contexto hospitalar, podendo ele ser 
a intervenção propriamente dita quanto uma ponte para se pensar em como intervir. Então sempre esteja 
aberto a escutar seu paciente e seus familiares, isso é humanizar o serviço. 
Fonte: A autora (2023).
49TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
Nos hospitais pediátricos, o terapeuta ocupacional trabalha em estreita colaboração 
com a equipe médica e multidisciplinar para fornecer intervenções terapêuticas individua-
lizadas às crianças. Seu principal objetivo é promover o desenvolvimento motor, cognitivo, 
emocional e social dos pacientes pediátricos, considerando suas necessidades específicas 
e o estágio de desenvolvimento.
O terapeuta ocupacional utiliza técnicas especializadas, como atividades lúdicas, 
jogos, brinquedos adaptados e intervenções sensoriais, para auxiliar as crianças a melhorar 
suas habilidades motoras finas e grossas, coordenação, equilíbrio, força e destreza. Além 
disso, eles também trabalham no desenvolvimento de habilidades para a vida diária, como 
alimentação, vestuário, higiene pessoal e autonomia, visando aumentar a independência e 
a qualidade de vida das crianças durante sua estadia no hospital.
Ou seja, a atuação do terapeuta ocupacional em hospitais pediátricos e em UTI 
neonatais desempenha um papel essencial no cuidado e recuperação de crianças e recém-
-nascidos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
50TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
Sugiro a leitura para complementar o tema a respeito das brinquedotecas, a Reso-
lução n.° 324/2007 do COFFITO.
LEITURA COMPLEMENTAR
51TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Uma prova de amor.
• Ano: 2009.
• Sinopse: Em Uma Prova de Amor, Sara e Brian Fitzgerald são 
informados que Kate, sua filha, tem leucemia e possui poucos anos 
de vida. O médico sugere aos pais que tentem um procedimento 
médico ortodoxo, gerando um filho de proveta que seja um doador 
compatível com Kate. Disposto a tudo para salvar a filha, eles acei-
tam a proposta. Assim nasce Anna, que logo ao nascer doa sangue 
de seu cordão umbilical para a irmã. Anos depois, os médicos 
decidem fazer um transplante de medula de Anna para Kate. Ao 
atingir 11 anos, Anna precisa doar um rim para a irmã. Cansada dos 
procedimentos médicos aos quais é submetida, ela decide enfrentar 
os pais e lutar na justiça por emancipação médica, para ter direito 
a decidir o que fazer com seu corpo. Para defendê-la, ela contrata 
Campbell Alexander, um advogado que cuidará de seus interesses.
LIVRO
• Título: Brinquedoteca e Terapia Ocupacional: ações interdiscipli-
nares.
• Autor: Andreia Carvalho e Helena Scatolini.
• Editora: Rubio.
• Sinopse: Guiada pela interdisciplinaridade, a brinquedoteca desper-
ta relações de respeito, cuidado e aprendizado por meio da humani-
zação. Estas ações têm o potencial de favorecer um olhar para o todo 
do indivíduo que está internado, contemplando corpo e mente. Assim, 
além de curativas, são orientadoras e diagnósticas. A obra que esti-
mula e instiga, propõe-se a refletir sobre o espaço da brinquedoteca, 
rico em aprendizado, alegria e vivências lúdicas. Além disso, pretende 
sensibilizar os leitores quanto à saúde humanae ao conhecimento in-
tegrado sobre o atendimento humanizado difundido na prática laboral 
do terapeuta ocupacional e dos profissionais de áreas afins.
WEB
Assim coma existo a Associação Brasileira de Terapia Ocupacional 
na qual você pode se filiar e fazer parte de uma comunidade que 
luta pelos direitos da profissão, também existe a Associação de 
Terapia Ocupacional Hospitalar que luta pelos direitos da TO nos 
hospitais, no site você encontra diversas legislações e fica sabendo 
de eventos voltados para esse tema.
• Link do site: http://www.atohosp.com.br/.
http://www.atohosp.com.br/
52
Como vimos nesta disciplina, a terapia ocupacional desempenha um papel crucial 
nos cuidados paliativos, fornecendo suporte para pacientes que enfrentam o processo 
de adoecimento. Ao focar na melhoria da qualidade de vida e no alívio do sofrimento, os 
terapeutas ocupacionais adaptam estratégias personalizadas para ajudar os pacientes a 
manter a autonomia e a dignidade em meio aos desafios físicos, emocionais e sociais 
associados à doença avançada. 
Ao incorporar atividades significativas e práticas terapêuticas, a terapia ocupacio-
nal busca mitigar sintomas como dor, ansiedade e depressão, promovendo o bem-estar 
emocional. Além disso, os terapeutas ocupacionais trabalham em estreita colaboração 
com a equipe multidisciplinar e os cuidadores, contribuindo para um ambiente de cuidado 
compassivo e centrado no paciente. 
Nos cuidados paliativos, a terapia ocupacional transcende a mera gestão de sinto-
mas físicos, abraçando uma abordagem holística que considera as necessidades emocio-
nais, espirituais e sociais do paciente. Essa abordagem centrada na pessoa permite que 
os indivíduos enfrentem o final da vida com dignidade, significado e, sempre que possível, 
participação ativa nas atividades que trazem alegria e conforto.
A história da terapia ocupacional em hospitais reflete uma evolução notável na 
abordagem aos cuidados de saúde, destacando-se como uma disciplina fundamental na 
promoção da recuperação e no aumento da qualidade de vida dos pacientes. Ao longo do 
tempo, a terapia ocupacional nos ambientes hospitalares passou por uma transformação 
significativa, expandindo seu escopo para abranger uma variedade de condições médicas 
e necessidades dos pacientes.
No início, a terapia ocupacional concentrou-se principalmente na reabilitação de 
soldados durante e após as guerras, enfatizando a importância da ocupação e da atividade 
para a recuperação física e mental. Com o tempo, essa abordagem foi ampliada para incluir 
uma variedade de condições médicas, tornando-se uma prática essencial em hospitais 
para tratar pacientes com lesões traumáticas, doenças crônicas, distúrbios neurológicos e 
outros desafios de saúde.
A presença da terapia ocupacional em hospitais representa uma abordagem cen-
trada no paciente, visando não apenas tratar as condições médicas subjacentes, mas tam-
bém facilitar a reintegração funcional e social dos pacientes. O trabalho colaborativo com 
CONCLUSÃO GERAL
53
equipes multidisciplinares reforçou o papel da terapia ocupacional na gestão abrangente 
da saúde, integrando a ocupação terapêutica como parte essencial do plano de cuidados.
Hoje, a terapia ocupacional em hospitais continua a se adaptar às necessidades 
emergentes da saúde, incorporando inovações, tecnologias e abordagens baseadas em 
evidências. Sua história é marcada por uma progressiva compreensão da importância do 
engajamento ocupacional na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida dos 
pacientes hospitalizados.
Terapeutas ocupacionais desempenham um papel significativo na UTI neonatal e 
em brinquedotecas, contribuindo para o bem-estar e desenvolvimento de bebês prematuros 
e crianças hospitalizadas. Como no desenvolvimento sensório-motor, manuseio e posicio-
namento, intervenção com a família, adaptações, retomada da rotina, brincar, entre outros. 
Os terapeutas ocupacionais desempenham um papel crucial na promoção do de-
senvolvimento infantil, na melhoria da qualidade de vida e no suporte emocional tanto para 
os pacientes quanto para suas famílias.
Até a próxima!
54
BARCELOS, T. A. et al. A atuação da terapia ocupacional em hospital pediátrico. Rev. Med. 
Minas Gerais 2012; 22 (Supl 2): S1-S173. 
BATISTA, P. R. O. et al. Atuação do terapeuta ocupacional no contexto da hospitalização 
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BEZERRA, D. S., SIQUEIRA, A. C. Processo de adoecimento e hospitalização em pa-
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https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2021-1/novembro/mes-da-prematurida-
de-ministerio-da-saude-defende-separacao-zero-entre-pais-e-recem-nascidos. Acesso em: 
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BRASIL. Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990: Dispõe sobre as condições para a pro-
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Brasília/DF, p. 18.055, 20 set. 1990.
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https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2021-1/novembro/mes-da-prematuridade-ministerio-da-saude-defende-separacao-zero-entre-pais-e-recem-nascidos
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55
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COFFITO. Resolução N°324 de 25 de abril de 2007. Dispõe sobre a atuação do Terapeuta 
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demandas de cuidados paliativos.
A terapia ocupacional envolve a utilização de atividades para a realização das 
atividades de vida diária ou de outras ocupações, o fato do sujeito estar hospitalizado pode 
gerar uma ruptura, sem falar do adoecimento ou do fim da vida.
A humanização está diretamente ligada ao trabalho do terapeuta ocupacional em 
contextos hospitalares e cuidados paliativos, trazendo maior significado e acolhimento para 
todos envolvidos no processo de adoecimento.
É sobre isso que se trata esta unidade, entender sobre a especialidade de terapia 
ocupacional em cuidados paliativos e como este profissional pode atuar frente aos cuidados 
paliativos.
TERAPIA OCUPACIONAL 
EM CONTEXTOS 
HOSPITALARES1
TÓPICO
8CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a Terapia Ocu-
pacional tem como objetivo prevenir e tratar indivíduos com distúrbios cognitivos, afetivos, 
perceptivos e psico-motores através do uso da ocupação humana, o que é a base para 
desenvolver projetos terapêuticos de qualquer nível de complexidade, seja ele médio ou alto.
A Resolução n.° 429 de 2013 “reconhece e disciplina a especialidade de Terapia 
Ocupacional em Contextos Hospitalares, define as áreas de atuação e as competências do 
terapeuta ocupacional especialista em Contextos Hospitalares e dá outras providências” 
(BRASIL, 2013).
O terapeuta ocupacional especialista em contextos hospitalares pode atuar nas 
seguintes áreas: Atenção Intra-hospitalar, atenção extra-hospitalar oferecida pelo hospital 
e atenção em cuidados paliativos, sendo esse o enfoque da unidade em questão (BRASIL, 
2013).
A Atenção em Cuidados Paliativos busca oferecer os cuidados terapêuticos ocupa-
cionais junto à equipe multiprofissional, a indivíduos em condições crônico-degenerativas 
potencialmente fatais, podendo ser realizado intra-hospitalar, extra-hospitalar, e não se 
restringe à fase de terminalidade da vida e são considerados cuidados preventivos, pois 
buscam prevenção do sofrimento causado por dores, sintomas e pelas perdas físicas, psi-
cossociais e espirituais e podem reduzir o risco de luto complicado (BRASIL, 2013).
Antes de falarmos sobre como a Terapia Ocupacional pode ajudar em diagnósticos 
e cuidados paliativos, precisamos entender melhor sobre essa abordagem.
CONCEITOS E DEFINIÇÕES DE 
CUIDADOS PALIATIVOS E SEUS 
PRINCÍPIOS NORTEADORES2
TÓPICO
9CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2002) definiu Cuidados Paliativos como:
uma abordagem que visa a promoção da qualidade de vida de pacientes e 
seus familiares, através de uma avaliação precoce e controle de sintomas 
físicos, sociais, emocionais, espirituais desagradáveis, no contexto da doen-
ça que ameaçam a continuidade da vida, sendo a assistência realizada por 
uma equipe multiprofissional durante o período do diagnóstico, adoecimento, 
finitude e luto. (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2007, p.13).
A abordagem em Cuidados Paliativos possui os seguintes princípios norteadores:
• Iniciar de maneira precoce junto ao tratamento da doença, incluindo a investiga-
ção necessária para a compreensão de qual o melhor tratamento e manejo dos 
sintomas presentados;
• Reforçar a importância da vida.
• Considerar o indivíduo na totalidade, não somente em seus aspectos físicos, 
mas também psicossociais e espirituais, o que é necessário e é acompanhado 
por uma equipe multiprofissional.
• O melhor suporte deve ser ofertado, buscando maior qualidade de vida;
• Entender que a família e entes queridos também fazem parte do processo da 
doença, oferecendo suporte a eles tanto no período de adoecimento quanto no 
processo de luto;
• Trazer que a morte é algo natural e faz parte do processo natural da vida, onde 
não se pode antecipar nem postergar (MATSUMOTO, 2009).
Como você pode perceber, os Cuidados Paliativos se iniciam desde o momento 
do diagnóstico, ficando mais necessário ao longo do curso da doença e sendo de extrema 
importância como intenção paliativa. A relação entre cuidados curativos e paliativos acon-
tece diferente em cada país, sendo que os cuidados paliativos não podem substituir os 
cuidados curativos, e todo paciente com doença crônica e/ou ameaçadora da vida poderá 
se beneficiar com os cuidados paliativos, independentemente da idade, estando presente 
em todos os níveis de atendimento (GAMONDI; LARKIN; PAYNE, 2013).
PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS EM 
CUIDADOS PALIATIVOS E A ATUAÇÃO 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL COM A 
ABORDAGEM DE CUIDADOS PALIATIVOS3
TÓPICO
10CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
De acordo com as estimativas globais da OMS, as doenças cardiovasculares, 
neoplasias, Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC), HIV/Aids e outras são 
as principais enfermidades que requerem cuidados paliativos (WORLDWIDE PALLIATIVE 
CARE ALLIANCE, 2014).
As principais doenças que afetam a população infantil são as anormalidades con-
gênitas, as condições neonatais, a desnutrição calórica-proteica, a meningite e o HIV/Aids, 
dentre outras.
A Terapia Ocupacional tem como objetivo primordial melhorar a qualidade de vida, 
tendo em vista que a existência é composta por ações e atividades. No entanto, a doença 
pode ocasionar diversas rupturas, como dor e outros sintomas que podem prejudicar as 
atividades diárias. As limitações que acontecem devido ao processo de adoecimento de-
vem-se haver intervenção buscando a promoção de um sistema de apoio e ajuda para que 
o paciente viva o mais ativamente possível até o momento de sua morte (CASTRO, 2001; 
FERRARI, 2005; MCCOUCHLAN, 2004).
Compreendemos o campo da Terapia Ocupacional, sua especialidade e o conceito 
de Cuidados Paliativos, bem como as principais doenças de cada faixa etária. Agora, é 
necessário compreender sua aplicabilidade e seus benefícios.
O objetivo dos cuidados paliativos é oferecer os cuidados adequados e dignos para 
os pacientes com e sem a possibilidade de cura. A abordagem é associada a benefícios, como 
redução de sintomas, melhora da qualidade de vida, planejamento prévio, satisfação dos pa-
cientes e do núcleo cuidador e menor utilização do sistema de saúde (KAVALIERATOS, 2016). 
11CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
Estudos comprovam os efeitos desse tipo de abordagem nos familiares, conversar 
sobre cuidados e a percepção positiva dos familiares em relação à assistência durante 
essa fase foi um fator de proteção contra o surgimento de depressão e luto-complicado. 
Dessa forma, a assistência paliativa poderia reduzir o impacto dos familiares enlutados 
(MIYAJIMA, 2014; YAMAGUCHI, 2017).
Esta abordagem não possui um local específico para ser realizada, acontecendo 
onde o paciente estiver, isso pode ser no domicílio, no hospital, ambulatório, instituição de 
longa permanência ou hospice (WORLDWIDE PALLIATIVE CARE ALLIANCE, 2014).
A qualidade do cuidado tem influência no local onde será realizado, tornando signi-
ficativo o processo de luto vivenciado pelo adoecimento e após o falecimento do indivíduo 
(MIYAJIMA, 2014).
O Ministério da Saúde publicou a resolução nº 41 em 2018, que “normatiza a oferta 
de cuidados paliativos como parte dos cuidados continuados integrados no âmbito do 
Sistema Único de Saúde (SUS)” (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018, p.196).
A resolução sugere que, nas redes de atendimento à saúde, sejam claramente iden-
tificadas e observadas as preferências da pessoa doente em relação ao tipo de assistência e 
tratamento médico que receberá. A resolução estabelece que os cuidados paliativos devem 
estar disponíveis em todos os níveis da rede, incluindo a atenção básica, ambulatorial, hos-
pitalar, ambulatorial, a urgência e emergência (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018).
A intervenção do terapeuta ocupacional é fundamental, pois o profissional busca 
ampliar a autonomia e as possibilidades do fazer, compreendendo as atividades como 
potencializadores, possibilitandoo resgate de capacidades restantes, bem como a criação 
de projetos a serem realizados, ou seja, a intervenção é voltada para a permanência de 
atividades significativas no cotidiano tanto do paciente como de seus familiares (CASTRO, 
2001; FERRARI, 2005; MCCOUCHLAN, 2004)
Em relação ao cuidado com os familiares, o objetivo primordial é orientá-los em 
relação aos estímulos positivos ao paciente e realizar o treinamento do familiar para ele 
seja um facilitador da independência em suas atividades de vida diária, incluindo a escuta 
qualificada e o acolhimento das demandas dos próprios familiares frente ao processo de 
adoecimento do paciente (CASTRO, 2001; FERRARI, 2005; MCCOUCHLAN, 2004).
O Terapeuta Ocupacional tem como objetivos:
• Manutenção das atividades significativas para o paciente e sua família;
• Promoção de estímulos sensoriais e cognitivos para o enriquecimento do coti-
diano;
12CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
• Orientação e realização de medidas de conforto e controle de outros sintomas;
• Adaptação e treino de AVDs para autonomia e independência;
• Criação de possibilidades de comunicação, expressão e exercícios de criativi-
dade;
• Criação de espaços de convivência e interação, pautados nas potencialidades 
dos sujeitos;
• Apoio, escuta qualificada e orientação ao familiar e/ou cuidador.
No final da vida, o terapeuta ocupacional acompanha o paciente e muda o foco, 
buscando organizar a rotina e diminuir os estímulos como uma forma de proporcionar 
conforto. Existem casos em que é possível manter suas atividades significativas. No 
acompanhamento familiar, pode-se auxiliar nas despedidas, na expressão de sentimentos 
e emoções e na abertura de novos canais de comunicação por meio de atividades. O 
acompanhamento pós-óbito faz parte da assistência terapêutica ocupacional. Portanto, a 
atuação em terapia ocupacional nos Cuidados Paliativos é importante, buscando preencher 
brechas de vida, potência, criação e singularidade, em um cotidiano por vezes empobrecido 
e limitado pela doença. A vida não pode perder seus sentidos e significado até o último 
momento, e deve-se promover a dignidade ao paciente quando não há possibilidade de 
cura, levando a autonomia e independência para o sujeito. Somente com um trabalho em 
equipe é possível oferecer assistência de qualidade, de maneira que pacientes e familiares 
sejam acolhidos e cuidados (CASTRO, 2001; FERRARI, 2005; MCCOUCHLAN, 2004).
13CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
Você sabia que é obrigatoriedade que hospital que possui UTI adulto e pediátrico deve ter um Terapeuta 
Ocupacional na equipe conforme a Resolução RDC 07/2010? Dessa forma, com um Terapeuta Ocupacional 
na equipe que tenha experiência e formação em cuidados paliativos, pode-se oferecer qualidade no final 
da vida do indivíduo, ou até mesmo ajudar no processo de adoecimento, uma vez que o cuidado paliativo 
começa com a confirmação diagnóstica.
Fonte: A autora (2023).
“Você é importante por quem você é. Você é importante até o último momento da sua vida, e faremos tudo 
o que pudermos, não só para ajudá-lo a morrer em paz, mas também para a viver até morrer”.
Fonte: Cicely Saunders (2015).
14CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
A Terapia Ocupacional e os cuidados paliativos desempenham papéis fundamen-
tais na melhoria da qualidade de vida e no bem-estar de pacientes com doenças graves ou 
terminais. A terapia ocupacional se concentra em ajudar os pacientes a recuperar ou man-
ter sua independência funcional, adaptando suas atividades diárias de acordo com suas 
necessidades e capacidades. Isso é especialmente importante em contextos de cuidados 
paliativos, onde o conforto, a dignidade e a qualidade de vida são prioridades.
A terapia ocupacional não apenas ajuda os pacientes a lidar com desafios físicos, 
emocionais e cognitivos, mas também fornece apoio psicossocial e emocional para eles e suas 
famílias. Ela aborda aspectos da vida cotidiana, como mobilidade, autocuidado, comunicação 
e interações sociais, com o objetivo de proporcionar conforto e uma sensação de propósito.
Os cuidados paliativos, por sua vez, buscam aliviar o sofrimento de pacientes com 
doenças avançadas ou terminais, focando no controle de sintomas, no suporte emocional e 
espiritual e na promoção da qualidade de vida até o final. A combinação da terapia ocupacio-
nal com os cuidados paliativos é valiosa, uma vez que a terapia ajuda a tornar a vida dos pa-
cientes mais significativa e confortável, mesmo em face de condições de saúde desafiadoras.
Em resumo, a terapia ocupacional e os cuidados paliativos são interligados, pro-
porcionando apoio holístico e centrado no paciente para indivíduos que enfrentam doenças 
graves. Juntos, eles ajudam a proporcionar conforto, dignidade e uma melhor qualidade 
de vida, não apenas para os pacientes, mas também para suas famílias, durante uma fase 
crítica da jornada de saúde. Essa abordagem compassiva desempenha um papel vital na 
promoção do bem-estar e no alívio do sofrimento em momentos difíceis da vida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
MATERIAL COMPLEMENTAR
15CUIDADOS PALIATIVOS EM VÁRIOS DIAGNÓSTICOSUNIDADE 1
FILME/VÍDEO
• Título: Pronta para Amar
• Ano: 2011
• Sinopse: Marley Corbett é uma jovem divertida que tem medo de 
se entregar completamente em um relacionamento. Ela tenta usar 
o humor para impedir que os problemas se agravem, mas é pega 
de surpresa quando, ao visitar o médico Julian Goldstein, descobre 
que está com uma doença grave.
LIVRO
• Título: Terapia Ocupacional em contextos hospitalares e cuida-
dos paliativos.
• Autor: Marysia De Carlo, Aide Kudo.
• Editora: Editora Paya.
• Sinopse: Os campos de conhecimentos e de atuação da Terapia 
Ocupacional em Contextos Hospitalares e Cuidados Paliativos são 
bastante amplos, diversificados e crescentes. Este livro tem como 
objetivo fundamental compartilhar experiências assistenciais e 
trabalhos científicos produzidos sobre a especialidade profissional 
de Terapia Ocupacional em Contextos Hospitalares e suas áreas 
de atuação, particularmente em Cuidados Paliativos.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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Plano de Estudos
• O Processo de Adoecimento: Uma Visão de Saúde-Doença;
• A Hospitalização Durante o Processo de Adoecimento;
• As Contribuições da Terapia Ocupacional Junto a Pessoas Hospi-
talizadas Devido ao Processo de Adoecimento.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar e contextualizar o processo de saúde e doença;
• Compreender como a hospitalização e o adoecimento podem 
afetar a rotina e os papéis ocupacionais do sujeito;
• Estabelecer qual a função da terapia ocupacional durante o 
processo de adoecimento e hospitalização.
Professor(a) Esp. Ana Carolina Coculo da Costa
PROCESSO DO PROCESSO DO 
ADOECIMENTO E DA ADOECIMENTO E DA 
HOSPITALIZAÇÃOHOSPITALIZAÇÃO2UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO
17PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
Nesta unidade veremos que o processo de adoecimento é complexo e multifa-
cetado, influenciado por fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais. A terapia 
ocupacional desempenha um papel essencial ao abordaras implicações do adoecimento 
e promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos afetados. Faz necessário uma avaliação 
Integral, planejamento personalizado, intervenção terapêutica, suporte psicossocial, pre-
venção e promoção da saúde.
Saúde-doença é um processo dinâmico, complexo e multidimensional, pois apre-
senta dimensões biológicas, psicológicas, socioculturais, econômicas, ambientais, políticas, 
sendo muito mais complexo do que simplesmente a relação de saúde e doença de uma 
pessoa ou uma sociedade.
O fato de adoecer pode ser demonstrado como uma perturbação, uma interrupção, 
distúrbio de funções e sensações, além de poder alterar sistemas ou órgãos do corpo. 
Apresenta-se com sinais e sintomas que formam um quadro de doença com um agente 
etiológico reconhecido ou alterações anatômicas compatíveis, com isso se dá um diagnós-
tico que possui uma grande importância para definir como será o processo em relação às 
reações físicas e emocionais do paciente.
Em suma, a terapia ocupacional se destaca como uma abordagem centrada no 
paciente para lidar com o processo de adoecimento, visando melhorar a qualidade de vida, 
a funcionalidade e a autonomia dos indivíduos.
18PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
O PROCESSO DE 
ADOECIMENTO: UMA 
VISÃO DE SAÚDE-DOENÇA1
TÓPICO
O processo de adoecimento é acompanhado por diversos estereótipos, associa-
do muitas vezes à dor e ao sofrimento, com frequência algumas doenças são associadas 
como intratáveis e cruéis, um exemplo disso é o câncer. (Reis et al., 2018).
Citado por Gomes et al., Camon diz que a saúde não é apenas uma questão 
de combater doenças, mas também de expandir nossas prioridades. Isso envolve uma 
reorientação no desenvolvimento científico, a promoção da justiça social, a distribuição 
equitativa de cuidados de saúde para a população e o desenvolvimento de programas 
de saúde e educação que incentivem os profissionais do setor a adotar uma visão mais 
realista, social e alinhada com as necessidades da população.
Saúde-doença é um processo dinâmico, complexo e multidimensional, pois 
apresenta dimensões biológicas, psicológicas, socioculturais, econômicas, ambientais, 
políticas, sendo muito mais complexo do que simplesmente a relação de saúde e doença 
de uma pessoa ou uma sociedade. Segundo a Lei Orgânica de Saúde (LOS), de número 
8.080, de 1990, além do que a OMS aponta, a LOS estabelece que a saúde se relaciona 
com certos fatores e seus condicionantes, tais como alimentação, moradia, saneamento 
básico, meio ambiente, trabalho, renda, educação, transporte, lazer e outros serviços 
essenciais. Esses são os níveis de saúde em que uma população se organiza social e 
economicamente (BRASIL, 1990, Art. 3).
19PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
O fato de adoecer pode ser demonstrado como uma perturbação, uma interrup-
ção, distúrbio de funções e sensações, além de poder alterar sistemas ou órgãos do 
corpo. Apresenta-se com sinais e sintomas que formam um quadro de doença com um 
agente etiológico reconhecido ou alterações anatômicas compatíveis, com isso se dá um 
diagnóstico que possui uma grande importância para definir como será o processo em 
relação às reações físicas e emocionais do paciente. Identifica-se primeiro a doença e 
posteriormente a enfermidade, sendo este um processo que vai além da reação do or-
ganismo, mas diz respeito também à reação do paciente. A doença traz uma experiência 
de ruptura das formas e funções que aquela pessoa possui e implica em um processo 
de sofrimento, podendo haver impactos sociais como sugerido pela antropologia, além 
de variar conforme a sociedade em que aquela pessoa está inserida (Duarte et al., 2011; 
Laplantine, 1986; Stedman, 1996).
20PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
A HOSPITALIZAÇÃO 
DURANTE O PROCESSO 
DE ADOECIMENTO2
TÓPICO
A literatura apresenta que as pessoas quando estão em processo de adoecimento 
e necessitam ser hospitalizadas, são comumente tratadas de modo impessoal e passam a 
conviver com situações difíceis e desconhecidas, gerando anseios e temores, passam a ser 
assistidos de forma mecânica e seus medos são frequentemente ignorados. Passar do estado 
sadio e se encontrar em uma situação de doente, implicando em suas ocupações, contribui 
com o aumento da ansiedade e níveis de dores, além de vivências de condutas de emergência 
agressivas e dolorosas e estar longe da sua família, se encontra em uma enfermaria e passa 
por procedimentos invasivos, palavras frias, experimentando uma nova fase de sua vida, onde 
suas vontade deixam de ser importantes para a equipe de saúde. (Gomes, 1997).
De acordo com Castro & Bornholdt em 2004, um hospital é entendido como uma 
entidade tangível que cuida de pacientes, independentemente de estarem internados ou 
não. A ideia de um hospital geralmente nos leva a pensar em uma doença já existente, 
onde apenas intervenções de nível secundário e terciário são possíveis para prevenir seus 
efeitos adversos, sejam eles físicos, emocionais ou sociais.
Foucault, 1995, diz que o hospital é um meio de intervenção sobre o doente, cuja 
função é assegurar o enquadrilhamento, a vigilância, a disciplinarização do mundo confuso 
do doente e da doença, como também transformar as condições do meio em que os indiví-
duos serão colocados, visando assumir os cuidados com pessoas doentes que não podem 
ser tratadas em suas próprias casas.
Já a OMS, citado por Mezzomo (2003, p. 20), classifica o hospital como
21PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
parte integrante de um sistema coordenado de saúde, cuja função é dispen-
sar à comunidade completa assistência médica, preventiva ou curativa, in-
cluindo serviços extensivos à família em seu domicílio e ainda funcionando 
como centro de formação dos que trabalham no campo da saúde, no desen-
volvimento de pesquisas biopsicossociais, doentes em regime de internação; 
desenvolvimento, sempre que possível, de atividades de natureza comunitá-
ria, procurando atingir o contexto sócio-familiar dos doentes, incluído aqui a 
educação em saúde, que abrange a divulgação dos conceitos de promoção, 
proteção e prevenção da saúde.
O processo de adoecimento e de hospitalização podem variar, mas de modo geral 
se caracterizam em algumas etapas:
Aparecimento dos sintomas: o processo de adoecimento começa geralmente 
com o aparecimento de sintomas físicos ou emocionais que afetam a qualidade de vida 
do paciente. Esses sintomas podem variar de acordo com a condição médica, mas podem 
incluir dor, febre, náusea, vômito, dificuldade respiratória, entre outros.
Diagnóstico: quando os sintomas se tornam preocupantes, o paciente pode procu-
rar ajuda médica. O médico então realiza um exame físico e, se necessário, solicita exames 
para diagnosticar a condição médica.
Admissão hospitalar: se a condição médica do paciente for grave o suficiente, 
pode ser necessária uma hospitalização para poder receber tratamento adequado. A hospi-
talização pode ser feita em uma unidade de emergência ou o paciente pode ser transferido 
para uma unidade hospitalar específica.
Avaliação médica: assim que o paciente é admitido, ele é avaliado por uma equipe 
de profissionais de saúde para avaliar sua condição e estabelecer um plano de tratamento. 
A equipe pode incluir médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutri-
cionistas e outros profissionais, dependendo da condição médica do paciente.
Tratamento: após a avaliação médica, o paciente começa a receber o tratamento 
necessário para tratar sua condição médica. O tratamento pode incluir medicamentos, 
terapias, cirurgias ou outros procedimentos médicos.
Monitoramento: durante a hospitalização, o paciente é monitorado de perto pela equi-
pe médica para avaliar a eficácia do tratamento e monitorar o progresso da condição médica.
Alta hospitalar: quando a condição médica do paciente está sob controle, ele podereceber alta hospitalar. Antes da alta, a equipe médica pode fornecer instruções para o cui-
dado pós-alta, incluindo medicações, cuidados de feridas, terapia ocupacional, fisioterapia 
ou outras instruções específicas.
22PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
Ao ser hospitalizado acontece uma modificação no dia a dia do indivíduo, passando 
a ter limitações, dependências e impotências, surgindo um novo contexto, levando à interrup-
ção do processo produtivo do indivíduo, do contato com o ambiente familiar, uma nova rotina, 
equipamentos estranhos ligados ao seu corpo, diagnósticos que podem ser assustadores, 
sem que a pessoa perca a sua capacidade de percepção do que está acontecendo a sua 
volta, entendendo toda a gravidade da situação em que está presente. (Pinheiros, 2008).
Aspectos negativos da hospitalização:
• Afastamento de casa/família;
• Exames/procedimentos invasivos;
• Aspectos emocionais;
• Acompanhamento psicológico;
• Atuação humanizada da equipe (Bezerra, 2021).
23PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
AS CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA 
OCUPACIONAL JUNTO A PESSOAS 
HOSPITALIZADAS DEVIDO AO
PROCESSO DE ADOECIMENTO3
TÓPICO
O terapeuta ocupacional buscará promover conforto e qualidade de vida, auxilian-
do nesse processo tanto a pessoa quanto o seu cuidador e/ou família, para que assim 
consigam lidar com perdas funcionais, cognitivas, sociais e emocionais, buscando sempre 
a promoção de autonomia e/ou independência no desempenho ocupacional. Promoção 
de atividades significativas no enfrentamento da doença ou pela hospitalização em si e 
seu tratamento. A contribuição e promoção da capacidade funcional, buscando um maior 
desempenho ocupacional, que nada mais é que uma vida ativa, recuperando seus papéis 
ocupacionais ou ressignificando eles (De Carlo et al., 2004).
Os papéis ocupacionais, segundo o Modelo de Ocupação Humana da Terapia Ocupa-
cional, determinam a rotina diária e estruturam a maioria dos comportamentos das pessoas. 
Quando ocorre o processo de hospitalização acontece uma ruptura, que se torna um processo 
complexo e requer uma transformação de hábitos e integrar isso em uma nova rotina. A prá-
tica clínica da terapia ocupacional busca a possibilidade de resgate dos papéis ocupacionais, 
dando maior independência e autonomia possível para o sujeito (Gil et al., 2014).
Buscando favorecer a saúde, os terapeutas ocupacionais por meio de sua assistên-
cia podem buscar a promoção da saúde através do cuidado em sua multidimensionalidade, 
se estendendo desde a atenção ao estado de saúde frente às condições sociais, de trabalho 
e autocuidado. Considerando isso, durante o processo de adoecimento e hospitalização, 
o acolhimento, a recuperação das emoções, atividades significativas, o aprimoramento de 
competências e a participação social fazem parte da compreensão do processo de saúde 
e doença pelo terapeuta ocupacional (Santos et al., 2018).
24PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
A terapia ocupacional desempenha um papel essencial junto a pessoas hospitali-
zadas devido a processos de adoecimento, oferecendo uma série de contribuições signifi-
cativas para promover a recuperação, a independência funcional e o bem-estar. Aqui estão 
algumas das principais contribuições da terapia ocupacional em ambientes hospitalares:
Avaliação e planejamento individualizado: Terapeutas ocupacionais conduzem 
avaliações detalhadas para entender as necessidades, capacidades e objetivos específicos de 
cada paciente. Com base nessa avaliação, eles elaboram planos de tratamento personalizados.
Promoção da independência: a Terapia Ocupacional visa ajudar os pacientes a 
recuperar habilidades necessárias para o autocuidado, como vestir-se, tomar banho, comer 
e realizar atividades cotidianas. Isso contribui para a independência e para a redução da 
necessidade de cuidadores.
Prevenção de complicações: Terapeutas ocupacionais ensinam estratégias de 
movimento seguro e fornecem equipamentos de auxílio, como dispositivos adaptativos, 
para reduzir o risco de quedas e lesões durante a hospitalização.
Gerenciamento da dor: a terapia ocupacional pode incluir técnicas de geren-
ciamento da dor, como o uso de modalidades terapêuticas, posicionamento adequado e 
atividades que ajudam a distrair a atenção do paciente da dor.
Reabilitação pós-cirurgia: terapeutas ocupacionais trabalham com pacientes 
após cirurgias para auxiliá-los na recuperação e no fortalecimento dos músculos afetados, 
bem como na restauração da função.
Abordagem psicossocial: além dos aspectos físicos, a terapia ocupacional considera 
o bem-estar emocional e mental dos pacientes. Isso envolve o fornecimento de apoio psicos-
social, estratégias de enfrentamento e a promoção da saúde mental durante a hospitalização.
Promoção da mobilidade: terapeutas ocupacionais ajudam os pacientes a manter 
ou recuperar a mobilidade, seja por meio de exercícios, treinamento para o uso de equipa-
mentos de assistência à mobilidade ou técnicas de transferência segura.
Aumento da adesão ao tratamento: a terapia ocupacional pode ajudar os pa-
cientes a entender a importância de seu tratamento e a cumprir suas prescrições médicas, 
promovendo assim melhores resultados de saúde.
Preparação para alta hospitalar: Terapeutas ocupacionais preparam os pacientes 
para o retorno ao ambiente doméstico, avaliando as adaptações necessárias e fornecendo 
treinamento para o uso de dispositivos assistivos ou modificações no ambiente.
Integração na comunidade: quando apropriado, a terapia ocupacional pode aju-
dar os pacientes a retomar suas atividades e papéis sociais em suas comunidades, o que é 
especialmente importante após um período de hospitalização (Santos et al., 2018).
25PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
A atuação do terapeuta ocupacional junto ao hospital deve buscar desenvolver escuta e acolhimento às ne-
cessidades e problemáticas dos sujeitos sob cuidado, deslocando o hospital do eixo da assistência à saúde 
e entendendo-o como estação do cuidado. Ao oferecer atenção a partir de linhas do cuidado (à criança e ao 
adolescente; ao adulto sob cuidados clínicos e cirúrgicos; à saúde materno-infantil; à pessoa com HIV/AIDS, 
à pessoa com câncer; à pessoa em cuidados paliativos, entre outras), as práticas e saberes produzidos pela 
Terapia Ocupacional poderão percorrer itinerários nas diferentes linhas passando pela atenção primária, 
secundária e terciária, e parando em várias estações do cuidado. Nesta perspectiva, o foco das ações do 
terapeuta ocupacional no hospital são as atividades e cotidianos. O cuidado à saúde que a Terapia Ocu-
pacional disponibiliza se constitui em poder entender e intervir nas manifestações e descontinuidades da 
cotidianidade ocasionadas por situações diversas de adoecimento, que transitam pelo domicílio, hospital, 
e/ou por outros equipamentos sociais e de saúde.
Fonte: Frizzo e Corrêa (2018).
“(Choro) Muito horroroso! Puxado, porque já se passou um mês. Difícil! [...] Ela tá evoluindo muito bem, 
porque esperavam [os médicos] uma evolução em três meses e ela tá evoluindo em semanas, mas, apesar 
disso, ainda tá sendo muito doloroso (E1).” Fala de uma paciente entrevista que consta no trabalho de 
Neves et al. (p. 4, 2018) que nos faz pensar em como o adoecimento e a hospitalização podem abalar e ser 
um processo doloroso.
Fonte: Neves et al. (2018).
26PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
O processo de saúde-doença é dinâmico, complexo e multidimensional. A doença 
provoca uma ruptura nas formas e funções que a pessoa possui, resultando em sofrimento. 
A transição de um estado saudável para um estado de doença, com implicações em suas 
ocupações, pode aumentar a ansiedade e os níveis de dor.
Além disso, experiências de condutas de emergência agressivas e dolorosas, a 
distância da família, a estadia em uma enfermaria e a submissão a procedimentos invasivos 
podemser traumáticas. Nesse contexto, a pessoa experimenta uma nova fase de sua vida, 
onde suas vontades podem ser negligenciadas pela equipe de saúde.
As intervenções da Terapia Ocupacional têm como objetivo possibilitar a (re)signifi-
cação da vida e o resgate de papéis e do desempenho ocupacional. Isso é feito explorando 
as habilidades e potenciais do indivíduo, a fim de manter sua autonomia nas decisões refe-
rentes a si mesmo e ao ambiente em que vive. Essas intervenções promovem e preservam 
sentimentos de autoestima, reconhecimento e valorização, contribuindo para uma melhor 
adaptação pessoal e social.
Até a próxima Unidade!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
27PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
Sugiro como leitura complementar o seguinte artigo: 
FRIZZO, H. C. F.; CORRÊA, V. A. C. Terapia ocupacional em contextos hospitalares: 
a especialidade, atribuições, competências e fundamentos. Minas Gerais: Revista Família, 
Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, v. 6, p. 130-139, 2018.
LEITURA COMPLEMENTAR
28PROCESSO DO ADOECIMENTO E DA HOSPITALIZAÇÃOUNIDADE 2
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Para sempre Alice.
• Ano: 2014.
• Sinopse: O filme conta a história de Dr.ª Alice Howlandé, uma 
renomada professora de linguística que, aos poucos, começa a 
esquecer certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela 
é diagnosticada com Alzheimer. A doença coloca em prova a força 
de sua família. Enquanto a relação de Alice com o marido John 
fragiliza, ela e a filha caçula, Lydia se aproximam.
LIVRO
• Título: Terapia ocupacional em contextos hospitalares e cuidados 
paliativos.
• Autor: Marysia Mara Rodrigues do Prado de Carlo e Aide Mitie 
Kudo.
• Editora: Editora Payá.
• Sinopse: Os campos de conhecimentos e de atuação da Terapia 
Ocupacional em Contextos Hospitalares e Cuidados Paliativos são 
bastante amplos, diversificados e crescentes. Esse livro pretende 
fundamental compartilhar experiências assistenciais e trabalhos 
científicos produzidos sobre a especialidade profissional de Terapia 
Ocupacional em Contextos Hospitalares e suas áreas de atuação, 
particularmente em Cuidados Paliativos. Traz uma grande contri-
buição para a consolidação das práticas baseadas em evidências 
na área da saúde e consequente melhoria da qualidade da assis-
tência prestada aos clientes, seus familiares e cuidadores.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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Plano de Estudos
• Histórico da Terapia Ocupacional nos Contextos Hospitalares;
• As Práticas da Terapia Ocupacional em Contextos Hospitalares;
• A importância da atuação da Terapia Ocupacional em Contextos 
Hospitalares.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar e contextualizar Contextos Hospitalares;
• Compreender os tipos de cuidados e as práticas da Terapia 
Ocupacional;
• Estabelecer a importância da Terapia Ocupacional nos contextos 
hospitalares.
Professor(a) Esp. Ana Carolina Coculo da Costa
TRAJETÓRIA ETRAJETÓRIA E
PRÁTICA DA TERA-PRÁTICA DA TERA-
PIA OCUPACIONAL PIA OCUPACIONAL 
NA INTERVENÇÃONA INTERVENÇÃO
HOSPITALARHOSPITALAR
UNIDADEUNIDADE3
30TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
INTRODUÇÃO
A terapia ocupacional surgiu nos contextos hospitalares como uma abordagem tera-
pêutica voltada a ajudar na recuperação e reabilitação de pessoas que enfrentam desafios 
de saúde física e mental. A terapia ocupacional no ambiente hospitalar pretende auxiliar os 
pacientes a retomarem suas atividades diárias e a desempenharem papéis significativos 
em suas vidas.
O desenvolvimento da terapia ocupacional nos hospitais remonta ao final do século 
XIX e início do século XX. Durante esse período, a medicina estava se tornando mais 
científica e a compreensão da relação entre atividade humana e saúde estava começando 
a ser explorada. Nesse contexto, a terapia ocupacional surgiu como uma resposta às ne-
cessidades dos pacientes hospitalizados.
Ao longo do tempo, a terapia ocupacional evoluiu e se tornou uma disciplina reco-
nhecida no campo da saúde. Atualmente, os terapeutas ocupacionais em hospitais traba-
lham com uma variedade de pacientes, incluindo aqueles que sofreram lesões traumáticas, 
passaram por cirurgias, têm condições crônicas ou enfrentam desafios de saúde mental.
Até o momento vimos sobre as intervenções em diferentes diagnósticos, o pro-
cesso de hospitalização, agora entenderemos por meio de um breve contexto histórico 
sobre como a ciência da profissão surgiu e como foi que isso se deu mediante ao ambiente 
hospitalar, além de apresentarmos os Parâmetros Assistenciais e às legislações gerais 
sobre a atuação do terapeuta ocupacional em contextos hospitalares, além de demonstrar 
a importância da atuação do profissional em questão neste contexto.
HISTÓRICO DA TERAPIA 
OCUPACIONAL NOS 
CONTEXTOS HOSPITALARES1
TÓPICO
31TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
A literatura nos traz através de Francisco (1988) que a Terapia Ocupacional surge 
em meados dos anos iniciais do século XX. Assim como Medeiros (2003) e Willard (2011) 
que também apontam o tratamento das doenças mentais através da ocupação, considerado 
como “Tratamento Moral”, se dava pelo uso do trabalho como abordagem. Todo esse pro-
cesso apresentou declínio com o avanço da medicina, onde a natureza de como se utilizava 
a ocupação passava a ser uma ciência que possuía eficácia tanto para a pessoa enferma 
quanto para o ambiente hospitalar (MEDEIROS, 2003; WILLARD, 2011; FRANCISCO, 1988).
Assim com as grandes guerras, a Terapia Ocupacional surge, acompanhando as 
incapacidades relacionadas aos acidentes industriais, além de tratar pessoas incapacitadas, 
buscando sempre a reabilitação e reinserção social, tendo seu viés no uso da ocupação 
como o treinamento de atividades de autocuidado e de participação social por meio da 
graduação de demandas físicas para realização de tarefas (DE CARLO, 2001).
A Terapia Ocupacional se desenvolve por meio das consequências do pós-guerra, 
em que passou a se ter departamentos de Terapia Ocupacional em hospitais militares, 
buscando a reabilitação de jovens que apresentavam disfunções físicas e assim ficaram 
incapacitados durante a guerra (Willard, 2011).
Entendendo isso, vemos que a Terapia Ocupacional surge como profissão atuando 
em grandes hospitais. Soares (1991) cita que a profissão surge mediante a dois processos: 
em hospitais de longa permanência com doentes crônicos por meio da laborterapia e res-
taurando capacidades funcionais daqueles com disfunções físicas, e através da redução 
32TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
de danos causados pela hospitalização por meio de atividades recreativas e autocuidado, 
profissionais e atividades para conservação do espaço físico da instituição.
O Terapeuta Ocupacional tem como objetivo primordial a qualidade de vida 
do indivíduo hospitalizado, em torno do dimensionamento das condições e 
necessidades com o ambiente e da relação com família e equipe, consideran-
do sua globalidade e integralidade (PALM, 1997, p. 56).
Sempre buscando a vida ocupacional, segundo Soares (1991),a Terapia Ocupa-
cional nasceu em contextos hospitalares, e se constitui através da atuação com doentes 
crônicos, utilizando da ocupação, atividades, sejam produtivas, as de autocuidado e/ou 
recreativas. 
AS PRÁTICAS DA TERAPIA 
OCUPACIONAL EM 
CONTEXTOS HOSPITALARES2
TÓPICO
33TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
O profissional de terapia ocupacional emprega tecnologias voltadas para a liberação 
e independência de indivíduos que, devido a circunstâncias específicas (sejam elas físicas, 
sensoriais, psicológicas, mentais e/ou sociais), possuem limitações funcionais temporárias 
ou permanentes e/ou enfrentam desafios na integração e participação na vida social (DE 
CARLO; LUZO, 2004).
Para falarmos mais sobre as práticas da Terapia Ocupacional em Contextos 
Hospitalares, apresentaremos os Parâmetros Assistenciais, que mostram os conceitos e 
definições de contextos hospitalares. Conforme a Lei n°6.839/1980 descreve:
Atuação do terapeuta ocupacional em instituições hospitalares de saúde de 
pequeno, médio ou grande porte, seja hospital geral ou especializado, nos 
níveis secundário e terciário de atenção à saúde, inclusive os hospitais psi-
quiátricos e penitenciários, em todas as fases do desenvolvimento ontoge-
nético, com ações de prevenção, promoção, proteção, educação, interven-
ção e reabilitação do cliente/paciente/usuário. Procedimento de avaliação, 
intervenção e orientação, realizado em regime ambulatorial (hospitalar) ou 
internação, com o cliente/paciente/usuário internado e/ou familiar e cuidador, 
em pronto atendimento, enfermaria, berçário, CTI, UTI (neonatal, pediátrica e 
de adulto), unidades semi-intensivas, hospital-dia, unidades especializadas, 
como unidade coronariana, isolamento, brinquedoteca hospitalar, unidade 
materno infantil, unidade de desintoxicação, de quimioterapia, radioterapia 
e hemodiálise para intervenção o mais precoce possível, a fim de prevenir 
deformidades, disfunções e agravos físicos e/ou psicossociais e afetivos, pro-
movendo o desempenho ocupacional e qualidade de vida a todos os clientes/
pacientes/usuários, incluindo os que estão “fora de possibilidades curativas”, 
ou atuando em Cuidados Paliativos. (COFFITO, 2014, p.128). 
O documento ainda apresenta o que se deve conter no processo avaliativo em 
contextos hospitalares, frisa que devem ocorrer intervenções não só ao usuário/paciente, 
34TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
mas também com os familiares e cuidadores, além de apresentar os procedimentos que 
devem constar nessas orientações.
Como apontado por De Carlo e Luzo (2004), a Terapia Ocupacional tem como 
objetivo intervir nas consequências tanto da doença quanto da internação hospitalar, pro-
movendo a qualidade de vida através da integridade e globalidade do indivíduo em todas 
as suas dimensões.
Quando pensamos em crianças hospitalizadas, também podemos pensar na in-
tervenção do terapeuta ocupacional, que pode vir seguindo os mesmos parâmetros para 
o atendimento de adultos e idosos, mas focando nas ocupações e atividades exclusivas 
da infância. Além disso, em hospitais infantis comumente há brinquedotecas, local em 
que pode-se contar com a presença do terapeuta ocupacional, conforme estabelece a 
Resolução N.° 324/2007, que considera: A Terapia Ocupacional é uma profissão de nível 
superior, legitimada pelo Decreto-Lei n.° 938/69 e pelas Resoluções COFFITO n.° 08/1978, 
10/1978, 81/1987. Essas normativas conferem ao Terapeuta Ocupacional a habilidade para 
diagnosticar o desempenho ocupacional em diversas áreas, como atividades cotidianas, 
trabalho, lazer, e componentes de desempenho sensório-motor, integração cognitiva, habi-
lidades psicossociais e componentes psicológicos, por meio do uso de métodos e técnicas 
terapêuticas ocupacionais.
A atividade de brincar e o uso de brinquedos são ferramentas importantes no pro-
cesso terapêutico ocupacional, pois estimulam o indivíduo a desenvolver estratégias para 
superar desafios do dia a dia. Brincar e usar brinquedos são partes integrantes do processo 
de desenvolvimento e construção da identidade do indivíduo e da criança, incentivando a 
resolução de problemas e o estabelecimento de novas relações com objetos, seu corpo, 
sua história e a produção de diversos conhecimentos.
A Lei n.º 11.104/2005 obriga a instalação de brinquedotecas em unidades de saúde 
que oferecem atendimento pediátrico em regime de internação, e a Portaria n.º 2.261/2005-
GM/MS estabelece as diretrizes para a instalação e funcionamento dessas brinquedotecas.
A hospitalização pode ser uma experiência traumática que impacta significativa-
mente a vida do indivíduo e da criança e de sua família, podendo causar dor, procedimentos 
invasivos, apatia, inatividade, regressão no desenvolvimento infantil, desorganização nas 
tarefas cotidianas, de lazer e escolares, e limitações funcionais. A criação de espaços de 
brinquedotecas em ambientes especializados, ambulatoriais e hospitalares, tem como 
objetivo oferecer à criança e seus acompanhantes meios que permitam a continuidade do 
desenvolvimento infantil, proporcionando um espaço onde a criança, sob orientação, possa 
compreender e elaborar melhor a problemática que vivencia.
35TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
O Terapeuta Ocupacional tem a responsabilidade de avaliar e intervir nos efeitos do 
processo de hospitalização, promovendo estratégias de superação dos problemas e conse-
quente adaptação ao espaço hospitalar, por meio de atividades terapêuticas ocupacionais 
que favorecem situações prazerosas, criativas, inovadoras e mudanças comportamentais.
Artigo 1º - Apenas o Terapeuta Ocupacional, devidamente registrado no CREFITO 
da jurisdição de sua atuação profissional, tem a competência exclusiva para desenvolver 
a atividade de brincar e utilizar o brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais na 
assistência ao ser humano em suas capacidades motoras, mentais, emocionais, percep-
to-cognitivas, cinético-ocupacionais e sensoriais, em todos os níveis de atenção à saúde.
Artigo 2º - O Terapeuta Ocupacional desenvolverá a atividade de brincar e utili-
zará o brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais para ajudar a criança e seus 
familiares a enfrentar os desafios no ambiente demandado, especialmente o hospitalar, 
estimulando os componentes de desempenho ocupacional sensoriomotor, integração cog-
nitiva e componentes cognitivos, habilidades psicossociais e componentes psicológicos, 
nos contextos temporais e ambientais de desempenho ocupacional. Isso pode ser feito em 
situação individualizada ou grupal.
Artigo 3º - A equipe multidisciplinar da brinquedoteca ou de serviços relacionados 
ao desenvolvimento da atividade de brincar e utilização do brinquedo como instrumento 
terapêutico ocupacional deve incluir um profissional Terapeuta Ocupacional em número que 
permita um atendimento de qualidade no estabelecimento assistencial público ou privado. 
Apenas este profissional tem a competência para desempenhar esses serviços.
Artigo 4º - É recomendado que os serviços relacionados ao desenvolvimento de 
atividade de brincar e utilização do brinquedo como recursos terapêuticos ocupacionais na 
assistência ao ser humano, em brinquedotecas ou outros serviços, estejam sob a coorde-
nação e responsabilidade técnica do Terapeuta Ocupacional (COFFITO, 2007).
A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO 
DA TERAPIA OCUPACIONAL EM 
CONTEXTOS HOSPITALARES3
TÓPICO
36TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
A importância da atuação da Terapia Ocupacional em contextos hospitalares reside 
em seus processos de intervenção, que se concentram na vida ocupacional e nas disfun-
ções ocupacionais. Essas disfunções são caracterizadas pela combinação de dificuldades 
ou alterações físicas, mentais, cognitivas, sociais e espirituais que o indivíduoapresenta.
A Terapia Ocupacional atua na prevenção de úlceras de pressão, hipotensão or-
tostática, trombose venosa profunda e desorientação temporoespacial. Também previne 
deformidades, contraturas, atrofias por desuso e diminuição da força muscular e amplitude 
de movimento, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e vigilância, além de dificulda-
des psicossociais e espirituais.
O Terapeuta Ocupacional orienta o uso de órteses e equipamentos de tecnologia 
assistiva, de comunicação alternativa, cadeira de rodas e outros equipamentos. Ele tam-
bém auxilia na readaptação de atividades escolares ou laborais/reabilitação vocacional, 
adequação do ambiente hospitalar e proteção articular e conservação de energia.
A Terapia Ocupacional promove a independência funcional e o desempenho ocu-
pacional. Ela acompanha o paciente durante os procedimentos médicos (exames, cirur-
gias, etc), auxilia no posicionamento, mobilidade e transferência, adesão ao tratamento, 
organização da rotina e vida cotidiana, valorização da capacidade e das habilidades de 
fortalecimento da autoestima.
A Terapia Ocupacional também atua no manejo de dor e controle de sintomas, 
promovendo bem-estar e qualidade de vida. Ela resgata atividades significativas durante 
a intervenção, acompanha a família no período de luto, proporciona conforto psicossocial 
37TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
e espiritual para o paciente, familiar e cuidador, auxilia no enfrentamento do processo de 
adoecimento, hospitalização e tratamento, e ajuda na elaboração do processo final de vida.
O Terapeuta Ocupacional também realiza a análise e monitoramento da intervenção, 
reavaliação pontual ou processual, redefinição do planejamento e metas da intervenção, 
preparação da alta, encaminhamento para serviços extra-hospitalares e ambientação em 
domicílio para alta hospitalar (acessibilidade, segurança e conforto).
Além disso, o Terapeuta Ocupacional contribui para os Contextos Hospitalares 
participando de visitas clínicas, reuniões e discussões de casos clínicos com a equipe 
multiprofissional, higienização de equipamentos e materiais, cuidados de biossegurança, 
organização, adaptação e humanização do ambiente hospitalar, solicitação de interconsulta 
hospitalar, encaminhamento para serviços extra-hospitalares, registro em prontuário do 
paciente, registro na estatística do serviço, emissão de laudos, pareceres e relatórios do 
paciente (KUDO, 2018).
No Brasil os precursores da Terapia Ocupacional foram médicos como Elso Arruda, Henrique de Oliveira 
Mattos, Luiz Cerqueira e a conhecida Nise da Silveira, desenvolvendo o trabalho com laborterapia e recre-
acionismo em hospitais psiquiátricos. 
Fonte: A autora (2023).
A falta de conhecimento sobre a atuação do terapeuta ocupacional é uma das dificuldades do desenvolvimento 
de um trabalho e reforçam a concepção das participantes ao lecionarem que o desconhecimento de 
outros profissionais da equipe, bem como da gerência do serviço, referente a especificidade, atribuições e 
possibilidades de ações conjuntas.
Fonte: Othero e Silva (2010).
38TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
Os terapeutas ocupacionais hospitalares avaliam as habilidades funcionais dos 
pacientes, identificam suas metas de recuperação e desenvolvem planos de tratamento 
individualizados. Eles utilizam atividades terapêuticas adaptadas para ajudar os pacientes 
a recuperar a independência, aprimorar as habilidades motoras e cognitivas, aliviar a dor, 
reduzir o estresse e promover a reintegração na vida cotidiana.
Além disso, os terapeutas ocupacionais também trabalham em equipe multidis-
ciplinar, colaborando com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e outros 
profissionais de saúde para garantir uma abordagem abrangente e eficaz no cuidado dos 
pacientes hospitalizados.
Em resumo, a terapia ocupacional nos contextos hospitalares teve origem na ne-
cessidade de promover a recuperação e reabilitação de pacientes hospitalizados. Através 
do envolvimento em atividades significativas, os terapeutas ocupacionais buscam melhorar 
a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes, ajudando-os a retomar suas ativida-
des diárias e desempenhar papéis importantes em suas vidas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
39TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
Todos os terapeutas ocupacionais precisam conhecer seus princípios de trabalho, 
independentemente da área de atuação. Aqui está um material para ler mais informações 
sobre como trabalhar em ambientes hospitalares.
Segue o link de acesso ao material: https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3209.
LEITURA COMPLEMENTAR
40TRAJETÓRIA E PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NA INTERVENÇÃO HOSPITALARUNIDADE 3
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: So Proudly We Hail!
• Ano: 1943.
• Sinopse: Um grupo de inexperientes enfermeiras norte-ameri-
canas, comandadas pela tenente Janet Davidson, deixa seu país 
para servir no Havaí, em 1941. Após o ataque a Pearl Harbor, elas 
são enviadas para Bataan, nas Filipinas. Em meio a romances, 
bombas e problemas pessoais, elas se sacrificam para mitigar o 
sofrimento dos soldados, que lutam contra a invasão japonesa. 
Após a derrota dos Aliados na Batalha de Bataan, que levou, inclu-
sive, à cruel Marcha da Morte de Bataan, elas empreendem a fuga 
para Corregidor, onde mais perigos as aguardam.
LIVRO
• Título: Willard & Spackman - Terapia Ocupacional - Crepeau.
• Autor: Crepeau et al.
• Editora: Guanabara.
• Sinopse: Seguindo as orientações claras dos autores e os exer-
cícios modelados por especialistas, você aprenderá a aplicar uma 
abordagem centrada no cliente, ocupacional e baseada em evi-
dências em variados ambientes de atuação. Totalmente atualizada 
e revisada, esta Décima Primeira Edição reflete a maior ênfase à 
evidência e o foco crescente sobre a ocupação como base para a 
prática. Além disso, ampliou suas narrativas pessoais, oferecendo 
visões únicas da vida com doenças crônicas ou incapacidade.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estadunidenses
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estadunidenses
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tenente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADs
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hava%C3%AD
https://pt.wikipedia.org/wiki/1941
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pearl_Harbor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bataan
https://pt.wikipedia.org/wiki/Filipinas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Soldados
https://pt.wikipedia.org/wiki/Japonesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aliados
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Bataan
https://pt.wikipedia.org/wiki/Corregidor
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Plano de Estudos
• A Prematuridade;
• Criança Hospitalizada e as Consequências Frente à Rotina e o 
Brincar;
• As Ações e Contribuições do Terapeuta Ocupacional na UTNI e no 
processo de Hospitalização.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar e Contextualizar Prematuridade e o Serviço da Terapia 
Ocupacional na Neonatologia;
• Compreender a Atuação do Terapeuta Ocupacional Frente a 
Enfermarias Pediátricas e UTNI;
• Estabelecer a Importância da TerapiaOcupacional em Hospitais 
Infantis.
Professor(a) Esp. Ana Carolina Coculo da Costa
TERAPIA TERAPIA 
OCUPACIONAL OCUPACIONAL 
E CONTEXTOS E CONTEXTOS 
HOSPITALARES: HOSPITALARES: 
PEDIATRIA E PEDIATRIA E 
NEONATOLOGIANEONATOLOGIA
UNIDADEUNIDADE4
42TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
INTRODUÇÃO
A terapia ocupacional é uma disciplina da área da saúde que busca promover a 
saúde e o bem-estar dos indivíduos por meio da ocupação significativa e do engajamento 
em atividades terapêuticas. Em ambientes hospitalares, os terapeutas ocupacionais desem-
penham um papel crucial no cuidado de crianças e recém-nascidos que estão enfrentando 
desafios de saúde.
Nos hospitais pediátricos, o terapeuta ocupacional trabalha em estreita colaboração 
com a equipe médica e multidisciplinar para fornecer intervenções terapêuticas individua-
lizadas às crianças. Seu principal objetivo é promover o desenvolvimento motor, cognitivo, 
emocional e social dos pacientes pediátricos, considerando suas necessidades específicas 
e o estágio de desenvolvimento.
Nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (UTIN), os terapeutas ocupacionais 
desempenham um papel fundamental na avaliação e intervenção precoce de bebês pre-
maturos ou com condições médicas graves. Eles trabalham em estreita colaboração com 
a equipe médica para fornecer cuidados centrados no desenvolvimento, considerando as 
necessidades únicas dos recém-nascidos.
A atuação do terapeuta ocupacional em hospitais pediátricos e em UTI neonatais 
desempenha um papel essencial no cuidado e recuperação de crianças e recém-nascidos. 
Seu trabalho visa promover o desenvolvimento e a independência funcional, ajudando es-
ses pacientes a superar desafios e alcançar seu potencial máximo, enquanto oferece apoio 
emocional tanto para as crianças quanto para suas famílias.
A PREMATURIDADE1
TÓPICO
43TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
Quando a família se depara com a prematuridade os pais enfrentam uma gama 
de sentimentos, pois o primeiro contato com o filho foge de tudo que idealizaram e tanto 
sonharam. Situações em que o nascimento é pré-termo, ou seja, aquele que nasce antes 
das 37 semanas, o baixo peso, algumas patologias congênitas que podem estar presentes 
trazem uma urgência do recém-nascido ser internado na unidade de terapia intensiva neo-
natal (UTIN) (NASCIMENTO, 2019).
Todo bebê nasce com uma necessidade específica e isso diferencia no seu cui-
dado, pois ali podemos ter as condições biológicas que se encontram fragilizadas, pode 
haver restrição de contato desse bebê com a sua família, os estímulos recebidos podem 
ser intrusivos e dolorosos, seja por meio de sondas, agulhas, tubos, luzes fortes, barulhos, 
dentre tantos outros, o que o faz muito diferente do ambiente intrauterino. Pensando nis-
so, em 2000 surge o Programa Nacional de Humanização Hospitalar, conhecido como o 
HumanaSUS, que busca a melhora na qualidade do atendimento daqueles internados e 
inclusive de seus acompanhantes. Posteriormente, surge o Programa Cegonha, buscando 
melhorar a estrutura do hospital, qualificar profissionais e criar novas estratégias para aten-
der gestantes e seus bebês desde o pré-natal, o pós-natal e também acompanhamento, 
atendimento especial prioritário, educação, planejamento reprodutivo e aleitamento, dentre 
outros. No entanto, às UTIN, devido a todos os procedimentos que envolvem risco, ainda 
é um local onde há dificuldade para se ter a humanização estabelecida (JOAQUIM, 2014).
Conforme publicado no site do Ministério da Saúde, novembro é o mês que se tem 
a conscientização a respeito da prematuridade, sendo conhecido como Novembro Roxo. 
Nesta mesma publicação, o Ministério da Saúde fez em novembro de 2022 campanha “Se-
paração Zero-Direito do Prematuro. Aja agora! Mantenha pais e bebês prematuros juntos”, 
buscando o reconhecimento da necessidade do recém-nascido de estar acompanhado e 
como isso pode favorecer no seu desenvolvimento. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2022).
CRIANÇA HOSPITALIZADA E 
AS CONSEQUÊNCIAS FRENTE 
À ROTINA E O BRINCAR2
TÓPICO
44TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
A experiência do adoecimento não causa apenas alterações no corpo físico, mas 
também requer uma adaptação à rotina e aos papéis ocupacionais, como já foi discutido 
anteriormente, seja na criança ou na família. A hospitalização pode ser uma experiência 
estressante, repleta de desconforto e vulnerabilidades, devido à mudança de ambiente e ao 
afastamento do ambiente familiar. Isso pode levar a várias alterações, incluindo emocionais 
e comportamentais no paciente hospitalizado. 
No hospital, especialmente na UTIN, o paciente vivencia situações marcantes, rea-
liza diversos exames, usa tecnologias complexas, tem seus sinais vitais monitorados cons-
tantemente, recebe inúmeros estímulos dolorosos, toma medicações, tem sua alimentação 
e rotina diária alteradas, passa por procedimentos invasivos, perde sua individualidade, e 
está exposto a barulhos e luzes constantes. Tudo isso pode tornar o ambiente hospitalar 
angustiante, gerando ansiedade e medo. (NASCIMENTO, 2019).
A ruptura com a rotina diária e a distância entre a família e a criança podem causar 
atrasos no desenvolvimento global da criança hospitalizada. Nesse contexto, o brincar pode 
ser utilizado como recurso terapêutico (BARCELOS, 2012).
O brincar é a principal atividade de uma criança e é essencial para o seu desen-
volvimento. Desde 2005, é obrigatório que ambientes de saúde que oferecem internação 
pediátrica tenham uma brinquedoteca. É por meio do brincar que as crianças podem 
realizar atividades adequadas ao seu quadro clínico e idade da melhor maneira possível, 
45TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
possibilitando a socialização, que está limitada devido à internação. Isso auxilia no estado 
emocional da criança, torna o ambiente mais humanizado devido às estratégias lúdicas e 
diminui os impactos negativos da internação. (BATISTA, 2021).
O brincar dentro do hospital se manifesta como uma atividade simbólica que propor-
ciona vivências do cotidiano e promove a aprendizagem, permitindo a ação intencional. O 
brincar é o elo entre o profissional e o paciente. (BARCELOS, 2012). A Resolução n°34/2007 
estabelece que a equipe multidisciplinar da brinquedoteca ou de serviços relacionados ao 
desenvolvimento da atividade de brincar e utilização do brinquedo como instrumentos tera-
pêuticos ocupacionais deve incluir um Terapeuta Ocupacional (COFFITO, 2007).
Assim, o terapeuta ocupacional utilizará atividades lúdicas e criativas como recur-
sos, após uma avaliação minuciosa, promovendo a capacidade funcional e proporcionando 
um desempenho ocupacional adequado. Isso favorece o desenvolvimento psicomotor, afe-
tivo e cognitivo, a autonomia, a comunicação e a aceitação do processo de hospitalização 
(BARCELOS, 2012).
AS AÇÕES E CONTRIBUIÇÕES DO 
TERAPEUTA OCUPACIONAL NA UTIN E 
NO PROCESSO DE HOSPITALIZAÇÃO3
TÓPICO
46TERAPIA OCUPACIONAL E CONTEXTOS HOSPITALARES: PEDIATRIA E NEONATOLOGIAUNIDADE 4
A Terapia Ocupacional é uma ciência que estuda a atividade humana e utiliza re-
cursos terapêuticos para reabilitar o indivíduo. Todas as atividades cotidianas são áreas de 
intervenção da Terapia Ocupacional. Existem oito ocupações que são domínios da Terapia 
Ocupacional, incluindo as Atividades de Vida Diárias (AVDs), as Atividades Instrumentais de 
Vida Diária (AIVDs), o Brincar, a Participação Social, Educação e Lazer. Essas ocupações são 
influenciadas pela interação entre fatores do cliente, habilidades de desempenho e padrões de 
desempenho. À medida que o indivíduo cresce, ele passa pelo processo de amadurecimento 
de seus aspectos motores, cognitivos e psicológicos, conhecido como desenvolvimento in-
fantil, que depende da interação com o ambiente em que está inserido

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