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Conteudista: Prof.ª M.ª Fernanda Geny Calheiros Silva Revisão Textual: Esp. Luiza Venturini Objetivos da Unidade: Conhecer conceitos sobre nutrientes e alimentos, bem como fatores que interferem na composição dos alimentos; Identificar as principais características da composição química dos diferentes grupos de alimentos; Compreender a importância da composição química dos alimentos e de suas informações nutricionais para a prática profissional nas diferentes áreas de atuação do nutricionista. 📄 Material Teórico 📄 Material Complementar 📄 Referências Composição e Valor Nutritivo dos Alimentos Introdução Abordar a composição dos alimentos exprime uma discussão ampla, convergindo para um sentido único: a produção de um planejamento alimentar condizente com as especificidades de cada indivíduo. Para tanto, identificar os componentes dos alimentos, suas funções, fontes, biodisponibilidade e características é um dos primeiros passos para iniciar essa trajetória. Página 1 de 3 📄 Material Teórico Figura 1 – Composição dos alimentos e planejamento alimentar Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem composta por uma tigela com salada verde no canto inferior direito e um caderno mais ao centro. Sobre o caderno, estão um garfo e uma colher e uma fita métrica. Fim da descrição. A química de alimentos, nesse contexto, trata da composição e das propriedades dos alimentos, bem como das transformações químicas que eles sofrem durante a manipulação, o processamento e o armazenamento, sendo intimamente relacionada a várias áreas do conhecimento, a exemplo da química, da bioquímica e da biologia molecular (DAMODARAN et al., 2019). Os estudos acerca da composição dos alimentos ultrapassam séculos, sendo seus primeiros passos documentados desde o século XVII, com a publicação da teoria da combustão, por Robert Hooke, em 1665, e a descoberta da formação de gás carbônico por meio da respiração, por Black, em 1757. O engatinhar da química foi fundamental para uma das primeiras grandes descobertas da nutrição em 1780. Na ocasião, Antoine Lavoisier demonstrou a correlação existente entre alimento e produção de energia. Figura 2 – Antoine Lavoisier (1743–1794) Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem em escala de cinza que apresenta um homem de cabelos brancos, rosto expressivo com grandes olhos e lábios estreitos, vestindo uma casaca clássica da época e olhando para o horizonte, denominado Antoine Lavoisier. Fim da descrição. No ano de 1975, nasceu a primeira análise quantitativa em alimento, realizada por George Pearson. Foi estimado o conteúdo em água, amido, fibras, cinzas, além de afirmar-se a existência de lipídios, ácidos e açúcar. Avançando no tempo, já em 1816, François Magendie demonstrou que os macronutrientes dos alimentos possuem diferenças conformacionais e, em 1841, evidenciou que as proteínas possuem diferenças estruturais entre si. Esse conhecimento instigou os estudos anos depois, em 1909, sobre os impactos que essas diferenças na conformação das proteínas poderiam gerar. Então, Thomas trouxe o conceito de qualidade proteica e o método para identificar o seu valor biológico. Foi em 1851 que surgiu o primeiro esboço de uma tabela de composição de alimentos. Após sucessivos estudos, Liebig dividiu uma série de alimentos em nitrogenados (alimentos proteicos) e alimentos não nitrogenados (gorduras, carboidratos e bebidas alcoólicas) e compilou esses achados em uma tabela com o teor nutritivo de uma lista de alimentos. Como resultado de extensivas pesquisas, em 1896, com o lançamento do “The Chemical Composition of American Food Materials”, a aplicação dos conhecimentos da composição dos alimentos ganhou mais notoriedade. Você Sabia? Durante a Primeira Guerra Mundial, "The Chemical Composition of American Food Materials" desempenhou um papel crucial, servindo como uma referência inestimável por quatro décadas. Utilizado em todo o mundo, esse trabalho foi fundamental para determinar as necessidades nutricionais dos aliados durante o conflito, fornecendo dados essenciais sobre a composição química dos alimentos. Após a Segunda Guerra Mundial, houve um aumento significativo nos estudos sobre a composição de alimentos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, do inglês Food and Agriculture Organization) desempenhou um papel crucial ao facilitar, por meio de cooperação internacional, o desenvolvimento de tabelas regionais de composição de alimentos. Junto a isso, com o passar das décadas, a análise química de alimentos experimentou um notável avanço, com o desenvolvimento de métodos mais precisos e confiáveis, permitindo a identificação de micronutrientes em geral, além de outros componentes previamente negligenciados. Paralelamente, tornaram-se cada vez mais evidentes as interconexões entre alimentação, saúde e doenças. Figura 3 – Alimento e saúde: uma relação cada vez mais íntima Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: na imagem, está destacada uma maçã vermelha com um eletrocardiograma desenhado em sua casca. Em torno dela, um estetoscópio. O desenho simboliza a relação entre alimento e saúde. Fim da descrição. Classificação e Fontes Alimentares A entrega de nutrientes de um alimento está intrinsecamente ligada à sua composição química, assim como a uma série de fatores cruciais. Nesse contexto, as transformações ocorridas durante a cocção ou o armazenamento do alimento, bem como a biodisponibilidade dos nutrientes, são pontos que precisam ser abordados com máxima atenção. Você Sabia? A frase “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”, dita por Hipócrates há mais de 2.400 anos, denota que, mesmo sem a elucidação dos conceitos de nutrientes e suas funcionalidades, já havia a observação visual dos impactos positivos e negativos de alimentos sobre a saúde humana. Apesar de a descoberta quanto aos macros e micronutrientes datar de anos mais recentes, a discussão em torno da importância do alimento para a promoção da saúde e o tratamento de doenças é reconhecida desde o século V a.C. Como exposto anteriormente, em termos elementares, os alimentos são compostos principalmente por quatro elementos químicos: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. No entanto, a discussão sobre composição dos alimentos vai além, visto que aborda seu conteúdo global, sendo este composto por macronutrientes, micronutrientes, água, compostos bioativos e fatores antinutrientes. Ao avaliarmos a composição dos alimentos, podemos classificá-los em energéticos, reguladores e construtores. Alimentos Enérgicos Os alimentos energéticos promovem, como o próprio nome sugere, o fornecimento da energia necessária para sustentar as atividades diárias e as funções metabólicas do corpo. Eles são ricos em carboidratos e lipídios, que são as principais fontes de energia para o organismo, por meio de calorias. Carboidratos: os alimentos energéticos geralmente são ricos em carboidratos complexos, visto que esse macronutriente compõe cerca de 90% da matéria seca de vegetais, como os encontrados em cereais (arroz, milho, trigo), pães, massas e tubérculos (batata, inhame, cará). Esses carboidratos são digeridos e absorvidos pelo corpo, fornecendo glicose, que é a principal fonte de energia para as células, ofertando 4 kcal por grama de carboidrato consumido. Seu uso é amplamente realizado devido à sua vasta disponibilidade e ao seu baixo custo; Lipídios: são outra fonte importante de energia, ofertando 9 kcal por grama consumida. Os lipídios estão presentes em óleos vegetais, margarinas, banha de porco e outros alimentos gordurosos. Eles fornecem uma forma concentrada de energia e são armazenados pelo corpo nas células adiposas, para uso posterior, quando necessário. Figura 4 – Alimentos enérgicos Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: a imagem apresenta alimentos energéticos, sendo eles: bananas maduras, batata inglesa, aveia em flocos, arroz branco, pão de formaintegral, grãos variados e macarrão. Fim da descrição. Alimentos Reguladores Os alimentos reguladores, também conhecidos como alimentos protetores, desempenham um papel crucial na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Eles são ricos em vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras, e são essenciais para o funcionamento adequado do corpo e para manter o equilíbrio do organismo: Frutas e vegetais: são fontes importantes de vitaminas, minerais e antioxidantes, como vitamina C, vitamina A, potássio e flavonoides. Esses nutrientes ajudam a fortalecer o sistema imunológico, proteger contra doenças cardiovasculares, reduzir o risco de câncer e promover a saúde ocular e a saúde da pele. As fibras presentes em frutas e vegetais também contribuem para a saúde digestiva e ajudam a regular os níveis de glicose e colesterol séricos; Legumes e grãos integrais: são excelentes fontes de fibras, proteínas vegetais, vitaminas do complexo B e minerais como magnésio. As fibras ajudam na saúde intestinal, reduzem o colesterol e promovem a sensação de saciedade, o que pode auxiliar no controle do peso. Os grãos integrais também têm um índice glicêmico mais baixo, o que ajuda a manter os níveis de glicose sérico estáveis; Laticínios: produtos lácteos como leite, queijo e iogurte são ricos em cálcio, vitamina D e proteínas de alta qualidade. O cálcio é essencial para a saúde dos ossos e dos dentes, enquanto a vitamina D auxilia na absorção do cálcio. Os produtos lácteos também fornecem probióticos benéficos para a saúde intestinal; Gorduras: fontes de gorduras insaturadas, como peixes gordurosos, abacate, nozes e sementes, são importantes para a saúde cardiovascular, reduzindo o risco de doenças cardíacas e promovendo a saúde do cérebro. Figura 5 – Alimentos reguladores Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: a imagem expõe alimentos reguladores, sendo eles: sardinhas frescas, salmão, castanhas, nozes, ervilha, aveia laminada, grãos em geral, queijo, leite, azeite de oliva, tomate, maçã, brócolis, alho e abacate. Fim da descrição. Alimentos Construtores Os alimentos construtores são essenciais para o crescimento, o desenvolvimento e a reparação dos tecidos do corpo. Eles são ricos em proteínas, vitaminas, minerais e outros nutrientes necessários para a construção e a manutenção de músculos, ossos, pele, cabelo e outros tecidos. São eles: Alimentos ricos em proteínas: alimentos como carnes magras, aves, peixes, ovos, laticínios, legumes, nozes e sementes são excelentes fontes de proteína. As proteínas são essenciais para a síntese muscular, a reparação de tecidos e a produção de enzimas e hormônios, além de desempenhar um papel importante na regulação do sistema imunológico; Alimentos ricos em ferro e cálcio: o ferro é crucial para a formação de hemoglobina, que transporta oxigênio para as células do corpo, enquanto o cálcio é essencial para a saúde dos ossos e dos dentes. Alimentos como carne vermelha magra, fígado, frutos do mar, legumes, folhas verde-escuras, laticínios e produtos fortificados são boas fontes de ferro e cálcio; Alimentos ricos em vitaminas e minerais: desempenham papéis importantes na regulação de processos metabólicos, no fortalecimento do sistema imunológico e na manutenção da saúde geral. Frutas, vegetais, legumes, grãos integrais, laticínios e carnes magras são todas fontes ricas em uma variedade de vitaminas e minerais essenciais, como vitamina C, vitamina D, vitamina K, ácido fólico, potássio e magnésio; Alimentos ricos em ácidos graxos essenciais: ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 são essenciais para a saúde cardiovascular, a função cerebral e a inflamação saudável. Peixes gordurosos, como salmão, sardinha e truta, bem como nozes, sementes de linhaça e chia, são boas fontes de ácidos graxos ômega-3. Óleos vegetais, como óleo de canola, óleo de linhaça e óleo de soja, são boas fontes de ácidos graxos ômega-6. Figura 6 – Alimentos construtores Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: a imagem apresenta o contorno de um braço desenhado em giz, em posição que expõe a musculatura do bíceps. Na região do musculo citado, foi realizado o preenchimento com alimentos ricos em proteínas, sendo eles: pescado, representado pelo salmão, peito de frango, bife de carne bovina, queijo e ovos. Ao redor da imagem, há oleaginosas e uma jarra com leite. Fim da descrição. Vale salientar que, apesar do conhecimento acerca das fontes alimentares, tal conceito depende diretamente de dois fatores: A quantidade de nutrientes presentes no alimento, ou seja, alimentos que possuem uma alta concentração de nutrientes em relação à sua quantidade de energia são chamados de alimentos "ricos em nutrientes" ou "de alta densidade de nutrientes". Esses alimentos são altamente recomendados, pois ajudam a atender às necessidades nutricionais; Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Funções dos Nutrientes Os nutrientes são substâncias essenciais encontradas nos alimentos e desempenham diversas funções vitais no corpo humano, uma vez que este não consegue produzi-los em quantidade suficiente para atender às suas necessidades. A quantidade do alimento normalmente consumida, visto que a efetividade do consumo, considerando o alcance das funções dos nutrientes, apresenta-se como dose-dependente, sendo suas quantidades diárias variáveis de acordo com o macro ou o micronutriente, o sexo, a etnia, a idade e a condição clínica (saúde-doença). Leitura FAO: Biodiversidade do Solo é a Base da Vida Humana Você sabia que o solo impacta diretamente a composição nutricional dos alimentos de origem vegetal? Acesse o artigo a seguir e saiba mais. Você Sabia? Até o século XX, a ciência da nutrição era pautada na determinação do valor calórico dos alimentos, e pouco se discutia acerca das fontes de baixa caloria, a exemplo das frutas, das verduras e dos legumes. A necessidade de conhecer a composição dos alimentos e correlacioná- lo com o processo saúde e doença desenvolveu-se em meados do século XX, com os surtos documentados de beribéri, pelagra e raquitismo, trazendo à luz as avitaminoses de modo geral. Leitura Comparação dos Casos de Beribéri entre Indígenas e não Indígenas, Brasil, 2013 a 2018 O artigo a seguir trata da comparação dos casos de beribéri entre indígenas e não indígenas, com enfoque na importância do conhecimento da composição do alimento como tratativa para minimização das hipovitaminoses: Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Carboidratos Os carboidratos desempenham diversas funções importantes no corpo humano. Sendo as principais: Fornecimento de energia: os carboidratos são a principal fonte de energia para o corpo humano. Eles são quebrados durante a digestão em glicose, que é absorvida na corrente sanguínea e usada pelas células como combustível para realizar suas funções metabólicas; Reserva de energia: o corpo armazena glicose na forma de glicogênio nos músculos e no fígado. Quando os níveis de glicose no sangue estão baixos, como durante o jejum ou atividade física intensa, o glicogênio é quebrado em glicose para fornecer energia imediata; Fornecimento de carbono: os carboidratos também fornecem carbono, que é utilizado na síntese de diversas moléculas importantes, como ácidos nucleicos (DNA e RNA), aminoácidos e ácidos graxos; Preservação de proteínas: quando há uma ingestão adequada de carboidratos na dieta, eles ajudam a preservar as proteínas do corpo, impedindo que elas sejam utilizadas como fonte de energia. Isso é especialmente importante para evitar a quebra de tecidos musculares em busca de energia; Proteínas Existem várias moléculas cruciais para a vida, e as proteínas são um exemplo notável devido à sua versatilidade extraordinária. Elas estão envolvidas em praticamente todos os processos biológicos, desempenhando funções vitais. Regulação do metabolismo lipídico: quando a ingestão de carboidratos é baixa, o corpo pode recorrer à quebra de gorduras paraobter energia, resultando na produção de corpos cetônicos; Fornecimento de fibras: algumas formas de carboidratos, como fibras alimentares, são importantes para a saúde digestiva. Construção e reparo de tecidos: as proteínas são os principais componentes estruturais dos tecidos do corpo, incluindo músculos, pele, cabelo, unhas, ossos e órgãos internos. Elas são essenciais para o crescimento, o desenvolvimento e o reparo dos tecidos; Enzimas: as proteínas atuam como enzimas, que são catalisadores biológicos que aceleram as reações químicas no corpo; Transporte de substâncias: algumas proteínas atuam como transportadoras, facilitando o transporte de substâncias através das membranas celulares ou na corrente sanguínea; Hormônios: algumas proteínas funcionam como hormônios, que são mensageiros químicos que regulam várias funções do corpo; Sistema imunológico: as proteínas desempenham papéis importantes no sistema imunológico, incluindo a produção de anticorpos que ajudam a combater infecções e patógenos invasores; Lipídios (Gorduras) Os lipídios são mais apropriadamente definidos como "ácidos graxos e seus derivados, além de substâncias relacionadas biossinteticamente ou funcionalmente a esses compostos" (BRAGAGNOLO, 2017, n. p.). Dentre as suas funções, podemos citar: Equilíbrio hídrico e pH: algumas proteínas, como as albuminas, ajudam a manter o equilíbrio hídrico e o pH do sangue e dos fluidos corporais; Fonte de energia: embora as proteínas não sejam a fonte primária de energia para o corpo, em situações de necessidade extrema, como durante o jejum prolongado ou exercício intenso, elas podem ser quebradas em aminoácidos e utilizadas para produção de energia. Fornecimento de energia: quando metabolizados, fornecem mais que o dobro de energia por grama do que carboidratos e proteínas. Eles são armazenados no tecido adiposo e são utilizados como fonte de energia durante períodos de jejum ou exercício prolongado; Componente estrutural das membranas celulares: os lipídios, especialmente os fosfolipídios, são componentes essenciais das membranas celulares. Eles ajudam a manter a integridade estrutural das células e a regular a passagem de substâncias dentro e fora das células; Isolamento térmico e proteção: o tecido adiposo, composto principalmente por lipídios, atua como isolante térmico, ajudando a manter a temperatura corporal. Além disso, serve como uma camada de proteção para órgãos internos contra impactos físicos; Transporte de vitaminas lipossolúveis: vitaminas lipossolúveis, como as vitaminas A, D, E e K, são solúveis em lipídios e Vitaminas As vitaminas são encontradas em uma ampla variedade de alimentos e seus conteúdos podem variar significativamente dentro de um mesmo grupo alimentar. dependem destes para serem absorvidas e transportadas pelo corpo; Síntese de hormônios e mensageiros químicos: os lipídios são precursores de hormônios esteroides, como os hormônios sexuais (testosterona, estrogênio e progesterona) e os hormônios adrenais (cortisol e aldosterona); Absorção de nutrientes: alguns lipídios, como os ácidos graxos essenciais, são necessários para a absorção eficaz de certos nutrientes, como vitaminas lipossolúveis e antioxidantes, no trato gastrointestinal; Papel estrutural em tecidos específicos: certos lipídios desempenham papéis estruturais em tecidos específicos, como o sistema nervoso, no qual os lipídios formam a bainha de mielina, que é essencial para a transmissão eficiente de sinais nervosos. Figura 7 – Vitaminas para a saúde Fonte: Adaptado de Getty Images #ParaTodosVerem: a imagem apresenta um corpo humano no centro e, ao redor, expõe vitaminas que são essenciais para a saúde. Sendo elas: vitamina A, B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12, C, D, E e K. Fim da descrição. Esses compostos orgânicos possuem funções e características químicas diversificadas, destacando a importância de compreendê-los ao tomar decisões durante o processamento, o armazenamento de alimentos e a formulação de planejamento alimentar. Cofatores enzimáticos: muitas vitaminas atuam como cofatores enzimáticos, ajudando as enzimas a catalisar reações químicas no corpo. Elas ajudam a regular o metabolismo, facilitando reações bioquímicas essenciais para o funcionamento celular; Antioxidantes: algumas vitaminas, como a vitamina C, a vitamina E e o betacaroteno (um precursor da vitamina A), atuam como Minerais Os minerais são essenciais na dieta humana. Embora a necessidade desses nutrientes seja constante, geralmente são requeridos em quantidades mínimas e, quando antioxidantes, ajudando a neutralizar os radicais livres e a proteger as células contra danos oxidativos; Síntese de substâncias: algumas vitaminas são necessárias para a síntese de substâncias importantes no corpo. Por exemplo, a vitamina D é necessária para a absorção de cálcio, e a vitamina K é necessária para a coagulação sanguínea; Função imunológica: as vitaminas desempenham papéis importantes no sistema imunológico, ajudando a manter a função adequada das células imunológicas e a resposta imunológica do corpo a infecções e doenças; Visão: a vitamina A é necessária para a função da retina e a visão em condições de pouca luz; Saúde da pele e dos tecidos: as vitaminas A, C e E são importantes para a saúde da pele e dos tecidos, ajudando na cicatrização de feridas, na produção de colágeno e na proteção contra danos causados pelos radicais livres; Regulação do crescimento e desenvolvimento: as vitaminas desempenham papéis importantes no crescimento e no desenvolvimento adequados. Elas são essenciais para o desenvolvimento ósseo, o crescimento celular e a função neurológica; Metabolismo de energia: algumas vitaminas, como as vitaminas do complexo B, são essenciais para o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, ajudando o corpo a converter alimentos em energia utilizável. consumidos em excesso, alguns podem ser prejudiciais à saúde. Figura 8 – Minerais Fonte: Adaptado de Getty Images #ParaTodosVerem: a imagem apresenta círculos coloridos com as abreviaturas de minerais ao centro, sendo eles: Se, Na, F, S, Mg, I, Si, Cr, K, Ca, Zn e Fe. Fim da descrição. Eles estão presentes em alimentos de origem vegetal e animal em várias proporções, com diferentes níveis de absorção, e suas principais funções estão elucidadas a seguir: Constituição de estruturas corporais: o cálcio, o fósforo, o magnésio e o flúor são particularmente importantes para a formação e a manutenção da saúde óssea e dental; Regulação de reações químicas: muitos minerais atuam como cofatores enzimáticos, facilitando reações químicas no corpo; Equilíbrio hídrico e osmótico: minerais como sódio, potássio e cloreto desempenham papéis importantes na regulação do equilíbrio hídrico e osmótico do corpo; Contração muscular e transmissão nervosa: minerais como cálcio, potássio e magnésio são essenciais para a contração muscular e a transmissão nervosa; Participação em reações enzimáticas: alguns minerais, como zinco, ferro e cobre, são componentes de enzimas importantes, além de serem necessários para a síntese de DNA, o transporte de oxigênio e o metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas; Regulação da pressão sanguínea: minerais como potássio, cálcio e magnésio desempenham papéis importantes na regulação da pressão sanguínea; Componentes de hormônios e estruturas moleculares: o iodo é necessário para a produção de hormônios da tireoide, que são essenciais para o metabolismo e o crescimento. Água A água é um componente fundamental na maioria dos alimentos e serve como o principal solvente para os processos metabólicos do corpo humano. É importante explorar suas propriedades para entender melhor seu papel central na química dos alimentos, bem como sua inter-relação com a construção de planejamentos alimentares viáveis, pautados na segurança dos alimentos e na garantia da sua oferta. Figura 9 – Água Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem:na imagem, há um rio ou lago, em um dia de sol. A mão de uma pessoa, posicionada em forma de concha, está tentando pegar a água, que escorre entre os dedos e retorna ao seu lugar de origem. Fim da descrição. Dentre as funções orgânicas atribuídas ao conteúdo em água, inicialmente vale a pena abordar que se trata do solvente universal e, por conseguinte, constitui a maior parte do corpo humano, sendo essencial para a manutenção e a propagação da vida. É por meio da água que se promove o transporte de nutrientes, bem como a eliminação dos resíduos do organismo via urina e pela transpiração, colaborando, ainda, com a regulação de temperatura e a dissipação do calor do corpo. Biodisponibilidade de Nutrientes O termo “biodisponibilidade” se refere ao quanto um determinado nutriente, presente em uma matriz alimentar complexa, será absorvido pelo organismo e destinado a processos metabólicos. Ou seja, a absorção de nutrientes pode variar de acordo com a matriz dos alimentos ou mudanças em sua estrutura. Um exemplo disso são as reações enzimáticas. As enzimas atuam na hidrólise de um substrato específico e podem interferir diretamente no teor de vitaminas dos alimentos. Esse processo pode culminar em mudanças na conformação da molécula ou reduzir sua atividade biológica. Entendendo que os nutrientes estão suscetíveis a diversas transformações, vale a pena salientar que, ao avaliar a biodisponibilidade de micronutrientes e compostos bioativos, deve-se considerar alguns pontos: Quantidade consumida em refeições;1 Ligações moleculares;2 Matriz alimentar;3 Presença ou ausência de inibidores de absorção;4 Estado nutricional do consumidor, que se correlaciona diretamente com suas necessidades nutricionais; 5 Quando falamos de minerais, temos uma baixa biodisponibilidade geral, com exceção daqueles que apresentam alta absorção, entre eles, o sódio e o potássio. Os minerais podem, ainda, apresentar redução de sua biodisponibilidade em presença de reações enzimáticas, tais como o ferro, o zinco e o cálcio. No entanto, na presença de fatores facilitadores de absorção, a exemplo do ácido ascórbico, o ferro é submetido a um aumento de absorção, elevando sua biodisponibilidade. Esse fato acontece devido à funcionalidade da vitamina C de formar um quelante solúvel ou reduzir a forma férrica a uma que apresente maior solubilidade e disponibilidade, ou seja, reduzindo de Fe+3 (ferro férrico) a Fe+2 (ferro ferroso). Trata-se de um processo diferente do que identificamos ao avaliar a absorção de ferro em um contexto em que há excesso de cálcio, visto que o segundo mineral interfere Fatores genéticos;6 Variáveis individuais, tais como: fase da vida, etnia e sexo.7 Glossário Quelante: vem do grego "chele" que quer dizer “garra”, evidenciando a capacidade que essas substâncias possuem de se agarrar a íons metálicos. Eles promovem ligações coordenadas e formam complexos estáveis específicos e reversíveis. diretamente na absorção do primeiro, provavelmente pela formação de complexos insolúveis (ligação do ferro com cálcio, impedindo a absorção) ou devido à competição pelos receptores no intestino delgado. Já para o cálcio, o aumento de sua biodisponibilidade demanda um agente facilitador chamado calcitriol (forma ativa da vitamina D), que atua favorecendo a absorção intestinal do cálcio por meio do transporte ativo dos íons cálcio. Por outra ótica, o calcitriol parece reduzir, também, o efeito dos fitatos, que são reconhecidos por formar complexos insolúveis com minerais, reduzindo sua biodisponibilidade. Nutrientes Limitantes Além do estudo acerca da biodisponibilidade, o conhecimento sobre os nutrientes limitantes nos conduz à discussão sobre aqueles componentes que são essenciais ao crescimento, ao desenvolvimento e à manutenção das funções vitais em organismos, sendo um fator de risco quando a sua disponibilidade é baixa, ou seja, quando se apresentam em menor proporção que a demanda metabólica, podendo levar a deficiências nutricionais e a problemas de saúde. Essas deficiências podem variar de acordo com a dieta de uma pessoa e com fatores como idade, sexo, estado de saúde e condições socioeconômicas. Em Síntese Um carro, para operar efetivamente, demanda algum combustível. Na ausência de combustível, ele não funcionará. O combustível seriam os nutrientes energéticos (carboidratos, lipídios e, em menor proporção, proteínas). No entanto, alguns outros componentes, Figura 10 – Óleo de motor: o “nutriente limitante” do carro Fonte: Getty images atuando em associação, colaboram para o correto funcionamento do veículo. Nesse contexto, podemos citar o óleo do motor. Em situações em que esse produto se apresenta abaixo do nível esperado, a execução e/ou eficiência do motor será prejudicada. Nessa analogia, o óleo do motor é o nosso nutriente limitante. Ele sozinho, de imediato, não gerará a parada do sistema, mas colaborará para o mau desempenho, que terá uma evolução negativa progressiva. #ParaTodosVerem: na imagem, há um motor de carro e um mecânico com um galão, adicionando óleo ao veículo. Fim da descrição. Esses nutrientes são chamados de "limitantes" porque a falta de um ou mais nutrientes em relação aos demais pode prejudicar a utilização de outros nutrientes essenciais no organismo, gerando um efeito dominó. Assim, por consequência, o valor biológico de um alimento pode ser reduzido pela quantidade disponível do nutriente em falta. Os aminoácidos, que são os blocos de construção fundamentais das proteínas, apresentam diferenças estruturais em sua cadeia lateral, também chamados de grupo R, que confere propriedades únicas a cada aminoácido. Figura 11 – Aminoácidos Fonte: Adaptado de Getty images #ParaTodosVerem: na imagem, está disposta uma lista com aminoácidos e suas cadeias químicas, sendo eles: glicina, alanina, serina, treonina, cisteína, valina, leucina, isoleucina, metionina, prolina, fenilalanina, tirosina, triptofano, ácido glutâmico, asparagina, glutamina, histidina, lisina e arginina. Fim da descrição. As proteínas de origem animal são reconhecidas como de alto valor biológico, por possuir em sua composição todos os aminoácidos essenciais, diferentemente das espécies de origem vegetal, que apresentam proteínas de baixo valor biológico devido à ausência de alguns aminoácidos em sua composição. Por exemplo, a metionina é um aminoácido limitante nas proteínas de leguminosas, visto que no feijão representa 50% de sua concentração ideal. Já o milho apresenta como aminoácidos limitantes a lisina e o triptofano. No Quadro a seguir, é possível identificar alguns aminoácidos limitantes em espécies alimentares distintas. Quadro 1 – Aminoácidos Limitantes e suas Fontes Fonte proteica Aminoácido limitante Trigo Lisina Arroz Lisina Legumes Triptofano Milho, cereais Lisina e Triptofano Feijão Metionina (ou cisteína) Fonte: Adaptado de DAMODARAN et al., 2019 Fatores Antinutricionais Fatores antinutricionais são substâncias naturais presentes em alimentos de origem animal ou vegetal que podem interferir na absorção de nutrientes pelo organismo, ou seja, reduzindo a biodisponibilidade, a digestibilidade ou até mesmo causando efeitos adversos à saúde quando consumidos em grandes quantidades. Dentre os fatores nutricionais reconhecidos, vamos estudar um pouco mais a fundo os principais? Inibidores de Enzimas Alguns alimentos contêm compostos que podem inibir a atividade de enzimas digestivas, como tripsina e amilase, dificultando a digestão e a absorção de nutrientes. As proteínas de origem vegetal, principalmente aquelas advindas de leguminosas e oleaginosas, contêm diversos inibidores de tripsina e quimiotripsina. Eles atuam dificultando o processo digestivo, por meio do bloqueio da atividade da enzima pancreática (tripsina), que atua na quebra de proteínas, e a disponibilidade de aminoácidos, reduzindo a biodisponibilidade. Dentre os variados exemplos, a soja é um produto rico em inibidores detripsina e quimotripsina e seu consumo exacerbado pode culminar em alterações digestivas. Já os inibidores de amilase, que estão presentes nas cascas de batatas, no milho e no trigo, interferem na digestão de carboidratos, por inibir a amilase, que é a enzima presente na saliva e no suco pancreático capaz de promover a quebra de amido em glicose. Na presença de inibidores de amilase nos alimentos, pode ocorrer comprometimento da digestão do amido, afetando, assim, a disponibilidade de glicose na corrente sanguínea, gerando prováveis comprometimentos na regulação dos níveis de açúcar no sangue, especialmente em pessoas com diabetes ou síndrome metabólica. Os inibidores de lipase, encontrados em alimentos como nozes e sementes, interferem na digestão de gorduras, inibindo a lipase, uma enzima que quebra as gorduras em ácidos graxos e glicerol. Esses inibidores são particularmente encontrados em sementes, nozes e leguminosas. Além do prejuízo na absorção de ácidos graxos e glicerol, a inibição dessa enzima pode culminar na redução da absorção de vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K), ou seja, aquelas que precisam de um meio gorduroso para serem efetivamente absorvidas. Vale salientar que tais componentes são termolábeis, ou seja, o processo de cozimento é capaz de inativá-los e tornar o alimento mais facilmente digerível, bem como gerar maior facilidade de absorção, sem conferir riscos diretos à biodisponibilidade dos compostos. Fitoquímicos Os fitoquímicos são compostos químicos encontrados em alimentos de origem vegetal e não são considerados nutrientes essenciais. Apesar de possuírem propriedades nutricionais benéficas, alguns deles podem atuar como fatores antinutricionais, por interferir diretamente na absorção de minerais, tais como: ferro, cálcio e zinco. Os fitatos, também conhecidos como ácido fítico, são encontrados em grãos integrais, sementes, nozes e leguminosas, e apresentam a capacidade de complexar-se a minerais, formando complexos insolúveis e, consequentemente, impedindo a sua absorção intestinal. Já os taninos, encontrados em chás, café, vinho tinto, cacau, maçãs e frutas secas, além de promover complexação com minerais, principalmente o ferro, também é capaz de reduzir a biodisponibilidade de proteínas, por alterar a sua digestibilidade. Quando consumidas refeições ricas proteínas e ferro não heme em associação a taninos, o resultado será a redução da digestibilidade e a inibição da absorção, respectivamente. Os oxalatos, encontrados no espinafre, no ruibarbo e no tomate, possuem a capacidade de complexar-se e formar cristais insolúveis com minerais e reduzir sua biodisponibilidade, em especial o cálcio, o ferro e o zinco. Glicosídeos Cianogênicos Presentes em certas sementes, como as de maçã, pêssego e amêndoa, esses compostos podem liberar cianeto quando consumidos, o que pode ser tóxico em grandes quantidades. Além das sementes, algumas plantas apresentam concentração elevada desse componente, tais como a mandioca brava e o sorgo. Lectinas Trata-se de glicoproteínas denominadas fito-hemaglutininas, que promovem a aglutinação de hemácias. São encontradas em leguminosas que podem causar danos ao revestimento do intestino e interferem diretamente na digestão proteica e na absorção de nutrientes em geral. Vale salientar, ainda, que algumas lectinas podem desencadear respostas imunológicas no organismo, incluindo inflamação e reações alérgicas. Também se correlaciona com episódios de crise de síndrome do intestino irritável motivada pelos danos causados à mucosa intestinal gerados pela ligação das lectinas às células de revestimento. Importante! De modo geral, a presença desses fatores antinutricionais pode ser minimizada por meio de técnicas de processamento de alimentos, como cozimento, germinação, fermentação e tratamentos térmicos. Figura 12 – O cozimento minimiza os fatores antinutricionais Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: na imagem, há fogão de indução com uma frigideira. Nela, há legumes variados sendo salteados e misturados com auxílio de uma colher. Fim da descrição. Componentes Bioativos e suas Funções: Terapêuticas, Estruturais e Sensoriais No decorrer desta unidade, muito se discutiu sobre a composição de macronutrientes, micronutrientes e compostos bioativos, relacionando-os à saúde. Dentre os componentes bioativos, podemos citar as fibras alimentares, os fitoquímicos, os antioxidantes e os compostos anti-inflamatórios, por exemplo. As fibras alimentares contribuem para a saúde intestinal, bem como o controle dos níveis séricos de glicose e colesterol. Afetam, ainda, a sensação de saciedade, contribuindo diretamente para a construção de planejamentos alimentares. No entanto, do ponto de vista do alimento, trata-se do componente que contribui para a textura e a consistência de certos alimentos, a exemplo das frutas, dos grãos integrais e dos vegetais. Já os demais compostos bioativos estão relacionados à redução do risco de doenças crônicas, devido às suas atividades antioxidantes e anti-inflamatórias. São compostos que podem atuar conferindo cor característica, bem como sabor e aroma, afetando diretamente a experiência sensorial e tornando os alimentos mais atraentes e agradáveis. Os componentes bioativos incluem uma variedade de substâncias benéficas encontradas em alimentos e outros organismos, enquanto os compostos bioativos referem-se a substâncias químicas específicas com efeitos biológicos comprovados no organismo. Quadro 2 – Principais Compostos Bioativos, suas Atividades Biológicas e Fontes Compostos bioativos Composto Principal atividade Fonte Flavonoides Antibacteriano; Antiviral; Antifúngico; Cebola roxa (quecertina); Chá verde (kaempferol); Compostos bioativos Anti- inflamatório; Anticancerígeno; Anticolesterol. Salsa (apigenina); Soja (isoflavonas); Polpa de açaí (antocianidinas). Carotenóides Anticancerígeno; Cardioprotetor. Tomate (licopeno); Cenoura (betacaroteno). Compostos fenólicos Antibacteriano; Anti- inflamatório; Anticancerígeno; Cardioprotetor; Anticolesterol. Café (ácido cafeico); Própolis de abelha (p- cumárico). Taninos Antibacteriano; Anticolesterol. Cascas e folhas. Fonte: Adaptado DAMODARAN et al., 2019 Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura Alimentos Funcionais: Compostos Bioativos e Seus Efeitos Benéficos à Saúde O material a seguir trata dos alimentos funcionais, com enfoque nos compostos bioativos e seus efeitos benéficos a saúde. Flavonoides e seus Efeitos Benéficos sobre a Imunidade Veja a lista de flavonoides e suas fontes a seguir. Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeo CONANUTRI: Alimentos Funcionais e Compostos Bioativos na Saúde O vídeo a seguir aborda os alimentos funcionais e os compostos bioativos no contexto da saúde, de modo a explanar acerca de alguns compostos bioativos e sua biodisponibilidade em alimentos. Página 2 de 3 📄 Material Complementar Leitura Composição de Alimentos: um Pouco da História O material a seguir, intitulado “Composição de Alimentos: um pouco da história”, aborda o início da discussão a respeito da composição dos alimentos, permeando seus aspectos históricos até chegarmos à construção das tabelas de composição dos alimentos. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Fatores Antinutricionais em Alimentos: Revisão O artigo a seguir, intitulado “Fatores antinutricionais em alimentos: revisão”, aborda CONANUTRI: Alimentos funcionais e compostos bioativos na saúdeCONANUTRI: Alimentos funcionais e compostos bioativos na saúde os componentes antinutricionais e suas possíveis consequências do ponto de vista do alimento, assim como os efeitos do processamento sobre essas substâncias. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Guia Alimentar para a População Brasileira O Guia Alimentar para a PopulaçãoBrasileira traz em sua construção diretrizes que objetivam a garantia do direito a alimentação adequada e saudável. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE ASSUNÇÃO, A. K. M. et al. Comparação dos casos de beribéri entre indígenas e não indígenas, Brasil, 2013 a 2018. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 7, jul. 2023. Disponível em: . Acesso em: 01/07/2024. BRAGAGNOLO, N. Lipídeos. In: LAJOLO, F. M.; MECADANTE, A. Z. (Org.). Quimica e Bioquímica dos Alimentos. 1ed. São Paulo: Atheneu, v. 2, p. 63-116, 2017. BRINQUES, G. B. Bioquímica dos alimentos. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. (e-book) COZZOLINO, S. M. F. (org.) Biodisponibilidade de Nutrientes. 5. ed. Barueri, SP: Manole, 2016. 1.443 p. DALA-PAULA, B. M. Química & Bioquímica de Alimentos. Alfenas: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2021. 250 p. DAMODARAN, S. Química de alimentos de Fennema. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. (e-book) FAO: biodiversidade do solo é a base da vida humana. Nações Unidas no Brasil, Brasília, 31 dez. 2020. Disponível em: . Acesso em: 01/07/2024. Página 3 de 3 📄 Referências LAJOLO, F. M.; MERCADANTE, A. Z. Química e bioquímica dos alimentos. Rio de Janeiro: Atheneu, 2018. (e-book) LEHNINGER, A. L.; NELSON, D. L.; COX, M. M. Lehninger Principles of Biochemistry. 6th ed. New York: Freeman, W. H. & Company, 2013. 1.340 p. MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J.L. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. 1.160 p.