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Revista Foco |Curitiba (PR)| v.16.n.10|e3253| p.01-22 |2023 
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 Alinne Amunielle da Silva Alves, Ângelo Magalhães Silva, Elicely Cesário 
Fernandes, Werena de Oliveira Barbosa, Renata Jane Gomes Sarmento, Emanuely dos Santos 
Marques 
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EMPREENDEDORISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE FOMENTO 
À EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA NO BRASIL 
 
ENTREPRENEURSHIP AND PUBLIC POLICIES FOR 
PROMOTING ENTREPRENEURIAL EDUCATION IN BRAZIL 
 
EMPRENDIMIENTO Y POLÍTICAS PÚBLICAS PARA PROMOVER 
LA EDUCACIÓN EMPRENDEDORA EN BRASIL 
 
Alinne Amunielle da Silva Alves1 
Ângelo Magalhães Silva2 
Elicely Cesário Fernandes3 
Werena de Oliveira Barbosa4 
Renata Jane Gomes Sarmento5 
Emanuely dos Santos Marques6 
 
DOI: 10.54751/revistafoco.v16n10-210 
Recebido em: 29 de Setembro de 2023 
Aceito em: 30 de Outubro de 2023 
 
 
 
RESUMO 
Este artigo busca investigar a eficácia das políticas públicas voltadas para a promoção 
da educação empreendedora no Brasil, explorando a interseção entre 
empreendedorismo, economia e políticas governamentais. Começamos com uma 
introdução que enfatiza a importância crítica do empreendedorismo como impulsionador 
do crescimento econômico e a necessidade premente de políticas públicas eficazes 
para promover a educação empreendedora. Em seguida, a Fundamentação Teórica 
aborda conceitos-chave relacionados ao empreendedorismo, políticas públicas e 
educação empreendedora, fornecendo uma visão do cenário atual. Nossa análise inclui 
uma revisão da literatura sobre empreendedorismo no contexto brasileiro, destacando 
os desafios enfrentados pelos empreendedores e a importância da educação 
empreendedora. Também examinamos as políticas públicas em vigor, avaliando seu 
impacto na promoção do empreendedorismo. Além disso, investigamos indicadores de 
empreendedorismo e educação no Brasil para fornecer uma base empírica sólida. A 
 
1 Mestra em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido. Universidad do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). 
Br 405, Km 153, Arizona, Pau dos Ferros - RN, CEP: 59900-000. E-mail: alinneamunielle@gmail.com 
2 Doutor em Ciências Sociais na área de Política, Desenvolvimento e Sociedade. Universidade Federal do Rio Grande 
do Norte (UFRN). Av. Francisco Mota, 572, Costa e Silva, Mossoró - RN, CEP: 59625-900. 
E-mail: angelomagalhaes@ufersa.edu.br 
3 Mestra em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte 
(UERN). Br 405, Km 153, Arizona, Pau dos Ferros - RN, CEP: 59900-000. E-mail: elicelycesario@gmail.com 
4 Mestra em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte 
(UERN). Br 405, Km 153, Arizona, Pau dos Ferros - RN, CEP: 59900-000. E-mail: werenabarbosa@gmail.com 
5 Mestra em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte 
(UERN). Br 405, Km 153, Arizona, Pau dos Ferros - RN, CEP: 59900-000. E-mail: rehjanegs@gmail.com 
6 Mestra em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte 
(UERN). Br 405, Km 153, Arizona, Pau dos Ferros - RN, CEP: 59900-000. E-mail: emanuelymarques.alirn@gmail.com 
mailto:alinneamunielle@gmail.com
mailto:angelomagalhaes@ufersa.edu.br
mailto:elicelycesario@gmail.com
mailto:werenabarbosa@gmail.com
mailto:rehjanegs@gmail.com
mailto:emanuelymarques.alirn@gmail.com
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 EMPREENDEDORISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE FOMENTO À 
EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA NO BRASIL 
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discussão resultante interpreta os resultados encontrados, realçando as implicações 
das políticas públicas examinadas. As conclusões enfatizam as contribuições da 
pesquisa e sugerem áreas para pesquisas futuras. Este estudo proporciona uma análise 
das políticas públicas de fomento à educação empreendedora no Brasil, destacando 
desafios e oportunidades para fortalecer a cultura empreendedora, melhorar a educação 
financeira/fiscal, simplificar processos burocráticos e promover a inclusão social no 
ecossistema empreendedor brasileiro. 
 
Palavras-chave: Empreendedorismo; políticas públicas; educação empreendedora. 
 
ABSTRACT 
This article seeks to investigate the effectiveness of public policies aimed at promoting 
entrepreneurial education in Brazil, exploring the intersection between entrepreneurship, 
the economy, and government policies. We begin with an introduction that emphasizes 
the critical importance of entrepreneurship as a driver of economic growth and the urgent 
need for effective public policies to promote entrepreneurial education. Next, the 
Theoretical Framework addresses key concepts related to entrepreneurship, public 
policies, and entrepreneurial education, providing an overview of the current landscape. 
Our analysis includes a review of the literature on entrepreneurship in the Brazilian 
context, highlighting the challenges faced by entrepreneurs and the importance of 
entrepreneurial education. We also examine the existing public policies, assessing their 
impact on promoting entrepreneurship. Additionally, we investigate indicators of 
entrepreneurship and education in Brazil to provide a solid empirical foundation. The 
resulting discussion interprets the findings, highlighting the implications of the examined 
public policies. The conclusions emphasize the contributions of the research and suggest 
areas for future research. This study provides an analysis of public policies aimed at 
fostering entrepreneurial education in Brazil, highlighting challenges and opportunities to 
strengthen the entrepreneurial culture, improve financial and fiscal education, simplify 
bureaucratic processes, and promote social inclusion in the Brazilian entrepreneurial 
ecosystem. 
 
Keywords: Entrepreneurship; public policies; entrepreneurial education. 
 
RESUMEN 
Este artículo busca investigar la efectividad de las políticas públicas dirigidas a promover 
la educación emprendedora en Brasil, explorando la intersección entre el 
emprendimiento, la economía y las políticas gubernamentales. Comenzamos con una 
introducción que enfatiza la importancia crítica del emprendimiento como motor del 
crecimiento económico y la necesidad urgente de políticas públicas efectivas para 
promover la educación emprendedora. A continuación, el Marco Teórico aborda 
conceptos clave relacionados con el emprendimiento, las políticas públicas y la 
educación emprendedora, proporcionando una visión general del panorama actual. 
Nuestro análisis incluye una revisión de la literatura sobre el emprendimiento en el 
contexto brasileño, destacando los desafíos que enfrentan los emprendedores y la 
importancia de la educación emprendedora. También examinamos las políticas públicas 
vigentes, evaluando su impacto en la promoción del emprendimiento. Además, 
investigamos indicadores de emprendimiento y educación en Brasil para proporcionar 
una sólida base empírica. La discusión resultante interpreta los hallazgos, resaltando 
las implicaciones de las políticas públicas examinadas. Las conclusiones enfatizan las 
contribuciones de la investigación y sugieren áreas para futuras investigaciones. Este 
estudio proporciona un análisis de las políticas públicas destinadas a fomentar la 
educación emprendedora en Brasil, destacando desafíos y oportunidades para 
fortalecer la cultura emprendedora, mejorar la educación financiera y fiscal, simplificar 
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procesos burocráticosy promover la inclusión social en el ecosistema emprendedor 
brasileño. 
 
Palabras clave: Emprendimiento; políticas públicas; educación emprendedora. 
 
 
1. Introdução 
O empreendedorismo, como motor de crescimento econômico e 
inovação, tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento das 
nações ao redor do mundo. No contexto brasileiro, a promoção do 
empreendedorismo tem sido uma prioridade governamental, refletida em 
políticas públicas que visam fomentar a cultura empreendedora e impulsionar o 
desenvolvimento econômico. Nesse cenário, a educação empreendedora 
emerge como um componente essencial para capacitar indivíduos a enfrentar os 
desafios e aproveitar as oportunidades do ambiente empresarial. 
A relevância desse tema se manifesta na necessidade premente de se 
avaliar a eficácia das políticas públicas de fomento à educação empreendedora 
no Brasil. A promoção de uma cultura empreendedora, aliada a políticas públicas 
bem estruturadas, não apenas estimula a criação de novos negócios, mas 
também fortalece a economia, gera empregos e contribui para a inovação. No 
entanto, é imperativo que tais políticas sejam avaliadas de forma crítica para 
garantir que atinjam seus objetivos. 
O presente artigo tem como objetivo principal analisar a efetividade das 
políticas públicas de fomento à educação empreendedora implementadas pelo 
Governo Federal do Brasil. Esta pesquisa procura explorar a relação entre 
empreendedorismo, economia e políticas públicas, fornecendo perspectivas que 
podem enriquecer a criação de políticas mais eficazes no futuro. 
Este estudo adota uma abordagem de pesquisa quali-quantitativa, 
complementada por uma pesquisa bibliográfica. A pesquisa quali-quantitativa 
permitirá uma análise abrangente da efetividade das políticas públicas de 
fomento à educação empreendedora, combinando elementos qualitativos e 
quantitativos para uma compreensão mais completa do fenômeno. A pesquisa 
bibliográfica, como apontado por Lima e Mioto (2007), implica em um conjunto 
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EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA NO BRASIL 
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ordenado de procedimentos de busca por soluções, atento ao objeto de estudo, 
e que, por isso, não pode ser aleatório. Ela será essencial para reunir 
informações relevantes a partir de artigos, livros e revistas científicas, 
fundamentando nosso estudo em contribuições teóricas e em dados empíricos 
já existentes. 
Este estudo contribui para a literatura existente ao fornecer uma análise 
das políticas de fomento à educação empreendedora no Brasil, identificando 
desafios e oportunidades para melhorar sua eficácia. Além disso, oferece 
recomendações baseadas em evidências que podem guiar a formulação de 
políticas futuras. Ao fazer isso, este artigo visa promover a discussão e o 
aprimoramento contínuo das políticas públicas relacionadas ao 
empreendedorismo no contexto brasileiro. 
 
2. Base Teórica e Contextualização 
Nesse capítulo iremos explorar os conceitos-chave em 
Empreendedorismo e Políticas Públicas, onde definimos os elementos 
essenciais do empreendedorismo e discutimos como as políticas públicas se 
entrelaçam nesse contexto. Em seguida, faremos uma Revisão da Literatura 
sobre o Empreendedorismo no Brasil, acompanhando a trajetória do 
empreendedorismo no país e identificando os desafios que os empreendedores 
enfrentam ao longo do caminho. 
 
2.1. O Empreendedorismo e as Políticas Públicas 
O empreendedorismo é um campo de estudo que tem despertado o 
interesse de acadêmicos e pesquisadores ao longo do tempo. Sua relevância 
está ligada aos potenciais benefícios que a atividade empreendedora pode 
trazer, particularmente para o desenvolvimento econômico e social, sobretudo 
em regiões com maiores desafios econômicos. No entanto, vale ressaltar que o 
empreendedorismo é uma área que ainda carece de definições precisas e 
universalmente aceitas. Como destacado por Baron e Shane (2007), a tarefa de 
definir o empreendedorismo é complexa, e para um campo de estudo 
relativamente novo, essa complexidade é ainda mais evidente. Conforme 
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apontado por Hisrich, Peters e Shepherd (2009), até o momento, não existe uma 
definição única e amplamente aceita. 
É relevante observar que o termo "empreendedorismo" encontra suas 
raízes na palavra francesa "entrepreneur," que surgiu nos séculos XVII e XVIII 
com o propósito original de promover o progresso econômico por meio das ações 
e mentalidade empreendedora das pessoas. A expressão "empreendedorismo" 
foi traduzida da palavra francesa "entrepreneurship," que, por sua vez, deriva da 
palavra latina "imprehendere." Ao ser incorporada à língua portuguesa no século 
XV, essa palavra passou a transmitir o significado de "empreender" 
(DORNELAS, 2017). 
Ao analisar o contexto atual, podemos inferir que diversos elementos 
estão contribuindo para o crescente interesse e disseminação do tema no Brasil. 
Isso inclui questões como o desemprego, a precarização das condições de 
trabalho, o estímulo à formalização de microempresas e sua capacidade de 
permanecerem no mercado, bem como o esforço para aprimorar o ambiente de 
negócios no Brasil em comparação com outros países. De acordo com Dornelas 
(2008), uma das repercussões do aumento do desemprego, particularmente nas 
grandes cidades, onde a concentração de empresas é mais elevada, é a 
emergência de uma alternativa para os funcionários dessas organizações. 
Muitos deles começam a empreender e criar seus próprios negócios, 
frequentemente sem experiência prévia no setor e, por vezes, utilizando as 
economias pessoais que restaram. 
Quanto à definição de políticas públicas, Forbeloni (2014) destaca que é 
possível encontrar pelo menos duas interpretações relevantes. A primeira 
interpretação considera as políticas públicas como um campo de estudo nas 
ciências humanas, especialmente na ciência política. Esse campo se dedica à 
análise de questões relacionadas aos assuntos públicos e à ação 
governamental. A segunda interpretação está vinculada à perspectiva das 
relações institucionais, englobando o conjunto de atividades realizadas pelos 
governos em níveis municipal, estadual e federal. 
As políticas públicas representam a implementação de iniciativas 
governamentais por meio de programas e ações que envolvem diversas 
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unidades e atores tanto do governo quanto da sociedade em geral. Além disso, 
elas têm uma perspectiva social na promoção do bem-estar, com o objetivo de 
mitigar a desigualdade social causada pelo modelo econômico em vigor 
(BEZERRA et al, 2014). Essa abordagem ressalta a intervenção estatal como 
um instrumento importante para alcançar o equilíbrio e a justiça social na 
sociedade. 
Nesse contexto, Fusioka e Platt (2014) enfatizam que o 
empreendedorismo se torna relevante no âmbito das políticas públicas quando 
está alinhado aos princípios da boa governança. Isso implica reconhecer que a 
atuação governamental deve se concentrar na resolução de questões sociais e 
na promoção do desenvolvimento por meio do estímulo ao empreendedorismo. 
Com as transformações nas cadeias produtivas em escala global e a adoção de 
modelos de negócios inspirados no Toyotismo, baseados na terceirização,subcontratação e alta flexibilidade de produtos e serviços, o Brasil estabelece 
uma agenda de políticas públicas voltadas para a educação empreendedora. O 
objetivo é capacitar profissionais localmente para atender às demandas do 
cenário empresarial, impulsionando assim o crescimento econômico. 
 
2.2 Trajetória do Empreendedorismo no Brasil e seus Desafios Atuais 
O empreendedorismo, como campo de estudo, abrange uma vasta gama 
de fatores que desempenham papéis cruciais nesse fenômeno. Autores como 
Da Silva e Silva (2018) destacam a importância de considerar elementos como 
inovação, criatividade, descobertas, invenção, liderança, cultura organizacional, 
tomada de decisões, visão de futuro, riscos inerentes ao processo 
empreendedor, julgamento, valores, crenças e uma gestão eficaz dos recursos 
humanos, materiais e financeiros que compõem o cenário empreendedor. Sob 
essa perspectiva, Denzin e Lincoln (1994) salientam que essas características 
contribuem significativamente para uma compreensão mais abrangente do 
empreendedorismo, enfatizando a importância das pesquisas conduzidas por 
autores com experiência prática nessa área. 
O contexto do empreendedorismo no Brasil foi significativamente 
influenciado pelas mudanças econômicas e políticas das décadas de 1980 e 
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1990. A abertura econômica, privatizações e reformas estruturais 
desempenharam papéis cruciais na redefinição de como os empreendedores 
conduziriam seus negócios. Além disso, a ascensão de novos setores, como a 
tecnologia da informação e as startups, trouxe tanto novas oportunidades quanto 
desafios para os empreendedores brasileiros. 
No entanto, é importante notar que, no contexto brasileiro, o estudo do 
empreendedorismo é relativamente recente. Apenas em 2003, esse tema 
passou a ser abordado no Encontro Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em 
Administração (ENANPAD). Isso demonstra que há um vasto campo a ser 
explorado e compreendido em relação a essa atividade em crescimento. Muitos 
estudiosos também observam que ainda não foi desenvolvida uma teoria própria 
abrangente que explique o fenômeno do empreendedorismo no contexto 
nacional (GREBEL; PIKA; HANUSCH, 2003). 
Empreendedores no Brasil enfrentam uma série de desafios substanciais. 
A complexidade burocrática e regulatória envolvendo a abertura e gestão de 
empresas no país é notável, consumindo tempo e recursos preciosos e 
desencorajando potenciais empreendedores. Além disso, a escassez de acesso 
a financiamento adequado, as elevadas taxas de juros e a dificuldade de 
obtenção de investimentos para startups e pequenas empresas são desafios 
financeiros persistentes. Questões relacionadas à infraestrutura, logística, 
segurança e instabilidade econômica também representam riscos adicionais. 
Para enfrentar esses desafios, tanto o setor privado quanto o público têm 
buscado soluções, como programas de capacitação, incubadoras de negócios e 
iniciativas de simplificação regulatória. No entanto, a superação desses desafios 
ainda requer esforços contínuos e colaborativos de diversos atores, incluindo o 
governo, instituições financeiras, organizações de apoio ao empreendedorismo 
e a própria comunidade empreendedora. A superação desses desafios é 
fundamental para fortalecer o ambiente empreendedor no Brasil e promover o 
crescimento econômico sustentável. 
 
3. Políticas Públicas de Fomento à Educação Empreendedora no Brasil 
O termo "fomentar" tem raízes etimológicas no latim "fomēnto, as, āvi, 
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ātum, āre," que originalmente significava "alimentar o fogo, aquecer, esquentar, 
fomentar." (HOUAISS, 2003). Nesse contexto, "fomentar" refere-se à ação de 
proporcionar os meios para o desenvolvimento de algo, estimulando, 
promovendo e desenvolvendo essa coisa. Quando se trata da educação 
empreendedora, essa ação visa promover o progresso da educação, 
especificamente por meio do ensino do empreendedorismo. 
Essas ações de fomento têm um impacto positivo em diversos setores 
produtivos da sociedade, abrangendo áreas como Agropecuária, Comércio e 
Serviços, Cultura, Indústria, Saúde, Turismo, Educação e muito mais. No 
contexto da indústria, as políticas públicas de fomento são direcionadas para 
aumentar o conteúdo tecnológico dos produtos industriais. Isso é alcançado por 
meio da redução da dependência da venda de commodities e produtos primários 
de baixo valor agregado, bem como pela promoção da aquisição de bens e 
serviços com maior conteúdo tecnológico (MINAS GERAIS, 2019). 
O Brasil passou por diversas fases em sua história no que diz respeito às 
políticas públicas relacionadas ao empreendedorismo e à educação 
empreendedora. Ao longo das décadas, a compreensão da importância do 
empreendedorismo como motor do desenvolvimento econômico e social 
cresceu. 
Nos anos 1990, houve uma ênfase na estabilização econômica e na 
abertura do mercado, mas as políticas de empreendedorismo ainda eram 
incipientes. A partir dos anos 2000, uma série de iniciativas começou a surgir 
com o objetivo de fomentar o empreendedorismo. A Lei Geral das Micro e 
Pequenas Empresas, de 2006, por exemplo, trouxe mudanças significativas na 
forma como os pequenos negócios eram tratados no país (BRASIL, 2006). 
Para fortalecer a promoção do empreendedorismo, o governo brasileiro 
criou órgãos e agências específicas. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e 
Pequenas Empresas (Sebrae) é um dos exemplos mais notáveis. Fundado em 
1972, o Sebrae tem desempenhado um papel fundamental no apoio a 
empreendedores e na promoção da educação empreendedora em todo o país. 
Como afirma Silva, Nascimento e Ribeiro (2023, p. 24): 
 
Importante destacar que, não obstante os obstáculos burocráticos 
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legais e jurídicos para a implantação de políticas públicas destinadas a 
fomentar uma educação empreendedora no país, a sociedade, por 
meio das iniciativas privadas, já se mobiliza nesse sentido, com a 
construção de espaços em que são promovidas essa educação, a 
exemplo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas 
Empresas (Sebrae) que, desde 1972, apoia essa ideia há décadas. 
 
Além disso, surgiram programas como o Programa Nacional de Educação 
Empreendedora (PNEE), que foi lançado em 2004 com o objetivo de promover 
a educação empreendedora nas instituições de ensino brasileiras. 
No contexto da educação empreendedora no Brasil atualmente, é 
possível destacar sete políticas públicas de fomento que envolvem uma 
colaboração estreita entre o setor público e privado. Essas iniciativas 
desempenham um papel crucial no estímulo ao empreendedorismo e podem ser 
delineadas a seguir: InovAtiva, StarOut, StartUp Brasil, FINEP StartUp, 
FENIMPACTO, SEED e Minha Primeira Empresa (7 POLÍTICAS..., 2018). 
Essas agências e programas voltados para o fomento do 
empreendedorismo compreendem a importância de encontrar um equilíbrio 
entre a aspiração de empreender e a criação das condições necessárias para 
que isso se torne uma realidade. Como expresso por Pereira (2017), essa 
abordagem reflete a necessidade deunir o desejo de empreender com a 
capacidade de fornecer os recursos e o suporte necessários para concretizar 
esses objetivos. 
Assim, por meio dessas políticas públicas, o Brasil busca promover um 
ambiente favorável ao empreendedorismo, incentivando a criação e o 
crescimento de novos empreendimentos, bem como o desenvolvimento de 
soluções inovadoras que impulsionam a economia e a sociedade como um todo. 
 
3.1 A Importância e os Benefícios da Educação Empreendedora 
A educação empreendedora é muito mais do que simplesmente ensinar 
indivíduos a iniciar seus próprios negócios. Ela abrange uma abordagem 
holística para o desenvolvimento de habilidades, atitudes e mentalidades 
empreendedoras, independentemente de os alunos se tornarem ou não 
empreendedores de negócios no futuro. Nesse contexto, a educação 
empreendedora é destacada como um dos meios mais eficazes para promover 
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a capacitação e formação de novos empreendedores (ROCHA; FREITAS, 2014). 
Em sua essência, a educação empreendedora busca cultivar a 
capacidade de identificar oportunidades, tomar decisões informadas, assumir 
riscos calculados e inovar. Ela enfatiza a importância da criatividade, do 
pensamento crítico, da resolução de problemas e da resiliência. Lima et al. 
(2015) observam que o interesse pela educação empreendedora experimentou 
um notável aumento na última década, e diversas razões podem ser apontadas 
para essa tendência. Entre essas razões, destaca-se o reconhecimento de que 
a educação empreendedora desempenha um papel crucial no fomento de novos 
empreendimentos, na geração de empregos e no estímulo à inovação em 
organizações em geral (LANERO et al., 2011; LIMA et al., 2015). 
Como afirma Singer, Amorós e Arreola (2015 APUD KRÜGER; 
BÜRGER; MINELLO, 2019, p. 64): 
 
o conteúdo empreendedor deve ser inserido nos três níveis 
de educação de forma sistemática e consistente, com vistas ao 
desenvolvimento de uma cultura empreendedora que permeie a 
sociedade como um todo. Dentro desse enfoque, destaca-se o 
papel da instituição de ensino superior que pode ser fomentadora do 
preparo para empreender, desenvolver novas formas de ensinar que 
despertem em seus alunos uma mentalidade empreendedora. 
 
A educação empreendedora, que pode ser integrada em diferentes níveis 
de ensino, desde o ensino fundamental até o ensino superior, bem como em 
programas de formação profissional, desempenha um papel fundamental na 
preparação dos alunos para empreenderem seus próprios projetos. Além disso, 
ela equipa os estudantes com habilidades transferíveis que são valiosas em 
qualquer carreira, trazendo uma série de benefícios tanto para os indivíduos 
quanto para a sociedade como um todo. 
Em termos econômicos, ele estimula a inovação e impulsiona o 
crescimento econômico, alimentando a competitividade das empresas e 
promovendo a evolução econômica. No mercado de trabalho, promove a 
empregabilidade, tornando os indivíduos mais valiosos e reduzindo o 
desemprego, especialmente entre os jovens. Socialmente, contribui para a 
solução de problemas sociais e a redução da desigualdade, incentivando a 
busca por soluções e oferecendo oportunidades a grupos sub-representados. 
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Além disso, em nível regional, o empreendedorismo pode impulsionar o 
desenvolvimento de áreas economicamente carentes e diversificar as 
economias locais, enquanto na esfera tecnológica, ele é um motor significativo 
da inovação, fomentando a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias 
que, por sua vez, impulsionam o crescimento econômico (PICANÇO; SILVA; 
PERIOTTO, 2019). 
Essa abordagem da educação empreendedora não apenas forma 
empreendedores, mas também cidadãos preparados para enfrentar os desafios 
do mundo moderno, onde a adaptabilidade, a resolução de problemas e a 
criatividade são habilidades essenciais. Ela contribui para o progresso social e 
econômico, promovendo um ambiente onde novas ideias florescem e a 
prosperidade é compartilhada por todos. 
 
4. Análise dos Indicadores de Empreendedorismo e Educação no Brasil 
O empreendedorismo desempenha um papel fundamental no 
desenvolvimento econômico e social de um país, e a educação empreendedora 
é uma ferramenta essencial para fomentar essa mentalidade. Este capítulo irá 
abordar a importância do empreendedorismo e da educação empreendedora no 
contexto brasileiro, delineando os objetivos da análise, que incluem a coleta e 
análise de dados relevantes, especialmente aqueles obtidos por meio do Globar 
Entrepreneurship Monitor (GEM), buscando discutir os resultados obtidos e suas 
implicações para o contexto econômico e social do Brasil. 
 
4.1 Análise dos Indicadores de Empreendedorismo no Brasil 
Para compreender o cenário do empreendedorismo no Brasil e sua 
relação com a educação empreendedora, é essencial contar com indicadores 
sólidos e confiáveis. Nesse contexto, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 
desempenha um papel importante. 
O GEM é uma iniciativa que utiliza modelos conceituais e metodológicos 
próprios para coletar informações diretamente de fontes primárias. Seu processo 
de coleta envolve entrevistas realizadas junto a duas fontes igualmente cruciais: 
indivíduos adultos e especialistas. 
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Os indivíduos adultos entrevistados representam a população adulta 
brasileira, abrangendo cidadãos de 18 a 64 anos; já os especialistas, por sua 
vez, oferecem uma perspectiva adicional, compartilhando suas opiniões sobre 
as condições propícias ao desenvolvimento do empreendedorismo no país. Suas 
visões complementam os dados obtidos junto aos indivíduos adultos, 
proporcionando uma análise mais abrangente do ecossistema empreendedor 
brasileiro. 
Ao utilizar os dados e metodologias do GEM, esta análise busca oferecer 
uma visão aprofundada dos indicadores de empreendedorismo e educação 
empreendedora no Brasil. Os resultados obtidos por meio dessas fontes 
proporcionarão uma base sólida para a discussão sobre a situação atual do 
empreendedorismo no país, suas implicações para o crescimento econômico e 
social, bem como as limitações que devem ser consideradas ao interpretar tais 
indicadores. 
Na Tabela 1, podemos observar uma tendência interessante no panorama 
do empreendedorismo no Brasil ao longo dos últimos quatro anos. Com exceção 
da notável redução na taxa total de empreendedorismo de 2019 para 2020, os 
dados revelam que, no período considerado, o nível de empreendedorismo total 
manteve-se, em sua maioria, relativamente estável, com uma leve inclinação à 
diminuição. As taxas oscilaram de 31,6% em 2020 para 30,3% em 2022. 
 
Tabela 1 - Taxas (% população adulta) e estimativas (número de pessoas) de 
empreendedorismo segundo o estágio dos empreendimentos - Brasil - 2019:2022 
Taxa e 
estimativas 
 
Ano 
Estágios do empreendedorismo 
Total(TTE) Inicial(TEA) Nascente Novo Estabelecido(EBO) 
 
Taxa 
2019 38,7 23,3 8,1 15,8 16,2 
2020 31,6 23,4 10,2 13,4 8,7 
2021 30,4 21,0 10,2 11,1 9,9 
2022 30,3 20,0 7,5 12,6 10,4 
 
Estimativa 
2019 53.437.971 32.177.117 11.120.000 21.880.835 22.323.036 
2020 43.986.939 32.646.95414.200.981 18.730.815 12.061.053 
2021 42.765.008 29.482.295 14.351.515 15.568.870 13.980.790 
2022 42.157.295 27.884.678 10.467.952 17.543.018 14.432.248 
Fonte: GEM (2022) 
 
Isso sugere que, a cada ano, aproximadamente 42,2 milhões de 
indivíduos estiveram envolvidos em alguma atividade relacionada à criação ou 
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manutenção de um negócio próprio, abrangendo empreendimentos em 
diferentes estágios de desenvolvimento. Essa relativa estabilidade nas taxas de 
empreendedorismo pode ser atribuída a uma série de fatores, como o ambiente 
econômico, políticas governamentais e até mesmo eventos extraordinários, 
como a pandemia de COVID-19, que pode ter influenciado a queda em 2020. 
É importante ressaltar que, apesar da leve tendência de queda, a 
persistência de cerca de 42,2 milhões de empreendedores é um indicador 
significativo da resiliência do espírito empreendedor no Brasil, sugerindo que o 
desejo de criar e manter negócios próprios permanece forte, mesmo diante de 
desafios econômicos e sociais. 
 
Tabela 2 - Percentual da população que descontinuou um negócio e principais razões da 
descontinuidade - Brasil - 2020:2022 
Proporção da população que afirma ter encerrado algum 
negócio no ano anterior 
Ano 
2020 2021 2022 
9,4 9,1 9,8 
 
 
Principais 
razões da 
descontinuidade 
Negócio não lucrativo ou dificuldade de 
recursos 
26,1 24,4 35,2 
Questões relacionadas à pandemia 41,6 47,4 26,6 
Questões pessoais ou familiares 15,5 13,5 23,4 
Outras oportunidades de trabalho 5,8 4,9 4,6 
Outras 11,0 9,7 10,02 
Total 100,0 100,0 100,0 
Fonte: GEM (2022) 
 
A análise da Tabela 2 revela importantes mudanças no cenário 
empreendedor do Brasil ao longo dos anos. Em 2022, notamos um ligeiro 
aumento na proporção de brasileiros que encerraram suas atividades 
empresariais no ano anterior à pesquisa, com a taxa se aproximando dos 10%. 
Para entender essa dinâmica, é fundamental observar como as taxas de 
empreendedores novos e estabelecidos evoluíram durante o período. 
O aumento nas taxas de descontinuidade dos negócios em 2022 se 
concentrou principalmente no grupo dos empreendedores nascentes, ou seja, 
aqueles que estavam no estágio inicial de seus empreendimentos, com até 3 
meses de atividade. Esse aumento sugere que um número significativo de 
empreendimentos não conseguiu superar os desafios iniciais, permanecendo no 
estágio inicial de desenvolvimento. Por outro lado, a parcela de negócios que 
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conseguiu superar essa fase inicial contribuiu para o aumento das taxas de 
empreendedores novos e estabelecidos. 
É importante também explorar as razões por trás da descontinuidade dos 
negócios. Nos anos de 2020 e 2021, as causas mais mencionadas estavam 
diretamente relacionadas à pandemia, o que indica que a crise sanitária levou 
muitos novos empreendedores ao mercado, mas uma parcela significativa não 
conseguiu se manter devido às adversidades geradas pela própria pandemia. 
No entanto, em 2022, o cenário começou a mudar. Ainda que as taxas de 
descontinuidade continuem relativamente altas, a pandemia deixou de ser a 
principal causa. Agora, as razões relacionadas ao negócio em si, como 
lucratividade e obtenção de recursos financeiros, voltaram a se destacar. 
Além disso, é relevante considerar a percepção de oportunidades no 
mercado e a intenção da população em criar negócios nos três anos posteriores 
à pesquisa. Em 2022, com a economia em recuperação, observou-se um 
aumento significativo na proporção de empreendedores que afirmaram ter 
identificado oportunidades de abrir um negócio em decorrência da pandemia, em 
comparação com 2021 (tabela 3). Isso sugere que muitos brasileiros passaram 
a enxergar novas possibilidades de atender à demanda do mercado devido à 
nova situação econômica. 
 
Tabela 3 - Percentual dos empreendedores que perceberam oportunidades na pandemia - 
Brasil 2021:2022 
 
Afirmações 
Percentual dos Empreendedores (%) 
Iniciais (TEA) Estabelecidos 
(EBO) Nascentes Novos Total 
(TEA) 
A pandemia proporcionou 
novas oportunidades para o 
negócio 
2021 47,6 58,9 53,5 49,7 
2022 52,6 72,0 64,8 60,8 
Fonte: GEM (2022) 
 
Em resumo, a análise das tabelas apresentadas revela uma dinâmica 
interessante no cenário empreendedor do Brasil nos anos considerados (2020 a 
2022). Inicialmente, a pandemia teve um impacto significativo no aumento do 
empreendedorismo, levando muitos brasileiros a criar negócios em resposta às 
mudanças econômicas e sociais. No entanto, em 2022, observamos um 
aumento na descontinuidade dos negócios, concentrado principalmente em 
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empreendedores nascentes. 
A pandemia deixou de ser a principal causa de descontinuidade dos 
negócios, cedendo espaço para questões relacionadas à lucratividade e à 
obtenção de recursos financeiros como motivos para o encerramento das 
atividades empresariais. Por outro lado, houve um crescimento notável na 
percepção de oportunidades de empreendedorismo em 2022, sugerindo que a 
recuperação econômica abriu novas perspectivas de negócios para a população. 
Essas tendências ressaltam a complexa interação entre fatores 
econômicos, sociais e individuais que moldam o empreendedorismo no Brasil. 
Elas também destacam a importância de políticas públicas e apoio a 
empreendedores, especialmente durante períodos de crise, para fortalecer a 
resiliência do ecossistema empreendedor e promover o crescimento econômico 
e social sustentável no país. 
 
4.2 Indicadores de Educação Empreendedora no Brasil 
A promoção da educação empreendedora desempenha um papel 
fundamental no desenvolvimento de uma cultura empreendedora e na formação 
de indivíduos capazes de criar, inovar e gerenciar seus próprios negócios. Neste 
capítulo, exploraremos uma série de indicadores relacionados à educação 
empreendedora no Brasil, analisando o panorama atual, as tendências recentes 
e o impacto das políticas públicas nesse contexto. 
Um dos indicadores-chave da educação empreendedora é o número de 
instituições de ensino que oferecem programas, cursos e disciplinas voltados 
para o empreendedorismo. Essas instituições desempenham um papel crucial 
na disseminação dos princípios empreendedores entre os estudantes. 
 
Tabela 4 - Implementação da Educação Empreendedora por Professores na Educação Básica 
no Brasil 
Indicadores Dados 
Professores que não aplicaram educação 
empreendedora 
56% 
Professores com conhecimento sobre 
educação empreendedora 
25% 
Principal barreira para implementação Falta de tempo (46%) 
Fonte: Santos (2022) 
 
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A pesquisa mostrada na tabela 4 revela que a maioria esmagadora dos 
professores de educação básica no Brasil, equivalente a 56%, ainda não 
implementou a educação empreendedora em suas salas de aula. Essa 
constatação levanta preocupações legítimas sobre a eficácia da incorporaçãodesse conceito no ambiente educacional. A pesquisa também indica que apenas 
um quarto dos docentes afirmou possuir conhecimento sobre o tema da 
educação empreendedora, destacando uma lacuna significativa na preparação 
dos professores para ensinar empreendedorismo. 
Além disso, os resultados apontam que a principal barreira mencionada 
por 46% dos professores para a implementação da educação empreendedora é 
a falta de tempo. Isso destaca a urgência de repensar a forma como o tema é 
apresentado aos professores e a necessidade de encontrar abordagens eficazes 
para a integração do empreendedorismo no currículo escolar. 
Com relação ao ensino médio, a grade curricular das escolas muitas 
vezes parece desconectada da realidade da vida adulta, especialmente para os 
mais de 40% de crianças e adolescentes que vivem em situação de pobreza 
(KLING, 2021). A escola, teoricamente, deveria preparar os alunos para os 
desafios do futuro, mas frequentemente parece que saímos dela com 
conhecimentos acadêmicos, como fórmulas matemáticas complexas, sem 
compreender coisas cruciais, como as taxas de juros do cheque especial. 
Essa desconexão entre o que se aprende na escola e o que é necessário 
na realidade tem impactos profundos no futuro dos jovens. De acordo com o 
Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o Brasil possui mais de 50 milhões de 
pessoas envolvidas com atividades empreendedoras, sendo que 90% delas 
empreendem por necessidade. A falta de acesso à educação empreendedora 
formal faz com que muitos desses empreendedores enfrentem desafios sem 
saber que estão praticando o empreendedorismo (GEM, 2022). 
 
Falar sobre empreendedorismo com jovens já é pauta na mão de quem 
comanda o jogo há tempos. Aulas sobre comportamento 
empreendedor já fazem parte do conteúdo de escolas particulares, 
mantendo na mão de um seleto grupo de pessoas as tais habilidades 
empreendedoras. Felizmente, a aprovação da nova grade curricular do 
MEC amplia o acesso a esse conhecimento, levando para as escolas 
públicas matérias eletivas que refletem necessidades muitas vezes 
mais reais do que simplesmente “passar de ano” (O NOVO..., 2022, 
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online). 
 
A partir de 2022, o ensino médio foi dividido em 1800 horas de ensino 
regular e 1200 horas dedicadas a itinerários formativos, que incluem matérias 
como mediação de conflitos, comunicação não-violenta e, claro, 
empreendedorismo. Ensinar empreendedorismo não se trata apenas de fluxo de 
caixa ou gestão de projetos, mas também envolve o desenvolvimento de 
habilidades essenciais, como gestão do tempo, liderança, tomada de decisão e 
trabalho em equipe (O NOVO..., 2022). 
A ideia é formar empreendedores que não apenas abram novos negócios, 
mas também desenvolvam o pensamento autônomo, criativo e questionador. 
Isso significa preparar os jovens para verem soluções onde outros veem apenas 
problemas, capacitando-os a construir seu futuro de acordo com seus sonhos e 
aspirações, não apenas para pagar contas. Essa abordagem representa uma 
educação não apenas formativa, mas também transformativa. 
Os dados revelam que o Brasil enfrenta desafios significativos na 
promoção da educação empreendedora nas escolas. A falta de conhecimento e 
a falta de tempo dos professores são obstáculos cruciais a serem superados. 
Essas descobertas têm implicações importantes para a formulação de políticas 
educacionais que visam fortalecer a educação empreendedora no país. 
É essencial que os esforços se concentrem na capacitação dos 
professores, tornando-os mais proficientes no ensino do empreendedorismo. 
Além disso, deve-se desenvolver abordagens inovadoras para integrar 
efetivamente a educação empreendedora no currículo escolar, levando em 
consideração as restrições de tempo. 
É importante ressaltar que a análise dos indicadores de educação 
empreendedora no Brasil enfrenta algumas limitações. A coleta de dados pode 
ser desafiadora devido à variedade de programas e iniciativas em todo o país. 
Além disso, a avaliação da eficácia desses programas em preparar os 
estudantes para o empreendedorismo requer análises mais aprofundadas ao 
longo do tempo. 
Apesar dessas limitações, os indicadores apresentados fornecem uma 
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visão importante do estado atual da educação empreendedora no Brasil, 
destacando o progresso significativo alcançado e as oportunidades de melhoria 
contínua. A promoção da educação empreendedora desempenha um papel 
crucial no desenvolvimento de uma sociedade mais inovadora e preparada para 
os desafios do século XXI. 
 
5. Conclusão 
O Brasil demonstra um cenário de empreendedorismo robusto, com uma 
taxa relativamente estável de empreendedorismo total nos últimos anos, 
mantendo-se em torno de 30%. Isso implica a existência de aproximadamente 
42,2 milhões de indivíduos envolvidos em algum estágio de criação ou 
manutenção de negócios próprios. No entanto, é importante notar que, em 2020 
e 2021, a pandemia desempenhou um papel significativo na descontinuidade de 
negócios, especialmente entre os empreendedores nascentes. 
As políticas públicas desempenharam um papel crucial na promoção do 
empreendedorismo no país, com programas como o InovAtiva, StartOut, e o 
apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 
Essas iniciativas buscam equilibrar a aspiração de empreender com a 
capacidade de fornecer recursos e suporte necessários para concretizar 
objetivos empreendedores. No entanto, persistem desafios significativos, como 
a complexidade burocrática e a limitação de acesso a financiamento para 
empreendedores. É essencial superar essas barreiras para incentivar o 
crescimento contínuo do empreendedorismo no país. 
Esta pesquisa contribui para uma compreensão mais profunda do 
empreendedorismo no Brasil, destacando a importância das políticas públicas 
no estímulo ao empreendedorismo. Além disso, identificamos a necessidade de 
abordar as barreiras burocráticas e de financiamento para garantir que os 
empreendedores tenham as condições necessárias para prosperar. 
A análise dos dados sobre educação empreendedora revelou que, 
embora haja progressos na incorporação dessa disciplina nas escolas, ainda 
existem desafios significativos. Muitos professores carecem de conhecimento e 
tempo para integrar eficazmente o empreendedorismo em suas salas de aula. 
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Essa lacuna indica a necessidade de treinamento e suporte adicionais para os 
educadores. 
Para pesquisas futuras, sugerimos uma análise mais aprofundada das 
políticas públicas de fomento ao empreendedorismo, incluindo uma avaliação de 
seu impacto econômico e social a longo prazo. Além disso, estudos adicionais 
podem investigar as melhores práticas de educação empreendedora em 
escolas, com foco no desenvolvimento de programas de formação de 
professores e na superação das barreiras de implementação. 
A promoção do empreendedorismo e da educação empreendedora 
desempenha um importante no desenvolvimento econômico e social do Brasil. 
À medida que o país busca superar desafios históricos e enfrentaras demandas 
de um ambiente globalizado, investir na capacitação de empreendedores e na 
formação de uma nova geração de líderes autônomos e criativos é essencial. As 
políticas públicas desempenham um papel vital nesse processo, mas exigem 
adaptação contínua e esforços para remover barreiras que ainda persistem. O 
futuro do empreendedorismo no Brasil depende de nossa capacidade de nutrir e 
orientar o espírito empreendedor, capacitando os brasileiros a transformar ideias 
em empreendimentos de sucesso, gerando impacto positivo em toda a 
sociedade. 
 
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