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Thais Michelli Stori
Funções e
progressões
A Série Universitária foi desenvolvida pelo Senac São
Paulo com o intuito de preparar profissionais para o
mercado de trabalho. Os títulos abrangem diversas áreas,
abordando desde conhecimentos teóricos e práticos
adequados às exigências profissionais até a formação
ética e sólida.
Funções e progressões apresenta o estudo de diversas
funções, com suas particularidades e representações.
As funções modelam matematicamente muitas
situações do cotidiano e fenômenos da natureza, sendo
aplicadas em várias áreas do conhecimento. Entre os
temas abordados estão as funções afim, quadrática,
exponencial, logarítmica e as progressões aritmética e
geométrica. O objetivo é contribuir para a construção
do conhecimento matemático do leitor por meio do
estudo de funções.
SÉRIE
UNIVERSITÁRIA
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Simone M. P. Vieira – CRB 8a/4771)
Stori, Thais Michelli
Funções e progressões / Thais Michelli Stori. – São Paulo: Editora
Senac São Paulo, 2021. (Série Universitária)
Bibliografia.
e-ISBN 978-65-5536-661-7 (ePub/2021)
e-ISBN 978-65-5536-662-4 (PDF/2021)
Matemática 2. Matemática (Ensino médio) 3. Funções (Matemática)
4. Progressões (Matemática) I. Título. II. Série.
21-1285t CDD – 510
BISAC MAT000000
Índice para catálogo sistemático
1. Matemática 510
M
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FUNÇÕES E PROGRESSÕES
Thais Michelli Stori
Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo
Presidente do Conselho Regional
Abram Szajman
Diretor do Departamento Regional
Luiz Francisco de A. Salgado
Superintendente Universitário e de Desenvolvimento
Luiz Carlos Dourado
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Editora Senac São Paulo
Conselho Editorial
Luiz Francisco de A. Salgado
Luiz Carlos Dourado
Darcio Sayad Maia
Lucila Mara Sbrana Sciotti
Luís Américo Tousi Botelho
Gerente/Publisher
Luís Américo Tousi Botelho (luis.tbotelho@sp.senac.br)
Coordenação Editorial/Prospecção
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Projeto Gráfico
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Emília Corrêa Abreu
Capa
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Editoração Eletrônica
Cristiane Marinho de Souza
Ilustrações
Cristiane Marinho de Souza
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Todos os direitos desta edição reservados à
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Sumário
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Capítulo 1
O que é função?, 7
1 Noção intuitiva de função, 8
2 Conceito de função, 9
3 Tipos de representações, 10
4 Domínio, contradomínio e
imagem, 13
5 Função injetora, sobrejetora e
bijetora, 16
6 Função inversa, 17
7 Função composta, 17
Considerações finais, 18
Referências, 19
Capítulo 2
Estudo da função afim, 21
1 Conceito da função afim, 22
2 Gráfico, 22
3 Raiz, 25
4 Crescimento e decrescimento, 26
5 Estudo do sinal, 27
6 Função constante, 29
Considerações finais, 29
Referências, 29
Capítulo 3
Estudo da função quadrática, 31
1 Conceito da função quadrática, 32
2 Gráfico, 32
3 Raízes, 33
4 Vértice e suas implicações, 35
5 Estudo do sinal, 38
Considerações finais, 39
Referências, 39
Capítulo 4
Estudo de funções diversas, 41
1 Função modular, 42
2 Função potência, 43
3 Função máximo inteiro, 46
4 Funções definidas por várias
sentenças, 47
Considerações finais, 48
Referências, 48
Capítulo 5
Estudo da função
exponencial, 49
1 Conceito da função exponencial, 50
2 Propriedades da potenciação, 50
3 Equações exponenciais, 51
4 Gráficos, 52
5 Função exponencial de base e, 53
6 Aplicações de crescimento e
decaimento exponencial, 53
Considerações finais, 54
Referências, 54
Capítulo 6
Estudo da função logarítmica, 55
1 Conceito da função logarítmica, 56
2 Logaritmo, 56
3 Propriedades dos logaritmos, 57
4 Equações logarítmicas, 57
5 Gráficos, 58
6 Função logarítmica como inversa da
função exponencial, 59
7 Função logarítmica de base e, 60
8 Aplicações da função
logarítmica, 61
Considerações finais, 63
Referências, 63
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Capítulo 7
Estudo de progressão
aritmética, 65
1 Sequências numéricas, 66
2 Definição de progressão aritmética
(P.A.), 67
3 Termo geral, 67
4 Propriedades, 69
5 Interpolação aritmética, 70
6 Soma dos termos de uma P.A., 71
Considerações finais, 73
Referências, 73
Capítulo 8
Estudo de progressão
geométrica, 75
1 Definição de progressão geométrica
(P.G.), 76
2 Termo geral, 77
3 Propriedades, 78
4 Interpolação geométrica, 80
5 Soma dos termos de uma P.G., 81
6 Produto dos termos de uma P.G.
finita, 83
Considerações finais, 83
Referência, 83
Sobre a autora, 85
7
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Capítulo 1
O que é função?
Neste capítulo, abordaremos a ideia intuitiva de função, o conceito,
suas características e as variadas representações, tais como conjuntos,
tabelas, expressões algébricas e gráficos. Problemas do mundo real po-
dem ser modelados e resolvidos por meio de funções, possibilitando
a compreensão de fenômenos que envolvem várias áreas do conheci-
mento, como física, economia, biologia, geografia, entre outras. O es-
tudo deste tema funciona como embasamento para a construção do
conhecimento matemático.
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1 Noção intuitiva de função
A função surge quando existeinversas (logarítmica × inversa)
3
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1
0 1 2-1-2-3
-1
-2
-3
3 4
y = log x
a
y = x
y = ax
3
2
1
0 1 2-1-2
-1
-2
3 4
y = log x
a
y = xy = ax
Gráfico 3 – Funções com base a > 1
Gráfico 4 – Funções com base 0an= an-1 + r para
n ≥ 2. E a razão r pode ser calculada subtraindo qualquer termo da P.A.
pelo seu antecessor r = an- an-1.
A P.A. é classificada como crescente, decrescente ou constante de
acordo com o sinal da razão r, como segue:
• P.A. crescente (r > 0): cada termo, a partir do segundo, é maior
que o termo anterior (an > an-1). Exemplo: (-5, -2, 1, 4, 7) razão
r = 3.
• P.A. decrescente (raritmética
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608 = 13n + n2
n2 + 13n - 608 = 0
Resolvendo a equação quadrática, temos: n = -32 e n = 19. O n
representa o número de fileiras, então o -32 não é solução do problema,
apenas o 19 é a solução.
Logo, para o auditório acomodar 608 pessoas em suas poltronas, é
necessário que tenha 19 fileiras.
Considerações finais
Neste capítulo, aprendemos que uma sequência numérica é um tipo
de função e que seu domínio são os números naturais sem o zero.
Estudamos também que a progressão aritmética é um tipo especial
de sequência em que a diferença entre cada termo e o seu antecessor
é sempre uma constante chamada razão. A P.A. pode ser finita ou in-
finita, crescente, decrescente ou constante. Além disso, conhecendo
apenas um termo e a razão, é possível encontrar qualquer outro termo
da sequência pela fórmula do termo geral.
Referências
SAFIER, Fred. Pré-cálculo. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011.
YAMASHIRO, Seizen; SOUZA, Suzana Abreu de Oliveira. Matemática com apli-
cações tecnológicas. São Paulo: Blucher, 2014.
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Capítulo 8
Estudo de
progressão
geométrica
Neste capítulo, abordaremos outro tipo de sequência numérica: a
progressão geométrica. Estudaremos sua definição, termo geral, pro-
priedades, interpolação geométrica e as fórmulas para calcular a soma
e o produto dos termos de uma progressão geométrica.
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1 Definição de progressão geométrica (P.G.)
Uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo,
é o produto do termo anterior por uma constante real é chamada de
progressão geométrica (P.G.). Essa constante é chamada de razão da
progressão e simbolizada pela letra q.
Assim, sendo a P.G. (a1, a2, a3, …, an-1, an, …), podemos calcular qual-
quer termo da sequência com a fórmula de recorrência an = an-1 ⋅ q para
n ≥ 2. A razão q pode ser calculada dividindo qualquer termo da P.G.
pelo seu antecessor q =
an
an-1
.
Como toda sequência numérica, a progressão geométrica pode ser
finita ou infinita.
A P.G. é classificada como crescente, decrescente, constante ou os-
cilante de acordo com a razão q e o primeiro termo a1, como segue:
• P.G. crescente: cada termo, a partir do segundo, é maior que o
termo anterior (an > an-1); temos duas situações:
◦ a1 > 0 e q > 1. Exemplo: (2, 8, 32, ...) a1= 2 e q = 4.
◦ a1 0 e 0 1. Exemplo: (-1, -3, -9, …) a1 = -1 e q = 3.
• P.G. constante: q = 1. Todos os termos da P.G. são iguais.
Exemplo: (5, 5, 5, 5, ...).
• P.G. oscilante: qc
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log0,25 x = 2
0,252 = x
1 = x
2
4
1x = 16
Assim, o valor de x é 1
16.
4 Interpolação geométrica
Interpolar ou inserir k meios geométricos entre a1 e an significa obter
uma P.G. de n = k + 2 termos.
Para descobrir a razão q da P.G., basta utilizar a fórmula do termo
geral e, então, multiplicar o valor encontrado q pelo primeiro termo para
obter o segundo; em seguida, multiplicar q pelo segundo termo para
obter o terceiro e assim por diante até chegar ao último termo.
Exemplo
Para inserir 4 meios geométricos entre 3
2 e -48, devemos lembrar
que no total são 6 termos, os 2 extremos e os 4 termos do meio, então
n = 6. Sabemos que 3 a1= 2 e an = a6 = -48 , então basta aplicar a fór-
mula do termo geral:
a6 = a1 · q6-1
-48 = 3
2 · q5
96- = q5
3
-32 = q5
q = -2
Descobrimos que a razão é -2, então a P.G. é oscilante. Fazendo a
interpolação, temos a P.G. , -3, 6, -12, 24, -483
2 .
81Estudo de progressão geométrica
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5 Soma dos termos de uma P.G.
As progressões geométricas podem ser finitas ou infinitas. Se a P.G.
for finita, sempre conseguiremos calcular a soma dos seus termos, do
contrário, se a P.G. for infinita, há um caso particular em que é possível
encontrar a soma dos seus infinitos termos. A seguir, serão apresenta-
dos os dois casos.
5.1 Soma dos termos de uma P.G. finita
Considerando a P.G. finita (a1, a2, a3, a4, …, an) de razão q diferente
de 1 e as relações existentes entre seus termos, a fórmula para a soma
Sn dos seus n termos será desenvolvida, segundo Yamashiro e Souza
(2014, p. 268), da seguinte forma:
Sn = a1 + a1 · q + a1 · q2 + ⋯ + a1 · qn-2 + a1 · qn-1 (1)
Multiplicando ambos os membros por q, obtemos:
q · Sn = a1 · q + a1 · q2 + a1 · q3 + ⋯ + a1 · qn-1 + a1 · qn (2)
Subtraindo (2) - (1), temos:
q · Sn - Sn = a1 · qn-a1
Colocando Sn em evidência no primeiro membro e a1 no segundo
membro, temos:
Sn (q - 1) = a1(qn - 1)
Dividindo ambos os membros por (q - 1):
Sn =
a1(qn - 1)
q - 1 q ≠ 1
A fórmula apresentada fornece a soma dos n primeiros termos de
uma progressão geométrica finita.
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IMPORTANTE
Se a razão q for igual a 1, então a P.G. é constante e sua soma é dada
por Sn = n · a1.
5.2 Soma dos termos de uma P.G. infinita
Considerando a P.G. infinita (a1, a2, a3, a4, …, an, …) de razão q entre -1
e 1, a fórmula para a soma dos seus infinitos termos é:
S∞ =
a1
1 - q -1uma dependência entre duas gran-
dezas, ou seja, quando há uma associação entre elas e uma depende
da outra.
Pense na seguinte situação:
Você já observou o visor da bomba de combustível quando foi abas-
tecer o veículo? No visor, há uma lacuna destinada ao preço do combus-
tível, que pode ser gasolina, etanol ou diesel. Geralmente, esse espaço
já está preenchido com o preço vigente no momento. Há também uma
lacuna para a quantidade em litros de combustível que sairá da bomba e
entrará no veículo e outra lacuna para o total a pagar na moeda corrente.
Basicamente, o que acontece? Internamente, há uma programação
que calcula o valor total a ser pago com base na quantidade de litros
que sai da bomba.
Suponha que, em um posto de combustível, o valor da gasolina seja
de R$ 4,20. À medida que o combustível sai da bomba, o total a pa-
gar vai sendo alterado. Se no visor estiver marcando 5 litros, o total a
pagar será de R$ 21,00, se estiver marcando 10 litros, o total a pagar
será de R$ 42,00, se estiver marcando 30 litros, o total a pagar será de
R$ 126,00, e assim por diante.
Percebe-se que existe uma programação interna na bomba que cal-
cula 4,20 vezes o total de litros, ou seja, utiliza a fórmula R$ = 4,20 · litros.
Nessa situação, fica evidente que o total a pagar depende da quan-
tidade de litros. Essa dependência pode ser entendida como função,
pelo fato de que para cada quantidade de combustível há um único
valor a pagar.
9O que é função?
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PARA PENSAR
Já parou para pensar que em muitas situações do cotidiano existe uma
relação de dependência? O valor pago em uma corrida de táxi depende
da quantidade de quilômetros rodados, os descontos no holerite depen-
dem do valor bruto do salário, o valor a ser pago pelo frete de um pro-
duto depende do seu peso, etc. Pense em mais algumas situações nas
quais a ideia de função se faz presente.
2 Conceito de função
Dados dois conjuntos não vazios A e B, chamamos uma função de A
em B a relação que associa a cada elemento pertencente ao conjunto A
um único elemento pertencente ao conjunto B.
Usamos a seguinte notação: f: A → B. Lemos: f é uma função de A em B.
Figura 1 – Conceito de função
x y
BA
f
Fonte: adaptado de Araujo et al. (2018, p. 59).
• x ∈ A e y ∈ B;
• x é a variável independente;
• y é a variável dependente.
Dizemos que y está em função de x, então é comum usarmos a no-
tação y = f(x).
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3 Tipos de representações
A função pode ser vista como um objeto matemático, que, por ser
abstrato, só pode ser acessado por meio de suas representações.
Assim, as funções podem ser representadas verbalmente pela lingua-
gem corrente, numericamente por tabelas, algebricamente por expres-
sões ou fórmulas e visualmente por conjuntos ou gráficos. Algumas
representações são mais naturais que outras dependendo do contexto.
Conheça algumas delas a seguir.
3.1 Conjunto
Pelo conceito de função, vimos que devemos sempre pensar na as-
sociação de elementos de dois conjuntos, e estes podem ser represen-
tados por meio de diagramas de flechas ou entre chaves.
Acompanhe o exemplo: os conjuntos A e B estão relacionados de tal
forma que cada elemento de A tem seu correspondente em B, sendo
este o dobro de A.
Figura 2 – Função na forma de conjuntos
0 0
BA
5 8
10
-1 -1
-2
Ou A = {-1, 0, 5} e B = {-2, -1, 0, 8, 10}. Assim, a função f será o
conjunto R = {(-1, -2), (0, 0), (5, 10)}.
11O que é função?
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3.2 Tabela
As tabelas são quadros dispostos em linhas e colunas com o objeti-
vo de trazer a informação de uma maneira organizada e rápida. Servem
para expor e comparar dados. Você já deve ter se deparado com muitas
tabelas em livros, revistas e mídias digitais.
É possível acompanhar o crescimento dos bebês por uma tabela
desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados da
tabela 1 servem como parâmetro sobre o que é considerado saudável
para bebês de até 6 meses de vida, acompanhe a seguir.
Tabela 1 – Crescimento de bebês
MENINOS MENINAS
IDADE (MESES) ALTURA (CM) IDADE (MESES) ALTURA (CM)
0 50 0 48
1 55 1 52
2 57 2 56
3 61 3 59
4 62 4 61
5 63 5 62
6 64 6 63
Fonte: adaptado de OMS (apud SARAIVA, 2020).
Nesta tabela, cada altura está associada à idade do bebê. Podemos
então afirmar que a altura está em função da idade.
3.3 Algébrica
É comum a utilização de fórmulas para representar uma função. Elas
são definidas por uma regra ou uma lei de formação.
12 Funções e progressões M
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en
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S
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P
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.
Por exemplo, a fórmula C(r) = 2πr representa o comprimento de
uma circunferência em função do seu raio.
Outros exemplos: f(x) = 3x + 2, f(x) = x2 - 4 e f(x) = 2x.
Na representação algébrica, é possível calcular o valor numérico da
função, que consiste em atribuir um valor à variável independente e en-
contrar o valor da variável dependente. No exemplo da circunferência,
atribuindo valores ao raio r, chegamos ao valor do comprimento C da
circunferência. Ou, ainda, para os outros exemplos, se atribuirmos valo-
res a x, encontraremos os valores de f(x) ou y.
3.4 Gráfica
Os gráficos descrevem a função geometricamente, facilitando a vi-
sualização e favorecendo a compreensão da situação abordada.
O gráfico de uma função f é o conjunto de todos os pontos (x, y) tra-
çados no plano cartesiano.
O plano cartesiano é formado por dois eixos perpendiculares entre si.
O eixo horizontal é chamado de eixo Ox, ou eixo das abscissas, e o eixo
vertical é chamado de eixo Oy, ou eixo das ordenadas. O ponto (0, 0) está
localizado na intersecção dos eixos e é conhecido como origem. Cada
ponto no plano é um par ordenado (x, y) (ARAUJO et al., 2018).
13O que é função?
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Figura 3 – Exemplo de gráfico de função
4
3
2
1
0 1 2
x
y
-1-2
-1
Para construir gráficos, dispomos de alguns recursos computacio-
nais como os softwares matemáticos Winplot, Geogebra, Graphmatica,
entre outros. Alguns desses softwares estão disponíveis para rodar no
computador e como aplicativos para smartphones.
IMPORTANTE
Para confirmar se um gráfico representa uma função, temos o teste da
reta vertical. Esse teste afirma que se uma reta paralela ao eixo Oy in-
terceptar o gráfico em um único ponto podemos definir y como uma
função de x.
4 Domínio, contradomínio e imagem
Como já sabemos, a função é uma relação que associa elementos
entre conjuntos. A seguir, serão apresentados três conjuntos que carac-
terizam uma função. Um deles contém o que podemos chamar de ele-
mentos de entrada da função e os outroscontêm os elementos de saída.
14 Funções e progressões M
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.
4.1 Domínio
O conjunto domínio de uma função, ou simplesmente domínio, é
o conjunto de todos os possíveis valores que podem ser atribuídos à
variá vel independente x (ADAMI; DORNELLES FILHO; LORANDIL, 2015).
Ou seja, é o conjunto de todos os valores de x para os quais a função
está definida. De forma geral, o domínio de uma função é o conjunto
dos números reais representado por R, porém com algumas restrições:
• Não existe divisão por zero; assim, o denominador de uma função
deverá sempre ser diferente de zero.
• Não existe raiz par de número negativo; assim, o radicando de
uma função com raiz par deverá sempre ser maior ou igual a zero.
• Não existe logaritmando negativo ou zero; assim, o logaritmando
de uma função logarítmica deverá sempre ser maior que zero.
4.1.1 Exemplos
a. Na função f(x) = x2 - 6x + 5, como não há restrição de domínio,
ou seja, qualquer número real pode ser utilizado no lugar do x, di-
zemos que o domínio é o conjunto dos números reais e pode ser
indicado pela notação D(f) = R.
b. Na função f(x) = x/(x - 3), devemos impor que o denominador
seja diferente de zero. Assim, se x - 3 ≠ 0, temos x ≠ 3. Podemos
utilizar algumas notações diferentes para esse resultado:
1. D(f) = {x ∈ R │ x ≠ 3}
2. D(f) = R - {3}
3. D(f) = (-∞, 3) ∪ (3, +∞)
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c. Na função , devemos impor que o radicando
seja maior ou igual a zero. Assim, se 2x + 8 ≥ 0, temos x ≥ -4.
Podemos utilizar as seguintes notações para esse resultado:
1. D(f) = {x ∈ R | x ≥ -4}
2. D(f) = [-4, +∞)
d. Na função f(x) = log(x - 2), devemos impor que o logaritman-
do seja estritamente maior que zero. Assim, se x - 2 > 0, te-
mos x > 2. Podemos utilizar as seguintes notações para esse
resultado:
1. D(f) = {x ∈ R | x > 2}
2. D(f) = (2, +∞)
IMPORTANTE
Nem sempre é suficiente observar apenas a representação algébrica
da função, verificando se há alguma restrição para determinar o con-
junto domínio. Quando se trata de um problema concreto, é necessário
também analisar seu contexto. Por exemplo, se o problema se referir à
área de um quadrado, a área será dada em função do lado do quadra-
do A(l) = l2. Nesse caso, mesmo não havendo restrição algébrica, pelo
contexto, apenas números positivos podem ser atribuídos ao l (lado do
quadrado). D(A) = {l ∈ R | l > 0}.
4.2 Contradomínio e imagem
O contradomínio da função, ou simplesmente contradomínio, é o
conjunto que contém os elementos que serão associados aos elemen-
tos x do domínio.
Já o conjunto imagem da função, ou simplesmente imagem, é o con-
junto de todos os elementos y obtidos por meio da associação com
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.
os elementos x do domínio. Lembrando que para cada x (do domínio)
há um único y (imagem). O conjunto imagem está contido no conjunto
contradomínio. Im(f) ⊂ Cd(f), então Im(f) = {y ∈ Cd | y = f(x)}.
Figura 4 – Domínio, contradomínio e imagem
2 3
B
f lm(f)
A
3 5
2
4
1 1
D(f ) = A Cd(f) = B
5 Função injetora, sobrejetora e bijetora
Uma função é injetora sempre que tomarmos elementos distintos
do domínio e suas imagens correspondentes também forem distintas
entre si. Simbolicamente: x1 ≠ x2 e f(x1) ≠ f(x2).
Uma função é sobrejetora sempre que o conjunto imagem coincidir
com o conjunto contradomínio, mesmo que elementos distintos do do-
mínio tenham a mesma imagem. Im(f) = Cd(f).
Uma função é bijetora sempre que ela for injetora e sobrejetora ao
mesmo tempo, ou seja, para valores distintos de x, teremos valores distin-
tos para y e o conjunto imagem deve ser o mesmo que o contradomínio.
Conforme Larson (2016, p. 36), “graficamente uma função é bijetora se
além de passar no teste da reta vertical passar também no teste da reta
horizontal, a qual deve interceptar o gráfico uma única vez”.
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Figura 5 – Classificação das funções
5
BA
7
3
6
8
5
4
-2
BA
2
-1
4
1
3
BA
4
2
2
1
0
Função injetora Função sobrejetora Função bijetora
6 Função inversa
Uma função f só admitirá uma inversa se ela for bijetora. Obtemos a
função inversa f -1 invertendo a ordem dos elementos em cada par orde-
nado. Para isso, substituímos o x por y e o y por x na função f original e
determinamos o novo y em função de x.
Para você entender melhor, considere a função y = x/3 - 2 de domí-
nio real. Desejamos determinar a sua função inversa; para isso, vamos
inverter x e y. Assim, ficamos com x = y/3 - 2. Desenvolvendo os cál-
culos, chegamos à função inversa y = 3x + 6.
PARA PENSAR
Será que a função y = x2 de domínio real admite uma inversa? Ela é bije-
tora? Faça a prova algebricamente e graficamente.
7 Função composta
Podemos criar funções a partir de funções já existentes, fazendo
uma combinação entre elas por meio de operações como adição, sub-
tração, etc. Há em especial uma operação de composição de funções
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cuja resultante chamamos de função composta. O processo ocorre
quando substituímos a variável independente x de uma função g por
outra função f. No caso, temos uma função dentro da outra.
Acompanhe o esquema da figura 6.
Figura 6 – Esquema da função composta
x f(x)
g°f
g(f(x))
Fonte: adaptado de Machado (1988, p. 27).
É comum usarmos a notação g°f = g(f(x)).
Acompanhe o exemplo:
Dadas as funções f(x) = x2 + 2x e g(x) = 3x - 1
Vamos calcular a função composta g°f:
g°f = g(f(x)) = g(x2 + 2x) = 3(x2 + 2x) - 1 = 3x2 + 6x - 1
Agora vamos calcular a função composta f°g:
f°g = f(g(x)) = f(3x -1) = (3x - 1)2 + 2(3x - 1) = 9x2 - 6x + 1 + 6x - 2
f°g = 9x2 - 1
Note que g°f ≠ f°g, então a composição de funções não é comutativa.
Considerações finais
Neste capítulo, aprendemos que identificamos uma função quando
há uma relação de dependência entre duas grandezas e que uma fun-
ção entre dois conjuntos existe quando para cada elemento do primeiro
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conjunto há um único correspondente no segundo. Os elementos desse
primeiro conjunto são chamados elementos de domínio, porque perten-
cem ao conjunto domínio, e os elementos da correspondênciasão as
imagens da função.
Apresentamos várias formas de representação de funções, bem
como a sua classificação em injetora, sobrejetora e bijetora. Além disso,
foi possível perceber que algumas funções podem sofrer modificações,
seja encontrando a sua inversa, seja fazendo uma composição com ou-
tras funções.
Referências
ADAMI, Adriana Miorelli; DORNELLES FILHO, Adalberto Ayjara; LORANDIL,
Magda Mantovani. Pré-cálculo. Porto Alegre: Bookman, 2015.
ARAUJO, Luciana Maria Margoti et al. Fundamentos de matemática. Porto
Alegre: SAGAH, 2018.
LARSON, Ron. Cálculo aplicado: curso rápido. 2. ed. São Paulo: Cengage
Learning, 2016.
MACHADO, Antonio dos Santos. Funções e derivadas. São Paulo: Atual, 1988.
(Coleção Matemática Temas e Metas).
SARAIVA, Maria Laura. Veja qual é o tamanho e peso ideal do seu bebê de acor-
do com a OMS. Pais e Filhos, 22 jul. 2020. Disponível em: https://paisefilhos.
uol.com.br/familia/veja-qual-e-o-tamanho-e-peso-ideal-do-seu-bebe-de-acor-
do-com-a-oms/. Acesso em: 4 nov. 2020.
https://paisefilhos.uol.com.br/familia/veja-qual-e-o-tamanho-e-peso-ideal-do-seu-bebe-de-acordo-com-a-oms/
https://paisefilhos.uol.com.br/familia/veja-qual-e-o-tamanho-e-peso-ideal-do-seu-bebe-de-acordo-com-a-oms/
https://paisefilhos.uol.com.br/familia/veja-qual-e-o-tamanho-e-peso-ideal-do-seu-bebe-de-acordo-com-a-oms/
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Capítulo 2
Estudo da
função afim
Neste capítulo, abordaremos um tipo específico de função: a função
polinomial do primeiro grau, conhecida como função afim. Passaremos
pelo conceito, conheceremos sua representação algébrica e gráfica e
estudaremos seus interceptos com os eixos coordenados, crescimento
e decrescimento e estudo do sinal.
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.
1 Conceito da função afim
A função afim, também conhecida como função polinomial do pri-
meiro grau, é a função f: R → R que associa a cada número real x o
número f(x) = ax + b.
Os números a e b são reais e a ≠ 0; o número a é conhecido como
coeficiente angular e o número b como coeficiente linear da função.
O domínio da função f(x) = ax + b é D(f) = R e o conjunto imagem
é Im(f) = R.
Lembre-se de que y = f(x), então f(x) = ax + b pode ser escrita
como y = ax + b.
IMPORTANTE
Podemos destacar dois casos particulares da função afim. O primeiro
ocorre quando b = 0, então a função se resume a y = ax e se chama
função linear. O segundo caso, quando b = 0 e a = 1, a função fica y = x
e se chama função identidade.
Além da representação algébrica, a função afim também pode ser
representada por um gráfico.
2 Gráfico
O gráfico de uma função polinomial do primeiro grau é sempre uma
reta. Analise os gráficos 1, 2 e 3 da figura 1.
23Estudo da função afim
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Figura 1 – Gráficos de uma função polinomial do primeiro grau
2
1,5
1
0,5
0 0,5 1
x
-0,5-1
-0,5
4
3
2
1
0 1 2
x
-1-2
-1
3
2
1
-1
0 1 2
x
-1-2
-2
Gráfico 1 – Função afim
Gráfico 2 – Função linear Gráfico 3 – Função identidade
y
y y
O gráfico 1 da função polinomial do primeiro grau y = ax + b com
a ≠ 0 é uma reta inclinada que intercepta o eixo das ordenadas no ponto
(0, b).
O gráfico 2 da função linear y = ax com a ≠ 0 é sempre uma reta
inclinada que passa pela origem do plano cartesiano.
24 Funções e progressões M
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en
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S
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.
O gráfico 3 da função identidade y = x com a = 1 é sempre a reta
bissetriz dos quadrantes ímpares, ou seja, é a reta que passa pela ori-
gem do plano cartesiano e exatamente na metade do primeiro e do
terceiro quadrantes.
Para construir um gráfico, atribuímos valores à variável independen-
te x na função y = ax + b e calculamos os valores da variável depen-
dente y. Como dois pontos definem uma reta, bastam dois pontos para
a construção do gráfico da função afim.
Em contrapartida, se tivermos o gráfico de uma função afim e qui-
sermos descobrir a lei matemática que gerou a reta, ou seja, quais os
valores para a e b na função y = ax + b, devemos substituir os pon-
tos conhecidos na expressão algébrica da função, ficando, assim, com
duas equação que deverão ser resolvidas por um sistema de equações
lineares.
NA PRÁTICA
Dados dois pontos de uma reta A(-1, 7) e B(2, 1), vamos encontrar a lei
matemática que descreve algebricamente essa função.
Como é uma reta, sabemos que se trata de uma função na forma
y = ax + b.
O primeiro passo é substituir os pontos na equação y = ax + b.
7 = a ·(-1) + b e 1 = a · 2 + b
Ficamos então com duas equações que serão resolvidas utilizando um
sistema de equações lineares
Você pode escolher qualquer método de resolução para esse sistema.
Aqui resolveremos pelo método da substituição.
Fazendo b = 7 + a na primeira equação, substituímos b na segunda
equação 2a + (7 + a) = 1.
3a + 7 = 1
3a = 1 - 7
25Estudo da função afim
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3a = -6
a = -2
Substituindo o valor de a em b = 7 + a, temos b = 7 + (-2) e, em se-
guida, b = 5.
Conhecidos os valores de a e b, temos a função y = -2x + 5 ou
f(x) = -2x + 5.
3 Raiz
Denomina-se zero ou raiz da função f(x) = ax + b o valor de x que
anula a função, isto é, torna f(x) = 0.
Algebricamente, fazendo ax + b = 0, a raiz é o valor de x tal que
x = -b/a
Graficamente, a raiz é o local onde a reta intercepta o eixo das abs-
cissas no ponto (x, 0).
Acompanhe o exemplo:
Dada a função y = 2x - 2 para encontrar a raiz ou o zero da função,
devemos tornar o y = 0, assim 0 = 2x - 2 que, resolvendo a equação do
primeiro grau, resulta em x = 1.
Outra forma é utilizar a fórmula x = -b/a; nesse caso, x = -(-2/2) = 1.
Podemos conferir esse resultado graficamente conforme a figura 2.
26 Funções e progressões M
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Figura 2 – Gráfico função afim y = 2x - 2
3
2
1
-1
0 1 2-1-2
-2
-3
x
y
4 Crescimento e decrescimento
Quando analisamos o gráfico de uma função qualquer, percebemos
que ele pode ter intervalos no seu domínio os quais se aumentarmos os
valores de x, os valores de y também aumentam, e há outros intervalos
nos quais se aumentarmos os valores de x, os valores de y diminuem.
No primeiro caso, dizemos que a função é crescente e no último, que a
função é decrescente. Podemos generalizar da seguinte forma:A função será crescente no intervalo se quando x1 f(x2).
A função afim segue a mesma regra e ainda temos um método mais
simples para sabermos se ela é crescente ou decrescente. Podemos
27Estudo da função afim
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observar o sinal do coeficiente angular a, pois ele determina a inclinação
da reta.
Se a > 0, a função será crescente. Se a - b
a
- b
a
raiz
0 x
y > 0
y - b
a
x 0
y 0)
3
2
1
-1
0 1 2 3 4 5-1
-2
Gráfico 2 – Função quadrática (a 0, confor-
me o gráfico 1, e a concavidade voltada para baixo se o a 0)
3
2
1
-1
0 1 2 3 4 5-1
-2
Gráfico 2 – Função quadrática (aen
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.
Conforme Araujo et al. (2018, p. 80): “A expressão sob a raiz quadra-
da, (b² - 4ac), é chamada de delta, ou representada pela letra grega ∆.”
Como se trata de uma função polinomial do segundo grau, a função
terá no máximo duas raízes reais. A quantidade de raízes depende do
valor obtido por ∆ = b² - 4ac, assim:
• Se ∆ > 0, a função terá duas raízes reais e distintas, ou seja, a
parábola que representa a função intercepta o eixo Ox em dois
pontos.
• Se ∆ = 0, a função terá uma raiz dupla, ou seja, duas raízes reais
iguais. A parábola que representa a função intercepta o eixo Ox
em um único ponto.
• Se ∆ 0, a função possui duas raízes reais distintas (3 e -3), que
podem ser encontradas aplicando a fórmula de Bhaskara à equação do
segundo grau ou fazendo x² = 9 e, em seguida, extraindo a raiz quadra-
da de ambos os membros da equação.
Exemplo 2: para calcular as raízes da função quadrática y = -x² + 2x - 1,
fazemos -x² + 2x - 1 = 0. Pelo cálculo de ∆ = 2² - 4 · (-1) · (-1) = 0,
verificamos que, como ∆ = 0, a função possui apenas uma raiz real, nes-
se caso 1, que pode ser encontrada aplicando a fórmula de Bhaskara.
Exemplo 3: para calcular a função quadrática y = 2x² - 4x + 3, fazemos
2x² - 4x + 3 = 0. Pelo cálculo de ∆ = (-4)² - 4 · 2 · 3 = -12, verificamos
35Estudo da função quadrática
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que, como ∆ 0),
ela possui um ponto de mínimo e esse ponto é o vértice. Se a parábola
tem concavidade voltada para baixo (a 0, o yv será o valor mínimo da função, então o conjunto ima-
gem será Im(f) = {y ∈ R | y ≥ yv}.
Se a 0 a x }
f(x) é decrescente para {x ∈ R | x x }
v
v
v
y
c
x₁ x₂ x
v
y
c
x₁ x₂ x
v
Fonte: adaptado de Machado (1988, p. 21).
38 Funções e progressões M
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5 Estudo do sinal
Da mesma forma como estudamos o sinal da função afim, estudar
o sinal da função quadrática significa determinar para que valores x do
domínio a imagem será positiva, negativa ou nula.
O estudo do sinal dependerá do coeficiente a, das raízes e do valor de
∆ = b² - 4ac. A figura 3 resume as seis situações possíveis.
Figura 3 – Estudo do sinal
a 0a > 0 e ∆ > 0
y > 0 para x x₂
y = 0 para x = x₁ ou x = x₂
y 0 para x₁ x₂
y
x₁ x₂y 0 y > 0
x0
y
x₁ x₂y > 0
y 0 e ∆ = 0
y = 0 para x = x₁ = x₂
y > 0 para x ≠ x₁
y = 0 para x = x₁ = x₂
y 0 para todo x real y 0 y > 0
x0
y
x₁ = x₂
y 0 y > 0
x0
y
y > 0 y > 0
x0
a > 0 e ∆da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
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a 0a > 0 e ∆ > 0
y > 0 para x x₂
y = 0 para x = x₁ ou x = x₂
y 0 para x₁ x₂
y
x₁ x₂y 0 y > 0
x0
y
x₁ x₂y > 0
y 0 e ∆ = 0
y = 0 para x = x₁ = x₂
y > 0 para x ≠ x₁
y = 0 para x = x₁ = x₂
y 0 para todo x real y 0 y > 0
x0
y
x₁ = x₂
y 0 y > 0
x0
y
y > 0 y > 0
x0
a > 0 e ∆curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
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O gráfico dessa função tem a aparência de uma escada, conforme
mostrado a seguir.
Gráfico 5 – Função máximo inteiro
y
x
y = x
y = ⌊x⌋
3
2
1
0 1 2-1-2
-2
3
-1
Fonte: adaptado de Thomas (2012, p. 5).
4 Funções definidas por várias sentenças
Segundo Thomas (2012, p. 5), “às vezes uma função é descrita
utilizando-se fórmulas diferentes em partes diferentes de seu domínio”.
Essa função também é conhecida como função definida por partes.
Acompanhe um exemplo:
Para calcular cada imagem y, é necessário utilizar a fórmula especí-
fica para cada intervalo de x. Mesmo tendo várias fórmulas, a função é
única, e seu domínio é o conjunto dos números reais.
A função anterior está representada graficamente a seguir.
48 Funções e progressões M
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Gráfico 6 – Exemplo de função definida por várias sentenças
x
y
2
1
0 1 2-1-2
-1
A função modular e a função máximo inteiro são exemplos de fun-
ções definidas por várias sentenças.
Considerações finais
Neste capítulo, foi possível conhecer vários tipos de funções. As fun-
ções potência, aquelas do tipo f(x) = xn, que mudam de acordo com
o expoente n. Dentre elas, a função cúbica, a função raiz quadrada e a
função recíproca.
Também foi possível conhecer as funções definidas por várias senten-
ças ou por partes, que possuem fórmulas distintas em diferentes partes
do seu domínio, como a função modular e a função máximo inteiro.
Referências
ADAMI, Adriana Miorelli et al. Pré-cálculo. Porto Alegre: Bookman, 2015.
STEWART, James. Cálculo. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2017. v. 1.
THOMAS, George B. Cálculo: volume 1. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2012.
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Capítulo 5
Estudo da função
exponencial
Neste capítulo, abordaremos a função exponencial. Estudaremos seu
conceito, sua representação algébrica e gráfica, as propriedades da po-
tenciação e a resolução de equações exponenciais. Uma função expo-
nencial modela matematicamente vários fenômenos da natureza e da
sociedade, como o crescimento populacional, o crescimento de seres
vivos microscópicos e o decaimento radioativo, além de ter muitas outras
aplicações, incluindo as de economia, como em juros compostos.
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1 Conceito da função exponencial
A função exponencial é a função f: R → R que associa a cada número
real x o número f(x) = ax.
A base a possui algumas restrições: a > 0 e a ≠ 1.
A função f(x) = ax recebe o nome de função exponencial pelo fato de
a variável independente estar no expoente.
O domínio da função exponencial é D(f) = R e o conjunto imagem é
Im(f) = (0, +∞).
Lembre-se de que y = f(x), então f(x) = ax pode ser escrita como
y = ax.
PARA PENSAR
Você já se perguntou o porquê da base a ser diferente de 1? Que tipo de
função seria se tivéssemos f(x) = 1x ?
2 Propriedades da potenciação
Chamamos de potência de base a e expoente n o número resultante
do produto de n fatores iguais a a.
Conheça algumas propriedades imediatas e operatórias:
1. a0 = 1 (a ≠ 0)
2. a1 = a
3. am · an = am+n
51Estudo da função exponencial
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4. am ÷ an = am-n (a ≠ 0)
5. (am)n = am∙n
6. (a · b)n = an · bn
7. (a ÷ b)n = an ÷ bn (b ≠ 0)
8. a-n = 1/an (a ≠ 0)
9.
10. am = an se m = n
3 Equações exponenciais
Quando a incógnita encontra-se no expoente de uma equação, ela
é chamada de exponencial. Para resolver esse tipo de equação, basta
reduzir ambos os membros a potências de mesma base utilizando as
propriedades da potenciação.
NA PRÁTICA
Acompanhe os exemplos 1, 2 e 3 de equações exponenciais:
Exemplo 1
2x = 64
2x = 26
x = 6
Exemplo 2
(1/9)x = 27
(1/32)x = 33
(3-2)x = 33
3-2x = 33
x = -3/2
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Exemplo 3
4x+3 · 8x-1 = 24x-1
(22)x+3 · (23)x-1 = 24x-1
22x+6 · 23x-3 = 24x-1
22x+6+3x-3 = 24x-1
5x + 3 = 4x - 1
x = -4
4 Gráficos
Com relação ao gráfico da função exponencial f(x) = ax, Flemming e
Gonçalves (2006) destacam:
• A curva que o representa está toda acima do eixo Ox, pois
y = ax > 0 para todo x ∈ R.
• A curva corta o eixo Oy no ponto (0, 1).
• f(x) = ax é crescente se a > 1 (gráfico 1) e decrescente se
0 1) Gráfico 2 – Função exponencial (0a
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decimal e t é o tempo em anos. Se a taxa r for maior do que zero, a função
P(t) é de crescimento exponencial; se a taxa r for menor do que zero, a
função P(t) é de decaimento exponencial. O fator de multiplicação, em
ambos os casos, é a base da função exponencial (1 + r).
São vários os exemplos para crescimento exponencial, um deles é o
modelo exponencial para juros compostos: o valor futuro de uma opera-
ção financeira, chamado montante M, é dado por M(t) = C · (1 + i)t, em
que C é o capital inicial, i é a taxa de juros expressa como um número
decimal e t é o tempo.
Um exemplo de decrescimento ou decaimento exponencial é o mo-
delo exponencial para o decaimento de uma substância radioativa: a
quantia Q da substância presente em um instante t pode ser dada por
Q(t) = Q0 · e-kt, em que Q0 é a quantia da substância no instante t = 0, e
é o número de Euler e k é uma constante a ser determinada.
Considerações finais
Neste capítulo, aprendemos que a função exponencial é um tipo de
função em que a variável independente x está no expoente. Sua repre-
sentação algébrica é f(x) = ax e sua representação gráfica é uma curva
acima do eixo Ox que intercepta o eixo Oy no ponto (0, 1) e não inter-
cepta o eixo Ox. Se a base a for maior que 1, a função é crescente; e se
a base a estiver entre 0 e 1, a função será decrescente.
Referências
DEMANA, Franklin D. et al. Pré-cálculo: gráfico, numérico e algébrico. 2. ed. São
Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013.
FLEMMING, Diva Marília; GONÇALVES, Mirian Buss. Cálculo A: funções, limite,
derivação e integração. 6 ed. rev. e ampl. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
SAFIER, Fred. Pré-cálculo. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011.
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Capítulo 6
Estudo da função
logarítmica
Neste capítulo, abordaremos a função logarítmica. Passaremos por
seu conceito e conheceremos sua representação algébrica e gráfica, as
propriedades dos logaritmos e a resolução de equações logarítmicas.
A função logarítmica é a inversa da função exponencial de mesma
base. Os logaritmos são amplamente utilizados em situações em que o
modelo matemático é exponencial e não se consegue converter bases
diferentes a uma mesma base.
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1 Conceito da função logarítmica
A função logarítmica é a função f: R+
* → R que associa a cada número
real positivo x o número f(x) = logax.
A base a possui algumas restrições: a > 0 e a ≠ 1.
O domínio da função logarítmica é D(f) = R+
* e o conjunto imagem
é Im(f) = R.
Lembre-se de que y = f(x), então f(x) = logax pode ser escrita como
y = logax.
IMPORTANTE
A função logarítmica f(x) = logax é a inversa da função exponencial
g(x) = ax.
2 Logaritmo
Para Demana et al. (2013, p. 158), “um logaritmo está vinculado a
uma potência, ou seja, é um expoente da potência”. Assim:
logab = c ⟺ ac = b
O c é o logaritmo de b na base a. O b é chamado de logaritmando.
A condição de existência dos logaritmos é: logab existirá se, e so-
mente se,
IMPORTANTE
Quando a base do logaritmo é 10, ele é chamado de logaritmo decimal
e representado por log x, podendo-se omitir a base. O sistema de loga-
57Estudo da função logarítmica
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ritmos decimais foi desenvolvido por Henry Briggs, matemático inglês
que publicou em 1617 a primeira tábua de logaritmos na base 10 para
ser utilizada como instrumento no auxílio de cálculos numéricos (IEZZI
et al., 2015). Atualmente, usam-se as calculadoras científicas que pos-
suem a tecla “log”, que calcula o logaritmo decimal de um número.
3 Propriedades dos logaritmos
As propriedades dos logaritmos resultam das propriedades corres-
pondentes da potenciação. Seguem algumas propriedades imediatas e
operatórias:
1. loga 1 = 0 porque a0 = 1
2. loga a = 1 porque a1 = a
3. loga am = m porque am = am
4. alogab = b
5. logab = logac ⟺ b = c
6. loga(b · c) = logab + logac
7. loga(b/c) = logab - logac
8. logabm = m · logab
9. Mudança de base: logab = logcb/logca
4 Equações logarítmicas
Uma equação logarítmica é aquela em que a incógnita a ser desco-
berta está no logaritmando ou na base de um logaritmo. Para resolver
esse tipo de equação, basta utilizar as propriedades dos logaritmos.
58 Funções e progressões M
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NA PRÁTICA
Acompanhe os exemplos 1, 2 e 3 de equações logarítmicas:
Exemplo 1
log3x = 5
35 = x
243 = x
Exemplo 2
2 · log x = log(2x - 3) + log(x + 2)
log x2 = log[(2x - 3) · (x + 2)]
log x2 = log(2x2 + x - 6)
x2 = 2x2 + x - 6
x2 + x - 6 = 0
x = -3 ou x = 2. Apenas x = 2 é solução para a equação dada, pois, pela
condição de existência dos logaritmos, x = -3 não é aceitável porque x
é o logaritmando e este deve ser maior do que zero.
Exemplo 3
log2(log3x) = 2
22 = log3x
4 = log3x
34 = x
81 = x
5 Gráficos
Com relação ao gráfico da função logarítmica f(x) = logax, Flemming
e Gonçalves (2006) destacam:
• A curva que o representa está toda à direita do eixo Oy.
• A curva corta o eixo Ox no ponto (1, 0).
• f(x) = logax é crescente se a > 1 e decrescente se 0 1) Gráfico 2 – Função logarítmica (0