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PLANO DE AULA QUINZENAL Nome da Escola: E.E.PROF. ALTINO ARANTES Disciplina : Física Nº de aulas na semana: 02 Séries/Turmas: 2°ano A/2°ano B/2°ano C- EM Professora: Cristiane B. Golfeto Semanas de realização da atividade: 06/11 à 17/11/2023 Período letivo: 4º Bimestre Conteúdo: AVALIANDO OS RISCOS DA RADIOATIVIDADE : PARTE I E PARTE II Tema: RADIOATIVIDADE Habilidades: (EM13CNT104) Avaliar os benefícios e os riscos à saúde e ao ambiente, considerando a composição, a toxicidade e a reatividade de diferentes materiais e produtos, como também o nível de exposição a eles, posicionando-se criticamente e propondo soluções individuais e/ou coletivas para seus usos e descartes responsáveis. Objetivos : · Conhecer episódios históricos sobre o uso inadequado da radioatividade; · Avaliar riscos e potencialidades relacionados à utilização da radioatividade; · Analisar algumas características dos elementos rádio e tório; · Analisar algumas características do Césio-137; · Compreender o acidente ocorrido em Goiânia em 1987 relacionado ao Césio-137, destacando suas causas, os eventos principais e alguns impactos que provocou para a saúde humana. Materiais didáticos: aulas on line do Centro de Mídias, uso do whatsApp para envio da atividade, vídeos do youTube, material elaborado pela professora, sites de pesquisas, Kit multimídia, tarefas do CMSP. Desenvolvimento e Estratégias: Leitura , análise e interpretação de texto com formação de pares ,de modo a propiciar a reflexão a respeito do tema ; questões propostas sobre o texto e resolução; aplicação de questões de vestibular e aplicação de situações-problema para verificação da aprendizagem. Avaliação: o aluno será avaliado através de sua inteiração e participação nas aulas presenciais, bem como, na realização e entrega das atividades propostas no bimestre. Descrição da atividade: Aulas 9 e 10 : Avaliando os riscos da radioatividade : parte I e parte II. Essa atividade propõe aos alunos avaliar os riscos e potencialidades da radioatividade, de forma que os mesmos possam interagir com os colegas e com a professora por meio de debate e questionamentos sobre o tema, promovendo maior interação , participação e aprendizado nas aulas . Vamos aprofundar o conhecimento? Uma breve história do elemento rádio e suas características. O elemento rádio pertence ao sétimo período da tabela periódica, localizado no grupo 2, sendo um metal alcalino-terroso. Na sua forma metálica, sua superfície é prateada e brilhante. O que o torna ainda mais impressionante é a sua capacidade de luminescência, emitindo um brilho intenso de tonalidade verde. Embora existam mais de 30 isótopos de rádio, apenas quatro são encontrados na natureza. Ele surge como subproduto da desintegração de outros isótopos, como por exemplo do Tório e do Urânio. Na área médica, o rádio desempenha um papel importante no tratamento de certos tipos de câncer. O elemento químico rádio foi descoberto por Marie e Pierre Curie em 1898. Eles descobriram que a pechblenda e a calcolita eram mais radioativas do que o urânio e suspeitaram de que havia outro elemento mais radioativo que o urânio em quantidade muito pequena. Eles então se empenharam em um trabalho árduo para isolar o elemento desconhecido a partir da pechblenda. Em uma das duas frações radioativas obtidas, o casal apresentou evidências de um novo elemento, quimicamente semelhante ao bário, que foi denominado “rádio”. Em 1908, Frederick Soddy (1877-1956) notou que a energia liberada pela desintegração do rádio era quase um milhão de vezes maior do que a energia obtida por uma mesma massa de matéria submetida a qualquer transformação conhecida. Essa descoberta gerou uma onda de entusiasmo e esperança em relação ao elemento rádio, como uma fonte futura de energia. Durante esse período, surgiu uma indústria que oferecia uma variedade de produtos radioativos (contendo rádio adicionado), prometendo benefícios que iam desde a cura de enfermidades até produtos de beleza, produtos médico-farmacêuticos, tônicos e revitalizantes. Contudo, muitos desses produtos eram fraudulentos, sem qualquer traço de radioatividade. O rádio teve aplicação comercial na produção de tintas luminosas para mostradores de relógios e instrumentos, tornando-os visíveis no escuro, além de ser aplicado na medicina para o tratamento de câncer. Algumas características do tório O tório, representado pelo símbolo Th e com número atômico 90, é um metal tetravalente, situado no grupo 3 e no período 7 da tabela periódica. Sua cor é cinza e ele se apresenta como um elemento denso, macio e brilhante. Possui aproximadamente 30 variedades isotópicas. Comparado em abundância ao chumbo na crosta terrestre, esse elemento pode ser extraído comercialmente de certos minerais, incluindo a monazita. O tório é considerado radioativo, pois passa por constante decaimento, liberando energia na forma de radiação. Além disso, ele é um combustível nuclear alternativo, mais ainda sem amplo uso. SITUAÇÃO - PROBLEMA O acidente do Césio-137 em Goiânia Imagine uma cidade tranquila abalada por um incidente que deixaria uma marca permanente em sua história. Em 1987, em Goiânia, Brasil, ocorreu um acidente que resultou em uma das contaminações radioativas mais devastadoras já testemunhadas. O elemento central desse desastre foi o Césio-137, um material altamente radioativo. Com os conhecimentos que você já tem, elabore um breve parágrafo que descreva o que você entende sobre esse assunto, os eventos que desencadearam essa tragédia e as implicações que ela teve, não apenas localmente, mas também na compreensão global sobre segurança nuclear. Com os conhecimentos que você já tem, elabore um breve parágrafo que descreva o que você entende sobre esse assunto, os eventos que desencadearam essa tragédia e as implicações que ela teve, não apenas localmente, mas também na compreensão global sobre segurança nuclear. R: Algumas características do Césio O Césio (Cs) é um elemento químico metálico que se enquadra no grupo dos metais alcalinos. De cor prateada, ele é conhecido por ser extremamente, maleável e brilhante. Na Tabela Periódica, sua posição é no grupo 1, período 6. O Césio-137 é um isótopo radioativo do elemento Césio, adquirido pelo processo de fissão do urânio ou, alternativamente, do plutônio. A desintegração do Césio-137 resulta no Bário-137, o que gera emissões de radiação gama, cuja característica de elevada capacidade de penetração confere a ele um potencial extremamente prejudicial para a saúde humana. Isso acontece porque, quando os raios gama são absorvidos pelo tecido vivo, eles podem causar danos ao DNA e a outras estruturas celulares, levando a um aumento do risco de câncer e de outras doenças. Além disso, como o Césio-137 tem uma meia-vida relativamente longa, cerca de 30 anos, ele pode permanecer radioativo e perigoso para a saúde humana por um longo período. O acidente do Césio-137 em Goiânia Em 13 de setembro de 1987, dois catadores entraram nos escombros do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), onde encontraram um objeto de mais de 200 kg, envolto em chumbo, uma máquina de radioterapia desativada. Eles retiraram o equipamento do local, o dividiram em duas partes e o transportaram em um carrinho de mão. A intenção era desmontá-lo para vender as peças separadamente. No processo de desmontagem, os catadores romperam a cápsula de Césio-137. O material contaminado foi compartilhado com amigos e parentes, o que acabou levando-o para diferentes lugares. A contaminação se alastrou, afetando aqueles que tiveram contato com o material radioativo. As autoridades federais foram contatadas e, em seguida, tomaram medidas para isolar as áreas suspeitas de contaminação. Na madrugada de 30 de setembro, as famílias afetadas foram retiradas de suas casas sob o pretexto de um vazamento de gás. Dava-se início a um procedimento padrão: um acampamentocom tendas e equipes de atendimento foi montado no Estádio Olímpico. Esse acampamento serviria para receber os moradores que foram retirados de suas residências contaminadas, bem como para realizar triagens a fim de avaliar o nível de contaminação das pessoas. A descontaminação da área gerou toneladas de resíduos radioativos, cuja ameaça ao meio ambiente persistirá por muito tempo. Esses materiais foram acondicionados em contêineres e enterrados sob uma parede feita de concreto e chumbo, no município de Abadia de Goiás. QUESTÕES DISPARADORAS DO TEMA : Pesquise e responda em seu caderno : 1) Durante a Primeira Guerra Mundial, os relógios eram fundamentais para as operações militares, e as fábricas trabalhavam intensamente para aprimorá-los. Com a ausência dos homens, as mulheres ingressaram nas indústrias e nas fábricas de relógios, onde eram remuneradas de acordo com a quantidade de ponteiros pintados. Para serem mais eficientes, as trabalhadoras umedeciam os pincéis com a boca para deixá-los mais finos, o que facilitava a pintura precisa dos ponteiros. No entanto, uma fábrica passou a enfrentar um problema sério: suas funcionárias começaram a adoecer frequentemente. Mesmo com cuidados médicos, elas não melhoraram. Diante desse contexto, responda às seguintes questões: a) O que possivelmente poderia ter causado a doença nas mulheres? b) Que tipo de problemas de saúde essas mulheres devem ter adquirido? 2) Cite 3 aplicações do elemento Rádio. 3) Cite algumas aplicações do elemento Césio no cotidiano. 4) Qual é a meia vida do Césio-137? 5) Onde o elemento Tório pode ser encontrado ? Onde ele é usado? Qual a sua meia vida? 6) Qual é o elemento mais radioativo do mundo? QUESTÕES DE VESTIBULAR 1- 2- (UNCISAL) Um dos maiores acidentes com o isótopo 137Cs aconteceu em setembro de 1987, na cidade de Goiânia, Goiás, quando um aparelho de radioterapia desativado foi desmontado em um ferro-velho. O desastre fez centenas de vítimas, todas contaminadas por radiações emitidas por uma cápsula que continha 137Cs, sendo o maior acidente radioativo do Brasil e o maior ocorrido fora das usinas nucleares. O lixo radioativo encontra-se confinado em contêineres (revestidos com concreto e aço) em um depósito que foi construído para esse fim. Se no lixo radioativo encontra-se 20 g de 137Cs e o seu tempo de meia-vida é 30 anos, depois de quantos anos teremos aproximadamente 0,15 g de 137Cs? a) 90 b) 120 c) 150 d) 180 e) 210 3- 4- Em 13 de setembro de 1987, na cidade de Goiânia, Goiás, uma cápsula de césio-137, deixada em uma sala do antigo Instituto Goiano de Radiologia (IGR), foi removida, violada e vendida por dois trabalhadores. Atraídos pela intensa luminescência azul do sal de césio-137 contido na cápsula, adultos e crianças manipularam-no e distribuíram-no entre parentes e amigos. O saldo dessa experiência foi a morte de 4 pessoas, e a contaminação, em maior ou menor grau, de mais de 200 pessoas. Um complexo encadeamento desses fatos resultou na contaminação de três depósitos de ferro-velho, diversas residências e locais públicos. As pessoas contaminadas, que procuraram farmácias e hospitais, foram inicialmente medicadas como vítimas de alguma doença infectocontagiosa. O POPULAR, Goiânia, 31 ago. 2007, p. 3. [Adaptado]. Após a descoberta da contaminação, qual das substâncias a seguir foi utilizada no tratamento das pessoas doentes por causa do césio-137? a) Iodeto de sódio b) Hidróxido de alumínio c) Azul da Prússia d) Iodeto de potássio e) Hidróxido de magnésio 5- (Mackenzie-SP) O acidente com o césio-137 em Goiânia, no dia 13 de setembro de 1987, foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido em área urbana. A cápsula de cloreto de césio (CsCl), que ocasionou o acidente, fazia parte de um equipamento hospitalar usado para radioterapia que utilizava o césio-137 para irradiação de tumores ou de materiais sanguíneos. Nessa cápsula, havia aproximadamente 19 g do cloreto de césio-137 (t1/2 = 30 anos), um pó branco parecido com o sal de cozinha, mas que, no escuro, brilha com uma coloração azul. Admita que a massa total de cloreto de césio, contida na cápsula, tenha sido recuperada durante os trabalhos de descontaminação e armazenada no depósito de rejeitos radioativos do acidente, na cidade de Abadia de Goiás. Dessa forma, o tempo necessário para que restem 6,25% da quantidade de cloreto de césio contida na cápsula e a massa de cloreto de césio-137 presente no lixo radioativo, após sessenta anos do acidente, são, respectivamente, a) 150 anos e 2,37 g. b) 120 anos e 6,25 g. c) 150 anos e 9,50 g. d) 120 anos e 9,50 g. e) 120 anos e 1,87 g. 6- O césio-137 possui meia-vida de 30 anos. Se tivermos 12 g desse elemento, após quanto tempo essa massa será reduzida para 0,75 g? A)30 anos. B)60 anos. C)90 anos. D)120 anos. E)150 anos. 7- (FESP-SP) Bomba de cobalto é um aparelho muito usado na radioterapia para tratamento de pacientes, especialmente portadores de câncer. O material radioativo usado nesse aparelho é o 2760Co, com um período de meia-vida de aproximadamente 5 anos. Admita que a bomba de cobalto foi danificada e o material radioativo exposto à população. Após 25 anos, a atividade deste elemento ainda se faz sentir num percentual, em relação à massa inicial, de: a) 3,125% b) 6% c) 0,31% d) 31,25% e) 60% image1.png image2.png image3.png image4.png