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Medicina – UNIDOMPEDRO 4º Semestre Turma C Aluna: Bárbara Medeiros 
1 
 
 
 
 
→
O sistema imune nem sempre é benéfico ao hospedeiro, se 
tivermos uma resposta exagerada ou ineficiente teremos um 
problema, portanto nem sempre é benéfico, ele estará ali 
atuando de forma coordenada, fazendo o papel dele, mas nem 
sempre o papel dele será benéfico ao hospedeiro. 
Uma resposta imune exacerbada/ desregulada pode danificar 
órgãos e tecidos e a resposta imune ineficiente gerar 
infecções agudas e crônicas. 
Exemplo de resposta imune exacerbada: 
Covid 19 → Na covid 19 tivemos uma desregulação 
principalmente na imunidade adaptativa, um fenômeno 
chamado de tempestade de citocinas. As citocinas elas emitem 
no sistema imune um sinal, portanto temos uma desregulação 
dessa sinalização e uma potencialização da inflamação que é 
levando a síndrome respiratória aguda grave. 
Exemplo de resposta imune insuficiente: 
HIV→ O indivíduo cursa com quantidade baixa dos linfócitos 
TCD4 que são responsáveis pela defesa no nosso corpo, que 
com essa baixa teremos a chegada de doenças oportunistas. 
 
 
Nosso corpo possui alguma barreira para evitar a entrada de 
bactérias ou vírus que causam doença? 
Pele e mucosas. 
Temos a pele como principal condutor inicial da imunidade 
inata que nos protege contra a entrada desses patógenos e 
microrganismos. 
Qual processo inicial que acontece com o nosso corpo quando 
ficamos doentes? 
Inflamação → A inflamação tem vários sinais (dor, calor, 
edema, rubor e perda de função) tudo isso está relacionado 
com o processo que o corpo está avisando de que tem 
alguma coisa errada e sinaliza ao sistema imune sobre a 
necessidade de defender o indivíduo desse potencial agente 
invasor. 
Porque algumas doenças só pegamos “uma vez”? 
Devido a células de memória. O sistema imune adaptativo está 
relacionado a especificidade e memória. 
 
 
A palavra-chave do sistema imune é manter em equilíbrio, não 
desejamos uma resposta exacerbada e nem ineficiente. 
Nosso corpo irá montar uma resposta para nos proteger 
contra ameaças, como exemplo: microrganismo patogênico, 
parasitas, células transformadas e toxinas. 
O sistema imune está muito relacionado a infecções virais, 
parasitarias, tumores, doenças cardiovasculares, depressão, 
microbiota intestinal, entre outros. 
 
 
 Medicina – UNIDOMPEDRO 4º Semestre Turma C Aluna: Bárbara Medeiros 
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Órgãos imunológicos 
 
Acima temos os principais órgãos do sistema imunológico e 
podemos dividir em órgãos primários e órgãos secundários. 
Órgãos primários → Medula óssea e timo. 
São órgão de produção e manutenção dessas células. 
(linfócitos). 
Órgãos secundários → Amígdalas(tonsilas), vasos linfáticos, 
linfonodos e baço. 
São órgão onde ocorre apresentação de antígeno e de 
determinadas maturações. (TH0→TH1, TH2, TH17 entre 
outros) 
 
A imunidade inata e adaptativa na figura abaixo, pode ser até 
dividida de forma didática no livro, mas sabe-se que tem uma 
relação entre elas, sendo uma resposta que emenda com a 
outra. 
Temos várias células na figura acima, mas é importante 
também se atentar nessa imagem, ao tempo de infecção que 
em média a imunidade inata atua no tempo de 0 a 12 horas e 
a imunidade adaptativa, com a imunidade humoral com os 
linfócitos B, que tem como principal objetivo de produção de 
anticorpos, através da célula B que sofre expansão clonal se 
diferencia em plasmócito e libera anticorpo. 
A principal função do anticorpo é neutralizar os 
microrganismos. 
Temos a imunidade celular onde os linfócitos T passam por 
diversos mecanismos para atuar nessa resposta, podendo ser 
um linfócito T citotóxico que irá matar diretamente aquela 
célula infectada ou um linfócito T auxiliar, que pede auxílio 
através de um sinal, de citocinas, para que outras células 
ajudem a combater aquele patógeno. 
Quimiocinas = Citocinas de baixo peso molecular, mas também 
são sinalizadores. 
Podemos observar que algumas células que participam da 
Imunidade inata também irão participar da Adaptativa, ficam 
migrando ali entre a inata e adaptativa recrutando agentes 
nesse processo. 
 Medicina – UNIDOMPEDRO 4º Semestre Turma C Aluna: Bárbara Medeiros 
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Principais citocinas envolvidas na resposta imune 
 
 
Tem muitas citocinas, mas ao longo do semestre iremos 
trabalhando elas. 
 
Temos como principais características da imunidade 
Adaptativa memória e especificidade. 
Especificidade → Distinguir entre diferentes substâncias, o 
sistema imune é capaz de reconhecer vários antígenos e irá 
produzir uma resposta imune especifica para cada um deles. 
Memória → Responder vigorosamente a exposições 
repetidas ao mesmo microrganismo, ou seja, o individuo 
quando exposto a antígenos desenvolve capacidade de 
responder a esse mesmo antígeno quando exposto 
novamente de forma mais rápida e eficaz devido a essa 
memória. 
A vacinação faz com que nosso sistema imune adaptativo 
trabalhe para gerar essa memória, e quando tivermos uma 
nova exposição aquele vírus teremos uma célula B capaz de 
ativar mais rápido e vigorosamente contra aquela infecção. 
Não queremos que o vírus se replique, a ideia é que ele seja 
eliminado o quanto antes, quando já fomos expostos temos 
essa memória para neutralizar esse vírus mais rápido e mais 
efetivo. 
Temos dois tipos de imunidade adaptativa: 
 Imunidade Celular – Imunidade mediada por células 
que vai utilizar essas células para fazer essa função. 
 Imunidade Humoral – Principalmente a produção de 
anticorpo. 
 
 
Imunidade humoral → Produção de anticorpos onde teremos 
mecanismos efetores de ativação e mediação da inflamação. 
Imunidade celular → Onde teremos a célula T atuando como 
citotóxica ou auxiliar. 
Resumo geral: 
 
 Imunidade inata → Com suas principais células 
envolvidas como vista na figura acima. 
 Imunidade Adaptativa → Onde teremos na imunidade 
humoral os linfócitos B atuando como células de 
memória e essas células de memória elas se 
transformam em plasmócitos que liberam, secretam 
anticorpos. Na imunidade celular, teremos linfócitos T, 
com células TCD8, células citotóxicas que tem uma 
ação mais direta, e a célula T auxiliar (TCD4) que vai 
coordenar a resposta emitindo sinais para me auxiliar 
a eliminar aquele microrganismo. 
 
 
 Medicina – UNIDOMPEDRO 4º Semestre Turma C Aluna: Bárbara Medeiros 
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A principal função do linfócito B é a produção de anticorpo 
para neutralizar, mas também ele pode neutralizar e ajudar o 
sistema imune de mais dois modos: 
O anticorpo pode se fixar em algumas células, principalmente 
células apresentadoras de antígenos, para neutralizar e 
capturar esses microrganismos. 
Além disso ele pode ativar também o sistema complemento, 
que é o sistema que basicamente ele irá fazer um poro 
naquela célula infectada ou no microrganismo. 
Portanto, o anticorpo trabalha não só neutralizando, como 
também ajudando o sistema imune com outras funções. 
 
Na figura acima: 
O linfócito T auxiliar (TCD4) ao ser apresentado pelas células 
apresentadoras de antígeno (APCs) que está emitindo uma 
sinalização, vai emitir citocinas e vai ativar macrófagos, ativar o 
processo de inflamação, além de ativar proliferação e 
diferenciação de outros linfócitos T e de linfócitos B, ou seja, 
ele também pode induzir a produção de anticorpos. 
Outra designação que precisamosentender: 
Essa célula apresentadora de antígeno ela se apresenta para 
o linfócito TCD4 através do MHC de Classe 2. 
Na parte de baixo da figura acima, temos os linfócitos T 
citotóxicos (TCD8), a célula infectada vai apresentar o antígeno 
e essa célula citotóxica vai por exemplo, induzir o processo de 
apoptose nessa célula, destruindo essa célula infectada, algo 
mais direto. E essa célula vai apresentar uma sinalização, um 
receptor via MHC de classe 1 para o linfócito TCD8. 
Subpopulações de células T 
Existem algumas subpopulações de células T, como TCD8 e 
TCD4 na qual falamos acima. 
Essas células TCD4 se subdividem: TH1, TH2, TH17 e TReg 
Conforme podemos ver na figura ao lado 
Existem outras subdivisões, mas nesse momento iremos 
utilizar apenas essas. 
 
TH1 → Onde iremos ter respostas inflamatórias com ativação 
de macrófagos e células T. 
TH2 → Iremos induzir respostas de células B com produção 
de anticorpo e também de respostas anti-inflamatórias. 
TH17 → Que é a produção de citocinas pró-inflamatórias e 
ativação de neutrófilos. 
TReg → Inibição das respostas imunes mediadas por TH1 e 
TH2, ela vai regular dizendo o momento que está na hora de 
parar, para que possa voltar ao equilíbrio. 
Lembrar que todos esses são subpopulações dos linfócitos 
TCD4. 
Vamos falar um pouco dessa imagem abaixo: 
 
Primeira coisa é que o linfócito não irá saber se ele vai virar 
do nada TH1, TH2, TH17 ou Treg, ele irá precisar de um 
estimulo, e esse estimulo será as citocinas, eu preciso de uma 
sinal para que possa se diferenciar. 
A partir da exposição de um microrganismo inicial (vírus, 
bactéria, um alérgeno...) o sistema imune vai processar emitir 
o sinal e irá ser feita a diferenciação (THI nesse momento ou 
TH2 nesse outro momento) a partir do que está acontecendo. 
Iremos chamar esse linfócito que ainda não recebeu esse sinal 
de linfócito TCD4 naive (virgem) ou TH0. 
A partir então das moléculas, das citocinas sinalizadoras que 
estão no ambiente, ele vai se diferenciar. 
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Exemplo: Na presença Interferon gama, IL12 → Teremos TH0 
se diferenciando em perfil TH1 → Imunidade contra patógenos 
intracelulares e respostas autoimunes.. 
Na presença de IL4 e IL2 → Teremos TH0 se diferenciando 
em perfil TH2 → Imunidade contra parasitas extracelulares, 
alergias e asma. 
Na presença de TGF beta (IL1), IL6, IL21, e IL23 → Teremos 
TH0 se diferenciando em perfil TH17 → Imunidade contra 
bactérias extracelulares, fungos e respostas autoimunes. 
Na presença de TGF beta, IL2 → Teremos TH0 se 
diferenciando em perfil TReg → Imune - tolerância, 
homeostasia dos linfócitos e regulação das respostas imunes. 
(Iremos trabalhar todas essas respostas de forma pontual. Não precisa 
decorar tudo, iremos aos poucos trabalhando uma por uma.). 
Anticorpos ou imunoglobulinas 
 
 igM → Agem como receptores de célula B naive e 
ativam o sistema complemento, está relacionado a 
um contato recente com a doença. (fase ativa ou 
aguda da doença). 
 igG → Está relacionado a imunidade adaptativa, 
relacionado a um contato anterior com a doença, 
promovendo memória. 
 igE → Está relacionado a alergia e parasitos. 
 igA → Relacionado a imunidade de mucosas. Ex: esta 
presente nas secreções como no leite, saliva, lagrima, 
suco gástrico, suco entérico, entre outros. 
 igD → Não se sabe muito sobre igD, mas em alguns 
estudos trazem que ela faz parte do processo de 
ativação do linfócito B, ela meio que regula toda a 
ativação das outras. 
Iremos hoje focar em IGE. 
 
igE relacionada contra defesa de verminoses, parasitas e 
alergias. 
igE tem como principais funções: 
 Resposta antiparasitária 
 Reposta da hipersensibilidade imediata através da 
ativação de mastócitos e ou basófilos. 
Entrando no tópico de atopias e imunidades: 
Atopia → É a resposta exagerada, e tem algumas condições 
que vão gerar essa resposta. 
Podemos descrever atopia como uma resposta imune 
exagerada mediada por igE 
A que vamos falar hoje é a dermatite atópica que gera a 
atopia. 
Todas as doenças atópicas, elas são distúrbios de 
hipersensibilidade do tipo 1, que nada mais é do que 
hipersensibilidade imediata mediada por igE.. 
O igE ao contato com alérgeno ou com exposição ao que 
causa atopia, o sistema imunologia vai produzir igE. 
A igE se liga aos receptores de mastócitos, e em uma 
reexposição a aquele alérgeno ele vai degranular esse 
mastócito e o mastócito vai liberar principalmente histamina, 
como também protease e fatores quimiotáticos. 
Essa liberação promove reações como: 
 Vasodilatação 
 Aumento da permeabilidade capilar 
 Hipersecreção de muco 
 Contração da musculatura lisa 
 Recrutamento de outras células inflamatórias 
Isso está relacionado a sintomas alérgicos como: espirro, 
coceira, vermelhidão, tudo isso nesse momento está 
relacionado com a degranulação mediada por igE ao mastócito. 
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Então teve uma primeira exposição ao alérgeno produz igE, 
esse igE se liga ao mastócito, vamos ter uma reexposição 
com liberação de histamina, e a histamina vai gerar todos os 
componentes que estão relacionados com o processo 
alérgico. 
 
A dermatite atópica, também conhecida como eczema 
atópico, é uma reação inflamatória crônica com quadro clínico 
variável, inicia-se nos primeiros meses de vida, na infância, e 
pode ou não aparecer na vida adulta, isso vai depender muito, 
vamos ver que é uma doença de etiologia multifatorial. 
As causas da DA: 
 
A maioria dos estudos trazem que o individuo precisa ter uma 
predisposição genética, portanto é uma doença de fator 
hereditário, precisa ter uma história familiar, com o pai ou a 
mãe ou ambos com sintomas principalmente de atopia, rinite 
alérgica ou asma. 
Existem algumas alterações genéticas, que fazem com que 
esse indivíduo seja sensível a algumas substâncias como 
alérgenos ambientais, lã, poluição, pelos de animais, estresse, 
mudanças repentinas da temperatura e alérgenos alimentares. 
Uma exposição a esses alérgenos, são algumas das causas 
multifatorial que estão relacionadas com a predisposição 
genética, e que causam a dermatite atópica. 
A dermatite atópica causa a xerose (pele seca), prurido e 
vermelhidão. 
 
 
Temos então uma imunopatogênese multifatorial: 
 
É uma doença complexa, que não temos apenas um aspecto 
causando, podem ser vários fatores, e devemos avaliar fatores 
genéticos, fatores de exposição, avaliar o histórico desse 
individuo, se ele tem asma, rinite. 
Foi visto que há uma alteração genética principalmente no 
gene da filagrina. Esse gene codifica uma proteína essencial 
para formação e manutenção da integridade da barreira 
cutânea. 
Na DA temos então uma deficiência nesse gene da filagrina 
com alteração da barreira cutânea, a primeira barreira da pele 
que faz parte da imunidade inata. 
A deficiência nesse gene da filagrina, vai ocasionar alterações 
físicas da barreira cutânea, como também alterações na 
microbiota, isso torna esse indivíduo suscetível a penetração 
de alérgenos e patógenos. A partir daí teremos uma 
hiperativação do sistema imune ocasionando a inflamação e a 
atopia. 
Fisiopatogenia da DA 
 
Na fisiopatogenia teremos fatores imunológicos e fatores 
genéticos que vão ocasionar alterações na barreira cutânea. 
A pele precisa de determinados aspectos para se manter 
intacta, conforme a figura abaixo: 
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Imunopatogenia da DA 
 
A esquerda temos a pele não lesionada, com epitélio, derme 
e a circulação. Temos as células que estão na pele como os 
queratinócitos, células de langerhans (APCs), macrófagos, 
monócitos. 
Ao centro, temos a chamada Fase Aguda → onde temos 
uma reexposição ao alérgeno, o indivíduo já está com igE 
presente em uma célula apresentadora de antígeno, nesse 
caso uma célula epidérmica dendrítica, isso já vai liberar alguns 
sinais, algumas citocinas. Essas citocinas (CCL17, CCL18 e 
CCL22) são inflamatórias e homeostáticas onde já 
conseguimos identificar um processo de inflamação, além 
disso a célula dendrítica também irá liberar a citocina IL 33, 
que é uma citocina relacionada com dano tecidual, onde já 
avisa ao corpo que está acontecendo um dano ali. 
A partir daí essa célula apresentadora de antígeno, ela 
capturou o antígeno e irá apresentar ao TH0 (linfócito TCD4 
naive) onde teremos algumas citocinas que vão fazer esse 
linfócito se diferenciar, liberando TSLP (maturação dos 
linfócitos T), IL10, IL4 e IL5, onde teremos esse TH0 se 
diferenciando em resposta TH2. 
A resposta TH2 vai ativar célula B, a célula B irá produzir igE, 
e esse igE vai se ligar ao mastócito com liberação de histamina. 
Essa histamina vai liberar todos aqueles componentes que é o 
processo alérgico. 
Podemos então ver a sequência de eventos que o sistema 
imune faz até liberar aqueles compostos que causam as 
alergias. 
Nessa fase que descrevemos, chamada de fase aguda, é a 
primeira fase, que vai fazer com quem a célula TH2 → Ative 
a célula B → Liberação de igE → igE se liga ao mastócito → 
degranulação de mastócitos. 
Temos outra citocina importante → IL31 ela vai se ligar 
diretamente ao nervo sensorial que vai ocasionar o prurido. 
O individuo com atopia terá a pele danificada, que sofreu 
alterações por um tempo podendo chegar a fase crônica. 
Na Fase crônica (a direita da figura) temos uma pele tão 
danificada, que está tão exposta ali ao aparecimento de outras 
infecções, como infecções oportunistas devido a pele não 
está mais intacta, teremos então uma mudança de perfil na 
fase crônica. 
Ao invés de termos a resposta TH2 iremos ter a reposta TH1, 
com produção de IL12 que vai gerar uma resposta de perfil 
TH1. 
A resposta TH1 esta relacionada nesse caso, principalmente 
com o recrutamento de células NK, que são eliminadores 
naturais, que irá liberar interferon gama. O interferon gama vai 
atuar na manutenção da barreira da pele. O perfil TH1 atua na 
proteção contra a agentes intracelulares que o corpo está 
mais exposto, na ativação de macrófagos e eosinófilos contra 
as toxinas de S. aureus para limpar esse ambiente. 
Diagnóstico e quadro clínico 
 
O diagnóstico é basicamente clínico, onde o médico deve 
investigar: 
 Presença de eczema; 
 Prurido; 
 História pessoal ou familiar de asma e rinite alérgica; 
Lembrar que a DA pode ter um caráter recidivante, ou seja, 
pode voltar. 
Em bebês, acomete principalmente a região das bochechas. 
No adulto, podemos observar mais lesões em dobras dos 
braços e pernas. 
A DA é um ciclo vicioso → Xerose (pele seca) que leva a 
coceira intensa gera um trauma devido ao ato de coçar que 
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faz com que tenha uma piora da inflamação com agravo da 
dermatite. 
A patologia geralmente tem períodos de remissão e 
exacerbação. 
Finalizando: 
 
DA é uma imunopatogênese multifatorial onde há uma 
resposta aguda com hiperativação do sistema imune. 
Doença bifásica com essa troca de perfil, incialmente com 
perfil TH2, mas que na fase crônica tem essa reposta TH1. 
(Iremos focar principalmente no perfil TH2, que é o perfil inflamatório na 
reação alérgica). 
É caracterizada pela ocorrência de prurido e lesões onde 
temos: 
Defeito da barreira cutânea, principalmente relacionado com 
essa alteração no gene da filagrina e a penetração de 
alérgenos e patógenos. 
Questionamento em sala: 
Vocês acham que essa doença ocorre de fora para dentro 
ou de dentro para fora? 
Existe o processo que pode ocorrer através desse gene da 
filagrina causando uma perturbação imune, ou seria devido a 
exposição ao alérgeno? 
Segundo os estudos, não temos como bater esse martelo, 
não se sabe o que vem primeiro. 
Atividade em sala: 
 
 
 
Respostas: 
Questão 01 → O que é a dermatite atópica? 
 
Questão 02 → O que causa a dermatite atópica? 
 
Questão 03 → Eczema e dermatite são a mesma coisa? 
Caracterize o eczema. 
 
Questão 04 → A dermatite atópica pode iniciar no adulto? 
Nesse caso, é igual à da criança? 
 
Questão 05 → Qual é a principal resposta imune na fase 
aguda da doença e quais são as principais citocinas envolvidas?

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