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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA GESTÃO FINANCEIRA MARIA CAMILA NUNES DE LIMA RIO DE JANEIRO 2024 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA GESTÃO FINANCEIRA MARIA CAMILA NUNES DE LIMA AVA 2 – EMPREENDEDORISMO Trabalho apresentado no Curso de graduação em Gestão Financeira na Universidade Veiga de Almeida Varejistas aumentam o preço de produtos na Black Friday Se você é empreendedor, lembre-se de que todos avaliarão se o seu discurso está alinhado à prática empresarial. Coerência é a chave para a construção da confiança com o cliente e, uma vez perdida, dificilmente será recuperada. A Black Friday é uma ação comercial feita com o objetivo de impulsionar as vendas de produtos, com a oferta de várias promoções e descontos. O indicativo dessa ação é o feriado de ação de graças dos EUA, que ocorre sempre na quarta quinta-feira do mês de novembro, sendo o dia seguinte (sexta-feira) o dia da Black Friday, momento em que os consumidores vão às ruas para aproveitar os preços. No Brasil, a Black Friday ganhou força em 2012, sendo um dia de ótimas vendas para todo o comércio. Porém, nem tudo são flores na Black Friday, pois muitas empresas aumentam seus preços abusivamente antes dessa data para, depois, tentar passar a falsa impressão de oferta de descontos. Em 2020, a JBL aumentou mais de 600 produtos em quase 60%; a Americanas aumentou o preço de milhares de produtos em 40%; e a Asus aumentou mais de 200 produtos em mais de 70%. Vale ressaltar que tais preços não são cobrados pelos fabricantes, mas sim pelas lojas varejistas. 1. Na qualidade de empreendedor, você acha válida essa estratégia para aumentar as vendas? Você consideraria essas práticas antiéticas? 2. Você adotaria quais outras práticas para atrair e reter seus clientes? 3. Quais os impactos dessas ações dos varejistas na credibilidade da marca? 4. Mesmo sendo empresas grandes e com estrutura estratégica definida, por que tais práticas ainda são utilizadas? RESOLUÇÃO: 1. Na qualidade de empreendedor, você acha válida essa estratégia para aumentar as vendas? Você consideraria essas práticas antiéticas? Como empreendedora, acredito que a prática de aumentar preços antecipadamente para oferecer falsos descontos na Black Friday é inaceitável e não condiz com a postura de uma empresa séria e ética. Essa estratégia não só é ilegal, sujeitando a empresa a processos por parte dos consumidores, como também é antiética, comprometendo valores fundamentais como confiança e honestidade. Além de enfraquecer a marca, práticas desleais geram insatisfação e a sensação de engano nos clientes, resultando em danos à reputação da empresa. Durante essa temporada de promoções, muitas companhias enfrentam processos jurídicos devido à falta de transparência. O correto é oferecer descontos genuínos, reforçando a confiança dos consumidores e fortalecendo a relação com a marca. 2. Você adotaria quais outras práticas para atrair e reter seus clientes? Uma forma eficaz de atrair, reter e fidelizar clientes é utilizando as mídias sociais como principal ferramenta de conexão. Independentemente do ramo do negócio, estar presente na internet é essencial para o sucesso. As redes sociais permitem manter contato direto com os clientes, fidelizá-los à marca e alcançar novos públicos. Além disso, estratégias como cupons de fidelidade e promoções esporádicas ajudam a aquecer o mercado e fortalecer o relacionamento com os consumidores. Durante períodos como a Black Friday, é fundamental investir em práticas que encantem e transmitam confiança, como oferecer descontos reais em produtos populares, garantir a transparência na precificação e planejar o estoque com antecedência. Outras ações essenciais incluem diversificar os canais de venda, utilizar marketing multicanal e assegurar um atendimento de excelência tanto no pré quanto no pós-venda. Por fim, fatores como cumprimento de prazos, qualidade do produto ou serviço e garantia de pleno funcionamento são determinantes para conquistar a lealdade do cliente e consolidar a reputação da empresa. 3. Quais os impactos dessas ações dos varejistas na credibilidade da marca? As práticas de falsos descontos, como aumentar preços antes da Black Friday para simular promoções, podem causar danos irreparáveis à credibilidade de uma marca. A confiança dos consumidores, tanto novos quanto fidelizados, é um ativo valioso e essencial para a construção de relacionamentos duradouros. Quando a credibilidade é comprometida, a empresa enfrenta prejuízos nas vendas, redução da fidelidade dos clientes e repercussões negativas que podem se espalhar rapidamente, especialmente no ambiente digital. Com o avanço da tecnologia e a facilidade de acesso à informação, uma única postagem expondo práticas desleais pode viralizar, ampliando o impacto negativo e prejudicando diretamente a imagem da marca. Essa onda de informações pode tanto impulsionar o crescimento de uma empresa quanto contribuir para sua destruição. Portanto, agir de forma ética e transparente é fundamental para preservar a confiança dos consumidores e proteger o valor da marca. 4. Mesmo sendo empresas grandes e com estrutura estratégica definida, por que tais práticas ainda são utilizadas? Muitas empresas continuam adotando essas práticas questionáveis, como falsos descontos na Black Friday, apesar de campanhas governamentais, como as do Procon, e da ampla divulgação de informações por sites, blogs e consumidores alertando sobre esses riscos. O motivo é claro: ainda há um grande retorno financeiro. Por exemplo, uma matéria do jornal O Globo projetou vendas de R$ 4,6 bilhões no comércio durante a Black Friday de 2023. Infelizmente, o lucro muitas vezes se sobrepõe à ética e à transparência nos negócios. A concorrência no varejo é intensa, com diversas empresas vendendo os mesmos produtos, especialmente em eventos de alta demanda. Isso leva algumas a priorizarem margens de lucro e faturamento imediato, ignorando os impactos negativos dessas práticas no longo prazo. No entanto, a fidelização do cliente e o fortalecimento da marca são fatores decisivos para se destacar em um mercado saturado. Afinal, com cinco empresas oferecendo o mesmo produto, por que o cliente escolheria a sua? Apenas o preço não é suficiente. Os consumidores buscam não só produtos, mas também experiências positivas. Para evitar cair em golpes ou ser enganado por práticas desleais, é essencial tomar precauções. Algumas dicas incluem: criar uma lista de produtos meses antes da Black Friday para monitorar a evolução dos preços; comparar valores em diferentes lojas; e priorizar compras em sites confiáveis. Além disso, desconfie de preços muito abaixo do mercado, pois muitos golpistas criam páginas falsas com o único objetivo de enganar os consumidores. Em um cenário competitivo, as empresas que valorizam a transparência e constroem relações de confiança terão uma vantagem duradoura, mesmo em eventos como a Black Friday.