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Resumo – Terapia Cognitivo Comportamental NP2 
Relembrando: 
Crenças Nucleares → Crenças Intermediárias (regras, atitudes, pressupostos) → PAs 
Ex.: Crença Nuclear: “Eu sou incompetente” → Crenças Intermediárias: Atitude – “É 
terrível falhar”, Regra – “Se o desafio for muito grande, devo desistir”, Pressuposto – “Se eu 
tentar fazer algo difícil, irei falhar”. → Evento: Leitura de um texto → PA: “Esse texto é muito 
difícil, sou muito burro, não vou conseguir entender” → Reação emocional: Desânimo, 
Reação fisiológica: Peso no corpo → Comportamento: Evitar de ler o texto e ir fazer outra 
coisa. 
 
Conceituação Cognitiva – Diagnóstico 
Se devemos começar a terapia abordando os PAs dos pacientes antes de modificar suas 
crenças, quando e como iremos vincular estes PAs a outras crenças mais profundas? 
Começar perguntando pelo menos 3 situações que deixaram o paciente desconfortável 
ou que causaram sofrimento. Então, a partir daí, identificará os PAs (e todos seus efeitos, 
validade e utilidade) e seus padrões. 
Deixar que o paciente anote suas situações e PAs, para que ele crie o hábito e aprenda a 
identificar e avaliar seus próprios PAs → registro diário. 
A partir dos PAs, seremos capazes de identificar o sistema de crenças. De mesma forma, 
trabalharemos as crenças junto ao paciente. 
Crenças Intermediárias – atitudes, regras e pressupostos, as crenças nucleares 
influenciam o desenvolvimento de uma classe intermediária de crenças, que se manifestam em 
atitudes, regras e pressupostos, influenciando os PAs. Ex.: se... então... 
Identificação das Crenças Intermediárias 
1. Reconhecendo quando uma crença é expressa como um PA; 
2. Apresentando a primeira parte de um pressuposto; 
3. Evocando diretamente uma regra ou atitude; 
4. Usando a técnica da seta descendente: 
PA: “Acho que a Maria não gosta de mim” (O que há de tão mal nisso?) → “Sempre 
que me aproximo, as pessoas não gostam de mim” (O que isso diz a seu respeito?) → “Nunca 
terei um bom relacionamento, sou desagradável”. 
5. Examinando os PAs e procurando temas em comum; 
6. Perguntando diretamente ao paciente; 
7. Revendo um questionário de crenças preenchido pelo paciente. 
Modificação das Crenças Intermediárias 
Qual é a crença? O quanto o paciente acredita nela? Se acreditar firmemente, como ela 
afeta a vida do paciente e com que abrangência? 
Técnicas mais utilizadas: 
1. Questionamento socrático (custo benefício, prós e contras); 
2. Experimentos comportamentais (novas situações); 
3. Continuum cognitivo (permite flexibilizar pensamentos dicotômicos ou do tipo “tudo 
ou nada”); 
Através dessa técnica, o paciente analisa as situações dentro de um continuum de 0 a 
100%, identificando nuances intermediárias com o intuito de auxiliá-lo a perceber que existem 
opções mais equilibradas que não haviam sido consideradas em função de seu pensamento 
extremista. 
4. Role-play intelectual-emocional; 
5. Usar outros como ponto de referência; 
6. Agir “como se”; 
7. Autoexposição. 
Importante: 
 Examinar vantagens e desvantagens das crenças; 
 Formular novas crenças; 
 Exercícios de reformulação diária das crenças; 
 Experimentos comportamentais para testar as crenças 
Crenças Nucleares - ideias que as pessoas desenvolvem sobre si mesmas (self), sobre 
outras pessoas e sobre o mundo. São duradouras, fundamentais e profundas, tidas como 
verdades absolutas. Se estabelecem na infância e se fortalecem com o tempo. 
Ideias fixas, supergeneralizadas frequentemente precisam ser avaliadas e modificadas, 
além das crenças nucleares a respeito de si mesmo. 
As CNs negativas vêm à tona em situações de sofrimento psicológico/tensão emocional. 
O paciente acredita nelas como a verdade sobre si próprios. 
Desenvolvimento das Crenças Nucleares 
 Na infância; 
 Com a predisposição genética; 
 Na interação com pessoas significativas em uma série de situações. 
Na maior parte da vida, as pessoas têm crenças positivas e realistas, as CNs negativas 
vêm à tona em situações de sofrimento. 
Categorias de Crenças Nucleares 
1. Crença de desamparo – a pessoa pensa ser frágil, vulnerável, carente, incapaz, 
incompetente, fracassada, descontrolada; 
2. Crença de desamor – o indivíduo acredita ser indesejável, indigno de amor, defeituoso, 
imperfeito, sem atrativos, abandonado, rejeitado, sozinho; 
3. Crença de desvalor – a pessoa tem a ideia de não ter valor algum, derrotado, cruel. 
Começa-se a trabalhar nas modificações das CNs o mais cedo possível, para auxiliar o 
sujeito a desenvolver crenças mais adaptativas e realistas, a partir da reestruturação cognitiva. 
Barreiras às Modificações Precoces 
 Tiver CNs muito rígidas e supergeneralizadas; 
 Ainda não acreditar que as cognições são ideias, e não necessariamente verdades; 
 Experimentar níveis muito altos de afeto quando as crenças são identificadas ou 
questionadas; 
 Não tiver uma aliança suficientemente forte com o terapeuta (pode não confiar o 
suficiente, se sentir invalidado pelo processo de avaliação da crença). 
O que fazer então? 
 Ensinar ao paciente as ferramentas para a identificação, avaliação e resposta adaptativa 
aos PAs e CIs antes de usar as mesmas ferramentas para as CNs; 
 O grau de dificuldade na identificação e modificação de CNs varia de paciente para 
paciente; 
 Em geral, aquele que está em sofrimento emocional significativo consegue expressar 
suas crenças nucleares mais facilmente do que os outros (ele ativa as crenças). 
Quando é mais fácil modificar as CNs? 
 É mais fácil modificar as CNS negativas quando eles tiveram suas CNs positivas 
compensatórias ativadas durante boa parte das suas vidas; 
 Fortalecer as CNs positivas enfraquecidas. 
Percurso da Modificação 
1. Especificar a CN usando as mesmas técnicas que você utiliza para identificar as CIs; 
2. Identificar a qual categoria de CNN pertencem os PAs: desemparo, desamor ou 
desvalor; 
3. Apresentar ao paciente sua hipótese sobre a crença nuclear (confirmando ou negando 
com ele), aprimorando sua hipótese sobre a CN enquanto o paciente fornece dados 
adicionais sobre situações atuais e da infância e suas reações a elas; 
4. Educar o paciente sobre CNs em geral e sobre suas CNs específicas, guiando o paciente 
para o mesmo monitorar a operação da CN no presente; 
5. Ajudar o paciente a detalhar e fortalecer uma crença nuclear nova e mais adaptativa; 
6. Começar a avaliar e modificar com o paciente a CN negativa, examinar a origem da CN 
(se aplicável), sua manutenção ao longo dos anos, e sua contribuição para as 
dificuldades atuais do paciente. 
Continuar a monitorar a ativação da crença nuclear no presente, usa métodos 
“intelectuais” e “emocionais” ou experiências para reduzir a força da CNN antiga e aumentar o 
vigor da nova CN. 
Quando acreditar que o paciente será suficientemente receptivo, você lhe apresenta uma 
conceituação provisória das CNs, pode usar o Diagrama de Conceituação Cognitiva, ex.: tema 
comum nos seus PAs. 
Estilos de Enfrentamento ou Estratégias Compensatórias 
1. Manutenção das crenças/esquemas – render-se a eles; 
2. Evitação das crenças/esquemas – fuga/esquiva, timidez, isolamento; 
3. Compensação das crenças/esquemas – comportamentos que contradizem suas 
crenças. 
Apresentando as CNs para o Paciente 
Usar dados históricos quando levantar hipóteses sobre como o paciente passou a 
acreditar em uma crença nuclear e explicar como esta poderia não ser verdadeira, pelo menos 
em sua maior parte, mesmo que ele atualmente acredite muito nisso. 
Psicoeducação do Paciente sobre as CNNs 
 Que ela é uma ideia, não necessariamente uma verdade, e que, como uma ideia, pode 
ser testada; 
 Que ela pode ter suas raízes em eventos da infância e pode ou não ter sido verdade na 
época em que começou a acreditar nela; 
 Que ela continua a ser mantida por meio da operação dos seus esquemas, em que 
prontamente reconhece dados que apoiam a crença nuclear enquantoignora ou 
desvaloriza dados em contrário; 
 Que você e o paciente podem, juntos, usar uma variedade de estratégias ao longo do 
tempo para mudar essa ideia para que possa se ver de uma forma mais realista. 
Outras Técnicas de Intervenção nas Crenças 
1. Treino de habilidades; 
O objetivo é incentivar o paciente a imaginar soluções para os seus problemas, 
perguntando como ele resolveu situações similares no passado ou como ele aconselharia um 
amigo íntimo ou familiar a resolver o mesmo tipo de problema. Se necessário, você pode 
oferecer soluções potenciais. 
No entanto, alguns pacientes não possuem habilidades para a solução de problemas ou 
outras habilidades sociais. Nesses casos, portanto, eles poderão se beneficiar de instruções 
diretas ou treinos de habilidades. 
Há três modos gerais para conduzir as relações interpessoais: 
I. Considerar somente a si mesmo, desconsiderando os outros; 
II. Sempre colocar os outros antes de você; 
III. Considerar a si mesmo e também os outros. 
Os desenvolvimentos de habilidades sociais são importantes para o desenvolvimento da 
competência social, um importante indicador do ajustamento psicossocial, enquanto que os 
indivíduos com um repertório de habilidades empobrecido podem ter prejuízos na qualidade de 
vida e enfrentamento de problemas. 
Habilidades Sociais Relevantes: 
 Habilidades de autocontrole e expressividade emocional; 
Comportamento verbal e não verbal, alternância entre ouvir e falar, expressão corporal 
e facial, postura. 
Responder apropriadamente as situações (críticas e brincadeiras), lidar com situações 
de conflito e pressão. 
Seguir regras, respeitar limites, negociar, tolerar frustrações, reconhecer e nomear as 
próprias emoções e a dos outros, falar sobre emoções e sentimentos, lidar e expressar os 
próprios sentimentos positivos e negativos. 
A regulação emocional consiste no engajamento consciente em atividades sociais, 
prazerosas, produtivas e de autocuidado, foco nos próprios pontos fortes e qualidades positivas, 
cultivo de cognições positivas e comportamento adaptativo. 
 Empatia; 
Compreender as situações, mostrar interesse pelos outros, demonstrar respeito às 
diferenças. 
 Civilidade; 
Habilidades de expressão de sentimentos positivos e solidariedade, companheirismo, 
educação. 
 Assertividade; 
Habilidade de afirmação e defesa de direitos e de autoestima, com risco potencial de 
reação indesejável por parte do interlocutor. 
 Fazer amizades; 
 Habilidades sociais acadêmicas; 
 Solução de problemas. 
Acalmar-se diante de uma situação problema, pensar antes de tomar decisões, 
reconhecer e nomear diferentes tipos de problemas, identificar e avaliar alternativas possíveis 
de solução, escolher e implementar uma decisão, avaliar o processo de tomada de decisão. 
2. Tomada de decisões; 
Análise das vantagens e desvantagens (planilhas) de fazer ou não fazer alguma coisa. 
Ex.: Vantagens de ser voluntário: sair de casa, fugir do isolamento. Desvantagens de ser 
voluntário: posso ficar cansado. Vantagens de não ser voluntário: não ficar ansioso sobre 
isso. Desvantagens de não ser voluntário: não me tira de dentro de casa. 
3. Refocalização; 
Aceitar e nomear a experiência, útil em situações que exigem concentração, 
pensamentos obsessivos/intrusivos. Ex.: “Posso aceitar esse fato que eles estão me fazendo 
mal e voltar ao que estava fazendo antes”. 
4. Relaxamento e mindfullness; 
Relaxamento – Respiração diafragmática, relaxamento muscular progressivo, controle 
da tensão muscular gera relaxamento psíquico. 
Mindfullness – Ajudam o paciente a observar e aceitar sem julgamentos suas 
experiências internas, sem avaliar ou tentar mudá-las. 
5. Prescrição gradual de tarefas; 
Ex.: O paciente tem vergonha de perguntar e falar em sala de aula, então começaremos 
com pequenas tarefas que vão ampliando gradativamente: Fazer uma pergunta a um aluno após 
a aula → Fazer uma pergunta ao professor após a aula → Fazer uma pergunta em aula → 
Responder a uma pergunta em aula → Expressar uma opinião em aula. 
6. Lista de méritos; 
Listar, legitimar e incentivar as coisas positivas feitas pelo paciente, ex.: 
 Tentei seguir as instruções da aula; 
 Terminei e enviei um trabalho por e-mail; 
 Conversei com meu pai no almoço; 
 Fui dar uma corrida ao invés de dormir à tarde; 
 Fiz as atividades da terapia. 
7. Técnica da torta. 
Gráfico de tempo ideal das áreas da vida. 
Transtorno de Ansiedade 
Emoções – conteúdo do medo em 5 fatores: medo de críticas ou de falhar, do 
desconhecido, de ser machucado ou de animais, perigos ou morte, doenças físicas. 
Para a TCC – estratégias facilitadoras e exposição às situações temidas, devendo iniciar 
com a educação afetiva e familiarização com o tratamento via psicoeducação. 
Ansiedade em crianças – a criança, dentro da terapia TCC, aprende a identificar os 
sinais da ansiedade, os processos cognitivos envolvidos nos estágios de excessiva ansiedade e 
recebe treinamento de relaxamento, entre outras abordagens. 
Modelo de Tratamento Coping Cat – Ajudar a criança a nomear seus sentimentos (- 
e +) usar estratégias para manejo da ansiedade (plano), oferecer treino comportamental de 
relaxamento controle de contingências pelo uso de recompensas exposição imaginária, virtual 
e in vivo. Parte-se do role-play, da educação afetiva/treino de habilidades, identificação das 
reações corporais, para técnicas de exposição, dessensibilização, etc.

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