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Pagamentos internacionais
Profª. Shirley Yurica Kanamori Atsumi
Descrição
Apresentação da sistemática das operações em moeda estrangeira e
das seguintes modalidades de pagamento: remessa sem saque;
cobrança documentária; pagamento antecipado; e carta de crédito.
Propósito
Entender a maneira como ocorrem as operações em moeda estrangeira,
para processar de forma adequada os valores de exportação e
importação, a fim de evitar riscos e perdas, que podem afetar tanto
exportadores quanto importadores.
Objetivos
Módulo 1
Sistemática das operações com moeda
estrangeira
Descrever a sistemática das operações em moeda estrangeira.
Módulo 2
De�nindo as modalidades de pagamento
Definir as seguintes modalidades de pagamento: remessa sem
saque, cobrança documentária, pagamento antecipado e carta de
crédito.
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Introdução
O entendimento da sistemática das operações em moeda
estrangeira é condição necessária para que exportadores e
importadores possam receber e pagar, de forma apropriada, as
importâncias referentes às suas operações.
1 - Sistemática das operações com moeda estrangeira
Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever a sistemática das operações em moeda
estrangeira.
Mercado de câmbio
Operações em moeda estrangeira
Para negociar o recebimento do valor das exportações e o pagamento
das importações, é necessário que a empresa tenha conhecimento de
como são realizadas essas operações pelas instituições financeiras e
quais são os procedimentos no mercado de câmbio brasileiro.
Neste módulo, vamos abordar aspectos como, taxa de câmbio, regime
cambial, atuação do Banco Central e contratos de câmbio. Nas
transações comerciais internacionais, as empresas devem observar
vários procedimentos, entre eles o pagamento e/ ou recebimento da
operação realizada. Para a concretização dessas operações, em geral, a
moeda negociada é uma conversível. Observe a diferença entre os dois
tipos de moeda:

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Moeda conversível
Moeda conversível, ou
moeda forte, é aquela
que tem livre aceitação
no mercado
internacional, sendo
facilmente trocada por
outras moedas. As
principais moedas
conversíveis são: o
dólar norte-americano,
o euro, o iene e a libra
esterlina.
Moeda inconversível
Moeda inconversível, ou
moeda fraca, é aquela
que tem limites quanto
à sua aceitação, não
sendo trocada
livremente nas
negociações com
outros países. Entre
elas, podemos destacar
o real, o peso argentino
e a rupia indiana.
O exportador brasileiro negocia para receber principalmente em moeda
conversível, como o dólar dos EUA, a moeda mais utilizada no comércio
mundial. A troca de uma moeda por outra dá origem a uma operação de
câmbio, para que ocorra a conversão dessas moedas, na qual é
estabelecida uma taxa. A taxa de câmbio é o preço de uma moeda em
relação a outra. E como todo preço, a taxa de câmbio está sujeita a
oscilações em decorrência de alterações em sua oferta ou demanda.
Caso haja excesso de oferta da moeda estrangeira, o preço da sua taxa
tende a cair, valorizando a moeda nacional. Contudo, quando há excesso
de procura pela moeda estrangeira, o preço tende a subir, ocorrendo a
desvalorização da moeda nacional.
A oscilação da taxa de câmbio depende do regime
cambial adotado pelo país.
Vamos conhecer dois tipos de regime de câmbio:
O valor da taxa de câmbio é controlado pelo governo, que a
mantém no nível julgado conveniente, impedindo sua flutuação.
É adotado pelo Brasil desde 1999 e pela maioria dos países. A
taxa de câmbio flutua livremente, porém o Banco Central
intervém no mercado, a fim de evitar a voltatilidade e flutuações
bruscas, impedir restrições de liquidez e garantir mecanismos de
proteção ao mercado, reduzindo o risco dos agentes
econômicos. Esse regime é denominado "flutuação suja".
A atuação no mercado pelo Banco Central se dá sob a forma de leilão,
que pode ser à vista, de linha e swap cambial. Vejamos como funciona
cada um deles:

Regime fixo ou administrado 
Regime de taxa flutuante 
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Leilão à vista: O Bacen disponibiliza (injeta) ou adquire (retira) a
moeda estrangeira de acordo com a necessidade do mercado.
Leilão de linha: O Bacen disponibiliza a moeda estrangeira, porém
com compromisso de recompra, a fim de manter o nível de suas
reservas cambiais.
Leilão de swap cambial: O Banco Central vende contratos futuros
atrelados ao dólar, ou seja, as instituições financeiras recebem a
variação da taxa de câmbio, ao passo que o Banco Central recebe a
variação da taxa de juros do período de validade dos contratos. Nos
contratos de swaps, cada uma das pontas que o negociam se
compromete a pagar a oscilação de uma taxa ou de um ativo. No
leilão de swap cambial reverso, ocorre o contrário, o Banco Central
se compromete a pagar juros ao investidor, em troca da variação
cambial.
Swap cambial
Swap cambial é uma troca de indexadores feita para gerenciar as taxas de
reajuste e controlar o câmbio.
Exemplo
O BC (Banco central) anuncia leilões de swap cambial tradicional para
fins de rolagem integral dos contratos vincendos em 1° de julho de
2020.
O Banco Central, a partir de 18 de maio de 2020, deu início à rolagem
dos contratos de swap cambial com vencimento em 1° de julho do
mesmo ano, no montante de US$ 11,3 bilhões (225.980 contratos).
A execução desta rolagem prevê a realização de leilões diários de swap
tradicional e compreenderá o período necessário para que todo o
estoque vencendo em 01/07/2020 seja renovado.
O BC poderá alterar o lote ofertado a cada dia ou mesmo acatar
propostas em montante inferior à oferta, conforme as condições de
demanda pelo instrumento, sem prejuízo do objetivo de rolagem integral
do vencimento.
Fonte: Página do Banco Central, Notícias, 2020.
No mercado de câmbio, as expressões “compra” e “venda” são
denominadas tendo como base a posição da instituição financeira.
Se um importador brasileiro necessita pagar ao seu fornecedor do
exterior e se dirige ao banco para realizar uma operação de câmbio, este
venderá a moeda estrangeira, utilizando a taxa de venda. Como isso
funciona na prática?
Boletim PTAX
Apesar de o Banco Central não estipular a taxa de câmbio, mas
monitorar a sua flutuação e intervir quando julga oportuno e
conveniente, ele emite em sua página eletrônica um boletim que retrata
as taxas de câmbio, conhecido como Boletim PTAX.
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Esse boletim reflete a média das taxas de câmbio
utilizadas pelo mercado, sendo meramente
informativo.
Como a taxa é flutuante, são emitidas diversas publicações:
Esses boletins servem de referência para as cotações das moedas, em
geral, e são disponibilizados com a informação da média do dia anterior
e o boletim do momento atual.
Aspecto legal do mercado de câmbio brasileiro
No Brasil, a moeda estrangeira não pode circular livremente, ou seja, não
é admitido o recebimento ou pagamento de qualquer valor em moeda
estrangeira dentro do território nacional, é o sistema de curso forçado
da moeda nacional.
As pessoas físicas ou jurídicas só podem efetuar a compra ou a venda
de moeda estrangeira nos estabelecimentos legalmente autorizados
pelo Banco Central do Brasil. Quais são esses estabelecimentos?
Os bancos comerciais, múltiplos, de investimento, de
desenvolvimento;
Caixas econômicas;
Bancos de câmbio e agências de fomento;
Corretoras de câmbio ou de títulos e valores mobiliários;
Sociedades de crédito, financiamentos e investimentos;
Sociedades distribuidoras de títulos e de valores mobiliários.Apenas os bancos comerciais, múltiplos, de investimento e as caixas
econômicas podem realizar todos os tipos de operações de câmbio,
tendo os demais algumas limitações quanto a valor e operações. As
corretoras de câmbio possuem duplo papel:
 A inicial é a de abertura.
 As seguintes são as intermediárias, emitidas,
aproximadamente, de hora em hora.
 A última é a de fechamento.
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Podem atuar, sem limite de valor, como intermediárias das operações de
câmbio entre os clientes e os bancos.
Podem realizar transações diretas com os clientes, porém limitadas a
US$300.000,00, ou o equivalente em outras moedas, por operação.
Tais agentes autorizados podem nomear os seus correspondentes
cambiais, que realizam pequenas operações de compra e venda de
moeda estrangeira, como no caso das agências de turismo. Cabe aos
agentes e seus correspondentes, quando da realização das operações,
observar os seguintes procedimentos:
1. Identificar perfeitamente o cliente;
2. Analisar a legalidade da operação;
3. Registrar as operações no Sistema Integrado de Operações de
Câmbio (Sistema Câmbio) do Banco Central do Brasil;
4. Analisar a documentação apresentada;
5. Observar as disposições de natureza operacional, classificando
corretamente as operações.
O exportador brasileiro - que recebeu dólares dos EUA e necessita trocá-
los por moeda nacional para utilização no Brasil - deve dirigir-se a um
estabelecimento autorizado e efetuar o câmbio, utilizando a taxa
cambial em vigor naquela data e apresentando todos os documentos
relacionados com a operação.
Já o importador brasileiro, que precisa pagar seu compromisso no
exterior, deve se dirigir a uma instituição autorizada e adquirir a moeda
estrangeira para fazer o pagamento e apresentar todos os documentos
que comprovem a operação.
A relação das instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio
brasileiro encontra-se na página do Banco Central e, também, no
aplicativo “Câmbio Legal”, que permite encontrar os pontos de câmbio
existentes em todo o Brasil.
Câmbio turismo
Também conhecido
como “dólar turismo”, é
utilizado, em geral, para
as operações relativas à
compra e venda de
moeda para viagens
internacionais,
comumente em espécie
ou cartão de viagem.
Câmbio comercial
Também conhecido
como “dólar comercial”,
é utilizado para as
demais operações do
mercado de câmbio —
como exportação,
importação, fretes,
transferências
financeiras etc.

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Transações �nanceiras
Pagamentos internacionais
A existência de várias moedas diferentes vinculadas a um país ou
comunidade econômica específica e o aumento do fluxo de comércio
internacional fazem surgir um sistema para viabilizar os pagamentos
internacionais entre indivíduos de diversas nações.
Esse sistema é formado por bancos, casas de câmbio e instituições
especializadas na realização de transferências internacionais. Para que
sejam movimentados os recursos, é necessário haver a participação de
bancos no exterior, os chamados bancos correspondentes. São neles
que os bancos autorizados no Brasil a operar em câmbio possuem
contas nas principais moedas conversíveis.
Exemplo
Conta em dólar norte-americano, em bancos nos EUA; conta em iene,
em bancos no Japão; conta em euro, em bancos na comunidade
europeia.
Assim, os exportadores, importadores e demais pessoas, físicas ou
jurídicas, não precisam liquidar diretamente entre si os pagamentos
devidos, devendo efetuar as transações de maneira segura e
conveniente por meio das instituições financeiras.
Para a comunicação entre os bancos correspondentes, foi desenvolvido
um sistema de mensagens denominado SWIFT.
SWIFT
A Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication
(SWIFT), ou Sociedade para Telecomunicações Financeiras
Interbancárias Mundiais, é uma sociedade para telecomunicações
financeiras interbancárias internacionais fundada em 1973 por um
grupo de bancos europeus, norte-americanos e canadenses como uma
empresa cooperativa, com o objetivo de prestar serviços internacionais
de comunicação de dados, voltada especialmente para o setor bancário,
sendo sua matriz em Bruxelas, Bélgica.
O Brasil associou-se ao sistema em 1982 e foi conectado à rede
mundial em 1984.
Esse serviço é prestado por meio de um sistema padronizado e
automático de troca de mensagem, o que possibilita melhor controle de
transmissão, com redução de erros e custos. Os dados são
criptografados, o que garante a segurança do processo no envio e
recebimento das mensagens. Além de ordens de pagamento, o SWIFT
também transmite vários tipos de mensagens - como cobranças, cartas
de crédito, empréstimos etc. O código do SWIFT é universal, sendo
utilizado em mais de 200 países.
O código SWIFT permite identificar várias informações, como:
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Código do banco;
Código do país de origem;
Código da localização;
Código da agência.
Para cada tipo de mensagem, existem códigos especiais, com várias
subdivisões, o que torna as mensagens mais sucintas, com economia
de tempo e dinheiro. Exemplos de mensagens:
MT 100
Ordem de pagamento cujo beneficiário é uma empresa ou pessoa física.
MT 202
Ordem de pagamento cujo beneficiário é uma instituição financeira.
MT 420
Confirmação de chegada de cobrança bancária.
MT 700
Emissão de carta de crédito.
Contratos de câmbio
Formalização das operações
Para formalizar as operações de compra e venda de moeda estrangeira
com as instituições autorizadas, há necessidade de celebrar o
respectivo contrato de câmbio, que será registrado no Banco Central por
meio do Sistema Câmbio.
Esse contrato contém todas as características e condições da operação,
como os dados do comprador e vendedor das moedas, a taxa de
câmbio, valor da moeda estrangeira, valor da moeda nacional, natureza
da operação, entre outros.
Etapas do contrato de câmbio
As etapas do contrato de câmbio são:
Edição 
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Disponível para bancos e corretoras — é o início do processo de
formalização do contrato de câmbio, com a inclusão dos dados
da operação. Esta etapa permite que corretoras de câmbio
possam entrar no sistema e iniciar o registro para seus clientes,
direcionando-o posteriormente para uma instituição financeira.
Representa a confirmação da operação, sendo numerada
automaticamente pelo sistema.
É a mudança em algum dado do contrato de câmbio,
devidamente assinada pelas partes. Dos dados constantes dos
contratos de câmbio, não podem ser alterados: o comprador e o
vendedor, bem como os relativos ao valor e ao código da moeda
estrangeira, ao valor da moeda nacional e à taxa de câmbio.
A liquidação de uma operação de câmbio retrata a efetiva troca
de divisas. Os contratos de câmbio são fechados para liquidação
pronta ou futura.
Operações prontas: são as operações contratadas para
liquidação em até dois dias úteis.
Operações futuras: são aquelas realizadas para liquidação
acima de dois dias úteis.
Por exemplo, o exportador pode se dirigir a uma instituição
autorizada, celebrar o contrato de câmbio com a taxa do dia e
somente receber e liquidar a ordem de pagamento,
transformando o valor em reais, dali a 30 dias. Quando da
liquidação, a taxa de câmbio a ser utilizada para conversão é a
que consta no contrato e não a taxa do dia da liquidação.
É a rescisão contratual, de caráter bilateral, sendo formalizada
em formulário específico que deve conter as assinaturas das
partes. Pode ser valor parcial ou total do contrato a que se refere.
Classi�cação das operações segundoa sua
Confirmação 
Alteração 
Liquidação 
Cancelamento 
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natureza
No contrato de câmbio, um campo importante é o da classificação das
operações. Ela é feita segundo a sua natureza, conforme os códigos
numéricos previstos. A natureza da operação é integrada por 12
elementos:
Vamos ver o exemplo de pagamento antecipado de exportação:
Fato é “12005” (exportação); o cliente “09” (empresa não financeira
privada); o “N” (sem aval do governo brasileiro); e o pagador no exterior
“05” (empresa não financeira). Mas isso não mostra claramente que o
pagamento da exportação ocorreu antecipadamente ao embarque da
mercadoria. Assim, o código do grupo “50” completa a informação
(pagamento antecipado — importador).
É importante atentar para a correta codificação das
operações, que é o campo que identifica a natureza da
transação que está sendo realizada. Os códigos
respectivos podem ser acessados na página do Banco
Central.
As instituições autorizadas podem acrescentar cláusulas ao contrato,
dependendo do tipo de operação negociada. Formalização do contrato:
 A formalização do contrato de câmbio somente é
necessária nas operações de compra ou de venda
de moeda estrangeira acima US$10 mil, ou seu
equivalente em outras moedas estrangeiras.
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Câmbio
Câmbio na exportação
Desde 2006, é permitido ao exportador brasileiro deixar o valor recebido
no exterior, creditando em conta própria em banco estrangeiro ou em
conta mantida por um banco autorizado a operar em câmbio. Esses
recursos mantidos no exterior podem ser utilizados para realizar
investimentos, aplicações financeiras ou pagamentos de obrigações
próprias do exportador, como importação, serviços etc., não sendo
permitida a realização de empréstimo ou mútuo de qualquer natureza.
O exportador deverá, anualmente, informar à Secretaria
da Receita Federal a destinação e utilização desses
recursos do exterior.
Entretanto, caso o exportador não queira manter os recursos no exterior
e decida ingressá-lo no Brasil, deverá:
1. Celebrar o respectivo contrato de câmbio, para a troca das divisas.
2. A ordem de pagamento estará disponível no banco escolhido, que
exigirá do cliente todos os documentos que comprovem a
operação.
3. A taxa de câmbio negociada para a troca será a taxa do dia da
contratação do câmbio.
Câmbio na importação
Os importadores brasileiros podem pagar seus compromissos de duas
formas:
 Nas operações de valor inferior a US$10 mil ou
equivalente, caso se opte por não formalizar um
contrato, é obrigatório que a instituição financeira
ou seu correspondente cambial entregue ao cliente
o comprovante da operação realizada.
 Nele, deve conter, pelo menos, a identificação das
partes e a indicação da moeda estrangeira, do fato
natureza da operação, da taxa de câmbio, dos
valores em moeda estrangeira e em moeda
nacional.
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Utilizando os valores deixados no exterior oriundos de
exportações recebidas ou de remessas realizadas a título de
disponibilidades no exterior. Isso significa que o importador
pode, também, abrir uma conta no exterior e efetuar remessas
para alimentá-la.
Caso não tenha ou não queira utilizar os valores de sua conta no
exterior, haverá necessidade de contratação de câmbio,
mediante entrega de reais ao banco autorizado no país, que fará
a conversão e envio da moeda estrangeira ao fornecedor
estrangeiro. O banco exigirá todos os documentos que
respaldam a operação, para que fique evidenciada a sua
legalidade.
Recebimento dos valores da
exportação
Acompanhe alguns esclarecimentos sobre o recebimento pelo
exportador do valor de suas vendas. O que fazer: deixar no exterior ou
trazer para o Brasil?
Opção 1 
Opção 2 

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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O sistema cambial adotado no Brasil desde 1999 é
A flutuação limpa.
B flutuação suja.
C fixo.
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Parabéns! A alternativa B está correta.
O sistema de flutuação suja é o adotado pelo Brasil, no qual o
Banco Central intervém no mercado de câmbio em situações de
instabilidade e quando há disfuncionalidades no mercado.
Questão 2
Com relação ao contrato de câmbio, podemos afirmar que
Parabéns! A alternativa C está correta.
O contrato de câmbio, registrado junto ao Banco Central, contém
todas as informações sobre a operação de câmbio, formalizando-a.
É um documento celebrado entre o banco autorizado brasileiro e
seu cliente.
D bandas cambiais.
E flutuação simples.
A
é um documento celebrado entre o exportador e o
importador, no qual constam todas as
características da operação.
B é obrigatório para todas as operações de câmbio.
C
formaliza as operações de compra e venda de
moeda estrangeira.
D
a instituição financeira não pode acrescentar
cláusulas ao contrato.
E
os contratantes não podem acrescentar cláusulas
ao contrato.
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2 - De�nindo as modalidades de pagamento
Ao �nal deste módulo, você será capaz de de�nir as seguintes modalidades de pagamento:
remessa sem saque, cobrança documentária, pagamento antecipado e carta de crédito.
Modalidades de pagamento ou
métodos de pagamento
Quando um exportador iniciar a venda de seu produto, precisa negociar,
junto ao importador, qual será a modalidade de pagamento a ser
utilizada. E esta pode variar em função de vários fatores, entre eles a
relação comercial entre as partes. São quatro as modalidades de
pagamento utilizadas no comércio internacional de bens.
A modalidade de pagamento irá definir como se dará a entrega das
mercadorias, como será o recebimento dos valores e quais os riscos
que tanto exportador quanto importador correrão durante o processo. O
que deve ser levado em conta ao escolher a modalidade de pagamento?
Resposta
Devem ser levados em conta:
A tradição comercial do importador e/ou do país comprador;
A capacidade de pagamento do importador;
A capacidade de entrega do exportador;
A existência de restrições cambiais e regras tributárias do país do
importador;
As eventuais retaliações comerciais impostas governo a governo;
As características do produto.
As modalidades de pagamento determinam:
Se o pagamento ao exportador acontecerá antes ou após o embarque
das mercadorias.
Se os documentos de embarque deverão transitar ou não pelos bancos.
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Se os bancos envolvidos na operação serão responsáveis pelo
pagamento ou serão somente prestadores de serviços.
As modalidades utilizadas no comércio mundial são:
Remessa sem saque (open account), com uma variável remessa
direta;
Cobrança documentária, com uma variável cobrança limpa (clean
collection);
Pagamento antecipado (advanced payment);
Carta de crédito ou crédito documentário (letter of credit — L/C).
Remessa sem saque (open account)
Em uma operação de comércio internacional, os importadores
necessitam ter em mãos a documentação correspondente às
mercadorias compradas para poder tomar posse delas e desembaraçá-
las, cabendo ao exportador o envio da documentação.
Na remessa sem saque, o exportador embarca a mercadoria e envia o
original dos documentos diretamente ao importador sem o saque, paraque este efetue o desembaraço da mercadoria e, posteriormente,
providencie o pagamento. Observe o esquema de uma remessa sem
saque:
Desembaraçá-las
Liberação de uma mercadoria pela alfândega para a entrada no país (em
caso de importação) ou sua saída (em caso de exportação), depois de
verificar a sua documentação.
O saque ou draft é a letra de câmbio, o título representativo da dívida. Na
remessa sem saque, em caso de inadimplência do importador, a
inexistência deste dificulta a abertura de ação judicial.
Nesta modalidade, que permite ao importador liberar a mercadoria sem
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qualquer pagamento, nem mesmo dando o aceite no saque, o
exportador deve ter absoluta confiança no importador, sendo utilizada
com mais frequência nas operações entre matriz e filial, coligadas ou
compradores tradicionais.
A vantagem é o custo reduzido, já que não há
interferência bancária no trâmite dos documentos e,
também, a rapidez no desembaraço, pelo fato de o
importador receber os documentos direto do
exportador.
Remessa Simples — Wire ou Teletransmission
Transfer (TT)
É uma variação da remessa sem saque.
O exportador embarca a mercadoria e avisa ao importador,
podendo enviar fax dos documentos.
O importador efetua o pagamento e o envio das divisas.
Após a confirmação da chegada dos valores, o exportador remete
o original dos documentos diretamente ao importador.
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Cobrança documentária (collection)
Na cobrança, os bancos participam no envio e no recebimento dos
documentos relativos à exportação. A utilização desta forma é
justificada pela estrutura, pela finalidade e pelos correspondentes no
exterior.
Vejamos a diferença entre os documentos:
Documentos comerciais
São faturas,
conhecimentos de
embarque etc.
Documentos �nanceiros
São notas promissórias,
saques (letras de
câmbio) etc.
A cobrança pode ser classificada em:
Cobrança documentária
É aquela com
documentos comerciais
acompanhados ou não
dos documentos
financeiros.
Cobrança limpa
É aquela que inclui
apenas documentos
financeiros.
Com relação ao prazo, as cobranças podem ser:
À vista — CAD
Também chamado de CAD (cash against documents) ou D/P
(documents against payment). É quando os documentos são entregues
pelo banco ao importador no ato do pagamento.
A prazo — D/A


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Também chamado de D/A (documents against acceptance). É quando o
banco colhe o aceite do importador no saque ao entregar os
documentos.
A cobrança documentária tem uma forma própria de ser processada:
1. Após ter efetuado o embarque da mercadoria, o exportador entrega
a um banco no seu país, o jogo dos documentos de exportação e
um saque contra o importador.
2. Depois, esta instituição financeira, utilizando o serviço de cobrança
internacional, envia os documentos e o saque a um banco
correspondente do país do importador.
A peculiaridade reside na instrução de somente entregar os documentos
contra pagamento do valor mencionado no saque, se for cobrança à
vista ou colher o aceite no saque, se for cobrança a prazo. Então, o
banco correspondente emite um aviso ao importador sobre a chegada
dos documentos, este se dirige ao banco e em caso de:
Cobrança à vista
Efetua o pagamento e retira os documentos originais.
Cobrança a prazo
Dá o aceite no saque e retira os documentos originais.
Somente após isso, com os documentos em mãos, o importador pode
proceder à retirada da mercadoria, depois de cumprir os trâmites
alfandegários.
Então o banco correspondente envia a ordem de pagamento em moeda
estrangeira ao banco do país do exportador; e o banco do país do
exportador recebe a ordem de pagamento, realiza a operação de câmbio
para converter na moeda local e entrega ao exportador.
A desvantagem é que esta modalidade é de risco para o exportador, já
que o importador pode desistir do negócio e não retirar os documentos,
no caso de cobrança à vista. Na cobrança a prazo, o risco do exportador
é maior, pois o importador, em posse dos documentos originais, já pode
desembaraçar a mercadoria. Dessa forma, esta modalidade é
recomendada quando se conhece o importador ou quando ele tem boa
reputação e tradição no comércio mundial.
Atenção!
Os bancos que atuam na cobrança documentária são meros
intermediários, não tendo obrigação legal de cobrar o pagamento do
importador. Caso não ocorra o pagamento no prazo acordado, o
exportador deverá protestar o saque no exterior e, se não houver a
quitação, deve ser iniciada a cobrança judicial.
O processo na cobrança documentária limpa, conhecida como clean
collection, ocorre da seguinte forma:
O exportador — após o embarque das mercadorias — envia os
documentos originais ao importador e coloca em cobrança bancária as
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cópias desses documentos e o saque, com vencimento à vista. Esta
modalidade, muitas vezes, é utilizada quando a mercadoria é perecível.
Como é possível ter uma maior garantia no recebimento do valor?
Resposta
Para maior garantia no recebimento do valor, o exportador pode nomear
o banco cobrador como consignatário no conhecimento de embarque.
Assim procedendo, o importador, mesmo com os originais dos
documentos em mãos, só poderá retirar a mercadoria após obter o
endosso do banco cobrador no conhecimento de embarque. O banco,
por sua vez, fará o endosso após o recebimento do pagamento a ser
efetuado pelo importador.
As cobranças são regulamentadas pela URC 522 (Uniform Rules for
Collection), que são regras uniformes para cobrança, da Câmara de
Comércio Internacional (CCI). É importante que tanto o exportador
quanto o importador tenham conhecimento delas, para não haver
equívocos e dúvidas quanto às obrigações e direitos de cada parte.
Pagamento antecipado
O pagamento antecipado (cash in advance, advanced payment) se refere
ao envio das divisas pelo importador antes do embarque das
mercadorias pelo exportador.
Assim, o vendedor — ao analisar os riscos da operação comercial
(importador e país do importador), a necessidade de ter recursos para a
produção, a mercadoria negociada — pode solicitar o pagamento
antecipado da exportação.
Confira uma das vantagens e desvantagens dessa modalidade para o
importador:
Vantagem
Garantia de preço e de
fornecimento.
Desvantagem
Desembolso dos
recursos e o risco de

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não receber a
mercadoria ou atraso na
entrega.
Para minimizar o risco do importador, quando este não tem total
confiança no exportador de que irá receber as mercadorias, pode ser
exigida uma garantia bancária paralela ao pagamento antecipado.
Garantia bancária
Esta garantia recebe o nome de refundment bond, que será providenciada
pelo exportador em um banco e que garante ao importador o reembolso
dos valores, caso o exportador não cumpra sua obrigação de entrega das
mercadorias.
Saiba mais
No Brasil, caso a antecipação tenha sido superior a 360 dias do
embarque, existe a necessidade de registrar o ingresso de divisas em
um sistema do Banco Central denominado Registro Declaratório
Eletrônico – Módulo Registro de Operações Financeiras (RDE-ROF). As
instruções sobre o credenciamento e registro podem ser encontradas na
página do Banco Central.
Carta de crédito ou crédito documentário
Dentre as modalidades de pagamento, a carta de crédito, também
conhecida como letter of credit ou L/C é a que oferece maiores
garantias, tanto para o exportador quanto para o importador.É uma das modalidades mais utilizadas no comércio
internacional.
O crédito documentário ou carta de crédito é um documento emitido por
um banco, a pedido de um cliente, no qual se compromete a efetuar o
pagamento a um terceiro contra a entrega de documentos estipulados,
desde que cumpridos os termos e as condições acordadas. Observe o
esquema do crédito documentário:
A carta de crédito é regulamentada pela Câmara de Comércio
Internacional (CCI), por meio da Uniform Customs and Practice for
Documentary Credits (UCP 600).
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É importante que estas regras da UCP 600 sejam mensionadas no texto
do crédito concedido, para que produzam os seus efeitos. As regras da
CCI, periodicamente, são revistas, em virtude do desenvolvimento do
comércio internacional, sendo a UCP 600 a última revisão, em vigor
desde julho de 2007.
Da mesma forma que a URC 552, todos exportador e importador têm a
obrigação de conhecer as regras da UCP 600, para que a operação
transcorra de forma correta, sem mal entendidos, que podem invibializar
o negócio. Uma transação com crédito documentário envolve:
A carta de crédito contém os principais pontos negociados no contrato
comercial entre o importador e o exportador, como descrição da
 Banco instituidor (issuing bank): É o banco abridor,
emitente do crédito.
 Importador (applicant): Que solicitará a carta de
crédito ao banco.
 Exportador (beneficiary): Que receberá o valor,
desde que cumpra rigorosamente os termos
constantes da carta de crédito.
 Banco avisador (advising bank): É o banco no país
do exportador que tem como função conferir a
autenticidade da carta de crédito recebida do banco
emitente, avisar e repassar ao exportador, sem
nenhuma responsabilidade sobre seu conteúdo.
 Banco designado (nominated bank): O banco no
país do exportador, no qual o crédito está disponível
ou qualquer banco, no caso de crédito disponível
em qualquer banco.
 Banco confirmador (confirming bank): O banco que
agrega sua confirmação ao crédito, mediante
solicitação do banco emitente.
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mercadoria, valor, quantidade, dados do importador, do beneficiário,
prazo de validade para embarque, local de embarque, desembarque,
data e local de vencimento, e período de apresentação de documentos.
Ela, normalmente, é exigida pelo exportador nas primeiras negociações
comerciais, quando o importador não é conhecido, ou não se tem
referências cadastrais suficientes do comprador e do país. Além disso, é
irrevogável, ou seja, somente poderá ser cancelada ou alterada mediante
a anuência prévia de todas as partes interessadas.
A carta crédito é aberta por um banco, a pedido de um importador, a
favor de um exportador, que receberá o pagamento, desde que este
cumpra rigorosamente os termos acordados. Agora vamos analisar
mais alguns pontos do pagamento por carta de crédito:
 O banco emitente é o primeiro responsável pelo
pagamento e não o importador, ou seja, o
exportador passa a assumir o risco comercial e
político do banco emitente e não do comprador.
 Se julgar necessário, o exportador pode solicitar
que a carta de crédito seja confirmada, avalizada
por outro banco para se assegurar do recebimento.
Por este motivo, quando há a confirmação, é
conveniente que o banco confirmador seja de um
país diferente do país do banco emitente, para
evitar que o pagamento não seja feito por motivos
de restrições cambiais impostas pelo governo do
país do banco emitente.
 A carta de crédito é aberta pelo banco do país do
importador, que solicitará garantias, já que ele é o
primeiro obrigado pelo pagamento. Ela será enviada
a um banco do país do exportador, que deverá
avisar e entregar ao exportador.
 Cabe ao exportador examinar com muito cuidado
os termos da carta de crédito, para verificar se tem
condições de cumprir todos os itens ali
mencionados. Caso não concorde com algum,
deverá solicitar imediatamente ao importador que
este instrua o banco emitente a realizar as
alterações e emendas necessárias.
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Após o embarque da mercadoria, o exportador entrega os documentos
ao banco designado, que pode ser o mesmo banco que avisou sobre a
carta de crédito. O papel deste é receber e examinar os documentos
apresentados pelo beneficiário.
É o banco que representa o banco emitente no exame da documentação
e, conforme estipulado na carta de crédito, estando a documentação em
perfeita ordem pode pagar:
À vista: Se a condição for available by payment.
Por pagamento deferido: Com o compromisso de pagar no
vencimento, sem necessidade de saque, se a condição for available
by deferred payment.
Por aceite: Quando aceita saques a prazo, se a condição for
available by acceptance.
Por negociação: Quando compra saques sacados sobre outro
banco que não o banco designado, se a condição for avaliable by
negotiation.
Atenção!
O banco designado só se responsabiliza pelos documentos, não tendo
nenhuma ingerência sobre a mercadoria. Caso o importador julgue
necessário, poderá nomear uma empresa certificadora para examinar a
mercadoria.
Após acertado o pagamento com o exportador, o banco designado
remete os documentos ao banco emitente, que por sua vez os entrega
ao importador e reembolsa o banco designado. O importador, de posse
dos documentos, retira a mercadoria, após os trâmites alfandegários.
Red clause é a cláusula que permite ao exportador
receber antecipadamente ao embarque o valor total ou
parcial do crédito, de modo a ter recursos para adquirir
ou fabricar o produto a ser exportado. Posteriormente,
quando o exportador entregar os documentos ao
banco designado, acertará as contas.
Uma empresa brasileira recebeu uma oferta de uma empresa do leste
europeu para fornecer material de escritório, sua especialidade. Após
analisar todas as condições do importador, como país, mercadoria,
riscos envolvidos, a diretoria aceitou o pedido, porém optou por negociar
via carta de crédito, confirmada por um banco alemão.
A decisão se baseou no fato de ser um país não tradicional em
 Qualquer discrepância ou erro no cumprimento dos
termos da carta de crédito, levará o exportador a
perder o direito à garantia oferecida pela carta de
crédito e o recebimento do valor, passando a
operação a ser caracteriza como cobrança, ficando
o exportador à espera da decisão de pagamento
pelo importador.
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comércio exterior, apesar do cadastro favorável do importador, da
quantidade a ser exportada e, também, ser a primeira negociação. Após
vários embarques bem-sucedidos, a negociação foi alterada para
cobrança a prazo.
Modalidades de pagamento – carta de
crédito
Veja as obrigações do banco emitente e do exportador na carta de
crédito.

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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Na modalidade de pagamento remessa sem saque,
Parabéns! A alternativa B está correta.
Na modalidade remessa sem saque, cabe ao exportador
encaminhar todos os documentos diretamente ao importador, não
A
o banco do país do exportador encaminha os
documentos da exportação ao banco do país do
importador.
B
os documentos são encaminhados diretamente do
exportador para o importador.
C
o importador efetua o pagamento antes do
embarque das mercadorias.
D
o banco precisa endossar o conhecimento de
embarque.
E
os documentos são encaminhados diretamente do
importador para o exportador.03/05/2024, 18:07 Pagamentos internacionais
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sendo necessário o serviço de um banco para esta finalidade. Após
o embarque, o importador realiza o pagamento das mercadorias.
Questão 2
Em uma carta de crédito, o primeiro obrigado pelo pagamento é
Parabéns! A alternativa C está correta.
Ao emitir a carta de crédito, o banco passa a ser o primeiro
obrigado pelo pagamento e não o importador. O banco confirmador
é apenas o avalista da operação e o banco designado é o banco
nomeado pelo banco emitente para pagar ou negociar em seu
nome junto ao exportador.
Considerações �nais
Conhecemos, no módulo 1, a sistemática das operações em moeda
estrangeira e o mercado de câmbio brasileiro com suas principais
peculiaridades. O entendimento dessa sistemática é necessário para
que os exportadores e importadores possam receber e pagar de forma
adequada os valores de suas operações.
No módulo 2, analisamos as modalidades de pagamento utilizadas no
comércio internacional de bens, que são elementos essenciais da
negociação com o cliente estrangeiro. O conhecimento dessas
especialidades permite ao comprador e vendedor internacionais
decidirem com segurança a modalidade que melhor atende aos seus
interesses.
A o importador.
B o banco confirmador.
C o banco emitente.
D o banco designado.
E o agente segurador.

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Pesquise na Revista Brasileira de Economia e leia o artigo Eficácia das
intervenções do Banco Central do Brasil sobre a volatilidade
condicional da taxa de câmbio nominal.
Pesquise sobre o Boletim PTAX e as normas de câmbio no site do
Banco Central do Brasil.
Leia as URC 522 e UCP 600 da CCI.
Referências
ATSUMI, S. Y. K. et al. Gestão de operações de câmbio. Rio de Janeiro:
FGV, 2013.
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Consultado na internet em: 10 jun. 2020.
CASTRO, J. A. Exportação: aspectos práticos e operacionais. 5. ed. São
Paulo: Aduaneiras, 2002.
CCI. Costumes e práticas uniformes da CCI relativos a créditos
documentários.  Publicação ICC, n. 600. ICC Brasil, São Paulo, 2006.
DEL CARPIO, R. F. V. Carta de crédito e UCP 600. (Comentada). São
Paulo: Aduaneiras, 2008.
GONÇALVES, A. C. P. et al. Economia aplicada. Rio de Janeiro: FGV,
2004.
CHAMBER OF COMMERCE. Consultado na internet em: 11 jun. 2020.
LUNARDI, A. L. Carta de crédito sem segredos. 2. ed. São Paulo:
Aduaneiras, 2011.
RATTI, B. Comércio internacional e câmbio. 11. ed. São Paulo: Lex
Editora, 2006.
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