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História Dos Surdos No 
Brasil E No Mundo
A história dos surdos revela todas as 
lutas e conquistas de pessoas que dia a 
dia superam inúmeros desafios.
Por meio dela, também é possível ver 
como a sociedade tem se desenvolvido 
e, pouco a pouco, construindo um 
mundo mais inclusivo.
Os hebreus
Uma das principais é a do povo hebreu. Esses escritos da Lei 
Hebraica trazem a informação de que os “surdos-mudos” 
eram considerados crianças.
Por esse motivo, as pessoas que apresentavam deficiência 
auditiva eram protegidas por suas famílias.
▪ É possível afirmar que esse tratamento mais humano 
oferecido pela sociedade hebraica ocorria em grande parte 
devido à religião da época.
Os egípcios
Devido a essa posição de autoridade e prestígio, os 
surdos eram muito respeitados e até mesmo temidos 
pela sociedade.
A história dos surdos também 
tem importantes referências nos 
antigos egípcios.
Nessa antiga sociedade, os surdos eram 
considerados como deuses. Ou seja, 
eles eram adorados e tinham por 
função realizar uma mediação entre os 
faraós e os deuses.
Grécia Antiga
Nos casos mais extremos, as pessoas 
surdas chegavam a ser condenadas à 
morte. Mesmo em meio a uma profunda 
discriminação, Sócrates, um dos mais 
notáveis filósofos gregos, no ano de 360 
a.C afirmou ser aceitável que os surdos 
tivessem uma comunicação que 
utilizasse o corpo e as mãos.
A história dos surdos passa por 
uma mudança radical na antiga 
sociedade grega.
Para os antigos gregos, as pessoas 
surdas eram tidas como incapazes de 
raciocinar e incompetentes. Os surdos 
não podiam ter qualquer espécie de 
direito, sendo muito discriminados pela 
sociedade como um todo.
Roma Antiga
Por esse motivo, na Roma Antiga, as pessoas surdas 
eram vistas com os mesmos preconceitos existentes na 
Grécia Antiga.
Quem apresentava deficiência auditiva era tido como 
imperfeito. Dessa forma, as pessoas surdas eram 
excluídas quase que totalmente do convívio social.
A antiga 
sociedade 
romana foi 
totalmente 
influenciada 
pela cultura 
grega.
Igreja Católica
Santo Agostinho, um dos 
nomes de maior relevância 
na Igreja Católica, chegou a 
dizer que uma pessoa era 
surda pelo fato de os pais 
precisarem pagar pecados 
anteriormente cometidos. 
Santo Agostinho, assim como 
o filósofo grego Sócrates, 
defendia a ideia de que os 
surdos podiam se comunicar 
utilizando gestos.
Nesse contexto, a comunicação por meio de gestos era 
considerada como um importante recurso para a 
salvação da alma. Em 700 d.C, John Beverly, um bispo 
inglês, foi a primeira pessoa a ensinar um surdo a se 
comunicar.
O reconhecimento de Pedro Ponce foi obtido 
pelo fato de ele ter criado o alfabeto manual 
que ajudou as pessoas surdas a soletrarem as 
palavras.
Juan Pablo Bonet seguiu o trabalho que 
começou por meio de Pedro Ponce.
Bonet ensinava os surdos a lerem e falarem 
usando um método diferenciado, que era 
classificado como método oral.
Por essa razão, ele é lembrado como um 
dos pioneiros no processo de educação 
dos surdos.
Por mais que o bispo Beverley seja 
considerado pioneiro na educação de 
pessoas com deficiência auditiva, o 
reconhecimento formal como primeiro 
professor para surdos foi dado a um 
monge beneditino chamado Pedro Ponce 
de León.
No Brasil
O segundo império começou em 1840 e 
finalizou em 1889, devido à Proclamação da 
República.
Devido a um convite de Dom Pedro II, em 
1855, o conde e professor francês Eduard Huet 
veio de mudança para o Brasil.
No nosso país, a história dos 
surdos teve seu início no 
período do segundo império, 
que era liderado por 
Dom Pedro II.
A missão desse professor era ensinar uma 
metodologia já adotada na França, e grande parte da 
Europa, para a educação das pessoas surdas.
Em decorrência do brilhante trabalho de Huet, foi 
fundado no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o 
Imperial Instituto Nacional de Surdos-Mudos.
Essa fundação ocorreu no ano de 1857 e foi um dos 
grandes marcos para a história dos surdos brasileiros.
Nos dias atuais, o instituto criado por 
Eduard Huet recebe o nome de 
Instituto Nacional de Educação dos 
Surdos – INES.
Nos anos 70, o instituto já 
disponibilizava um tratamento 
adequado e diferenciado para bebês 
que apresentavam surdez.
Na década de 80, o INES reforçou as 
pesquisas com relação à Libras – Língua 
Brasileira de Sinais..
Além disso, esse instituto dedicou-se ainda mais a pesquisas e 
estudos sobre as metodologias e processos utilizados na 
educação de surdos.
A partir dessas pesquisas, foi criado o primeiro curso em nível 
de especialização para professores que atuam na educação 
para surdos.
O reconhecimento da Libras tornou-se uma realidade em 2002, 
com a lei nº 10.436.
Essa foi uma das mais importantes conquistas da comunidade 
surda brasileira.
Por meio desse reconhecimento, foram ampliados o ensino e 
difusão da Língua Brasileira de Sinais.
Adicionais 
John Bulwer
Um médico britânico, 
defendeu a utilização de 
gestos como uma maneira 
de comunicação para os 
surdos.
John produziu vários livros 
para demonstrar a 
importância da língua gestual 
no processo de educação dos 
surdos.
John Wallis
O matemático se dedicou a ensinar 
pessoas surdas usando somente a 
comunicação gestual.
Durante a Idade Moderna, período que 
ocorreu de 1453 a 1789, pela primeira vez 
a surdez e a mudez foram diferenciadas.
Dessa maneira, o termo surdo-mudo não 
foi mais designado aos surdos. 
Alexandre 
Graham Bell
Cientista e inventor que 
defendeu a oralização das 
pessoas surdas.
Jean Itarde
Primeiro médico que se 
dedicou de maneira mais 
profunda à surdez
Helen Keller
Surda e cega aos 7 anos, a 
história de Helen é conhecida 
em todo o planeta. Ela foi 
escritora, conferencista e 
ativista social.
Thomas Braidwood
Fundou uma escola para 
pessoas surdas na Europa.
Thomas Hapkins
Gallaudet
Importante educador que fundou 
uma escola para surdos nos Estados 
Unidos, em 1817. Gallaudet também 
foi determinante para a criação da 
Língua Gestual Americana.
Lei de Libras
Curiosidades
Disciplina de Libras
A Lei da Libras é 
regulamentada pelo 
Decreto nº 5626/2005, que 
estabelece a organização 
da educação bilíngue para 
surdos no Brasil e obriga a 
inclusão da disciplina de 
Libras nos cursos de 
Pedagogia, Fonoaudiologia 
e Licenciaturas.
Graduação em Letras/Libras
Em cumprimento ao Decreto 
nº 5626/2005, iniciam-se os 
cursos de graduação em 
Letras/Libras com nove polos 
em Universidades públicas do 
Brasil, sob a responsabilidade 
da Universidade Federal de 
Santa Catarina, destinados à 
formação de professores de 
Libras e de 
intérpretes/tradutores de 
Libras.

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