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FAVENI 0 FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE EDUCAÇÃO ESPECIAL DANIEL RAMOS COSTA DESAFIOS DO DOCENTE DA REDE REGULAR DE ENSINO NA INCLUSÃO DO ALUNO COM SÍNDROME DE DOWN PASSOS 2024 DANIEL RAMOS COSTA DESAFIOS DO DOCENTE DA REDE REGULAR DE ENSINO NA INCLUSÃO DO ALUNO COM SÍNDROME DE DOWN Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Educação Especial da Faveni, como requisito parcial para a obtenção do título de Licenciatura em Educação Especial. PASSOS 2024 1 Primeiramente agradecemos a Deus, por até aqui ter nos sustentado e dado forças para enfrentarmos os caminhos a serem percorridos nessa trajetória, aos nossos familiares que sempre nos apoiaram e incentivaram para o rumo dessa conquista tão esperada., aos professores que me orientaram e me ajudaram na realização desse artigo com todo carinho, amor e dedicação e aos amigos que fizemos nesse novo caminho de conhecimentos. Nossa eterna gratidão a todos que fizeram parte desse sonho. “Na perspectiva inclusiva não existe o sistema de ensino especial e o sistema de ensino regular. Existe apenas o sistema de educação inclusiva, onde todos os alunos são atendidos sem discriminação, respeitando suas diferenças e individualidades.” (SASSAKI, 1997). INTRODUÇÃO O presente artigo tem como ponto de partida, o conhecimento das legislações que asseguram a inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares de ensino. Essas propostas preveem que as crianças e adolescentes em idade escolar tenham garantido por lei, seu direito ao acesso de educação formal preferencialmente na rede regular de ensino. A inclusão do educando com Síndrome de Down em escolas públicas acontece porque existem garantias por meio de legislação vigente de amparo as pessoas com deficiência. Mas no decorrere de sua permanência nos ambientes escolares desafios são encontrados. Muitas vezes, esses alunos são inseridos no contexto escolar, mas seus docentes não receberam formação inicial adequada e tão pouco recebem formação continuada em serviço. O objetivo deste artigo pauta-se em entender o processo e os desafios que os docentes encontram na inclusão da criança com Síndrome de Down no ensino regular, identificando os problemas e as limitações enfrentadas pelos mesmos devido a deficiência. Julga-se necessário analisarmos a dimensão da formação de nossos docentes para o atendimento aos alunos com Síndrome de Down nas escolas da rede e seu interesse no conhecimento das legislações que amparam esse educando no contexto escolar, fomentando a sua real participação nas atividades em sala de aula e nas atividades extraclasse. Portanto, precisamos caminhar na excelência no trabalho de atendimento dos discentes com Síndrome de Down que continua sendo um desafio para a comunidade escolar: os docentes, gestores, colegas, e pais. É importante salientar que esta pesquisa teve como embasamento teórico um levantamento bibliográfico, com o objetivo de verificar as legislações e os aspectos gerais da Síndrome de Down, utilizando como método de coleta de dados consulta a artigos, livros e meios eletrônicos e para o enriquecimento do trabalho, foi utilizado de pesquisa de campo de cunho qualitativo realizada em escolas regulares de ensino público de Passos-Minas Gerais. A intenção é a de enraizar estudos realizados na graduação e rebater questões postas nas rotinas dos estágios, ocasiões em que foram entendidas como impedimentos para a concretização da educação inclusiva, além da necessidade de procurar recursos para que os entraves sejam minimizados e que as necessidades educacionais específicas dos alunos com Síndrome de Down sejam atendidas. A imensa distinção que a educação é, por lei, direito de todos, preconiza que todas as crianças com deficiência ou sem deficiência tenham sucesso no ensino regular. A arte da 20 inclusão necessita abonar o aumento na aprendizagem desses sujeitos, adaptando conhecimentos que colaboram para o sucesso escolar desses educandos. Para que os docentes englobem a metodologia da educação inclusiva nas crianças com Síndrome de Down no Ensino Regular, é essencial que tenham formação nas áreas de Educação Especial, Necessidades Educacionais Especiais, Dificuldades de Aprendizagem e Inclusão. Deste modo, as técnicas pedagógicas na perspectiva da inclusão terão alicerces teórico/práticos bem embasados, sendo o ambiente acadêmico o melhor precursor para essas formações. Exibidas estas ideias, revela-se que, para o alargamento dessa observação começamos com a concepção do procedimento de inclusão como um todo. Na sequência, foram estudadas as leis que embasaram a Educação Especial e que garantem a educação para todas as pessoas com deficiência, seus direitos e deveres como qualquer outro indivíduo; a formação dos professores, por fim, relatou-se práticas de inclusão do aluno com Síndrome de Down, ocasião na qual a escola tem a função de liberar o aluno para que se desenvolva sua aprendizagem, livre de barreiras e precisões. Portanto é necessário compreender de fato o que é a inclusão, partindo do princípio de olhar não apenas para o educando, mas para todos os envolvidos no processo de ensino, para que o ato de incluir ocorra de forma gradual e planejada, visando não somente o acesso do deficiente, mas também a sua permanência de maneira efetiva e com qualidade na rede regular de ensino. DESENVOLVIMENTO A construção das legislações de amparoa inclusão de alunos com Síndrome de Down. Atualmente, a criança com alguma deficiência e transtorno global de desenvolvimento tem por lei direito a inclusão no ambiente escolar, diferentemente do século XIX onde crianças com deficiência eram tratadas como idiotas e alienadas e, após completarem 12 anos, eram encaminhadas a hospícios, onde a internação era sinônimo de proteção social (SCHWARTZMAN, 1999). Na antiguidade, os portadores da Síndrome não eram acolhidos para viver em sociedade. Esse período é entendido como a etapa da destruição, as crianças com restrições laborais eram executadas ou desamparadas. Durante a Idade Média as crianças que nasciam com alguma alteração genética eram conservadas como “palhaços da corte”, com a intenção de divertir os reis e os convidados. As crianças com Síndrome de Down, por apresentarem características faciais diferentes e por possuírem atraso intelectual, eram vistas como engraçadas (SCHWARTZMAN, 1999). Nesse período, com muita influência do Cristianismo, as igrejas católicas passaram a acolher as crianças com deficiência: O Cristianismo modificou a postura diante da deficiência incluindo seu portador entre as „criaturas de Deus‟, assim ele não poderia ser abandonado, já que possui alma. Sob a influência do Cristianismo os portadores de deficiência passam a ser assistidos em suas necessidades básicas de alimentação e abrigo, mas não havia a preocupação com seu desenvolvimento e educação (MANTOAN, 1989, p. 215). Durante muitos anos, as crianças que nasciam com algum tipo de deficiência eram mantidas em reclusão em suas casas e não tinham garantia de direitos constituídos legalmente, ora por motivo de envergonhamento da família, ora pela inabilidade frente as atividades de vida diária. Nas tribos indígenas, por exemplo, as crianças que nasciam com deficiência eram sacrificadas, pois representavam o pecado. Por volta de 480 a.C., crianças recém-nascidas frágeis ou com alguma deficiência eram jogadas do alto do monte Taigeto a mais de 2.400 metros de altura por não estarem dentro dos estereótipos físicos adequado. A civilização romana, por sua vez, preconizava a perfeição e estética corporal, a deficiência era tida como monstruosidade fato que legitimava atos seletivos tal como descreve SILVA (1987). Essas crianças não tinham direito a nada, sendo tratadas com desprezo e causarem vergonha porque eram incapazes de sobreviverem sozinhas. No Brasil, o atendimento a pessoas com deficiência teve sua inicialização no ano de 1854, no inícioda época do império. No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin Constant– IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação na sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. (BRASIL / MEC, 2005, p.12). Criou se uma escola voltada só para essas crianças com deficiência , as APAES Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais , porém, com o passar dos anos sentiu-se a necessidade de inclusão das mesmas em escolas regulares de ensino, fazendo assim a chamada “INCLUSÃO”, que é o direito a todas as pessoas, sem discriminação seja por motivo, físico, cognitivo, social e intelectual . Com todo o processo de evolução das propostas de inclusão tornaram-se essenciais a criação de leis que garantissem a essas crianças o direito a educação, ao aprendizado, a inclusão no meio social em que estão inseridas. Com o surgimento das leis de apoio a inclusão as pessoas com deficiência passaram, por meio das legislações vigentes, a garantirem seus direitos. Far-se-á agora, uma retrospectiva dessas legislações no Brasil. No dia 10 de dezembro de 1948 foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (UNESCO, 1998) com o primordial objetivo de que cada indivíduo e toda a sociedade se dedique a promover o respeito aos direitos e liberdades individuais e coletivas, como estão citados nos seguintes artigos abaixo: Artigo 3. Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Artigo 7. Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação. Em 1959 a Declaração Universal dos Direitos das Crianças (UNICEF,1959), constituindo em seu princípio V, vem nos declarando que: Princípio V - A criança física ou mentalmente deficiente ou aquela que sofre da algum impedimento social deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular. Para satisfazer às necessidades básicas de aprendizagem, em 1990 na Tailândia, é constituída a Declaração Mundial sobre Educação para Todos (WCEFA, 1990), assegurando no artigo 3: ARTIGO 3 :1. A educação básica deve ser proporcionada a todas as crianças, jovens e adultos. Para tanto, é necessário universalizá-la e melhorar sua qualidade, bem como tomar medidas efetivas para reduzir as desigualdades. 2. Para que a educação básica se torne eqüitativa, é mister oferecer a todas as crianças, jovens e adultos, a oportunidade de alcançar e manter um padrão mínimo de qualidade da aprendizagem. A prioridade mais urgente é melhorar a qualidade e garantir o acesso à educação para meninas e mulheres, e superar todos os obstáculos que impedem sua participação ativa no processo educativo. Os preconceitos e estereótipos de qualquer natureza devem ser eliminados da educação. 4. Um compromisso efetivo para superar as disparidades educacionais deve ser assumido. Os grupos excluídos - os pobres: os meninos e meninas de rua ou trabalhadores; as populações das periferias urbanas e zonas rurais os nómades e os trabalhadores migrantes; os povos indígenas; as minorias étnicas, raciais e lingüísticas: os refugiados; os deslocados pela guerra; e os povos submetidos a um regime de ocupação - não devem sofrer qualquer tipo de discriminação no acesso às oportunidades educacionais. 5. As necessidades básicas de aprendizagem das pessoas portadoras de deficiências requerem atenção especial. É preciso tomar medidas que garantam a igualdade de acesso à educação aos portadores de todo e qualquer tipo de deficiência, como parte integrante do sistema educativo. Em 1994 acontece na Espanha a Conferência Mundial sobre Necessidades Especiais, no qual resulta na Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), assegurando que toda criança tem direito fundamental à educação. Representando 88 governos e 25 organizações internacionais em Assembléias em Salamanca, na Espanha. Teve como objetivo reafirmar o compromisso de uma educação para todos, garantindo a necessidade e urgência da inclusão de crianças, jovens e adultos com deficiência dentro do sistema regular de ensino. Esta declaração estabelece as linhas de ações a serem tomadas. Uma forma de combater a exclusão e a descriminação dos mesmos dentro da sociedade em que vivem, e ajudando eles a desenvolver o aprendizado dentro das suas limitações, partindo de cada necessidade que um aluno precise para que haja a alfabetização e a inclusão dentro do espaço onde estão. Na Constituição Federal de 1988, no seu artigo 1°, inciso III, um dos fundamentos onde constituem um estado democrático de direito a todas as pessoas, inclusive para pessoas com Síndrome de Down é o da “dignidade da pessoa”, onde ainda é enfatizado, no artigo 3°, inciso IV, onde declara como dever do Estado: Art. 3º: IV–promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. No dia 24 de outubro de 1989 o presidente José Sarney promulgava a Lei 7.853, assim, o Estado brasileiro assumia amplamente suas obrigações em relação às pessoas com deficiência conferindo ao Ministério Público a tarefa de defender os direitos coletivos das pessoas com deficiência assegurados no seguinte artigo: Art. 2º Ao Poder Público e seus Órgãos cabe assegurar às pessoas portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social, ao amparo à infância e à maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico. Parágrafo único. Para o fim estabelecido no caput deste artigo, os órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta devem dispensar, no âmbito de sua competência e finalidade, aos assuntos objeto desta Lei, tratamento prioritário e adequado, tendente a viabilizar, sem prejuízo de outra, as seguintes medidas: I - na área da educação: a) a inclusão, no sistema educacional, da Educação Especial como modalidade educativa que abranja a educação precoce, a pré-escolar, as de 1º e 2º Graus, a supletiva, a habilitação e a reabilitação profissionais, com currículos, etapas e exigências de diplomação próprios; b) a inserção, no referido sistema educacional, das escolas especiais, privadas e públicas; c) a oferta, obrigatória e gratuita, da Educação Especial em estabelecimentos públicos de ensino; d) o oferecimento obrigatório de programas de Educação Especial a nível pré- escolar e escolar, em unidades hospitalares e congêneres nas quais estejam internados, por prazo igual ou superior a 1 (um) ano, educandos portadores de deficiência; e) o acesso de alunos portadores de deficiência aos benefícios conferidos aos demais educandos, inclusive material escolar, merenda escolar e bolsas de estudo; f) a matrícula compulsória em cursos regulares de estabelecimentos públicos e particulares de pessoas portadoras de deficiência capazes de se integrarem no sistema regular de ensino. A criança com deficiência tem o total direito de viver em ambientes sociais como qualquer outra pessoa, com isto, desenvolverá uma visão positiva de si mesmo, adquirindo competências sociais e autonomia própria. Neste sentido, sendo a família o primeiro ambiente social a que a criança pertence e em segundo lugar a escola, fica garantido sua entrada na rede regular de ensino, A entrada do aluno com deficiência intelectualna escola regular, numa perspectiva inclusiva, proporciona um momento diferenciado para a educação brasileira, na medida em que possibilitam um processo de criação pedagógica, na busca de novos procedimentos de ensino, novas estratégias metodológicas capazes de atingirem o potencial de cada um dos alunos, respeitando suas diferenças e levando-os a inserção no mundo cultural e na vivência histórica enquanto homem presente e atuante em seu tempo (FALCONI; SILVA, 2002, p.4). Um dos direitos básicos garantidos as pessoas é o direito a educação. Estudantes com necessidades educacionais especiais devem frequentar as escolas regulares de ensino, onde a escola em um âmbito geral se prepara para atender as necessidades desses alunos no processo de inclusão. O processo educacional é de grande relevância devido ao fato de disponibilizar oportunidades aos alunos com deficiência para que sejam capazes de ampliar os seus desenvolvimentos sociais e intelectuais, independentemente do grau de comprometimento de suas habilidades cognitivas. Consequentemente, com essa inclusão, as instituições escolares enfrentam tantos desafios nos procedimentos de ensino, como adaptações curriculares, metodológicas e procedimentais, incluindo adaptações nos espaços físicos da escola. Cabe então que um dos pilares do processo inclusivo seja a formação dos docentes. Formação dos professores para o processo de inclusão A inclusão social deixa de ser uma preocupação dos governantes para ser uma questão fundamental da sociedade em geral. Nesse sentido, a escola precisa acompanhar a evolução de políticas inclusivas e se preparar para atender da melhor forma possível a sociedade e suas necessidades mais imediatas. Para atender essa demanda, o setor público precisa realizar investimentos na base de formação do profissional da educação, tanto no melhoramento de sua formação inicial, fortalecendo o embasamento teórico, quanto em sua formação continuada em serviço para aprimoramento de sua prática inclusiva em sala de aula. Torna-se preponderante então, o investimento em políticas públicas educacionais que atendam a essa demanda de formação, além de outras demandas que não serão aqui exploradas como adequação de espaços, disponibilização de materiais pedagógicos entre outros. Diante disso, Manzini (2007, p. 79) expõe que “parece claro, retornando ao ponto sobre a preparação do professor, que a preparação para o ensino comum não termina com o curso de graduação. Ou seja, a preparação é um processo dinâmico e contínuo”. A preparação com cursos de pós-graduação torna-se indispensável, porém alguns fatores relevantes nesse processo dificultam tal investimento, como a baixa remuneração e o fato de muitos profissionais não idealizarem esse investimento como significativo no seu desenvolvimento profissional. A falta de interesse nessa formação provém também de fatores culturais, deixando, dessa forma, a responsabilidade da instrução do aluno para atendimentos educacionais especializados como os ofertados nas salas de recurso, local que seleciona seus profissionais baserando-se nas especializações na Educação Especial. De acordo com Carvalho (2004, p. 26), “a resistência dos professores e de alguns pais é por eles explicada em razão da insegurança no trabalho educacional escolar a ser realizado nas classes regulares, com os alunos com deficiência”. A oposição em incluir um aluno com deficiência muitas vezes se deve a suspeita na competência de recepção dos profissionais da educação que trabalharão com a criança na escola regular, implicando que, a graduação não tenha consentido as áreas específicas de observação das indigências educacionais exclusivas dos alunos de inclusão. Pensar na inclusão dos alunos com deficiência(s) nas classes regulares sem oferecer-lhes a ajuda e apoio de educadores que acumularam conhecimentos e experiências específicas, podendo dar suporte ao trabalho dos professores e aos familiares, parece-me o mesmo que fazê-los constar, seja como número de matrícula, seja como mais uma carteira na sala de aula (CARVALHO, 2004, p. 29). Nos últimos anos incluir alunos com alguma deficiência na rede regular de ensino, tem sido uma das pautas mais discutidas no Brasil, mas pouco tem se notado no quesito de melhoramento na qualidade de atendimento ao ensino-aprendizagem. Tem se pautado no cumprimento das legislações quanto à garantia de entrada do aluno no ensino regular, mas não atendendo a necessidade de acolhimento e permanência do mesmo no ambiente escolar. A partir desses argumentos, na atualidade, segundo Smeha e Ferreira (2008), muito se tem discutido sobre o conceito de competência. As competências são conhecimentos essenciais para que a compreensão das questões relativas à formação e a prática do professor, já inseridas nas instituições de ensino sejam o ponto de partida para a formação das pessoas com deficiência.(AZAMBUJA; SOUZA; PAVÃO, 2012) Na educação especial, a concepção do docente é imprescindível, depende da formação desse profissional seu grau de conhecimento teórico e suas experiências na atuação com alunos com deficiência. É preciso que os educadores olhem para as competências dos alunos e não apenas para suas limitações. A função do educador é interferir nas prestezas que o aluno ainda não tem autonomia para desenvolver sozinho, auxiliando-o a conhecer até que seja capaz de realizá-la. É na busca por essa autonomia que o docente planeja métodos de ensino e de apoio para buscar soluções para os entraves do processo ensino aprendizagem. O docente precisa estar organizado para enfrentar as provocações da educação. Essa organização começa anteriormente a sua formação inicial, abarcando uma maneira reflexiva e crítica sobre seu desempenho com o ensino, neste caso a educação inclusiva. Como formação inicial, aqui consideraremos o profissional que se capacita no curso de Pedagogia. De acordo com o Parecer CNE/CP N° 03/2006 no seu art. 4º: O curso de Licenciatura em Pedagogia destina-se à formação de professores para exercer funções de magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, de Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar... E em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos. (BRASIL, 2006) Para que esta graduação consiga conciliar uma perfeita assimilação de informações, autonomia e encargos, o educador não carece de limitar em ministrar apenas uma de suas metodologias curriculares obrigatórias, deve buscar uma tecnologia inovadora para que cultive o conhecimento de todos os educandos, reverenciando as diferenças. As classes não são homogêneas. Cada educando tem um tempo restrito para sua aprendizagem. O educador deve notar e respeitar o ritmo de cada aluno. No caso das necessidades especiais, o mesmo se resulta, pois deve existir por parte de toda equipe escolar uma noção sobre as deficiências inclusas na instituição regular. Não satisfaz meramente incluir um aluno com deficiência numa categoria normal da instituição é necessário que a mesmo passe por ajustes para que inclua esses discentes no processo ensino-aprendizagem, atentando para o planejamentodos conteúdo e atividades que se adequem as necessidades dos alunos na construção de conhecimentos efetivos para os discentes com deficiência. Práticas de inclusão de aluno com Síndrome de Down na escola regular De acordo com Schwartzman (1999, p. 3) “[...] a Síndrome de Down decorre de um erro genético presente já no momento da concepção ou imediatamente após [...]”. A Síndrome de Down ganhou esse nome em homenagem ao médico britânico John Langdon Down, que a referiu em 1866. Segundo o autor, ultimamente abrangemos que a síndrome é uma adulteração biológica e que, também com todas as dificuldades que a criança com Síndrome de Down enfrenta no seu cotidiano, ela pode ter uma vida natural e alcançar seu desenvolvimento da mesma maneira que outra criança. É infalível que a criança com Síndrome de Down mostre dificuldades e restrições, mesmo quandorecebe estímulos apropriados para desenvolver competências e habilidades desde bebê. Mas precisa-se deixar claro que a Síndrome de Down não é uma doença e ninguém pode alegar, portanto, que a criança vai sarar com tratamentos específicos. A Síndrome de Down é uma condição de vida do indivíduo, um estado biológico alterado, em decorrência de anormalidades cromossômicas. Assim, quem detem essa alteração, sempre apresentará essa síndrome. (MARTINS, 2002). A educação para as crianças com Síndrome de Down está inserida na educação inclusiva que preconiza a prática de educação de qualidade para todos. Essa educação tem como papel principal gerar condições e estruturas físicas das instituições voltadas para atender crianças com necessidades educacionais especiais. Para a escola ser vista como inclusiva, não tem que modificar somente a parte arquitetônica , mas também os métodos pedagógicos e as atitudes dos docentes e da comunidade em geral em relação às crianças que possuem deficiência, pois tanto a escola quanto as pessoas do meio social da criança precisam participar e contribuir para que o processo de inclusão seja qualitativo (CARVALHO, 2004). As crianças ditas normais quando mantem convivência com os discentes com Síndrome de Down ou outra deficiência desenvolvem atitudes positivas em relação ao preconceito, amor, respeito. Lembrando também, que não podemos generalizar quando se trata de discente com Síndrome de Down pois eles diferem e não são passíveis de rótulos. A carência de incitações na ampliação dos conhecimentos da criança com Síndrome de Down pode ocasionar sequelas para toda a vida, analisando que o processo de aprendizagem não evolua e a criança não ultrapasse as barreiras encontradas por conta das restrições impostas pela síndrome. A pessoa com Síndrome de Down deve ser estimulada em todas as fases da sua vida. A ausência de estímulos na Síndrome de Down significa regressão, até mesmo na fase adulta, porque frágeis conexões neuronais podem diminuir por falta de estimulação. E o trabalho realizado, desde os primeiros anos de vida, pode perder-se se o jovem não tiver atividade ou programa de manutenção que favoreça o desenvolvimento das aprendizagens adquiridas (MILLS, 1999, p. 234). O docente deve conhecer as perspectivas da educação inclusiva com a finalidade de atender as necessidades da criança com Síndrome de Down, para que saiba melhor conduzir as situações de ensino/aprendizagem e dominando as frequências dos estímulos que elas necessitam. A aprendizagem é desenvolvida por meio de estímulos que abrangem a autonomia, o desenvolvimento do autocuidado e da independência. A família e a escola são instituições importantes nesse processo de inclusão e interferem no desenvolvimento da aprendizagem da criança com Síndrome de Down, tanto para a ampliação de suas capacidades como também perpetuando sua dependência quando não se estimula, desde a mais tenra idade, as práticas de autocuidado, socialização e o desenvolvimento cognitivo (CARVALHO, 2004). O desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down não é idêntico, cada ser humano possui problemas e necessidades específicas para florescer no seu tempo adequado. Com relação à idade cronológica, a criança com Síndrome de Down difere da idade funcional fazendo com que tenha muitas dificuldades na aprendizagem. O fato de a criança não ter desenvolvido uma habilidade ou demonstrar conduta imatura em determinada idade, comparativamente a outras com idêntica condição genética, não significa impedimento para adquiri-la mais tarde, pois é possível que madure lentamente (MILLS, 1999, p. 246). A incitação origina-se primordialmente na desenvoltura da criança com Síndrome de Down, pois quando a criança é estimulada pela prática pedagógica desde seu nascimento, consequentemente ela terá uma facilidade maior pela leitura nas próximas fases do seu desenvolvimento. De acordo com Mills (1999), o atendimento da criança com Síndrome de Down, especificamente na faixa de zero a três anos, deve reunir um conjunto de experiências integradas e vivenciadas globalmente, que lhe permita conhecer novas experiências, desafios e relacionar-se no contexto familiar, escolar e social. A criança com Síndrome de Down, nos primeiros anos de vida, tem maior lentidão em processar e codificar informações que lhe são apresentadas, entretanto o professor deve sempre proporcionar situações e estímulos que chamem a atenção da criança. Como as crianças com Síndrome de Down apresentam uma maior facilidade para estímulos visuais, podemos fazer várias assimilações no decorrer do dia visando instigar a criança a pensar. A criança com Síndrome aprende melhor por meio de uma abordagem multissensorial, vendo, copiando, fazendo e sentindo. Sendo que eles apresentam uma dificuldade maior em gravar as coisas em sua memória, não conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo, podemos notar isso desde o primeiro ano escolar da criança, tem uma distração imensa qualquer distração é motivo de esquecerem o que está fazendo e voar na imaginação. Podemos desenvolver estratégias que ajudem essa criança a aumentar sua concentração, manter sua atenção focada por alguns minutos em uma mesma coisa que esteja realizando e aumentar suas capacidades cognitivas, sempre encorajando o educando e mostrando a eles suas capacidades. Observamos ainda que com o surgimento de alguma mudança na rotina escolar desse educando precisamos explicar para ele detalhadamente, por ser muito visual ele provavelmente sentirá falta do que está acostumado a ver todos os dias. O professor precisa estar atento se o educando faz movimentos excessivos com o corpo estereotipados , se ele movimenta muito suas mãos, se coça muito a região dos olhos, o educador pode dar algum objeto que chame a atenção dele e que ao mesmo tempo ele consiga desenvolver suas habilidades perceptivas, sensoriais e motoras. Cabe então ao docente, promover essa aprendizagem para o aluno com Síndrome de Down, o que se dá na maioria das vezes por meio de atividades concretas, após as atividades torna-se necessário a avaliação das dificuldades que porventura exibir, replanejando situações e propostas até que se consiga efetivá-las. A instituição precisa estar apta para ser inclusiva, adquirindo um espaço físico que seja viável para esses alunos e criar um Projeto Político Pedagógico (PPP) que atente para as crianças com deficiência principalmente no quesito de adaptações dos conteúdos curriculares para a buscado sucesso educativo. A escola deve ser, também, o espaço da alegria, onde os alunos possam conviver, desenvolvendo sentimentos sadios em relação ao “outro”, a si mesmos e em relação ao conhecimento. Para tanto a prática pedagógica deve ser inclusiva, no sentido de envolver a todos e a cada um, graças ao interesse e à motivação para a aprendizagem (CARVALHO, 2004, p. 32). A escola inclusiva se preocupa muito com o processo de ensino e aprendizagem, visando um ambiente confortável, seguro, confiável para que o discente possa desenvolver-se cognitivamente, socialmente e fisicamente. Metodologia Para a concretização desta busca estiveram abraçadas as diretrizes da pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo de abordagem qualitativa, por ser mais adequada as necessidades do presente estudo. As principais características da pesquisa qualitativa incluem a imersão do pesquisador no contexto e a perspectiva interpretativa de condução da pesquisa (KAPLAN ,DUCHON 1988). Para a classificação de dados foi utilizada de entrevista semi estruturada que se conduz por um roteiro previamente elaborado, mas com uma relativa flexibilidade para as respostas dos informantes. O questionário foi definido como parte integrante da coleta de dados, por certificar sua conformidade em semelhança aos distintos sujeitos respondentes. As questões abertas, por sua vez permitem a obtenção de diferentes pontos de vista sobre a temática investigada. A pesquisa de campo de cunho qualitativo, foi realizado em escolas regulares de ensino público de Passos-Minas Gerais. As entrevistassemi estruturadas foram realizadas com a participação de três educadoras, graduadas e pós- graduadas em educação especial e Atendimento Educacional Especializado . Em contato inicial com a instituição, foi apresentado o projeto de pesquisa acompanhado pelo coordenador pedagógico e diretor escolar. O diretor da escola orientou sobre os educadores que tinham contato direto com o educando com Síndrome de Down. Após a autorização formal do diretor da escola, os educadores foram entrevistados. As entrevistas foram agendadas conforme a disponibilidade de horáriodos educadores. Resultados e Discussão Analisou-se os dados da pesquisa de campo de abordagem qualitativa e obteve-se os seguintes resultados, quando solicitou que contassem um pouco de sua trajetória profissional, da sua formação e da sua experiência para trabalhar na área de Educação Especial Inclusiva as entrevistadas responderam da seguinte maneira: P1 “Já fazem alguns anos nesta profissão na área da inclusão, gosto muito do que faço. São várias experiências com cada aluno trabalhado e cada uma delas se aprende cada vez mais, além de ensinar. Muito gratificante essa profissão ”. P2 “Gratificante, pois através dos alunos me tornei uma profissional apaixonada pelo que faço, mesmo o retorno dos objetivos as vezes demorado, sempre existe o aprendizado”. P3“Sou pedagoga, especialista em Educação Especial e Inclusiva e Psicopedagogia clínica e Institucional com 16 anos de escola especial APAE e desde 2010 atuo na AEE no Estado como professor em sala de recursos e professora de apoio . Vários cursos de especialização na área da educação especial”. É visível notara satisfação pela profissão dentro da área de inclusão com os alunos com deficiência, sendo necessário especialização para poder trabalhar com estes alunos, como P2 enfatiza, “um trabalho gratificante”. Quando interrogou: A senhora foi capacitada para trabalhar com alunos com Síndrome de Down ? Quando e como aconteceu essa formação? Recebeu- se as seguintes respostas: P1: “Realizei cursos na área de educação especial. Específico para a Síndrome de Down possuo poucos, pois não tinha qualificação específica. Diferente de hoje, que encontramos vários pós específicas em deficiências. Mas trabalhar com a deficiência, precisamos conhecê-la e principalmente conhecer o aluno. Não existe receitas prontas”. P2 “Trabalhei na APAE com várias deficiências , lá ficamos sabendo de cursos online, tendo na prática já essa experiência, fui atrás de capacitação”. P3 “Fui capacitada para trabalhar com alunos com cada tipo de deficiência. O curso feito nos dá a capacidade para se trabalhar com todas as deficiências”. Podemos notar que todas foram capacitadas para estarem trabalhando com os alunos com Síndrome de Down, realizados por meio de cursos e especialização que obtiveram depois da formação inicial. Aprofundamentos na área de inclusão. Continuou-se com a entrevista , A senhora buscou informações e capacitação para lidar com o aluno com Síndrome de Down por conta própria, independente de qualquer capacitação oferecida? Se afirmativo, em que lugares ou fontes de informações? Segundo as entrevistadas: P1“Não. Trabalhar com todas as deficiências”. P2: “Por conta própria, pois já conhecendo crianças com essa síndrome, busquei informações com colegas profissionais com o Psicólogo e ele me indicou cursos online e palestras”. P3 “O estudo é contínuo, em cursos de instituições especializadas, artigos renomados sites confiáveis, sempre por conta própria. Não tenho conhecimento de cursos oferecidos pelo Estado, específico para Síndrome de Down, pelo que eu sei, em nossa região”. Segundo as respostas obtidas podemos observar que por ser necessidade do Estado garantir cursos e especializações para a área de inlusão, estas professoras só obtiveram informações e capacitações pelo próprio esforço de irem atrás para aprender sobre o assunto para poder ensinar. Questionou-se ainda, A criança com Síndrome de Down apresenta quais dificuldades com relação ao ensino- aprendizagem? P1“A criança com Síndrome de Down ou qualquer outra deficiência apresentam dificuldades na aprendizagem de acordo com seu nível cognitivo. Temos casos de alunos com Síndrome de Down que estudam e fazem faculdade. Normalmente sua capacidade na aprendizagem ocorre mais lenta do que os de sua idade, mas com intervenções corretas conseguem vencer”. P2 “É muito variável de uma criança para outra; pois cada uma tem um comportamento. Geralmente é em reter as informações e assimilar o que é passado”. P3 “Não sei ao certo. Pois tenho trabalhado mais com crianças autistas, atraso na aprendizagem e pc”. De acordo com as respostas pode-se notar que as dificuldades do ensino- aprendizagem dependem muito do próprio aluno, sendo que cada um tem seu ritmo e seus limites são diferentes, variando do grau de limitação que cada um. Questionou-se também, Qual a sua percepção em relação ao professor que não tem formação e tem que atuar em turmas com alunos com Síndrome de Down? P1“Acho que ele deve ter pelo menos um curso para que possa trabalhar com essas crianças. Ter uma noção, saber as dificuldades de cada um, pois se tem vários níveis de deficiência”. P2“Prefiro não optar pois essas crianças são amáveis e carinhosa, o profissional sempre encontrará uma maneira para interagir ela com as outras”. P3 “Hoje as informações são mais fáceis de se buscar, e a Síndrome de Down não apresenta uma ameaça para desenvolvimento pedagógico. Um professor capaz de trabalhar com a diversidade de salas de aula de hoje, não terá problema em trabalhar com aluno com Síndrome. Como precisamos buscar para a turma, podemos também buscar para o aluno específico. Professor nunca para de estudar” . Com as respostas acima vemos que por mais que seja um professor despreparado, hoje em dia tem vários métodos para se apronfundem nos estudos, para buscarem melhorias no ensino–aprendizagem de seu aluno, tendo ele deficiência, para que ocorra a verdadeira inclusão. É fato que existem muitas dificuldades na construção da escola inclusiva, mas podem ser vencidas por meio de um trabalho de conscientização e sensibilização de todos os âmbitos. Partindo de o Estado garantir por meio do cumprimento das legislações oportunizando profissionais capacitados nas instituições de ensino que atendem os alunos com Síndrome de Down, e promovendo formação continuadas aos professores para que ocorra o acesso, a permanência e a qualidade do ensino aprendizagem aos alunos com Síndrome de Down nos ambientes escolares do ensino regular. CONCLUSÃO Considerando as pesquisas bibliográficas desenvolvidas e a pesquisa de campo ministrada pode-se concluir que o processo de inclusão de crianças com Síndrome de Down na rede regular de ensino acontece de maneira satisfatória pois a maioria das professoras entrevistadas tem formação na área e procura atualização quando se torna necessário ou se é oferecido pelas instituições. Considera-se também que os discentes com Síndrome de Down apresentam um desenvolvimento do processo ensino aprendizagem aquém as demais crianças. Entretanto, esse bloqueio para o desenvolvimento das crianças se deve mais as restrições que ocorrem nos ambientes escolares e sociais. Não é a deficiência em si, que ocasiona o défit de aprendizagem, mas em alguns casos a falta de estímulos e práticas pedagógicas adequadas a elas. Para que ocorra o sucesso no processo de inclusão a criança deve ser estimulada por todas as instituições com as quais elas convivem, a família que reflete um papel importante dentro da sociedade, pois é o primeiro contato com o qual as crianças possuem mantem desde o nascimento. A escola, que deve acolher e promover o processo de ensino aprendizagem e a comunidade em que estão inseridos que devem promover a vida social desse discente. De acordo com os estudos, é essencial que os educandos com Síndrome de Down frequentem a classe regular do ensino , sem ser excluido das demais crianças da entidade, as práticas de ensino e convivência devem ser analisadas etrabalhadas de maneira apropriada para que a inclusão não se transforme em exclusão. Quando se refere à educação inclusiva é preciso perceber que o papel da escola é identificar e valorizar a diversidade dos alunos garantidas pelas legislações vigentes. Podemos compreender que os cursos de Pedagogia numa versão mais ampliada, não contemplam totalmente o currículo da Educação Especial, sendo que muitas vezes não é viabilizado o estágio específico nessa área de formação, o que acaba acarretando numa especialização,ou seja, havendo a necessidade de aperfeiçoamento faz-se em nível de pós- graduação, ou cursos específicos para a educação especial. Concluimos que a falta de formação para lidar com práticas de ensino diferenciadas baseadas nos estímulos sensoriais torna-se um grande desafio aos profissionais da educação, pois além da responsabilização do Estado, as instituições têm que oferecer a devida ajuda zelando por propagar a qualidade do processo ensino - aprendizagem oferecido ao aluno Síndrome de Down dentro na sala de aula. Uma atitude positiva por parte da escola que recebe esse aluno faz toda a diferença. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALONSO, Daniela. Os desafios da Educação inclusiva: foco nas redes de apoio. Nova Escola. fev./2013. Disponível em: . Acesso 20 out. 2018 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. Disponível em: . Acesso em 05 out. 2018 BRASIL. Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989. Brasília, DF. Congresso Nacional, 1989. Disponível em: . Acesso em: 03 out. 2018. BRIANT, M. E. P.; OLIVER, F. C. 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