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Virginia Soares Alves Instrumentos Cirúrgicos Os fundamentos dos atos cirúrgicos consistem em : • Diérese (divisão, incisão, início do processo cirúrgico) • Preensão (auxiliar)- apreender estruturas • Hemostasia (equilíbrio, prevenir e deter sangramentos) • Exposição(auxiliar) melhor visualização • Síntese (união dos tecidos) • Campo antissepsia e fixação dos campos • Especiais própria Diérese: bisturi, tesoura Preensão: pinça anatômica e allis Hemostasia: Crile e Kocher Exposição: afastadores(Gosset, farabeuf) Síntese: porta-agulha e agulhas Campo: cheron e backaus Especiais: de acordo com a especialidade Mesa é montada no sentido horário 1- Montagem e pintura do campo cirúrgico Fixação de campo cirúrgico Bakaus Pean – manuseio de gazes com substância antisseptica a ser aplicada no campo . Cheron: pintar campo 2- Diérese e Exposição Bisturi e Lâminas: Virginia Soares Alves Tesoura: separam os tecidos por esmagamento( tecidos são esmagados entra as lâminas: - metzenbaum: retas (cortar fios e suturas) curva (cortar tecidos) reta reta mayo: apresentam pontas rombas. Podem ser retas ou curvas. Tentacânula: duas faces- côncava e convexa(ótima para extração de unhas) Afastadores (farabeuf): afastador de mão mais utilizado, extremidades com lâminas discretamente curvas... Afastador de Finochietto: Cirurgias torácicas- afastamento de costelas e alargamento do espaço intercostal. 3- Instrumentos de apreensão Pinças elásticas: Auxiliam na realização diérese (divisão...) Pinça sem dente: manipular tecidos delicados, vasos, nervos paredes viscerais. Não indicado para preensão da pele. Pinça dente de rato: manipular tecidos com maior resistência (aponeurose, pele). Não pode para preensão direta de vísceras ocas e de vasos sanguíneos. Virginia Soares Alves Pinça de Adson: Pinças delicadas, com ou sem dentes em suas pontas-reta ou angulada- 12cm. Grande utilização em operações estéticas. Pinça de Cushing: Retas ou curvilíneas, 17-20cm; com ou sem dentes. S São mais pontiagudas Pinça de Bakey: retas ou curvas; 15- 20cm;Pontas delicadas ou atraumáticas. Indicada, no início, para cirurgias vascular, mas apresentam grande aplicação na preensão de tecidos delicados (mucosa intestinal, vias biliares... 4- Hemostasia (prevenir e deter sangramentos) A hemostasia pode ser executada, no decorrer das cirurgias, com instrumentos preensores dotados de travas (pinças hemostáticas. Prendem a extremidade do vaso seccionado até que a hemostasia definitiva seja feita. Diferem quase sempre, pelo desenho e ranhuras da parte interna e seus ramos preensores Pinça de Kelly: tipos curvos ou retos, com serrilhado transversal (ranhuras) em 2/3 da garra; 13-15cm; Piça Crile: Muito semelhante a kelly; mas apresentam serrilhado transversal ao longo de toda a sua garra; 14-16 cm; retas ou curvas Virginia Soares Alves Pinça de halsted ou Mosquito: Pinça hemostática pequena; Curva ou reta Ramos preensores delicados; pinçamento de vasos de menor calibre, pela sua precisão. Como a pinça de Crile, é totalmente ranhurada na parte preensora, contudo seu tamanho é menor. halsted Pinça de Rochester- Pean: Curvas ou retas, robustas; 16-24cm. serrilhado transversal mais grosseiro em toda garra; 16-24cm 5- Síntese Manobras de fechamento da ferida cirúrgica, através da aplicação de suturas São utilizadas agulhas e pinças especiais para conduzi-las denominadas porta-agulhas. Característica destes instrumentos é a robustez na sua parte preensora Bastante diferenciada da sua parte hemostática por apresentarem um sulco ao longo de suas garras (repouso: importante para não quebrar a agulha). Mais utilizados são: Mayo-hegar, Mathieu, Backey. Porta agulha de Mayo-Hegar: semelhante as pinças hemostáticas clássicas. Preso aos dedos pelos anéis de travamento; Parte preensora é mais curta, mais larga; Na sua parte interna formam um reticulado com uma fenda central no sentido longitudinal Virginia Soares Alves São artifícios para aumentar a sua eficiência na imobilização da agulha durante a sutura (impede a rotação quando a força é aplicada). Porta-agulhas Mathieu: Não possui aneis de hastes em sua abertura. Sua melhor indicação é para sutura de estruturas que oferecem pouca resistência a passagem da agulha. Montagem da mesa Cirúrgica Revisando: . 1. Preparo de campo operatório. Por serem utilizados antes mesmo da diérese, os instrumentos para montagem e pintura do campo operatório devem ser colocados em primeiro plano nesta organização. São eles: Pinça Backhaus (utilizada para fixar os panos do campo operatório); Pinça Pean (para pintar o campo); Pinça Cheron (para pintar o campo em ginecologia, principalmente); Cuba redonda (para estocar a solução anti- séptica utilizada na pintura do campo); Gazes. Diérese e Instrumentos de Exposição. Logo em seguida, na sequência do sentido horário, os instrumentos para cortar os tecidos devem ser posicionados. São eles: Cabos de bisturis montados com suas respectivas lâminas; Tesoura de Metzembau: --Reta (para cortar fios de sutura) --Curva (para cortar estruturas orgânicas); Tesoura de Mayo Reta e Curva; Tentacânula (instrumento especial utilizado para extração ungueal, mas também auxilia na diérese). Materiais pequenos e de manuseio prático para exposição e acesso às estruturas por meio da ferida cirúrgica como o: Afastadores de Farabeuf : podem ser necessários próximos ao quadrante da diérese. Os Farabeuf sempre devem estar disponíveis em número par. Instrumentos de preensão. As pinças de preensão auxiliam na diérese por ajudar na manipulação das bordas da ferida e por serem capazes de promover divulsão. Por esta razão, devem ser colocadas próximas aos instrumentos de diérese. São eles: Pinças elásticas como a Pinça Anatômica (ou Pinça de Dissecçãosem Dente); Pinça Dente-de-rato (ou Pinça de Dissecção com Dente); Pinça de Adson com dente e sem dente (Pinça de Relojoeiro); Pinça de Adson-Brown; Pinça de Cushing; Pinça de Bakey (pinça bem mais extensa que as demais e é bem menos traumática). A Pinça de Kocher é uma pinça de tração bastante utilizada para manipular e isolar aponeurose, auxiliando na síntese desta Virginia Soares Alves estrutura ao final do procedimento e, portanto, pode ser enquadrada como instrumento de preensão. Contudo, ainda pode ser colocada no quadrante dos instrumentos especiais ou mesmo no quadrante de síntese (alguns cirurgiões optam por colocar esta pinça em um espaço de transição entre estes dois quadrantes). 4. Instrumentos de hemostasia. Em concomitância à diérese, é interessante prover uma adequada hemostasia e, por esta razão, os instrumentos para este fim devem estar próximos aosinstrumentos previamente listados. É interessante organizar cada tipo de pinça em uma gaze e/ou compressas empilhadas. São instrumentos de hemostasia: Pinça de Halsted (ou Mosquito); Pinça de Kelly Reta e Curva (ranhuras no terço distal da pinça); Pinça de Crile Reta e Curva (ranhuras em toda a presa da pinça). A Pinça de Rochester-Pean é uma pinça especializada para a hemostasia de grandes vasos, como a aorta ou veia cava e pode ser enquadrada no quadrante da hemostasia ou nos materiais especiais. 5. Afastadores grandes (exposição) e instrumentos especiais. Boa parte do lado direito da mesa pode ser reservado para a colocação de instrumentos considerados grandes, como os afastadores especiais: (Válvula Supra-Púbica de Doyan; Afastador de Balfour; Afastador de Finochietto; Afastador de Volkmann; Afastador de Gosset) e o Bico de Aspirador. Um pequeno quadrante deve ser reservado para pinças e demais instrumentos especiais, tais como: Pinça Mixter (utilizada para dissecar pedículos); Pinça de Bab-Mixter; Pinça de Babcock; Pinça Potts-Smith; Clamps Vasculares e Intestinais; Pinça de Collin; Pinça Foerster; Pinça Duval-Collin; Pinça de Allis; Pinça de Lucae (ginecológica). Estes instrumentos são considerados especiais por serem utilizadas em cirurgias específicas. 6. Instrumentos de Síntese. Para o fechamento dos tecidos abertos durante a diérese, devemos associar instrumentos de síntese como: Porta-Agulha Fios de Sutura (com agulha ou não) com pinças elásticas pinça anatômica e/ou a pinça dente-de-rato para a manipulação das bordas da ferida.