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Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro Lista II - Matemática I - 2024.2 Para a função abaixo, responda o que se pede. f(x) = x4 + 15x3 − 64x2 + 86x− 52 x2 − x− 2 1. (0, 33̄ pts) Encontre as assíntotas verticais de f . 2. (0, 33̄ pts) Encontre os intervalos de crescimento e decrescimento de f . Dica: Se você derivou corretamente, x = −4 é uma das raízes do polinômio no numerador. 3. (0, 33̄ pts) Quais são os pontos de máximo e mínimos locais? 4. (0, 33̄ pts) Agora, limitando a função ao intervalo [0, 3], encontre os pontos de máximo e mínimo globais. 5. (0, 33̄ pts) Mostre que essa função não tem uma assíntota oblíqua. Na verdade, essa função tem uma assíntota parabólica na forma y = ax2+ bx+ c. A seguir, vamos encontrá-la de três formas diferentes. 6. * (0,5 pts) Pode-se mostrar que os coeficientes da parábola são determinados pelos limites abaixos. Calcule-os: a = lim x→∞ [ f(x) x2 ] b = lim x→∞ [ f(x)− ax2 x ] c = lim x→∞ [ f(x)− ax2 − bx ] Suponha que você efetue a divisão entre polinômios do numerador (p(x)) e numerador (q(x)): p(x) q(x) r(x) d(x) onde r(x) é o resto, d(x) é o quociente, q(x) o divisor e p(x) o dividendo. Então podemos escrever f(x) = p(x) q(x) = d(x) + r(x) q(x) . 7. * (0,5 pts) Encontre d(x) e verifique que é o mesmo polinômio encontrado no item anterior. Além disso, mostre que lim x→∞ r(x) q(x) = 0. Agora vamos aproximar o comportamento da função no infinito usando polinômios de Taylor e verificar que encontramos a mesma parábola. Uma das condições para que o polinômio de Taylor forneça uma boa aproximação é a de que o ponto x0 esteja próximo do valor x que desejamos aproximar. No nosso caso, x = ∞; então, como poderíamos escolher x0 = ∞? A ideia é aproximar o denominador na variável 1/x, pois assim, ao tomarmos x0 = ∞, 1/x0 → 0 e sobram apenas potências de x, já que qualquer termo na forma 1/xn, com n > 0, torna-se arbitrariamente pequeno à medida que x aumenta. Vamos fazer um exemplo. Você pode escrever, usando o método do problema anterior, a função f abaixo de duas formas diferentes: f(x) = x2 + 8x+ 5 x+ 1 =x+ 7− 2 x+ 1 . A última forma deixa claro qual é a assíntota oblíqua da função, já que o segundo termo é insignificante frente ao primeiro quando x → ∞. Agora vamos obter novamente essa reta com polinômios de Taylor no infinito. Como mencionado, a ideia é expandir a função em 1/x; vamos fazer isso com o denominador. O primeiro passo é fatorar x de forma a surgir 1/x: f(x) = x2 + 8x+ 5 x+ 1 = x2 + 8x+ 5 x(1 + 1 x ) = x2 + 8x+ 5 x 1 (1 + 1 x ) = ( x+ 8 + 5 x ) 1[ 1− ( − 1 x )] . O denominador nos lembra bastante a soma geométrica: 1 1− y = 1 + y + y2 + y3 + . . . (1) Cuja aplicação ao nosso caso (y = −1/x) nos leva a 1[ 1− ( − 1 x )] = 1 + (−1 x ) + (−1 x )2 + (−1 x )3 + . . . Voltando à expressão para f(x): f(x) = ( x+ 8 + 5 x )[ 1 + (−1 x ) + (−1 x )2 + (−1 x )3 + . . . ] =x+ 8 + 5 x + x · (−1 x )− 8 x − 5 x2 + . . . =x+ 8− 1 + 5 x − 8 x − 5 x2 + . . . =x+ 7 + 5 x − 8 x − 5 x2 + . . . =x+ 7 +O ( 1 x ) , onde O(1/x) indica todos termos que “crescem” com potências maiores de 1/x, isto é, 1/x2, 1/x3 etc, que sabemos que vão a zero quando x → ∞. Bom, como podem ver, o único termo sobrevivente é a assíntota da função f , obtida anteriormente pelo método da divisão de polinômios. 8. * (0,5 pts) Agora é a sua vez de reproduzir os passos acima pra função f que viemos estudando durante esse exercício! 9. * (0,5 pts) Estamos falando de polinômio de Taylor e simplesmente utilizamos a fórmula de uma soma de PG (eq. 1). Como sabemos que é a mesma coisa? Prove1 que aquela soma realmente representa a sucessão dos polinômios de Taylor centrados em x0 = 0 da função f(x) = (1− x)−1. 10. (0, 33̄ pts) Com as informações obtidas e sabendo que f ′′(x) > 0 para x −1, esboce o gráfico de f . 1Você tem duas opções: força bruta (usando a fórmula de Taylor e achando um padrão da n−ésima derivada de f(x)) ou argumentar usando o Teorema de Taylor.