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1 
 
 
ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS 
1 
 
 
Sumário 
NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 
INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 
ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS (OSM) ................................ 4 
EVOLUÇÃO DA ÁREA ............................................................................ 7 
SUPORTE TEÓRICO DE OSM ............................................................... 7 
A EVOLUÇÃO DA OSM E A CONTRIBUIÇÃO DO SEU PROFISSIONAL 
À ORGANIZAÇÃO ........................................................................................... 12 
AS HABILIDADES DO ANALISTA DE OSM .......................................... 17 
AS FUNÇÕES DO ANALISTA DE OSM ................................................ 18 
MODELOS DE ORGANIZAÇÃO ........................................................... 20 
LAYOUT ................................................................................................ 23 
CONVENÇÕES PARA O DESENHO TÉCNICO ................................... 28 
FORMULÁRIOS .................................................................................... 29 
 ............................................................................................................... 30 
CONCLUSÃO FINAL ............................................................................. 31 
REFERÊNCIAS ..................................................................................... 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, 
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o 
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Organização, sistemas e métodos é uma área da administração que lida 
com um conjunto de técnicas que tem como objetivo principal aperfeiçoar o 
funcionamento das organizações. É reconhecida pelas siglas: O&M e OSM 
(Organização, Sistemas e Métodos) 
Para Oliveira (2005, p.478), a responsabilidade básica desta área é a de 
executar as atividades de levantamento, análise, elaboração e implementação 
de sistemas administrativos na empresa. O objetivo é o de criar ou aprimorar 
métodos de trabalho, agilizar a execução das atividades, eliminar atividades em 
duplicidade, padronizar, melhorar o controle, fazer o gerenciamento de 
processos e solucionar problemas. 
A Organização no sentido sistêmico ou no sentido puro da atividade de 
OSM é vista como o desenvolvimento ou adequação dos sistemas funcionais da 
Empresa, de forma a capacitá-la ao desenvolvimento de suas atividades dentro 
dos conceitos de produtividade. Quanto ao Método, de forma mais prática, seria 
traduzido como a forma de executar os referidos sistemas com o menor 
dispêndio de energia e maior eficácia do executante. 
Os Sistemas podem ser conceituados como um conjunto de métodos, 
procedimentos e/ou técnicas, que trabalhados geram informações necessárias 
ao processo decisório da Empresa. Ele trabalha tanto as informações 
processadas no computador, quando as processadas manualmente. 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS (OSM) 
O conceito de organização pelo enfoque administrativo é de compilar 
capital, recursos humanos, equipamentos e processos, com o objetivo de se 
atingir um determinado resultado. 
A função Organização nada mais é que determinar que recursos e que 
atividades serão necessárias para serem atingidos os objetivos da Empresa. 
Trata de combinar os grupos de forma que funcionem, atribuir as 
responsabilidades a quem irá realizar a atividade, e delegar a esses indivíduos 
a autoridade necessária para e execução de suas atribuições. 
Esta função proporciona a estrutura formal através do qual o trabalho é 
definido, subdividido e coordenado. Há várias formas de se visualizar a 
organização, de fato, diversas dessas formas resultam na função planejamento. 
Dentro desta função acumula-se o sistema em dois níveis: 1° - os 
relacionamentos autoridade-responsabilidade entre os presentes e os futuros 
membros da empresa, o estabelecimento de grupos de trabalho, proporcionar 
as atividades intergrupais; 2° - é necessário acumular fábrica, maquinaria e 
equipamento, capital, e a mais recente tecnologia, dispondo-as da maneira que 
seja mais produtiva. A organização, portanto, busca a integração dos recursos 
financeiros, físicos e humanos em um esquema produtivo global. 
De outra forma, Organização pode ser considerada o todo institucional, 
formado pelos diversos recursos disponíveis, foco do estudo da teoria 
estruturalista, onde a organização é vista como uma unidade social grande e 
complexa, onde interagem grupos sociais. Serve de base para o estudo da 
escassez de recursos e para a melhor forma de alocar esses recursos. 
Ainda podemos dizer que Organização é uma Instituição ou Associação 
com objetivos pré-definidos. 
Os Sistemas (do grego: sun= com e istemi= colocar junto) podem ser 
conceituados como um conjunto de métodos, procedimentos e/ou técnicas que, 
trabalhados, geram informações necessárias ao processo decisório da Empresa. 
É um conjunto de partes que agem de forma mútua e são 
interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com 
determinado objetivo e efetuam determinada função. Podem ser considerados o 
5 
 
 
núcleo central ou foco de estudo dentro do processo administrativo. O sistema 
dá idéia de conectividade e reforça a unidade da Organização. 
A teoria dos sistemas está embasada na Cibernética de Norbert Wiener 
criada entre 1943 e 1947. 
Portanto, esta função trabalha as informações processadas no Sistema 
de Informações Gerenciais, manual e informatizadas, a fim de produzir um 
sistema único de parâmetros de decisão, facilitando o processo gerencial e 
delimitando os meios a serem seguidos. De extrema necessidade na 
administração moderna, é esta disciplina que dá base à Gestão da Qualidade 
Total e proporciona o pleno funcionamento e controle dos processos de 
certificação em órgãos internacionais. 
A função básica do sistema é a retro alimentação de um ciclo contínuo de 
levantamento de dados. Relatório é a principal ferramenta dos sistemas. 
Os sistemas são construídos com base em dados e informações, sua 
criação está no próprio objetivo, ou seja, um sistema é construído com um fim 
próprio, devendo atender a um objetivo específico. Possuem duas figuras 
importantes, o locutor (quem fornece a informação, podendo ser máquina, grupo 
de pessoas ou indivíduo) e o ouvinte ou receptor (que é quem recebe a 
informação). O Sistema ainda é composto por entradas (tudo que o sistema 
importa ou recebe do mundo exterior), saídas (pode ser uma ou várias, é o 
resultado do processamento das entradas que o sistema envia para o exterior), 
feedback (é a resposta do que foi entendido pelo ouvinte), e processamento 
(faseem que os dados são processados e transformados em informação). 
O sistema, ainda, deve levar em consideração o ambiente em que será 
colocado. Ambiente é o conjunto de elementos que não pertencem ao sistema, 
mas qualquer alteração no sistema pode mudar ou alterar seus elementos e 
qualquer alteração nos seus elementos pode mudar o sistema. 
As entradas e saídas têm a função de fazer o sistema interagir com outros 
sistemas, que formam o ambiente. Por exemplo, a farinha no processo produtivo 
de um bolo, por si só é farinha, mas no sistema representa um lanche gostoso. 
Quanto ao Método, é uma contribuição da cultura grega o método de 
procurar o verdadeiro conhecimento sobre a natureza do universo e do ser 
humano por meio de investigação sistemática, em lugar de aceitar as 
explicações mitológicas. Assim, o método pode ser considerado a forma de 
6 
 
 
operacionalizar o que está previsto na função Organização. Os métodos buscam 
facilitar o processo de criação da área de OSM (organização, sistemas e 
métodos), considerados processos que representam um conjunto de atividades 
sequenciais que apresentam relação lógica entre si, com a finalidade de atender 
e, preferencialmente, suplantar as necessidades e expectativas dos clientes 
externos e internos da empresa. 
Alguns autores enumeram o método como controle, já que todas as 
funções não produzem resultados sem o mesmo. Controle pode ser conceituado 
como meio ou maneira de assegurar que o resultado esperado seja obtido, este 
também age como função corretiva e oferecedora de parâmetros. 
Platão propunha que o verdadeiro conhecimento adivinha da especulação 
conceitual, e se encontrava nas ideias e formas, eternas e reais, e não na 
experiência, que era transitória. Isso afirma o princípio da diferenciação entre 
Organizações e a necessidade de se levantar dados para implantar sistemas. 
Em um contexto que integra as três funções temos OSM como: Segundo 
Rocha (1998): “Função mista de Organização e Planejamento, desenvolvendo-
se na construção da estrutura de recursos e de operações de uma instituição, 
assim como na determinação de seus planos, principalmente na definição dos 
procedimentos, rotinas e dos métodos.” E... Conforme Cruz (2002): “Estudo das 
organizações por meio da análise de cada uma das suas atividades, a fim de 
criar procedimentos que venham a interligá-las de forma sistêmica.” 
Dentre as etapas já cumpridas neste curso, certamente você já estudou 
sobre organização. No entanto, por uma necessidade desta disciplina de OSM e 
como suporte às suas atividades faremos uma breve passagem na direção de 
objetivos e estruturas organizacionais, de características e comportamentos 
organizacionais, entre outros aspectos contributivos da área de OSM, para as 
atividades de uma organização. Podemos afirmar que toda organização possui 
um papel que é o de servir uma sociedade, utilizando variadas formas em razão 
de seus objetivos. 
E como afirma Perrow (1976), as organizações são importantes em nossa 
sociedade porque elas tornam as pessoas capazes de atingir objetivos de forma 
coletiva. Dessa forma, as organizações estão em constante construção, 
fortalecendo um entendimento ideológico de ser uma reunião de 
7 
 
 
comportamentos, ou como observam Lacombe e Heilborn (2003), um sistema 
de comportamentos sociais interligados por seus agentes. 
 Mas de que construção estamos falando? Como todos nós somos 
participantes de organizações – usuários ou contribuintes – a constante 
construção está diretamente relacionada às nossas crescentes exigências por 
novos e melhores serviços e produtos, que vão realimentar objetivos e metas 
organizacionais. Voltaremos a esse assunto após tratar de OSM. 
EVOLUÇÃO DA ÁREA 
Dentro dos princípios da Escola Clássica de Administração, o pioneirimo 
ditava o desenvolvimento dos métodos de trabalho a serem cumpridos 
rígidamente por seus executores, dando ênfase, exclusivamente, à forma de se 
fazer o trabalho e à forma final do produto. 
A função da área de OSM era voltada para o desenvolvimento de um 
sistema "entre quatro paredes" para as várias unidades organizacionais da 
Empresa, às quais cabia a implantação. A prática mostrou ser inviável esta forma 
de atuação uma vez que não havia comprometimento das unidades com o 
sistema implantado; os empregados não se sentiam parte integrante da Empresa 
uma vez que não eram ouvidos; choque de poder entre as unidades. 
Na atualidade, analisa-se o homem como peça fundamental do processo, 
estuda-se o comportamento das funções e o comportamento do indivíduo.Assim, 
as normas ou métodos de trabalho deixam de ser trilhos rígidos e passam a ser 
trilhas orientadoras. Abre-se espaço para a criatividade e para as metas 
desafiadoras, jogando-secom estes mecanismos motivacionais para o 
atingimento dos propósitos da Organização, aliado ao desenvolvimento pessoal 
e profissional dos empregados.Atualmente é considerado ideal que os sistemas 
sejam desenvolvidos "pelas" várias unidades organizacionais usuárias, sob a 
atuação efetiva do princípio sistêmico da área de Sistemas, Organização e 
Métodos. 
SUPORTE TEÓRICO DE OSM 
Antes de conduzir um paralelo entre aspectos de organização e de OSM, 
vamos tratar de seu conceito e do contexto teórico desta área. Conforme 
Ballestero Alvarez (1990), no início da década de 50 do século passado, o termo 
8 
 
 
O&M foi incorporado em algumas organizações brasileiras como uma função 
especializada e atribuída ao analista de O&M – organização e métodos para 
introdução de novos métodos de trabalho viam pesquisas em tecnologias, novas 
estruturas organizacionais, utilização racional de seus recursos eredução de 
custos e de esforços, sem alterar as estruturas sociais de uma organização. 
Araújo (1983) identifica as principais contribuições das escolas para a área de 
O&M e OSM: 
Escola Clássica: Taylor, precursor da Administração Científica, foi 
rigorosamente aque-le que mais contribuiu para a for-mação da tecnologia de 
Organização e Métodos, principalmente em nível de instrumentalização para fins 
de racionalização ou simplificação do trabalho. Praticar a teoria de Taylor equiva-
le, em parte, a praticar ou aplicar O&M. 
No mesmo grupamento histórico, apesar de oferecer contribuição 
diferente da de Taylor,está Fayol, que definiu administrar como prever, 
organizar, comandar, coordenar e controlar.Na formulação do prisma estrutural, 
o fayolismo contribuiu também na definição da função de O&M. A base teórica 
se vale, de forma semelhante, da contribuição de outros estudiosos, como 
Mooney, Urwick, Gantt, Gilbreth. 
Numa linguagem simples, compararam Organização aos princípios 
defendidos por Fayol, que tratou das questões voltadas à cúpula administrativa; 
e Métodos aos estudos de Taylor, que esteve, mais presentemente, 
desenvolvendo seus trabalhos e apontamentos junto à linha de produção ou no 
campo operacional da indústria e aplicando novos métodos de trabalho. 
Escola de Relações Humanas: a fundadora desta Escola, como defende 
Araújo (1983), foi Mary Parker Follet, que analisou a motivação humana partindo 
de valores individuais e sociais, integração das pessoas e coordenação de suas 
atividades. Para sua estruturação e base de definição, o O&M se vale de dois 
principais fundamentos desta Escola: planejamento e processo contínuo de 
coordenação. 
O planejamento, como um aspecto a ser considerado em todos os 
possíveis campos da Administração, é um importante suporte também para as 
atividades de O&M. Já o processo contínuo de coordenação compreendeo 
acompanhamento na realização das atividades, quer sejam elas definidas para 
9 
 
 
atingir um nível de satisfação ou para servir de parâmetro com outros 
desempenhos semelhantes. 
 Ainda dentro desta Escola o autor destaca as Teorias X e Y defendidas 
por McGregor e que encontram perfeita relação neste grupamento de estudos. 
Nos extremosdesta teoria, temos: 
 Uma ausência de interesse às atividades e sua execução, por parte 
de agentes que integram uma estrutura, cultivando o princípio de 
“esperar pelos acontecimentos”, o que limita o espaço para uma 
ação pró-ativa como uma prática; 
 E no outro extremo podemos encontrar uma maior integração de 
agentes com interesse e contribuição à melhoria das atividades, 
participando para o crescimento organizacional e realização 
pessoal. Por um processo natural, há fortes tendências a 
mudanças. Por isso,as atividades de O&M estão no eixo da Teoria 
“X”. 
Escola Estruturalista: o trabalho desenvolvido por Amitai Etzioni, em 
Organizações Modernas (1964), cunhou definitivamente a expressão es-
truturalismo, que vem a ser a sín-tese da Escola Clássica, que defende a 
organização formal e o movimento da Escola de Relações Humanas, a qual 
considera alguns dos valores humanos relacionados ao trabalho,como também 
as variáveis da Organização informal.Não sendo dada a devida importância aos 
conflitos e tensões inevitáveis, os humanistas tentaram fixar a harmonia nas 
relações internas e nas necessidades das organizações e do seu corpo social. 
Um fator, entretanto, tornou este aspecto mais evidente: o surgimento do 
caminho informal como uma condição prática natural na condução de suas 
atividades. A prática da informalidade em uma estrutura tece e mantém uma rede 
de comunicação com elementos facilitadores, cuja utilização e resultados 
alcançados servem de exemplos para a estrutura formal. 
No informal, o autor destaca o campo de atuação, a organização, o seu 
ambiente e a recompensa material e social.O grande mérito dos princípios dessa 
abordagem é o equilíbrio que pretenderam dar aos estudos das 
organizações,levando em consideração estes dois “caminhos” para qualquer 
estudo de uma abordagem organizacional. Ainda nesta abordagem vamos 
encontrar uma visão de organizações como: escolas, prisões, igrejas, 
10 
 
 
corporações, associações,comércio, serviços e indústrias, entre outras não 
contempladas nas demais abordagens. Para a O&M interessa encontrar 
informações necessárias pelo caminho informal, em vista da contribuição que tal 
prática empresta para diferentes estudos. 
Abordagem de Sistemas: a introdução da variável ambiente nos estudos 
teóricos sobre organizações complexas ganhou projeção definitiva no estudo de 
Katz e Khan sobre a Teoria dos Sistemas Abertos, que dá ênfase à relação entre 
estrutura (organização) e o meio que lhe dá suporte, destacando as entradas e 
a manutenção desse ciclo. É importante para a área de O&M considerar a 
importação de energia, a transformação, as saídas, os sistemas como ciclo de 
eventos, a entropia negativa, o processo de codificação, o estado firme, a 
diferenciação e a equifinalidade. 
A área de O&M tem sua definição na Escola Clássica –como vimos – e 
princípios de atuação na Abordagem de Sistemas; a definição de OSM se dá 
pela admissão da variável sistema, destacada nessa abordagem. 
Então vejamos: 
Entrada, processamento e saída: formam o ciclo principal e representam 
a própria organização, tendo como princípio a importação de energia, conforme 
Figura 1. 
 
11 
 
 
Ciclo de eventos: toda organização é um grande ciclo, e ela mantém 
outros tantos onde todos nós contribuímos na busca de produtos ou serviços, 
podendo alterar esses ciclos. 
 Entropia negativa: todo sistema sofre um processo entrópico que 
definimos como tendência à morte. A “negativa” representa retardar esse 
processo contribuindo com o que há de mais atual, quer seja no desenvolvimento 
de atividades, no uso de tecnologia ou nas respostas ao mercado. Toda a 
contribui-ção baseada em conhecimentos e praticada em uma organização evita 
que o processo entrópico tenha presença cada vez mais forte. 
Processo de codificação: permitir e processar informações de interesse 
das atividades de uma organização. 
Estado firme: diz respeito à base construída para que uma organização 
atue de maneira competitiva. 
Equifinalidade: veja o processo de codificação e, mais adiante, a 
diferenciação em que a equifinalidade nos indica a reunião das ações para uma 
finalidade única,ou seja, uma visão sistêmica dirigida para a razão pelo qual uma 
estrutura foi criada. 
Diferenciação: as unidades ou subsistemas que compreendem uma 
estrutura têm campos de atuação próprios, mas com uma única direção – o 
objetivo da organização. Na visão sistêmica, isso reside apenas no nível de 
definição. Esse assunto é tratado também na teoria da contingência. 
Teoria da Contingência: considerando também a variável ambiente, 
avança um pouco além da Abordagem de Sistemas. A sua relevância é a de que 
não conseguimos um nível organizacional desejado com a aplicação de um só 
modelo, ou seja, não há uma só forma de tornar uma organização eficaz e 
eficiente. Haverá sempre alternativas para o encaminhamento de estudos 
organizacionais. A pesquisa de Lawrence e Lorsch (1973), confrontando or-
ganização e ambiente, encaminha os resultados para dois aspectos básicos e 
que interessam à área de OSM: 
 A diferenciação, que defende que cada unidade ou subsistema da 
organização tem unicamente o que lhe é relevante; e 
 A integração, que se refere ao processo gerado por pressões 
vindas do ambiente global da organização;já que a diferenciação 
fica no plano conceitual. 
12 
 
 
Para suporte das atividades da área de OSM, a partir desses dois 
aspectos evidenciados da teoria mencionada, interessa: sistema formal de 
coordenação, hierarquia administrativa e a utilização de grupos interfuncionais 
importantes. A Figura 2 ainda destaca consultoria e criatividade como áreas 
integradas aos analistas, instrumentos e gestão de processos, assunto que 
veremos na próxima Unidade. 
 
A EVOLUÇÃO DA OSM E A CONTRIBUIÇÃO DO 
SEU PROFISSIONAL À ORGANIZAÇÃO 
O conceito de O&M (organização e métodos) está diretamente ligado à 
administração científica, onde se deu após os estudos e observações de 
Frederick W Taylor (fundador da administração cientifica), Henry Fayol e outros 
autores precursores da área. 
Frederick W. Taylor observou as empresas e os sistemas de produção 
daquela época e, partir disso, concluiu que havia a necessidade de implantar um 
método para padronizar as atividades, possibilitando ao trabalhador produzir 
mais em menos tempo. O intuito era reduzir os desperdícios, levando à redução 
dos custos. 
13 
 
 
Ao substituir métodos empíricos pelos métodos científicos surgiu a 
Organização Racional do Trabalho. Seu objetivo era analisar o trabalho, 
desenhos de cargos e tarefas, divisão do trabalho, padronização de métodos e 
condições ambientais do trabalho (CHIAVENATO, 2003, p. 56). 
Verificou-se que os estudos científicos voltados para o aumento dos níveis 
de produtividade e de eficiência organizacional tinham que se concentrar no 
homem, sendo ele o elemento fundamental de qualquer processo produtivo. 
Foram criadas condições para obter o máximo do rendimento físico e intelectual; 
condições de trabalho capazes, principalmente de mantê-lo satisfeito e 
motivados, com o objetivo de criar organizações sólidas e mantê-las com um 
bom desempenho, com isso, surgiu a nova área de especialização entre as 
funções administrativas, chamada organização e métodos –a O&M 
(CHINELATO 1999, p. 38). 
Munis (2013, p.15) relata que grandes empresas, que fizeram de seu 
modo de administração verdadeiras correntes de pensamento, como a Ford, 
utilizaram O&M de forma eficiente para chegar ao nível de excelência que hoje 
possuem. Llatas (2012 p. 6) afirma “no início do século XX, Henry Ford tinha 
conhecimento que a eficiência era um fator decisivo para tornar seus produtos 
mais competitivos, ou seja, em sua indústria reinava o imperativo da 
produtividade”. 
Os empregados eram expostos em determinado espaço, cada um 
responsável por uma etapa no processo, surgindo a partir daía linha de 
montagem.Oliveira (2013, p. 9) relata que as empresas utilizaram a O&M até 
final dos anos 80. Pressionadas com os avanços da informática, as empresas 
passaram a confiar completamente na Ciência da Computação. Assim, os 
analistas tiveram que mudar suas estratégias em decorrência da mudança 
tecnológica constante. 
O quadro abaixo resume as principais diferenças entre a O&M e a OSM. 
14 
 
 
 
Cury (2012) relata algumas características pessoais do analista de OSM, 
a saber: ele deve ser graduado em administração ou áreas afins; ter 
especialização em OSM; conhecimento em informática; ter domínio em uma 
metodologia própria de trabalho e experiência na área. Ao possuir essas 
características e/ou habilidades, o profissional está apto a atuar no mercado, 
devendo buscar, constantemente, estratégias inovadoras e desafiadoras de 
modo a trazer, cada vez mais, resultados positivos às empresas. 
Nessa mesma linha, Oliveira (2013) acrescenta que o profissional de OSM 
deve ter uma visão holística da organização, é ele, o indivíduo, que vai estar à 
frente das empresas tomando decisões e apoiando as organizações no alcance 
de seus objetivos. 
Atualmente a Organização, Sistemas e Métodos estão muito mais focados 
nos processos. A OSM é mais planejada na estratégia. Procura utilizar os 
melhores métodos para alcançar os objetivos da organização. Tem como 
finalidade auxiliar na elaboração e/ou melhoria dos procedimentos. Usa como 
ferramentas no processo de melhoria das empresas: organogramas, formulários 
e fluxogramas. É a famosa consultoria cujos objetivos principais são: eliminar o 
supérfluo, otimizar os recursos das empresas e maximizar os resultados. 
15 
 
 
 
Vamos conhecer as ferramentas utilizadas no processo. 
a) Organograma 
O organograma é uma espécie de diagrama usado para representar as 
re-lações hierárquicas dentro de uma empresa, ou simplesmente a distribuição 
dos setores, unidades funcionais e cargos e a comunicação entre eles. Credita-
se a criação do organograma ao norte americano Daniel C. Mac-Callum (EUA) 
por volta de 1856, quando este administrava ferrovias nos EUA. 
Desde então o organograma se tornou uma ferramenta fundamental para 
as organizações, pois além de facilitar a todos conhecer como funcio-nam as 
relações da empresa e sua estrutura, permite inclusive, identificar alguns 
problemas ou, oportunidades de melhorias, através de sua análise. 
 
Na criação de um organograma deve-se levar em consideração que ele é 
uma representação da organização em determinado momento e, pode portanto, 
16 
 
 
mudar. Para isto ele deve ser flexível e de fácil interpretação. Quando o orga-
nograma é bem estruturado ele permite aos componentes da organização saber 
exatamente quais suas responsabilidades, suas funções e a quem devem se 
reportar. 
a) Fluxograma 
Um fluxograma, ou flowchart, é um diagrama que tem como finalidade 
representar processos ou fluxos de materiais e operações (diagramação lógica, 
ou de fluxo). 
Geralmente confundido com o organograma, o fluxograma possui a 
diferença de representar algo essencialmente dinâmico, já o organograma é uma 
representação da estrutura funcional da organização. O fluxograma sempre 
possui um início, um sentido de leitura, ou fluxo, e um fim. Alguns símbolos 
básicos são usados na construção de qualquer fluxograma porém eles podem 
variar. 
Veja abaixo algumas definições básicas: 
 Geralmente, usa-se um círculo alongado para indicar o início e o 
fim do fluxo; 
 A seta é usada para indicar o sentido do fluxo; 
 
 No retângulo são inseridas as ações; 
 O losango representa questões / alternativas; 
 O losango sempre terá duas saídas; 
 As linhas ou setas nunca devem cruzar umas sobre as outras; 
 O texto deve ser sempre claro e sucinto; 
 Recomenda-se iniciar as ações sempre com um verbo no infinitivo 
(fazer, dizer...) 
O importante é estabelecer o fluxograma de forma que ele fique o mais 
claro possível, ou seja, que fique fácil identificar as ações que devem ser 
executadas, ou dependendo do tipo de fluxograma, as alternativas do processo. 
Outros símbolos e modelos podem ser usados para montar fluxogramas, 
o que vai determinar quais símbolos utilizar ou não, ou ainda, que tipo de 
fluxograma se deve usar é o objetivo dele e o quê ele descreve. 
17 
 
 
A elaboração de fluxogramas tem por objetivo o mapeamento de 
processos de modo que posteriormente eles possam ser analisados visando à 
melhoria contínua. 
 
 
AS HABILIDADES DO ANALISTA DE OSM 
Por se tratar de uma função altamente especializada, requer um 
profissional do mesmo porte, com uma visão sistêmica de toda a empresa, sobre 
sua gestão de negócios e sobre o mercado onde atua. Segundo Eurico Sprakel, 
professor da Faculdade de Tecnologia de João Pessoa/Paraíba, o profissional 
de OSM deve possuir os seguintes requisitos: 
a) Ser eterno pesquisador; 
b) Ser versátil e possuir uma visão empresarial; 
c) Ter forte capacidade de análise e síntese; 
d) Ser altamente criativo; 
e) Saber promover a integração interdepartamental; 
f) Ter capacidade de liderança para processar negociações. 
18 
 
 
AS FUNÇÕES DO ANALISTA DE OSM 
Conforme Ricardo Mello na estrutura clássica empresarial, cabia ao 
profissional de Organização e Métodos (O&M) a meticulosa estruturação das 
rotinas comunicacionais e dos processos administrativos, principalmente nas 
organizações de grande porte. Nas pequenas empresas, havia pouco espaço 
para este tipo de profissional desenvolver as suas atividades, fosse pelo 
desconhecimento da natureza do seu trabalho por parte do empresário, ou ainda 
pelo impacto dos seus vencimentos mensais na folha de pessoal. 
De todas as formas, seria mais uma das múltiplas funções administrativas 
que o empresário deveria exercer. Graças à disseminação do uso de 
microcomputadores a partir dos anos 80 do século XX, tornou-se até mais fácil 
para qualquer “curioso”, sem grandes conhecimentos técnico-gerenciais, a 
desenvolver por conta própria formulários e modelos de circulares, entre outros 
instrumentos normativos. 
Neste mesmo período, a função do profissional que tratava dos processos 
e estruturas organizacionais passou a incorporar a letra “s”, correspondente a 
“sistemas”, consolidando a denominação de “Organização, Sistemas e Métodos” 
(OSM). Não obstante, aos ouvidos dos incautos, soa ainda hoje pomposo: “o 
departamento de OSM precisa revisar e propor uma nova norma zero para a 
Instituição”, ou ainda “o OSM está elaborando um funcionograma para a 
empresa”. Para o microempresário, alheio ao jargão administrativo, pode 
aparentar mais uma sofisticação típica das grandes empresas dispostas e com 
condições de investir em serviços que sequer imaginava dispor. Mas, afinal, 
quais são as funções e qual o papel do OSM em uma empresa? 
A natureza do trabalho do analista de OSM gira em torno do estudo das 
estruturas e os processos organizacionais. Em outras palavras, cabe ao 
profissional analisar a estrutura e os procedimentos administrativos em uma 
empresa com o objetivo de aperfeiçoar o fluxo de trabalho e de informações. Ao 
contrário do que se imagina a essência do trabalho não consiste em aplicar 
métodos burocráticos que emperram a empresa, mas em desenvolver uma visão 
crítica acerca da distribuição deste ao longo da estrutura de negócio. 
Os empresários que, eventualmente – mas não continuamente – 
contaram com o apoio de um profissional de OSM, acham que no final das contas 
19 
 
 
o trabalho deste analista se resume a elaborar manuais e normas. Entretanto, é 
bem mais que isso. 
A racionalização dos fluxos de processos exige conhecimento apurado 
dos sistemas de informação corporativo. Você é capaz de estabelecer a dife-
rença, por exemplo, entre dados e informações? Pois saiba que este é um dos 
pilares para a tomada de decisão eficaz. 
O analista de OSM, conhecedor dos conceitos,consegue identificar onde 
são gerados, armazenados e redis-tribuídos os dados e quem são os 
responsáveis pela alimentação do fluxo informacional na empresa. Ou seja, a 
decantada “inteligência competitiva” (business intelligence), pois, apesar de 
estar fortemente ligado a aspectos mercadológicos, inicia-se a partir de uma 
abordagem de sistemas e métodos. 
Quando falamos de qualidade, a contribuição do OSM é enorme. Desde 
o final da década de 90, por força da legislação no Brasil, as empresas de en-
genharia e terraplanagem que desejem participar de concorrência, tomadas de 
preço e processos licitatórios devem obter certificação de qualidade da série 
ISO, que se pauta na normalização dos procedimentos operacionais. Outras 
certificações, também pautadas em rígidos métodos de normalização, são 
exigidas as empresas que desejem exportar para países da Europa e América 
do Norte. 
 
Entre as grandes corporações atuando no território Brasileiro, é cada vez 
maior a quantidade de interessadas em participar do Prêmio Nacional da 
20 
 
 
Qualidade (PNQ), cujos rigorosos indicadores de excelência demarcam um alto 
padrão de excelência nos processos. Para isso, requer-se uma ótima definição 
e delegação de competências ao longo dos processos organizacionais. 
Mesmo que o objetivo da organização não seja obter selos de qualidade 
ou ter vontade de internacionalizar suas operações, o profissional em OSM deve 
ser percebido como uma função administrativa estratégica que possibilita 
harmonizar os fluxos produtivos, por aperfeiçoar os processos empresariais, 
desde a concepção do negócio até o estudo dos indicadores de sucesso e 
competitividade. 
MODELOS DE ORGANIZAÇÃO 
 Mecanicista: imitam funcionamento das máquinas. 
 Orgânico: imitam o comportamento dinâmico dos organismos 
vivos. 
 Características do Modelo Mecanicista: 
o Enfatiza critérios de desempenho; 
o Regras bem definida; 
o Compartimentalização; 
o Tarefas especializadas; 
o Departamentalização; 
o Liderança autocrática; 
o Hierarquia; 
o Gestão de pessoas formalizadas; 
o Relações formais. 
 Características do Modelo Orgânico: 
o Enfatizam critérios como eficiência, adaptabilidade, 
sensibilidade para mudanças; 
o Ampla participação; 
o Competência; 
o Gestão de pessoas informais; 
o Departamentalização heterogenia; 
o Hierarquia é imprecisa. 
 Organização informal 
21 
 
 
É o resultado da interação social entre seus membros com o objetivo de 
aten-der a suas necessidades. Estas são encontradas em todos os níveis da 
socie-dade. 
 Modelo de organização informal 
A sua liderança é uma concessão do grupo, apresenta uma autoridade 
mais instável, pois está sujeita aos sentimentos pessoais dos seus membros. As 
organizações informais podem existir como entidades independentes. 
Os líderes dos grupos informais surgem por várias causas, como por 
exemplo: 
• Idade; 
• Competência; 
• Localização de trabalho; 
• Conhecimento; 
• Personalidade; 
• Comunicação; 
• Dentre várias outras situações. 
Algumas vezes, a estrutura informal se torna uma força negativa dentro 
da empresa, porém se a administração conseguir conciliar e/ou integrar os 
grupos formais com os informais haverá uma harmonização nas tarefas, e se 
torna uma condição favorável de rendimento e produção. 
Sendo assim a estrutura informal possui algumas vantagens como, por 
exemplo: 
• Rapidez no processo; 
• Redução de comunicação entre chefe e empregado; 
• Motiva e integra os grupos de trabalho. 
Contudo, possui suas desvantagens: 
• Desconhecimento de chefia; 
• Dificuldade de controle; 
• Atrito entre pessoas. 
 Organização formal 
Também conhecida como Estrutura organizacional, esta estrutura tem es-
tabelecido o objetivo, um conjunto de regras mais ou menos permanentes e uma 
estrutura definindo os papéis e as relações entre seus membros. A organização 
formal requer autoridade das pessoas que exercem o controle e estabelecem a 
22 
 
 
forma de sua utilização, bem como a divisão do trabalho e as relações formais 
entre os seus membros. 
 Modelo de organização formal 
A maioria das empresas adota a organização formal. É a estrutura 
delibera-damente planejada, e formalmente representada, em alguns aspectos, 
em organogramas.Os principais fatores para criação de uma empresa formal 
empresarial são: 
• Focar os objetivos estabelecidos pela empresa; 
• Realizar atividades que podem chegar nesses objetivos; 
• Distribuir funções administrativas para cada funcionário 
desempenhar; 
• Levar em consideração habilidades e limitações tecnológicas; 
• Tamanho da empresa. 
As componentes chaves para um bom funcionamento dessa formalidade 
são: 
• Sistema de responsabilidade: que é constituído pela 
departamentalização, especialização; 
• Sistema de Autoridade: nada mais é que a distribuição de poder; 
• Sistema de comunicação: é a interação entre todas as unidades da 
empresa; 
• Sistema de decisão: que é ato de poder entender, e poder definir e 
decidir uma ação solicitada. 
Organização linear ou militar é o mais antigo. A disciplina está em primeiro 
lugar, pois a autoridade vai à linha reta (vertical), desde o superior até o inferior, 
incluindo todos os homens, sem qualquer exceção. 
Duas vantagens podem ser apresentadas a favor da organização linear 
ou militar: a unidade de comando (o executor recebe ordens de um único 
encarregado ou chefe) e a simplicidade de estruturação (é fácil fazer o esquema 
da forma pela qual a empresa está organizada). 
Contudo, este tipo de organização só pode ser adotado em empresas 
pequenas e médias, principalmente quando elas não necessitam de pessoas 
especializadas e não possuem grandes recursos financeiros. 
23 
 
 
LAYOUT 
O layout é também conhecido como arranjo físico, ou ainda, como 
“planta baixa”, que na verdade é o que o ele representa: uma descrição física 
no plano horizontal. Em alguns casos mais específicos um layout permite 
diferentes leituras, com medidas obtidas através de projetos de corte ou de 
perfil. 
Em um estudo específico, podemos dizer que se deve considerar uma 
estrutura apresentada em um único plano horizontal e que reúna dados 
suficientes para uma relação com fluxos. O importante, neste estudo, é 
destacar que esse instrumento permite o necessário suporte para a 
estruturação e desenvolvimento de processos. 
O layout possui alguns importantes aspectos: 
 Inicialmente o estudo parece não despertar grande interesse, no 
entanto, a considerar que uma pessoa passa a maior parte de sua via 
ativa em um ambiente de trabalho, este deve ser adequado ao 
desempenho de suas atividades e reunir todos os demais aspectos 
ambientais, que representam, também, qualidade de vida; 
 Como um instrumento que organiza o espaço físico ocupado por 
agentes, equipamentos e materiais e, na conjugação desses 
elementos, auxilia na execução dos fluxos em operação, o layout 
empresta elevada contribuição para a realização das atividades; e 
 Em vista disso, o layout se estrutura associado a fatores, tais como: 
motivacionais e de ambiente; de integração entre unidades e facilidade 
na fluidez das atividades; os relacionados à comunicação; e os de 
padronização na apresentação de um ambiente e uniformidade ao 
direito de uso. 
Araújo (2006) considera que o arranjo físico deve ser estruturado a 
partir de um estudo planejado de sistema de informações que permita se 
relacionar com a distribuição de móveis, equipamentos e agentes. Por isto o 
layout se define pela posição que viabiliza, em um determinado espaço físico, 
a realização das atividades e o fluxo de agentes e de materiais. 
24 
 
 
 
Este instrumento possui relação bastante próxima com os princípios de 
ergonomia assim como os da arquitetura organizacional, em que Nadler et al. 
(1993), destacam que quando fazemos referência à “organização” com seus 
vários sistemas, processos, estruturas, estratégias,entre outros que formam 
o meio operacional, a expressão para resumir todos esses elementos é: 
arquitetura organizacional. 
Para desempenham, criando oportunidades em um espaço 
comportamental. Considerando a arquitetura como uma arte no seio de uma 
organização e em suas interações, temos: 
25 
 
 
 
Portanto, entre os princípios de um layout conjugados com os da 
arquitetura organizacional que abrangem sistemas, estratégias, aspectos 
comportamentais e processos – podemos afirmar que o layout é um 
importante instrumento de integração com diversos elementos atuantes, em 
diferentes atividades. 
•Administrativo - por sua natureza deve ser apresentado em planta 
baixa em escala natural 1:100 ou 1:50 (onde 1m = 2cm). Alguns padrões de 
medidas estão na NB 43 
Normas Brasileiras para a Execução de Desenho e Arquitetura, como 
sugestão para a elaboração e uma planta baixa, figura a seguir. 
Seguem algumas medidas sugeridas pelas normas que tratam do 
assunto: 
 Área por funcionário 4m2 
 Para chefe de unidade 10m 
 Sala de espera 12m2 
 Sala de conferência 2,5m2 por pessoa 
 Entre duas mesas 1m de passagem 
 Corredor principal entre mesas 1,5m 
 Distância entre mesa e parede 0,90m 
Como exemplo, temos uma planta baixa administrativa, em escala 
natural. 
26 
 
 
 
Industrial - se caracteriza pelos tipos de equipamentos instalados, de 
produtos produzidos, de volume de matéria-prima e se seqüencial ou não. 
Pode ser apresentado, segundo o espaço físico disponível, em forma de "U", 
de "L" ou ainda linear, e com setores de suporte ou não. Os tipos mais 
comuns, são: 
 
27 
 
 
 
 
28 
 
 
 
Lembramos que a evolução de móveis e equipamentos em termos de 
ergonomia LINK Num ambiente integrado por homens, máquinas, materiais e 
ambientes, a ergonomia vem contribuir para estruturar muito bem todas estas 
interfaces. Disponível em: 
. Acesso em 28 de 
julho de 2009. FIM DO LINK e de funcionalidade aliada à comunicação questiona 
a necessidade em adotar sugeridas medidas para comportar idênticas estruturas 
de pessoal e equipamentos, tratando-se de layout administrativo. Não obstante, 
isso se constitui num ponto de partida para a execução e demonstração de uma 
planta baixa. 
A tendência atual é fazer uso de layouts mais abertos e comunicativos, 
visando a integração de seus agentes e de suas unidades ou mesmo áreas. Daí 
a razão em adotar estações de trabalhos – sempre que possível, facilitando 
agrupar agentes em um espaço de uso racional, que permita o exercício de 
práticas de alinhamento no comportamento de convívio profissional. 
CONVENÇÕES PARA O DESENHO TÉCNICO 
Para o desenho de leiaute administrativo ou industrial em planta baixa 
ou de corte, as convenções geralmente aceitas para trabalho desta natureza, 
possuem especificidades nas instalações principais e complementares. 
Quando à representação de móveis e equipamentos, encontram-se 
diferentes formas entre autores - alguns deles referenciados neste trabalho. 
29 
 
 
No entanto, é recomendável a utilização de diversas fontes teóricas, sempre 
confrontando com o aceitável em termos de leitura técnica. 
 É através de um projeto adequado de layout que o ambiente de 
trabalho torna-se agradável o que contribui para um melhor desempenho de 
atividades e integração entre as unidades. Um dos aspectos a ser 
considerado nesse projeto diz respeito às cores. Vamos agora conhecer as 
recomendações para a utilização de cores em busca desta harmonia. O 
quadro a seguir, destaca a ilusão física e os efeitos psicológicos 
(psicodinâmica das cores). 
 
FORMULÁRIOS 
O uso de formulários tem um papel bem definido: o da comunicação 
organizacional. Por isto podemos conceituá- lo, de acordo com D’Ascenção 
(2001), como um documento que contém campos pré-impressos que 
recebem dados e informações para viabilizar um fluxo de comunicação em 
uma organização. 
Todos os analistas têm a responsabilidade em evitar que este veículo 
de divulgação seja inoperante e que possa causar sérias conseqüências a 
processos e à toda a organização. O autor nos mostra, ainda, diferentes 
denominações de formulários, segundo suas funções especificas. 
30 
 
 
 
 
Dentre as diferentes definições, podemos acompanhar a de Ballestero 
Alvarez (1991), que considera o formulário um instrumento apropriado para 
receber informações constantes e variáveis, tendo como objetivo possibilitar 
leitura, interpretação, armazenamento e uso, por qualquer agente de uma 
organização. Para Oliveira (1986), é um importante meio de comunicação e 
registro de informações para qualquer organização. Para que um formulário 
tenha seu papel representativo de manipulação de informações, é preciso 
que tenha um layout devidamente desenhado para receber, manipular e 
dispor de informações relativas às funções a que elas se destinam. 
Um formulário, sendo um meio de comunicação, se identifica de muitas 
formas em diferentes situações envolvendo: estratégias, processos, 
decisões, planejamento, integração, enfim, toda a rede de uma organização. 
Alguns itens obrigatórios devem identificar um formulário 
31 
 
 
 
 
CONCLUSÃO FINAL 
Gerir um ambiente de saúde é um desafio, porque envolve a questão do 
recrutamento, seleção, admissão, treinamento e retenção de talentos médicos, 
de enfermagem e de outras áreas são cruciais. Além disso, é preciso pensar na 
logística de materiais e medicamentos de uso no paciente, bem como em outros 
insumos também é preponderante. A implantação de uma cultura profissional de 
32 
 
 
administração ao lado de uma de qualidade assistencial é outro ponto para 
reflexão. A manutenção e atualização do parque de equipamentos, instrumentos, 
áreas físicas e tecnologias é mais um. 
Assim, são vários os obstáculos, que normalmente são superados por um 
entendimento dos problemas de saúde de uma comunidade, da análise 
epidemiológica desta comunidade, do mapeamento estratégico feito ao lado de 
um bom plano diretor de medicina. O financiamento e o acesso aos serviços de 
saúde também são desafios permanentes, bem como a oferta de novos serviços 
à comunidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
REFERÊNCIAS 
___________, Conceitos da função organização, sistemas e métodos Colunista. 
Administração e Gestão. Portal – Educação. Acessado em: 09 de dezembro de 
2020. Disponível em: . 
CARDOSO, Carolina Palace. Organizações, Sistemas e Métodos (OSM). 
Acessado em: 09 de dezembro de 2020. Disponível em: 
. 
CURTO JUNIOR, Renato Mendes. Organização, Sistemas e Métodos. Curitiba-
PR. 2011. 
PRÉVE, Altamiro Damian. Organização, sistemas e métodos. 2° edição. Rev. 
atual. – Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC, 
2011.164p. Acessado em: 09 de dezembro de 2020. Disponível em: 
. 
SILVA, Antônio Suerlilton Barbosa da. SILVA, Maciley Aparecida. A 
Organização, Sistemas e Métodos: um estudo acerca de sua aplicabilidade em 
uma empresa do setor de saúde. Desenvolvimento de competências frente aos 
desafios do Amanhã. Simpósio de Excelência em gestão e Tecnologia 31 de 
outubro e 01 de novembro de 2016. Acessado em: 09 de dezembro de 2020. 
Disponível em:. 
PRÉVE, Altamiro Damian. OSM – Organização, sistemas e método. 
UFSC/CSE/CAD. Março de 2012. Universidade Federal De Santa Catarina. 
Acessado em: 09 de dezembro de 2020. Disponível em: 

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