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1 ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS 1 Sumário NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS (OSM) ................................ 4 EVOLUÇÃO DA ÁREA ............................................................................ 7 SUPORTE TEÓRICO DE OSM ............................................................... 7 A EVOLUÇÃO DA OSM E A CONTRIBUIÇÃO DO SEU PROFISSIONAL À ORGANIZAÇÃO ........................................................................................... 12 AS HABILIDADES DO ANALISTA DE OSM .......................................... 17 AS FUNÇÕES DO ANALISTA DE OSM ................................................ 18 MODELOS DE ORGANIZAÇÃO ........................................................... 20 LAYOUT ................................................................................................ 23 CONVENÇÕES PARA O DESENHO TÉCNICO ................................... 28 FORMULÁRIOS .................................................................................... 29 ............................................................................................................... 30 CONCLUSÃO FINAL ............................................................................. 31 REFERÊNCIAS ..................................................................................... 33 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 INTRODUÇÃO Organização, sistemas e métodos é uma área da administração que lida com um conjunto de técnicas que tem como objetivo principal aperfeiçoar o funcionamento das organizações. É reconhecida pelas siglas: O&M e OSM (Organização, Sistemas e Métodos) Para Oliveira (2005, p.478), a responsabilidade básica desta área é a de executar as atividades de levantamento, análise, elaboração e implementação de sistemas administrativos na empresa. O objetivo é o de criar ou aprimorar métodos de trabalho, agilizar a execução das atividades, eliminar atividades em duplicidade, padronizar, melhorar o controle, fazer o gerenciamento de processos e solucionar problemas. A Organização no sentido sistêmico ou no sentido puro da atividade de OSM é vista como o desenvolvimento ou adequação dos sistemas funcionais da Empresa, de forma a capacitá-la ao desenvolvimento de suas atividades dentro dos conceitos de produtividade. Quanto ao Método, de forma mais prática, seria traduzido como a forma de executar os referidos sistemas com o menor dispêndio de energia e maior eficácia do executante. Os Sistemas podem ser conceituados como um conjunto de métodos, procedimentos e/ou técnicas, que trabalhados geram informações necessárias ao processo decisório da Empresa. Ele trabalha tanto as informações processadas no computador, quando as processadas manualmente. 4 ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS (OSM) O conceito de organização pelo enfoque administrativo é de compilar capital, recursos humanos, equipamentos e processos, com o objetivo de se atingir um determinado resultado. A função Organização nada mais é que determinar que recursos e que atividades serão necessárias para serem atingidos os objetivos da Empresa. Trata de combinar os grupos de forma que funcionem, atribuir as responsabilidades a quem irá realizar a atividade, e delegar a esses indivíduos a autoridade necessária para e execução de suas atribuições. Esta função proporciona a estrutura formal através do qual o trabalho é definido, subdividido e coordenado. Há várias formas de se visualizar a organização, de fato, diversas dessas formas resultam na função planejamento. Dentro desta função acumula-se o sistema em dois níveis: 1° - os relacionamentos autoridade-responsabilidade entre os presentes e os futuros membros da empresa, o estabelecimento de grupos de trabalho, proporcionar as atividades intergrupais; 2° - é necessário acumular fábrica, maquinaria e equipamento, capital, e a mais recente tecnologia, dispondo-as da maneira que seja mais produtiva. A organização, portanto, busca a integração dos recursos financeiros, físicos e humanos em um esquema produtivo global. De outra forma, Organização pode ser considerada o todo institucional, formado pelos diversos recursos disponíveis, foco do estudo da teoria estruturalista, onde a organização é vista como uma unidade social grande e complexa, onde interagem grupos sociais. Serve de base para o estudo da escassez de recursos e para a melhor forma de alocar esses recursos. Ainda podemos dizer que Organização é uma Instituição ou Associação com objetivos pré-definidos. Os Sistemas (do grego: sun= com e istemi= colocar junto) podem ser conceituados como um conjunto de métodos, procedimentos e/ou técnicas que, trabalhados, geram informações necessárias ao processo decisório da Empresa. É um conjunto de partes que agem de forma mútua e são interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função. Podem ser considerados o 5 núcleo central ou foco de estudo dentro do processo administrativo. O sistema dá idéia de conectividade e reforça a unidade da Organização. A teoria dos sistemas está embasada na Cibernética de Norbert Wiener criada entre 1943 e 1947. Portanto, esta função trabalha as informações processadas no Sistema de Informações Gerenciais, manual e informatizadas, a fim de produzir um sistema único de parâmetros de decisão, facilitando o processo gerencial e delimitando os meios a serem seguidos. De extrema necessidade na administração moderna, é esta disciplina que dá base à Gestão da Qualidade Total e proporciona o pleno funcionamento e controle dos processos de certificação em órgãos internacionais. A função básica do sistema é a retro alimentação de um ciclo contínuo de levantamento de dados. Relatório é a principal ferramenta dos sistemas. Os sistemas são construídos com base em dados e informações, sua criação está no próprio objetivo, ou seja, um sistema é construído com um fim próprio, devendo atender a um objetivo específico. Possuem duas figuras importantes, o locutor (quem fornece a informação, podendo ser máquina, grupo de pessoas ou indivíduo) e o ouvinte ou receptor (que é quem recebe a informação). O Sistema ainda é composto por entradas (tudo que o sistema importa ou recebe do mundo exterior), saídas (pode ser uma ou várias, é o resultado do processamento das entradas que o sistema envia para o exterior), feedback (é a resposta do que foi entendido pelo ouvinte), e processamento (faseem que os dados são processados e transformados em informação). O sistema, ainda, deve levar em consideração o ambiente em que será colocado. Ambiente é o conjunto de elementos que não pertencem ao sistema, mas qualquer alteração no sistema pode mudar ou alterar seus elementos e qualquer alteração nos seus elementos pode mudar o sistema. As entradas e saídas têm a função de fazer o sistema interagir com outros sistemas, que formam o ambiente. Por exemplo, a farinha no processo produtivo de um bolo, por si só é farinha, mas no sistema representa um lanche gostoso. Quanto ao Método, é uma contribuição da cultura grega o método de procurar o verdadeiro conhecimento sobre a natureza do universo e do ser humano por meio de investigação sistemática, em lugar de aceitar as explicações mitológicas. Assim, o método pode ser considerado a forma de 6 operacionalizar o que está previsto na função Organização. Os métodos buscam facilitar o processo de criação da área de OSM (organização, sistemas e métodos), considerados processos que representam um conjunto de atividades sequenciais que apresentam relação lógica entre si, com a finalidade de atender e, preferencialmente, suplantar as necessidades e expectativas dos clientes externos e internos da empresa. Alguns autores enumeram o método como controle, já que todas as funções não produzem resultados sem o mesmo. Controle pode ser conceituado como meio ou maneira de assegurar que o resultado esperado seja obtido, este também age como função corretiva e oferecedora de parâmetros. Platão propunha que o verdadeiro conhecimento adivinha da especulação conceitual, e se encontrava nas ideias e formas, eternas e reais, e não na experiência, que era transitória. Isso afirma o princípio da diferenciação entre Organizações e a necessidade de se levantar dados para implantar sistemas. Em um contexto que integra as três funções temos OSM como: Segundo Rocha (1998): “Função mista de Organização e Planejamento, desenvolvendo- se na construção da estrutura de recursos e de operações de uma instituição, assim como na determinação de seus planos, principalmente na definição dos procedimentos, rotinas e dos métodos.” E... Conforme Cruz (2002): “Estudo das organizações por meio da análise de cada uma das suas atividades, a fim de criar procedimentos que venham a interligá-las de forma sistêmica.” Dentre as etapas já cumpridas neste curso, certamente você já estudou sobre organização. No entanto, por uma necessidade desta disciplina de OSM e como suporte às suas atividades faremos uma breve passagem na direção de objetivos e estruturas organizacionais, de características e comportamentos organizacionais, entre outros aspectos contributivos da área de OSM, para as atividades de uma organização. Podemos afirmar que toda organização possui um papel que é o de servir uma sociedade, utilizando variadas formas em razão de seus objetivos. E como afirma Perrow (1976), as organizações são importantes em nossa sociedade porque elas tornam as pessoas capazes de atingir objetivos de forma coletiva. Dessa forma, as organizações estão em constante construção, fortalecendo um entendimento ideológico de ser uma reunião de 7 comportamentos, ou como observam Lacombe e Heilborn (2003), um sistema de comportamentos sociais interligados por seus agentes. Mas de que construção estamos falando? Como todos nós somos participantes de organizações – usuários ou contribuintes – a constante construção está diretamente relacionada às nossas crescentes exigências por novos e melhores serviços e produtos, que vão realimentar objetivos e metas organizacionais. Voltaremos a esse assunto após tratar de OSM. EVOLUÇÃO DA ÁREA Dentro dos princípios da Escola Clássica de Administração, o pioneirimo ditava o desenvolvimento dos métodos de trabalho a serem cumpridos rígidamente por seus executores, dando ênfase, exclusivamente, à forma de se fazer o trabalho e à forma final do produto. A função da área de OSM era voltada para o desenvolvimento de um sistema "entre quatro paredes" para as várias unidades organizacionais da Empresa, às quais cabia a implantação. A prática mostrou ser inviável esta forma de atuação uma vez que não havia comprometimento das unidades com o sistema implantado; os empregados não se sentiam parte integrante da Empresa uma vez que não eram ouvidos; choque de poder entre as unidades. Na atualidade, analisa-se o homem como peça fundamental do processo, estuda-se o comportamento das funções e o comportamento do indivíduo.Assim, as normas ou métodos de trabalho deixam de ser trilhos rígidos e passam a ser trilhas orientadoras. Abre-se espaço para a criatividade e para as metas desafiadoras, jogando-secom estes mecanismos motivacionais para o atingimento dos propósitos da Organização, aliado ao desenvolvimento pessoal e profissional dos empregados.Atualmente é considerado ideal que os sistemas sejam desenvolvidos "pelas" várias unidades organizacionais usuárias, sob a atuação efetiva do princípio sistêmico da área de Sistemas, Organização e Métodos. SUPORTE TEÓRICO DE OSM Antes de conduzir um paralelo entre aspectos de organização e de OSM, vamos tratar de seu conceito e do contexto teórico desta área. Conforme Ballestero Alvarez (1990), no início da década de 50 do século passado, o termo 8 O&M foi incorporado em algumas organizações brasileiras como uma função especializada e atribuída ao analista de O&M – organização e métodos para introdução de novos métodos de trabalho viam pesquisas em tecnologias, novas estruturas organizacionais, utilização racional de seus recursos eredução de custos e de esforços, sem alterar as estruturas sociais de uma organização. Araújo (1983) identifica as principais contribuições das escolas para a área de O&M e OSM: Escola Clássica: Taylor, precursor da Administração Científica, foi rigorosamente aque-le que mais contribuiu para a for-mação da tecnologia de Organização e Métodos, principalmente em nível de instrumentalização para fins de racionalização ou simplificação do trabalho. Praticar a teoria de Taylor equiva- le, em parte, a praticar ou aplicar O&M. No mesmo grupamento histórico, apesar de oferecer contribuição diferente da de Taylor,está Fayol, que definiu administrar como prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.Na formulação do prisma estrutural, o fayolismo contribuiu também na definição da função de O&M. A base teórica se vale, de forma semelhante, da contribuição de outros estudiosos, como Mooney, Urwick, Gantt, Gilbreth. Numa linguagem simples, compararam Organização aos princípios defendidos por Fayol, que tratou das questões voltadas à cúpula administrativa; e Métodos aos estudos de Taylor, que esteve, mais presentemente, desenvolvendo seus trabalhos e apontamentos junto à linha de produção ou no campo operacional da indústria e aplicando novos métodos de trabalho. Escola de Relações Humanas: a fundadora desta Escola, como defende Araújo (1983), foi Mary Parker Follet, que analisou a motivação humana partindo de valores individuais e sociais, integração das pessoas e coordenação de suas atividades. Para sua estruturação e base de definição, o O&M se vale de dois principais fundamentos desta Escola: planejamento e processo contínuo de coordenação. O planejamento, como um aspecto a ser considerado em todos os possíveis campos da Administração, é um importante suporte também para as atividades de O&M. Já o processo contínuo de coordenação compreendeo acompanhamento na realização das atividades, quer sejam elas definidas para 9 atingir um nível de satisfação ou para servir de parâmetro com outros desempenhos semelhantes. Ainda dentro desta Escola o autor destaca as Teorias X e Y defendidas por McGregor e que encontram perfeita relação neste grupamento de estudos. Nos extremosdesta teoria, temos: Uma ausência de interesse às atividades e sua execução, por parte de agentes que integram uma estrutura, cultivando o princípio de “esperar pelos acontecimentos”, o que limita o espaço para uma ação pró-ativa como uma prática; E no outro extremo podemos encontrar uma maior integração de agentes com interesse e contribuição à melhoria das atividades, participando para o crescimento organizacional e realização pessoal. Por um processo natural, há fortes tendências a mudanças. Por isso,as atividades de O&M estão no eixo da Teoria “X”. Escola Estruturalista: o trabalho desenvolvido por Amitai Etzioni, em Organizações Modernas (1964), cunhou definitivamente a expressão es- truturalismo, que vem a ser a sín-tese da Escola Clássica, que defende a organização formal e o movimento da Escola de Relações Humanas, a qual considera alguns dos valores humanos relacionados ao trabalho,como também as variáveis da Organização informal.Não sendo dada a devida importância aos conflitos e tensões inevitáveis, os humanistas tentaram fixar a harmonia nas relações internas e nas necessidades das organizações e do seu corpo social. Um fator, entretanto, tornou este aspecto mais evidente: o surgimento do caminho informal como uma condição prática natural na condução de suas atividades. A prática da informalidade em uma estrutura tece e mantém uma rede de comunicação com elementos facilitadores, cuja utilização e resultados alcançados servem de exemplos para a estrutura formal. No informal, o autor destaca o campo de atuação, a organização, o seu ambiente e a recompensa material e social.O grande mérito dos princípios dessa abordagem é o equilíbrio que pretenderam dar aos estudos das organizações,levando em consideração estes dois “caminhos” para qualquer estudo de uma abordagem organizacional. Ainda nesta abordagem vamos encontrar uma visão de organizações como: escolas, prisões, igrejas, 10 corporações, associações,comércio, serviços e indústrias, entre outras não contempladas nas demais abordagens. Para a O&M interessa encontrar informações necessárias pelo caminho informal, em vista da contribuição que tal prática empresta para diferentes estudos. Abordagem de Sistemas: a introdução da variável ambiente nos estudos teóricos sobre organizações complexas ganhou projeção definitiva no estudo de Katz e Khan sobre a Teoria dos Sistemas Abertos, que dá ênfase à relação entre estrutura (organização) e o meio que lhe dá suporte, destacando as entradas e a manutenção desse ciclo. É importante para a área de O&M considerar a importação de energia, a transformação, as saídas, os sistemas como ciclo de eventos, a entropia negativa, o processo de codificação, o estado firme, a diferenciação e a equifinalidade. A área de O&M tem sua definição na Escola Clássica –como vimos – e princípios de atuação na Abordagem de Sistemas; a definição de OSM se dá pela admissão da variável sistema, destacada nessa abordagem. Então vejamos: Entrada, processamento e saída: formam o ciclo principal e representam a própria organização, tendo como princípio a importação de energia, conforme Figura 1. 11 Ciclo de eventos: toda organização é um grande ciclo, e ela mantém outros tantos onde todos nós contribuímos na busca de produtos ou serviços, podendo alterar esses ciclos. Entropia negativa: todo sistema sofre um processo entrópico que definimos como tendência à morte. A “negativa” representa retardar esse processo contribuindo com o que há de mais atual, quer seja no desenvolvimento de atividades, no uso de tecnologia ou nas respostas ao mercado. Toda a contribui-ção baseada em conhecimentos e praticada em uma organização evita que o processo entrópico tenha presença cada vez mais forte. Processo de codificação: permitir e processar informações de interesse das atividades de uma organização. Estado firme: diz respeito à base construída para que uma organização atue de maneira competitiva. Equifinalidade: veja o processo de codificação e, mais adiante, a diferenciação em que a equifinalidade nos indica a reunião das ações para uma finalidade única,ou seja, uma visão sistêmica dirigida para a razão pelo qual uma estrutura foi criada. Diferenciação: as unidades ou subsistemas que compreendem uma estrutura têm campos de atuação próprios, mas com uma única direção – o objetivo da organização. Na visão sistêmica, isso reside apenas no nível de definição. Esse assunto é tratado também na teoria da contingência. Teoria da Contingência: considerando também a variável ambiente, avança um pouco além da Abordagem de Sistemas. A sua relevância é a de que não conseguimos um nível organizacional desejado com a aplicação de um só modelo, ou seja, não há uma só forma de tornar uma organização eficaz e eficiente. Haverá sempre alternativas para o encaminhamento de estudos organizacionais. A pesquisa de Lawrence e Lorsch (1973), confrontando or- ganização e ambiente, encaminha os resultados para dois aspectos básicos e que interessam à área de OSM: A diferenciação, que defende que cada unidade ou subsistema da organização tem unicamente o que lhe é relevante; e A integração, que se refere ao processo gerado por pressões vindas do ambiente global da organização;já que a diferenciação fica no plano conceitual. 12 Para suporte das atividades da área de OSM, a partir desses dois aspectos evidenciados da teoria mencionada, interessa: sistema formal de coordenação, hierarquia administrativa e a utilização de grupos interfuncionais importantes. A Figura 2 ainda destaca consultoria e criatividade como áreas integradas aos analistas, instrumentos e gestão de processos, assunto que veremos na próxima Unidade. A EVOLUÇÃO DA OSM E A CONTRIBUIÇÃO DO SEU PROFISSIONAL À ORGANIZAÇÃO O conceito de O&M (organização e métodos) está diretamente ligado à administração científica, onde se deu após os estudos e observações de Frederick W Taylor (fundador da administração cientifica), Henry Fayol e outros autores precursores da área. Frederick W. Taylor observou as empresas e os sistemas de produção daquela época e, partir disso, concluiu que havia a necessidade de implantar um método para padronizar as atividades, possibilitando ao trabalhador produzir mais em menos tempo. O intuito era reduzir os desperdícios, levando à redução dos custos. 13 Ao substituir métodos empíricos pelos métodos científicos surgiu a Organização Racional do Trabalho. Seu objetivo era analisar o trabalho, desenhos de cargos e tarefas, divisão do trabalho, padronização de métodos e condições ambientais do trabalho (CHIAVENATO, 2003, p. 56). Verificou-se que os estudos científicos voltados para o aumento dos níveis de produtividade e de eficiência organizacional tinham que se concentrar no homem, sendo ele o elemento fundamental de qualquer processo produtivo. Foram criadas condições para obter o máximo do rendimento físico e intelectual; condições de trabalho capazes, principalmente de mantê-lo satisfeito e motivados, com o objetivo de criar organizações sólidas e mantê-las com um bom desempenho, com isso, surgiu a nova área de especialização entre as funções administrativas, chamada organização e métodos –a O&M (CHINELATO 1999, p. 38). Munis (2013, p.15) relata que grandes empresas, que fizeram de seu modo de administração verdadeiras correntes de pensamento, como a Ford, utilizaram O&M de forma eficiente para chegar ao nível de excelência que hoje possuem. Llatas (2012 p. 6) afirma “no início do século XX, Henry Ford tinha conhecimento que a eficiência era um fator decisivo para tornar seus produtos mais competitivos, ou seja, em sua indústria reinava o imperativo da produtividade”. Os empregados eram expostos em determinado espaço, cada um responsável por uma etapa no processo, surgindo a partir daía linha de montagem.Oliveira (2013, p. 9) relata que as empresas utilizaram a O&M até final dos anos 80. Pressionadas com os avanços da informática, as empresas passaram a confiar completamente na Ciência da Computação. Assim, os analistas tiveram que mudar suas estratégias em decorrência da mudança tecnológica constante. O quadro abaixo resume as principais diferenças entre a O&M e a OSM. 14 Cury (2012) relata algumas características pessoais do analista de OSM, a saber: ele deve ser graduado em administração ou áreas afins; ter especialização em OSM; conhecimento em informática; ter domínio em uma metodologia própria de trabalho e experiência na área. Ao possuir essas características e/ou habilidades, o profissional está apto a atuar no mercado, devendo buscar, constantemente, estratégias inovadoras e desafiadoras de modo a trazer, cada vez mais, resultados positivos às empresas. Nessa mesma linha, Oliveira (2013) acrescenta que o profissional de OSM deve ter uma visão holística da organização, é ele, o indivíduo, que vai estar à frente das empresas tomando decisões e apoiando as organizações no alcance de seus objetivos. Atualmente a Organização, Sistemas e Métodos estão muito mais focados nos processos. A OSM é mais planejada na estratégia. Procura utilizar os melhores métodos para alcançar os objetivos da organização. Tem como finalidade auxiliar na elaboração e/ou melhoria dos procedimentos. Usa como ferramentas no processo de melhoria das empresas: organogramas, formulários e fluxogramas. É a famosa consultoria cujos objetivos principais são: eliminar o supérfluo, otimizar os recursos das empresas e maximizar os resultados. 15 Vamos conhecer as ferramentas utilizadas no processo. a) Organograma O organograma é uma espécie de diagrama usado para representar as re-lações hierárquicas dentro de uma empresa, ou simplesmente a distribuição dos setores, unidades funcionais e cargos e a comunicação entre eles. Credita- se a criação do organograma ao norte americano Daniel C. Mac-Callum (EUA) por volta de 1856, quando este administrava ferrovias nos EUA. Desde então o organograma se tornou uma ferramenta fundamental para as organizações, pois além de facilitar a todos conhecer como funcio-nam as relações da empresa e sua estrutura, permite inclusive, identificar alguns problemas ou, oportunidades de melhorias, através de sua análise. Na criação de um organograma deve-se levar em consideração que ele é uma representação da organização em determinado momento e, pode portanto, 16 mudar. Para isto ele deve ser flexível e de fácil interpretação. Quando o orga- nograma é bem estruturado ele permite aos componentes da organização saber exatamente quais suas responsabilidades, suas funções e a quem devem se reportar. a) Fluxograma Um fluxograma, ou flowchart, é um diagrama que tem como finalidade representar processos ou fluxos de materiais e operações (diagramação lógica, ou de fluxo). Geralmente confundido com o organograma, o fluxograma possui a diferença de representar algo essencialmente dinâmico, já o organograma é uma representação da estrutura funcional da organização. O fluxograma sempre possui um início, um sentido de leitura, ou fluxo, e um fim. Alguns símbolos básicos são usados na construção de qualquer fluxograma porém eles podem variar. Veja abaixo algumas definições básicas: Geralmente, usa-se um círculo alongado para indicar o início e o fim do fluxo; A seta é usada para indicar o sentido do fluxo; No retângulo são inseridas as ações; O losango representa questões / alternativas; O losango sempre terá duas saídas; As linhas ou setas nunca devem cruzar umas sobre as outras; O texto deve ser sempre claro e sucinto; Recomenda-se iniciar as ações sempre com um verbo no infinitivo (fazer, dizer...) O importante é estabelecer o fluxograma de forma que ele fique o mais claro possível, ou seja, que fique fácil identificar as ações que devem ser executadas, ou dependendo do tipo de fluxograma, as alternativas do processo. Outros símbolos e modelos podem ser usados para montar fluxogramas, o que vai determinar quais símbolos utilizar ou não, ou ainda, que tipo de fluxograma se deve usar é o objetivo dele e o quê ele descreve. 17 A elaboração de fluxogramas tem por objetivo o mapeamento de processos de modo que posteriormente eles possam ser analisados visando à melhoria contínua. AS HABILIDADES DO ANALISTA DE OSM Por se tratar de uma função altamente especializada, requer um profissional do mesmo porte, com uma visão sistêmica de toda a empresa, sobre sua gestão de negócios e sobre o mercado onde atua. Segundo Eurico Sprakel, professor da Faculdade de Tecnologia de João Pessoa/Paraíba, o profissional de OSM deve possuir os seguintes requisitos: a) Ser eterno pesquisador; b) Ser versátil e possuir uma visão empresarial; c) Ter forte capacidade de análise e síntese; d) Ser altamente criativo; e) Saber promover a integração interdepartamental; f) Ter capacidade de liderança para processar negociações. 18 AS FUNÇÕES DO ANALISTA DE OSM Conforme Ricardo Mello na estrutura clássica empresarial, cabia ao profissional de Organização e Métodos (O&M) a meticulosa estruturação das rotinas comunicacionais e dos processos administrativos, principalmente nas organizações de grande porte. Nas pequenas empresas, havia pouco espaço para este tipo de profissional desenvolver as suas atividades, fosse pelo desconhecimento da natureza do seu trabalho por parte do empresário, ou ainda pelo impacto dos seus vencimentos mensais na folha de pessoal. De todas as formas, seria mais uma das múltiplas funções administrativas que o empresário deveria exercer. Graças à disseminação do uso de microcomputadores a partir dos anos 80 do século XX, tornou-se até mais fácil para qualquer “curioso”, sem grandes conhecimentos técnico-gerenciais, a desenvolver por conta própria formulários e modelos de circulares, entre outros instrumentos normativos. Neste mesmo período, a função do profissional que tratava dos processos e estruturas organizacionais passou a incorporar a letra “s”, correspondente a “sistemas”, consolidando a denominação de “Organização, Sistemas e Métodos” (OSM). Não obstante, aos ouvidos dos incautos, soa ainda hoje pomposo: “o departamento de OSM precisa revisar e propor uma nova norma zero para a Instituição”, ou ainda “o OSM está elaborando um funcionograma para a empresa”. Para o microempresário, alheio ao jargão administrativo, pode aparentar mais uma sofisticação típica das grandes empresas dispostas e com condições de investir em serviços que sequer imaginava dispor. Mas, afinal, quais são as funções e qual o papel do OSM em uma empresa? A natureza do trabalho do analista de OSM gira em torno do estudo das estruturas e os processos organizacionais. Em outras palavras, cabe ao profissional analisar a estrutura e os procedimentos administrativos em uma empresa com o objetivo de aperfeiçoar o fluxo de trabalho e de informações. Ao contrário do que se imagina a essência do trabalho não consiste em aplicar métodos burocráticos que emperram a empresa, mas em desenvolver uma visão crítica acerca da distribuição deste ao longo da estrutura de negócio. Os empresários que, eventualmente – mas não continuamente – contaram com o apoio de um profissional de OSM, acham que no final das contas 19 o trabalho deste analista se resume a elaborar manuais e normas. Entretanto, é bem mais que isso. A racionalização dos fluxos de processos exige conhecimento apurado dos sistemas de informação corporativo. Você é capaz de estabelecer a dife- rença, por exemplo, entre dados e informações? Pois saiba que este é um dos pilares para a tomada de decisão eficaz. O analista de OSM, conhecedor dos conceitos,consegue identificar onde são gerados, armazenados e redis-tribuídos os dados e quem são os responsáveis pela alimentação do fluxo informacional na empresa. Ou seja, a decantada “inteligência competitiva” (business intelligence), pois, apesar de estar fortemente ligado a aspectos mercadológicos, inicia-se a partir de uma abordagem de sistemas e métodos. Quando falamos de qualidade, a contribuição do OSM é enorme. Desde o final da década de 90, por força da legislação no Brasil, as empresas de en- genharia e terraplanagem que desejem participar de concorrência, tomadas de preço e processos licitatórios devem obter certificação de qualidade da série ISO, que se pauta na normalização dos procedimentos operacionais. Outras certificações, também pautadas em rígidos métodos de normalização, são exigidas as empresas que desejem exportar para países da Europa e América do Norte. Entre as grandes corporações atuando no território Brasileiro, é cada vez maior a quantidade de interessadas em participar do Prêmio Nacional da 20 Qualidade (PNQ), cujos rigorosos indicadores de excelência demarcam um alto padrão de excelência nos processos. Para isso, requer-se uma ótima definição e delegação de competências ao longo dos processos organizacionais. Mesmo que o objetivo da organização não seja obter selos de qualidade ou ter vontade de internacionalizar suas operações, o profissional em OSM deve ser percebido como uma função administrativa estratégica que possibilita harmonizar os fluxos produtivos, por aperfeiçoar os processos empresariais, desde a concepção do negócio até o estudo dos indicadores de sucesso e competitividade. MODELOS DE ORGANIZAÇÃO Mecanicista: imitam funcionamento das máquinas. Orgânico: imitam o comportamento dinâmico dos organismos vivos. Características do Modelo Mecanicista: o Enfatiza critérios de desempenho; o Regras bem definida; o Compartimentalização; o Tarefas especializadas; o Departamentalização; o Liderança autocrática; o Hierarquia; o Gestão de pessoas formalizadas; o Relações formais. Características do Modelo Orgânico: o Enfatizam critérios como eficiência, adaptabilidade, sensibilidade para mudanças; o Ampla participação; o Competência; o Gestão de pessoas informais; o Departamentalização heterogenia; o Hierarquia é imprecisa. Organização informal 21 É o resultado da interação social entre seus membros com o objetivo de aten-der a suas necessidades. Estas são encontradas em todos os níveis da socie-dade. Modelo de organização informal A sua liderança é uma concessão do grupo, apresenta uma autoridade mais instável, pois está sujeita aos sentimentos pessoais dos seus membros. As organizações informais podem existir como entidades independentes. Os líderes dos grupos informais surgem por várias causas, como por exemplo: • Idade; • Competência; • Localização de trabalho; • Conhecimento; • Personalidade; • Comunicação; • Dentre várias outras situações. Algumas vezes, a estrutura informal se torna uma força negativa dentro da empresa, porém se a administração conseguir conciliar e/ou integrar os grupos formais com os informais haverá uma harmonização nas tarefas, e se torna uma condição favorável de rendimento e produção. Sendo assim a estrutura informal possui algumas vantagens como, por exemplo: • Rapidez no processo; • Redução de comunicação entre chefe e empregado; • Motiva e integra os grupos de trabalho. Contudo, possui suas desvantagens: • Desconhecimento de chefia; • Dificuldade de controle; • Atrito entre pessoas. Organização formal Também conhecida como Estrutura organizacional, esta estrutura tem es- tabelecido o objetivo, um conjunto de regras mais ou menos permanentes e uma estrutura definindo os papéis e as relações entre seus membros. A organização formal requer autoridade das pessoas que exercem o controle e estabelecem a 22 forma de sua utilização, bem como a divisão do trabalho e as relações formais entre os seus membros. Modelo de organização formal A maioria das empresas adota a organização formal. É a estrutura delibera-damente planejada, e formalmente representada, em alguns aspectos, em organogramas.Os principais fatores para criação de uma empresa formal empresarial são: • Focar os objetivos estabelecidos pela empresa; • Realizar atividades que podem chegar nesses objetivos; • Distribuir funções administrativas para cada funcionário desempenhar; • Levar em consideração habilidades e limitações tecnológicas; • Tamanho da empresa. As componentes chaves para um bom funcionamento dessa formalidade são: • Sistema de responsabilidade: que é constituído pela departamentalização, especialização; • Sistema de Autoridade: nada mais é que a distribuição de poder; • Sistema de comunicação: é a interação entre todas as unidades da empresa; • Sistema de decisão: que é ato de poder entender, e poder definir e decidir uma ação solicitada. Organização linear ou militar é o mais antigo. A disciplina está em primeiro lugar, pois a autoridade vai à linha reta (vertical), desde o superior até o inferior, incluindo todos os homens, sem qualquer exceção. Duas vantagens podem ser apresentadas a favor da organização linear ou militar: a unidade de comando (o executor recebe ordens de um único encarregado ou chefe) e a simplicidade de estruturação (é fácil fazer o esquema da forma pela qual a empresa está organizada). Contudo, este tipo de organização só pode ser adotado em empresas pequenas e médias, principalmente quando elas não necessitam de pessoas especializadas e não possuem grandes recursos financeiros. 23 LAYOUT O layout é também conhecido como arranjo físico, ou ainda, como “planta baixa”, que na verdade é o que o ele representa: uma descrição física no plano horizontal. Em alguns casos mais específicos um layout permite diferentes leituras, com medidas obtidas através de projetos de corte ou de perfil. Em um estudo específico, podemos dizer que se deve considerar uma estrutura apresentada em um único plano horizontal e que reúna dados suficientes para uma relação com fluxos. O importante, neste estudo, é destacar que esse instrumento permite o necessário suporte para a estruturação e desenvolvimento de processos. O layout possui alguns importantes aspectos: Inicialmente o estudo parece não despertar grande interesse, no entanto, a considerar que uma pessoa passa a maior parte de sua via ativa em um ambiente de trabalho, este deve ser adequado ao desempenho de suas atividades e reunir todos os demais aspectos ambientais, que representam, também, qualidade de vida; Como um instrumento que organiza o espaço físico ocupado por agentes, equipamentos e materiais e, na conjugação desses elementos, auxilia na execução dos fluxos em operação, o layout empresta elevada contribuição para a realização das atividades; e Em vista disso, o layout se estrutura associado a fatores, tais como: motivacionais e de ambiente; de integração entre unidades e facilidade na fluidez das atividades; os relacionados à comunicação; e os de padronização na apresentação de um ambiente e uniformidade ao direito de uso. Araújo (2006) considera que o arranjo físico deve ser estruturado a partir de um estudo planejado de sistema de informações que permita se relacionar com a distribuição de móveis, equipamentos e agentes. Por isto o layout se define pela posição que viabiliza, em um determinado espaço físico, a realização das atividades e o fluxo de agentes e de materiais. 24 Este instrumento possui relação bastante próxima com os princípios de ergonomia assim como os da arquitetura organizacional, em que Nadler et al. (1993), destacam que quando fazemos referência à “organização” com seus vários sistemas, processos, estruturas, estratégias,entre outros que formam o meio operacional, a expressão para resumir todos esses elementos é: arquitetura organizacional. Para desempenham, criando oportunidades em um espaço comportamental. Considerando a arquitetura como uma arte no seio de uma organização e em suas interações, temos: 25 Portanto, entre os princípios de um layout conjugados com os da arquitetura organizacional que abrangem sistemas, estratégias, aspectos comportamentais e processos – podemos afirmar que o layout é um importante instrumento de integração com diversos elementos atuantes, em diferentes atividades. •Administrativo - por sua natureza deve ser apresentado em planta baixa em escala natural 1:100 ou 1:50 (onde 1m = 2cm). Alguns padrões de medidas estão na NB 43 Normas Brasileiras para a Execução de Desenho e Arquitetura, como sugestão para a elaboração e uma planta baixa, figura a seguir. Seguem algumas medidas sugeridas pelas normas que tratam do assunto: Área por funcionário 4m2 Para chefe de unidade 10m Sala de espera 12m2 Sala de conferência 2,5m2 por pessoa Entre duas mesas 1m de passagem Corredor principal entre mesas 1,5m Distância entre mesa e parede 0,90m Como exemplo, temos uma planta baixa administrativa, em escala natural. 26 Industrial - se caracteriza pelos tipos de equipamentos instalados, de produtos produzidos, de volume de matéria-prima e se seqüencial ou não. Pode ser apresentado, segundo o espaço físico disponível, em forma de "U", de "L" ou ainda linear, e com setores de suporte ou não. Os tipos mais comuns, são: 27 28 Lembramos que a evolução de móveis e equipamentos em termos de ergonomia LINK Num ambiente integrado por homens, máquinas, materiais e ambientes, a ergonomia vem contribuir para estruturar muito bem todas estas interfaces. Disponível em: . Acesso em 28 de julho de 2009. FIM DO LINK e de funcionalidade aliada à comunicação questiona a necessidade em adotar sugeridas medidas para comportar idênticas estruturas de pessoal e equipamentos, tratando-se de layout administrativo. Não obstante, isso se constitui num ponto de partida para a execução e demonstração de uma planta baixa. A tendência atual é fazer uso de layouts mais abertos e comunicativos, visando a integração de seus agentes e de suas unidades ou mesmo áreas. Daí a razão em adotar estações de trabalhos – sempre que possível, facilitando agrupar agentes em um espaço de uso racional, que permita o exercício de práticas de alinhamento no comportamento de convívio profissional. CONVENÇÕES PARA O DESENHO TÉCNICO Para o desenho de leiaute administrativo ou industrial em planta baixa ou de corte, as convenções geralmente aceitas para trabalho desta natureza, possuem especificidades nas instalações principais e complementares. Quando à representação de móveis e equipamentos, encontram-se diferentes formas entre autores - alguns deles referenciados neste trabalho. 29 No entanto, é recomendável a utilização de diversas fontes teóricas, sempre confrontando com o aceitável em termos de leitura técnica. É através de um projeto adequado de layout que o ambiente de trabalho torna-se agradável o que contribui para um melhor desempenho de atividades e integração entre as unidades. Um dos aspectos a ser considerado nesse projeto diz respeito às cores. Vamos agora conhecer as recomendações para a utilização de cores em busca desta harmonia. O quadro a seguir, destaca a ilusão física e os efeitos psicológicos (psicodinâmica das cores). FORMULÁRIOS O uso de formulários tem um papel bem definido: o da comunicação organizacional. Por isto podemos conceituá- lo, de acordo com D’Ascenção (2001), como um documento que contém campos pré-impressos que recebem dados e informações para viabilizar um fluxo de comunicação em uma organização. Todos os analistas têm a responsabilidade em evitar que este veículo de divulgação seja inoperante e que possa causar sérias conseqüências a processos e à toda a organização. O autor nos mostra, ainda, diferentes denominações de formulários, segundo suas funções especificas. 30 Dentre as diferentes definições, podemos acompanhar a de Ballestero Alvarez (1991), que considera o formulário um instrumento apropriado para receber informações constantes e variáveis, tendo como objetivo possibilitar leitura, interpretação, armazenamento e uso, por qualquer agente de uma organização. Para Oliveira (1986), é um importante meio de comunicação e registro de informações para qualquer organização. Para que um formulário tenha seu papel representativo de manipulação de informações, é preciso que tenha um layout devidamente desenhado para receber, manipular e dispor de informações relativas às funções a que elas se destinam. Um formulário, sendo um meio de comunicação, se identifica de muitas formas em diferentes situações envolvendo: estratégias, processos, decisões, planejamento, integração, enfim, toda a rede de uma organização. Alguns itens obrigatórios devem identificar um formulário 31 CONCLUSÃO FINAL Gerir um ambiente de saúde é um desafio, porque envolve a questão do recrutamento, seleção, admissão, treinamento e retenção de talentos médicos, de enfermagem e de outras áreas são cruciais. Além disso, é preciso pensar na logística de materiais e medicamentos de uso no paciente, bem como em outros insumos também é preponderante. A implantação de uma cultura profissional de 32 administração ao lado de uma de qualidade assistencial é outro ponto para reflexão. A manutenção e atualização do parque de equipamentos, instrumentos, áreas físicas e tecnologias é mais um. Assim, são vários os obstáculos, que normalmente são superados por um entendimento dos problemas de saúde de uma comunidade, da análise epidemiológica desta comunidade, do mapeamento estratégico feito ao lado de um bom plano diretor de medicina. O financiamento e o acesso aos serviços de saúde também são desafios permanentes, bem como a oferta de novos serviços à comunidade. 33 REFERÊNCIAS ___________, Conceitos da função organização, sistemas e métodos Colunista. Administração e Gestão. Portal – Educação. Acessado em: 09 de dezembro de 2020. Disponível em: . CARDOSO, Carolina Palace. Organizações, Sistemas e Métodos (OSM). Acessado em: 09 de dezembro de 2020. Disponível em: . CURTO JUNIOR, Renato Mendes. Organização, Sistemas e Métodos. Curitiba- PR. 2011. PRÉVE, Altamiro Damian. Organização, sistemas e métodos. 2° edição. Rev. atual. – Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC, 2011.164p. Acessado em: 09 de dezembro de 2020. Disponível em: . SILVA, Antônio Suerlilton Barbosa da. SILVA, Maciley Aparecida. A Organização, Sistemas e Métodos: um estudo acerca de sua aplicabilidade em uma empresa do setor de saúde. Desenvolvimento de competências frente aos desafios do Amanhã. Simpósio de Excelência em gestão e Tecnologia 31 de outubro e 01 de novembro de 2016. Acessado em: 09 de dezembro de 2020. Disponível em:. PRÉVE, Altamiro Damian. OSM – Organização, sistemas e método. UFSC/CSE/CAD. Março de 2012. Universidade Federal De Santa Catarina. Acessado em: 09 de dezembro de 2020. Disponível em: