Prévia do material em texto
Nome dos acadêmicos: Franciéli de Souza Bonete Indiamara Fatima Souza Ferreira de Freitas Ketllen Cauany Gonçalves Eing Silvana Caldeira Influenza Cascavel 2022 Introdução: Influenza, ou gripe, é uma infecção aguda do sistema respiratório, causado pelo vírus (influenza), que possui grande capacidade de disseminação e taxas elevadas de hospitalização. Com predominância anual, durante os meses do inverno, quando há um pico em sua incidência, colocando em risco principalmente pacientes idosos e pessoas com comorbidades. De acordo com a Organização mundial da Saúde (OMS), os casos de influenza podem variar de quadros leves a graves que podem ser fatais. Existem quatro derivações da gripe: INFLUENZA A, B, C e D As epidemias sazonais são causadas pelo vírus A e B, já o vírus A é responsável pela pandemia sazonal. Influenza tipo A: Mais conhecida como ( H1N1; H3N2 ) são encontradas em vários tipos de animais, como os suínos, mamíferos, equinos, aves e seres humanos. Esse vírus é altamente mutável ( mutação estrutural do seu DNA) Influenza tipo B: Infecção específica aos seres humanos, Os vírus circulantes B podem ser divididos em dois principais grupos (as linhagens), denominados linhagens B/ Yamagata e B/ Victoria. Os vírus da gripe B não são classificados em subtipos. Influenza tipo C: Não está relacionada a epidemias, mas infectam humanos e suínos, mas de forma branda e menos frequente. Influenza tipo D: Foi identificada em 2011, mas foi isolado nos Estados Unidos, não sendo identificado em seres humanos, apenas em suínos e bovinos. A transmissão pode ser direta ou indireta: Direta: Pode ser transmitido através de partículas de secreções das vias respiratórias de uma indivíduo contaminado, através de espirros, tosse e ao falar. Indireta: Através das mãos, após contato com superfícies contaminadas por essas secreções respiratórias, esse indivíduo carrega o vírus das mãos para a boca, nariz e olhos. O período que uma pessoa pode transmitir a doença é de 1 dia antes dos sintomas até 7 dias após o início dos mesmos. Para crianças menores de 12 anos, ainda pode ocorrer a transmissão até 14 dias após o início dos sintomas. Os principais sintomas da gripe são: · Febre; · Calafrios; · Dor de garganta; · Tosse; · Dor no corpo; · Cefaleia; · Vômitos e diarreia, são mais comuns em crianças Também podem estar associados outros sinais e sintomas como: · Rouquidão · Olhos avermelhados e lacrimejantes · Fadiga Como diferenciar gripe e resfriado: Existem sintomas diferentes para gripe e resfriado. Gripe: · Febre usualmente alta · Calafrios · Dores musculares · Tosse · Dor de garganta · Queda no estado geral de saúde Resfriado: · Tosse · Congestão nasal · Coriza · Dor no corpo · Dor leve de garganta Forma de tratamento: Em casos brandos, a maioria das vezes são utilizados medicamentos para atenuar os sinais e sintomas, já em casos graves são utilizados medicamentos específicos como os antivirais como o (Tamiflu). Forma de prevenção: Por meio de vacinas, através de campanhas anual, disponibilizado pelo SUS, em recomendações da OMS, a vacina é segura e muito eficaz contra complicações como agravos e mortes. A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe, sendo ela trivalente ( Influenza A - H1N1, H3N2 e a Influenza B -Linhagem B/Victoria) O vírus é altamente mutável, o que faz com que essa doença seja monitorada mundialmente. Grupo prioritário para vacinação contra a gripe (influenza) Crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); Gestantes em qualquer idade gestacional; Puérperas até 45 dias após o parto; Trabalhadores da Saúde; Professores de escolas públicas e privadas; Povos indígenas a partir dos seis meses de idade; Indivíduos com 60 anos ou mais de idade; Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; · População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional; · Força de segurança e salvamento; · Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independente da idade. Além das campanhas de vacinação, é importante ressaltar que outras medias de prevenções, no intuito de diminuir a propagação do vírus. Lavagens das mãos com água e sabão; Cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir; Evitar tocar mucosas como boca, nariz e olhos; Não compartilhar objetos de uso pessoal, como os talheres, pratos e copos; Manter o ambiente sempre ventilado Evitar contato próximo com pessoas que apresentam sinais e sintomas gripais; Evitar aglomerações em ambientes fechados; Adotar hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e ingestão de líquidos Complicações da Influenza: O quadro clínico de pessoas adultas saudáveis podem variar de intensidade, já em crianças a febre pode atingir alta temperatura, já os idosos sempre apresentam quadros febris, as vezes sem outros sintomas. As classificações de riscos incluem doença pulmonares cronico ( asma, bronquite, cardiopatias, diabetes, imunodeficiência ou imunodepressão, gravidez, doença renal Cronico As complicações são mais comuns em idosos e indivíduos vulneráveis. As mais frequentes são as pneumonias bacterianas, sendo provocadas pelos seguintes agentes patogenicos : Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus ssp. e Haemophillus influenzae. Gestantes com quadro de influenza no segundo ou terceiro trimestre da gravidez estão mais propensas à internação hospitalar. Epidemiologia: O monitoramento da infecção por vírus influenza, no Brasil, é feito pelo sistema de vigilância epidemiológica que acompanha a evolução, desde o ano 2000, com o objetivo de identificar as cepas circulantes e as eventuais mudanças em seu padrão de ocorrência, produzir o imunobiológico para a vacina sazonal. As epidemias de gripe sazonal causam de 3 a 5 milhões de casos graves e de 300.000 a 500.000 mortes por ano no mundo , segundo dados da OMS. As epidemias anuais atingem quase todas as faixas etárias em um curto espaço de tempo. São objetivos da vigilância epidemiológica de influenza: -Monitorar as cepas de vírus que circulam e oferecer resposta rápida a circulação de novos subtipos; -Acompanhar a tendência da morbimortalidade para traçar estratégias de redução da doença para a sociedade; -Buscar estratégias para reduzir a ocorrência de formas graves e óbitos; -Monitorar o padrão de gravidade da doença, detectar eventuais mudanças na virulência do vírus influenza. Conclusão: A infecção pelo vírus influenza é uma doença de extrema importância do ponto de vista de saúde pública. A alta transmissibilidade do vírus, associada ao alto índice de mutações, requer uma observação epidemiológica constante, buscando evitar o surgimento de novas pandemias. Do ponto de vista clínico, conhecer sinais e sintomas mais recorrentes e saber identificar as populações de risco para o desenvolvimento de complicações são aspectos de suma importância, tanto para o diagnóstico, quanto para o estabelecimento de conduta precocemente. Além das medidas de prevenção gerais, que envolvem as boas práticas de higiene, o protocolo respiratório e o distanciamento de pacientes contaminados, a vacinação anual ainda é a principal ferramenta disponível. Todavia, é importante lembrar que sua eficácia não é absoluta, pois depende da combinação com as cepas circulantes ano em questão e ao organismo vacinado. Referências bibliográficas: https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Influenza-Gripe https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/influenza-b-sintomas-transmissao-e-prevençao image1.png