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COAGULAÇÃO INTRAVASCULAR DISSEMINADA (CIVD) Sindrome sistêmica que se caracteriza por microtrombose e sangramento. Pode ser precipitada por sepse, trauma smo, câncer, choque, descolamento de placenta, reações alérgicas e outras condições. HEMOSTASIA: processo ocorre formação de coágulos sanguíneos em locais de lesão vascular, impedindo ou limitando a extensão do sangramento. (inadequados em estados hemorrágicos e indicados em estados trombó cos) Desencadeado por dois mecanismos – liberação de fator tecidual ou substancias tromboplásicas na circulaçãoe e lesão de célula endotelial disseminada. As vias de an coagulação são comprome das e a fribinolise é suprimida. O tempo de coagulação é inicialmente normal porém quando formam microtrombos a coagulação é comprome da. COAGULAÇÃO EXCESSIVA E SANGRAMENTO. Comprome mento da função ou insuficiência dos órgãos, diminuição das plaquetas, trombose, sangramento evoluindo em mucosas, locais de punção venosa, tratos gastrointes nais e urinário. Efeitos secundários: oxigenação tecidual, reposição d líquido, correção de anormalidades eletrolí cas, administração de medicamentos vasopressores, correção dos fatores de coagulação, correção das plaquetas e das hemácias. COAGULOPATIAS NA COVID 19 U liza receptores da enzima conversora de angiotensina-2 em células humanas que inicia inflamação localizada, a vação endotelial, dano tecidual e liberação alterada de citocinas que são responsáveis pela a vação da coagulação. Leva a interrupção do metabolismo da AngII, com consequente aumento de sua concentração plasmá ca. Efeitos pró-trombo cos vasoconstrição, a vação endotelial e plaquetária e liberação de citocinas pró-inflamatorias. Uso de heparina de baixo peso molecular em dose profilá ca, uso de compressão pneumá ca intermitente e meias de compressão, monitorização dinâmica CIRURGIA CARDÍACA Cirurgias corretoras – correção do defeito do septo atrial e ventricular Cirurgia reconstrutora – revascularização do miocárdio, plas as de valvas Cirurgia subs tu va – troca valvares e transplante cardíaco Angioplas a – desobstruir por expansão as artérias coronárias, restabelecendo o lúmen e o fluxo normal. Cateter é induzido, depois o balão é inflado, expandindo o vaso sanguíneo após é desinflado e removido. Complicações: dissecação, perfuração, fechamento abrupto ou vasospasmo da artéria coronária, IAM, arritmias graves podendo necessitar de tratamento cirúrgico. Os pacientes recebem heparina IV ou inibidor de trombina e são monitorados. Também podem receber GP IIb\IIIa por algumas horas após para prevenir agregação plaquetária ou formação de trombos. A hemostasia é alcançada e as bainhas femorais podem ser removidas ao término do procedimento por meio de um disposi vo de fechamento vascular ou que suture os vasos. Após pressão ou compressão. Permanecer no leito e mantes a perna afetada es cada, analgésicos ou sedação, reposicionamento ou aplicação de calor, administração de atropina IV para possível diminuição da FC e PA. Cura vo hemostá co – pulseira 1cm acima do local insuflação do balão com 15ML de ar, traciona-se e re ra o introdutor, inicia a desinsuflação a cada 3ml observando o inicio de sangramento. Cura vo compressivo – Insuflação de manguito no braço ipsilateral 10mmHg acima da PA sistólica, próximo a exteriorização do introdutor prosiciona o cura vo 1cm acima da punção e aplica pressão manual, posiciona a primeira faixa de compressão e completa em X. Revascularização do miocárdio: um vaso sanguíneo de outra parte do corpo é enxertado na artéria coronária ocluída, abaixo da oclusão, ocorrendo desvio. (ponte de safena) maquina de circulação extracorpórea. Procedimento – hipotermia 28ºC, sangue é resfriado o que diminui a taxa metabólica basal reduzindo a demanda de oxigênio. Complicações - hemorragia, arritmias, IAM, hipovolemia, sangramento, tamponamento, sobrecarga de líquidos, hipotermia, hipotensão, taquiarritmias, bradiarritmias, insuficiência cardíaca, comprome mento da troca gasosa, alterações neurológicas, lesão renal, desequilíbrio eletrolí co, insuficiência hepá ca, infecção. UTI- Monitoramento cardiopulmonar, manejo da dor, manejo da ferida operatória, nutrição. Correção de doenças valvares: Pulmonar – impede o refluxo se sangue para o VD durante sua diástole. Aor ca – impede o refluxo de sangue para o VE durante a diástole ventricular. Tricuspide – impede o refluxo ao AD durante a sístole do VD Mitral – impede o refluxo de sangue ao AE durante a sístole ventricular Transplante de coração – técnica bicaval que inclui a remoção do coração e a nova implantação com átrios intactos na veia cava e nas veias pulmonares. Transplante ortotópico - remover o coração do receptor mas deixar uma parte dos átrios do receptor no local, conhecido como técnica biatrial. Técnica bicaval – inclui a remoção do coração do receptor e a implantação do coração do doador com átrios intactos na veia cava e nas veias pulmonares. Período cri co até as 24 horas – imediato Após 24 horas e até 7 dias – mediato Após 7 dias – tardio MONITORIZAÇÃO INVASIVA Acompanhar por meio de monitor, dotar de monitores, fazer vigilância e acompanhamento SUPERVISIONAR, acompanhar como monitor Estudo dos movimentos e pressões da circulação sanguínea através da observação de parâmetros clínicos e laboratoriais. Fornece informações sobre macrocirculação e microcirculação, detcta condições capazes de provocar alterações hemodinâmicas, como hipovolemia, disfunção cardíaca e choque distribu vo ou obstru vo Não invasivo – frequência cardíaca, monitorização cardíaca, oximetria de pulso, capnografia, pressão arterial, frequencia respiratória, temperatura. Invasivo – Pressão arterial invasiva, pressão venosa central, pressão de artéria pulmonar, pressão intracraniaca, pressão intra-abdominal ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO Vascularização do encéfalo – vértebro-basilar(artérias vertebrais) e caro deo(artérias caró das internas). Formam o polígono de willis onde saem as principais artérias. Sinais – perda súbita de força ou formigamento, dificuldade de falar ou compreender a fala, perda visual, tontura, perda de equilíbrio ou coordenação, cefaleia intensa AVCI – desvio de rima, dificuldade de fala, confusão, perda visual, crise convulsiva, paresia, perda de equilíbrio, cefaleia. Menos de 4 horas de evolução, ir ao hospital, mais de 4 horas não é necessário hospital AVCH – cefaleia, náuseas ou vômitos, hemorragia re niana, rigidez de nuca. AVEI- obstrução de uma artéria, impede a passagem de oxigênio para as celular, pode ocorrer por um trombo ou embolo. Mais comum. AVCH- ruptura de um vaso arterial, a maioria na artéria cerebral média. Pode ocorrer dentro do tecido cerebral ou na super cie, entre o cérebro e ameninge. Determinas a data de inicio dos sinais e sintomas, caso ao acordar considerar o ul mo momento em que visto sem sintomas, verificar comorbidade e dependência química, aplicar escalas de cincina e Glasgow, realizar TC sem contrates de urgência Escore ABCD2 para Acidente Isquemico Transitorio- episodio único de defict neurológico focal agudo com recuperação completa em menos de 1 hora. U lizado para definir o grau de risco para desenvolvimento do AVC isquêmico durante os primeiros sete dias. Iden ficar e auxiliar na conduta clinica. AAS 100mg\dia, clopidogrel 75mg, sinvasta na 40mg Escala AVC – 0 a 3 – bons resultados clínicos no seguimento. 4-21 – possibilidade de terapia fibrinolo ca. Mais que 22 possibilidade de terapia fibrinolí ca, maior risco de sangramento TOAST – sistema de classificação dos sub pos de AVCI AVCH intraparenquimatoso e subaracnoide – dieta oral suspensa até avaliação da deglu ção, monitorização con nua, diurese, cabeceira 30ºm profilaxia para TVP, proteção gástrica, manter Tax menor que 37,5º, se necessário an convulsionate, nimodipina 30mg Escala FOUR para AVCH – normal 16 pontos, 0 suspeita de morte cerebral.TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO Qualquer agressão de ordem truma ca ocasionando uma lesão anatômica ou comprome mento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou seus vasos Lesão por aceleração – objeto em movimento a nge Lesão por aceleração-desaceleração – quando o objeto esta parado e cabeça em movimento Lesão de golpe-contragolpe – encéfalo bate para frente e para tras dentro do crânio Lesão rotacional – torção do encéfalo Lesão por penetração Alteração do nível de consciência, hipertensão craniana, defict motor, alteração de sensibilidade, alteração dos reflexos, disfunções autonômicas, alteração do ritmo e padrão respiratório. Lesões de couro cabeludo, fratura de crânio (calota craniana linear ou estrelada, fratura de base de crânio), Lesão cerebral difusa, Lesão focal Lesões abertas(perda de massa encefálica), depressão óssea(pode lesar as meninges), lineares(interrupção da con nuidade óssea) Fratura de base de crânio – fistula liquórica(otorreia e rinorreia ou ororragia e rinorragia), equimose periorbital(olhos de guaxinim),, equimose retroauricular(sinal de ba le) Concussão – trauma smo não penetrante em consequencia de uma força de aceleração- desaceleração, pancada direta ou lesão explosiva, perda temporária da função neurológica, recuperação em menos de 6 horas. Lesão axonal difusa – es ramento das fibras nervosas, perda de consciência dura mais de 6 horas, coma profundo imediato, edema cerebral e aumento da PIC, lesões de alta velocidade. Contusão – graus variados de hemorragia petequial, edema e destruição tecidual, as manifestações clinicas dependem da área lesada e persistem por mais de 24 horas. Meninges – pia mater(que está em contato mais in mo com o cérebro), Aracnoide (localizada entre a pia mater e a dura mater), dura mater(mais externa e mais espessa). Hematoma subdural agudo – rotura dos vasos entre córtex e dura-mater – intervenção cirúrgica, sintomas em horas ou dias Herniações cerebrais – deslocamento anormal de estruturas cerebrais através de espaços que normalmente não deveriam comporta-las devido a elevação da PIC, podendo comprimir partes importante do cérebro e do tronco cerebral. CHOQUE Independentemente da causa inicial do choque, determinadas respostas fisiológicas são comuns a todos os pos de choque: - hipoperfusão dos tecidos, - hipermetabolismo e - a vação da resposta inflamatória. O corpo responde aos estados de choque por meio da: - a vação do sistema nervoso simpá co e - composição de uma resposta hipermetabólica e inflamatória. A falha dos mecanismos compensatórios de restaurar efe vamente o equilíbrio fisiológico é a via final de todos os pos de choque e resulta em disfunção de órgão-alvo e morte Inexistência de aporte sanguíneo adequado Privação de oxigênio e nutrientes Produção de energia anaeróbia Cessa o funcionamento celular Comprome mento bomba Na+/K+ Lesão de organelas Morte celular Iniciado um estado de estresse - catecolaminas, cor sol, glucagon, citocinas Hiperglicemia e resistência à insulina Gliconeogênese, glicogenólise, proteólise Falência do órgão Acúmulo de produtos finais nas células e inters cio A vação da cascata de coagulação Coágulos na microcirculação Piora na perfusão O choque hipovolêmico ocorre quando há redução no volume intravascular de 15 a 30%, que representa a perda de aproximadamente 750 a 1.500 mℓ de sangue em uma pessoa de 70 kg. Principais metas são restaurar o volume intravascular - Líquidos: Ringer lactato, SF 0,9%, Cristalóides, Hemoderivados - Tratamento da causa - Redistribuição do líquido (elevação do membro) - Terapia farmacológica Prevenção primária - Administração segura de líquidos e hemoderivados - 2 acessos calibrosos - Documentação das terapias - Administração de medicamentos vasopressivos - Cuidados com reações transfusionais - Monitorar com cuidado o volume - sobrecarga cardiovascular - SSVV - *avaliar risco de hipotermia - Monitorização hemodinâmica - Administração de oxigênio - Suporte, segurança e conforto Choque Cardiogênico - capacidade do coração de contrair e bombear o sangue está comprome da As causas de choque cardiogênico são conhecidas como coronarianas ou não coronarianas O débito cardíaco está comprome do. Os pacientes podem se queixar de dor (angina), desenvolver arritmias, fadiga, expressar sensações de morte e demonstrar instabilidade hemodinâmica. Os obje vos são limitar a lesão miocárdica adicional e preservar o miocárdio hígido. - Melhorar a função cardíaca: aumento da contra lidade, diminuição da pós- carga ventricular ou de ambos - Correção das causas subjacentes: - revascularização, troca valvar, correção de arritmia, correção de acidose, correção do pneumotórax hipertensivo - Oxigenação, controle da dor, monitoramento hemodinâmico, reposição volêmica, terapia farmacológica (agentes vasoa vos, medicamentos an arrítmicos), - Disposi vos auxiliares: Balão intra-aór co, Prevenção do choque cardiogênico - iden ficação precoce dos pacientes de risco, - promoção da oxigenação adequada do músculo cardíaco - diminuição do esforço cardíaco - Monitoramento do estado hemodinâmico - Administração de medicamentos e soluções intravenosos - Manutenção de balão intra-aór co - Intensificação da segurança e do conforto Choque Distribu vo- Sep co - quando o volume intravascular fica represado nos vasos sanguíneos periféricos Hipovolemia rela va, pois não há retorno de sangue suficiente para o coração Leva à perfusão ssular inadequada. Subclassificação adicional do choque em três pos: - sép co, - neurogênico - anafilá co. Diagnós co e início do tratamento rápido - Correção das causas subjacentes - Bundle da sepse - Reposição volêmica - Terapia farmacológica - ATBT de amplo espectro, DVA, hemocomponentes, seda vos, profilaxia de TVP, profilaxia de úlcera gástrica - Terapia nutricional - 24 a 48h da internação na UTI. Desenvolvimento de protocolos - Prevenção - Iden ficação dos pacientes de risco - Monitorização - escala SOFA, escala MEWS (>4 = sepse) - Coleta de exames - Conforto - administração correta e criteriosa dos medicamentos - Monitorização de exames laboratoriais - Balanço hídrico - Estado nutricional Neurogenico - A vasodilatação ocorre como resultado de uma perda do equilíbrio entre a es mulação parassimpá ca e simpá ca - es mulação parassimpá ca predominante O volume sanguíneo é adequado porque a vasculatura está dilatada Pode ser causado por lesão raquimedular, anestesia espinal, lesão do sistema nervoso, medicamentos, ausência de glicose, No choque neurogênico, o sistema simpá co não consegue responder aos fatores de estresse corporal. Manifestações clínicas do choque neurogênico resultam de es mulação parassimpá ca. Uma diferença é a pele seca e quente* PA baixa, bradicardia. manter a cabeceira do leito em no mínimo 30° em anestesia - prevenção (imobilização) - suporte da função cardiovascular e neurológica - prevenção de tromboembolismos (exame sico, exercícios passivos) Anafila co - É causado por uma reação alérgica grave contra um an geno - reação de an geno- an corpo sistêmica. Resposta mediada por imunoglobulina E (IgE). Início agudo dos sintomas - Dois ou mais sintomas, que incluem comprome mento respiratório, redução da PA, desconforto GI e irritação de tecido cutâneo ou mucoso - Comprome mento cardiovascular desde minutos até horas após a exposição ao an geno. remoção do an geno causador - administração de medicamentos que restaurem o tônus vascular - suporte de emergência das funções básicas da vida. - É administrada epinefrina por via intramuscular dada a sua ação vasoconstritora. - A difenidramina é administrada por via intravenosa para reverter os efeitos da histamina - Pode ser necessária a intubação endotraqueal para estabelecer uma via respiratória. – Reanimação. - prevenção e reconhecimento precoce do choque anafilá co - comunicar a existência de alergias ou reações a outros profissionais - avaliar a compreensão do pacientesobre as reações anteriores e as medidas adotadas - Observar reações a novas administrações de medicamentos - especialmente importante com an bió cos, betabloqueadores, inibidores da enzima conversora da angiotensina, bloqueadores de receptores de angiotensina, ácido ace lsalicílico e an -inflamatórios não esteroides - Reações à agentes de contraste Obatru vo - É menos comum, é causado pelo bloqueio intrínseco de um vaso importante - TEP sem sela - Tamponamento cardíaco - Pneumotórax hipertensivo. O mecanismo que reduz o débito cardíaco depende da causa: - embolia pulmonar maciça: aumenta a pós-carga do ventrículo direito, mas reduz a précarga do ventrículo esquerdo - pneumotórax hipertensivo o tamponamento cardíaco: reduzem principalmente o débito cardíaco via pré-carga reduzida Tal como acontece com o choque cardiogênico, o choque obstru vo pode ser acompanhado por oxigenação prejudicada, comprometendo ainda mais o fornecimento de oxigênio.