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FACULDADE FAVENI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 VALDIRENE GOMES DA COSTA BORGES 
 
 
 
 
 
A INSERÇÃO DAS FAMÍLIAS NOS CONETEXTOS EDUCACIONAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santa Cruz do Arari- PA 
 2023 
A INSERÇÃO DAS FAMÍLIAS NOS CONETEXTOS EDUCACIONAIS 
 
 
 
Valdirene Gomes da Costa Borges, 
 
 
Declaro que sou autor(a)
1
 deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o 
mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja 
parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e 
corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de 
investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. 
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e 
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação 
aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). 
 
RESUMO- O presente artigo tem como finalidade trazer para o debate a questão a escola e 
família como fonte de aprendizado e ancoradouro, onde os alunos podem se espelhar para se 
manterem firmes na busca pelo conhecimento. Quando esse caminhar é coletivo, logo a tendência é 
formar sujeitos que trilhem um caminho do saber sempre voltado pela boa conduta. O diálogo entre 
família e escola é de extrema importância para o desenvolvimento intelectual dos alunos e também 
para sanar os diversos problemas que ainda estão presentes em algumas escolas. Ainda é notório os 
desafios, mas com essa contribuição as escolas podem trabalhar de forma conjunta, sempre se 
aproximando das famílias, a fim de conhecer a realidade. Na verdade, ambas devem conhecer a 
realidade uma da outra, pois só assim acontecerá uma educação verdadeira e sempre voltada para a 
aquisição de conhecimentos da parte dos alunos. Na atualidade, existem muitas configurações de 
famílias e cabe às escolas acolher com dinamismo, sempre prezando pelo diálogo e pelo apoio em 
todos os sentidos. A família tem assumido novas perspectivas e a escola também. Por isso, cabe um 
relacionamento mais profundo, visando sempre o bem estar de cada aluno, que precisa de um 
acompanhamento mais sério e mais comprometido. 
 
Palavras-chave: Família. Escola. Aprendizado. Educação. 
 
 Valdirene Gomes da Costa Borges 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
O artigo em questão procurou abordar a questão da participação das famílias na 
vida escolar de suas proles, de modo que o assunto é bastante pertinente e cabe uma 
reflexão mais profunda para ver o que é preciso ser feito para que essa participação se 
torne mais ativa dentro dos contextos escolares. 
O objetivo geral desse trabalho é identificar como ocorre a participação familiar 
dentro das escolas e como as escolas acolhem as famílias, tendo um diálogo 
significativo e sempre voltado para a educação dos alunos. Os objetivos específicos 
são os seguintes: analisar a questão das famílias e do conhecimento que elas têm da 
importância de participar da vida escolar de seus filhos; abordar a questão das escolas 
na participação junta ás famílias e como elas trabalham essa questão; verificar como 
está sendo feito o diálogo entre famílias e escolas, para o bem de todos os alunos. 
A metodologia utilizada nessa pesquisa foi a qualitativa, por meio de pesquisas 
em livros e revistas, que abordam sobre o tema e que trazem reflexões importantes 
para bem fundamentar este trabalho acadêmico. Cuidadosamente foram selecionados 
os livros por tema para se chegar a uma conclusão mais concreta. 
A relevância científica do trabalho é de suma importância, pois ele pode 
contribuir com os alunos que estão ainda na graduação e que querem saber mais 
acerca do tema trabalhado. A sociedade de modo geral pode também ter acesso ao 
tema, pois [e de grande importância para que as famílias entendam a sua participação 
na escola. 
Hoje em dia as escolas estão tendo mais exigências e com isso, surgem novos 
desafios, de modo que nenhuma delas pode atuar com um ensino fora do contexto 
local. Os acontecimentos que acontecem dentro de uma determinada escola acabam 
refletindo também dentro da sociedade. Vale destacar que as escolas estão ou 
deveriam estar envolvidas em ensinar a democracia, pois é um espaço ideal para que 
ela trabalhe com seus alunos e familiares algumas questões democráticas, que são 
essenciais para o desenvolvimento da sociedade como um todo. 
 
 
 
 
 A gestão escolar pode estar à frente de trabalhos que envolvam as 
famílias, de modo que pode desenvolver atividades e/ou reuniões que aproxime a 
escola de todas as famílias dos alunos. Dessa forma, a gestão pode ser entendida 
democrática a partir do momento que valoriza essas questões, de possibilitar ás 
famílias uma abertura mais próxima e também mais dinâmica. Infelizmente a atuação 
de algumas escolas tem deixado a desejar. São poucas as escolas que trabalho em 
parceria com o grupo aqui citado e isso não é bom para os alunos, que muitas vezes 
não tem apoio da escola, tampouco das famílias. 
Vale destacar que algumas famílias aos poucos foi se organizando, participando 
das esferas sociais e educacionais. É na família que os alunos têm o primeiro acesso à 
educação e as escolas devem sempre levar isso em consideração. Quando as escolas 
abrem espaço para a atuação das famílias, logo é possível ver que a educação muda e 
que os alunos aprendem de maneira dinâmica e sempre participativa. 
Para que a sociedade seja mais participativa é de extrema importância que haja 
essa participação de pais, filhos e escola, uma vez que a boa convivência dentro de 
vários contextos depende muito de como uma escola trabalha essa participação dos 
pais dentro do estabelecimento de ensino. De acordo com Oliveira e Araújo (2010, p. 
02): “A família é considerada a primeira agência educacional do ser humano e é 
responsável, principalmente, pela forma com que o sujeito se relaciona com o mundo”. 
Não basta somente a contribuição da escola na vida dos alunos, é preciso que 
as famílias também participem a fim de que a educação seja mais eficaz e mais 
comprometida. No seio familiar os alunos aprendem alguns valores, tais como: 
identidade, caráter, ética, moral, etc. Por esta razão, quanto mais as escolas envolvem 
as famílias nas suas atividades, mais os alunos aprendem, gerando assim bons 
cidadãos. 
Faz-se necessário que aconteça uma parceria entre escolas e famílias, mesmo 
que ambas tenham um método de formação, porém quando essa parceria ocorre esses 
métodos podem ser úteis para o bom aprendizado dos alunos. Uma necessita da outra 
para ajudar na construção dos conhecimentos de muitos alunos. Nesse sentido, cada 
instituição (escola e família) podem contribuir significativamente na educação das 
crianças, adolescentes e jovens, que esperam por uma educação de qualidade e com 
práticas pedagógicas diversificadas. 
 
 
 
 
2. DESENVOLVIMENTO 
3. O TRABALHO DAS ESCOLAS E DAS FAMÍLIAS, JUNTAS PELA 
APRENDIZAGEM 
 
 Freire (1996) e Libâneo (2001) são os autores que mais abordam alguns 
problemas referentes à aprendizagem no Brasil, e grande parte desses problemas 
segundo eles, são por culpa dos alunos. Muitos gestores e educadores pensam assim, 
mas o problema não está somente nos alunos, mas na escola, no estado, nas famílias, 
etc. 
 Erroneamente alguns pais e educadores fazem julgamentos errados acerca do 
comportamento humano. Todos os tipos que problemas que estão ligados ao 
comportamento humano, onde a família não apresenta nenhuma dinâmica para sanar 
tais problemas que muitas vezes se agravam dentro da sociedade e com isso, a vida de 
muitos alunos é atrasada em termos de aprendizado. As escolas tambémmuitas vezes 
não apresentam dinâmicas que possam mudar a realidade dos alunos e quando 
apresentam são muito superficiais. A Constituição Federal (Brasil, 1988, p.111) em seu 
artigo 205 diz o seguinte: 
 [...] A Educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será 
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
 
 Infelizmente muitas escolas ainda apresentam um espaço meio contraditório, 
onde se encontram submissão e subversão, obediência e libertação, resistência e 
resignação (Giroux, 1986). É comum ainda encontrar em algumas escolas um pouco de 
ideologia que vai totalmente contra as regras sociais, afetando assim a convivência das 
famílias e dos alunos dentro do seu espaço (Gramsci, 2001). 
 A educação deve ir além dos muros da escola e atingir também as famílias, que 
devem fazer parte da educação dos seus filhos. A Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional de nº 9.394/96(LDB 9394/96) diz o seguinte no Título I: “Art. 1º. “A 
educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na 
convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos 
 
 
 
 
movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” 
(BRASIL, 1996). A educação não é somente responsabilidade das escolas, mas é 
também responsabilidade das famílias. Para que isso aconteça, é de fundamental 
importância que haja uma contribuição significativa entre as duas partes. O estado 
também deve incentivar isso, criando projetos que visem essa união, pensando no 
bem-estar dos alunos, que precisam de um ensino mais fundamentado e participativo. 
 As famílias, as escolas e o estado são responsáveis em transmitir uma educação 
de qualidade para os alunos. O desenvolvimento de cada aluno depende muito dessa 
pareceria, porém o que se observa é que algumas escolas não sabem como lidar com 
as famílias, nem o estado sabe lidar com essas questões que envolvem a educação em 
seus mais variados contextos. 
 Não é somente o estado que tem seu papel na educação, mas as famílias e as 
escolas devem estreitar os laços se quiserem que os alunos tenham uma formação 
sólida e baseada nos princípios éticos e morais. Quando isso acontece, o 
desenvolvimento dos alunos é sem dúvida notório, pois o trabalho em conjunto reforça 
a vontade que cada aluno tem em adquirir conhecimentos. 
 As escolas são ou deveriam ser espaços onde os valores sejam cultivados, 
ensinados e transmitidos e isso deveria chegar às famílias que devem ou deveriam dar 
continuidade em casa. Quando as escolas e as famílias trabalham em conjunto, fica 
mais fácil até construir e entrar na dinâmica das normas de convivência. As escolas em 
seus mais variados contextos são os espaços onde se cultiva também os valores 
sociais (Parolin, 2007). 
 As escolas têm um papel que é de fundamental importância que é a questão da 
reelaboração dos conhecimentos dos alunos, pois assim, elas acabam dando 
continuidade na educação que eles recebem na família. Nesse sentido, as instituições 
de ensino devem trabalhar conscientizando cada aluno acerca do seu papel dentro da 
sociedade, de modo que cada um possa exercer sua cidadania com consciência e 
liberdade. 
 Para que ocorra uma aproximação entre as escolas e as famílias, quem deve 
tomar a iniciativa são as escolas, uma vez que muitos pais não têm familiaridade com 
as características de um processo de ensino, visto que ele aborda a questão cognitivo, 
afetivo, moral e social. Algumas famílias pensam que apenas os educadores são 
 
 
 
 
responsáveis pela educação de suas proles e com isso, acabam se distanciando das 
escolas, deixando apenas que elas tomem espaço na educação dos alunos. 
 As instituições de ensino têm carência das famílias, que devem contribuir 
significativamente com a educação dos discentes. Todas as famílias devem se sentir 
ativas, ajudando na construção do conhecimento de seus filhos e fazendo-os adentrar 
por um caminho que leva ao verdadeiro aprendizado. Escolas e famílias devem se unir, 
se quiserem que os alunos se desenvolvam a nível de conhecimento e a nível humano. 
Segundo Arroyo (2000, p.166): 
[...] os aprendizes se ajudam uns aos outros a aprender, trocando saberes, 
vivências significados, culturas. Trocando questionamentos seus, de seu tempo 
cultural, trocando incerteza, perguntas, mais do que respostas, talvez, mas 
trocando. 
 
 Quando as escolas e as famílias interagem, logo o processo de aprendizado 
pode ir aos poucos se desenvolvendo, levando em consideração as várias realidades 
que os alunos vivem, bem como seus respectivos contextos. O sucesso educacional de 
muitos alunos depende dessa parceria, que só traz benefícios para a sociedade. 
Vasconcelos (1994, p.94) diz o seguinte: 
A família e a escola mudaram muito. Antes a família era cúmplice da escola. 
Hoje deposita suas funções e delega suas responsabilidades a ela, porém a 
crítica. Cada vez mais os alunos vêm para a escola com menos limites 
trabalhados pela família. 
 
 Tanto escolas quanto famílias, devem sempre priorizar o aprendizado dos 
alunos, levando em consideração que o aprendizado só ocorre mediante essa parceria. 
A sociedade passa a ter bons sujeitos quando a educação é transformadora e liberta 
sempre. A inserção das famílias dentro das escolas é de suma importância para os 
alunos se sintam seguros e possam vencer os desafios com ousadia e coragem. 
 
 
 
4. A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO ENTRE AS ESCOLAS E AS FAMÍLIAS 
 Todas as escolas estão inseridas em um determinado contexto, de modo que há 
uma diversidade que deve ser considerada no processo de ensino aprendizagem. Para 
que os alunos possam se desenvolver é necessário que as famílias entrem em diálogo 
com as escolas. Quando a aprendizagem acontece, logo os valores tornam-se visíveis, 
 
 
 
 
sanando os problemas e os conflitos sociais. As escolas, são espaços físicos onde 
cada aluno aprende a questão da maturidade psicológica, social e cultural, que são 
fatores essenciais que um sujeito pode ter para conviver bem dentro da sociedade. 
Piaget (2007, p.50) diz o seguinte: 
Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois, 
muita coisa mais que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba 
resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos 
métodos. Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos 
pais, e ao proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da 
escola, chega- se a uma divisão de responsabilidades [...]. 
 
 O sistema escolar envolve uma grande variedade de pessoas e não pode faltar 
em hipótese alguma as famílias, que são as primeiras educadoras. A interação entre 
escolas e famílias colaboram para o desenvolvimento intelectual de todos os alunos. 
São ambientes onde se cultivam os valores sociais e culturais, bem como se constroem 
laços afetivos. Maldonado, 2002 apud Jardim (2006, p.20) afirma o seguinte: 
Todavia, se a família coloca-a na escola, mas não a acompanha pode gerar na 
criança um sentimento de negligência e abandono em relação ao seu 
desenvolvimento. “Por falta de um contato mais próximo e afetuoso, surgem as 
condutas caóticas e desordenadas, que se refletem em casa e quase sempre, 
também na escola em termo de indisciplina e de baixo rendimento escolar. 
 
 É de extrema importância que todas as escolas estejam em sintonia com as 
famílias, pois só assim o desenvolvimento dos alunos será totalmente eficaz. As 
instituições de ensino complementam a educação que os alunos já trazem de casa, 
tornando-se lugares agradáveis onde reine sempre a afetividade, o companheirismo e a 
vontade de trilhar o caminho que leva ao verdadeiro aprendizado. É correto afirmar que 
as escolas não deveriam viver sem as famíliasdos alunos, nem as famílias deveriam 
viver sem as escolas, uma vez que ambas se completam e ajudam na formação integral 
de cada aluno. 
 Quando as famílias se aproximam das escolas, logo a tendência é ter resultados 
significativos no desenvolvimento dos alunos. Os pais devem ter um diálogo não só 
com a gestão escolar, mas também com os educadores que estão presentes na vida 
diária de cada aluno. Ainda existem muitas carências no diálogo entre escolas e 
famílias e são poucas aquelas que mantém esse relacionamento. Para que isso seja 
sanado, as escolas devem cultivar ações concretas que visem a aproximação das 
famílias com a realidade escolar. Maldonado (1997, p.11) faz a seguinte consideração: 
 
 
 
 
Por falta de um contato mais próximo e afetuoso, surgem as condutas caóticas 
e desordenadas, que se reflete em casa e quase sempre, também na escola 
em termo de indisciplina e de baixo rendimento escolar. 
 
 As crianças, adolescente e jovens sempre aprendem as questões que envolvem 
a lógica, mas por outro lado, não conseguem lidar com fracassos e algumas falhas que 
venham acontecer, segundo a visão de CURY (2003). Aprender resolver contas 
matemáticas e não aprender a lidar com suas emoções, deixa-os na vulnerabilidade 
sentimental, de modo que só a presença das famílias e das escolas, podem ajudá-los a 
conhecer um pouco de si. 
 Na sociedade atual existe a necessidade de se construir relações entre escolas e 
famílias. Não pode faltar o diálogo para que os filhos tenham uma educação 
fundamentada e sempre voltada para os bons costumes. É nas escolas que os alunos 
aprendem a se relacionar bem uns com os outros e fora da escola cultivam o hábito de 
se relacionar bem com as famílias e a sociedade em geral. De acordo com Cury (2003, 
p. 26): 
Seus filhos não precisam de gigantes, precisam de seres humanos. Não 
precisam de executivos, médicos, empresários, administradores de empresa, 
mas de você, do jeito que você é. Adquira o hábito de abrir o seu coração para 
os seus filhos e deixá-los registrar uma imagem excelente de sua 
personalidade. 
 
 As instituições de ensino devem ou deveriam sempre dar total apoios às famílias 
dos alunos, mantendo um diálogo ético e coerente com a realidade. Os pais se 
esforçam gradativamente para oferecer uma educação de qualidade aos seus filhos, 
prezando pelo aprimoramento cultural, afetivo e participativo. Cury (2002, p.95) diz o 
seguinte: 
Estamos na era da admiração. Ou seus filhos o admiram ou você não terá 
influência sobre eles. A verdadeira autoridade e o sólido respeito nascem 
através do diálogo. O diálogo é uma perola oculta no coração. Ela é tão cara e 
tão acessível. Cara, porque ouro e prata não compram; acessível, porque o 
mais miserável dos homens pode encontrá-la. 
 
 O Brasil tem evoluído muito em termos de educação pública, mas falta evoluir 
nas questões que envolvem escolas e famílias, pois os alunos só vão entrar no mundo 
das transformações se houver essa parceria significativa. O diálogo é essencial para 
que exista uma aproximação das famílias com a escola. Sem isso, pode se considerar 
que a educação dos alunos não será tão eficaz e encontrará muitos desafios. Spodek e 
Saracho (1998, p. 167) afirmam que: 
 
 
 
 
O envolvimento dos pais na educação das crianças tem uma justificativa 
pedagógica e moral, bem como legal [...] Quando os pais iniciam uma parceria 
com a escola, o trabalho com as crianças pode ir além da sala de aula, e as 
aprendizagens na escola e em casa possam se complementares mutuamente. 
 
 É indispensável que escolas e famílias mantenham sempre os laços de 
relacionamentos, visando sempre a qualidade do ensino na vida dos alunos. A função 
educativa das escolas deve sempre priorizar cada educando que vem de realidades 
diferentes, pois assim, a aprendizagem torna-se mais eficaz e mais participativa na vida 
diária. Engajar as famílias é essencial para continuar o processo de aprendizagem em 
casa, visando sempre a qualidade de vida de cada sujeito que quer um futuro melhor 
para a sua vida. Garcia (2006, p.12) afirma o seguinte: 
A parceria entre a família e a escola é de suma importância para o sucesso no 
desenvolvimento intelectual, moral e na formação do indivíduo na faixa etária 
escolar. Afinal, por que até hoje em pleno século XXI a escola reclama da 
pouca ou insignificante participação da família na escola, na vida escolar de 
seus filhos? Seria uma confusão de papéis? Onde estaria escondido o ponto 
central desse dilema que se arrastam anos e anos? 
 
 Não é tarefa das escolas e das famílias tentarem resolver todos os males que 
acontecem dentro da sociedade, mas elas podem amenizar as maldades que existem 
dentro de vários contextos, oferecendo uma educação de qualidade, baseada nos 
valores que regem a sociedade. A mudança depende muito dessas duas instituições, 
uma vez que elas devem sempre estar voltadas para os bons ensinamentos, apontando 
o caminho certo. 
 
 
5. FAMÍLIA E ESCOLA: UM NOVO CAMINHO, UMA NOVA PERSPECTIVA 
 Na atualidade tem surgido muitos debates acerca dos novos caminhos e das 
novas perspectivas que as famílias devem tomar para escolarizar bem seus filhos, em 
parceria com as instituições de ensino. Estudos sociológicos apontas duas 
perspectivas, de acordo com a visão de Henriot-Van Zanten, 1996 apud Nogueira 
(2005, p.7): 
Aqueles que sublinham o caráter utilitarista das práticas familiares, acentuando 
as condutas de investimento que buscam a rentabilidade econômica e 
ocupacional dos produtos da escolarização (diploma, distinção profissional) e 
aqueles que acentuam a dimensão identitária das ações das famílias que 
encontram sua lógica na mobilização em favor da constituição da identidade 
 
 
 
 
social e da aquisição de qualidades morais requeridas para uma boa integração 
a certos meios sociais. 
 
 Esses estudos sociológicos decerto serviu para ter um olhar mais intrafamiliar, 
trazendo uma contribuição para se tentar compreender como as famílias devem agir 
para garantir uma educação que faça a diferença na vida de seus filhos. As práticas 
que levam à socialização contribuem para o amadurecimento social de cada indivíduo, 
desde que as famílias e as escolas acompanhem esse amadurecer, a fim de seja feito 
com seriedade. Souza (2009, p.17) faz a seguinte abordagem: 
Sendo assim, faz-se necessário que a escola repense sua prática pedagógica 
para melhor atender a singularidade de seus alunos, o que a obriga a uma 
parceria com a família, de forma a atingir seus objetivos educativos. As 
responsabilidades da escola hoje vão além de simples transmissora de 
conhecimento científico. Sua função é muito mais ampla e profunda. Tem como 
tarefa árdua, educar a criança para que ela tenha uma vida plena e realizada, 
além de formar o profissional, contribuindo assim para melhoria da sociedade 
em questão. 
 
A configuração de família vai sofrendo alterações pelo fato de ir mudando no 
decorrer da história e hoje em dia, existem muitas famílias que não são compostas 
apenas de homem e mulher. As escolas devem estar atentas e a partir dessas novas 
perspectivas acolher cada uma delas, independente da sua configuração. Por outro 
lado, a classe social das famílias não é a mesma e isso pode afetar um pouco nessa 
aproximação das escolas, pois muitas delas pensam que seus filhos não irão ter um 
futuro melhor e com isso, acabam ficando paradas e com medo de se aproximar das 
escolas. López (2002, p. 77) afirma que os pais: 
Devem manter contatos periódicos com os professores para ter conhecimento 
constante do processo educativo; - Prestar a colaboração que lhes for exigida 
por parte dos professores para tornar mais coerente e eficaz a atuação escolar, 
tanto no campo acadêmico estrito como no mais amplo das atitudes e dos 
hábitos de comportamento que se pretende fomentar como parte do projeto 
educacional da escola. 
 
 As mudanças acontecem todos os dias ealgumas famílias são fruto dessas 
alterações que vão sendo feitas. O sistema escolar também muda e com isso, alguns 
tendem a ser mais inovadores, outros permanecem na mesmice e com um ensino 
atrasado, que afeta a vida de muitos alunos. Cabe aqui escolas e famílias estreitar 
laços de aproximação, levando em consideração que o que está em jogo é a vida dos 
seus filhos. As famílias acabam sendo importantes para a aprendizagem, não importa 
qual a sua configuração ou sua posição social. 
 
 
 
 
 Em meados do século XX, surgem novas mudanças que abalam um pouco as 
escolas e as famílias, exigido novas formas de convivência e socialização. Nesse 
sentido, essas duas instituições passam por um novo processo de adaptação social, 
visando sempre a transmissão de um conhecimento pautado nos valores sociais e 
normas sociais. Em cada avanço social as famílias vão tendo uma nova configuração. 
Infelizmente algumas ficam para traz porque não conseguem acompanhar a evolução 
do tempo e do contexto. De acordo com Nogueira (2005, p.11): 
Na medida em que [...] há uma maior preocupação com a felicidade e o 
desenvolvimento da criança, onde os educadores não se atêm exclusivamente 
ao desenvolvimento cognitivo da criança, na medida em que a escola utiliza 
uma pedagogia invisível e em que a socialização aí feita tem vindo a ser menos 
neutra, mais personalizada, o território afetivo da família é, de qualquer forma, 
invadido [pela escola]. 
 
 As escolas devem sem dúvida, conhecer a realidade familiar de cada aluno, para 
que as práticas pedagógicas tenham efeito dentro da sala de aula e fora dela. A vida 
familiar de cada aluno deve ser conhecida, pois as vezes é carregada de crises, 
separações conjugais, doenças, desempregos, etc. Hoje em dia algumas escolas juntos 
com as famílias conseguem trabalhar temas relacionados até a sexualidade e isso vai 
aos poucos inserido os alunos dentro da sociedade a fim de que possam viver 
plenamente a essência de ser humano. Ferreira (2007, p.89) fala que: 
A importância da família é inquestionável, e sem a orientação na sua tarefa 
educacional para uma colaboração efetiva e evidente, a escola fracassará na 
sua função social. A escola hoje deixou de desempenhar tão somente a sua 
tarefa inicial de transmitir o conhecimento acumulado pela humanidade. A 
família transfere progressivamente os poderes educacionais dos pais para os 
professores e a escola, sem perceber que a função é insubstituível na 
educação da criança, sobre tudo para sua estabilidade emocional. 
 
 Os pais entraram em uma nova perspectiva que é o trabalho, deixando para as 
escolas a tarefa de ensinar. Mas, é bom levar em consideração que a tarefa de educar 
não é somente das escolas, sendo que ambos devem estar totalmente alinhados em 
prol da educação de seus filhos. Segundo Orsi (2003, p.68): 
A família se modifica através dos tempos, mas em termos conceituais, é um 
sistema de vínculos afetivos onde deverá ocorrer o processo de humanização. 
A transformação histórica do contexto sócio-cultural resulta de um processo em 
constante evolução ao qual a estrutura familiar vai se moldando. 
 
Aos poucos, cada família vai se modificando e buscando melhorias e qualidade 
de vida e não deixam de fora a boa educação de seus filhos. Marconi e Lakatos (2008, 
 
 
 
 
p.154) dizem que “[...] a família é considerada uma unidade social básica e universal. 
Básica, porque dela depende a sociedade; universal, pois em todas as sociedades 
humanas encontra-se, de uma forma ou de outra, a família”. 
Se as famílias compreenderem que são uma extensão do ser social, decerto 
cada o processo de educação de seus filhos estaria mais fundamentado. As escolas 
devem promover diálogos que façam com que as famílias entrem nessa dinâmica de 
mudança e abracem novas causas que envolvam a educação. Setton (2002, p.5) fala o 
seguinte: 
 Fenômeno universal é possível afirmar que a família é uma instituição que 
evolui conforme as conjunturas socioculturais. Não é um agente social passivo. 
Sua história recente revela um poder de adaptação e uma constante resistência 
em face das mudanças em cada período. 
 
 Os modelos de famílias sempre vão passando por mudanças e em cada período 
se observar uma nova configuração, com suas demandas e que vão exigir das escolas 
uma nova postura diante dos vários contextos que existem. Os alunos que vivem dentro 
dessas famílias merecem passar por uma educação que priorize a vida como um todo. 
Para que isso aconteça, escolas e famílias devem sempre trabalhar em conjunto 
trazendo novas perspectivas para sanar os problemas que ainda persistem o avanço do 
aprendizado. De acordo com Setton (2002, p.5): 
O modelo familiar, já há algumas décadas, vive transformações graduais, mas 
extremamente profundas, dado que a inserção da mulher no mercado de 
trabalho e o aumento dos níveis de separação de casais contribuem para a 
emersão de um novo padrão de convivência e referência identitárias. 
 
 Cada novo desabrochar de uma família a escola deve acompanhar, de modo que 
possa oferecer o melhor possível para transformar a vida de cada aluno. Nesse sentido, 
essa contribuição é muito significativa tanto para a escola quanto para a família. 
 
. 
6. CONCLUSÃO 
A pesquisa trouxe uma abordagem significativa acerca da relação que as escolas 
e as famílias devem ter, a fim de que os alunos tenham um aprendizado significativo e 
 
 
 
 
coerente coma realidade em que vivem. Ambas são de extrema importância, uma vez 
que são referência na vida dos educandos e podem fazer a diferença na aquisição de 
conhecimentos. Cada família precisa ter a consciência que sua participação na vida 
educacional dos filhos é de suma importância para o bom desenvolvimento intelectual, 
cognitivo e social. 
As escolas e as famílias são as primeiras responsáveis na transmissão dos 
valores, que são essenciais para fundamentar o processo de ensino aprendizagem. 
Não se pode separar famílias da escola, uma vez que ambas não podem viver sem a 
outra, pois assim, os alunos tendem a usufruir de uma educação de qualidade, visando 
também a sua maturidade afetiva, social e cultural. Educar significa tornar os alunos 
cidadãos e donos do próprio destino, pois o comportamento dentro da sociedade vai 
depender muito de como a escola entra em parceria com os pais. 
Muitas vezes acontece que as famílias só chamadas para dentro das escolas 
quando ocorre algum conflito envolvendo seus filhos. Outras vezes são chamadas por 
causa das notas baixas. Isso não deveria acontecer, pois as escolas deveriam dar mais 
espaço para que as famílias pudessem adentrar para somar forças, visando o 
aprendizado coerente dos alunos. 
A relação entre as famílias e a escola é de suma importância, para que os alunos 
consigam evoluir em termos de conhecimento e queiram permanecer nas escolas por 
livre e espontânea vontade. Quando essa parceria ocorre, o processo de ensino se 
torna mais eficaz e produtivo, de modo que a sociedade passa também a se beneficiar 
dessa parceria, uma vez que os sujeitos podem ser mais ativos. A segurança dos 
alunos depende muito dessa aproximação, pois assim as práticas pedagógicas tendem 
a evoluir sempre. 
Todas as famílias e as escolas não podem deixar de estar sempre em diálogo, 
pois só assim o desenvolvimento dos alunos será eficaz e transformador. O 
desempenho escolar dos educandos vai depender dessa relação entre família e escola, 
visando sempre o bem estar de todos que fazem parte da educação. As escolas só 
poderão conhecer as famílias se abrirem suas portas, de modo que cada uma se sinta 
bem acolhida e posso participar ativamente de suas atividades. 
Cada realidade é diferente e carrega também seus desafios. Dessa forma, não 
existe uma fórmula mágica que possa efetivar a aproximação das famílias com as 
 
 
 
 
escolas. Esse é um diálogo que deve ser formado entre gestores, educadores, alunos,etc. Famílias e escolas devem conhecer a realidade uma da outra, de modo que a 
interação ocorra de modo mais dinâmico e participativo, sem receio de julgamentos 
prévios. Sem diálogo não existe mudança e sem educação não existem sujeitos 
decentes. 
 
 
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