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Prof. Fabio Papalardo
Racionalização 
do Trabalho
UNIDADE II
 A administração da produção tem como indicadores os custos de manufatura, 
que se refletem no preço de venda e consequentemente na competitividade 
da empresa no mercado.
 Trataremos nesta aula dos fatores que influenciam os custos de fabricação 
e sua administração.
Análise de operações
 Os valores de tempo de execução de tarefas são essenciais para o setor de 
financeiro calcular custos de produção e determinar consequentemente o valor 
de venda.
 Esse tempo estudado e analisado recebe o nome de Tempo Padrão. Como 
o próprio nome indica, este tempo considerado para a execução de uma tarefa 
e para a formação dos custos contábeis serve de referência e portanto é objeto 
de constante estudo para a redução dos custos e melhoria contínua.
Tempo padrão
O tempo padrão para um lote de uma mesma peça deverá levar em conta 
operações adicionais, tais como: Preparação de Máquina (setup) e finalizações 
(embalagens; estocagem; etc.). É dado pela equação:
TP = (N * Ts) + p * (∑Tpi) + (f * Ff)
 TP = Tempo padrão total
 Tpi = Tempo de cada operação (ex: Tp1=2,5 min; Tp2=1,8min etc.)
 N = Número de preparações (setups)
 Ts= Tempo de preparação (setup)
 f = Número de finalizações a serem realizadas
 p = Quantidade de peças do lote
 Ff= Tempo de finalização (embalagem, estocagem, etc.)
Tempo padrão
 A cronoanálise é feita observando a operação e dividindo-a conforme critérios 
estudados de tempos e movimentos, de maneira a determinar com precisão o 
tempo gasto para a execução de uma tarefa e estimar a eficiência de cada divisão 
da operação, baseado em sua experiência, atribuindo um fator em porcentagem, 
esta estimativa incorpora fatores tais como fadiga, necessidades fisiológicas do 
operador e ajustes periódicos não rotineiros.
Cronoanálise
 Um dos métodos de resolução de problemas e tomada de decisão utilizado na 
gestão da produção é a análise de falhas:
Failure mode and effect analysis (FEMEA), que leva em conta os seguintes fatores:
Métodos de gestão da produção e tomadas de decisão
Fonte: O autor
Índice Severidade Critério
1 Mínima O cliente mal percebe que a falha ocorre
2
3
Pequena
Ligeira deterioração no desempenho, com 
leve descontentamento do cliente
4
5
6
Moderada
Deterioração significativa no desempenho 
de um sistema com descontentamento do 
cliente
7
8
Alta
Sistema deixa de funcionar e grande 
descontentamento do cliente
9
10
Muito alta Idem ao anterior, porém afeta a segurança
Métodos de gestão da produção e tomadas de decisão
Fonte: O autor
Índice Ocorrência Proporção CPK
1 Remota 1:1.000.000 Cpk > 1,67
2
3
Pequena
1:20.000
1:4.000
Cpk > 1,00
4
5
6
Moderada
1:1.000
1:400
1:80
Cpk 50.
Métodos de gestão da produção e tomadas de decisão
 O sistema Just in Time em linhas gerais determina que nada deve ser fabricado, 
montado, comprado ou transportado antes da hora certa*.
 *O mercado determina: nas empresas em que é aplicado este conceito de 
engenharia de produção, primeiro os produtos são vendidos e depois eles 
são fabricados.
 Nas empresas onde é adotada a política de produção 
Just in Time o estoque de mercadorias e matérias-primas 
é o mínimo possível, basicamente só o suficiente para 
algumas horas de trabalho.
Just In Time
 Para que o sistema de estoques mínimos (Just in Time) seja eficiente, um sistema 
de administração visual faz-se necessário:
 O sistema Kanban permite programar a produção com base em informações reais 
de demanda! É o cliente quem “Puxa” a produção. Esse é um dos fatores que 
permitem a redução de estoques e a melhoria no atendimento ao cliente.
Gestão Visual (Kanban)
 Programar a produção e os fornecedores através da Gestão Visual de estoques dá 
mais autonomia aos funcionários de sua empresa, motivando-os e tornando-os 
corresponsáveis pelo desempenho de entregas e gestão de materiais.
 O sistema Kanban é facilmente auditável, permitindo que estejamos 
trabalhando sempre com as informações em tempo real, do chão de fábrica, 
independentemente de lançamentos e apontamentos na programação.
Gestão Visual (Kanban)
 Muito conhecido, o 5S é uma ferramenta usada na busca da qualidade total e foca 
na mobilização de toda a empresa sobre 5 fatores fundamentais da promoção da 
qualidade e que, em japonês, são palavras iniciadas com a letra S.
Senso de Eficácia (5S)
Fonte: O autor
Seiri Senso de utilização Se não for utilizar: elimine
Seiton Senso de organização Um lugar para tudo e tudo em seu devido lugar
Seiso Senso de limpeza A melhor limpeza é aquela que não precisamos limpar
Seiketsu Senso de higiene e saúde Reconhecer o que precisa ser feito
Shitsuke Senso de disciplina Quanto menos autodisciplina necessária, melhor será
 Como vimos ao longo da aula de hoje, os conceitos de Análises de Operações 
visam a maior eficácia de um sistema de execução de tarefas.
Vamos tomar um dos tópicos de Análise de Operações, o FEMEA, e propor 
a seguinte questão:
Interatividade
Vários métodos de resoluções de problemas e tomada de decisão são utilizados na 
gestão da produção, entre eles, temos o FMEA. Neste método são levados em 
consideração os seguintes fatores:
 Índice de Severidade (S); Índice de Ocorrência (O) e Índice de Detecção (D). 
Os valores dos índices variam entre “zero” e “dez”. 
a) Quanto maior a severidade da falha, menor o índice.
b) Quanto maior a ocorrência da falha, menor o índice.
c) Quanto maior a detecção da falha, menor o índice.
d) Quanto maior a severidade e a detecção 
da falha, menor o índice.
e) Quanto maior a ocorrência e a detecção 
da falha, menor o índice.
Interatividade
 Comentário: a severidade e a ocorrência maiores aumentam os valores dos 
índices, enquanto a detecção maior diminui o índice.
 Resposta: c) Quanto maior a detecção da falha, menor o índice.
Resposta
 Os indicadores de desempenho expressam o nível de racionalização 
do trabalho executado.
 São eles: capacidade produtiva, tempo operacional, tempo planejado, rendimento, 
eficiência e produtividade.
Indicadores de Desempenho
 A capacidade produtiva é um indicador da relação entre o tempo disponível para 
a realização da produção (agregação de valor) e um período (dia, mês, ano).
 Por exemplo: horas/dia, horas/mês, horas/ano.
 Tempos utilizados em operações que não agregam valor não são considerados 
nesse indicador, tais como hora de almoço, trocas de turno, paradas para 
manutenção, etc.
A capacidade produtiva é definida pela equação:
CP = n*h*d
 n - Número de funcionários de mão de obra direta
 h - Horas disponíveis para o trabalho por dia, 
por funcionário
 d - número de dias úteis por mês
Neste caso, a CP será expressa em horas/mês.
Capacidade produtiva
 Tempo operacional é um indicador que define o tempo útil utilizado em um 
determinado período, desconsiderando as horas gastas em paralisações 
não previstas (quebra de equipamento, falta de energia, acidentes, espera 
de movimentação de materiais etc.)
 Define o tempo útil para a execução da tarefa.
O tempo operacional é definido pela equação:
TO = CP - HP
 CP: capacidade produtiva
 HP: horas paralisadas no período
Este indicador é de grande importância, pois pode 
ser analisado e medidas devem ser tomadas nos 
casos de paralisaçõesreincidentes.
Tempo operacional
 Tempo planejado é um indicador que define a quantidade de tempo necessária em 
um período para a execução de uma tarefa.
O tempo planejado é definido pela equação:
Tp = Qt X TP
 Qt: quantidade de unidades a serem produzidas
 TP: tempo padrão
Tempo planejado
 Rendimento ou utilização é um indicador que expressa a relação entre 
o tempo operacional e a capacidade produtiva do tempo planejado (definidos 
anteriormente). O rendimento, portanto, reflete as perdas na administração.
O rendimento é definido pela equação:
 TO: tempo operacional
 CP: capacidade produtiva
Em geral, o rendimento é expresso em porcentagem (%).
Rendimento
 Eficiência é um indicador que expressa a relação entre o tempo planejado 
e o tempo operacional (definidos anteriormente). A eficiência, portanto, reflete 
as perdas na operação.
A eficiência é definida pela equação:
 TP: tempo planejado
 TO: tempo operacional
Em geral, a eficiência é expressa em porcentagem (%).
Eficiência
 Produtividade é um indicador que expressa a relação entre o tempo planejado e a 
capacidade produtiva (definidos anteriormente). A produtividade, portanto, reflete 
as perdas totais.
A produtividade é definida pela equação:
 TP: tempo planejado
 CP: capacidade produtiva
Em geral, a eficiência é expressa em porcentagem (%).
Produtividade
 O ritmo de trabalho é definido pela cadência das tarefas através do tempo de 
realização destas, ou seja, a relação entre o número de tarefas a serem realizadas 
e a quantidade de tempo necessária para essa execução, determinada pelo tempo 
padrão.
Qt: quantidade de unidades a serem produzidas
TP: tempo planejado
Ritmo de trabalho
Para um balanceamento devemos determinar o fator de balanceamento, que é 
expresso pela equação:
 Expresso em unidade de tempo por unidade produzida, exemplo: min./pç.
 Para alterar o ritmo e consequentemente o fator de balanceamento, pode-se 
mudar o processo ou simplesmente aumentar o número de postos de trabalho.
 nº número de postos de trabalho
 ΣTp – temo total do processo
 Fb – fator de balanceamento
Balanceamento de linha
 Nem sempre é possível obter um número inteiro de postos de trabalho (exemplo: 
5,2), então devemos distribuir os postos da melhor maneira possível, por 
tentativas, a comparação destas soluções pode ser medida pela eficiência 
do balanceamento. Expressa pela equação:
Balanceamento de linha
 Além do tempo padrão e de seu uso nos custos e indicadores de eficiência, 
rendimento e produtividade de tarefas produtivas, há o conceito de tempo takt, 
que define o ritmo de produção necessário para atender uma demanda. Como 
sabemos, a manufatura responsiva, já estudada anteriormente neste trabalho, 
tem como premissa atender as demandas de mercado em tempo mínimo 
possível, visando estar adiante da concorrência.
 A palavra alemã takt corresponde ao ritmo musical e por analogia é utilizada para 
definir o tempo de produção em sintonia com o tempo que o mercado necessita 
naquele momento.
Tempo takt
 É importante frisar que o tempo disponível assemelha-se ao tempo operacional, 
onde os intervalos, refeições, reuniões, são excluídos do tempo total.
 O tempo takt resultante da equação deve ser comparado ao tempo padrão, caso 
TTakt TP haverá um excedente de produção, o que também não é 
desejável. O ideal é a proximidade dos tempos: TTakt ≡ TP.
 No caso de TTaktcom repousos 
habituais (exemplo: cansaço em final de semestre para 
estudantes que trabalham e estudam; esgotamento em 
finais de tarefas prolongadas, como projetos de grande 
porte, etc.)
Fadiga
Como vimos ao longo da aula de hoje, os conceitos de ergonomia visam a relação
entre o ambiente de trabalho (local) e quem o realiza (o trabalhador). Vamos então
verificar o seguinte problema:
 A ergonomia é o estudo da relação entre o ambiente de trabalho (local) e quem o
realiza (o trabalhador). Entre os fatores que devem ser levados em conta no
projeto de um posto de trabalho estão:
I. A possibilidade de não alterar a ordem das tarefas, mantendo-se 
as posturas físicas.
II. O método e o ritmo de trabalho.
III. A carga física do trabalho em relação com 
as capacidades do indivíduo.
IV. O número e distribuição de pausas ao longo da jornada.
Interatividade
As alternativas I, II, III e IV estão, respectivamente:
a) Incorreta, correta, correta e correta.
b) Incorreta, incorreta, correta e correta.
c) Correta, incorreta, incorreta e correta.
d) Incorreta, incorreta, incorreta e incorreta.
e) Correta, correta, correta e correta.
Interatividade
 Comentário: a afirmativa I é incorreta, a afirmação será: a possibilidade 
de modificar a ordem das tarefas, mudar de postura.
 As demais afirmações estão corretas.
Resposta: a)
Resposta
Empresas em geral, e particularmente a indústria, têm de sobreviver a uma 
crescente concorrência global na produção do produto, com custos e desempenhos 
competitivos. Locais onde os custos trabalhistas são altos impelem a transferência 
de instalações de produção para a países emergentes que conseguem atender aos 
custos, pois as empresas reconhecem que os clientes não estão dispostos a pagar 
grandes preço maiores para melhorias incrementais de qualidade. Como 
consequência, muitas empresas e indústrias ajustam sua produção com 
foco em produtos customizados e rapidez no lançamento no mercado.
Novas Formas de Organização do Trabalho
Aproveitando as vantagens de novas estratégias de produção, como a Manufatura 
Ágil e a Customização em Massa (já estudadas anteriormente), as empresas 
transformam-se em redes integradas, em que as empresas unem suas 
características essenciais ao seu negócio.
Novas Formas de Organização do Trabalho
 A possível virtualização dos processos permitida pela tecnologia da informação, 
garante operações harmoniosas entre empresas, com acesso em tempo real a 
informações relevantes sobre produtos e produção para toda a rede.
 Fronteiras nacionais deixam de ter relevância, com os sistemas autônomos 
de troca de dados obtidos por sistemas embarcados em toda a cadeia de valor 
ao introduzir a comunicação avançada entre máquinas e humanos.
Novas Formas de Organização do Trabalho
 A crescente utilização de tecnologia de informação e comunicação permite 
à engenharia de produtos e processos de produção, modular técnicas de 
simulação e modelagem, sendo possível descentralizar o processo produtivo 
e alterar de forma flexível os produtos e, assim, possibilitar a rápida inovação 
de produtos.
 Essa nova forma de produção vem sendo chamada Indústria 4.0, e concentra-se 
no estabelecimento de produtos e processos de produção com base na tecnologia 
da informação.
Indústria 4.0
 Com as novas formas de tecnologia, a organização do trabalho tem de lidar 
com a necessidade de produtos de rápido desenvolvimento, produção flexível 
e baixos custos.
 A inteligência artificial, gerada por novos conceitos matemáticos e novas filosofias 
lógicas, é capaz de adquirir e processar dados, podendo autocontrolar-se via 
interfaces máquina/homem.
Indústria 4.0
 Os trabalhadores precisam cada vez mais monitorar os equipamentos e estarem 
integrados nas tomadas de decisão descentralizadas e consequentemente 
participar de atividades de engenharia.
 Quanto aos equipamentos, serão caracterizados pela aplicação de máquinas-
ferramentas e robôs altamente automatizados. O equipamento será capaz de se 
adaptar de forma flexível às mudanças, por exemplo os robôs estarão trabalhando 
juntos colaborativamente.
Características da Indústria 4.0
 A interação de redes de agregar valor na Indústria 4.0 oferece oportunidades para 
a realização de ciclos de vida de produtos em circuito fechado e uma sinergia entre 
os elementos da rede que exige uma coordenação eficaz do produto, material, 
energia e fluxos de água ao longo dos ciclos de vida do produto, bem como entre 
diferentes fábricas, mantendo produtos em ciclos de vida de várias fases de uso 
com remanufatura ou reutilização dos meio de produção. A sinergia industrial 
descreve a cooperação de diferentes fábricas para a obtenção de uma vantagem 
competitiva através da troca de produtos, materiais, energia, água e também 
dados inteligentes em nível local.
A sustentabilidade da Indústria 4.0
 Atualmente, apenas alguns sensores e máquinas de um fabricante estão em rede 
e fazem uso de computação embutida. Eles são tipicamente organizados em uma 
pirâmide de automação vertical na qual sensores e dispositivos de campo com 
inteligência limitada e controladores de automação alimentam sistema de controle 
de processo de fabricação abrangente. Mas com a Internet Industrial das Coisas, 
mais dispositivos – às vezes incluindo até produtos inacabados – são enriquecidos 
com computação incorporada e conectada, usando tecnologias padrão. Isso 
permite aos dispositivos de campo comunicar e interagir uns com os outros e com 
controladores mais centralizados, como necessário. Também descentraliza a 
análise e a tomada de decisões, permitindo respostas 
em tempo real.
A internet industrial das coisas
Como vimos ao longo da aula de hoje, os conceitos da Indústria 4.0 visam as novas 
formas da organização do trabalho. Conceitualmente, podemos verificar que:
 Quanto aos equipamentos, serão caracterizados pela aplicação de máquinas-
ferramentas e robôs altamente automatizados. O equipamento será capaz de se 
adaptar de forma flexível às mudanças, por exemplo, os robôs estarão trabalhando 
juntos colaborativamente.
Sendo assim:
Interatividade
I. É possível fazer projetos mais complexos e flexíveis, com características 
de maior resistência e com menos peso para maiores quantidades e maiores 
escalas do produto.
II. Os produtos serão produzidos em lotes de acordo com os requisitos particulares 
de cada cliente. Assim, a integração do cliente à cadeia de valor é mais eficaz, 
gerando a necessidade de novos serviços, gerando novos modelos de negócio.
 Propiciar um balanceamento dos elementos de uma unidade de produção, 
diminuindo o tempo do ciclo ou eliminando seus tempos ociosos.
III. A complexidade organizacional criada por esta nova 
tecnologia de manufatura deve ser gerenciada por uma 
instância central.
Interatividade
Está correto o que se afirma em:
a) I e II.
b) II e III.
c) I e III.
d) I, II e III.
e) Apenas I.
Interatividade
 Comentário: seguem as observações acerca do motivo das afirmações estarem 
incorretas. Afirmativa III – incorreta: a complexidade organizacional criada por esta 
nova tecnologia de manufatura não pode ser gerenciada por uma instância central, 
sendo assim, devem aparecer novas formas de organização do trabalho, com base 
na inteligência artificial.
Resposta: a) I e II.
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!

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