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Conteudista: Prof.ª M.ª Fany Govetri Sena Crispim Revisão Textual: Esp. Jéssica Dante Objetivos da Unidade: Conhecer as recomendações para orientação nutricional do adulto e para a elaboração de planos alimentares adequados a esse público; Aplicar os guias alimentares para essa faixa etária; Analisar softwares e aplicativos de nutrição para avaliação e elaboração de cardápios e planos alimentares. 📄 Material Teórico 📄 Material Complementar 📄 Referências Planejamento Alimentar para Adultos Introdução Nesta Unidade será abordada a característica alimentar na fase adulta, assim como os instrumentos de orientação para uma alimentação saudável. Você, adulto, já analisou se sua alimentação é saudável? Diariamente você consegue seguir uma alimentação adequada, de forma fracionada, ao longo do dia? E a sua ingestão de água, é suficiente? Pelo fato do adulto ser responsável por sua própria alimentação, se ele não tiver uma boa orientação, poderá fazer escolhas não adequadas, tornando, ao longo do tempo, essa alimentação inadequada, um hábito, que irá refletir negativamente em sua saúde ao longo da vida. Por essa razão, existem os guias alimentares que auxiliam os profissionais de saúde na orientação de uma alimentação saudável para a população, a fim de prevenir as carências nutricionais, o excesso de peso e as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como o infarto, o diabetes, o acidente vascular cerebral e a hipertensão, que são um problema de saúde pública e a principal causa de mortes nos tempos atuais. As DCNT estão geralmente relacionadas aos maus hábitos alimentares, tabagismo, sedentarismo e ao consumo de álcool. A obesidade, que leva ao aumento da gordura na região central (abdominal), também pode aumentar o risco de desenvolver algumas doenças como o diabetes e as doenças cardiovasculares. Página 1 de 3 📄 Material Teórico Características da Faixa Etária e da Alimentação de Adultos Considera-se adulto, segundo a Organização Mundial de Saúde, o indivíduo com idade entre 20 e 59 anos. Nessa idade, o corpo humano já apresenta um amadurecimento anátomo-fisiológico, a composição e o peso corporal estão estáveis após a fase da adolescência, as mulheres dão início ao período de vida reprodutiva e também é a nessa faixa etária que surgem as DCNT, geralmente relacionadas ao estilo de vida do adulto. Evidências científicas mostram que os riscos para DCNT se iniciam na vida fetal e continuam por toda a vida. Essas doenças refletem exposições cumulativas a ambientes físicos e sociais, mas é importante reforçar que também existem várias oportunidades para intervenção, com modificações nos hábitos e estilo de vida. Os avanços industriais que aconteceram nas últimas décadas proporcionaram importantes modificações dos métodos de produção, armazenamento e distribuição dos alimentos. Com isso, grande quantidade de pessoas aumentaram o consumo de alimentos industrializados, altamente refinados, com grandes proporções de gordura saturada, sal e açúcar e pobres em fibras. Apesar de ser um avanço na indústria, se percebem efeitos nocivos no aspecto nutricional (RODRIGUES, 2015, p. 171). É muito fácil observarmos, até mesmo em nosso meio familiar e no grupo de amigos, que muitas pessoas estão substituindo os alimentos não processados ou minimamente processados, pelos alimentos prontos ou de fácil preparo, que geralmente são os produtos ultraprocessados. Um exemplo bem comum é o alto consumo de refrigerantes ao invés do consumo de suco de frutas naturais. Dessa forma, observa-se também uma redução no consumo de alimentos in natura. Como consequência desse tipo de alimentação, as pessoas estão ingerindo mais calorias, sal, açúcar, gordura saturada e menor quantidade de fibras, vitaminas e minerais como a vitamina A, o ferro e o cálcio. Necessidades Nutricionais e Planejamento Alimentar Como você pode observar, na fase adulta devemos estimular a adoção e manutenção de uma alimentação saudável, a fim de prevenir o desenvolvimento de DCNT. Para isso, além da oferta dos nutrientes essenciais, a alimentação deve proporcionar a manutenção de um peso saudável. Energia Importante! Quanto mais cedo estimularmos a população a consumir uma alimentação saudável e a ter bons hábitos de vida, como a prática regular de atividades físicas, preferencialmente desde a infância, mais estaremos prevenindo o desenvolvimento de doenças e proporcionando uma melhor qualidade de vida para essa população. Quadro 1 – Equações para estimativa do Gasto Energético Basal (GEB) para adultos Idade Equação para o GEB Mulheres Homens 18 a 30 anos (14,7 × P) + 496 (15,3 × P) + 679 30 a 60 anos (8,7 × P) + 829 (11,6 × P) + 879 + de 60 anos (10,5 × P) + 596 (13,5 × P) + 487 P = peso (kg) Fonte: FAO/WHO/UNU, 1985 A partir do GEB também é possível determinar o GET, multiplicando-se o fator atividade. Quadro 2 – Equações para estimativa da necessidade energética (EER) de adultos Sedentário: multiplicar GEB por 1,4 para homens e mulheres; Atividades leves: multiplicar GEB por 1,55 para homens e 1,56 para mulheres; Atividades moderadas: multiplicar GEB por 1,78 para homens e 1,64 para mulheres; Atividades intensas: multiplicar GEB por 2,10 para homens e 1,82 para mulheres. Idade Sexo NAF EER (kcal/dia) 19+ anos M Sedentário EER = 753,07 – (10,83 × idade) + (6,50 × altura) + (14,10 × peso) Idade Sexo NAF EER (kcal/dia) Pouco ativo EER = 581,47 – (10,83 × idade) + (8,30 × altura) + (14,94 × peso) Ativo EER = 1004,82 – (10,83 × idade) + (6,52 × altura) + (15,91 × peso) Muito ativo EER = -517,88 – (10,83 × idade) + (15,61 × altura) + (19,11 × peso) F Sedentário EER = 584,90 – (7,01 × idade) + (5,72 × altura) + (11,71 × peso) Pouco ativo EER = 575,77 – (7,01 × idade) + (6,60 × altura) + (12,14 × peso) Ativo EER = 710,25 – (7,01 × idade) + (6,54 × altura) + (12,34 × peso) Muito ativo EER = 511,83 – (7,01 × idade) + (9,07 × altura) + (12,56 × peso) Fonte: NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING AND MEDICINE, 2023 NAF – Nível de Atividade Física: Proteína Baseando-se em estudos de balanço nitrogenado, o Instituto de Medicina (IOM) estabeleceu a EAR de adultos acima de 18 anos, em 0,66 g/kg/dia. Já a RDA foi estabelecida em 0,8 g/kg/dia para adultos de ambos os gêneros. Na alimentação é importante priorizar a oferta de boas fontes de aminoácidos essenciais como as carnes em geral. A combinação de arroz e feijão na proporção de uma parte de feijão para duas partes de arroz é uma alternativa quando o consumo de alimentos de origem animal é limitado (SILVA; MURA, 2016, p. 447). Quadro 3 – Valores diários de EAR e AI ou RDA e AMDR para proteína segundo as DRIs, para adultos Idade Proteína EAR (g/kg/d) AI ou RDA AI ou RDA AMDR Sedentário: atividades diárias típicas (atividades domésticas); Pouco ativo: atividades diárias típicas + 30 a 60 minutos de atividades moderadas (ex.: caminhadas com velocidade 5 a 7 km/hora); Ativo: atividades diárias típicas + no mínimo 60 minutos de atividades moderadas; Muito ativo: atividades diárias típicas + no mínimo 60 minutos de atividades moderadas + 60 minutos de atividades vigorosas ou 120 minutos de atividades moderadas. Idade Proteína (g/d) (g/kg/d) 19 – 30 anos 0,66 56 (homem) 46 (mulher) 0,8 10 – 35 % do VET 31 – 50 anos 0,66 56 (homem) 46 (mulher) 0,8 10 – 35 % do VET 51 – 70 anos 0,66 56 (homem) 46 (mulher) 0,8 10 – 35 % do VET AMDR: a variação de distribuição aceitável de macronutriente (AMDR) é a faixa de ingestão da fonte particular de energia dada como porcentagem que está associada ao risco reduzido de doença crônica que fornece as ingestões dos nutrientes essenciais. Fonte: INSTITUTE OF MEDICINE, 2006 Carboidrato A necessidade de carboidrato geralmente é estimada considerando a quantidade compatível com a necessidade metabólica, a otimização da saúde e a quantidade mínima para suprir a necessidade cerebral de glicose, que é o único órgãodependente dela. Quadro 4 – Valores diários de EAR e AI ou RDA e AMDR para carboidrato segundo as DRIs, para adultos Idade Carboidrato EAR (g/d) AI ou RDA (g/d) AMDR 19 – 30 anos 100 130 45 – 65% do VET 31 – 50 anos 100 130 45 – 65% do VET Importante! Atenção! Sempre que a recomendação for em g/kg/dia, devemos multiplicar o valor da recomendação, em grama, pelo peso do indivíduo. Idade Carboidrato 51 – 70 anos 100 130 45 – 65% do VET AMDR: a variação de distribuição aceitável de macronutriente (AMDR) é a faixa de ingestão da fonte particular de energia dada como porcentagem que está associada ao risco reduzido de doença crônica que fornece as ingestões dos nutrientes essenciais. Fonte: INSTITUTE OF MEDICINE, 2006 Sobre o consumo de fibras, para os homens, na idade de 19 a 50 anos, recomenda-se 38 g/dia, e acima de 51 anos, 30 g/dia. Já para as mulheres, dos 19 aos 50 anos, recomenda-se 25 g/dia, e acima de 51 anos, 21 g/dia. Considerando a falta de uma definição universal para fibra, o IOM propôs as seguintes: Importante! Existe a recomendação para o mínimo uso de açúcar de adição e este não deve ultrapassar o equivalente a 25% do total do VET, considerando inclusive os alimentos industrializados. Lipídio Quadro 5 – Valores diários de AI ou RDA e AMDR para lipídio segundo as DRIs, para adultos Idade Lipídio AI ou RDA (g/d) AMDR 19 – 30 anos ND 20 – 35% do VET 31 – 50 anos ND 20 – 35% do VET 51 – 70 anos ND 20 – 35% do VET AMDR: a variação de distribuição aceitável de macronutriente (AMDR) é a faixa de ingestão da fonte particular de energia dada como porcentagem que está associada ao risco reduzido de doença crônica que fornece as ingestões dos nutrientes essenciais. Fibra dietética: são carboidratos e lignina não digeríveis, presentes de forma intrínseca e intacta nas plantas; Fibra funcional: são carboidratos não digeríveis isolados, com efeitos fisiológicos benéficos ao indivíduo; Fibra total: é a soma da fibra dietética e da fibra funcional (SILVA; MURA, 2016, p. 447). Fonte: INSTITUTE OF MEDICINE, 2006 Recomenda-se que seja evitado o consumo de colesterol, ácidos graxos saturados e ácidos graxos trans, e uma oferta diária de 5 a 10% do VET de ácidos graxos polinsaturados ômega 6 e de 0,6 a 1,2% do VET de ácidos graxos polinsaturados ômega 3. O padrão alimentar ocidental possui a característica de baixo consumo de ômega 3 e alto consumo de ômega 6, aumentando os riscos cardiovasculares, porque o ômega 3 é precursor do ácido eicosapentaenoico (EPA) que possui ação anti-inflamatória e vasodilatadora, prevenindo a aterosclerose. Já o ômega 6 é precursor do ácido aracdônico, que dá origem aos eicosanoides, que possuem ação pró-inflamatória e vasoconstritora. Vitaminas e Minerais Com base nas características da alimentação atual, muitas pessoas consomem baixa quantidade de alimentos in natura como frutas, verduras e legumes e alto consumo de alimentos ultraprocessados, causando inadequação no consumo de algumas vitaminas e minerais como vitamina A, D, E, magnésio e cálcio. Para evitar essa carência de nutrientes, é importante incentivar um maior consumo de cereais, leguminosas, frutas, verduras, legumes, laticínios e reduzir ou evitar o consumo de alimentos ultraprocessados. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Água Deve ser oferecida à vontade e o total de água ingerida inclui toda a água contida nos alimentos, bebidas e água potável. Segundo as DRIs, a recomendação de consumo de água para homens adultos é de 3,7 litros por dia, e para as mulheres adultas, é de 2,7 litros por dia (PADOVANI et al., 2006, p. 759). Planejamento Alimentar Segundo Vitolo (2008, p. 401-402), a mudança de comportamento é o maior desafio encontrado por profissionais de saúde. O conhecimento sobre as práticas alimentares saudáveis não é suficiente para que haja mudanças efetivas no comportamento. O indivíduo passa por fases de mudança de comportamento e nem sempre está pronto para que a mudança aconteça. É importante o conhecimento sobre o assunto para que Leitura Dietary Reference Intakes: Aplicabilidade das Tabelas em Estudos Nutricionais Você deverá verificar todas as recomendações nutricionais de vitaminas e minerais para a população, no artigo. https://www.scielo.br/j/rn/a/YPLSxWFtJFR8bbGvBgGzdcM/?format=pdf&lang=pt a ação aconteça, para que o indivíduo tome a iniciativa para mudar e melhorar seus hábitos. Durante um atendimento, o paciente deve ser o protagonista e deve aprender a desenvolver autonomia. Portanto, ele deve fazer autorreflexões a todo o momento. Ao invés de dizer ao paciente o que ele precisa fazer, devem ser feitas perguntas sobre as barreiras e as possíveis soluções que podem ser encontradas. Devem ser estabelecidos objetivos (ou “metas”) de curto prazo. Por exemplo, no emagrecimento, o foco principal deve ser nas pequenas mudanças cotidianas do que simplesmente na perda de peso como um todo. A partir de um recordatório de 24 horas ou um dia alimentar habitual, podem ser identificados alguns erros alimentares e sugerir pequenas mudanças a curto prazo, como comer duas frutas por dia, ou ingerir 2 litros de água por dia ou praticar 150 minutos de atividade física por semana etc. Mas é preciso deixar o paciente pensar em como ele fará essas mudanças. Deixe o paciente refletir e propor soluções para os seus próprios problemas. Isso é dar a ele a autonomia. Se ele tiver dificuldades, o profissional pode dar sugestões. Para que o paciente tenha sucesso em seu processo de mudança de comportamento, dê esperança a ele. Se estiver preparado para lidar com suas próprias dificuldades, ele ficará mais confiante. Estabeleça metas realistas e factíveis. Metas muito difíceis podem desestimular o paciente. Ensine-o a não terceirizar a responsabilidade da mudança. Ele deve saber assumir seus erros e sempre continuar rumo à mudança efetiva. Como forma de orientação, podemos utilizar os Dez Passos para uma Alimentação Adequada e Saudável, do Guia Alimentar, conforme o Ministério da Saúde recomenda (BRASIL, 2021, p. 8): Segundo dados da Pesquisa de Orçamento Familiar 2017-2018, o padrão de consumo alimentar do adulto brasileiro ainda é caracterizado majoritariamente pelo consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, principalmente feijão e arroz, seguido de carnes. Alimentos ultraprocessados já contribuem com quase 1/5 das calorias consumidas, com destaque para biscoito salgado e salgadinho “de pacote”, pães industrializados, biscoitos doces e frios e embutidos (BRASIL, 2021, p. 15). Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação; Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias; Limitar o consumo de alimentos processados; Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados; Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia; Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados; Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias; Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece; Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora; Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais. Aos profissionais de saúde, para que forneçam uma orientação alimentar mais adequada, é importante que estejam atentos a aspectos relacionados à vulnerabilidade social, ao contexto socioambiental, à rede de apoio e às condições de trabalho do paciente atendido. Existem alguns possíveis obstáculos que podem dificultar a adoção das recomendações de uma alimentação mais saudável, por exemplo: a falta de tempo no preparo dos alimentos, a renda disponível para adquirir os alimentos, a falta de habilidade culinária no preparo dos alimentos etc. Aos profissionaisnutricionistas, o Ministério da Saúde recomenda que seja aplicado um formulário com marcadores de Consumo Alimentar, como foi apresentado na unidade de planejamento alimentar para crianças, e a partir das respostas e do auxílio de um fluxograma, o profissional faz as recomendações de consumo alimentar, baseadas em uma alimentação saudável. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura Protocolos de Uso do Guia Alimentar para a População Brasileira na Orientação Alimentar Todas as orientações nutricionais relacionadas ao formulário, com os marcadores de Consumo Alimentar, e ao fluxograma estão no material técnico do Ministério da Saúde. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_guia_alimentar_fasciculo1.pdf Guias Alimentares Os guias alimentares são instrumentos utilizados para apoiar e incentivar a promoção da saúde e de práticas alimentares saudáveis e sustentáveis para a população. Ao se elaborar um guia alimentar, além de precisar ser baseado em pesquisas científicas atualizadas, deve ser útil para o público-alvo e ter uma visão global da dieta, levando-se em consideração a dieta habitual de cada população. Dessa forma, o guia alimentar precisa suprir as necessidades nutricionais da população, de forma simples e realista, permitindo a flexibilidade para escolha dos alimentos. Também deve proporcionar a variedade, estimulando o consumo entre os diferentes grupos de alimentos e também dentro de cada grupo; a proporcionalidade, representada pelo tamanho dos grupos e pela indicação do número de porções recomendadas; e a moderação, representada pelo texto “usar moderadamente” ou “use pouco”, ou pelo tamanho “físico” do grupo (ex.: das gorduras e açúcares). Uma das primeiras formas de transmitir os conceitos de alimentação saudável para a população, foi através de diagramas, círculos, pirâmides, pratos etc., para demonstrar os grupos de alimentos e os nutrientes que eles forneciam. Em 1999, Philippi et al. desenvolveram uma pirâmide alimentar adaptada da americana, para a população brasileira, com o objetivo de transmitir orientações sobre uma alimentação equilibrada e saudável. Dessa forma, mantiveram a mesma representação gráfica em forma de pirâmide, separada em níveis e agrupada por tipos de nutrientes (figura 1). Os alimentos foram quantificados em porções, expressas em medidas caseiras. Figura 1 – Representação da pirâmide alimentar brasileira Fonte: Adaptada de PHILIPPI et al., 1999 #ParaTodosVerem: sobre fundo branco, há o desenho de uma pirâmide em linhas pretas e desenhos internos em cor preta, representando a Pirâmide Alimentar Brasileira que foi adaptada da pirâmide alimentar americana. Essa pirâmide foi dividida em quatro níveis e oito grupos de alimentos. Em cada grupo há o desenho de alguns alimentos. A leitura da pirâmide geralmente fazemos da base, que é a sua parte inferior, em direção ao topo. Iniciando pela base, de baixo para cima, encontramos o primeiro nível dos alimentos energéticos, que é composto pelo grupo dos cereais, pães, tubérculos e raízes, com recomendação de consumo de cinco a nove porções ao dia, e desenhadas dentro desse grupo, da direita para a esquerda, temos as seguintes figuras: batata, mandioca, cesta com pães tipo baguete, gordura e açúcar naturalmente presentes ao alimento ou adicionadas, massas prontas, macarrão, pão de forma, milho, farinha e arroz. Subindo um nível na pirâmide, o segundo nível se refere aos alimentos reguladores. Da direita para a esquerda, nesse nível temos o grupo das frutas, com recomendação de consumo de três a cinco porções ao dia, representado pelos desenhos de morangos, pêssegos, maçãs, uvas, melancia, peras, laranjas, abacaxi e açúcar naturalmente presente ao alimento ou adicionado. Ao lado e à esquerda, há o grupo das hortaliças, com recomendação de consumo de quatro a cinco porções ao dia, representado pelos desenhos de pimentões, berinjela, cenouras, repolho, abóbora, tomates e gordura adicionada ao alimento. Subindo mais um nível na pirâmide, o terceiro nível se refere aos alimentos proteicos ou construtores. Da direita para a esquerda, nesse nível temos o grupo das leguminosas, com recomendação de consumo de uma porção ao dia, representado pelos desenhos de ervilha, soja, feijão, amendoim e gordura naturalmente presente ao alimento ou adicionada. Ao lado e à esquerda, há o grupo das carnes e ovos, com recomendação de consumo de 1 a 2 porções ao dia, representado pelos desenhos de peixes, frango, bife, ovos e gordura naturalmente presente ao alimento ou adicionada. Novamente, ao lado e à esquerda, há o grupo do leite e produtos lácteos, com recomendação de consumo de 3 porções ao dia, representado pelos desenhos de leite, iogurte, queijo e açúcar e gordura naturalmente presentes ao alimento ou adicionados. Subindo no último nível na pirâmide, o quarto nível se refere aos alimentos também energéticos, mas que devem ser consumidos com moderação. Da direita para a esquerda, nesse nível temos o grupo dos açúcares e doces, com recomendação de consumo de 1 a 2 porções ao dia, representado pelos desenhos de um pacote de açúcar e uma taça de sorvete, com açúcar naturalmente presente ao alimento ou adicionado. Ao lado e à esquerda, há o grupo dos óleos e gorduras, com recomendação de consumo de 1 a 2 porções ao dia, representado pelos desenhos de uma lata de óleo, um pote de margarina e gordura naturalmente presente ao alimento ou adicionada. Fim da descrição. Com o desenvolvimento da pirâmide, foram estabelecidas porções por refeição, de acordo com o total de energia de cada alimento, e também para três dietas com valores calóricos diferentes, sendo 1600, 2200 e 2800 kcal, respeitando-se o mínimo e o máximo de porções. Selecionou-se os alimentos e as preparações mais habituais em estudos de consumo alimentar. Foram elaboradas tabelas de alimentos com os equivalentes (em energia) de cada nível de alimentos da pirâmide, com as respectivas porções em medidas caseiras e em gramas, possibilitando as indicações para as substituições (PHILIPPI et al., 1999, p. 67). Vamos observar o desenho da pirâmide alimentar, na Figura 1? Veja que ela foi dividida em quatro níveis, sendo eles: o primeiro nível (base) constitui o grupo dos cereais, tubérculos, raízes, que fornecem energia em forma de carboidrato; o segundo nível representa o grupo das hortaliças e o grupo das frutas, que são as fontes principais das vitaminas, minerais e fibras alimentares; o terceiro nível contém o grupo do leite e derivados, das carnes e ovos e das leguminosas, que são nossas fontes de proteína; e o quarto nível, o grupo dos óleos e gorduras e o grupo dos açúcares e doces, que também nos fornecem energia, mas devem ser consumidos com moderação. Pelo fato destes últimos estarem no topo da pirâmide, representa a parte menor e, dessa forma, o consumo também deve ser menor. Da mesma forma, os alimentos foram distribuídos em oito grupos e foi definido o número de porções diárias para cada grupo, de acordo com as dietas-padrão calculadas. Os grupos e respectivas porções são: O tamanho da porção de cada alimento, para cada grupo, é apresentado em medida caseira, com equivalência no valor energético, o que nos permite fazer substituições diárias em nossa alimentação, para cada grupo. Por exemplo, uma porção no grupo dos cereais representa 150 calorias. Nesse grupo, eu posso optar por consumir, com o Pães, cereais, raízes e tubérculos: 5 porções no mínimo a 9 no máximo; Hortaliças: 4 porções no mínimo a 5 no máximo; Frutas cítricas e não cítricas: 3 porções no mínimo a 5 no máximo; Carnes (bovina e suína, aves, peixes), ovos, miúdos e vísceras: 1 porção no mínimo a 2 no máximo; Leite e derivados: 3 porções; Leguminosas: 1 porção; Óleos e gorduras: 1 porção no mínimo a 2 no máximo; Açúcares e doces: 1 porção no mínimo a 2 no máximo. mesmo valor calórico, 4 colheres (sopa) de arroz ou 1 ½ colheres (servir) de batata- doce ou 3 ½ colheres (sopa) de macarrão cozido, ou outrosalimentos que estiverem na lista do mesmo grupo, pois todas as porções terão aproximadamente, 150 calorias. Os modelos de cardápio para 1600, 2200 e 2800 kcal que acompanham a pirâmide alimentar, apresentam a quantidade em porções que cada alimento pode ser substituído e qual o grupo de substituição. Por exemplo, leite desnatado: Clique no botão para conferir o conteúdo. Peso (g): 150; Medida caseira: 1 xícara de chá; Porção: 1 Grupo: leite. Leitura Pirâmide Alimentar Adaptada: Guia para Escolha dos Alimentos O artigo científico contém todas as porções alimentares de cada grupo da pirâmide alimentar e seus respectivos alimentos substitutos, para cada modelo de cardápio. ACESSE O Guia Alimentar faz parte das estratégias que contribuem para a promoção da alimentação adequada que envolve a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). No Brasil, a primeira versão do Guia Alimentar para a nossa população foi publicada em 2006 e a versão revisada foi publicada em 2014. Nesse guia são apresentadas informações, análises, recomendações e orientações baseadas nas evidências mais atuais sobre escolha, combinação, preparo e consumo de alimentos. Também sugere possibilidades de superação de obstáculos. Para as crianças, a primeira versão do guia foi publicada em 2002, revisada em 2010 e em 2019. O Guia Alimentar para a População Brasileira é considerado uma referência que pode ser utilizada por todas as pessoas, seja de forma individual ou por profissionais da área da saúde, agentes comunitários, educadores, entre outros profissionais, auxiliando na promoção da alimentação adequada e saudável. Já o Guia Alimentar para Crianças menores de dois anos é voltado para todas as pessoas que participam do cuidado com a criança. O Guia nos traz informações dietéticas, com o objetivo de promover a saúde de indivíduos, famílias e comunidades, e de prevenir doenças. Ele tem também a proposta de facilitar o conhecimento sobre a alimentação e as suas características, a busca de melhores escolhas, a fim de garantir a segurança alimentar e nutricional para todos. Qual foi o ponto de partida que levou à elaboração do Guia Alimentar? https://www.scielo.br/j/rn/a/hvvYpQQRf9zb3ytTpsrVTQh/?format=pdf&lang=pt Nós chamamos esse “ponto de partida” de “princípios”. Então, os cinco princípios para a elaboração do Guia priorizaram as necessidades da população brasileira, e são citados a seguir: O Guia Alimentar orienta sobre o tipo de processamento dos alimentos, que são divididos em quatro categorias (BRASIL, 2014, n. p.): Alimentação envolve não apenas a ingestão de nutrientes, mas também os alimentos e o que eles nos fornecem, as formas de preparo e as relações sócio-culturais que envolvem as práticas alimentares; Recomendações sobre alimentação devem estar em sintonia com seu tempo, ou seja, relacionadas à evolução da alimentação, às características de consumo dos alimentos na atualidade, assim como à situação de saúde da população; Alimentação adequada e saudável deriva de sistema alimentar social e ambientalmente sustentável. A alimentação deve levar em conta o impacto nas formas de produção e distribuição; Diferentes saberes geram o conhecimento para a formulação de guias alimentares. A realização e utilização de estudos clínicos e experimentais, envolvendo grupos populacionais e seus padrões alimentares habituais, norteiam a elaboração das recomendações de consumo; Guias alimentares ampliam a autonomia nas escolhas alimentares. O acesso a informações confiáveis sobre alimentação adequada e saudável contribui para que pessoas, famílias e comunidades ampliem sua autonomia, fazendo boas escolhas. O guia também traz exemplos de cardápio com fotos, por cada refeição, e orientações de como combinar alimentos, para que a refeição fique completa e variada. Há também dicas do que fazer mediante a alguns obstáculos e os dez passos para uma alimentação saudável. Portanto, além do Guia Alimentar servir como um instrumento de Educação Alimentar e Nutricional, é também um documento que induz e faz parte das políticas públicas, 1ª categoria: são os alimentos in natura e os alimentos minimamente processados. Os alimentos in natura são obtidos diretamente de plantas ou de animais, sem que tenham sofrido quaisquer alterações. Os alimentos minimamente processados são aqueles que, antes de sua aquisição, são submetidos a alterações mínimas, como por exemplo, grãos secos, polidos e empacotados ou na forma de farinhas, raízes ou tubérculos lavados, cortes de carne resfriados ou congelados; 2ª categoria: são produtos extraídos de alimentos in natura ou diretamente da natureza e usados para temperar e cozinhar alimentos, como os óleos, gorduras, sal e açúcar; 3ª categoria: são os produtos fabricados (ou processados) essencialmente com a adição de sal ou açúcar a alimentos in natura ou minimamente processados. Podemos citar os legumes em conserva, as frutas em calda, os pães simples; 4ª categoria: são os produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e ingredientes, sendo muitos deles de uso exclusivamente industrial (como os conservantes, os corantes, estabilizantes etc). Chamamos esses alimentos de ultraprocessados, podendo citar os refrigerantes, biscoitos recheados e salgadinhos de pacote. abordando a qualidade da alimentação, por meio da oferta de alimentos mais saudáveis, diversificados e que respeitem a cultura alimentar local. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Softwares e Aplicativos de Nutrição para Avaliação e Elaboração de Cardápios e Planos Alimentares Vivemos em um mundo onde os avanços tecnológicos vêm crescendo assustadoramente nas últimas décadas. É fácil observar que quase ninguém mais vive sem um celular. É um aparelho que deixou de ser um simples meio de comunicação por áudio ou vídeo, para ser nosso “banco de dados”, uma ferramenta de estudos e trabalho, de se atualizar com acontecimentos no mundo, para registrar momentos, entre outros. A mesma evolução tivemos também na área da nutrição. Tudo o que antes era feito de forma manual, como registros de pacientes, cálculo de recordatórios alimentares e análise do consumo alimentar, elaboração de planos dietéticos, cálculos antropométricos, e outros, agora pode ser feito de forma computadorizada ou através Leitura Guia Alimentar para a População Brasileira https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf de aplicativos, com banco de dados em nuvem. Tudo isso auxilia muito na organização e otimização do tempo do nutricionista. Devido ao grande número de programas e aplicativos existentes, acaba se tornando difícil a escolha da melhor opção para se trabalhar. Portanto, antes de adquirir qualquer programa, é importante fazer uma análise bem detalhada da funcionalidade de cada um, se atendem às suas necessidades, onde será utilizado e para qual finalidade, o custo-benefício etc. Diante da diversidade de programas, temos desde os mais simples, que realizam os cálculos básicos, até os mais avançados, que possuem vários tipos de análise, que podem ter a interação do paciente no envio de fotos, de registros alimentares etc. Segundo Cuppari e Anção (2005, n. p.), alguns itens devem ser observados nos programas de nutrição. Veja nos tópicos a seguir. Sistema É importante conhecer a procedência do software ou aplicativo, obter informações sobre a empresa que produz o sistema. Dê preferência por instituições de ensino e empresas privadas voltadas para o desenvolvimento de programas e, se possível, que tenha nutricionistas fazendo parte da equipe. Também vale a pena saber se a empresa dispõe de equipe de suporte técnico, tela de ajuda e manual de instruções de uso e uma programação periódica de atualização do sistema. Por fim, deve-se avaliar se o custo do sistema em relação ao que é oferecido está condizente, e até fazer uma comparação com o valor de programas semelhantes.Conteúdo Ao se escolher um software ou aplicativo, é importante conhecer seu conteúdo, analisar o banco de alimentos inserido e os componentes alimentares. Dê preferência aos programas que utilizem tabelas de composição dos alimentos desenvolvidas no Brasil, por exemplo a tabela TACO e outras nacionais. Verifique também se as fontes (referências) utilizadas são citadas, o banco de medidas caseiras e sua variedade, se há possibilidade do cálculo de preparações e receitas, e se é possível fazer a busca, a inclusão e/ou a alteração do banco de alimentos. Não se aconselha programas que utilizem várias tabelas para compor o valor nutricional de um mesmo alimento. Outros dados importantes para se analisar são as referências de parâmetros e indicadores nutricionais, como as curvas de crescimento infantis, se são da OMS, as equações utilizadas para cálculos de necessidades energéticas, de medidas antropométricas etc. É importante que todas as referências sejam citadas (das equações, curvas e tabelas de referência). Funcionalidade do Sistema Não há forma melhor para avaliar a funcionalidade do sistema, do que testar o software ou o aplicativo. É importante verificar, antes da aquisição, se eles possuem período de teste ou versão demonstrativa, mesmo que parcial, e observar os seguintes itens: Se é autoexplicativo e ágil na realização das tarefas; Se apresenta uma sequência lógica para a entrada dos dados; Se permite armazenamento e recuperação rápida dos dados; Se permite a criação de listas de grupos equivalentes (substituição); Diante da variedade de softwares e aplicativos que existem, com diversas funcionalidades, na escolha do programa a ser adquirido, o profissional precisa definir quais são suas prioridades e avaliar se o programa tem capacidade para atendê-las. Embora os programas computadorizados sejam excelentes instrumentos para facilitar as tarefas diárias do nutricionista, e realizá-las de forma eficiente e precisa, os programas devem permitir a interatividade com profissional e estimular o seu senso crítico e suas competências. Se emite relatórios objetivos e completos; Se permite a exportação dos dados para outros programas (planilhas eletrônicas, programas estatísticos); Se tem rotina de backup. Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Princípios do Guia Alimentar para População Brasileira Página 2 de 3 📄 Material Complementar Guia Alimentar Brasileiro Ensina o que e como Comer! Princípios do Guia Alimenta para população brasileiraPrincípios do Guia Alimenta para população brasileira Guia Alimentar Brasileiro ensina o que e como comer!Guia Alimentar Brasileiro ensina o que e como comer! https://www.youtube.com/watch?v=thUMk4coJfo https://www.youtube.com/watch?v=EPvY9z8AT8M Alimentos Ultraprocessados: Qual o Risco? Qual Melhor Programa para Nutricionista? – Descubra Tudo sobre Software de Atendimento Alimentos Ultraprocessados: qual o risco?Alimentos Ultraprocessados: qual o risco? https://www.youtube.com/watch?v=slfaFJvz2BQ Qual o Melhor Software de Atendimento Nutricional? QUAL MELHOR PROGRAMA PARA NUTRICIONISTA? - Descubra tQUAL MELHOR PROGRAMA PARA NUTRICIONISTA? - Descubra t…… QUAL O MELHOR SOFTWARE DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL?QUAL O MELHOR SOFTWARE DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL? https://www.youtube.com/watch?v=rK-b38sqwJs https://www.youtube.com/watch?v=WrcbjCQeE7s Leitura Degree of Food Processing and its Relationship with Overweight and Body Adiposity in Brazilian Adult Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Práticas Alimentares Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira: Fatores Associados entre Brasileiros Adultos Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE https://www.scielo.br/j/rn/a/vNWDSYqGfH5ByhXzszVdqPQ/?format=pdf&lang=en https://www.scielo.br/j/ress/a/7Rc6W3DBCxycf5fh7zkfYdx/?format=pdf&lang=pt BRASIL. Ministério da Saúde. Fascículo 1 – Protocolos de uso do guia alimentar para a população brasileira na orientação alimentar: bases teóricas e metodológicas e protocolo para a população adulta. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: . Acesso em: 21/11/2023. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed., 1. reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. (e-book) CUPPARI, L.; ANÇÃO, M. S. Uso de programas computadorizados na avaliação dietética. In: FISBERG, R. M. et al. Inquéritos alimentares: métodos e bases científicos. São Paulo: Manole, 2005. p. 71-82. FAO/WHO/UNU. Energy and protein requirements. Report of a joint FAO/WHO/UNU Expert Consultation. World Health Organ Tech Rep Ser., [S. l.], v. 724, p. 1-206, 1985. INSTITUTE OF MEDICINE. 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