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Meliponicultura Grupo: Débora Híllary Jaqueline de Andrade Beatriz Carvalho Meliponicultura conceito. • A Meliponicultura é a criação racional de abelhas-sem-ferrão (ASF) e constitui uma atividade econômica, tem como principal objetivo a produção de mel, própolis, pólen, resinas. Também, na produção e multiplicação de colmeias. que visa aliar o manejo das abelhas-sem-ferrão e a comercialização de seus produtos, à conservação do meio ambiente (KERR et al., 1996, BUSTAMANTE et al.,2008, ZAPECHOUKA; SILVA, 2022). • As ASF são conhecidas assim por possuírem seu aparelho de ferrão atrofiado (KERR et al., 2001), o que constitui um dos fatores que facilita o manejo destas espécies, comparado ao da espécie Apis mellifera Linnaeus, 1758, que possui ferrão. • A produção de mel por colmeia de abelha varia de acordo com o país, mas a média no Brasil é de cerca de 20 kg por ano. Em outros países, a produção é maior: • Argentina e Canadá: 35 kg por colmeia • China e Austrália: mais de 100 kg por colmeia • As abelhas precisam visitar cerca de 5 milhões de flores. Para produzir um grama de cera, elas consomem cerca de 6 a 7 gramas de mel. História da Meliponicultura Povos Nativos Criando Abelhas sem Ferrão A meliponicultura é uma atividade muito antiga, praticada pelos antigos povos indígenas que habitavam a América Latina, principalmente em países como Brasil e México. Os povos indígenas utilizavam seu mel que tem propriedades medicinais para curar diversos problemas de saúde, como resfriados e principalmente catarata. como relevante aspecto social pela geração de renda familiar e com enorme potencial na contribuição da preservação do meio ambiente, para manutenção das espécies vegetais, e um importante meio estratégico para a conservação da diversidade das abelhas Meliponídeos. É o caso dos indígenas Maia de Yucatán (na América Central) que, segundo documentos escritos, antes da chegada dos espanhóis já possuíam os chamados jobones (colmeias em troncos ocos recortados), de onde o mel e a cera de abelha eram extraídos. Mas, tradicionalmente, diversas comunidades indígenas brasileiras também faziam uso destas abelhinhas; é o caso dos Kayapó, que demonstraram ter um interessante sistema de identificação, manipulação e de semidomesticação de abelhas sem ferrão Em Yucatan a Associação de Mulheres Maias no manejo de colmeias de abelhas sem ferrão e comercialização dos produtos da meliponicultura. Abelhas com ferrão – Apis mellifera A mais famosa das abelhas sociais com ferrão é a Apis mellifera, nativa da Europa, África e parte da Ásia. Conhecidas por sua produção incansável de mel, a Apis mellifera é a favorita para a criação com objetivo de produção comercial — daí o nome ‘apicultura’ dado para a atividade. Chegou ao Brasil em 1839, pelas mãos do Padre Antonio Carneiro, que trouxe 100 colônias vindas do Porto, em Portugal mas apenas sete colônias sobreviveram. Elas foram criadas inicialmente no Estado do Rio de Janeiro possui um ciclo de desenvolvimento precoce (18,5 a 19 dias), em relação à europeia (21 dias), o que lhe confere vantagem na produção e na tolerância ao ácaro do gênero Varroa. Ao contrário das Abelha-Europeia, que armazena muito alimento, a Abelha-Africana converte o alimento rapidamente, em cria, aumentando a população e liberando vários enxames reprodutivos Seu ninho é irregular por fora, mas por dentro é bem organizada. Nela podem viver até 80 mil abelhas, As operárias passam por diversas funções, durante a vida, conforme a idade. Além de proteger a colmeia contra ataques, as operárias produzem cera, utilizada para fazer os alvéolos, onde serão depositados os ovos da rainha. A temperatura certa para a modelagem da cera é de 35°C e, para isso, um grupo maior de operárias tem a função de manter a colmeia na temperatura certa. Tipos de criação de abelhas • são a apicultura e a meliponicultura: A apicultura consiste na criação de abelhas exóticas (Apis mellifera) com o objetivo de produzir mel, própolis, geleia real, pólen e cera de abelha. Essa atividade é incentivada pelo Incaper em diversos municípios capixabas e tem se mostrado uma excelente alternativa de diversificação agrícola. meliponicultura nativas sem ferrão é uma atividade que vem crescendo no Espírito Santo. O Incaper desenvolve diversas ações de assistência técnica, extensão rural e educação ambiental para conhecer e caracterizar as espécies de abelhas sem ferrão no Estado, quanto ao status ecológico e o potencial para criação. Não exige muito tempo e nem grandes áreas de terra disponíveis, e é uma atividade de baixo impacto ambiental, que contribui bastante para preservação do ecossistema. As espécies de meliponíneos são encontradas, em grande parte, nas florestas tropicais(mais de 60%), sendo que a floresta Amazônica, com sua rica biodiversidade, é conhecida como “o berço natural e mundial das ASF” (KERR, 1998). A criação destas abelhas apresenta aspectos de sustentabilidade bastante atrativos: possui baixo custo com manejo das colônias(FRAZÃO; SILVEIRA, 2003); não exige grandes espaços e nem muito trabalho, comparados aos da agricultura, pesca e criação de gado; e representa uma atividade bastante rentável, a médio e longo prazo (VIEIRA et al., 2008). Atualmente, mais de 20 mil espécies de abelhas descritas no mundo, (Orr et al., 2020). Essa atividade é incentivada pelo Incaper em diversos municípios capixabas e tem se mostrado uma excelente alternativa de diversificação agrícola. A apicultura representa uma significativa fonte de renda para os agricultores familiares, não exige muito tempo e nem grandes áreas de terra disponíveis, e é uma atividade de baixo impacto ambiental, que contribui bastante para preservação do ecossistema. Localização e espécies A maior diversidade de abelhas é encontrada em regiões áridas e semiáridas da terra, abrangendo regiões de clima mediterrâneo, tal como, o sul da Europa, região subsaariana da África, o oeste da Austrália, trechos áridos do Chile e da Argentina e os desertos da América do Norte e partes da América Central. A grande maioria das espécies, entre 80 e 85% são abelhas solitárias, Um pensamento em comum quando falamos em abelhas, é que, sempre imaginamos encontrar numa colmeia, uma estrutura composta por uma rainha, uma grande quantidade de abelhas operárias. No entanto, essa não é a realidade para a grande maioria das espécies de abelhas, (A.B.E.L.H.A1,2020). Dessas mais de 20 mil espécies de abelhas descritas no mundo, muitas delas evoluíram de maneira distinta e apresentam características gerais diversas, como: formas, cores, tamanho e comportamentos. Ao contrário das Abelha-Europeia, que armazena muito alimento, a Abelha- Africana converte o alimento rapidamente, em cria, aumentando a população e liberando vários enxames reprodutivos. É uma abelha que migra facilmente, se a competição for alta ou se as condições ambientais não forem favoráveis. Tais características têm uma variabilidade genética muito grande, influenciadas por fatores ambientais internos e externos. Registros de distribuição geográfica das espécies M. interrupta, T. goettei e D. ghilianii, de acordo com Camargo et al. (2013), Nogueira (2023) e Oliveira e Nogueira (2024). Fonte: modificado de Oliveira et al. (2024) Polinização • Quando coletam seu alimento na natureza, as ASF prestam o serviço de polinização. O processo de polinização ocorre quando os grãos de pólen de uma flor (gametas masculinos) passam para o estigma (receptor do aparelho feminino) de outra flor da mesma espécie. • Assim , as abelhas propiciam a fertilização das plantas, que resulta na produção de frutos essas sementes. As abelhas podem ser responsáveis pela polinização de 40 a 90% da flora nativa de acordo com o ecossistema além da dispersão de sementes de espécies de importância madeireira (KERR et al., 1996) • Para Nates-Parra (2005), “aproximadamente metade dos animais que polinizam as plantas tropicaissão abelhas”. “No Brasil, o número de espécies de plantas polinizadas por abelhas pode variar de 49% a 89%, dependendo da formação vegetal considerada, a exemplo de Cerrado, formações semiáridas, campestres e litorâneas” (A.B.E.L.H.A., 2020). Quando coletam seu alimento na natureza, as ASF prestam o serviço de polinização. O processo de polinização ocorre quando os grãos de pólen de uma flor (gametas masculinos) passam para o estigma (receptor do aparelho feminino) de outra flor da mesma espécie. Assim , as abelhas propiciam a fertilização das plantas, que resulta na produção de frutos essas sementes. As abelhas podem ser responsáveis pela polinização de 40 a 90% da flora nativa de acordo com o ecossistema além da dispersão de sementes de espécies de importância madeireira (KERR et al., 1996) Para Nates-Parra (2005), “aproximadamente metade dos animais que polinizam as plantas tropicais são abelhas”. “No Brasil, o número de espécies de plantas polinizadas por abelhas pode variar de 49% a 89%, dependendo da formação vegetal considerada, a exemplo de Cerrado, formações semiáridas, campestres e litorâneas” (A.B.E.L.H.A., 2020). Polinização das abelhas • Abelha Uruçu Nordestina (Meliponas cutellaris) polinizando as flores das árvores de Mutre (Aloysia virgata) e Urucum (Bixa orellana). Espécies de Abelhas Nativas do Ceará Nome popular Nome científico Ceará Abelha cachorro Trigona fulviventris Guérin Ceará Irapuã Trigona spinipes (Fabricius) Ceará Jandaira Melipona subnitida Ceará Jatai Tetragonisca angustula angustula Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Ceará • Abelhas Amazônicas: D. ghilianii, T. goettei (ambas sem ferrão) Duckeola ghilianii também conhecida como abelha-policial, caçadora-de- limão, matadora-de-limão ou predadora-de-limão. apresentam boas características para a criação racional por sua relativamente baixa agressividade ao manejo, boa produção de mel A Tetragona goettei, popularmente conhecida como borá-mansa, é uma abelha social sem ferrão da tribo dos meliponíneos. É uma espécie eusocial da família Apidae. • T. goettei Muitos confundem com a Borá “Tetragona clavipes”, mas são bem diferentes. A T goettei, com o mel muito apreciado e raro, produz bastante própolis e samburá. 100 ml R$: 70,00 140g R$: 159,00 é de cor amarela e âmbar, Alta acidez e fermentação, textura média e baixa doçura. Harmonização: O Mel ideal para harmonizar pratos salgados como pato, peixes, carne de porco e outros pratos da alta gastronomia. IMPORTANTE: Este produto deve ser mantido sobre refrigeração. Mel cor de petróleo com suas propriedades antibacterianas e antifúngicas, colabora na eliminação das toxinas do organismo. estudo recomenda que ela seja criada apenas na área de ocorrência natural dela, que é a região amazônica, do qual é aclimatada e totalmente adaptada aquele bioma, que costuma ser praticamente o ano todo um clima de alta temperatura e de umidade alta • Melípona interrupta (sem ferrão) Também chamada de jandaíra, é uma espécie descrita por Pierre André Latreille 1811, do gênero Melipona e família Apidae. A especie é listada no Catálogo da Vida. É uma abelha social do Brasil setentrional. O seu mel é um produto consumido principalmente nas comunidades e municípios do interior da Amazônia. 100 ml R$: 98,00 é um mel puro, de cor amarelo claro, textura fina e líquida, e sabor levemente ácido com notas amadeiradas. vitaminas B, sais minerais, e ácidos. tratar feridas e infecções bacterianas Tetragonisca angustula (sem ferrão) Uma abelha muito robusta e ser encontrara em todas as regiões do País, em centros urbanos fácil o manejo e a coleta de mel. bastante rústica, com grande capacidade para fazer ninhos e sobreviver em diferentes ambientes, Menos doce que o da abelha Apis, com uma textura fina e um sabor levemente ácido. Pesquisas indicam que os méis de meliponíneos, como o de Jataí, contêm compostos benéficos que podem ajudar a melhorar a saúde respiratória e digestiva. R$ 170,05 Ninho é composto por favos de cria horizontais sobrepostos, com células de cria de mesmo tamanho. A entrada do ninho é formada por um tubo feito de resina e barro. Encontrada , desde o Rio Grande do Sul até o México. abelhas benjoi – scaptotrigona polysticta Possuem a entrada da colmeia apontado para baixo em forma de canudo característico das Scaptotrigona. As abelhas Benjoi são consideradas as menos agressivas das Scaptotrigonas. A população da colmeia varia de 2 mil abelhas em colmeia mais fracas até 50 mil abelhas em colmeia matrizes. Assim como todos os apídeos, as abelhas Benjoi possuem uma sociedade organizada dividida em: operárias, zangões e rainha. O período completo de uma Trigona é de aproximadamente 38 dias, sendo 5 dias de desenvolvimento embrionário(ovo), 15 dias de estágio larval e 18 dias de estágio pupa. Assim após este período uma abelha vive entre 40 e 52 dias. R$98,00 é saboroso e rico em propriedades medicinais. Dependendo da quantidade de alimento disponível na região, elas podem produzir até 3 litros de mel por temporada. A cor do mel pode variar de branco a âmbar, dependendo da flora. Quanto mais escuro o mel, mais rico em minerais e sabor e aroma mais forte. Da família família Apidae, e à subfamília Apinae. são encontradas nos estados: Rio de Janeiro e São Paulo. Sem ferrão. Abelha do sudeste abelhas tubuna – scaptotrigona bipunctata Abelhas Tubuna são abelhas bastante defensivas e possuem a entrada da colmeia em forma de canudo característico das Scaptotrigona. As abelhas tubuna são consideradas as mais agressivas das Scaptotrigonas. Na verdade, ela possui o ferrão atrofiado. São encontradas nos estados: Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo. vive entre 40 e 52 dias. As Abelhas Tubuna se desenvolvem muito bem em caixas INPA, A quantidade de módulos depende do crescimento da colmeia. Alguns enxames podem ter até três sobre ninhos pois são muito populosos. As abelhas canudo e tubuna são muito parecidas e frequentemente confundidas entre si. é agridoce, aromático rico em minerais, aminoácidos, ácidos orgânicos e vitaminas Mais líquido e mais aromático rico em propriedades medicinais: É um dos méis mais apreciados e consumidos, É muito saboroso, Possui propriedades medicinais. Scaptotrigona Xanthotricha Ou canudo-amarela é uma abelha nativa do Brasil, com ocorrência nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.. Mandaguari Preta – Scaptotrigona Postica Ambas são defensivas e, quando se sentem ameaçadas, podem morder. A entrada do ninho é um túnel projetado com abertura semelhante a uma corneta. boas produtoras de mel e própolis Portanto para o manejo desta abelha o meliponicultor deve se proteger com roupas apropriadas principalmente a região da cabeça. As caixas podem ficar em prateleiras com distância de 20 cm entre caixas. Sem ferrão. possui coloração âmbar, baixa doçura, média acidez e notas amadeiradas sutis, sendo uma experiência única para o paladar. R$ 85,50 coloração âmbar, baixa doçura, média acidez e notas amadeiradas sutis Pode ser encontrada nos seguintes estados brasileiros: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí. • Abelhas Tubiba, Scaptotrigona Tubiba As abelhas Tubiba são encontradas nos estados: Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo. As colmeias de abelhas Tubiba são encontradas em ocos de árvores grossas na natureza. A entrada do ninho é feita de cerume escuro em forma de funil. A população da colmeia varia de 2 mil abelhas em colmeias mais fracas até 50 mil abelhas em colmeias matrizes. As Abelhas Tubiba possuem uma característica marcante que é sua defensividade. Portanto para o manejo desta abelha o meliponicultor deve se proteger com roupas apropriadas principalmente a região dacabeça. As caixas podem ficar em prateleiras com distância de 20 cm entre caixas. O mel produzido é muito saboroso e rico em propriedades medicinais. As Abelhas Tubiba possuem uma ótima produção de mel. Assim chegam a produzir 3 litros de mel por temporada dependendo da oferta de alimento da região. Aroma acentuado, agridoce, sabor muda conforme a florada R$ 75,00 Tipos de ninhos Existem vários tipos de ninhos de abelha, dependendo da espécie e do nível de organização das abelhas: Ninho de abelhas europeias É composto por câmaras de cerume, que é uma mistura de cera e resina, com finalidades específicas. Os favos são hexagonais e é onde as abelhas armazenam o mel e o pólen. Ninho de abelhas sem ferrão A estrutura do ninho varia de acordo com a espécie de abelha. Por exemplo, a abelha Mirim-Guaçu constrói discos de cria dispostos horizontalmente, cobertos por lamelas. Já a abelha Jataí e Canudo têm discos sobrepostos no sentido horizontal. Ninho de abelhas solitárias As abelhas solitárias não produzem mel, mas são importantes para a polinização. Algumas espécies solitárias podem construir ninhos agregados, que são semelhantes a condomínios, com vários ninhos da mesma espécie no mesmo local. A entrada dos ninhos das abelhas-sem-ferrão pode ser construída de cera, barro, resina ou uma mistura desses materiais. Possuem um padrão de arquitetura e ornamentação característicos de cada espécie, o que auxilia na identificação Divisão de trabalho das abelhas A abelha rainha é a única fêmea que pode reproduzir e fica responsável pela postura dos ovos de onde nascerão operárias, zangões e novas princesas. Ela faz um voo nupcial ao se tornar madura e guarda dentro de si, em um órgão chamado espermática, todos os espermatozoides e, a cada vez que ela coloca um ovo, libera também alguns espermatozoides para fecundá-lo, a não ser que o ovo seja para o nascimento de um macho. Além da reprodução, ela tem a função de liberar feromônios, que são substâncias químicas que funcionam como “mensageiros” e são responsáveis por desencadear comportamentos previsíveis. Dessa forma, a rainha mantém o bom funcionamento da sociedade. Os zangões Eles nascem de ovos não fecundados, não possuem órgãos de defesa nem de trabalho, porém são dotados de visão e olfato excepcionais, sendo capazes de perceber a presença de rainhas virgens em até 10 km de distância. São os machos da colmeia, têm um porte superior às operárias e não possuem ferrão. Sua função dentro dessa sociedade é fecundar a abelha rainha durante o voo nupcial , sendo totalmente alheio às outras atividades da colmeia. As operárias Falando em trabalho, as operárias são as que mais têm obrigações a cumprir. Elas são responsáveis pelos trabalhos de dentro e de fora da colmeia. Também chamadas de obreiras, as abelhas operárias não têm capacidade de reprodução e possuem uma evolução “profissional”, classificadas em pelo menos seis tarefas: são exercidas de forma coordenada com os demais indivíduos. A divisão do trabalho acontece de acordo com a idade das abelhas. Os trabalhos externos são, geralmente, realizados pelas operárias mais velhas e experientes, já que, ao sair, elas arriscam a vida e encontram seus predadores. funções das abelhas operárias As abelhas operárias, ou obreiras, são as que não têm capacidade de reprodução. São responsáveis por diversos trabalhos dentro da colmeia, sejam eles a produção do mel, da cera, a construção dos favos, coleta e transporte de néctar, pólen e água, alimentação da rainha e das larvas e até a defesa da colmeia. Elas têm um ciclo de vida rápido, vivendo em torno de 50 dias. Para nascerem, elas passam por metamorfose completa, que acontece pelas seguintes fases: Divisão de trabalho das abelhas ...depois do crescimento das operárias que nasceram na primavera, a rainha põe os ovos dos zangões e, em seguida, das futuras rainhas. Deixando herdeiras, a velha rainha deixa o ninho e leva consigo algumas operárias. No verão... ...com as chuvas, o alimento fica escasso e as abelhas operárias impossibilitadas de saírem, então, elas expulsam os machos para que a rainha diminua a postura de ovos. No outono... ...as abelhas ficam recolhidas no ninho. As abelhas operárias se juntam ao redor da rainha e formam uma bola, batendo as asas para produzir calor e aquecer o corpo. Essa técnica mantém a temperatura no interior da colmeia em torno de 35ºC e elas se alimentam do que foi armazenado durante o ano. inverno chega...Ovo – em torno de cinco dias. A abelha rainha deposita o ovo em um alvéolo de cera; Larva – de 6 a 12 dias . A operária alimenta a larva que saiu do ovo até que ela complete o desenvolvimento; Pupa – de 13 a 18 dias. As operárias fecham o alvéolo com cera. A larva troca de casulo e se transforma em pupa; Adulto – a partir de 21 dias. A abelha adulta rompe a cera do alvéolo e sai. Ciclo de vida OP: A faxina é feita pelas operárias logo que nascem. Elas retiram o que não serve mais para a colmeia. Limpeza da colmeia Produção da geleia real As operárias deixam a limpeza e começam a secretar a geleia real e alimentar as larvas. É o trabalho na “maternidade” da colmeia. Construção da colmeia Elas passam a produzir a cera a partir do mel ingerido e outras secreções para construir os favos. Produção dos derivados Por volta do 16º dia de vida, elas vão para a linha de produção do mel. Retiram o néctar do estômago das abelhas campeiras e junto com as enzimas formam o mel que é depositado nos favos. Segurança da colmeia A sentinela é feita através de voos em torno da colônia, protegendo-a de insetos e outros animais que ameaçam a vida delas. Colheita Já mais velhas, as operárias passam a ser coletoras – se tornam campeiras – voando e pousando de flor em flor para buscar pólen e néctar, matérias primas essenciais para a sobrevivência da colmeia. Existem diversos tipos de mel, que se distinguem pelas características e pela planta de onde é extraído o néctar. Alguns dos tipos de mel mais conhecidos são: Mel silvestre: É o tipo de mel mais consumido pelos brasileiros e é produzido a partir do néctar de vários tipos de flores. Mel de uruçu: De cor clara e amarelada, é produzido no Nordeste brasileiro. Mel de mandaçaia: De cor clara, às vezes transparente, é produzido no Sul e Sudeste. Mel de uruçu-amarela: De cor muito ácida, é produzido no Pará. Mel de tiúba ou uruçu cinzenta: De cor muito doce e geralmente transparente, é produzido no Maranhã e Pará. Mel de borá: De cor levemente salgado e aroma que lembra o sabor de queijo, é produzido na região Sudeste. O mel de abelhas sem ferrão pode ser mais raro e custar até R$ 800 o litro Mel de jataí: De cor clara e levemente ácido, é muito usado na cultura popular por suas propriedades medicinais. Mel de cipó-uva: De cor transparente e aroma agradável, é ideal para ser consumido puro ou com frutas. Mel de eucalipto: De cor escura e rico em minerais, é utilizado como expectorante. Mel de laranjeira: De cor clara e aroma intenso, é muito apreciado pelos brasileiros. Boas práticas de extração e beneficiamento do mel São orientações técnicas, que visam assegurar a identidade, a qualidade e a legitimidade do produto, para cada etapa do processo produtivo. Podem ser aplicadas tanto nas etapas de produção no campo, considerando a coleta e transporte para o beneficiamento do produto, quanto nas etapas posteriores relacionadas com o processamento da matéria-prima. Onde extrair o mel? pode ser realizada diretamente no meliponário ou em local próximo, devidamente preparado para essa finalidade. Se for realizada no próprio meliponário, deve-se utilizar superfície de apoio (mesa) para os equipamentos e utensílios a serem utilizados. As colmeias devem permanecer o mínimo possível abertas e a operação deve ser realizada com a maior agilidade possível. Em qualquer sinal de saque das abelhas de outras colmeias,a operação deve ser interrompida. Em produção de maior escala, recomenda--se que as colmeias, ou mesmo as melgueiras sejam levadas para local preparado para essa finalidade, o qual pode ser próximo ao meliponário. Pode ser utilizada, por exemplo, uma tenda, como cobertura, cercada com tela de poliéster do tipo mosquiteiro, de forma a isolar todo o ambiente interno, evitando, assim, a entrada de sujidades, abelhas e outros animais. A extração deve ocorrer de preferência em ambientes naturalmente sombreados. Deve haver, também, disponibilidade de água potável e substâncias sanitizantes, para higienização adicional de equipamentos ou utensílios. Caso a extração seja feita em uma estrutura física destinada a essa finalidade (casa do mel), o local deve Quais são as formas de extração do mel? O mel das abelhas-sem-ferrão é armazenado por elas em potes de cerume (cera e resina). Sua retirada pode ser realizada por sucção, escoamento ou prensagem dos potes. Não é recomendando o uso de fumaças ou qualquer outro produto com odor acentuado, pois o mel possui a característica aromática acentuada de absorver odores com facilidade mesmo se estiver devidamente opericulado nos quadros por causa da permeabilidade da camada de cera protetora. Como coletar o mel nas colmeias? Em pequena escala, o mel pode ser coletado com o auxílio de seringas novas descartáveis, após a abertura dos potes. Em produções de maior escala, esse método se torna inviável, sendo recomendado o uso de bombas sugadoras, ou outro equipamento que promova uma diferença de pressão, para a retirada do mel dos potes. As bombas sugadoras podem ser confeccionadas artesanalmente ou adquiridas de fornecedores de produtos hospitalares. O fluxo de sucção dessas bombas deve ser lento, a fim de evitar a formação de grande quantidade de espuma. O método de sucção é o mais indicado para as espécies de abelhas que formam potes grandes. Para as espécies de abelhas que fazem potes pequenos, pode-se utilizar o método de escoamento do mel, desde que sejam criadas em colmeias modulares, que permitem a separação da melgueira do restante do ninho. Nesse caso, retira-se a melgueira da colmeia, limpando as sujidades da superfície e retirando as abelhas aderentes, com auxílio de um utensílio, como um pincel tipo trincha (formato retangular), acondicionando-a em recipiente com tampa para o transporte. Em local apropriado (mesa de manipulação de alimentos emaçoinoxidável), perfurar ou abrir os potes de mel com instrumento pontiagudo, como uma faca. Em seguida, virar a melgueira de cabeça para baixo, fazendo com que o mel escoe para uma peneira de aço inoxidável, ou mesmo de tecido de nylon fino (peneira de leite) e sendo recebido por um recipiente. Deixar escorrer o mel por alguns minutos, até terminar de pingar. No método que envolve a prensagem dos potes, não se deve prensar potes de mel juntamente com potes de pólen. Similar ao método de escoamento, deve-se evitar o contato do mel com a superfície da colmeia que contêm sujidades. Quais os cuidados na extração de mel? Durante a coleta, devem-se preservar os potes o máximo possível, evitando que as abelhas tenham que construí-los novamente, economizando-se, assim, tempo e energia. O mel apresenta alta capacidade higroscópica (absorção de água do ambiente), sendo assim, deve-se evitar que sua coleta seja realizada em dias chuvosos e com alta umidade relativa do ar (acima de 60%). O uso de bandejas para o apoio das melgueiras vindas do campo também é recomendável, assim como o seu acondicionamento em recipientes com tampa para transporte seguro. Independente da escala de produção e do método de extração utilizado, o mel coletado deve passar por filtragem e decantação. Durante a etapa de colocação das melgueiras no veículo. recomenda- se que ele não permaneça sob a incidência direta do sol, o que influenciaria negativamente a qualidade do mel. Nessa etapa, o ideal é a participacão de pelo menos três pessoas, duas responsáveis por trazer as melgueiras até o caminhão e repasse- Ias A terceira pessoa que estaria em cima do veiculo. Como deve ser feito o acondicionamento do mel extraído? Como produto alimentício, todo o mel, independente do seu processamento ou volume (a granel ou fracionado), deve ser envasado em recipientes ou embalagens próprias para alimentos. O mel não deve ser envasado em embalagens reutilizadas de outros alimentos. Caso o mel seja extraído no campo, as embalagens utilizadas devem ser mantidas em recipientes com isolamento térmico, como isopor, por exemplo, logo após a coleta e durante todo o seu transporte. Ouso de artefatos com gel congelante para manter a temperatura baixa também é recomendável. deve ser envasado em embalagens reutilizadas de outros alimentos. Caso o mel seja extraído no campo, as embalagens utilizadas devem ser mantidas em recipientes com isolamento térmico, como isopor, por exemplo, logo após a coleta e durante todo o seu transporte. Ouso de artefatos com gel congelante para manter a temperatura de 26°. Regulamentação • Apesar da grande diversidade de espécies, poucas “abelhas-sem-ferrão” são utilizadas na meliponicultura muito provavelmente devido à falta de conhecimento mais amplo sobre a sua biologia (Venturieri et al. 2012). No Brasil, especificamente, há estimativa de 95 das 259 espécies com algum tipo de informação sobre o manejo (conforme PO MMA Nº 665, de 03/11/2021 - MMA, 2021; Nogueira, 2023). • No entanto, não há nenhum senso legal e efetivo em nível estadual ou federal, indicando a necessidade de melhor investigar e mapear tais informações a fim de se promover sensos atualizados sobre a atividade no Brasil uma vez que essas abelhas estão entre os grupos mais significativos em termos de economia, importância ecológica e cultural, que tem possibilitado a prática da meliponicultura há séculos por populações tradicionais e, atualmente, vem ganhando mais adeptos (Bhatta et al. 2019). • Portanto, é indispensável avançar o conhecimento acerca de sua biologia para fins de manejo, visando conservação e exploração econômica. Decreto n° 9.013, de 2017 RIISPOA - Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal é o documento legislativo que reúne as boas práticas para inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. de 29 de março de 2017, que regulamenta a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950, e a Lei nº 7.889, de 23 de novembro de 1989. Esse documento possui 5 versões, nessas versões contem perguntas e respostas, pelo canal da Enagro no YouTube no período de 20 a 27 de agosto de 2020, contendo 126 perguntas. Aqui veremos algumas perguntas e respostas para criadouros de meliponolicultura: 8. Como fica a situação dos estabelecimentos classificados como Unidade de Extração e Beneficiamento de Produtos de Abelhas e Entreposto de Beneficiamento de Produtos de Abelhas e Derivados? Os registros de novos estabelecimentos passam a ser realizados utilizando a classificação de Unidade de Beneficiamento de Produtos de Abelhas. Os estabelecimentos atualmente registrados com a classificação de Unidade de Extração e Beneficiamento de Produtos de Abelhas ou Entreposto de Beneficiamento de Produtos de Abelhas e Derivados terão prazo para adequação do registro definido pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal. A alteração não trará qualquer impedimento ao regular funcionamento das atividades industriais dos estabelecimentos registrados, pois todas as atividades anteriormente previstas para serem realizadas nos estabelecimentos classificados como Unidade de Extração e Beneficiamento de Produtos de Abelhas e pelo Entreposto de Beneficiamento de Produtos de Abelhas e Derivados foram autorizadas para os estabelecimentos classificados como Unidade de Beneficiamento de Produtos de Abelhas. 17. Quais estabelecimentos terão procedimentos simplificados para registro? Os estabelecimentos classificadoscomo granja avícola, posto de refrigeração, queijaria, unidade de beneficiamento de produtos de abelhas, entreposto de produtos de origem animal e casa atacadista, por serem estabelecimentos que realizam atividades de menor complexidade e risco, terão processo de registro simplificado, atendendo ao disposto na Lei n° 13.874, de 2019. No entanto, Ato do Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderá autorizar a realização dos procedimentos simplificados para outras categorias de estabelecimentos, de acordo com a natureza das atividades industriais e respectivo risco. O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º Ficam permitidos, nos termos desta Lei, a criação e o manejo de abelhas sem ferrão no Estado do Ceará, e definida a meliponicultura como atividade agropecuária conforme a legislação vigente. Parágrafo único. O caput de que trata este artigo considera a meliponicultura nos termos da criação, da proteção, da guarda, das diversas formas de manejo sustentável, da aquisição, da permuta, da exposição, do trânsito e do comércio de colônias de abelhas sem ferrão (meliponíneos), de parte destas, de espécimes, bem como, do uso dessas abelhas nos serviços de polinização de culturas agrícolas e das espécies vegetais do ambiente local. LEI Nº17.896, de 11 de janeiro de 2022. (Autoria: Nezinho Farias coautoria Acrísio Sena) DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO, O MANEJO, O COMÉRCIO E O TRANSPORTE DE ABELHAS SEM FERRÃO (MELIPONÍNEOS) NO ESTADO DO CEARÁ. Art. 2.º Fica definida a atividade agropecuária da meliponicultura, no Estado do Ceará, como uma atividade que pode ser exercida com fins lucrativos (criação no meio rural ou no meio urbano na forma profissional) ou sem fins lucrativos (criação no meio rural ou no meio urbano na forma amadorista, educativa e incentivadora de criatórios). Referencias • https://abelha.org.br/abelhas-sem-ferrao-do-brasil/ • https://www.criarabelhas.com.br/meliponicultura-especies/ • https://abelha.org.br/com-ferrao/#:~:text=A%20mais%20famosa%20das%20abelhas,apicultura'%20dado%20para%20a%20atividade • https://incaper.es.gov.br/apicultura#:~:text=A%20apicultura%20consiste%20na%20cria%C3%A7%C3%A3o,p%C3%B3len%20e%20cera%20 de%20abelha • https://www.cpt.com.br/cursos-criacaodeabelhas/artigos/abelhas-sem-ferrao-jatai- tetragoniscaangustula#:~:text=Abelha%20Jata%C3%AD%20%C3%A9%20nativa%20do,do%20Sul%20at%C3%A9%20o%20M%C3%A9xico .&text=A%20Jata%C3%AD%20possui%20cor%20amarelo,onde%20o%20p%C3%B3len%20%C3%A9%20recolhido) • https://www.apiariosantoantonio.com.br/curiosidades-sobre-as-abelhas-como-e-a-divisao-de-tarefas-dentro-de-uma- colmeia/#:~:text=A%20divis%C3%A3o%20das%20tarefas%20dentro%20da%20colmeia&text=Apesar%20de%20um%20ciclo%20de,e%20a %20seguran%C3%A7a%20da%20colm%C3%A9ia. • chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/35876/1/Doc78.pdf • https://abelha.org.br/conheca-12-tipos-de-mel-ideais-para-o-seu-dia- dia/#:~:text=Mel%20mais%20fluido%20porque%2C%20em,produzido%20no%20Sul%20e%20Sudeste; https://abelha.org.br/abelhas-sem-ferrao-do-brasil/ https://www.criarabelhas.com.br/meliponicultura-especies/ https://abelha.org.br/com-ferrao/#:~:text=A%20mais%20famosa%20das%20abelhas,apicultura'%20dado%20para%20a%20atividade https://incaper.es.gov.br/apicultura#:~:text=A%20apicultura%20consiste%20na%20cria%C3%A7%C3%A3o,p%C3%B3len%20e%20cera%20de%20abelha