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LESÕES CELULARES REVERSÍVEIS Profa. Alessandra Dutra da Silva EQUILÍBRIO HOMEOSTÁTICO AGRESSÃO ADAPTAÇÃO DEGENERAÇÃO (ACÚMULOS INTRACELULARES) MORTE DEGENERAÇÕES CONCEITO Lesões celulares reversíveis decorrentes de alterações bioquímicas que resultam em acúmulo de substâncias no interior das células ou no ambiente extracelular (tecido conjuntivo, vasos) ↓ Metabolismo e Função Celular DEGENERAÇÕES Hidrópica – ÁGUA Hialina e Mucóide – PROTEÍNAS Glicogênica – CARBOIDRATOS Gordurosa – LIPÍDEOS DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA DEFINIÇÃO Acúmulo de água no citoplasma PATOGENIA Comprometimento da regulação do volume celular ↓ Bomba de Sódio (Na+) e Potássio (K+) TUMEFAÇÃO CELULAR/EDEMA CELULAR/DEGENERAÇÃO VACUOLAR DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA ETIOLOGIA • Falta de oxigênio, • Lesão a membrana mitocondrial, • Hipertermia, • Toxinas DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA Na+ ATP K+ Na+ ATP K+Pressão Osmótica Pressão Osmótica> H2O NORMAL DEGENERAÇÃO HIPÓXIA • Desequilibrio Hidroeletrolitico ASPECTOS MORFOLÓGICOS MACROSCOPIA Aumento de peso e volume Coloração pálida Perda da elasticidade Perda do brilho ASPECTOS MORFOLÓGICOS MICROSCOPIA Células aumentadas de volume Vacúolos no interior do citoplasma Citoplasma granular FONTE: FO-UFRGS TECIDO EPITELIAL NORMAL DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA DEGENERAÇÃO HIALINA DEFINIÇÃO Acúmulo de proteínas no interior da célula ou meio extracelular ETIOLOGIA Metabolismo proteico alterado Deg Hialina X Hialinização/Hialino CORPO VITREO, QQ MATERIAL COM ASPECTO RÓSEO E HOMOGÊNEO, HIALINOSES • INTRACELULAR - Plasmócito: Corpúsculo de Russel - Vaso Sanguíneo: Trombo • EXTRACELULAR - Tecido Conjuntivo: Cicatrizes DEGENERAÇÃO HIALINA DEGENERAÇÃO HIALINA - Plasmócitos - leucócito capaz de produzir anticorpos (proteína). Degeneração Corpúsculo de Russel - são encontrados em processos crônicos de longa duração DEGENERAÇÃO HIALINA PLASMÓCITO CORPÚSCULO DE RUSSEL FONTE: FO-UFRGS DEGENERAÇÃO HIALINA VASOS - Ocorre quando há modificação nos componentes protéticos do plasma, que coagulam - São massas hialinas, eosinófilas, amorfas, refringentes, no interior do vaso DEGENERAÇÃO HIALINA FONTE: FO-UFRGS Tecido conjuntivo - Há acúmulo de proteínas sobre as fibras colágenas. Normal - estrutura fibrilar, com núcleos entre elas. Alterada - estrutura espessa, homogênea, coloração eosinófila, rósea, com poucos núcleos, periféricos, na periferia dos fibroblastos. DEGENERAÇÃO HIALINA DEGENERAÇÃO HIALINA FONTE: FO-UFRGS DEGENERAÇÃO HIALINA FONTE: Biomedicina QUELÓIDE DEGENERAÇÕES LIPÍDICAS -ESTEATOSE (gorduras neutras- triglicerideos) -LIPIDOSE (colesterol e ésteres) DEGENERAÇÃO GORDUROSA DEFINIÇÃO Acúmulo de lipídios ( mono, di ou triglicerideos) no interior das células que não as armazenam Ex: figado, pancreas, músculo esquelético PATOGENIA Alteração no metabolismo lipídico( aumento sda sintese, dificuldade de uso, transporte e excreção ETIOLOGIA Álcool, obesidade, hipóxia e alterações na dieta (desnutrição), distúrbios genéticos ESTEATOSE INFILTRAÇÃO GORDUROSA/METAMORFOSE GORDUROSA FÍGADO METABOLISMO LIPÍDICO 34 Absorção intestinal e lipólise no tecido adiposo. Ácidos graxos: • Produção de colesterol • Síntese de fosfolipídeos e glicerídeos • Fonte de energia Triglicerídeos conjugados a aproteínas. Distúrbio ou interferência no metabolismo dos ácidos graxos (síntese, utilização, transporte ou excreção). PATOGENIA DA ESTEATOSE HEPÁTICA 35 1. Aumento da síntese de lipídeos 2. Redução na utilização de triglicerídeos para sintese de lipídeos mais complexos 3. Menor formação de lipoproteínas 4. Obstáculo na liberação de lipoproteínas PATOGENIA DA ESTEATOSE HEPÁTICA 36 1. Aumento na síntese de lipídeos MAIOR APORTE DE ÁCIDOS GRAXOS § Ingestão excessiva de gorduras propicia maior entrada de ácidos graxos livres no fígado, e estimula o fígado a produzir mais TG. § Ingestão alimentar insuficiente - Leva a mobilização dos lipídeos do tecido adiposo para a corrente sanguínea, para usar como fonte de energia, e com isso o fígado utiliza os depósitos de ácidos graxos de forma excessiva. § A falta de insulina no diabetes favorece a lipólise, promovendo uma maior mobilização de ácidos graxos livres para o fígado, gerando um acúmulo de lipídeos. PATOGENIA DA ESTEATOSE HEPÁTICA 37 1. Aumento na síntese de lipídeos ETANOL O álcool é metabolizado no fígado pela enzima álcool desidrogenase e transforma-se em acetaldeído. Este sofre a ação da enzima acetaldeído desidrogenase, produzindo acetil- CoA. § NAD+ -> NADH+ = Acetil CoA PATOGENIA DA ESTEATOSE HEPÁTICA 38 • Aumento na produção de ácidos graxos a partir do excesso de acetil-CoA PATOGENIA DA ESTEATOSE HEPÁTICA 39 2. Redução na utilização de lipídeos: DÉFICIT DE O2 (HIPÓXIA) (anemias prolongadas, insuficiência cardíaca): § Há menor disponibilidade de O2 no ciclo de Krebs, e, portanto, menor utilização de acetil CoA, o que favorece a síntese de ácidos graxos, podendo levar ao acúmulo de triglicerídeos. PATOGENIA DA ESTEATOSE HEPÁTICA 40 3. Menor formação de lipoproteínas • Na desnutrição há falta tanto de aminoácidos como de colina na dieta, que é indispensável para síntese de fosfolípideos e assim ocorre diminuição na síntese de apoproteinas PATOGENIA DA ESTEATOSE HEPÁTICA 41 4. Obstáculo na liberação de lipoproteínas • Álcool – O acetaldeído age sobre microfilamentos e microtúbulos, atrapalhando o transporte/excreção de vesículas de lipoproteínas. CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS - Vacúolo único e volumoso, deslocando o núcleo para a periferia (célula em anel ou sinete), as vezes levando inclusive à ruptura celular formando os "Cistos gordurosos". DEGENERAÇÃO GORDUROSA FONTE : Mayo Foundation Os corantes: •Sudam vermelho (Sudam III) •Negro (Sudam IV) • Óleo vermelho. ALTERAÇÕES MACROSCÓPICAS 46 Ø Tecido de consistência mole; Ø Aumento de volume e peso; Ø Coloração amarelada. EVOLUÇÃO ESTEATOSE 48 § Fígado: Hepatócitos repletos de gordura podem se romper e formar “cistos” gordurosos. Apesar de ser uma lesão reversível, nas agressões mais graves pode evoluir para morte celular. Fibrose pericelular - cirrose. CIRROSE – Lesão Irreversível 49 Substituição do tecido hepático normal por nódulos e tecido fibroso. Cicatrização do fígado. Onde deveria haver tecido funcionante, há apenas fibrose (cicatriz). CIRROSE – Etiologia 50 Alcoolismo Esteatose hepática Hepatites virais Hepatite auto-imune Hepatite medicamentosa CIRROSE – Aspectos microscópicos 51 DEGENERAÇÃO GORDUROSA • DEFINIÇÃO Acúmulo de lipideos em células que normalmente não têm gordura • Arterías (aterosclerose) • Pele (xantomas) • Inflamações crônicas CRISTAIS DE COLESTEROL LIPIDOSE • Resultante de ingestão excessiva ou defeito de catabolismo. ATEROSCLEROSE DEPÓSITO DE LIPÍDEOS: (Depósito de colesterol) Aterosclerose Cristais de colesterol Xantoma Células xantomatosas - Macrófagos com colesterol DEGENERAÇÃO GORDUROSA FONTE: FO-UFRGSInflamação crônica com cristais de colesterol DEGENERAÇÕES São degenerações que pressupõem reversão. Uma vez cessada a agressão, o tecido volta à normalidade ou se adapta à degeneração. Hialina Hidrópica Gordurosa Glicogênio Referências ¢ Brasileiro Filho G. Bogliolo Patologia. 7ed. RJ: Guanabara Koogan. 2006.( CAPITULO 4) ¢ Robins & Cotran. Patologia: bases patológicas das doenças. 9ed. RJ: Elsevier. 2013. ( CAPITULO 1)