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LENDAS DO 8° ANO ESCOLA DOM PEDRO I Feijó, acre 22 de outubro de 2024 APRESENTAÇÃO Neste livro, você encontrará uma coleção de contos e lendas que foram transmitidas de geração em geração, histórias que refletem a cultura, os valores e a imaginação de diversos povos ao redor do mundo e, em especial, da BR 364, no trecho de Feijó/ Manuel Urbano. Cada lenda e cada conto carrega um pedacinho da nossa história, dos nossos medos, esperanças e lições de vida. As lendas aqui reunidas misturam fantasia e realidade, trazendo criaturas extraordinárias, heróis corajosos e vilões enigmáticos. Essas personagens nos ajudam a entender melhor o que significa ser humano e os desafios de conviver em sociedade. Este livro é uma porta aberta para um mundo de imaginação, onde o real e o imaginário se encontram. Que tal embarcar nessa jornada e descobrir os mistérios, os ensinamentos e as aventuras que essas histórias guardam? Prepare-se para explorar o fantástico, onde cada página traz uma nova descoberta e uma lição valiosa. Boa leitura! CAPITULO 1 O cabeça de sirene (Vagner, Hudson, Claudia, Dhavid) O cabeça de sirene é um monstro alto com braços longos e um pescoço enorme com duas sirenes no lugar da cabeça. Ele é muito perigoso, algumas pessoas relatam ter visto a fera, mas outras afirmam que é um mito. Algumas pessoas dizem que o bicho tem duas bocas contendo dentes afiados e uma língua enorme, ele gosta de caçar pessoas e animais distraídos, gosta muito de destruir casas de seringueiro. Quando ele pisa no chão causa arrepios em que estar perto causando muito terror. Alguns relatos dizem que ele foi avistado nos Estados Unidos e também na França, mas outras pessoas dizem não passar de uma lenda. Dizem que ele se parece com uma caveira gigante e com mãos grandes e pés com dois metros, pode chegar facilmente aos 34 metros de altura. CAPITULO 2 O lobisomem da BR 364 (Késsia e Natália) Os mais antigos falavam que na BR 364 no trecho Feijó a Manoel Urbano havia um homem que virava lobisomem, todo mundo achava que era brincadeira do povo, pensando que o pessoal estava blefando. Diziam que ele virava lobisomem, mas nunca demostrava sua verdadeira forma, por isso o pessoal achava que era conversa, porém certo dia, era sexta- feira, a mulher do acusado de ser o lobisomem já estava cansada de tanta conversa a respeito de seu marido e resolveu investigar a situação. Saiu às cinco horas da manhã para o serviço voltando para casa lá pelo início da noite, seu marido disse que ia caçar, ela ficou mais desconfiada que nunca e resolveu seguí-lo. Chegando em uma encruzilhada do caminho da casa de farinha lá estava seu esposo, ele estava se espojando no chão onde os cavalos ficavam, a mulher ficou muito assustada naquele momento o homem se transformou numa fera assustadora. O monstro atacou a mulher e do nada o cachorro do casal entrou na frente da esposa do lobisomem, na verdade eram vários cachorros que tiveram uma grande briga com a fera, durante a luta a mulher correu para pedir ajuda, mas não encontrou ninguém, quando o dia amanheceu o homem chegou trazendo seus cachorros feridos e até hoje a fera está solta na BR 364. CAPITULO 3 A casa mal-assombrada (Alice e Talissa) (Alice e Talissa) Havia um casal querendo comprar uma casa, mas eles não queriam na cidade, queriam na BR 364 perto do km 60, sentido Feijó a Manoel Urbano e eles conseguiram comprar a tão sonhada casa. Já morando na casa começaram a perceber acontecimentos estranhos na casa. Um certo dia o casal estava dormindo quando escutou um barulho estranho fora da casa, quando foram olhar não tinha nada diferente fora da moradia, eles ficaram muito assustados por não haver nada fora da casa, então voltaram a dormir. No outro dia o marido foi juntar lenha e sua mulher ficou sozinha arrumando a casa e fazendo o almoço, logo começou a escutar alguns barulhos bem estranhos, mas ela pensou que era o marido chegando da mata, então ela correu e abriu a porta percebendo que não havia ninguém ficou com muito medo. A noite a mulher contou o que havia acontecido para o marido, ele ficou muito assustado e quando deu meia noite escutaram alguém conversando na varanda e, novamente foram olhar se deparando com uma pessoa muito estranha que segurava um machado, logo o homem estranho começou a tacar o casal, os gritos eram aterrorizantes o clima de terror era grande, mas o casal acabou escapando da morte. No dia seguinte o casal sumiu e nunca mais foi visto. CAPITULO 4 O lobisomem do juriti (Theylor, Lucas, Matheus) No ano de 1985 na BR 364 no tempo que a estrada era de barro, na fazenda Brasil que antigamente era um engenho, toda segunda de manhã cedo às 3 horas todos os seringueiros saíam para trabalhar nas estradas de seringa e às 6 horas já tinham que estar no engenho, essa rotina era a semana toda. Nas sextas feiras de lua cheia os seringueiros tinham que se trancar no barracão antes do cair da noite, pois as pessoas afirmavam que havia um lobisomem muito perigoso, os rastros da fera eram vistos perto do barracão do seringal, também era possível ouvir gritos nas noites de lua cheia, os cachorros ficavam assaltados uivando quase se borrando de medo. Em uma noite de lua cheia dois homens resolveram ir ao engenho buscar cachaça para comemorar o natal, no caminho de volta para casa eles escutaram gritos aterrorizantes e saíram correndo em alta velocidade quando olharam para trás perceberam que era o tal lobisomem, um dos homens resolveu parar de correr e deu um chute na cara da fera e correu para dentro do barracão. No dia seguinte o gerente do seringal reuniu os funcionários para falar a respeito do acontecimento, todos os funcionários perceberam que um senhor estava com a boca quebrada, levando a pensar que ele seria o lobisomem da noite anterior, então o senhor foi expulso do seringal e ainda deve estar aqui pela região da BR 364. CAPITULO 5 A maldição do colégio (Melissa, Daniele, Yasmin, Tauana, Natália, Dhavid) Um dia seis amigas que se chamavam Aliny, Maria, Julia, Ana, Larissa, e Laís, elas haviam se mudado para a escola Santa Bianca, mas elas não sabiam que havia uma maldição no colégio. Então uma menina chamada Vitória, ela contou para Aliny que iam fazer uma brincadeira com as novatas, quando a noite chegou elas entraram no banheiro para assustar as meninas contando que havia uma maldição na escola, se alguém chamar o nome Bianca três vezes a defunta iria aparecer, então ninguém acreditando na lenda foram fazer o desafio e quando o nome Bianca foi chamado pela terceira vez uma menina apareceu assustando todo mundo e as outras meninas da brincadeira ficaram rindo da situação e de repente passaram a ouvir gritos vindo do quarto da Laís a outra menina pensou que era brincadeira, então foram olhar se era realmente brincadeira e quando abriram a porta se depararam com uma das suas amigas morta na janela. Foram falar com o diretor, mas ele não respondia nada, as meninas perceberam que o diretor estava se transformando em um bicho feio. Então apareceu um monte de bruxas que contaram que a escola era um antigo lar de macumba e feitiçaria. CAPITULO 6 A burra assassina (Vandernilson, Ronelson, Fabio, Kauã, Marcos) A burra assassina é uma criatura que todos os dias vem tomar água no igarapé Maracaju, ela costuma pegar meninos na beira do igarapé costumando ficar nos aceiros da mata pastorando as crianças as deixando assombradas, as mães não estavam deixando os filhos tomar banho no Maracaju. A burra assassina costumava pegar as mulheres grávidas que iam lavar roupa noMaracaju nos dias de quinta e sexta-feira esses eram os dias que ela atacava, ela tem medo de facão e peixeira, mas ela gostava de atacar as casas das mulheres que tinham filhos que não eram batizados quando dava sete horas da noite a burra ia pegar as crianças nos barracos, os moradores das casas atiravam na burra e não adiantava, pois ela tina uma estrutura de aço e as balas voltavam e acertavam as pessoas. O senhor Antônio sabendo que no suvaco da burra não havia aço mirou e acertou em cheio então ela desapareceu e nunca mais foi vista na região do Maracaju, porém mesmo sem ser vista ainda causa medo e aflição nos pescadores do Maracaju. CAPITULO 7 O último suspiro (Yasmin e Glória) Reza a lenda que havia um parque abandonado chamado buritizal em uma pequena cidade por nome de Feijó com poucos moradores. Um turista que estava explorando a cidade encontrou o parque abandonado, sabia que não poderia entrar naquele lugar, mas ficou curioso e entrou, ele tinha a tendência de ignorar seus pensamentos e ir em frente para ver o que ia acontecer. Quando mais ele se aproximava ele percebia algo estranho com aquele lugar, ele começou a escutar vozes o chamando de repente apareceu uma mulher na frente dele, ela tinha a aparência muita bela, tinha a pele bem branca e cabelos escuros e ia cada vez mais se aproximando dele, então foi quando ele desencantou e viu sua verdadeira aparência ela se transformou em esqueleto e começou a correr atrás dele, quando ele olhou ela havia sumido então ele parou e ficou pensando... “será que eu estava imaginando tudo isso?”. Assim ele começou a andar novamente foi quando escutou um barulho quando olhou estava a mulher que havia se transformado em esqueleto causando um grande susto, quando ele olhou para frente ela deu uma mordida nele e fez com que ele virasse um esqueleto humano, até hoje ele assombra as pessoas que visitam aquele parque. CAPITULO 8 O chupa cabra misturado com galinha (Heitor, Jonatas, Paulo) O chupa cabra misturado com galinha vivia no mato da BR 364, de vez em quando a fera aparecia aos moradores que iam caçar e tirar açaí causando terror, quando o bicho aparecia o pânico era total. Certo dia o chupa cabra estava escondido na beira da mata e pegou um senhor causando uma terrível morte o deixando esquartejado na casa dele, nunca encontraram a cabeça daquele senhor, o corpo da vítima não tinha uma gota de sangue, a carne estava toda pálida. Os policiais chegaram e ficaram espantados com a situação. Após alguns dias apareceu uma vaca morta sem sangue toda seca, os moradores falaram que era o fim dos tempos. Uma semana depois dois moradores foram caçar, quando eles andaram uns dois quilômetros no mato escutaram um barulho estranho, um caçador chamado Pedro olhou para trás estava o chupa cabra então os caçadores começaram a correr e logo ficaram cansados, foi aí que meteram bala no chupa cabra, mas não adiantava nada, e a carreira continuou até quando eles saíram da mata, o certo é que o chupa cabra ainda está nas matas próximas a escola Dom Pedro I. Aos nossos leitores Ao final de cada conto, ao final de cada lenda, o vento ainda sussurra, levando com ele as histórias que ouvimos. E mesmo que as páginas do livro se fechem, cada personagem, cada lugar e cada aventura continua viva, ecoando na imaginação de todos que se permitirem Lembramos que os contos e lendas que lemos aqui provêm de tempos antigos, de vozes distantes e de povos que, assim como nós, acreditavam no poder das histórias para iluminar o mundo. Esses relatos foram passados de geração em geração, cada um adicionando uma pitada de sua própria essência, suas crenças e seus valores Mas será que, algum dia, essas histórias realmente terminarão? Ou elas simplesmente ficam esperando alguém como você, curioso, para dar uma nova vida? Agora, você é o guardião de cada uma dessas histórias. Elas na sua mente, prontas para serem compartilhadas, reinventadas e até contadas de um jeito que ainda ninguém ouviu. Quem sabe você mesmo se torna um contador de histórias? Afinal, o mundo está sempre pronto para ouvir uma nova lenda. Obrigado por embarcar conosco nessa viagem pelas palavras. Lembre-se: Fim? Ou começo?