Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Transtornos afetivos
Características
Segundo o Diagnostic and Statistical Manual of Mental 
Disease (DSM-V), existem 2 tipos de transtorno afetivos:
 1. Depressão maior (depressão unipolar) e
 2. Transtorno bipolar (depressão bipolar).
Ambos são caracterizados por exageros extremos e 
inapropriados.
Depressão maior: caracteriza-se por episódios recorrentes 
de disforia (mudança repentina de humor) e pensamentos 
negativos.
Transtorno bipolar: é geralmente cíclico, havendo oscilações 
do humor entre a depressão e a mania.
Transtorno Afetivos
HISTÓRICO
Os transtornos de humor foram descritos em
400 a.C. por Hipócrates.
Os gregos chamavam a depressão de 
"melancolia" (bile negra).
Eles observavam que a melancolia estava 
associada à ansiedade e consumo de álcool.
Nos últimos 150 anos é que tais doenças 
foram reconhecidas como uma desordem 
das funções cerebrais.
Transtorno Afetivos
DEPRESSÃO
É importante reconhecer o potencial de confusão gerado pelos múltiplos usos 
do termo “depressão”. A depressão pode referir-se a:
Estado de humor, que pode ser normal ou parte de uma síndrome 
psicopatológica. 
Síndrome, que é uma constelação de sintomas e sinais (por exemplo, 
depressão maior ou depressão menor).
●Transtorno mental que identifica uma condição clínica distinta (por 
exemplo, depressão maior unipolar).
Transtorno Afetivos
Como exemplo, a depressão maior é uma síndrome que ocorre como 
consequência de vários transtornos, incluindo depressão maior unipolar 
(também chamada de “transtorno depressivo maior”), transtorno 
bipolar, esquizofrenia, transtorno depressivo induzido por 
substância/medicamento e transtorno depressivo devido a outra 
condição médica (geral).
DEPRESSÃO
Transtorno Afetivos
Depressão maior
Depressão Maior:
Características
Os sintomas da depressão incluem componentes emocionais e 
biológicos: 
- Sintomas emocionais: aflição, apatia e pessimismo, baixa autoestima, 
sentimento de culpa, inadequação e sentir-se feia, indecisão e perda da 
motivação; incapacidade de vivenciar o prazer. 
- Sintomas biológicos: retardo do pensamento e da ação, perda da 
libido, distúrbio do sono e perda do apetite. A mania é, na maioria dos 
aspectos, exatamente o oposto, com exuberância excessiva, entusiasmo 
e autoconfiança, acompanhados de ações impulsivas. 
MANIFESTAÇÕES
Mais raramente pode ocorrer:
• Dores localizadas.
• Distúrbios digestivos graves e
• Dificuldade respiratória
A depressão lembra o estado emocional que nós já experimentamos, 
mas difere em intensidade e duração.
Os pacientes podem apresentar:
• Perda de interesse por quase tudo;
• Inabilidade de experimentar o prazer (anedonia);
• Sentimento de falta de esperança, desespero, culpa, tristeza;
• Perda de apetite e ambição;
• Insônia (ou sono excessivo);
• Redução da libido, choro excessivo;
• Fadiga;
• Retardo motor (ou agitação motora).
Depressão Maior:
SINTOMAS
• Atenção.
• Concentração.
• Flexibilidade cognitiva.
• Função executiva (por exemplo, planejamento, resolução 
de problemas, raciocínio e impulsividade).
• Velocidade de processamento de informação 
(psicomotora).
• Memória.
• Fluência verbal (listando tantas palavras quanto possível 
de uma categoria).
• Cognição social (muitas vezes referida como “teoria da 
mente”; a capacidade de inferir os pensamentos, intenções 
ou emoções dos outros com base na comunicação verbal e 
não verbal, como expressão facial, gestos e linguagem 
corporal).
Com base em meta-análises de estudos 
neurocognitivos que compararam pacientes 
com depressão maior com controles 
saudáveis, a depressão maior é marcada por 
déficits em:
Depressão Maior:
DIAGNÓSTICO
Critérios diagnósticos do DSM-5 para um episódio depressivo maior
1) Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, indicado 
por relato subjetivo (por exemplo, sente-se triste, vazio, sem esperança) 
ou observações feitas por outros (por exemplo, parece choroso). 
(NOTA: Em crianças e adolescentes, pode haver humor irritável.)
2) Interesse ou prazer acentuadamente diminuídos em todas ou quase 
todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (como 
indicado por relato subjetivo ou observação).
5 (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o mesmo 
período de 2 semanas e representam uma mudança em relação ao 
funcionamento anterior; pelo menos 1 dos sintomas é (1) humor deprimido 
ou (2) perda de interesse ou prazer.
Critérios diagnósticos do DSM-5 para um episódio depressivo maior
3) Perda de peso significativa quando não faz dieta ou ganho de peso (por 
exemplo, uma mudança de mais de 5% do peso corporal em um mês), ou 
diminuição ou aumento do apetite quase todos os dias. 
NOTA: Em crianças, considere a falha em obter o ganho de peso esperado.
4) Insônia ou hipersonia quase todos os dias.
5) Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observável por outros, 
não apenas sentimentos subjetivos de inquietação ou desaceleração).
6) Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.
DIAGNÓSTICO
Critérios diagnósticos do DSM-5 para um episódio depressivo maior
7) Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode 
ser delirante) quase todos os dias (não apenas autocensura ou culpa por estar 
doente).
8) Diminuição da capacidade de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase 
todos os dias (seja por seu relato subjetivo ou como observado por outros).
9) Pensamentos recorrentes de morte (não apenas medo de morrer), ideação 
suicida recorrente sem um plano específico, ou tentativa de suicídio ou plano 
específico para cometer suicídio.
DIAGNÓSTICO
Epidemiologia
Os pensamentos suicidas são muito comuns.
O suicídio podem variar entre 7 e 15% dos indivíduos 
deprimidos versus 1 a 1,5% da população geral.
Se o paciente não for tratado, os episódios de depressão 
unipolar podem se agravar em 6 a 9 meses.
Acredita-se que 15 a 20% da população já experimentou 
sintomas depressivos.
O risco do primeiro episódio é de 3 a 4% em homens e 5 a 
9% nas mulheres.
A idade média para as manifestações depressivas é 27 
anos.
Depressão Maior:
Tratamento
TEORIA MONOAMINÉRGICA
A principal teoria bioquímica da depressão é a 
hipótese da monoamina, que estabelece que a 
depressão é causada por um déficit funcional dos 
transmissores das monoaminas (noradrenalina e/ou 
5-HT) em certos locais do cérebro, ao passo que a 
mania resulta de um excesso funcional.
Tratamento
TEORIA MONOAMINÉRGICA
Arvid Garlsson, demonstrou que a sedação causada pela reserpina pode ser revertida com DOPA.
Seu trabalho fundamentou a teoria catecominérgica da depressão e ganhou prêmio nobel no ano 2000.
Sedação com Reserpina (hipótese mono-aminérgica)
Separação materna (disfunções 
neuroendócrinas)
Teste de natação forçada.
Tratamento
TEORIA MONOAMINÉRGICA
RESERPINA
É extraída da Rouwolfia Serpentina.
Bloqueia OS TRANSPORTADORES VESICULAR DO TIPO 1 
recaptação de noradrenalina, 5-HT e dopamina, 
favorecendo a degradação de ambas.
Antigamente, foi utilizada como fármaco anti-
hipertensivo.
Animais ficam sedados com reserpina e humanos 
apresentam sintomas depressivos. 
Tratamento
Principais Antidepressivos 
• Inibidores da Monoamina Oxidase (iMAO)
• Antidepressivos Tricíclicos (ATC)
• Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS)
• Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN)
• Antagonistas de Receptores Alfa-2 Adrenérgicos
• Inibidores da Recaptação de Serotonina, Noradrenalina e Dopamina
• Antidepressivos Atípicos
Tratamento
Década de 50 foram descobertos por acaso.
• Iproniazida para o tratamento de TUBERCULOSE = efeito 
IMAO.
Foi utilizado durante muitos anos em pacientes refratários a 
outros fármacos e pacientes que recusavam realizar terapia 
eletroconvulsiva.
Também são utilizados:
• Tratamento de diversos estados de ansiedade.
• Tratamento de transtornos alimentares, comoBULIMIA e 
ANOREXIA NERVOSA.
Inibidores da MAO
Fármacos disponíveis: 
Fenelzina (Nardil )
Tranilcipromina (Parnate )
socarboxazida (Marplan ).
Aminas biogênicas e catecolaminas
Inibidores da MAO
Serotonina
Inibidores da MAO
Mecanismo de ação
Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO): enzima que degrada as aminas biogênica.
A inibição da MAO eleva as quantidades de DOPAMINA, NORADRENALINA e 5-HT (serotonina) nas 
fendas sinápticas. 
Inibidores da MAO
Inibição da MAO hepática:
A MAO hepática degrada a TIRAMINA - amina presente em alimentos fermentados (queijo, carnes, 
pickles, vinho).
O excesso de tiramina estimula a secreção excessiva de NORADRENALINA na fenda sináptica.
Esse fenômeno pode causar:
• Hipertensão,
• Cefaléias,
• sudorese excessiva,
• Náuseas e vômitos e
• AVC (eventualmente).
Inibição da MAO
Inibidores da MAO
Principais Efeitos Colaterais dos IMAO:
Hipertensão:
Os IMAO podem elevar a pressão arterial, e isso é especialmente crítico se o paciente ingerir 
alimentos ricos em tiramina, como queijos envelhecidos, vinho tinto, e alimentos fermentados. Essa 
interação pode levar a crises hipertensivas perigosas.
Síndrome Serotoninérgica:
Um aumento excessivo nos níveis de serotonina pode resultar em uma condição grave chamada 
síndrome serotoninérgica, caracterizada por agitação, confusão, aumento da frequência cardíaca, 
sudorese e, em casos graves, convulsões.
Ganho de Peso:
Algumas pessoas experimentam ganho de peso durante o tratamento com IMAO.
Inibidores da MAO
Antidepressivos Tricíclicos (ATC)
A classe recebeu esse nome devido à estrutura química 
dos fármacos.
Mecanismo de ação
Se ligam as proteínas pré-sinápticas e inibem a 
RECAPTAÇÃO dos NEUROTRANSMISSORES.
Isso PROLONGA o efeito de NE e 5-HT, mas existem 
fármacos mais específicos na recaptação de apenas um 
neurotransmissor. 
Antidepressivos Tricíclicos (ATC)
Antidepressivos Tricíclicos (ATC)
Principais Efeitos Colaterais dos Antidepressivos Tricíclicos:
Antidepressivos Tricíclicos (ATC)
Principais Efeitos Colaterais dos Antidepressivos Tricíclicos:
Antidepressivos Tricíclicos (ATC)
Principais Efeitos Colaterais dos Antidepressivos Tricíclicos:
Antidepressivos Tricíclicos (ATC)
Devido aos efeitos colaterais e interações, é crucial informar o 
médico sobre todos os medicamentos, incluindo os de venda livre, 
que o paciente está tomando.
Monitoramento regular da pressão arterial e função cardíaca é 
recomendado durante o tratamento com ATC.
A retirada dos ATC deve ser gradual e sob orientação médica para 
evitar sintomas de abstinência.
São fármacos com ESTREITA FAIXA TERAPÊUTICA.
A DOSE TÓXICA é aproximadamente 10 vezes a dose terapêutica. 
Interações Medicamentosas dos (ATC):
Antidepressivos Tricíclicos (ATC)
Segunda Geração: 
Inibidores Seletivos de Recaptação de 
Serotonina
O desenvolvimento de medicamentos antidepressivos passou 
por diferentes fases históricas. A fluoxetina foi sintetizada em 
1972 e, em 1987, foi o primeiro ISRS aprovado pela Food and 
Drug Administration dos Estados Unidos para o tratamento da 
depressão maior . Isso foi seguido pela sertralina em 1991, 
paroxetina em 1993, citalopram em 1998 e escitalopram em 
2002. A fluvoxamina nunca foi aprovada para uso como 
antidepressivo nos Estados Unidos, mas foi aprovada para 
tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo em 1993.
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Foram desenvolvidos com intuito de superar os efeitos 
cardiovasculares e anticolinérgicos dos tricíclicos.
Seu mecanismo neuroquímico garante segurança, 
mesmo se utilizado em doses excessivas.
Devido à eficácia e segurança, se tornaram os fármacos 
de 1ª escolha no tratamento da depressão.
Também podem ser utilizados nos tratamentos: 
• Ansiedade,
• Síndrome de pânico,
• Transtorno obsessivo-compulsivo,
• Obesidade,
• Alcoolismo.
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Efeitos adversos importantes 
Interações medicamentosas
Alguns ISRSs são inibidores moderados a potentes do 
metabolismo hepático de medicamentos do 
citocromo P450 e podem causar interações 
medicamentosas alterando os níveis sanguíneos de 
outros medicamentos que dependem dessas enzimas 
para liberação ou ativação. 
Citalopram e escitalopram inibem as enzimas 
hepáticas menos do que outros ISRSs e são, portanto, 
os ISRSs de escolha para situações em que as 
interações medicamentosas são uma preocupação. A 
sertralina é uma alternativa razoável
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Interações medicamentosas
As possíveis interações medicamentosas também 
devem ser revisadas, incluindo outras drogas (por 
exemplo, inibidores da monoamina oxidase) que 
aumentam a atividade serotonérgica e a 
possibilidade da síndrome da serotonina 
potencialmente fatal.
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Tempo de resposta do tratamento 
Muitos pacientes deprimidos tratados com um 
SSRI respondem em uma ou duas semanas, 
enquanto outros pacientes requerem várias 
semanas a mais de tratamento. A gravidade da 
doença e a comorbidade podem afetar a rapidez 
com que os pacientes deprimidos respondem ao 
tratamento com ISRS.
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Segurança - gravidez
Não está claramente estabelecido se os ISRSs diferem em sua 
segurança para uso durante a gravidez. 
A fluoxetina parece ser segura, enquanto a paroxetina pode estar 
associada a um risco aumentado de defeitos cardíacos congênitos.
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Inibidores da recaptação de 
serotonina-norepinefrina (SNRIs)
Inibidores da recaptação de 
serotonina-norepinefrina (SNRIs)
Os (SNRIs), que incluem a venlafaxina e a duloxetina, 
são atualmente usados ​ ​como agentes de segunda linha 
para falha do tratamento com ISRSs.
Agem principalmente sobre os neurônios 
serotoninérgicos e noradrenérgicos, mas têm pouco 
ou nenhum efeito sobre os receptores colinérgicos ou 
histaminérgicos.
Agonistas dos receptores 5-HT (buspirona, ipsapirona e gepirona):
Mecanismo de ação
Esses agentes também podem ser úteis em pacientes 
com dor comórbida. 
Em um estudo randomizado de nove semanas 
comparando duloxetina e placebo para tratamento de 
depressão maior em pacientes com mais de 55 anos, o 
grupo duloxetina teve uma maior resposta ao 
tratamento para depressão, bem como redução da dor 
geral, dor nas costas e dor durante a vigília.
Agonistas dos receptores 5-HT (buspirona, ipsapirona e gepirona):
Utilização clínica
Os SNRIs também são usados ​ ​para síndromes de dor 
crônica, incluindo neuropatia periférica diabética, 
fibromialgia e dor musculoesquelética crônica. 
Além disso, os médicos usam SNRIs para tratar 
transtorno dismórfico corporal, transtorno obsessivo-
compulsivo, transtorno de estresse pós-traumático e 
transtorno disfórico pré-menstrual. 
Ondas de calor da menopausa (sintomas 
vasomotores), incontinência urinária e vulvodinia 
também podem responder aos IRSNs..
Agonistas dos receptores 5-HT (buspirona, ipsapirona e gepirona):
Outras indicações clínicas
A duloxetina é um inibidor moderadamente potente da 
enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. E pode, 
portanto, interagir com outras drogas.
Por exemplo:
A inibição do CYP2D6 pode bloquear a conversão de 
pró-fármacos opiáceos como CODEÍNA, 
HIDROCODONA E OXICODONA em seu metabólito 
ativo. Em contraste, desvenlafaxina e venlafaxina não 
têm efeitos clinicamente significativos nas enzimas do 
citocromo P450.
Agonistas dos receptores 5-HT (buspirona, ipsapirona e gepirona):
Interações medicamentosas
Antidepressivos Atípicos
Antidepressivos Atípicos
Utilização clínica da Bupropriona
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
A bupropriona é geralmente considerada um agente 
ativador, portanto pode ser útil em pacientes que se 
queixam de letargia, sedaçãodiurna ou fadiga. 
A bupropiona é contraindicada em pacientes com 
distúrbios convulsivos, uso concomitante de 
benzodiazepínicos ou outros depressores do sistema 
nervoso central, desintoxicação alcoólica ou 
diagnóstico anterior ou atual de bulimia nervosa. 
A hipertensão diastólica dose-dependente é uma 
preocupação no paciente idoso.
Efeitos colaterais da Pupropriona
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Incluíram:
• Boca seca – 21% dos pacientes que receberam 
bupropiona
• Náusea – 13 por cento
• Insônia – 12%
• Tontura - 10 por cento
• Ansiedade - 6 por cento
• Dispepsia - 6 por cento
• Sinusite – 5%
• Tremor - 5 por cento
Utilização clínica da Mirtazapina
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
A mirtazapina também é usada como agente de 
segunda linha. Parece ser útil para pacientes idosos 
com insônia, agitação ou inquietação e anorexia ou 
perda de peso. 
Também pode ser útil em pacientes com 
parkinsonismo, tremor essencial ou náusea da 
quimioterapia, e está disponível como uma preparação 
sol-tab de dissolução rápida.
Efeitos colaterais da Mirtazapina
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
Os efeitos colaterais comuns da mirtazapina incluem: sedação, 
especialmente no início e em dosagens mais baixas, aumento 
do apetite e ganho de peso, boca seca e constipação. 
Os efeitos sedativos da mirtazapina tendem a diminuir com a 
aclimatação e também tendem a ser menos pronunciados em 
dosagens mais altas, onde os efeitos noradrenérgicos 
predominam sobre os efeitos anti-histamínicos.
Transtorno Bipolar
Dados atuais
Transtorno bipolar afeta cerca de 254 milhões de 
pessoas no mundo.
Predisposição genética é um fator de risco importante 
para o desenvolvimento do transtorno.
O transtorno bipolar, anteriormente conhecido como 
doença maníaco-depressiva, é uma condição 
psiquiátrica caracterizada por episódios alternados de 
mania ou hipomania e depressão. 
Existem diferentes tipos de transtorno bipolar, variando 
em gravidade e padrão de sintomas. 
Transtorno Bipolar
Epidemiologia:
• Afeta tanto homens quanto mulheres (1:1).
• Ocorre em 1% da população.
• Os sintomas aparecem quase sempre antes dos 30 
anos, principalmente entre 18 e 25 anos de idade.
Transtorno Bipolar
Conhecendo a doença
O transtorno bipolar é a doença psiquiátrica de 
mais alto risco genético. 
Dos casos diagnosticados, 80% são por 
herdabilidade. 
Quando investigamos o paciente, é visto que a 
história familiar é de depressão, alcoolismo, 
transtornos de ansiedade ou uso de drogas. A 
história familiar está presente em praticamente 
todos os pacientes e muitas vezes vem de ambos 
os pais.
Transtorno Bipolar
De acordo com o DSM.IV e o CID-10
O transtorno bipolar pode ser classificado da 
seguinte forma:
• Transtorno bipolar: Tipo I
• Transtorno bipolar: Tipo II
• Transtorno ciclotímico
• Transtorno bipolar não especificado
Transtorno Bipolar
De acordo com o DSM.IV e o CID-10
Transtorno bipolar: Tipo I
O indivíduo apresenta períodos de mania, que 
duram, pelo menos, sete dias, acompanhado de 
sintomas depressivos, que se estendem por duas 
semanas ou mais. Tanto na mania quanto na 
depressão, os sintomas são intensos e provocam 
grandes mudanças comportamentais e de 
conduta, podendo interferir em diversas áreas da 
vida.
Transtorno Bipolar
De acordo com o DSM.IV e o CID-10
Transtorno bipolar: Tipo II
Há alternância entre os episódios de depressão e 
de hipomania.
Transtorno ciclotímico
É o quadro mais leve do transtorno bipolar, 
marcado por oscilações crônicas do humor, que 
podem ocorrer até no mesmo dia. O paciente 
alterna sintomas de hipomania e de depressão 
leve o que, muitas vezes, pode ser interpretado 
como o próprio temperamento do indivíduo.
Transtorno Bipolar
Sintomas e diagnósticos:
O diagnóstico de transtorno bipolar é raro durante a 
infância. Os sintomas geralmente começam a ser 
manifestados durante a adolescência, com quadros 
depressivos e os primeiros sinais de euforia. Nessa 
etapa os indícios da depressão são mais comuns, 
com destaque para sintomas mistos, ou seja, com 
impulsividade, rompantes de agressividade, 
irritabilidade, angústia e desespero.
Transtorno Bipolar
Sintomas e diagnósticos:
De modo geral, o transtorno bipolar possui 
sintomas característicos da depressão, mania e 
hipomania, sendo eles:
• Depressão
• Mania e hipomania
Transtorno Bipolar
Sintomas e diagnósticos:
Depressão
• Alterações de apetite com perda ou ganho de peso;
• Humor deprimido na maior parte dos dias;
• Fadiga ou perda de energia;
• Desânimo e choro frequentes, desproporcionais;
• Apatia, perda de interesse ou prazer;
• Dificuldade de concentração ou de tomar decisões devido 
insegurança, medos e indecisões;
• Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio;
• Tendência ao isolamento social;
Transtorno Bipolar
Sintomas e diagnósticos:
Mania e hipomania
• Sensação de extremo bem-estar;
• Pensamento e fala acelerados;
• Agitação e hiperatividade;
• Diminuição da necessidade de sono;
• Aumento da energia;
• Diminuição da concentração;
• Euforia ou irritabilidade;
• Desinibição;
• Impulsividade;
• Ideias de grandiosidade e sensação de “poder”;
• Senso de perigo comprometido.
Transtorno Bipolar
Tratamento
Transtorno Bipolar
A escolha dos medicamentos depende do tipo específico de 
transtorno bipolar, da gravidade dos sintomas e das 
necessidades individuais do paciente. Abaixo estão algumas 
classes de medicamentos comumente usados ​​no tratamento 
farmacológico do transtorno bipolar:
• Estabilizadores de Humor
• Antipsicóticos Atípicos
• Antidepressivos (com cautela)
Tratamento
Transtorno Bipolar
Estabilizadores de Humor:
• Lítio: É um estabilizador de humor clássico e eficaz, 
frequentemente utilizado para prevenir episódios 
maníacos e depressivos.
• Ácido Valproico (Divalproato de Sódio): Outro 
estabilizador de humor que pode ser eficaz, 
especialmente em casos de transtorno bipolar I.
• Carbamazepina: Também pode ser prescrita para 
estabilizar o humor e prevenir recaídas.
Tratamento
Transtorno Bipolar
O lítio é o antimaníaco mais efetivo e se tornou o fármaco de escolha 
no tratamento do transtorno bipolar.
O lítio não afeta o humor de indivíduos normais.
J. Cade (1949) observou seus poderosos efeitos em pacientes 
maníacos.
O tratamento realizado em 1 a 2 semanas reduz de 60 a 80% dos 
sintomas maníacos, sem causar depressão ou sedação.
É utilizada por longos períodos em associação com antidepressivos.
Pacientes sob tratamento: 2 semanas de internação/ano.
Pacientes não tratados: 8 a 13 semanas de internação/ano.
A suspensão do lítio pode retomar os episódios maníacos.
O lítio não é metabolizado e é excretado pelos rins.
A taxa de excreção é inversa à do sódio.
A hiponatremia (sudoreses excessiva, diarreia e vômitos) pode elevar a litemia.
A faixa terapêutica do lítio é 0,7 a 1,2nM.
Acima de 2,0nM:
• Sede e diurese excessiva;
• Bloqueio cognitivo;
• Fadiga, tremor e ganho de peso.
Efeitos tóxicos:
• Espasmos musculares, diarreia, vômitos, insuficiência renal, confusão e 
irritabilidade.
Acima de 3,0nM:
• Convulsões, coma e morte.
Efeitos colaterais
Transtorno Bipolar
Monitorar a litemia é fundamental
Tratamento
Transtorno Bipolar
2. Antipsicóticos Atípicos:
⚬ Olanzapina, Quetiapina, Aripiprazol, Risperidona: Esses 
medicamentos podem ser usados ​​para controlar sintomas 
maníacos, mistos ou agressivos, além de ajudar na prevenção de 
recaídas.
⚬ Clozapina: Em casos mais graves ou resistentes, a clozapina pode 
ser considerada.
3. Antidepressivos (com cautela):
⚬ Em casos selecionados: Em alguns casos, os antidepressivos 
podem ser prescritos.
Mecanismo de ação
Transtorno Bipolar
Potencializa as ações serotoninérgicas:
• Aumenta a captação cerebral de triptofano,
• Aumenta a síntese e a secreção de 5-HT.
Reduz as ações catecolaminérgicas:• Aumenta a recaptação e reduz a secreção.
• RANG, H. P. et al. Farmacologia. 4 edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001; 
• KATZUNG, B. G. Farmacologia: Básica & Clinica. 9 edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006;
• CRAIG, C. R.; STITZEL, R. E. Farmacologia Moderna. 6 edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005; 
• GOLAN, D. E. et al. Princípios de Farmacologia: A Base Fisiopatológica da Farmacoterapia. 2 edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009; 
• FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, M. B. C. Farmacologia Clínica. 3 edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. 
• GILMAN, A. G. As Bases farmacológicas da Terapêutica. 10 edição. Rio de Janeiro: Mc-Graw Hill, 2005. 
• CONSTANZO, L. S. Fisiologia. 2 edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
• PORTH, C. M. Fisiopatologia. 6 edição. Rio de Janeiro: Ganabara Koogan, 2004.
• Associação Americana de Psiquiatria. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta Edição (DSM-5), Associação Psiquiátrica 
Americana, Arlington, VA 2013.
• Lieb R, Becker E, Altamura C. A epidemiologia do transtorno de ansiedade generalizada na Europa. Eur Neuropsicofarmacol 2005; 15:445.
• Kessler RC, McGonagle KA, Zhao S, et al. Prevalência ao longo da vida e em 12 meses de transtornos psiquiátricos do DSM-III-R nos Estados Unidos. 
Resultados da Pesquisa Nacional de Comorbidades. Arch Gen Psiquiatria 1994; 51:8
• Taylor WD. Prática clínica. Depressão em idosos. N Engl J Med 2014; 371:1228.
• Lebowitz BD, Pearson JL, Schneider LS, et al. Diagnóstico e tratamento da depressão na terceira idade. Atualização da declaração de consenso. JAMA 
1997; 278:1186.
• Hybels CF, Blazer DG. Epidemiologia dos transtornos mentais da terceira idade. Clin Geriatr Med 2003; 19:663.
• Valenstein M, Taylor KK, Austin K, e outros. Uso de benzodiazepínicos entre pacientes deprimidos tratados em ambientes de saúde mental. Am J 
Psychiatry 2004; 161:654.
• Unützer J. Prática clínica. Depressão tardia. N Engl J Med 2007; 357:2269. Fyffe DC, Sirey JA, Heo M, Bruce ML. Depressão tardia entre idosos negros e 
brancos atendidos em domicílio. Am J Geriatr Psychiatry 2004; 12h531.
• Epidemiologia eclassificação. Br J Psychiatry 1998; 173:212.Associação Americana de Psiquiatria. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos 
Mentais, Quinta Edição (DSM-5), Associação Americana de Psiquiatria, 2013. 
• Associação Americana de Psiquiatria. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4ª ed, American Psychiatric Association, Washington, 
DC 2000.
REFERÊNCIA BIBLIOIGRÁFICA
	Slide 1
	Slide 2
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43
	Slide 44
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49
	Slide 50
	Slide 51
	Slide 52
	Slide 53
	Slide 54
	Slide 55
	Slide 56
	Slide 57
	Slide 58
	Slide 59
	Slide 60
	Slide 61
	Slide 62
	Slide 63
	Slide 64
	Slide 65
	Slide 66
	Slide 67
	Slide 68
	Slide 69

Mais conteúdos dessa disciplina