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CARREIRAS POLICIAISCARREIRAS POLICIAIS
@MARCELOMAPAS
Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Gostaria de te parabenizar por adquirir esse
material. O nosso material é feito com muita
dedicação para te ajudar a alcançar os seus objetivos
nos estudos. Espero que você goste! 
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reprodução, distribuição ou comercialização do conteúdo. 
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quaisquer outros meios se classificam como ato de
pirataria, conforme o art. 184 do Código Penal. 
Entretanto, acreditamos que você
é uma pessoa de bem e que
jamais faria uma coisa dessas.
Agradecemos a sua compreensão
e desejamos um ótimo estudo. 
Resumosmapasdireito
Marcelo.mapaseresumos@gmail.com
Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Lei Penal no Tempo ...........................................................................................................................................................05
Lei Intermediária ................................................................................................................................................................06
Tempo do Crime ................................................................................................................................................................07
Lugar do Crime ..................................................................................................................................................................07
Conflito Aparente de Normas .......................................................................................................................................08
Extraterritorialidade .........................................................................................................................................................12
Eficácia da sentença estrangeira................................................................................................................................15
Contagem de Prazos ........................................................................................................................................................16
Crimes x Contravenção ..................................................................................................................................................16
Imunidades ..........................................................................................................................................................................18
Crimes (Inafiançáveis, Imprescritíveis, Insuscetível de Graça ou Anistia) ...................................................18
Fato Típico do Crime .........................................................................................................................................................19
Crimes omissivos .............................................................................................................................................................27
Crime instantâneo.............................................................................................................................................................28
Crime Permanente.............................................................................................................................................................29
Ação Penal ...........................................................................................................................................................................64
Princípios do Direito Penal ............................................................................................................................................04
Fontes do Direito Penal ..................................................................................................................................................05
Lei Temporária x Lei Excepcional .................................................................................................................................05
Conflito de Leis no tempo...............................................................................................................................................07
Lei Penal no Espaço ..........................................................................................................................................................10
Pena cumprida no estrangeiro ......................................................................................................................................15
Causas de Exclusão da Conduta...................................................................................................................................20
Relação de causalidade ..................................................................................................................................................21
Concausas............................................................................................................................................................................24
Tipicidade .............................................................................................................................................................................26
Iter Criminis .........................................................................................................................................................................29
Crime por tentativa ..........................................................................................................................................................30
Desistência Voluntária e Arrependimento eficaz ..................................................................................................31
Arrependimento Posterior..............................................................................................................................................32
Crime Impossível ...............................................................................................................................................................32
Crime doloso .......................................................................................................................................................................33
Crime Culposo ....................................................................................................................................................................34
Culpabilidade .....................................................................................................................................................................36
Imputabilidade ....................................................................................................................................................................36
Potencial conhecimento da Ilicitude e Exigibilidade de conduta diversa ......................................................36
Erro sobre o elemento do tipo ......................................................................................................................................37
Erro do tipo acidental .......................................................................................................................................................38
Erro sobre a ilicitude do fato .........................................................................................................................................40
Coação Física Irresistível................................................................................................................................................42
Excludentes de Ilicitude..................................................................................................................................................42No caso de ser também
atingida a pessoa que o
agente pretendia
ofender, aplica-se a regra
do art. 70 deste Código. 
Com unidades simples: O agente
atinge apenas a pessoa diversa da que
deveria atingir, respondendo como se
tivesse atingido a pessoa visada.
Com unidade complexa: O agente
atinge a pessoa visada, mas também a
não visada, respondendo por concurso
formal, ou seja, pelos dois crimes. 
39Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Dolo geral ou
Aberratio Causae
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
ERRO DO TIPO ACIDENTAL ERRO DO TIPO ACIDENTAL
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL -
ABERRATIO CAUSAE OU DOLO GERAL
RESULTADO DIVERSO DO
PRETENDIDO - ABERRATIO
CRIMINIS.
Resultado diverso do pretendido - CP
Art. 74 - Fora dos casos do artigo
anterior, quando, por acidente ou erro na
execução do crime, sobrevém resultado
diverso do pretendido, o agente
responde por culpa, se o fato é previsto
como crime culposo; se ocorre também
o resultado pretendido, aplica-se a regra
do art. 70 deste Código. 
Ocorre quando, por
acidente ou erro no uso
dos meios de execução, o
agente atinge bem
jurídico distinto do
pretendido. 
O agente responde pelo
resultado produzido na
forma culposa (se houver
previsão legal).
O indivíduo atinge o resultado
pretendido, no entanto, por meio de
um nexo causal diferente do
planejado. Divide-se em: 
Erro sobre nexo causal em
sentido estrito.
Erro sobre nexo causal em sentido
estrito.
O sujeito com uma única conduta alcança
o resultado almejado, no entanto, por meio
de um nexo de causalidade diferente.
Dolo geral ou Aberratio Causae
O agente pensa que atingiu o seu objetivo
com uma primeira conduta e pratica uma
nova conduta com finalidade diversa, sendo
que a última foi a que efetivou o resultado.
ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO
DEFINIÇÃO LEGAL:
Art. 21 - O
desconhecimento da
lei é inescusável. O
erro sobre a ilicitude
do fato, se inevitável,
isenta de pena; se
evitável, poderá
diminuí-la de um
sexto a um terço
Parágrafo único - Considera-se
evitável o erro se o agente atua ou se
omite sem a consciência da ilicitude do
fato, quando lhe era possível, nas
circunstâncias, ter ou atingir essa
consciência.
40Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO
ERRO DE
PROIBIÇÃO:
É quando o agente
comete um fato
criminoso por pensar
que a conduta não é
proibida. Incide sobre
a ilicitude de um fato. 
Ocorre quando o agente age
pensando que sua conduta não é
ilícita, ou seja, o agente representa a
realidade da conduta, mas acredita
que é uma conduta lícita.
PODE SER:
Escusável; 
Inescusável.
INEVITÁVEL 
O agente não tinha noção que sua
conduta era contrária ao direito,
excluindo a sua culpabilidade.
INESCUSÁVEL
O agente tinha noção
que sua conduta
poderia ser
considerada ilícita,
não excluindo sua
culpa, respondendo
com pena reduzida
de um sexto a um
terço.
ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO
ERRO DE PROIBIÇÃO DIREITO
Existe no momento em
que o agente erra em
relação ao conteúdo
da norma proibitiva,
pois acaba
desconhecendo a
existência do tipo penal
ou não entende o seu
âmbito de incidência.
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO
Quando o agente erra
sobre a existência ou
sobre os limites de
uma causa de
justificação, isto é,
sabe que pratica um
fato em princípio
proibido, mas supõe
que, nas
circunstâncias, milita
a seu favor uma
norma permissiva.
ERRO DE TIPO ERRO DE PROIBIÇÃO
O agente se equivoca
aos atos cometidos
devido a falsa
impressão. Erro em
relação à existência
fática de um dos
elementos que possui
o tipo penal.
O agente pratica os
atos sabendo o que
está fazendo, mas não
sabia que era licíto.
Incide sobre a ilicitude
Inevitável: Afasta a
culpabilidade, isenção
de pena.
Evitável: Reduz a pena.
Inevitável: Afasta o
dolo e culpa;
Evitável: Afasta
apenas o dolo, pune o
delito culposo.
41Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER
LEGAL
Enquadra-se a atividade do policial,
ao executar mandado de prisão. 
Consiste a excludente na existência
de dever, proveniente da lei, a obrigar
o agente a determinada conduta típica. 
EXERCÍCIO REGULAR DO DIREITO 
Ocorre quando o agente age dentro dos
limites autorizados pelo ordenamento
jurídico. Ex.: Lesão corporal decorrente
de violência desportiva.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
 COAÇÃO FÍSICA IRRESISTÍVEL 
E OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA
Art. 22 - Se o fato é cometido sob
coação irresistível ou em estrita
obediência a ordem, não
manifestamente ilegal, de superior
hierárquico, só é punível o autor da
coação ou da ordem. 
COAÇÃO MORAL X COAÇÃO FÍSICA
A coação moral irresistível exclui
a culpabilidade, pois o agente
possui vontade, embora seja
viciada. Exclui a culpabilidade.
A coação física
irresistível exclui a
tipicidade, pois o
agente atua sem
vontade e não
controla seus
movimentos. Exclui
a tipicidade.
EXCLUDENTES DE ILICITUDE 
Estado de necessidade; 
legítima defesa; 
estrito cumprimento do dever legal; 
exercício regular do direito. 
ESTADO DE NECESSIDADE 
O agente pratica fato para salvar de
perigo atual e, que não provocou por
sua vontade, nem podia de outro meio
evitar, direito próprio ou alheio.
EXCLUDENTES DE ILICITUDE 
LEGÍTIMA DEFESA
Quem usando
moderadamente
dos meios
necessários, repele
injusta agressão,
atual ou iminente,
a direito seu ou de
outrem contra
pessoas, ou coisas. 
42Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
INDULTO 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Relacionado a
pessoas, deve ter
previsão por
DECRETO. Extingue
os efeitos penais
primários (pretensão
executória), mantém
os efeitos
secundários, penais
ou extrapenais.
ANISTIA 
CONGRESSO
NACIONAL
Relacionado a fatos
passados, deve ter
previsão em lei.
Extingue todos os
efeitos penais, no
entanto, mantém os
efeitos civis. 
GRAÇA
PRESIDENTE DA
REPÚBLICA 
Relacionada a
pessoas, deve ter
previsão em decreto,
extingue apenas
efeitos penais
primários, no
entanto, mantem os
efeitos secundários
e civis. 
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO
PUNITIVA 
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
Segundo a súmula 709 do STF
(Interrompe a contagem do prazo
com a publicação)
Recebimento da denúncia ou queixa 
Publicação da
sentença ou acórdão
condenatório
recorríveis. 
Interrompe a contagem do prazo com
a publicação da sentença recorrível.
DECISÃO CONFIRMATÓRIA DA
PRONÚNCIA 
Se o réu recorre da pronúncia e o
tribunal nega recurso, confirma-se a
pronúncia e a prescrição é
interrompida.
 PRONÚNCIA - SÚMULA 191, STJ.
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO
EXECUTÓRIA 
Consiste na perda do direito e dever de
executar uma sanção penal aplicada
em decisão definitiva, ou seja,
transitada em julgado para a acusação e
defesa, em decorrência da omissão do
Estado durante determinado prazo
legalmente previsto.
43Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
INÍCIO,
CONTINUAÇÃO, OU
CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA 
INTERROMPE A
PRESCRIÇÃO 
EXCLUDENTE DE IMPUTABILIDADE
INTERROMPE A PRESCRIÇÃO 
CONCURSO DE PESSOAS 
Há concurso de pessoas quando
dois ou mais indivíduos concorrem,
com unidade de propósitos e de
modo relevante para a prática de um
mesmo crime. (Art. 29) 
REQUISITOS 
Pluralidade de agentes; 
Conduta relevante; 
Vínculo subjetivo;
Unidade de crimes;
Existência de fato punível. 
UNISSUBJETIVOS
O concurso de pessoas é
eventual, pode ser praticado
por uma pessoa ou por várias. 
PLURISSUBJETIVOS
Conhecido como crime de concurso
necessário, só pode ser praticado
por uma pluralidade de agentes. Ex.:
quadrilha de banco. 
CONCURSO DE PESSOAS 
CRIMES EVENTUALMENTE
PLURISSUBJETIVOS 
Podem ser praticados por uma pessoa.
Mas, quando praticados em pluralidade
de agentes geram uma modalidade
mais grave do delito. Ex.: roubo
majorado.
PLURALIDADE DE AGENTES
REQUISITOS: 
Parte da doutrina
entende que, para o
concurso de pessoas
disciplinadonos arts.
29/31, todos devem ser
culpáveis.
ATENÇÃO!!
Para os crimes de concurso
necessário ou eventualmente
plurissubjetivos, basta que um
dos agentes seja culpável para que
fiquem caracterizados ou possa ser
reconhecida eventual qualificadora.
CONDUTA RELEVANTE
A conduta deve ser relevante para a
produção do resultado. 
A colaboração deve ser prévia ou
concomitante à execução. 
Para a doutrina amplamente
majoritária, uma conduta relevante é
qualquer contribuição, seja física,
moral, direta, indireta, omissiva,
comissiva, para a execução do crime!
44Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCURSO DE PESSOAS 
ATENÇÃO!!
VÍNCULO SUBJETIVO
A conduta deve
ser relevante para
a produção do
resultado. 
A colaboração
deve ser prévia
ou concomitante
à execução. 
CONCURSO DE PESSOAS 
É o nexo psicológico entre os
agentes, ou seja, vontade
homogênea, no sentido de que todos
colaboram para o mesmo resultado.
Não se exige liame subjetivo
bilateral para caracterização do
concurso de agentes.
Em outras palavras, basta que apenas
um tenha ciência da vontade do outro. 
UNIDADE DE CRIMES
Todos os agentes que contribuirem
para o resultado, responderão pelo
mesmo crime (Art. 29, CP). Assim,
há apenas 1 crime para autores e
partícipes.
Isso porque o CP (Art. 29) adotou como
regra a teoria unitária ou monista:
todos aqueles que derem sua
contribuição para o resultado típico
devem responder pelo mesmo crime.
Excepcionalmente, o
CP abre espaço para a
teoria pluralista, por
essa teoria, haverá
tantos crimes quantos
forem os concorrentes.
Ex.: corrupção ativa e
passiva.
FATO PUNÍVEL
Advém do príncipio da exterioridade,
em que para o concurso de pessoas é
necessário a punibilidade de crime,
que requer, no mínimo, o início da
execução de crime.
TEORIAS SOBRE A AUTORIA
TEORIA SUBJETIVA OU UNITÁRIA:
Para essa teoria, autor é aquele que
concorre de alguma forma para o
fato.
NÃO distingue
autor e partícipe. 
Não resolve os
delitos de mão
própria e 
assassino de
aluguel.
45Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Autor é quem contribui de forma
mais relevante para a ocorrência do
resultado, logo, a diferença entre
autor e partícipe reside na contribuição
para o resultado criminoso.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCURSO DE PESSOAS CONCURSO DE PESSOAS 
TEORIA EXTENSIVA:
Todos os que dão causa ao
resultado são autores, ou seja, não
distingue autor de partícipe.
Nem todo aquele que
causa o resultado é
autor do delito. 
TEORIAS OBJETIVA OU DUALISTA:
Faz diferenciação entre
autor e partícipe e se
subdivide-se em teoria
objetivo-formal e teoria
objetivo-material.
TEORIA OBJETIVO-FORMAL:
(ADOTADA PELO CP)
Autor: é aquele que realiza todos ou
alguns elementos do ato, que pratica o
núcleo do verbo.
Partícipe: Contribui de forma acessória
para o crime sem realizar os
elementos do tipo. 
TEORIAS OBJETIVA OU DUALISTA:
Coautor: conjuntamente realizam o
núcleo do tipo – Princípio da imputação
recíproca das distintas condutas.
TEORIA OBJETIVO-MATERIAL: 
TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO:
É AUTOR:
Aquele que, possuindo
todo domínio da
conduta típica, pratica
diretamente o fato
(autor direto ou
executor)
Aquele que, mesmo não praticando
diretamente o fato, possui atividade
indispensável no plano global;
quem decide a forma de execução do
fato, seu início, cessação e demais
condições.
Aquele que se vale de um terceiro para
executar um fato: AUTORIA MEDIATA.
TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO:
É PARTÍCIPE: Quem concorre para o
crime sem ter o domínio do fato, a
exemplo da instigação e auxílio.
46Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCURSO DE PESSOAS CONCURSO DE PESSOAS 
TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO:
 ATENÇÃO! 
A teoria do domínio do fato possui
aceitação doutrinária e jurisprudencial,
tendo sido adotada no julgamento do
Mensalão (AP 470) e Lava-jato. 
No entanto, o STF também utiliza a
teoria objetivo-formal em relação à
criminalidade comum, assim as duas
teorias convivem pacificamente.
AUTORIA IMEDIATA:
O próprio agente executa
o fato, ou seja, realiza
pessoalmente os
elementos do tipo penal.
É aquele que utiliza
uma pessoa, que atua
sem dolo ou de forma
não culpável, como
instrumento para a
execução do fato
AUTOR MEDIATO 
A pessoa é usada como instrumento
de atuação, como se fosse uma arma
ou animal irracional. 
AUTORIA DE ESCRITÓRIO
Requisitos para configurar a autoria 
de escritório: 
1) Poder de Mando: dentro da
organização criminosa. 
2) O aparato organizado de poder deve
ser desvinculado do Ordenamento
Jurídico. 
3) Fungibilidade o executor: o executor
pode ser substituído por outro
integrante da organização criminosa.
4) Alta disposição do executor para
cumprir a ordem.
AUTORIA POR CONVICÇÃO:
 Ocorre quando o agente
tem conhecimento da
norma penal, mas decide
transgredi-la por
questões de consciência
política, religiosa,
filosófica, ou de qualquer
outra natureza.
AUTORIA COLATERAL
Ocorre quando e duas ou mais pessoas,
desconhecendo a intenção da outra,
praticam determinada conduta visando
ao mesmo resultado. 
47Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
AUTORIA IGNORADA:
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCURSO DE PESSOAS CONCURSO DE PESSOAS 
- Surge no campo da autoria colateral,
quando não se sabe qual dos autores
causou o resultado.
AUTORIA INCERTA:
AUT ORIA COMPLEMENTAR:
Quando duas
pessoas concorrem
para o mesmo fato
sem ter ciência disso,
e o resultado é efeito
da soma das duas
condutas
 Quando se desconhece
o autor do crime.
AUTORIA INTELECTUAL:
É aquele que planeja a ação delituosa
para ser executada por outras
pessoas (DICA: Lembrar do “Professor”
do seriado La casa de papel).
COAUTORIA
A coautoria ocorre
quando dois ou mais
indivíduos, com liame
subjetivo, praticam a
conduta típica. Como diz
Welzel: coautoria é
autoria com uma divisão
de trabalho entre os
agentes.
Fala-se, portanto, que a coautoria
exige 2 requisitos: 
(1) Requisito objetivo – divisão de
tarefas
 (2) Requisito subjetivo –
existência de liame subjetivo
PARTICIPAÇÃO 
Os participantes concorrem para
que o autor ou os co-autores
realizem a conduta principal.
Assim, o partícipe
não realiza
diretamente a figura
típica, mas concorre
induzindo,
instigando ou
auxiliando o autor.
O Código Penal adota a TEORIA DA
ACESSORIEDADE LIMITADA OU
MÉDIA, pela qual o partícipe será
punido se o autor praticar um fato
típico e ilícito, independentemente da
culpa e punibilidade do agente.
PARTICIPAÇÃO DE MENOR
IMPORTÂNCIA 
O critério a ser adotado para saber
se a participação é ou não de menor
importância reside na fungibilidade
da contribuição.
se for uma contribuição que
“qualquer pessoa” possa fazer, será
participação de menor importância.
48Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
b) Circunstâncias (integram o tipo
derivado – qualificadoras, privilégio,
causas de aumento ou diminuição):
 ● Objetivas ou de caráter real: Dizem
respeito ao crime – ex.: emprego de
arma de fogo. Sempre comunicáveis,
desde que de conhecimento do outro
agente.
 ● Subjetivas ou de caráter pessoal:
Dizem respeito ao agente – ex.: motivo
do crime. Incomunicáveis, SALVO
quando elementares do crime e de
conhecimento do outro agente.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCURSO DE PESSOAS CONCURSO DE PESSOAS 
Por fim, se a
participação for de
menor importância,
a pena pode ser
reduzida de 1/6 a
1/3 para o partícipe
Não existe
coautoria de
menor
importância!
PARTICIPAÇÃO - EM
CRIMES MENOS
GRAVE
AMBOS COMBINAM
um crime, se no meio
do caminho um deles
decide mudar e
praticar algo mais. 
Quem desviou para o
crime mais grave:
responde sozinho pelo
crime mais grave. 
Quem continuou no crime
menos grave - responde pelo
crime menos grave sozinho.
Crime mais grave não era previsível
- Sem alteração da pena. 
Crime mais grave previsível -
Responde pelo crime combinado, com
aumentoda pena até a metade (1/2). 
Se o crime ocorrido
era previsto e aceito
(dolo eventual) -
todos respondem por
esse crime.
DA (IN)COMUNICABILIDADE DAS
ELEMENTARES E CIRCUNSTÂNCIAS
“Art. 30, CP: NÃO se comunicam as
circunstâncias e condições de
caráter pessoal, SALVO quando
elementares do crime”
a) Elementares
(dados que formam o
tipo fundamental –
via de regra, caput,
mas há exceções, ex.:
excesso de exação):
Sempre
comunicáveis, desde
que sejam de
conhecimento do
outro agente.
49Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Art. 69, do CP - Quando o
agente, mediante mais de
uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes,
idênticos ou não, aplicam-
se cumulativamente as
penas privativas de liberdade
em que haja incorrido. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCURSO DE CRIMES 
PODE OCORRER ENTRE CRIMES DE
QUALQUER ESPÉCIE:
Conceito: Há concurso de crimes
quando o agente pratica uma
pluralidade de crimes, mediante uma
ou várias condutas.
1) Comissivos ou omissivos;
2) Dolosos ou culposos;
3) Consumados ou tentados;
4) Simples ou qualificados;
5) Crimes ou contravenções penais.
ESPÉCIES DE
CONCURSO DE CRIMES
● Concurso material: art. 69, CP
● Concurso formal: art. 70, CP
● Crime continuado: art. 71, CP
Sistema do cúmulo
material: as penas de
todos os crimes são
somadas. É o sistema
adotado para o concurso
material, concurso formal
impróprio e para as penas
de multas.
Sistemas de aplicação da pena
Sistema da exasperação: é aplicada a
pena do crime mais grave e
exasperada de acordo com o número
de delitos que foi praticado no
contexto. É o que acontece no concurso
formal próprio e no crime continuado.
Sistemas de aplicação da pena
CONCURSO DE CRIMES 
Sistema da
absorção: 
a pena do delito mais
grave absorve as
demais. Não existe
em nosso
ordenamento
atualmente. 
Sistema da responsabilidade única e da
pena progressiva única: 
não há cumulação de penas, mas deve-se
aumentar a responsabilidade do agente à
medida que aumenta o número de infrações.
CONCURSO MATERIAL (ART.69, CP)
Há pluralidade de condutas e
pluralidade de crimes; 
Adota-se o sistema da cumulação
ou cúmulo material, ou seja, as
penas dos crimes praticados são
somadas.
No caso de
aplicação
cumulativa de
penas de reclusão
e de detenção,
executa-se
primeiro aquela.
50Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Concurso Formal Imperfeito ou
Impróprio: há desígnios autônomos
quanto a cada um dos crimes.
Intenção do agente em cometer os
dois delitos alcançados.
Utiliza-se, neste caso, o critério
mais benéfico ao agente.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCURSO DE CRIMES CONCURSO DE CRIMES 
CONCURSO FORMAL (ART. 70, CP)
O concurso formal ou
ideal ocorre quando o
agente pratica,
mediante uma só
conduta, dois ou
mais crimes,
idênticos ou não.
Concurso formal
homogêneo
Concurso formal
heterogêneo
Uma conduta,
Pratica 2 ou mais
crimes idênticos.
Uma conduta,
Pratica 2 ou mais
crimes distintos.
Ex. Acidente de
trânsito com
pluralidade de
vítimas com lesão
culposa (todas as
vítimas com lesão).
Ex. Acidente de
trânsito com duas
vítimas, uma com
lesão e outra
vítima fatal.
Concurso Formal Perfeito ou próprio:
não há desígnios autônomos.
o critério para a aplicação da pena
será o da EXASPERAÇÃO. No
concurso formal próprio, se o cúmulo
material é mais benéfico que a
exasperação, aplicar-se-á o primeiro. 
A pena vai ser aplicada pelo sistema do
cúmulo material: SOMA DAS PENAS.
CRIME CONTINUADO ou CRIMES
PARCELARES
Pluralidade de
condutas,
realizadas uma
série de Crimes da
mesma espécie.
TENDO UM ELO DE 
CONTINUIDADE. 
CARACTERÍSTICAS 
MESMA ESPÉCIE - Mesmo tipo penal.
Ex.: furto simples consumo e furto
tentado; 
MESMA CONDIÇÕES DE TEMPO:
Período não superior a 30 dias.
CONDIÇÕES DE LUGAR: Localidades
próximas ou cidades próximas. 
MANEIRA DE EXECUÇÃO - É o padrão na
prática do crime;
OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS
SEMELHANTES. 
ESPÉCIES DE CRIME CONTINUADO
1) Simples: crimes parcelares possuem
penas idênticas.
Critério para aplicação da pena: o juiz
escolhe qualquer das penas, e a aumenta
de 1/6 a 2/3.
51Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCURSO DE CRIMES 
2) Qualificado: crimes parcelares
possuem penas diversas.
Critério para aplicação da pena: o
juiz escolhe A pena mais grave, e a
aumenta de 1/6 a 2/3.
2 CRIMES - 1/6
3 CRIMES - 1/5
4 CRIMES - 1/4
5 CRIMES - 1/3
6 CRIMES - 1/2
7 CRIMES - 2/3
CRITÉRIOS DE
AUMENTO
Aumento até o
triplo, obedecidas
às regras do Art.
70 e 75 do CP.
3) Específico: 
Nos crimes dolosos, contra vítimas
diferentes, cometidos com violência
ou grave ameaça à pessoa.
Critério para aplicação da pena: o
juiz aplica uma só pena, se idênticas,
ou a maior, quando não idênticas,
aumentada de 1/6 até o triplo.
PEREMPÇÃO 
Extinção da ação penal privada pelo
“Desleixo” da vítima (Art.107, IV, do CP).
DECADÊNCIA 
A vítima deixa de
ajuizar a ação penal
no prazo; crimes de
ação privada. Oferecer
a ação no prazo - Ação
condicionada a
representação. 
O prazo é de 6 meses a contar da
data em que a vítima passa saber
quem foi o autor do fato. 
PRESCRIÇÃO 
Perda do exercício de
um direito em razão
da inércia do titular. 
PPP - PRESCRIÇÃO DA 
PRETENSÃO PUNITIVA 
Ocorre ANTES do trânsito em julgado -
Apaga todos os efeitos da condenação
Art.111, CP - REGRA GERAL = Dia
em que consumou o crime. 
TENTATIVA - Dia em que cessou a
atividade criminosa.
CRIMES PERMANENTES - Dia em
que cessou a permanência.
CRIMES CONTRA A DIGNIDADE
SEXUAL DA CRIANÇAS E
ADOLESCENTES - Dia em que a vítima
completar 18 anos (Salvo se já foi
proposta a ação penal). 
COMEÇA A CORRER:
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DIREITO PENAL - PARTE GERAL
PPE - PRESCRIÇÃO DA 
PRETENSÃO EXECUTÓRIA
Ocorre APÓS o trânsito em julgado -
Apaga apenas a pena.
Art. 112, CP - Dia em que transitou
em julgado a sentença condenatória
para acusação. Ou dia em que
REVOGA a suspensão condicional da
pena ou livramento condicional. 
Dia em que interrompe a execução,
salvo quando o tempo da interrupção
deva computar-se na pena. 
Absoluto silêncio; 
Trabalhos dos presos em suas celas e
coletivamente; 
Isolamento noturno. 
SISTEMAS PENITENCIÁRIOS 
IRLANDÊS (1840)
Isolamento por 9 meses; 
Trabalho diurno e isolamento noturno;
Trabalho fora e reconhecimento
noturno e livramento condicional. 
AUBURDIANO 
INGLÊS - 1838
Isolamento inicial; 
Trabalho em silêncio total e
isolamento noturno; 
semi-aberto com vigilância até o final
da pena. 
SISTEMAS PENITENCIÁRIOS 
BRASIL 
Adotou o sistema irlandês. 
PENA - Somente para maiores de 18 anos;
MENORES - Medidas socioeducativas; 
DOENTES MENTAIS - Medidas de
segurança.
FILADÉLFIA (PENSILVÂNIA) 
Isolamento total,
proibido visitas; 
Passeio no pátio e
leitura diária da Bíblia; 
Sem trabalho prisional. 
PENA DE MULTA 
CRITÉRIO
Escolhe o D/M (Dias
Multa) de 10 a 360;
Estabelece o valor (1/30
S/M a 5x S/M)
PAGAMENTO (-) 10 E 25 (+)
10 dias depois do trânsito e julgado
DESCONTO DO SALÁRIO = Não
comprometa os recursos da família. 
53Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
PENA DE MULTA 
SUSPENSÃO:
Suspende-se a cobrança, mas o prazo
prescricional não será suspenso:
DOENÇA MENTAL -
Previsto a suspensão;
INSOLVENTE - Até se
tornar solvente;
LOCAÇÃO DE MÓVEIS - Pena de
multa equivalentes ao último aluguel. 
EXCEÇÕES AO CRITÉRIO: 
Perda do exercício de um direito em
razão da inércia do titular. 
LICITAÇÕES - Fixado o
percentual da vantagem
efetiva. 
Art. 244 -ABANDONO
MATERIAL (1 a 10 S/M). 
Art. 51 - Transitada em julgada a
sentença condenatória, a multa será
executada perante o juiz da
EXECUÇÃO PENAL e será
considerada dívida de valor, aplicáveis
as normas relativas à dívida ativa da
fazenda pública, inclusive no que
concerne as causas interruptas e
suspensivas da prescrição.
PENA DE MULTA 
NÃO PAGANDO 
PRESCRIÇÃODA
PRETENSÃO PUNITIVA 
2 anos no mesmo
prazo de prisão 
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO
EXECUTÓRIA 
5 anos. Cumulação de duas penas de
multa = Uma 
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO
PENAS
Pagamento em dinheiro feito a vítima ou
seus dependentes em valor não inferior a
1 SM nem maior a 360 SM;
Prestação pecuniária;
Perda de bens e
valores;
SERVIÇOS
COMUNITÁRIOS ou
entidades PÚBLICAS;
LIMITAÇÃO de fim de
semana;
Interdição temporária de direitos;
Cargo público; 
Profissão; 
Habilitação; 
Concurso público.
54Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
ANTECIPAÇÃO DA PENA: 
RECONVENÇÃO
FACULTATIVA 
Substituição da
pena em face de
Nova condenação a
P.P.L cumprimento
concomitante.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO
REQUISITOS PARA SUBSTITUIÇÃO:
OBJETIVOS
Pena não superior a 4 anos, crime não
praticado com violência ou grave
ameaça, ou se o crime for culposo
qualquer que seja a pena. 
SUBJETIVOS
Quando a culpabilidade,
os antecedentes, a
conduta social e a
personalidade do
condenado, bem como
os motivos e as
circunstâncias
indicarem. 
REQUISITOS PARA SUBSTITUIÇÃO:
Condenação igual a 1 ano
= Multa ou P.R.D;
Superior a 1 ano = 1 P.R.D
+ Multa ou 2 P.R.D;
Reincidente em crime doloso, medida
socialmente recomendável, que não seja
reincidente no mesmo crime. 
2 anos de reclusão = 2
anos de serviços
comunitários. Só pode
antecipar o mínimo da P.R.D 
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO
RECONVENÇÃO DA PENA:
Substituição da pena em face de Nova
condenação a P.P.L cumprimento
concomitante.
DURAÇÃO DA PENA: 
A mesma da pena privativa de liberdade. 
REGIME - FECHADO 
Estabelecimento de Segurança
máxima ou média; 
Exame criminológico obrigatório;
Permissão de saída e remissão
(trabalho e estudo).
REGIME - SEMIABERTO 
Colônia Agrícola ou industrial; 
Exame criminológico facultativo;
Permissão de saída e Remissão
(trabalho e estudo);
Saída temporária. 
REGIME - ABERTO 
Casa de albergado;
Desnecessário exame criminológico;
Remissão (estudo).
PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE 
55Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
+ 8
+4 e 8
até 4
ESPÉCIES DE PENA
RECLUSÃO 
Internação em casa de
custódia (Fechado,
semiaberto e aberto)
DETENÇÃO 
Tratamento
ambulatorial
(Semiaberto e aberto) 
SIMPLES Contravenção penal 
STF
Se não houver vagas o
detento não aguardará em
regime mais rigoroso.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO
CRITÉRIOS AFERIDORES 
RECLUSÃO 
FECHADO
FECHADO SEMIABERTO
ABERTO
 ANOS I REINCIDENTE I
FECHADO
SEMIABERTO
 NÃO REINCIDENTE 
APLICADA AOS CRIMES MAIS GRAVES
DETENÇÃO 
SEMIABERTO
SEMIABERTO ABERTO
SEMIABERTO
SEMIABERTO
SEMIABERTO
ANOS | REINCIDENTE | NÃO REINCIDENTE 
+ 8
4 e 8
- 4
APLICADA AOS CRIMES MENOS GRAVES
FATORES DECISIVOS NA
ESCOLHA DO REGIME
INICIAL DO
CUMPRIMENTO DA PENA:
Reincidência; 
Quantidade da pena; 
Circunstâncias judiciais.
DETRAÇÃO DA PENA 
A detração penal é o desconto, na
pena privativa de liberdade ou na
medida de segurança, do tempo de
prisão provisória ou interdição já
cumprido pelo condenado.
É admissível o cômputo do
tempo de prisão
provisória ocorrida em
outro processo, desde
que o crime no qual se
aplica a detração tenha
sido cometido ANTES
daquele, evitando-se com
isso que se crie uma
espécie de conta corrente.
NOVA PROGRESSÃO DE REGIME
16% - Sem viol/grav. ameaça - Primário
20% - Sem viol/grav. ameaça - Reincidente 
25% - Com viol/grav. ameaça - Primário
30% - Com viol/grav. ameaça - Reincidente específico
40% - Hediondo/equip. sem morte - Primário
50% - Hediondo/equip. com morte - Primário
50% - Com or. Crim. p/ hediondo - Primário/reincidente
50% - Int. milícia - Primário/reincidente
60% - Hediondo/equip. - sem morte - reincidente
70% - Hediondo/equip. - com morte - reincidente
ATENÇÃO 
É vedado o livramento condicional nas
hipóteses de condenado pela prática de
crime hediondo ou equiparado com
resultado morte. (Primário ou reincidente). 
56Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Não cabível ou indicado a 
substituição de P.P.L por P.R.D.
P.R.D é mais benéfica do que o
SURSIS; 
Excepcionalmente poderá o juiz
aplicar o SURSIS. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
Inicia-se pela pena mínima, não podendo
ser superior a pena máxima cominado. 
CÁLCULO DA PENA 
CRITÉRIO TRIFÁSICO 
Pena básica
Agravantes e
atenuantes;
Diminuição e aumento
de pena. 
PENA BÁSICA 
AGRAVANTES E ATENUANTES
Não pode ser inferior ao mínimo legal,
nem superior à pena máxima prevista.
DIMINUIÇÃO E
AUMENTO DE PENA
Não pode ser
diminuída aquém do
mínimo legal ou
elevado do máximo. 
SURSIS 
Medida criminal alternativa de
cumprimento de pena privativa
de liberdade. Não perde o
caráter de benefício.
Uma vez comprovada a presença de
todos os requisitos legais, o SURSIS
deverá ser concedido ao réu pelo juiz
em audiência admonitória.
SURSIS 
REQUISITOS 
OBJETIVOS - Condenação a P.P.L
não superior a 2 anos. 
Não ser cabível ou indicada a
substituição de P.P.L por P.R.D.
SUBJETIVOS - Não reincidente em
crime doloso. (CULPOSO SIM).
Circunstâncias judiciais do Art. 59 do
CP, favoráveis. 
ATENÇÃO 
NÃO IMPEDEM O SURSIS: 
Condenação anterior a pena de multa;
REINCIDÊNCIA em crime culposo;
Concessão anterior de perdão judicial;
P.P.P do Crime anterior. 
IMPEDEM O SURSIS:
P.P.E (Prescrição de
pretensão executória); 
Condenação anterior
irrecorrível; 
Aplicação da medida de
segurança. 
57Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Aplicado a maiores de 70
anos no dia da pena. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
SURSIS SURSIS 
CRIMES HEDIONDOS
Existem divergências:
CORRENTE 1 - É incabível o sursis. A
dimensão do benefício não se
compactua com a natureza do delito,
em relação ao art. 5º, XLIII, da CF
determinou-se um tratamento mais
severo. É a posição do STF (HC
101.919/MG). 
CORRENTE 2 - É
cabível o sursis,
pois não foi vetado
pela Lei 8.072/90.
Logo, o juiz não pode
criar restrições não
previstas em lei.
SURSIS ETÁRIO
 APLICADO A PENA
NÃO SUPERIOR A 4
ANOS. 
PERÍODO DE PROVA:
4 A 6 ANOS.
SURSIS HUMANITÁRIO 
Pessoa enferma, devidamente justificado.
Pena não superior a 4 anos;
Período de prova: 4 a 6 anos.
SURSIS ESPECIAL
Se as circunstâncias do art. 59 do CP
forem inteiramente favoráveis e houver a
reparação do dano, a P.P.L pode ser
substituída pelas condições cumulativas: 
Proibido frequentar
certos lugares; 
Proibido ausentar-
se da comarca sem
autorização judicial;
Apresentar-se a
comarca
mensalmente para
justificar atividades.
SURSIS SIMPLES
Se as circunstâncias do art.
59 do CP forem
desfavoráveis e não houver
a reparação do dano,
injustificadamente, a P.P.L
pode ser substituída no 1°
ano de prova por: 
Prestação de serviços a
comunidade; ou 
Limitação de fim de semana.
PERÍODO DE PROVA
2 a 4 anos - Regra (simples e especial); 
4 a 6 anos - Etário e humanitário; 
1 a 3 anos - Contravenções penais.
 
 - Pena justificada pelo juiz. 
58Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Com a revogação do sursis, o
condenado cumprirá integralmente a
pena privativa de liberdade que
estava suspensa, desconsiderando o
tempo em que permaneceu no
período de prova.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
LIVRAMENTO CONDICIONAL SURSIS 
CUMPRIMENTO DAS CONDIÇÕES
Expirado o prazo sem
que tenha havido
revogação, considera-
se extinta a pena
privativa de liberdade
(art. 82 do CP).
Art. 80 - A suspensão atinge
somente a P.P.L; Nunca as penas
de multa ou P.R.D
SURSIS - REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA 
Condenação em crime doloso, em
sentença irrecorrível;
Não pagar multa ou reparação do
dano sendo solvente, sem motivo.
Deixar de prestar serviço
comunitário. 
SURSIS - REVOGAÇÃO FACULTATIVA
(Pode ser prorrogado o período de prova
até o máximo em vez de ser revogado)
FACULTATIVA
 Descumprimento das condições,
sendo queé possível justificar; 
 Acusação irrecorrível de crime
culposo ou contravenção penal.
1.
2.
Concessão antecipada e provisória
de liberdade do condenado. 
REQUISITOS OBJETIVOS:
Condenado a P.P.L igual ou superior
a 2 anos; 
Cumprimento de mais de 1/3 da
pena; 
Cumprimento de mais de 1/2 da
pena se o condenado for
REINCIDENTE em crime doloso;
Reparação de dano, salvo
impossibilidade;
Condenado por crime hediondo ou
equiparado, se não for reincidente
específico em crimes dessa
natureza: deve cumprir mais de 2/3
(dois terços) da pena.
Não cometimento de falta grave nos
últimos doze meses;
1.
2.
3.
4.
5.
6.
REQUISITOS SUBJETIVOS 
A) Bom comportamento durante a
execução da pena; 
B) Bom desempenho no trabalho que lhe
foi atribuído;
C) Aptidão para promover a própria
subsistência mediante Trabalho honesto;
D) Para o condenado por crime doloso,
cometido com violência ou grave ameaça
à pessoa, 
é necessário a constatação de
condições pessoais que façam
presumir que o liberado não voltará
a delinquir. EXAME DE LESÃO DE
PERICULOSIDADE
59Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
LIVRAMENTO CONDICIONAL LIVRAMENTO CONDICIONAL 
ESPECIFICAÇÕES DAS
CONDIÇÕES OBRIGATÓRIAS:
Ocupação lícita; 
Comunicação a juízo sobre sua
ocupação periódica;
Não mudar de território sem
prévia autorização; 
CONDIÇÕES FACULTATIVAS:
Não mudar de residência sem
comunicação do Juiz;
Recolhe-se a habitação em horário
fixado; 
Não frequentar determinados
lugares. 
PARA OBTENÇÃO DO BENEFÍCIO 
Soma-se as penas
Ex.: Condenado a 6 MESES; 1 ANO; E 1
ANO = 2 anos e 6 meses
O livramento condicional é
independente da
progressão de regime. O
condenado não precisa
progredir para o semiaberto
para pedir o livramento.
Preenchidos os requisitos
legais, poderá obter o
benefício, mesmo estando
em regime fechado.
Observação: Com a promulgação do
Pacote anticrime - Lei 13.964/19, o
livramento passou a ser proibido
para condenados, primário ou
reincidente, em crime hediondo ou
equiparado com resultado morte.
SUSPENSÃO (CAUTELAR)
Se o beneficiário do livramento
condicional estiver sendo processado
pelo cometimento de outro crime, até
que haja a decisão final sobre este
crime, o juiz poderá suspender o
livramento condicional.
PRORROGAÇÃO 
Se durante a vigência
do livramento o
condenado pratica
NOVO CRIME, o juiz
NÃO poderá declarar
extinta a sua pena
enquanto não ocorrer o
julgamento do crime. 
PRORROGAÇÃO 
A prorrogação não é automática,
exigindo decisão judicial. É a corrente
que prevalece nos tribunais superiores
(Súmula 617, STJ).
REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA
A) Se o liberado vem a ser condenado a
pena privativa de liberdade, em sentença
irrecorrível, por crime cometido durante a
vigência do benefício.
CONSEQUÊNCIAS:
Não se computa como pena cumprida
o período de prova.
Não poderá ser concedido novo
livramento em relação à mesma pena.
É vedada a soma do restante da pena
aplicada à nova pena, para fins de
concessão de novo livramento.
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O período de prova é
computado como pena
cumprida.
Admite-se a concessão de
novo livramento condicional
em relação à mesma pena.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
LIVRAMENTO CONDICIONAL LIVRAMENTO CONDICIONAL 
Ex.: Réu condenado a 6 anos, cumpre 2
anos, sai em livramento condicional.
Neste tempo ele comete novo crime, é
condenado a mais 4 anos. Ele voltará
para cumprir 8 anos 
REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA
B) Se o liberado vem a ser condenado a
pena privativa de liberdade, em
sentença irrecorrível, por crime
anterior, observado o disposto no art.
84 deste Código.
CONSEQUÊNCIAS: 
REVOGAÇÃO FACULTATIVA 
1) Descumprimento de qualquer das
obrigações constantes da decisão
concessiva do livramento condicional.
Consequências: 
O tempo em que esteve solto o
executado não será computado como
cumprimento de pena; Vedada a
concessão de novo livramento em
relação à mesma pena.
2) Irrecorrivelmente condenado, por crime
ou contravenção, a pena que não seja
privativa de liberdade. Consequências:
REVOGAÇÃO FACULTATIVA 
 CONSEQUÊNCIAS:
Condenação por fato praticado
durante a vigência do
livramento condicional – O
tempo em que esteve solto não
será computado como
cumprimento de pena. É vedada
a concessão de novo livramento
em relação à mesma pena.
MEDIDA DE SEGURANÇA 
É uma espécie de sanção que se aplica
aos inimputáveis ou semi-imputáveis
que praticara algum delito. Pode ser um
crime ou contravenção penal. 
FUNDAMENTO 
CARÁTER Prevenção especial:
recuperação do agente.
Fundamenta-se na
periculosidade do
agente.
 Possuem caráter
preventivo e
curativo em relação
ao condenado. 
61Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
INIMPUTÁVEL:
inteiramente incapaz,
periculosidade presumida,
resultado: absolvição imprópria= 
aplicação de medida de segurança.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
MEDIDA DE SEGURANÇA 
é a capacidade
do sujeito de ser
socialmente
reprovável,
censurado. 
A culpabilidade
se reporta ao
passado do
agente. 
PERICULOSIDADE
é capacidade,
potencialmente
idônea do agente
em converte-se
em causas e
ações danosas.
Projeta o futuro
do agente:
CULPABILIDADE
A PERICULOSIDADE PODE SER: 
REAL 
É a capacidade que precisa ser
comprovada por meio de perícia, deve
ser analisada pelo juiz no caso dos
semi-inimputáveis;
PRESUMIDA 
É aplicada aos
inimputáveis -
inteiramente incapaz -,
neste caso há
presunção absoluta da
periculosidade em lei.
PRESSUPOSTOS PARA
APLICAÇÃO DA PENA 
Prática de fato tipificado como
crime (também se aplicam às
contravenções);
Periculosidade do agente:
MEDIDA DE SEGURANÇA 
 SEMI-IMPUTÁVEL:
não era inteiramente capaz,
periculosidade real,
resultado: condenação= pena
diminuída de 1/3 a 2/3 ou medida de
segurança.
Medida de Segurança
Detentiva: Consiste na
internação em hospital de
custódia e tratamento
psiquiátricos.
Medida de Segurança
Restritiva: Consiste no
tratamento ambulatórial, o
agente permanece livre,
mas submetido a
tratamento médico.
O critério para a escolha da espécie de
medida de segurança depende da
natureza da pena cominada à infração
penal, conforme o art. 97, caput, do CP.
internação
tratamento ambulatorial
RECLUSÃO
DETENÇÃO
internação
62Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Pode ocorrer durante o tratamento
ambulatorial, o agente demonstre
necessitar de cuidados curativos mais
específicos, possíveis apenas em
hospitais de tratamento psiquiátrico. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
MEDIDA DE SEGURANÇA 
SISTEMA EM RELAÇÃO AOS SEMI-
IMPUTÁVEIS
DUPLO BINÁRIO
Vigorou até 1984
 (Med.de Seg +
Pena) 
Passou a
vigorar após a
reforma de
1984 
(P.P.L reduzida
ou Med.Seg)
VACARIANTE
MEDIDA DE SEGURANÇA 
Recentemente, o STJ decidiu que, na
aplicação do art. 97 do CP, não deve ser
considerada a natureza da pena
privativa de liberdade aplicável, e sim a
periculosidade do agente. Assim, o juiz
pode optar pelo melhor tratamento ao
agente. EResp. 998128/MG. Rel. Min.
Ribeiro Dantas. j. 27/11/2019.
DURAÇÃO DA MEDIDA DE SEGURANÇA
PRAZO MÍNIMO:
O CP prevê apenas o
prazo mínimo de 1 a 3
anos; (Art.97, §1, CP).
PRAZO MÁXIMO:
O CP determina que o tratamento
ambulatorial durará por tempo
indeterminado, enquanto perdurar
a periculosidade.
Porém, os Tribunais superiores
possuem entendimento de que a
sanção penal não pode ter
caráter perpétuo.
Posição do STF: O prazo máximo da
medida de segurança é de 40 anos (art.
75 do CP, redação após a lei 13.964/19)
Posição do STJ: Súmula 527, o limite
máximo da medida de segurança é o
limite máximo da pena abstratamente
cominada ao delito praticado.
INTERNAÇÃO
DIREITO DO INTERNADO
Ter ambiente com características
para tratamento psiquiátrico. 
SUBSTITUIÇÃO DA
PENA POR MEDIDADE
SEGURANÇA 
Pode ocorrer que o
agente semi-imputável
esteja cumprindo pena
restritiva de liberdade,
mas necessite de
tratamento curativo. 
63Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com- 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
REABILITAÇÃO 
Destina-se à reinserção do indivíduo
a sociedade (art. 93, caput, CP).
REQUISITOS 
OBJETIVOS SUBJETIVOS
A pena deve ter
sido extinta há pelo
menos 2 anos. 
Reparação do dano. 
Condenado deve ter
domícilio no país.
Deve ter bom
comportamento
público e privado.
PRESSUPOSTO 
Deve haver sentença
condenatória
transitado em julgado.
PEDIDO
Deve ser feito pelo
condenado, através
do seu advogado. 
GARANTIAS
SIGILO dos registros
sobre seu processo
(Apenas o juiz pode ter
acesso).
SUSPENSÃO condicional dos
efeitos extrapenais secundários da
condenação: Perda de cargo, função
pública ou mandado eletivo (art. 93,
CP). 
AÇÃO PENAL
Art.100, CP - A ação penal será pública,
salvo quando a lei expressamente
declara privativa ao ofendido. 
A ação pública é promovida pelo
ministério público dependendo,
quando a lei exigir, de representação
do ofendido ou requisição do
Ministro da Justiça; 
A ação de iniciativa
privada é promovida
mediante queixa do
ofendido ou de quem
tenha qualidade para
representa-ló;
A ação de iniciativa
privada pode intentar-
se nos crimes de ação
pública se o MP não
oferecer dentro do
prazo legal a denúncia.
No caso de morte do ofendido ou de ter
sido declarado ausente por decisão
judicial, o direito de oferecer queixa ou
prosseguir na ação passa-se ao cônjuge,
ascendente, descendente ou irmão. 
INCONDICIONADA CONDICIONADA 
Quando o dispositivo
não trouxer nenhuma
menção de ação penal,
entende-se que ela seja
incondicionada. MP
proporá a ação.
Quando o dispositivo
disse que “Somente
se procede mediante
representação”. Quer
dizer que se trata de
ação pública
condicionada. 
64Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
PROPRIAMENTE DITA 
Proposta pelo ofendido ou
represente legal. Caso este faleça no
curso do processo, ou antes de iniciá-
lo, o direito de prosseguimento da
ação passará as pessoas descritas no
Art. 31, CPP. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
AÇÃO PENALAÇÃO PENAL
PRINCÍPIOS DA AÇÃO PENAL PÚBLICA 
Oficialidade; 
Indisponibilidade; 
Obrigatoriedade;
Divisibilidade
(corrente
dosTribunais
superiores); 
Intranscendência;
Oficiosidade.
PRINCÍPIOS DA AÇÃO PENAL PRIVADA 
OPORTUNIDADE/ CONVENIÊNCIA;
DISPONIBILIDADE;
INDIVISIBILIDADE;
INTRANSCENDÊNCIA.
ESPÉCIES:
PERSONALÍSSIMA 
ESPÉCIES:
Só o ofendido pessoalmente
poderá propor a ação
conforme o Art.236, P.U, CP.
SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA 
Quando da inércia do MP na ação pública
incondicionada, é facultativo ao
ofendido entrar com uma ação privada. A
vítima exerce o poder de ação na
condição de substituição processual. 
65Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465Indulto, Anistia e Graça ...................................................................................................................................................43
Extinção da Punibilidade .................................................................................................................................................43
Concurso de Pessoas ......................................................................................................................................................44
Concurso de Crimes .........................................................................................................................................................50
Decadência, Prescrição e Perempção .......................................................................................................................52
Prescrição da Pretensão Punitiva e Prescrição da Pretensão Executória ...................................................52
Sistemas Penitenciários ................................................................................................................................................53
Pena de Multa .....................................................................................................................................................................53
Penas Restritivas de Direito .........................................................................................................................................54
Penas Privativas de Liberdade .....................................................................................................................................55
Sursis ....................................................................................................................................................................................57
Livramento Condicional ..................................................................................................................................................59
Medida de Segurança ......................................................................................................................................................61
Reabilitação.........................................................................................................................................................................64
SUMÁRIO 
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PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
Condutas que não afetem bens
jurídicos de terceiros;
Autolesão, Cogitação.
Deve-se punir por aquilo que se
fez e que causou efetiva ou
potencial lesão.
LESIVIDADE OU OFENSIVIDADE
O DIREITO PENAL NÃO PODE PUNIR:
INTERVENÇÃO MÍNIMA 
O direito penal só é
aplicável para resolver
conflitos estabelecidos
em último caso. Antes de
chegar na esfera penal, o
legislador verifica outros
ramos do direito. 
ADEQUAÇÃO SOCIAL 
Quando a conduta não afronta o
sentimento social, não é crime, em
sentido material. "Aceitação social"'.
LEGALIDADE/ANTERIORIDADE - ART. 1°, CP.
Não há crime sem lei anterior que o
defina. A lei deve ser anterior a prática
da conduta. 
Em benefício do réu, atingindo
até mesmo a sentença
transitado em julgado.
Para prejudicar, nunca
retroagirá. 
PODE RETROAGIR, ART. 5°, XL, CRFB/88.
Somente a lei pode estabelecer: 
Condutas criminosas; 
Sanções penais. 
INSIGNIFICÂNCIA 
O direito penal não pode
preocupar-se com
bagatelas. Assim os
danos de pouca monta
devem ser considerados
como fatos atípicos -
NÃO HAVENDO CRIME. 
PROPORCIONALIDADE
A pena deve ser proporcional
a gravidade do fato 
SUBSIDIARIEDADE 
Aplica-se ao direito penal quando os
outros ramos do direito não puderem
tutelar de forma satisfatória.
A lei deve ser:TAXATIVIDADE
Clara 
Certa e 
Objetiva 
INTRANSCENDÊNCIA, ART. 5°,
XLV, CRFB/88.
Nenhuma pena
passará da pessoa do
condenado. Não
impede que os
sucessores reparem o
dano até o limite da
herança.
PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 
4Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Lei em sentido estrito
Em decorrência do princípio da
legalidade, aplica-se, em regra, a
lei penal vigente ao tempo da
realização do fato criminoso
(tempus regit actum).
Costumes 
Princípios
Atos
Administrativos
De acordo com a
doutrina clássica:
MEDIATAS
PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA, ART. 5°,
LVII, CRFB/88.
Ninguém pode ser considerado culpado
antes do trânsito em julgado. 
HUMANIDADE, ART. 5°,
XLVII, CRFB/88.
No Brasil é vedado a
condenação com penas
cruéis. A pena de morte
só é possível em caso
de guerra (Fuzilamento). 
FONTES DO DIREITO PENAL
FORMAIS 
IMEDIATAS
Órgão encarregado de produzir o
direito penal: 
União (Art.22, I, CRFB)
Excepcionalmente: Estados-membros
(Art. 22, Parágrafo Único, CRFB). 
LEI PENAL NO TEMPO
MATERIAL UNIÃO
LEI PENAL NO TEMPO
Leis temporárias e leis excepcionais
são espécies das denominadas leis
intermitentes, feitas para durar por
período de tempo determinado.
LEI - TEMPORÁRIA X
 EXCEPCIONAL, ART. 3, CP
Elas são editadas para regular
situações transitórias, portanto,
vigoram por período
predeterminado, elas produzem o
fenômeno da auto-revogação, isso
porque já trazem no próprio texto
quando serão revogadas. 
LEI TEMPORÁRIA
Editada para vigorar
durante determinado
período. REVOGAÇÃO:
automática, ao
terminar o prazo de
sua vigência.
LEI EXCEPCIONAL 
Produzida para vigorar durante
determinada situação.
REVOGAÇÃO: Ao cessar a
situação determinada. 
EXCEÇÃO
RETROATIVIDADE ULTRATIVIDADE 
A lei nova mais
benéfica para o
réu retroage aos
fatos praticados
antes de sua
vigência em vigor.
Lei mais benéfica
resignada
continua reger
fatos praticados
durante sua
vigência 
5Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
AUTORREVOGABILIDADE
Consideram-se revogadas
assim que encerra o prazo
fixado ou cessada a
situação de anormalidade. 
Ex.: art. 240 – Adultério.
 Houve supressão tanto material,
quanto formal da conduta do campo de
incidência do direito penal, deixando de
ser crime.
ABOLITIO CRIMES: A lei nova passa a
considerar a conduta como não
criminosa (Discriminação da conduta). 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
LEI - TEMPORÁRIA X
 EXCEPCIONAL, ART. 3, CP
CARACTERÍSTICAS DELAS:
ULTRATIVIDADE - Aquele que cometeu o
crime durante a sua vigência responderá
pelo fato, mesmo após sua revogação. 
As leis temporárias e excepcionais
NÃO se sujeitam aos efeitos da
abolitio criminis, salvo se lei
posterior for expressa nesse
sentido.
LEI INTERMEDIÁRIA
Fulano praticou um delito durante a
vigência da Lei 1, que cominou para tal
conduta a pena de 6 anos de reclusão.
Durante o processo, entra em vigor a Lei
2, modificando a respectiva pena para 3
anos. Por fim, quando da sentença, já está
em vigor a Lei 3, que pune a mesma
conduta com 4 anos de reclusão
Assim, podemos facilmente verificar
que a lei mais benéfica a ele é a 2ª,
certo? Porém, ela não estava em vigor
nem na data do fato, nem na data da
sentença, sendo uma lei intermediária.
E aí, será que ela pode ser aplicada?
LEI INTERMEDIÁRIA
Tanto a doutrina, como o STF entendem
que SIM, é possível aplicar a lei
intermediária, desde que seja a mais
benéfica entre as 3 na sua
integralidade.
EXEMPLO:
Na abolitio criminis
há supressão da
figura criminosa,
pois a intenção do
legislador é não mais
considerar o fato
criminoso
PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE
NORMATIVO-TÍPICA
No princípio da continuidade normativo-
típica há a migração do conteúdo criminoso
para outro tipo penal incriminador,
 pois a intenção é
manter a natureza
criminosa do fato. O
STF também já
utilizou o termo
transmudação
geográfica do tipo
penal.
6Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
As leis temporárias e excepcionais
NÃO se sujeitam aos efeitos da
abolitio criminis, salvo se lei posterior
for expressa nesse sentido.
TEMPO DO CRIME,ART. 4, CP
Alguns meses depois, o projétil se
movimenta e B vem a morrer em
consequência disso. Ainda que tenha
passado vários meses, a causa da
morte foi o disparo efetuado por A,
havendo nexo de causalidade. 
Art. 4 - Considera-se praticado o
crime no momento da ação ou
omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado. 
Teorias acerca do momento do crime:
A) Atividade - Considera-se praticado o
crime no momento da prática da conduta
(ação ou omissão), não importando o
resultado. Adotada pelo CP, art. 4º.
b) Resultado - Considera-se o crime
praticado no momento da produção do
resultado.
c) Mista ou ubiquidade - Momento do
crime é tanto o da prática da conduta
quanto o da produção do resultado.
EXEMPLO:
A atirou em B para matá-lo e a bala se
alojou na cabeça da vítima. Os médicos
não conseguiram removê-la. NOVATIO LEGIS
INCRIMINADORA:
Lei nova atribui a
conduta um fato
criminoso não
previsto
anteriormente. 
NOVATIO LEGIS IN PEJOS: Lei nova
mais severa que a anterior. (Não
retroage)
NOVATIO LEGIS IN MELLIUS: Lei nova
mais favorável que a anterior (retroage). 
TEMPO DO CRIME, ART. 4, CP
Assim, A deverá responder por
homicídio consumado, devendo-se
considerar esse crime praticado no
momento da conduta (da ação),
ainda que outro tenha sido o
momento do resultado.
LUGAR DO CRIME, ART. 6, CP
Art. 6 - Considera-se
praticado o crime no lugar em
que ocorreu a ação ou
omissão, no todo ou em parte,
bem como onde se produziu
ou deveria produzir-se o
resultado.
TEORIAS:
Teoria da Ubiquidade: Tanto o lugar
onde se pratica a conduta quanto o lugar
do resultado são considerados crime.
Adotada pelo CPB, art. 6º.
Teoria do Resultado: O lugar do crime é
onde ocorre a consumação;
Teoria da Atividade: O lugar do crime é o
lugar onde a conduta é praticada.
CONFLITO DE LEIS NO TEMPO
7Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
LUGAR DO CRIME, ART. 6, CP CONFLITO APARENTE DE NORMAS
Ocorre o conflito aparente de normas
quando duas ou mais normas parecem
regular o mesmo fato. 
Diz-se aparente porque não há,
propriamente, conflito, eis que
existem princípios que, aplicados
ao caso, irão indicar a norma a ser
realmente aplicável. 
ELEMENTOS
D) aplicação exclusiva de somente
uma norma á espécie por força de
princípios. 
A) existência de uma infração;
B) pluralidade de normas;
C) aparente aplicação de todas as
normas;
Cuidado para não
confundir o lugar do
delito para o Código Penal
(teoria da ubiquidade)
com locus comissi deliciti
para o Código de
Processo Penal (teoria do
resultado).
Tema de direito penal (art. 6º, CP);
Adota a Teoria da Ubiquidade
Lugar do delito: serve para os crimes
à distância (crimes que perpassam
mais de um país).
Locus comissi delicti:
lugar onde se consuma
o crime.
Se NÃO estão vigentes, aí sim o assunto
é o conflito de leis penais no tempo.
Aqui NÃO se trata de sucessão de leis
penais no tempo, mas de duas leis penais
que estão em vigor simultaneamente. 
Tempo do crime =
Atividade
Mnemônico LUTA
Lugar do crime =
Ubiquidade
PRINCÍPIOS 
Princípio da especialidade: A norma
especial afasta a aplicação da norma geral
(a norma especial é aquela que possui
todos os elementos da geral e mais alguns
denominados especializantes, daí
prevalece sobre a geral). Sua aplicação se
dá de maneira abstrata.
Tema de direito
processual penal (art.
70, CPP). Adota a Teoria
do Resultado. 
8Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Art. 213 e 146 do CP (o crime de
constrangimento ilegal é subsidiário do
crime de estupro). 
Exemplo: Em um homicídio cometido
com pauladas, não se pune o infrator
por lesão corporal, pois este crime é
absorvido pelo homicídio; 
Fato anterior impunível (ante factum
impunível): São fatos anteriores que
estão na linha de desdobramento da
ofensa mais grave. A diferença é que no
crime progressivo o crime anterior era
obrigatório; aqui o crime anterior (meio)
foi o escolhido dentre os possíveis.
EXEMPLO: 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONFLITO APARENTE DE NORMAS
Se A atira em B para subtrair bens, o
enquadramento típico deve ser feito no
art. 157, § 3º, do CP (latrocínio), e não no
art. 121, § 2º, V, do CP (homicídio
qualificado pela conexão teleológica - "para
assegurar a execução de outro crime"). 
EXPLICAÇÃO 
Isso porque a primeira
norma prevê,
expressamente, a ação
de "matar para
subtrair". Em relação á
segunda, que será
aplicada quando alguém
matar para assegurar a
execução de qualquer
outro crime. 
Princípio da subsidiariedade - A
norma mais ampla (primária)
absorve a menos ampla
(secundária); a norma é principal
quando descreve um grau maior de
lesão ao bem jurídico, restando a
aplicação da subsidiariedade
somente quando a principal não
incidir ("soldado de reserva"). 
EXEMPLO:
CONFLITO APARENTE DE NORMAS
Princípio da consunção - O fato mais
grave absorve outros menos graves,
quando estes funcionam como meio
necessário, ou fase normal de preparação
ou execução, ou mero exaurimento de
outro crime. Importante saber visualizar
a relação entre meio e fim. 
Crime progressivo:
Quando o agente,
para alcançar um
resultado ou crime
mais grave, precisa
passar por um crime
menos grave.
Progressão criminosa - Há alteração do
dolo. O agente pretende inicialmente
produzir um resultado e, depois de
alcançá-lo opta por prosseguir na prática
ilícita e reinicia outra conduta, produzindo
um evento mais grave .
9Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
O art. 5º do Código Penal estabelece o
princípio da territorialidade da
seguinte maneira: "Aplica-se a lei
brasileira, sem prejuízo de
convenções, tratados e regras de
direito internacional, ao crime
cometido no território nacional". 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONFLITO APARENTE DE NORMAS CONFLITO APARENTE DE NORMAS
Fato simultâneo
impunível: Também
chamado de
concomitante
impunível, é aquele
praticado no mesmo
momento em que é
praticado o fato
principal.
EXEMPLO: 
estupro em via pública (o ato obsceno é
um meio para prática do estupro).
O fato posterior impunível retrata o
exaurimento do crime principal praticado
pelo agente, por ele não podendo ser
punido. Aqui se absorve o crime
praticado, após exaurido o crime querido.
Fato posterior impunível 
(post factum impunível): 
EXEMPLO
Falsificação de
documento e uso de
documento falso – quando
praticados pelo mesmo
agente, ele só responde
pela falsificação
(1) O crime consumado (delito perfeito)
absorve o crime tentado (delito
imperfeito). 
Hipóteses casuísticas de incidência
do princípio da consunção ou
absorção:
(2) O crime de dano
absorve o crime de
perigo. 
(3) Legítima defesa e
uso de arma de fogo
(Info 775 STF).
PRINCÍPIO DA ALTERNATIVIDADE
Imprópria: Quando duas ou mais normas
penais disciplinam o mesmo fato.
Própria: Tem aplicação nos crimes
plurinucleares, ou seja, crimes de ação
múltipla ou conteúdo variado. Nesse
caso, o crime permanece único, não
desnatura a unidade do crime.
LEI PENAL NO ESPAÇO
No ordenamento jurídico brasileiro,
portanto, aplica-se a lei penal brasileira
aos crimes cometidos no território
brasileiro, regra da
TERRITORIALIDADE MITIGADA
(RELATIVIZADA / TEMPERADA).
10Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
LEI PENAL NO ESPAÇO
Território, juridicamente falando,
trata-se do espaço em que o Brasil
exerce a sua soberania:
Nele estão
compreendidos os
espaços terrestres,
marítimo (mar
territorial brasileiro)
e aéreo
correspondente. 
TERRITORIALIDADE POR EXTENSÃO
Princípio adotado pelo o Art. 5, § 1º, CP: 
“Para os efeitos penais, consideram-
se como extensão do território nacional
as embarcações e aeronaves
brasileiras, de natureza pública ou a
serviço do governo brasileiro onde quer
que se encontrem, bem como as
aeronaves e as embarcações
brasileiras, mercantes ou de
propriedade privada, que se achem
respectivamente, no espaço aéreo
correspondente ou em alto-mar”.Dessa forma, além do princípio
da territorialidade estampado
no caput, Art. 5, que determina
a aplicabilidade da lei brasileira
aos crimes ocorridos no
território nacional.
Há situações em que o legislador, por
extensão, considera que os crimes foram
cometidos em território nacional,
aplicando-se a lei penal brasileira.
LEI PENAL NO ESPAÇO
EXEMPLO
Crime ocorrido no interior de um avião
público ou privado (a serviço do
governo), estando a aeronave pousada
em território estrangeiro. 
APLICA-SE A LEI PENAL BRASILEIRA,
NOS TERMOS DO ART. 5º, §1º, DO
CÓDIGO PENAL; 
Se a aeronave fosse privada, o crime
seria cometido em território
estrangeiro, e a única possibilidade de
se aplicar a lei brasileira seria pelo
princípio da extraterritorialidade. 
EMBARCAÇÕES E
AERONAVES
SERÁ APLICADA A
LEI BRASILEIRA
Públicas ou a
serviço do governo
estrangeiro
Que se encontre em
território nacional ou
estrangeiro
Mercantes ou
particulares
brasileiras
Estrangeiras.
Se estiverem em
alto-mar ou no
espaço aéreo
correspondente
Apenas quando
privadas em
território nacional
OBS.1: Princípio da reciprocidade: 
As embarcações e aeronaves
estrangeiras, de natureza pública ou
a serviço do governo estrangeiro,
são consideradas extensão do
território estrangeiro, mesmo se
estiverem em território brasileiro.
11Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
LEI PENAL NO ESPAÇO EXTRATERRITORIALIDADE 
OBS.2: Embaixada é território nacional.
NÃO é extensão do território que
representa. No entanto, é inviolável.
Excepcionalmente, é
possível que alguém,
ainda que tenha
praticado crime no
território brasileiro,
não responda pela lei
brasileira, é o caso
das imunidades
diplomáticas.
 ESSE FENÔMENO, CHAMA-SE DE
INTRATERRITORIALIDADE. 
EXEMPLO:
Se um diplomata estrangeiro praticar
crime de furto em nosso país, ele
responderá pela lei do seu país, por
força da imunidade penal absoluta. Ele
estará totalmente livre da lei penal
brasileira (e também da lei processual). 
CRIME FORA DO TERRITÓRIO
BRASILEIRO
Todavia, o contrário poderá ocorrer,
ou seja, alguém, cometendo crime
fora do território nacional, poderá
responder pela lei brasileira. A esse
fenômeno damos o nome de
extraterritorialidade. 
 ART. 7°, CP
Para a lei brasileira ser aplicável ao
crime praticado no estrangeiro, há
necessidade de atendimento de vários
requisitos (art. 7º, inc. I e II, §§ 1º, 2º e
3º, do Código Penal). 
PRINCÍPIOS
PRINCÍPIO DA NACIONALIDADE OU
PERSONALIDADE ATIVA:
Aplica-se a lei penal da nacionalidade do
agente, não importando o local do crime,
a nacionalidade da vítima ou dos bens
jurídicos lesados, ou seja, a lei brasileira
é aplicada em razão da nacionalidade do
sujeito ativo - art. 7º, II, b, CP.
PRINCÍPIO DA
NACIONALIDADE /
PERSONALIDADE PASSIVA:
Aplica-se a lei penal da
nacionalidade do sujeito
passivo. Ou seja, a lei
brasileira é aplicada ao
crime praticado por
estrangeiro contra
brasileiro - art. 7º, § 3º, CP.
PRINCÍPIO DA DEFESA REAL / DA
PROTEÇÃO / REAL
Aplica-se a lei da nacionalidade do
bem jurídico violado, não importando
o local ou nacionalidade do agente, ou
seja, a lei brasileira é aplicada ao crime
cometido fora do Brasil, que afete
interesse nacional - art. 7º, I, a, b, c, CP.
12Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
c) contra a
administração
pública, por quem
está a seu serviço =
princípio da defesa 
real.
d) de genocídio
(princípio
cosmopolita), quando
o agente for brasileiro
(princípio da
personalidade ativa)
ou domiciliado no
Brasil;
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
EXTRATERRITORIALIDADE EXTRATERRITORIALIDADE 
PRINCÍPIO DA JUSTIÇA UNIVERSAL /
UNIVERSALIDADE / JUSTIÇA COSMOPOLITA:
O agente fica sujeito à lei do país em
que for capturado, não importa o local
do crime, nem a nacionalidade do
agente ou da vítima. É pautado no
direito de todos os países em punir
qualquer crime - art. 7º, I, d e II, a, CP.
OBS.: em relação ao inciso I, d,
existem autores que dizem que se
trata do princípio do domicílio, mas a
doutrina majoritária entende como
justiça universal.
PRINCÍPIO DA REPRESENTAÇÃO / DA
BANDEIRA / SUBSIDIÁRIO:
A lei brasileira será
aplicada aos crimes
cometidos no
estrangeiro em
aeronaves e
embarcações
privadas brasileiras,
desde que não sejam
julgados no local do
crime - art. 7º, II, c, CP
EXTRATERRITORIALIDADE
INCONDICIONADA 
O inc. I do art. 7º lista as hipóteses de
extraterritorialidade incondicionada,
ou seja, situações em que a lei penal
brasileira será aplicado ao caso
independentemente de ter o autor
do fato sido absolvido ou
condenado no estrangeiro. 
I - OS CRIMES:
a) contra a vida ou a liberdade do
Presidente da República = princípio
da defesa real.
b) contra o patrimônio ou a fé
pública da União, do Distrito Federal,
de Estado, de Território, de Município,
de empresa pública, sociedade de
economia mista, autarquia ou
fundação instituída pelo Poder
Público = princípio da defesa real.
EXTRATERRITORIALIDADE
CONDICIONADA 
Admissível nos crimes previstos no art. 7°,
II, CP. É preciso respeitar as condições
cumulativas previstas no Código Penal.
II. CRIMES: 
A) Tratado ou
convenções, que o Brasil
se obrigou a reprimir =
princípio da justiça
universal;
13Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Em todas as situações, a aplicação da
lei penal brasileira depende do concurso
das condições previstas nos § 2º desse
mesmo artigo, as quais deverão
coexistir, cumulativamente: 
Em primeiro lugar, ele precisa
ingressar no país, caso contrário,
jamais será processado aqui.
Ingressando o agente no país, é
preciso verificar se o fato é
considerado crime no Brasil, porém, é
licito no país onde ocorreu, ele não pode
ser processado no Brasil.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
EXTRATERRITORIALIDADE EXTRATERRITORIALIDADE 
B) Praticado por brasileiros =
princípio da personalidade ativa; 
C) Praticados em AERONAVES ou
EMBARCAÇÕES brasileiras,
MERCANTES ou de propriedade
privada, quando em território
estrangeiro e aí não sejam julgados
= princípio da bandeira.
§ 2º - INCISO II 
A) Entrar o agente no
território nacional. 
B) Fato ser punível também
no território estrangeiro
(princípio da dupla
tipicidade).
C) Lei brasileira que
autoriza EXTRADIÇÃO. 
D) Não ter sido o agente
absolvido no estrangeiro
ou não ter cumprido pena. 
E) Não ter sido o agente
perdoado no estrangeiro,
ou por outro motivo, não
estar extinta a punibilidade. 
EXEMPLO: 
Brasileiro pratica homicídio nos EUA
(esse crime se enquadra como
hipótese de extraterritorialidade
condicionada - inc II, alínea b, do art.
7º), para que esse brasileiro seja
processado aqui se faz necessário
os seguintes: 
O agente não pode
ter sido absolvido,
nem tampouco já ter
cumprido a pena no
estrangeiro. 
OBSERVAÇÃO: 
Conforme o art. 2º do Decreto-Lei n.
3.688/41 (Lei das Contravenções Penais),
não se aplica o princípio da
extraterritorialidade ás contravenções
penais cometidos no estrangeiro: "a lei
brasileira só é aplicável á contravenção
penal praticado no território nacional". 
EXTRATERRITORIALIDADE
HIPERCONDICIONADA
Conforme previsão no art. 7°, §3°, CP,
a lei brasileira aplica-se também ao
crime cometido por estrangeiro
contra brasileiro fora do Brasil -
princípio da personalidade passiva -,
se, além de reunidas as condições
listadas anteriormente:
Não tiver sido pedida ou
foi negada a extradição;
Ter havido requisição do
Ministro da Justiça.
14Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Art. 9 - A sentença estrangeira, quando a
aplicação da lei brasileira produz na
espécie as mesmas consequências,
pode ser homologada no Brasil para: 
Reincidência; 
Detração.
Efeitos
incondicionados
(independem de
homologação):
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
PENA CUMPRIDA NO ESTRANGEIRO
 ART. 8, CP.
A pena cumprida no estrangeiro
atenua a pena imposta no Brasil
pelo mesmo crime:
Quando diversas, ou
nela é composta e
computada, quando
idênticas. Quando
maissevera, nada
restará a cumprir.
A pena imposta no estrangeiro
atenua a que deve ser cumprida no
Brasil, a critério do juiz. Uma vez que,
a lei não prevê critérios para
atenuação prevista neste artigo. 
ART. 9°, CP. 
EFICÁCIA DA SENTENÇA ESTRANGEIRA
 reparação do dano, 
a restituição e 
a outros efeitos civis.
I - OBRIGAR o condenado a:
Depende de requerimento da parte
interessada.
II - SUJEITAR o condenado à
medida de segurança. 
Depende da existência de tratado de
extradição entre o Brasil e o país de
origem OU de requisição do MJ.
HOMOLOGAÇÃO DA EFICÁCIA
ESTRANGEIRA
Em regra, a sentença estrangeira NÃO
precisa ser homologada no Brasil
para gerar efeitos, bastando prova
legal da existência de condenação
No entanto, a sentença estrangeira
necessita ser homologada no Brasil
pelo STJ (art. 105, I, “i”, da CF/88)
para gerar:
A) Efeitos civis, a
exemplo da reparação
de danos, dependendo,
ainda, de pedido da
parte interessada;
B) Sujeição à medida
de segurança:
Se existir tratado de extradição:
mediante requisição do PGR;
Se inexistir tratado de extradição:
mediante requisição do Ministro de
Justiça
EFICÁCIA DA SENTENÇA ESTRANGEIRA
15Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONTAGEM DE PRAZOS 
CONTE-OS
 Dias 
 Meses e os 
 Anos 
ART. 10, CP
No direito penal, o dia do começo inclui-se
no cômputo do prazo. 
NOS PRAZOS
COMUNS Inclui-se o último 
PRAZOS
PROCESSUAIS 
Não se inclui o dia
do começo (Art.
798, § 1, CPP).
EXEMPLO 1:
A foi preso hoje, às 23 h50, faltando
dez minutos para meia-noite. Quanto
tempo ficou preso: dez minutos.
Contam-se esses dez minutos como o
primeiro dia de prisão ou começa a
contar do dia seguinte? Nesse caso,
tratando-se de prazo de natureza penal,
deve-se contar um dia de prisão,
incluindo-se por inteiro o dia do começo. 
EXEMPLO 2:
A tinha um ano de pena
para cumprir e foi preso
dia 05/02/2020, às
23h50. Quando terá
cumprido a pena? . 
Em 04/02/2021, após um ano; ele
deve ser solto, portanto, até a
meia-noite desse dia (inclui-se o dia
do começo por inteiro, excluindo-se
o dia do fim).
CONTAGEM DE PRAZOS 
Nos casos de pena de multa, deverá
ser desprezadas as frações de real,
ou centavos.
FRAÇÕES NÃO COMPUTÁVEIS
Com relação às penas
privativas de liberdade e
as restritivas de Dir. (Art.
11) - Deverá o juiz
desprezar as frações
dias. 
CRIME X CONTRAVENÇÃO 
CONTRAVENÇÃO
Tutelam bens
jurídicos menos
relevantes para a
sociedade.
PENA:
Prisão simples 
Multa 
ou ambas. 
CRIME 
PENA
Toda infração que a lei comina pena de
reclusão ou detenção.
Reclusão 
Detenção
É a infração penal a que a lei comina
pena de reclusão ou detenção,
isolada ou cumulativamente com a
pena de multa. 
16Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIME X CONTRAVENÇÃO 
Quanto à gravidade das infrações
penais, elas se classificam em dois
critérios:
Divisão tricotômica ou tripartida e
divisão dicotômica ou bipartida 
adotada na Itália, Espanha, Portugal . 
A divisão dicotômica
considera os crimes ou
delitos e
contravenções. 
Na legislação penal
brasileira, os crimes são
descritos no CP e as
contravenções na LCP
(Lei das
contravenções penais)
e Leis Especiais. 
Não há diferença ontológica entre
crime e contravenção. A distinção é
puramente formal, presente no art.
1º no Decreto-Lei 3.914/41
Dentre as peculiaridades das
contravenções, destaca-se o
fato da mesma não admitir
tentativa, na forma expressa do
art. 4º da Lei das contravenções
(Decretos- Lei 3.688/41)
CRIME X CONTRAVENÇÃO 
DIFERENÇA ENTRE CRIME E
CONTRAVENÇÃO PENAL 
a) Crime ou delito são infrações penais
que lesam a segurança do indivíduo ou
sociedade, constituindo condutas
moralmente reprováveis. 
d) Para configuração do crime exige-se
dolo ou culpa "stricto sensu". Na
contravenção só se exige
voluntariedade. 
b) O crime ofende direitos natos.
Contravenções lesam direitos de
criação política. 
c) O crime lesa condições essenciais e
permanentes da vida social. As
contravenções ofendem condições
sociais secundárias e transitórias.
e) No crime, a culpabilidade deve ser
provada. Na contravenção a
culpabilidade é presumida. 
f) O crime lesa ou põe em perigo os
bens jurídicos em si. A contravenção
ofende as condições ambientais
desses ambientais.
17Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Diplomatas;
Membros administrativos e
técnicos da missão.
Bem como aos seus
respectivos familiares 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
IMUNIDADES
IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS - TOTAL 
Que não sejam nacionais do
estado-membro e neles não
tenham residência permanente. 
EM RELAÇÃO AOS ATOS PRATICADOS
NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO DE: 
Cônsules 
Membros do
pessoal de serviço
da missão. 
IMUNIDADES PARLAMENTARES -
MATERIAL 
Deputados e senadores - Não
praticam crimes quando, na prática
do exercício da função (Art.53, CF).
vereadores - A conduta deve ter
sido praticado na circunscrição do
município (Art. 29, VII, CF).
IMUNIDADES
IMUNIDADES PARLAMENTARES -
FORMAL 
Prisão (art.53, §2, CF),
Relacionado a questões processuais
Inicia com a
DIPLOMAÇÃO e se
encerra com o FIM
DO MANDATO. 
Se o STF receber a denúncia 
PROCESSO (ART. 53, §3, CF)
1 Denunciado
Dará ciência a respectiva casa3
Pode sustar o andamento do
processo até o término do processo 4
2
CRIMES
INAFIANÇÁVEIS 
Racismo; 
Injúria Racial;
Ação de grupos armados;
Tortura; 
Terrorismo; 
Tráfico de drogas;
Crimes hediondos.
18Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Para os que adotam
a primeira teoria, se
alguém que realiza a
conduta típica e
antijurídica não tiver
culpabilidade, não
realizou crime. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIMES
IMPRESCRITÍVEIS
Racismo; 
Ação de grupos armados contra a
Ordem constitucional e o Estado
Democrático;
Injúria racial.
INSUSCETÍVEL DE GRAÇA OU ANISTIA
Tortura; 
Terrorismo; 
Tráfico de drogas; 
Crimes hediondos.
CONCEITOS DO CRIME 
Há três conceitos de crime: 
Conceito material;
Conceito formal; 
Conceito analítico
é a lesão ou exposição a perigo de
bens jurídicos fundamentais para a
vida em sociedade. 
CONCEITO FORMAL 
é a conduta abstrata descrita no tipo 
CONCEITO ANALÍTICO
(OU ESTRATIFICADO)
Enquanto alguns afirmam
que crime é fato típico,
antijurídico e culpável
(teoria tripartida).
CRIMES
Outros entendem que crime é fato
típico e antijurídico, enquanto a
culpabilidade figura como
pressuposto para a aplicação da
pena (teoria bipartida). 
CONCEITO ANALÍTICO (OU
ESTRATIFICADO)
Já para os adeptos da segunda teoria, se o
agente não foi culpável, ele não merece
pena, embora tenha praticado crime. 
FATO TIPÍCO
O fato típico do crime se divide em: 
Conduta 
Resultado 
Nexo de Causalidade 
Tipicidade 
CONDUTA HUMANA 
A conduta humana se divide em 
várias teorias, abordaremos as
três principais:
Teoria Causal-Naturalística;
Teoria Neokantista; 
Teoria Finalista.
19Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
FATO TIPÍCO FATO TIPÍCO
A conduta é a soma do caráter
objetivo (ação ou omissão) , mais o
subjetivo (vontade), ou seja, é a ação
ou omissão voluntária feita para
atingir uma finalidade. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
TEORIA CAUSAL- NATURALÍSTICA
Franz Von Liszt, Belling e Radbruch
A conduta é o movimento humana
voluntário que produz alteração no
mundo exterior; 
É considerado um
MODELO
AVALORADO, ou
seja, a finalidade do
tipo penal é apenas
descrever uma
conduta criminosa
de forma mais
objetiva possível,
ignorando outros
elementos como a
ilicitude e
culpabilidade.
Nesse sistema clássico o dolo é
normativo (vontade + consciência
+ consciência atual da ilicitude). 
Essa teoria não é aplicada
TEORIA NEOKANTISTA/
NEOCLÁSSICA
Reinhart Frank e Edmund Mezger
Conduta: “Comportamento humano
voluntário causador de modificação
no mundo exterior”.
Dolo e culpa: Permanecem na
culpabilidade, mas deixam de ser
ESPÉCIES e se tornam ELEMENTOS
DACULPABILIDADE.
O dolo continua sendo normativo, pois
traz em seu interior a consciência atual/real
da ilicitude Essa teoria não é aplicada
TEORIA FINALISTA 
Teoria adotado no Códio Penal; 
Hans Wetzel – 1930
O dolo e culpa
migram da
culpabilidade para o
fato típico,
pertencente à
conduta, tendo como
seus componentes a
consciência e a
vontade do resultado. 
A pontencial consciência da ilicitude,
que é um dos elementos normativos da
culpabilidade, não integra o dolo. 
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA
Caso fortuito (ação
humana) e força maior
(natureza): são
acontecimentos
imprevisíveis e
inevitáveis, que escapam
ao controle da vontade e,
sem vontade, não há
conduta.
20Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
FATO TIPÍCO FATO TIPÍCO
COAÇÃO FÍSICA IRRESISTÍVEL
(VIS ABSOLUTA)
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA
MOVIMENTOS REFLEXOS:
São reações
fisiológicas, que
decorrem da
provocação dos
sentidos.
Reações corporais automáticas, as quais
independem da vontade do ser
humano. 
O agente é fisicamente
controlado pelo coator, de
modo que não há vontade.
Exclui o dolo e, por
conseguinte, a tipicidade.
Sonambulismo e hipnose:
Os atos são praticados em
estado de inconsciência, de
modo que se não há
consciência, não há dolo e,
consequentemente, não há
conduta.
Embriaguez letárgica
Santiago Mir Puir e
Grande parte da
doutrina - hipótese de
ausência da conduta
RESULTADO NATURALÍSTICO
Presente apenas nos crimes
materiais consumados.
É a modificação no mundo exterior
praticado pela conduta humana. 
Nos crimes formais, a ocorrência do
resultado naturalístico é possível, mas é
dispensável para a sua consumação. 
● Já os crime de mera conduta,
jamais terão resultado naturalístico
NEXO DE CAUSALIDADE
Art. 13, CP - O resultado, de que
depende a existência do crime,
somente é imputável a quem lhe deu
casa. 
Considera-se causa a ação ou
omissão sem a qual o resultado
naturalístico não teria ocorrido
Aplicado somente nos crimes materiais.
TEORIAS SOBRE O NEXO DE
CAUSALIDADE:
Equivalência dos antecedentes; 
Causalidade Adequada;
Imputação Objetiva.
21Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
FATO TIPÍCO FATO TIPÍCO
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
NEXO DE CAUSALIDADE
TEORIA EQUIVALÊNCIA DOS
ANTECEDENTES:
Adotada no direito penal (art. 13 do CP),
não faz distinção entre a causa e
condição, assim se várias concorrem
para o mesmo resultado, a todas atribui-
se o mesmo valor, pois que se equivalem
(conditio sine qua non).
 Para identificar se algo foi causa,
utiliza-se o método de eliminação
hipotética de Thyrém: Deve-se
eliminar hipoteticamente a conduta
e analisar se o resultado desaparece
ou subsiste. Caso o resultado
desapareça com a eliminação da
conduta, esta será considerada
como causa.
CAUSALIDADE ADEQUADA;
A teoria da causalidade
adequada foi desenvolvida
para analisar qual ação ou
omissão exata e
efetivamente foi a
causadora de um dano,
de modo a definir e
distribuir as
responsabilidades pela
reparação e indenização.
É adotada como exceção no §1º
do art. 13, para concausa
relativamente independente que
por si só produziu o resultado
Aqui, utiliza-se para a análise um juízo de
probabilidade/estatístico, avaliando
aquilo que normalmente acontece como
desdobramento natural de uma conduta,
e excluindo os fatos improváveis
IMPUTAÇÃO OBJETIVA.
Estabelece que a
imputação apenas
aconteceria quando o
agente tivesse dado
causa ao fato,
existindo de forma
concomitannte uma
causalidade
normativa com a
origem de um risco
não aceito para o bem
jurídico tutelado.
IMPUTAÇÃO OBJETIVA DE ROXIN
A imputação objetiva de ROXIN é a
imputação do RESULTADO . 
O ponto central da imputação
objetiva de Roxin é a ideia do risco -
TEORIA DO RISCO: o risco é
inerente à sociedade.
ROXIN TRAZ OS SEGUINTES ELEMENTOS
PARA ANALISAR O NEXO NORMATIVO:
1) CRIAÇÃO OU INCREMENTO DE UM
RISCO PROIBIDO OU NÃO PERMITIDO:
Atividades de risco desenvolvidas
cotidianamente, ainda ocasionem
resultados lesivos ao bem jurídico, não
haverá responsabilização penal, pois
são riscos toleráveis pela sociedade.
22Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
FATO TIPÍCO FATO TIPÍCO
A ideia central é a
ideia de PAPÉIS
SOCIAIS/EXPECTA
TIVAS – Em uma
sociedade
complexa, cada
pessoa tem seu
papel na sociedade. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
2) REALIZAÇÃO DO RISCO NO
RESULTADO:
Embora tenha criado ou aumentado um
risco não permitido, se esse risco não
se realizar no resultado, não haverá
imputação pelo crime.
EXEMPLO:
Se A atropelar
alguém em razão do
excesso de
velocidade, haverá
imputação do
resultado morte. 
No entanto, se constatar que mesmo
trafegando na velocidade permitida o
atropelamento teria ocorrido, significa
que o risco incrementado (excesso de
velocidade) não eliminou o resultado
morte advindo do atropelamento, pois o
acidente ocorreria da mesma maneira
3) RESULTADO DENTRO DA LINHA DE
DESDOBRAMENTO CAUSAL NORMAL DA
CONDUTA
Somente haverá responsabilização penal
se A CONDUTA DO INDIVÍDUO
AFRONTAR A FINALIDADE PROTETIVA
DA NORMA
Ex.: A atropela negligentemente
alguém e lhe causa a morte. A mãe da
vítima, ao receber a notícia do
acidente, começa a chorar e sofrer um
ataque nervoso, vindo a falecer. 
O resultado morte da mãe da vítima
não poderá ser imputado ao
atropelador A, pois as normas de
trânsito que A descumpriu buscam
regulamentar o tráfego e não a saúde
mental das pessoas.
IMPUTAÇÃO OBJETIVA DE JAKOBS.
A Imputação objetiva de Jakobs é DO
COMPORTAMENTO (E não do resultado).
O comportamento social do homem será
vinculado a um feixe de expectativas
que a sociedade deposita no indivíduo
como um instrumento redutor de
complexidade, e que Jakobs chama de
papéis (ou competências). 
Requisitos para a exclusão da imputação
(se presente algum deles, não há
imputação:
RISCO PERMITIDO;
Mesma ideia de ROXIN,
mas trabalhada com a
ideia de feixe de
expectativas.
23Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Dependentes:
 Não são capazes
de produzir, por si
só, o resultado.
Precisam da
conduta do
agente e, por isso,
não excluem a
relação de
causalidade;
Independentes:
Capazes de
produzir, por si só, o
resultado, ou seja,
não dependem da
conduta do agente. 
Podem ser
absolutas ou
relativas
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
PRINCÍPIO DA CONFIANÇA: se eu atuo
dentro do meu papel social, dentro do
feixe de expectativas que a sociedade
depositou para mim, não posso
responder pelo comportamento
criminoso se um outro indivíduo violar o
seu respectivo social.
RELAÇÃO DE CAUSALIDADE
PROIBIÇÃO DE
REGRESSO: Se
determinada pessoa
atuar de acordo com
limites de seu papel
social, sua conduta,
mesmo que
contribuindo para o
sucesso da infração
penal levada a efeito
pelo agente, não lhe
poderá ser imputada
CAPACIDADE DA VÍTIMA: hipóteses
residuais que atribuiriam à vítima a
violação do seu papel (ao se colocar
em uma situação de risco), não
podendo responsabilizar outro
indivíduo, que não a própria vítima.
CONCAUSAS
 CONSISTE NA PLURALIDADE DE
CAUSAS CONCORRENDO PARA O
MESMO EVENTO
CONCAUSAS
CONCAUSA ABSOLUTAMENTE
INDEPENDENTE
Ocorre quando há uma concausa capaz de
produzir por si só o resultado e que NÃO
se origina da conduta do agente. É
totalmente desvinculada, motivo pelo qual
ocorre a EXCLUSÃO DA IMPUTAÇÃO
DAQUELE RESULTADO (rompe o nexo
causal e responde por tentativa).
Absolutamente
independente
preexistente:
Anterior à conduta
concorrente do
agente. A alveja B com
disparo de arma de
fogo, mas B morre em
razão do veneno
ministrado a ele
anteriormente por C e
não em razão do tiro.
AQUI, A
RESPONDERIA POR
TENTATIVA DE
HOMICÍDIO E C POR
HOMICÍDIO
CONSUMADO
24Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
CONCAUSAS RELATIVAMENTE
INDEPENDENTES
A causa concorrente se origina direta
ou indiretamente da 
conduta do agente, ou seja, ambas, em
conjunto, levarão ao resultado final.
Ex: A, objetivando matarB, efetua
disparo de arma de fogo contra a
vítima, não vindo, contudo, a atingi-la.
B, em decorrência do susto causado
pelo disparo, sofre um infarto e falece. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCAUSASCONCAUSAS
Absolutamente independente
concomitante: ocorre ao mesmo
tempo que a conduta do agente.
Exemplo, A alveja B com disparo de
arma de fogo, mas B morre em razão
de traumatismo craniano por um
tijolo de um prédio que ao mesmo
tempo da conduta de A caiu e
atingiu a sua cabeça.
A TAMBÉM RESPONDERÁ POR
TENTATIVA DE HOMICÍDIO
Absolutamente
independente e
superveniente: A causa
efetiva é posterior à
conduta do agente. 
Ex: A coloca veneno na
comida de B. Antes que o
veneno cause a morte de
B, C entra na casa dele e o
mata com um tiro.
A RESPONDERÁ POR TENTATIVA
DE HOMICÍDIO E C POR
HOMICÍDIO CONSUMADO
Assim, ao contrário das absolutamente
independentes, estas NÃO EXCLUEM
A IMPUTAÇÃO DO RESULTADO.
CONCAUSAS RELATIVAMENTE
INDEPENDENTES
Relativamente independente
preexistente
Anterior à conduta concorrente do
agente. O típico exemplo do hemofílico.
 A, querendo matar B e sabendo ser ele
hemofílico, desfere contra ele uma
facada na perna que, sozinha, não
causaria a sua morte, mas que por esta
condição, a morte ocorreu.
A doença era
anterior à facada,
agindo as duas
em conjunto, de
modo que o
agente responde
pelo crime
consumado.
Relativamente independente
concomitante
ocorre ao mesmo tempo que a conduta do
agente.
A morte se deu pelo conjunto das
causas, de modo que A responde pelo
delito de homicídio consumado.
25Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
Tendo em vista que o desabamento de
um teto não está dentro do resultado
esperado advindo de um tiro, houve o
rompimento do nexo causal, de modo
que o agente responde apenas por
tentativa.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CONCAUSASCONCAUSAS
Relativamente independente
superveniente
Posterior à conduta do agente.
Regra: Em regra, as concausas
relativamente independentes
NÃO excluem a imputação. 
 Exceção: 
Art. 13, §1º -
Eventualmente, as
concausas
relativamente
independentes
podem excluir a
imputação, fugindo à
regra geral, quando,
por si só, produzirem
o resultado
A ATIRA EM B E ESTA É SOCORRIDA.
ESTANDO NO HOSPITAL, COM VIDA, O
TETO DESABA E ELA VEM A FALECER EM
DECORRÊNCIA DO DESABAMENTO. QUAL
SERIA A RESPONSABILIDADE DE A?
SABEMOS QUE SE NÃO FOSSE O TIRO,
ELA NÃO ESTARIA NO HOSPITAL, É
VERDADE. MAS AQUI, É A EXCEÇÃO EM
QUE O CP ADOTOU A TEORIA DA
CAUSALIDADE ADEQUADA
Agora, dentro do mesmo exemplo,
suponhamos que B morre em razão de
infecção nos ferimentos decorrentes
do tiro. 
Tendo em vista que não fosse o tiro
não haveria a infecção e que esta
infecção é uma possibilidade normal,
que se encontra dentro das
consequências esperadas de um tiro,
 o agente responde pelo delito
consumado.
TIPICIDADE
Trata-se de adequação do fato
concreto com a descrição do fato
contido na lei penal. Pode ser:
Material ou Formal.
Formal - É a conduta
exercida pelo
agente que está
estabelecida
(tipificada) na normal
penal. 
(Conduta praticada +
previsão na lei).
Material - A tipicidade material é a
efetiva lesão ou exposição de perigo de
um bem jurídico penalmente tutelado.
O princípio da insignificância exclui a
tipicidade material.
26Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIMES OMISSIVOS 
Relevância da omissão: § 2º - A
omissão é penalmente relevante
quando o omitente devia e podia agir
para evitar o resultado. O dever de agir
incumbe a quem:
A) tenha por lei
obrigação de cuidado,
proteção ou vigilância; 
B) de outra forma,
assumiu a
responsabilidade de
impedir o resultado; 
C) com seu
comportamento anterior,
criou o risco da
ocorrência do resultado.
CRIMES PRATICADOS POR OMISSÃO:
Aqui não há simplesmente um "não
fazer", mas o agente "deixa de fazer
algo que a lei determina", (dever
jurídico de agir) e "que deveria ser
feito no caso concreto". 
Existe um dever juridicamente de
agir e ele se omitiu, não agindo como
era seu dever, o que impõe
reconhecer o nexo de causalidade no
crime omissivo é normativo ou
jurídico. Denominam-se crimes
omissivos. 
CRIMES OMISSIVOS 
ESPÉCIES DE CRIMES OMISSIVOS 
OMISSIVOS PRÓPRIOS OU PUROS 
São aqueles em que o
legislador descreve
uma conduta omissiva,
recaindo sobre todos
indistintamente,
devendo o agente,
portanto, agir para não
incindir no tipo penal
(tem o dever de agir
pela norma), todavia, a
norma penal não aponta
um resultado
naturalístico. 
NÃO admitem tentativa, são
unissubsistentes
OMISSÃO DE SOCORRO
Art. 135 - Deixar de prestar
assistência, quando possível fazê-lo
sem risco pessoal, à criança
abandonada ou extraviada, ou à pessoa
inválida ou ferida, ao desamparo ou em
grave e iminente perigo; ou não pedir,
nesses casos, o socorro da autoridade
pública: Pena - detenção, de um a seis
meses, ou multa.
EXEMPLO:
Art. 135, caput, CP -
omissão de socorro -; o
agente responderá pelo
crime devido à omissão,
ainda que nenhum resultado
posterior venha ocorrer. 
27Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIMES OMISSIVOS CRIMES OMISSIVOS 
Omissão de notificação
de doença -
 Art. 269. Deixar o
médico de denunciar à
autoridade pública
doença cuja notificação é
compulsória.
OMISSIVOS IMPRÓPRIOS OU IMPUROS 
Impuros, ou comissivos
por omissão - são
aqueles em que o
agente se omite, mas
há dever jurídico de
agir de sua parte. 
Portanto, deveria agir para evitar um
resultado lesivo e ocorre um resultado
naturalístico (que deveria ser evitado
pelo agente) que o vincula. 
O agente tem o dever jurídico de
agir para evitar o resultado lesivo,
respondendo por este se não o
evitar (note, o agente, na verdade,
não causou o resultado
naturalístico, mas como não o
evitou, e era seu dever fazê-lo, isso
impõe a sua responsabilização). 
Os delitos omissivos
impróprios são
crimes próprios, já
que se exige do
autor uma qualidade
especial.
É importante salientar
que, não há crime pelo
simples fato do
agente omitir-se; 
É necessário que o
agente se omita de
fazer algo devido, isto
é, algo a que está
juridicamente obrigado. 
RELEVÂNCIA DA OMISSÃO
art. 13º, §2º - A omissão é penalmente
relevante quando o omitente devia e
podia agir para evitar o resultado. O
dever de agir incumbe a quem:
a) Tenha por lei obrigação de cuidado,
proteção ou vigilância;
b) De outra forma, assumiu a
responsabilidade de impedir o
resultado; 
c) Com seu comportamento anterior,
criou o risco da ocorrência do resultado 
CRIME INSTANTÂNEO 
É aquele que, uma vez consumado, está
encerrado, visto que a consumação
não se prolonga. 
OBSERVAÇÃO: O termo instantâneo,
não quer dizer que o crime seja
praticado com rapidez, mas significa
que uma vez realizado o crime, sua
consumação ocorre em determinado
momento e não mais procede. 
28Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
COGITAÇÃO:
É a idealização do crime na mente do
agente, sem sua exteriorização, não
sendo punível, pois fica apenas na
mente do agente. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIME INSTANTÂNEO 
EXEMPLO:
O homicídio, consuma-se no momento
em que a vítima morre, sendo
irrelevante o tempo decorrido entre a
execução do crime e o resultado. 
CRIME PERMANENTE 
É aquele que depende da continuidade da
ação do agente, isto é, quando a
consumação se prolonga no tempo,
dependendo da ação do sujeito ativo, que
poderá cessar quando ele quiser. 
CRIME PERMANENTE - EXEMPLO:
No sequestro ou
cárcere privado, a
consumação se prolonga
durante todo o tempo em
que a vítima fica privada
de liberdade, a partir do
momento em que foi
subjugada pelo agente. 
ITER CRIMINIS
É o caminho pecorrido pelo agente
até a consumação do crime. Está
dividido em 4 etapas:
COGITAÇÃO; 
ATOS PREPARATÓRIOS; 
ATOS EXECUTÓRIOS; 
CONSUMAÇÃO.
ITER CRIMINIS
ATOS PREPARATÓRIOS:
O agente dá início aos preparativos,
mas não inicia a prática do crime,
sendo consideradosnão puníveis,
pois o crime não está em execução,
salvo quando se tratar de um delito
autônomo. 
Ex. de crime autonômo: Crime de
Associação Criminosa.
ATOS EXECUTÓRIOS:
O agente efetivamente
começa a praticar a
conduta criminosa,
podendo provocar
resultado.
CONSUMAÇÃO.
O crime é oficialmente realizado atingindo
o tipo penal previsto e causando a lesão
jurídica apresentada em lei penal. 
CRIME CONSUMADO- ART. 14, I, CP
I - consumado, quando nele se reúnem
todos os elementos de sua definição legal;
29Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
ITER CRIMINIS
Elementos:
Conduta; 
Resultado naturalístico; 
Nexo de Causalidade; 
Ticipidade.
EXAURIMENTO:
É o que ocorre após a consumação do
crime, não ocorrendo a alteração da
conduta tipificada.
TENTATIVA - ART. 14, II, CP
II - tentado, quando, iniciada a
execução, não se consuma por
circunstâncias alheias à vontade do
agente.
Parágrafo único - Salvo disposição
em contrário, pune-se a tentativa
com a pena correspondente ao
crime consumado, diminuída de um a
dois terços.
CRIME POR TENTATIVA
Não estarão, em regra, presentes
os elementos do resultado e
nexo de causalidade, pois o
crime não foi consumado. 
OBJETIVA:
O agente é penalizado
pelos efeitos ou perigos
causados pela tentativa.
SUBJETIVA
TEORIAS:
O agente é penalizado
pela intenção de
cometer a tentativa.
OBSERVAÇÃO:
CRIME POR TENTATIVA
O CP adota a teoria OBJETIVA,
realista ou dualista, aquela em que a
tentativa é punida devido ao perigo
efetivo causado ao bem jurídico
tutelado.
CRIMES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA:
CRIMES CULPOSOS; 
CRIMES PRETERDOLOSOS; 
CRIMES UNISSUBSISTENTES; 
CRIMES OMISSIVOS PRÓPRIOS; 
CRIMES DE PERIGO ABSTRATOS; 
CONTRAVENÇÕES PENAIS;
CRIME DE ATENTADO;
CRIME OBSTÁCULO; 
CRIMES HABITUAIS.
ESPÉCIES:
Perfeita 
Imperfeita 
Incruenta ou branca 
cruenta ou vermelha;
tentativa inidônea ou quase crime
ou crime impossível; 
PERFEITA 
Ou acabada (ou crime falho, ou frustrado)
o agente consegue praticar todos os atos
necessários a execução, embora não
ocorra o crime. 
IMPERFEITA 
Ou inacabada: A ação do
agente é interrompida
no meio do caminho. O
agente não consegue
esgotar sua capacidade
ofensiva. 
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Art. 15 - O agente que,
voluntariamente, desiste de
prosseguir na execução ou impede
que o resultado se produza
(Arrependimento Eficaz), só
responde pelos atos já praticados.
O agente pratica todos os atos
executórios, porém se arrepende e
impede a consumação do resultado.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIME POR TENTATIVA
INCRUENTA OU BRANCA:
O agente pratica os atos executórios,
no entanto, o objeto material ou
pessoa não é atingido pela conduta
criminosa.
CRUENTA OU VERMELHA
O agente pratica os atos
executórios e o objeto
material ou pessoa é atingido
pela atuação criminosa.
TENTATIVA INIDÔNEA OU QUASE
CRIME OU CRIME IMPOSSÍVEL
Ocorre quando, por
ineficácia absoluta
do meio ou por
absoluta
impropriedade do
objeto, é impossível
consumar-se o crime. 
TENTATIVA QUALIFICADA OU
TENTATIVA ABANDONADA:
Trata-se dos institutos da desistência
voluntária e arrependimento eficaz, em
que o crime não se consuma pela própria
vontade do agente.
DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA
O agente desiste, por
vontade própria, de
seguir os atos
executótios, mesmo
podendo prosseguir. 
Ex.: sujeito que ingressa na casa da
vítima e desiste da subtração que
pretendia efetuar; sujeito que efetua
apenas um disparo, havendo mais
munição, e desiste da ação criminosa.
 ARREPENDIMENTO EFICAZ
 Ex.: Aplicou ou
administrou o veneno e
depois fornece o antídoto
impedindo assim a
consumação do crime.
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TEORIA OBJETIVA:
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
ARREPENDIMENTO POSTERIOR
Art. 16 - Nos crimes cometidos sem
violência ou grave ameaça à pessoa,
reparado o dano ou restituída a coisa,
até o recebimento da denúncia ou da
queixa, por ato voluntário do agente, a
pena será reduzida de um a dois terços.
Trata-se de uma
hipótese de redução de
pena, diante da
reparação do dano
causado ou restituição
da coisa subtraída por
parte do agente.
Não é aplicável se o crime é cometido
com violência ou grave ameaça. 
No entanto, de acordo
com parte da doutrina,
é cabível se a
violência foi culposa,
tendo o agente antes
da queixa se
arrependido e tomado
as providências
necessárias.
CRIME IMPOSSÍVEL 
Art. 17 - Não se pune a tentativa
quando, por ineficácia absoluta do meio
ou por absoluta impropriedade do objeto,
é impossível consumar-se o crime.
Consiste no ato que nunca seria
consumado devido à ineficácia
absoluta do meio empregado ou
devido à impropriedade
absoluta do objeto.
TEORIAS DO CRIME IMPOSSÍVEL
O agente não deve ser punido porque
não causou perigo aos bens
penalmente tutelados.
TEORIA OBJETIVA PURA
TEORIA OBJETIVA TEMPERADA
CRIME IMPOSSÍVEL 
Não há tentativa, mesmo
que a inidoneidade seja
relativa, considerando-se,
neste caso, que não
houve conduta capaz de
causar lesão.
TEORIA OBJETIVA TEMPERADA
OU INTERMEDIÁRIA
A ineficácia do meio e a improbidade
do objeto devem ser absolutas
para que não haja punição, sendo
relativas, pune-se a tentativa.
Teoria adotada pelo CP.
TEORIA SUBJETIVA
O agente deve ser punido
porque revelou vontade
de praticar o crime.
TEORIA SINTOMÁTICA
Teoria que leva em consideração a
periculosidade do agente. 
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DOLO DIRETO OU DETERMINADO -
Ocorre quando o agente quer produzir um
resultado determinado (teoria da
vontade). 
DOLO INDIRETO OU INDETERMINADO -
Ocorre quando o agente quer produzir um
ou outro resultado com a mesma
intensidade. PODE SER:
- ALTERNATIVO: O objeto da ação se
divide entre dois ou mais resultados. 
Ex.: Matar ou ferir, para o agente, tanto
faz a produção de um ou outro crime.
- EVENTUAL - O agente não deseja
diretamente o resultado, mas assume
o risco de produzi-lo.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIME DOLOSO
O art. 18, inc. I, do Código Penal
assinala que o crime será doloso
“quando o agente quis o resultado
ou assumiu o risco de produzi-lo”.
TEORIAS DO DOLO
TEORIA DA VONTADE:
Somente há dolo quando o agente
antevê e quer o resultado - vontade
consciente. Teoria adotada pelo CP em
relação ao Dolo Direto.
TEORIA DO
CONSENTIMENTO:
Sempre que o agente
tem previsão do
resultado como
possível, ainda assim,
decide prosseguir com
a conduta, assumindo o
risco de produzir o
evento.
Teoria adotada pelo Código Penal
em relação ao Dolo Eventual. 
TEORIA DA REPRESENTAÇÃO:
Fala-se em dolo quando o sujeito
realizar sua ação ou omissão
prevendo o resultado como certo ou
provável (ainda que não o deseje).
CRIME DOLOSO
TIPOS DE DOLO:
DOLO NATURAL;
ACROMÁTICO;
DOLO DIRETO DE 1º GRAU; 
DOLO DIRETO DE 2º GRAU;
DOLO DIRETO DE 3º GRAU;
DOLO EVENTUAL; 
DOLO INDIRETO; 
DOLO GENÉRICO; 
DOLO ESPECÍFICO; 
DOLO GERAL; 
DOLO ANTECEDENTE; 
DOLO ATUAL; 
DOLO SUBSEQUENTE; 
DOLO NORMATIVO/CAUSAL.
Ex.: A pessoa que,
sabendo ser
portadora de doença
sexualmente
transmissível,
mantém relações
sexuais com outra.
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DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIME DOLOSO
DOLO DE DANO:
Ocorre quando o agente quer (dolo
direto de dano); ou assume o risco
(dolo eventual de dano) de causar
lesão a um bem jurídico. 
DOLO DE PERIGO:
Ocorre quando o agente quer (dolo
direto de perigo) ou assume o risco
(dolo eventual de perigo) de expor o
bem jurídico a um perigo de lesão.
CRIME CULPOSO 
Ainda não há um conceito unitário para
o crime culposo. Por esta razão, a lei
limita-se a prever as modalidades de
culpa, dispondo no art. 18, inciso II, que
o crime culposo “quando o agente deu
causa ao resultado por imprudência,
negligência ou imperícia”. 
ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO:
Conduta humana voluntária; 
Inobservância de um dever
objetivo de cuidado; 
Resultado lesivo não querido,tampouco assumido, pelo agente; 
Nexo causal entre a conduta
descuidada e o resultado; 
Previsibilidade; 
Tipicidade.
CRIME CULPOSO 
ESPÉCIES DE CULPA:
Imprópria; 
Própria;
Culpa Consciente; 
Culpa Inconsciente. 
IMPRÓPRIA 
É aquela que é contemplada, como
casos excepcionais, por textos da lei
penal e onde o agente responde por
delito culposo, muito embora o resultado
tenha sido doloso. 
É aquela em que o agente
não quer o resultado
nem assume o risco de
produzi-lo. São os casos
em que se encontra o
elemento normal da culpa,
isto é, a falta de
previsibilidade objetiva. 
Ocasionado por imprudência,
negligência ou imperícia. Pode ser
consciente ou inconsciente.
PRÓPRIA
CONSCIENTE
O agente vê que é possível o resultado,
mas crê que não ocorrerá, não
assumindo assim o risco, pois pensa
que evitará.
Ex.: Caçador que, avistando um
companheiro próximo do animal que
deseja abater, confia em sua condição
de perito atirador para não atingi-lo
quando disparar, causando, ao final,
lesões ou morte da vítima ao
desfechar o tiro. 
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DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CRIME CULPOSO CRIME CULPOSO 
INCONSCIENTE
O fato era objetivamente previsível, mas o
agente não previu por falta da atenção
devida.
Ex.: Indivíduo que atinge involuntariamente
a pessoa que passava pela rua, porque
atirou um objeto na janela, acreditando que
ninguém passava naquele horário. 
DOLO EVENTUAL
CULPA CONSCIENTE X 
CULPA CONSCIENTE
O agente prevê o
resultado e espera
que não aconteça.
DOLO EVENTUAL
O agente prevê o
resultado e admite e
aceita o risco de
produzi-lo.
MODALIDADES E ESPÉCIES DE CULPA: 
IMPRUDÊNCIA 
Conduta precipitada, a
aplicação e criação
desnecessária de um erro. 
Ex.: Dirigir carro em
excesso de velocidade. 
IMPERÍCIA 
Falta de habilidade para
certas atividades.Ex.:
Não saber dirigir carro. 
NEGLIGÊNCIA 
É a falta de atenção
devida, a displicência,
o relaxamento. Ex.:
Não observar a rua
ao dirigir carro.
CRIME DOLOSO X CRIME CULPOSO
O dolo e culpa são
elementos subjetivos
do tipo penal.
Em razão da teoria
Finalista, o dolo e a
culpa fazem parte da
tipicidade, e não da
culpabilidade.
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Consiste no juízo de
reprovabilidade acerca da conduta
do agente, que se exerce sobre uma
determinada pessoa que pratica um
fato típico e antijurídico.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CULPABILIDADE
ELEMENTOS DA CULPABILIDADE:
Imputabilidade Penal; 
Potencial consciência da Ilicitude; 
Exigibilidade de Conduta Diversa.
IMPUTABILIDADE
Imputabilidade
corresponde à
capacidade de
atribuir a alguém a
responsabilidade por
um delito. 
Determina aquelas pessoas que se pode
imputar penas, ou seja, imputáveis.
SISTEMA DE IMPUTABILIDADE:
BIOLÓGICO; 
PSICOLÓGICO; 
BIOPSICOLÓGICO; 
SISTEMA BIOLÓGICO:
A imputabilidade considera apenas
o desenvolvimento mental ou idade,
independente da capacidade de
entendimento e autodeterminação
do agente.
CULPABILIDADE
SISTEMA PSICOLÓGICO:
A imputabilidade analisará a
capacidade de entendimento e
autodeterminação do agente.
SISTEMA BIOPSICOLÓGICO:
O sistema biopsicológico é aquele que
se baseia, para o fim de constatação
da inimputabilidade, em dois
requisitos: 
um de natureza
biológica, aquele que
em razão da sua
condição mental, ou a
consequência
psíquica, vai ser ao
tempo da conduta
inteiramente incapaz
de entender o caráter
ilícito do fato ou
determinar-se de
acordo com esse
entendimento.
POTENCIAL CONHECIMENTO DA
ILICITUDE
Consiste na capacidade de o agente saber
que determinado fato é ilícito a partir de
suas características e de seu
conhecimento.
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Caso não exista uma possibilidade
de agir de maneira diversa, tendo o
agente apenas uma única forma
de agir, por mais que seja imputável
e conheça a potencial ilicitude do
fato, ocorre a inexibilidade de
conduta diversa.
Art. 20 - O erro sobre elemento
constitutivo do tipo legal de crime exclui
o dolo, mas permite a punição por crime
culposo, se previsto em lei.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
CULPABILIDADE ERRO SOBRE O ELEMENTO DO TIPO
EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA:
A exigibilidade de
conduta diversa deve
ser vista como a
possibilidade que se
abre no sentido de se
cobrar do agente uma
postura diferente em
relação ao fato típico e
ilícito que perpetrou.
COAÇÃO MORAL IRRESISTÍVEL:
É quando uma pessoa coage outra a
praticar um crime, sob alguma forma
de ameaça.
OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA:
É quando uma pessoa pratica um ato
em obediência à ordem não
manifestamente ilegal de seu superior
hierárquico, a ordem é ilegal com
aparência de legalidade. Caso seja
legal, o agente responde junto do
superior.
ERRO DE TIPO ESSENCIAL
Ocorre o erro de tipo essencial quando a
falsa percepção da realidade faz com que
o agente desconheça a natureza criminosa
do fato. 
Exemplo: o agente mata uma pessoa
supondo tratar-se de animal.
O erro de tipo pode acontecer nos
crimes omissivos impróprios, ou seja, os
crimes comissivos por omissão em que o
agente desconhece o dever de impedir o
resultado.
O ERRO DE TIPO É CONSIDERADO:
Escusável; 
Inescusável.
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DIREITO PENAL - PARTE GERAL
ERRO SOBRE O ELEMENTO DO TIPOERRO SOBRE O ELEMENTO DO TIPO
ESCUSÁVEL, INEVITÁVEL OU
INVENCÍVEL:
Quando não pode ser evitado pelo cuidado
objetivo do agente, ou seja, qualquer
pessoa, na situação em que se
encontrava o agente, incidiria em erro.
Exclui o dolo e a culpa.
 INESCUSÁVEL, EVITÁVEL OU
VENCÍVEL:
Quando pode ser evitado pela
observância de cuidado objetivo pelo
agente, ocorrendo o resultado por
imprudência ou negligência. Exclui o
dolo, mas permite a punição por
crime culposo.
DESCRIMINANTE PUTATIVA:
O agente age
pensando que, no
erro cometido,
existe uma situação
que tornaria seu ato
legítimo, ou seja,
excludentes de
ilicitudes, mas acaba
praticando uma
conduta típica e
ilícita.
DELITO PUTATIVO:
O agente pensou que estivesse
cometendo um delito, mas não existe, ou
seja, é um indiferente penal.
ERRO DETERMINADO POR
TERCEIRO:
Reponde pelo crime o terceiro que
determina o erro.
ERRO SOBRE A PESSOA:
O erro quanto à pessoa contra a qual o
crime é praticado não isenta de pena. 
Não se consideram, neste
caso, as condições ou
qualidades da vítima, mas
sim as da pessoa contra
quem o agente queria
praticar o crime.
Erro de tipo acidental é aquele que
recai sobe caracteres secundários
(não essenciais ) do tipo:
ERRO DO TIPO ACIDENTAL
ESPÉCIES:
erro sobre o objeto; 
erro sobre a pessoa; 
erro na execução; 
resultado diverso do pretendido. 
erro sobre o nexo causal
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O erro é
irrelevante, uma
vez que o agente
acaba sendo
punido como se
tivesse praticado
o crime contra a
pessoa visada.
ERRO SOBRE O OBJETO - (ERROR
IN OBJETO)
O indivíduo acaba se confundindo em
relação ao objeto material. Crê que
sua conduta recai sobre um
determinado objeto, mas incide sobre
coisa diversa.
Responde o agente pelo delito,
considerando-se o objeto atingido.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
ERRO DO TIPO ACIDENTAL
Ex.: João rouba uma
pedra, pensando ser
valiosa, sendo que não
tem valor nenhum.
ERRO SOBRE A PESSOA - (ERROR
IN PERSONA)
O agente confunde a pessoa contra
quem deveria praticar o ato, ou seja,
o agente pratica a ação contra a
pessoa diversa. 
ERRO DO TIPO ACIDENTAL
ERRO NA EXECUÇÃO - ABERRATIO
ICTUS
O agente atinge a pessoa errada por
errar o momento de execução do
delito ou no uso dos meios da
execução. 
O agente continua respondendo
pelo mesmo crime. 
ERRO NA EXECUÇÃO - CP
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro
no uso dos meios de execução, o
agente, ao invés de atingir a pessoa que
pretendia ofender, atinge pessoa
diversa, responde como se tivesse
praticado o crime contra aquela,
atendendo-se ao disposto no § 3º do
art. 20 deste Código.

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