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1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Pronome II LÍNGUA PORTUGUESA PRONOME II Olá, tudo bem? Continuaremos agora abordando a temática dos pronomes. No bloco anterior, discutimos o uso da terceira pessoa do pronome em relação aos pronomes de tratamento, bem como a capacidade dos pronomes oblíquos de desempenhar funções possessivas. Neste momento, exploraremos um aspecto específico relacionado à ambi- guidade de pronomes, uma situação que frequentemente ocorre em redações. A ambiguidade de pronomes é um desafio comum na escrita, muitas vezes decor- rente da marca da oralidade, onde tendemos a utilizar pronomes possessivos de forma indiscriminada. Por exemplo, ao invés de escrever “encontrei a bola”, é comum encon- trarmos expressões como “encontrei sua bola”. No entanto, nem sempre o uso de “sua” está alinhado ao real sentido de posse, que é a característica fundamental dos prono- mes possessivos. Essa imprecisão ocorre, principalmente, quando desejamos atribuir um sentido de posse, mas o pronome possessivo empregado não reflete adequadamente essa inten- ção. Além disso, ao empregar o possessivo, frequentemente nos deparamos com uma ambiguidade, pois estamos tratando de dois processos, objetos ou pessoas na oração. Neste contexto, é fundamental atentar-se à escolha dos pronomes possessivos, garantindo que sua utilização não apenas transmita a noção de posse desejada, mas também evite ambiguidades desnecessárias na estrutura da frase. Vamos agora explo- rar alguns exemplos práticos para elucidar melhor esse conceito. Em situações como essas, torna-se imperativo reconstruir a oração para eliminar a ambiguidade introduzida pelo pronome possessivo, evitando assim que a mensagem seja obscura ou que o destinatário não compreenda claramente a quem ou a quê o pro- nome se refere. É fundamental ter em mente que, ao redigir um texto, o autor deve considerar que o leitor, muitas vezes desconhecido e distante do contexto pessoal, é quem irá interpretar a mensagem. Portanto, mesmo que o autor tenha clareza sobre o que deseja expressar, é essencial garantir que a mensagem seja compreensível para terceiros. Ao redigir redações, mensagens, ou qualquer forma de comunicação escrita, é pre- ciso lembrar que o responsável por avaliar ou receber a mensagem pode não ter conhe- cimento das peculiaridades ou contexto pessoal do autor. Dessa forma, evitar ambigui- dades e garantir a clareza do texto é crucial para uma comunicação eficaz. Assim, ao escrever, é importante ter em mente que a clareza e a ausência de ambi- guidade são essenciais para garantir que a mensagem seja compreendida por aqueles que não possuem o mesmo contexto ou conhecimento do autor. Essa conscientização é fundamental tanto em redações acadêmicas quanto em situações cotidianas de comu- nicação escrita. 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Pronome II LÍNGUA PORTUGUESA A ambiguidade representa uma questão recorrente na construção de frases. Vamos examinar como isso pode se manifestar nos pronomes. Por exemplo: “O policial civil prendeu o bandido em sua casa”. Esses equívocos geral- mente ocorrem quando há duas pessoas na oração, como no caso do policial civil e do bandido. O problema surge com o pronome possessivo “sua” empregado na frase. Quando o pronome age como um adjetivo, acompanhando diretamente o substan- tivo, ele não concorda com o termo que está retomando. No caso, o termo “sua” está concordando com o substantivo “casa”, que é feminino. O dilema aqui é que não fica claro se a casa pertence ao policial civil ou ao bandido. Esse tipo de ambiguidade pode gerar confusão na interpretação da frase. Ao redigir, especialmente em contextos como concursos ou redações, é fundamental evitar ambi- guidades que possam comprometer a compreensão do leitor. Portanto, ao usar prono- mes, é essencial garantir que sua concordância esteja alinhada com o termo apropriado na oração, evitando possíveis interpretações dúbias. Existem construções específicas que podemos empregar para evitar a ambiguidade. Quando temos apenas uma pessoa na frase, geralmente não há ambiguidade, pois fica claro a quem estamos nos referindo. No entanto, o problema surge quando há duas ou mais pessoas na frase, pois pode ficar indefinido a quem o pronome possessivo se refere. Por exemplo, na frase “Fernando, Mel e seu filho saíram”, o pronome “seu”, que está no masculino singular, concorda com o substantivo “filho”. No entanto, como há duas pes- soas na frase (Fernando e Mel), não fica claro de quem é o filho. Isso gera ambiguidade. Na frase “João contou-me que Mel perdeu seus documentos e ficou desesperada”, o pronome “seus”, masculino e plural, concorda com “documentos”. Novamente, de quem são os documentos, de Mel ou de João? Para corrigir essas ambiguidades, podemos reformular as frases de maneira a especifi- car claramente a quem o pronome possessivo se refere. Essa é uma prática essencial para garantir que a mensagem seja compreendida de forma inequívoca, especialmente quando se trata de contextos em que o leitor não está familiarizado com as pessoas mencionadas. A língua oferece recursos que permitem desfazer ambiguidades. Alguns desses recursos incluem o uso de vírgulas, a palavra «próprio», flexões para o plural ou feminino, além dos pronomes «seu» e «dele». As orações subordinadas adjetivas também desem- penham um papel crucial nesse processo, fornecendo explicações mais detalhadas sobre as pessoas mencionadas. Por exemplo, na frase “O policial civil, em sua própria casa, prendeu o bandido”, uti- lizei um par de vírgulas para acrescentar uma explicação sobre a casa, evitando assim a ambiguidade. A oração “em sua própria casa” atua como um adjunto adverbial, forne- cendo informações adicionais sobre a residência do policial civil. 5m 10m 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Pronome II LÍNGUA PORTUGUESA Na segunda frase, “Fernando, Mel e o filho dela saíram”, observe que o uso de “dela” esclarece que se trata do filho de Mel. Essa estrutura contribui para a eliminação de ambiguidades ao identificar claramente as pessoas envolvidas na ação. Na terceira frase, para corrigir a ambiguidade, a construção da oração pode ser apri- morada. “João contou-me que Mel, cujos documentos perdera, ficou desesperada.” O pronome relativo “cujo” é utilizado para indicar posse, e sua concordância se dá com o substantivo ao qual se refere, neste caso, “documentos”. O uso adequado da pontuação, como vírgulas para isolar a oração adjetiva, contribui para evitar ambiguidades. 1. (Q2651089/2022/FCC/TRT 5/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) O pronome sublinhado tem valor possessivo em: a. Vocês me deixam esbodegado. b. a prefeitura não lhe sente a falta. c. Ponderam-lhe. d. Espanta-se com os direitos concedidos às empregadas. e. diz-me uma das filhas, sorrindo. Todos os pronomes sublinhados são pronomes oblíquos. Como mencionei anteriormente, quando encontramos um pronome oblíquo e conseguirmos trocá-los por seu/suas, ele adquire valor possessivo. Esses pronomes podem gerar dúvidas, mas a técnica é substituir por “ser” ou “sua” para esclarecer a função possessiva. Em “A prefeitura não lhe sente a falta,” ao substituir “lhe” por “sua,” a frasecorrigida fica como “A prefeitura não sente a sua falta.” Essa troca esclarece a função possessiva do pronome oblíquo, indicando a posse da falta por parte da prefeitura. Dessa forma, ao se deparar com pronomes oblíquos seguidos de flexões em uma questão, a análise contextual e a substituição por pronomes possessivos podem auxiliar na identificação do valor semântico desses pronomes. Observa-se que os pronomes oblíquos e possessivos desempenham funções distintas na línguaportuguesa. O pronome oblíquo geralmente está em proximidade ao verbo, visto que sua natureza está associada a acompanhar a ação verbal. Por outro lado, os pronomes possessivos têm a propensão natural de buscar um substantivo para modificar. Ao realizar a substituição de um pronome oblíquo, nota-se que ele busca o verbo, pois é sua característica intrínseca. Isso é evidenciado na colocação pronominal, tema que será explorado mais adiante no curso. Os pronomes oblíquos, durante a colocação pronominal, podem se posicionar antes, depois ou no meio de um verbo, conforme as regras dessa colocação. 15m 20m 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Pronome II LÍNGUA PORTUGUESA Por outro lado, os pronomes possessivos não seguem essa dinâmica, uma vez que não têm a tendência de acompanhar diretamente o verbo. Pronome Demonstrativo Na continuidade, ao abordar os pronomes demonstrativos, é importante destacar que esses pronomes desempenham o papel de indicar a posição do objeto ou do ser mencionado em relação ao falante e/ou ouvinte. Eles têm a capacidade de situar o dis- curso no tempo e no espaço, sendo utilizados para demonstrar essa relação. Os pronomes demonstrativos, como “esse,” “essa,” “este,” entre outros, são funda- mentais para estabelecer a referência de elementos no contexto da comunicação. Além disso, é válido salientar que esses pronomes podem exercer funções tanto adjetivas quanto substantivas em determinadas situações. Esse conhecimento contribui para a compreensão eficaz do uso dos demonstrativos na língua portuguesa. VARIÁVEIS INVARIÁVEIS Este, esta, estes, estas Isso, aquilo Esse, essa, esses, essas Os pronomes demonstrativos variáveis se adaptam às características de gênero e número, enquanto os invariáveis permanecem constantes em sua forma. É essencial gravar essa distinção para um uso adequado na escrita. Vamos explorar uma regra específica envolvendo “mesmo” e “próprio.” É comum cometer equívocos ao utilizá-los, especialmente na redação. O termo “mesmo” atua exclusivamente como pronome adjetivo, ou seja, ele só pode acompanhar um subs- tantivo e não deve ser utilizado para retomar uma ideia. Por exemplo, evite expressões como “o mesmo” para se referir a algo mencionado anteriormente. Uma situação dessa ocorre em placas de elevador, onde é possível encontrar frases incorretas, como “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se neste andar.” Nesse contexto, o termo correto a ser utilizado é “ele” ou “o elevador,” e não “o mesmo.” Compreender essa distinção contribuirá significativamente para uma redação mais precisa e livre de equívocos. Vamos aprofundar essa questão. “Mesmo” e “próprio” com valor de reforço, equi- valendo a igual, exato, idêntico, ou enfatizando a pessoa, são considerados pronomes demonstrativos. Por exemplo, “Ela própria costura suas roupas” é uma construção ade- quada, pois “própria” está reforçando a ideia. No entanto, em situações como “A mesma atriz tem talento de sobra,” a utilização de “mesma” é aceitável porque está reforçando a ideia de que a atriz em questão possui talento. 25m 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Pronome II LÍNGUA PORTUGUESA Entretanto, deve-se evitar o uso inadequado, como no exemplo: “Aviso aos passagei- ros: antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.” Neste contexto, o correto seria evitar a retomada com “mesmo” e, em vez disso, utilizar um termo adequado, como “elevador,” para garantir uma redação mais precisa. A utilização correta do pronome “mesmo” é essencial para garantir a precisão e clareza da redação. Portanto, ao revisar um texto, é fundamental verificar se a presença de “mesmo” está alinhada com seu propósito correto, evitando assim equívocos comuns na escrita. GABARITO 1. b 30m � Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula preparada e ministrada pela professora Letícia Carneiro Bastos . A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con- teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei- tura exclusiva deste material.