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Oftalmologia
Anatomia
Olho: órgão elaborado cuja sua função primária é
colher e focalizar luzes sobre a retina; 
Os neurônios receptores do olho possuem moléculas
fotossensíveis que são transformadas quimicamente
por impulsos de luz e reagem com a atividade neural
das células vizinhas, o sinal resultante é transportado
por cadeias de neurônios até atingir os centros
cognitivos do encéfalo, onde a imagem final é
formada; 
Cada espécie possuí a sua própria área visual pois
isso irá ser adaptado de acordo com cada espécie; 
Pupila: controle da entrada de luz. A pupila do cão é
circular e a do gato é em fenda; 
Cílios: ajudam na proteção do olho, sendo apenas na
parte de baixo;
Pálpebras: vão promover o suporte e o suprimento
vascular e nervoso; 
Conjuntiva: membrana mucosa que reveste as
pálpebras, possuí células caliciformes que produzem
a porção mucoide do filme lacrimal, sua função é a
preservação do ressecamento corneal, aumento da
mobilidade palpebral e barreira para microrganismos
e corpos estranhos; 
Lente: transparente e refrativa, divide o segmento
anterior (aonde está o humor aquoso) do posterior
(onde localiza-se a retina);
Córnea: apoio estrutural e proteção do conteúdo
intraocular, é importante que seja transparente pois
sua função é a refração e transmissão da luz para que
chegue na retina; 
Cristalino: função de focalização da imagem; 
Retina: responsável pela formação da imagem,
divida em zona tapetal (colorida), zona atapetal
(escura), disco óptico e vasos; 
Limbo: divisão entre a córnea e a esclera;
Blefaro ou Tarso: pálpebra; 
Dacrio: sistema lacrimal; 
Cerato: córnea; 
Faco: lente (cristalino); 
Irido: íris; 
Úvea: íris com corpo ciliar; 
Trato uveal: íris com corpo ciliar e coróide; 
Termos oftálmicos
Câmara anterior: apresenta o humor aquoso,
produzido pelo corpo ciliar; 
Humor aquoso é o líquido
que está presente dentro
do olho que mantém a
pressão adequada para
que o globo ocular
permaneça intacto;
O humor aquoso é
produzido na zona do
corpo ciliar e é drenado
no ângulo iridocorneal;
Caso não ocorra a
drenagem do líquido
haverá um aumento da
pressão ocular, gerando
um glaucoma; 
Exames oftálmicos
Teste de Schirmer ou Teste Lacrimal de Schirmer
(TLS): feito com papel de Schirmer cujo valor normal
é de 15-25 mm/min. Avalia a porção aquosa;
Teste de Fluoresceína (TF): feito com fluoresceína
(estroma), indica se há úlcera de córnea ou não; 
Teste de Jones (sistema lacrimal): feito com
fluoresceína, é negativo se sai no nariz do animal, e
caso não saia indica uma obstrução;
Teste de ruptura do filme lacrimal/lipídica (TRFL):
é feito com fluoresceína, lâmpada de fenda ou
oftalmoscópio na luz verde. Os valores normais são
maiores ou iguais a 20 segundos; 
Pressão intraocular (PIO): realizada por anestésico
com fluoresceína, tendo o valor normal de 12-20
mmHg; 
Teste de Rosa Bengala (TRB)/Teste de Lissamina
Verde (TLV): o TRB é feito com anestésico enquanto
o TLV é feito sem anestésico. Cora as células
desvitalizadas (córnea e conjuntiva);
Doenças do Globo ou Bulbo Ocular
Enoftalmia
Retração do globo ocular; 
Congênito ou hereditário (Collie, Schnauzzer, Bull
Terrier); 
Secundário a outros processos (desidratação, trauma
ou perfuração da córnea, doenças inflamatórias
oculares, senilidade, Síndrome de Horner (lesão
cervical do animal), etc);
Microftalmo
Diminuição do tamanho do globo ocular (Collie,
Border Collie); 
Ocorre devido à um problema embrionário do
desenvolvimento do globo ocular; 
Geralmente o olho microftálmico apresenta diversas
anomalias oculares como opacidades (ceratite,
catarata), KCS, etc, podendo evoluir para um olho
afuncional; 
Anoftalmo
Ausência do globo ocular;
Exoftalmia
É o deslocamento anterior, ventral, dorsal ou medial
do globo ocular; 
Congênito ou hereditário (Pug, Pequinês, Boxer,
Lhasa, Shitzu, raças braquicefálicas possuem órbita
rasa); 
Doença orbital (glaucoma, abscesso, tumor, etc); 
Animais exoftálmicos são pré-dispostos ao prolapso
ou proptose globo ocular; 
Glaucoma
Tumor retrobulbar
Prolapso ou Proptose do Globo Ocular
É a protusão (deslocamento) do globo ocular induzida
por traumatismo ou outra patologia, saindo o globo
da posição normal da órbita, ou seja, para frente; 
Muito comum nos braquicefálicos; 
O tratamento escolhido irá variar de acordo com a
qualidade do globo ocular, em casos que ocorreram a
muito tempo é escolhido a enucleação, enquanto em
casos mais recentes é escolhido a recolocação; 
Alguns tumores e abscessos orbitários e
retrobulbares podem causar o deslocamento;
Tratamento
Recolocação: olho relativamente íntegro, com
reflexo pupilar, sem rompimento do nervo óptico e
dos principais músculos da movimentação ocular. A
recolocação deve ser a mais rápida possível. Inicia-se
com limpeza e umidificação do globo ocular com
colírio ou pomada oftálmica a base de antibióticos e
lubrificantes e solução fisiológica gelada. Sob
anestesia geral realiza-se cantotomia temporal,
injeção retrobulbar de 0,5 ml de betametasona e
promove-se a redução manual do globo. Blefarorrafia
ou tarsorrafia temporária (2 a 3 semanas).
Antibióticos e antiinflamatórios tópicos pelo mesmo
período;
Enucleação: perda da integridade ocular,
rompimento do nervo óptico, midríase não
responsiva, hifema (hemorragia na câmara anterior
do olho) extenso; 
Abscesso
retrobulbar
Prolapso do Globo
Ocular
Doenças da Pálpebras e das Glândulas Palpebrais
Agenesia ou coloboma
É a ausência congênita de parte da pálpebra,
principalmente os bordos palpebrais;
Atresia ou ancilobléfaro
É a fusão das margens palpebrais superiores e
inferiores, sendo uma condição fisiológica (normal)
nos cães e gatos até 15 dias. Acima disso o
tratamento é cirúrgico; 
Pálpebras
Lacerações palpebrais
Brigas, atropelamentos, etc; 
Ancilobléfaro
conjuntivite. Faz o
teste de fluoresceína
após a abertura
Cílios e pelos anormais
Cílios normal: origem da placa tarsal; 
Distiquíase: presença de vários cílios que emergem
da margem palpebral pelo orifício da glândula tarsal
ou de meibômio;
Triquíase: vários cílios e/ou pelos que entram em
contato com a córnea e a conjuntiva; 
Cílio ectópico: 1 cílio voltado para trás projetando-se
para córnea. Geralmente são os cílios que nascem na
parte mais interna;
Tratamento: epilação com pinça, bisturi elétrico,
cirurgia ou criocirurgia; 
Entrópio
É a inversão palpebral; 
Raças mais pré-dispostas são Sharpei, Rottweiler,
PitBul, Bull Terrier;
Braquicefálicos podem ter entrópio de canto medial;
Blefaroespasmo (pisca o olho direto), conjuntivite
frequente, ceratite ulcerativa; 
Tratamento: leve (paliativo), acentuado (cirúrgico),
em filhote (“tacking” temporário);
Ectrópio
É a aversão palpebral; 
Raças mais pré-dispostas são Cocker, BassetHound,
São Bernardo, Terra Nova, BloodHound, Mastife,
Mastim Napolitano;
Tratamento: leve (paliativo), acentuado (cirúrgico);
Lagoftalmo
É o fechamento inadequado das pálpebras; 
É um problema comum das raças exoftálmicas (Pug,
Paquinês, Boxer, Boston Terrier);
Úlceras corneanas centrais ou axiais, descemetocele
ou prolapso de íris; 
Eversão da Membrana Nictante ou da Cartilagem da 
3° Pálpebra
Trauma ou pré-disposição racial (Boxer, Fila
Brasileiro, Pastor Alemão, Dogue Alemão, Doberman
e Rottweiler;
Tratamento: inversão manual ou se houver quebra
retirada cirúrgica;
Prolapso da Glândula da 3° Pálpebra ou Nictante
“Cherry-eye”
Edemaciamento da glândula da terceira pálpebra;
Cocker, Pequinês, Bulldog, Mastiff Inglês, Poodle;
Tratamento: sepultamento da glândula. Retirada
cirúrgica somente em casos de necrose ou tumor
(fazer reposição lacrimal c/ substitutos lacrimais);
Protusão ou prolapso da 3° pálpebra
Geralmente é secundária a alguma irritação ocular ou
à Síndrome de Horner;
Tentar por 1 semana colírios antiinflamatórios, após a
indicação é a retirada da membrana;
Hordéolo (terçol)
É uma inflamação aguda das glândulas de Zeiss
(hordéolo externo) ou glândulas tarsais ou
meibomianas (meibomite: hordéolo interno);
Inflamações Palpebrais e de Glândulas Palpebrais
Calázio
É o inchaço indolor daglândula Meibomiana, de
coloração amarela a avermelhada na superfície
palpebral;
Blefarite
É a inflamação palpebral generalizada comumente
vista em reações alérgicas e demodicose;
Neoplasias palpebrais
São comuns e ocorrem principalmente em cães
velhos;
Adenomas e adenocarcinomas das glândulas tarsais
ou de meibomio, de Zeiss. Melanomas palpebrais,
carcinoma de célula escamosa;
Retirada cirúrgica (“V”, “H”, pentágono, criocirurgia);
Carcinoma de célula
escamosa
Melanoma palpebral
Ptose Palpebral
Queda da pálpebra superior geralmente devido a
lesões ou comprometimento do Sistema Nervoso
(tumores, raiva, lesão do Trigêmeo, Síndrome de
Horner;
Sistema Lacrimal
Obstrução do ducto nasolacrimal (DNL): raças mais
pré-dipostas são os braquicefálicos, poodle, cocker,
etc. Tumores, pontos lacrimais imperfurados, tártaro,
etc. O teste de Jones da NEGATIVO; 
Processos irritantes, inflamatórios ou infecciosos:
conjuntivite, distiquíase, triquíase, cílio ectópico,
ectrópio, etc. O teste de Jones da POSITIVO; 
Sinais clínicos: epífora ou lacrimejamento excessivo,
cromodacriorreia (lacrimejamento com mancha
escura no pelame, ”NÃO EXISTE LÁGRIMA ÁCIDA!”),
dacriocistite (inflamação do saco lacrimal e DNL),
conjuntivite, blefarite, secreção nasal; 
Tratamento
Tratamento desobstrução DNL: canulação do ponto
lacrimal com cateter 24G e lavagem para
desobstrução (1 a 3 procedimentos) ou cirurgia para
construção de neoducto nasolacrimal em casos de
imperfuração ou ausência do ponto lacrimal
(dacriocistorrinostomia que consiste na colocação de
uma sonda permanente fazendo um novo canal);
Tratamento Terapêutico: antibióticos sistêmicos por
7-10 dias (Stomorgyl® - espiramicina + metronidazol,
tilosina, oxitetraciclina, doxiciclina, etc.), colírios a
base de antibiótico e anti-inflamatório 7-15 dias;
Limpeza de tártaro/ração específica com quelante de
ferro/produtos de limpeza ocular (soro fisiológico,
Cristal eye®, Soft Care Eye Clean UP®, Tear Stain
Remover®, Loção Pet Minato Limpa Lágrima para
Cães e Gatos®, etc.);
Lacrimejamento excessivo: tratar a causa base,
colírios a base de antibióticos e anti-inflamatório;
Doenças da Conjuntiva e Córnea
Quemose
Edema da conjuntiva; 
Trauma, alergia, reações às drogas, úlceras,
ceratites, etc;
Conjuntiva
Tratamento: trauma (resolução espontânea), alergia
e reações às drogas (Flunixim meglumine IV, DAINES
ou corticosteróide tópico e/ou sistêmico);
Simbléfaro
É a adesão da conjuntiva palpebral à conjuntiva
bulbar; 
Ocorre geralmente devido a um processo
inflamatório da córnea e conjuntiva; 
Tratamento: quando a adesão não é muito grande
(massagem e instilação diária de colírio e pomada
para retirada da aderência). Quando a lesão é
extensa (cirúrgico, enxerto c/ mucosa bucal);
Sufusão e hemorragia conjuntival
Trauma ou distúrbios de coagulação; 
Acomete animais com Erliquiose e Leishmaniose;
Conjuntivite
É a inflamação e/ou infecção da conjuntiva
palpebral, bulbar e 3° pálpebra; 
Mucosas congestas, secreção ocular, epífora; 
Diferencial conjuntivite de KCS, por meio de exame
do teste de Schirmer; 
Etiologia: bactérias, vírus, fungos, clamídia,
demodicose, alérgica, folicular, doença
imunomediada, secundária à irritantes externos
(entrópio, ectrópio, distiquíase, dobras nasais,
tumores palpebrais, corpos estranhos, cílios, irritação
por vento ou poeira), infecciosas (cinomose, hepatite
canina, infecção do trato respiratório superior em
felinos), traumática.
Tratamento 
Irá depender da causa;
Bacteriana: cloranfenicol, gentamicina, tobramicina,
tetraciclina, polimixina B, ciprofloxacina (Ciprovet®),
ofloxacina (Oflox®), gatifloxacina (Zymar®),
moxifloxacina - Vigamox;
Viral: idoxuridina ou aciclovir, no período de 30 dias; 
Fungos: natamicina 5% (farmácia de manipulação),
ou cetoconazol; 
Clamídia: tetraciclina, norfloxacina, ciprofloxacina,
ofloxacina; 
Alérgica: cromoglicato dissódico (Opticrom®,
Maxicron®) e corticosteróides;
Folicular: raspagem e cauterização da conjuntiva;
Secundário a problemas físicos ou agressões
externas: retirar a causa; 
Conjuntivite em cão
Conjuntivite folicular
Córnea
Apresenta 4 camadas: 
1) Epitélio: avascular e nervos sem bainha de
mielina, não queratinizado, com espessura ao redor
de 10 nm. Hidrofóbico e lipofílico;
2) Estroma: representa 90% da espessura corneal e
é formado por fibrócitos denominados de ceratócitos
que são responsáveis pela transparência da córnea.
Hidrofílico e lipofóbico;
3) Membrana de Descemet: membrana fina,
elástica, homogênea e acelular, constituindo uma
verdadeira membrana basal para o endotélio;
4) Endotélio: camada mais interna, entra em contato
com a câmara anterior e com o humor aquoso. É
formada por uma simples camada de células
hexagonais importantes no papel de transparência da
córnea (bomba endotelial). Hidrofóbico e lipofílico;
1
2
34
Filme Lacrimal Pré-Corneano (FLP)
A) Camada Lipídica: glândulas Tarsais ou
Meibomianas e Zeiss. Rica em colesterol. Limita a
evaporação de água, e estabiliza a superfície
lacrimal; 
B) Camada Aquosa: glândulas Lacrimais e da
Terceira Pálpebra. Contem ao redor de 70
componentes, entre eles, vitaminas, proteínas, sais
inorgânicos, glicose, uréia e fator de crescimento.
Fornece oxigênio, nutrientes e lubrificação da córnea;
C) Camada mucóide: células caliciformes da
conjuntiva palpebral que secretam mucina. Une a
porção aquosa ao epitélio corneal que é hidrófobo;
Ceratite ou Distrofia Corneal por Depósito
(Ceratopatia Lipídica ou por Cálcio)
Depósito de lipídeos (triglicérides ou colesterol), ou
ainda ocasionalmente por cálcio, devido
principalmente doenças endócrinas
(hiperadrenocorticismo, diabetes, etc.), ou excesso
alimentar. Dosar triglicérides, colesterol e cálcio; 
Acomete animais mais velhos;
Tratamento: Colírio a base de DAINE. No caso de
cálcio colírio de EDTA 0,35% (quelante do cálcio).
Nenhum tratamento tira totalmente a mancha. Tratar
a causa base também;
Edema. Prognóstico
reservado
Vascularização
Pigmentação.
Processo crônico,
não é algo normal de
acontecer
rapidamente
Fibrose. Resultado
de cicatrização
Infiltração de
Glóbulos Brancos
Ceratomalácia ou
Melting. Problema
grave, com depósito
de pus (hipopion)
Depósito de
triglicérides e
colesterol (OD e OE)
devido a
hiperadrenocorticismo.
Realizar o bioquímico
do animal
Depósito de cálcio
devido a
hiperadrenocorticismo.
Realizar o bioquímico
do animal
Ceratite pigmentar
Ocorre depósitos de pigmentos na córnea,
geralmente no canto nasal devido trauma constante
da pálpebra ou por pelos ou de cílios e pelos que
encostam na córnea (dobra nasal, distiquíase,
triquíase, entrópio de canto nasal);
As raças braquicefálicas são mais pré-dispostas;
Tratamento
Cirúrgico: retirada de pregas nasais proeminentes.
Casos graves de pigmentação ceratectomia lamelar
superficial;
Terapêutico: uso de imunossupressores tópicos
suavizam as manchas escuras, Ciclosporina 1 a 2% e
Tacrolimus 0,03-0,1%, 1 gota, 2-3x/dia durante 1 a 2
meses;
A broca em alguns casos ajuda, porém depende de
cada caso; 
Depósito de pigmento
escuro em canto
medial devido à atrito.
O que clareia pigmento
é imunossupressor
Dermóide ou Coristoma
É um tumor cístico que contêm fluido ou material
sebáceo, onde as paredes são de origem dérmica e
as vezes ocorrem surgimento de pêlos ou outros
apêndices dérmicos. Localização geralmente é no
canto temporal;
Um tumor cístico que vem da pele. Em olho trata-se
de pelos, mas em outras partes do corpo pode ser
unha;
Tratamento: excisão local do cisto e ceratectomia c/
flap de 3a pálpebra ou enxerto ou membrana
Úlcera de córnea
As úlceras apresentam diferentes profundidades;
Superficial e estromal média pode até ser
terapêutica, mas estromal profunda e descemetocele
é apenas tratamento cirúrgico;
Etiologia: trauma, corpos estranhos, doenças
infecciosas, paralisia do Trigêmeo, KCS, cílio
ectópico, triquíase e distiquíase, entrópio, etc;
Sinais clínicos: blefaroespasmo, fotofobia, dor,
corrimento ocular, prolapso de 3° pálpebra,
enoftalmia;
Úlcera superficial, de
grau de distensão
médio.Muito comum
com coisas que caem
na córnea;
Úlcera estromal média,
de grau extenso
Úlcera de
descemetocele
Úlcera de
descemetocele com
prolapso
Tratamento
Básico (antibióticos e anti-inflamatórios tópicos):
colírio antibiótico tobramicina-Tobrex®, ofloxacina-
Oflox®, gatifloxacina-Zymar®, moxifloxacina-
Vigamox® não tem conservante ideal para úlceras
perfuradas) de 3-6x/dia, colírio anti-inflamatório não
esteroide de 1 a 3x/dia(não usar em úlcera em Melt)
ex: Still® colírio (diclofenaco), não utilizar colírio a
base de corticoide. Colírio lubrificante (Systane ou
Hyabac). Mucolíticos (Fluimucil®) em caso de muito
muco. Colar Elisabetano;
Em úlceras em Melt utilizar soro autólogo, homólogo
ou heterólogo (equino) e/ou outras substâncias
anticolagenases (EDTA colírio, acetilcisteína,
doxiciclina oral 10mg/kg SID). O tratamento deve ser
prolongado, de 15 a 30 dias; 
Em casos de muita dor utilizar dipirona e/ou tramadol
por via oral;
Alguns casos há a necessidade de proteção
mecânica: lentes de contato, flap de 3° pálpebra ou
tarsorrafia temporária, por 2 a 3 semanas. Em úlceras
profundas usar enxerto pediculado de conjuntiva,
enxerto de conjuntiva 180 ou 360 graus,
transposição córneo-conjuntival, enxerto com
membranas biológicas, transplante de córnea, etc;
Para fazer o flap de 3° pálpebra deve ser feito um
antibiótico tópico e oral obrigatoriamente; 
Úlcera indolente
São úlceras de córnea em cães, persistentes e com
bordas que não cicatrizam, também conhecidas
como úlcera indolente, úlcera do Boxer, úlcera
recorrente, erosão epitelial refratária, etc;
Cães braquicefálicos são mais predisponentes;
São úlceras corneais superficiais que não cicatrizam
dentro do período normal de tratamento (em torno de
15 dias). A doença caracteriza-se pela separação
entre o epitélio corneal e seu estroma devido a
defeitos nos hemidesmossomos juncionais.
Desenvolve-se uma área hialinizada superficial no
estroma inferior da córnea, que impede a
recuperação normal da membrana basal;
Tratamento: debridamento mecânico com cotonete
ou broca de diamante (AlgerBrush®), ceratectomia
em grade ou punctata (não pode em gatos). Depois
do debridamento pode ser feito um tampão protetor
ou recobrimento da lesão induzida com flap de 3ª
pálpebra ou lente de contato e retirado com 7 a 14
dias; 
Ceratoconjuntivite seca (CCS ou KCS)
Também chamada de olho seco; 
É uma alteração com diminuição quantitativa (TLS)
e/ou qualitativa (BUT) do filme lacrimal pré-corneal
(lágrima) decorrente da inflamação crônica das
glândulas lacrimais, levando geralmente à danos na
superfície ocular (córnea e conjuntiva);
Os cães e humanos são os mais afetados;
Olho seco não possuí cura;
É muitas vezes confundida com conjuntivite
bacteriana (TLS ou BUT baixo é o diferencial para
confirmar o olho seco);
Causas: imunomediada, idiopática, retirada da
glândula da terceira pálpebra, lesões neurológicas,
doenças sistêmicas (cinomose, leishmaniose,
erliquiose, infecção do trato respiratório superior
felino), medicamentosa (sulfas, atropina), raças
susceptíveis (Shitzu, Lhasa, Bulldog, Yorkshire,
Cocker, Poodle, Schnauzer);
Sinais clínicos: secreção ocular, conjuntivite, ceratite
(opacidade), blefarite, neovascularização de córnea,
pigmentação de córnea; 
Diagnóstico
Teste de Schirmer: 0-5 mm/min (KCS grave ou
absoluta), 6-9 mm/min (KCS moderada a grave), 10-
14 (hiposecreção ou KCS subclínica), 15-25 mm/min
(normal); 
OBS: limpar o olho do animal com gase seca antes de
realizar o exame;
Tempo de ruptura do filme lacrimal (break up time-
BUT): o tempo médio normal do BUT é de
aproximadamente 20 segundos, menor que esse
valor é considerada KCS; 
Tratamento convencional
Imunossupressores: tacrolimus 0,03%, ciclosporina,
pimecrolimus. Sendo 1 gota, 2-3 vezes ao dia, de uso
contínuo;
Lubrificantes oculares ou substitutos lacrimais:
Lacril® (simples), Systane® (intermediária), Hyabac®
(longa e sem conservantes, Tears® (longa), Systane
Complete® (longa e atua na camada aquosa e
lipídica). Sendo 1 gota, de 2-4 ao dia, de uso
contínuo; 
Drogas adjuvantes: antibióticos, anti-inflamatórios,
mucolíticos, ômegas); 
Não tendo a presença de úlceras pode-se utilizar
colírios a base de corticóides;
Necrose ou sequestro ou degeneração corneal felina
É uma síndrome de etiologia ainda não esclarecida; 
Uma das possíveis causas seria trauma ou Herpes
Vírus; 
Lesão achatada, negra ou castanha, de tamanho
médio, usualmente no centro da córnea; 
Acomete mais Persa e Siamês;
Tratamento: ceratectomia com enxerto ou não;
Ceratite eosinofílica
Ceratite eosinofílica, ou ceratoconjuntivite
proliferativa, é uma ceratopatia crônica que acomete
gatos principalmente e cavalos. É provavelmente
causada por uma resposta imunológica mediada por
um estimulo antigênico desconhecido;
Tumefação ou massa rósea clara, irregular,
vascularizada, a partir do limbo para a córnea no
quadrante temporal ou ventronasal. Pode haver
também uma secreção mucoide branca junto com a
massa rósea;
Os gatos com ceratite eosinofílica geralmente são
positivos para Herpes vírus felino (HVF-1);
Diagnóstico: citologia com espátula de Kimura ou
com a parte de trás da lâmina de bisturi. Na citologia
observa-se uma coleção de eosinófilos e/ou
mastócitos. Fazer PCR para HVF-1 (para evitar uso de
corticoide caso seja positivo);
Tratamento: corticoide oral e tópico 3-4x/dia
durante 30 dias em média. Imunossupressores
tópicos ciclosporina 1 a 2% ou tacrolimus 0,03% 2-
3x/dia por 1 a 2 meses. Se necessário associar colírio
antibiótico no início;
Ceratite Herpética Felina
Ceratite, ceratite ulcerativa ou conjuntivite causada
por Herpes vírus felino(HVF-1);
Pode ser dendrítica (de aspecto linear em forma de
“serpente”) ou geográfica (“espalhada”);
Diagnóstico: sinais clínicos e marcação positiva com
colírio Rosa Bengala. PCR positivo para HVF-1
associado aos sinais oftálmicos;
Tratamento
Antivirais tópicos colírios ou pomadas: Aciclovir
0,3% ou Idoxuridina (IDU) 0,1% 1 gota 4-5x/dia
durante 1 mês;
Antivirais sistêmicos: Fanciclovir 40-90 mg/kg 8/8h
VO 15-30 dias;
Doxiciclina 5 mg/kg VO, 12/12h, junto com o
Fanciclovir também pode ser utilizado;
Suplementação com Lisina (Lysin Cat®) 250 – 500 mg
SID uso contínuo (para aumentar a imunidade);
Florida Spots ou Caeratopatia tropical
Afecção ainda não esclarecida da córnea
caracterizada por opacidades brancas circunscritas
dispersas pelo estroma corneano;
Uma das hipóteses é a radiação UV;
“Aspecto de córnea mofada”;
Tratamento: não há;
Panus Oftálmico ou Ceratite do Pastor Alemão
É uma vascularização subepitelial de tecido
conjuntivo;
Etiologia desconhecida, mas pode estar relacionada
com problemas imunológicos;
Tratamento: imunossupressor com ciclosporina
(Optimune®) ou tacrolimus 0,03%, no início 3 a 4
vezes ao dia e depois 1 a 2 vezes/dia para o resto da
vida, colírio corticoide como adjuvante por 1 mês;
Doenças da Úvea e Glaucoma
Úvea
Prolapso de Íris
Ocorre após uma úlcera profunda de córnea; 
Tratamento: iridectomia e ceratectomia c/ flap de 3a
pálpebra ou outra proteção de córnea (membrana,
enxerto, etc.);
Sinéquia de Íris
Aderência da íris ao cristalino (posterior) ou à córnea
(anterior);
É conseqüência de um processo inflamatório da
córnea ou da úvea;
Tratamento: tratar causa primária e fazer cicloplegia
para evitar aderência (atropina). Caso haja glaucoma
concomitante evitar o uso de atropina;
Aderência da íris na
córnea, ou seja,
anterior 
Aderência da íris no
cristalino, ou seja,
posterior (catarata)
Coloboma de Íris
Falha congênita de uma parte da íris. É uma patologia
rara que ocorre mais em íris azul de animais albinos.
A fotofobia é a maior consequência pois a íris não
fecha totalmente. Não há tratamento;
Tumores e outros distúrbios de Íris
Melanoma
Melanoma, nesse caso
faz enucleação
Melanose é benigno
Cisto é translúcido, aonde a luz passa por ele; 
Membrana Pupilar Persistente (MPP)
A pupila é coberta por uma membrana vascular
(membrana pupilar) até o último mês de gestação e
ocasionalmente até 2 a 6 semanas pós-parto;
A MPP se refere atrofiaincompleta da membrana
pupilar ou a sua aderência ao cristalino (catarata) ou
à córnea provocando uma opacidade focal (leucoma)
ou provocando uma úlcera de córnea;
“Aspecto de teia-de-aranha”;
Tratamento: geralmente não é necessário. Pode-se
fazer cirurgia para ressecção da MPP c/ eltrocautério
ou extração da catarata;
Heterocromia de Íris
Alteração congênita de coloração de íris;
Pode ser unilateral ou bilateral;
Não é uma doença e não interfere na visão;
Uveíte Anterior (Iridociclite ou Irite)
É a inflamação da íris e corpo ciliar. Pode se restringir
ao olho (trauma) ou ser parte de uma doença
sistêmica. (uveíte bilateral muito sugestivo de doença
sistêmica)
Sintomas: pupila miótica pouco responsiva aos
midriáticos ou midriática (glaucoma), diminuição da
PIO (enoftalmia) ou aumento da PIO (glaucoma),
edema corneal, neovascularização corneal e da íris,
vermelhidão da íris e fluxo ciliar (pequenos vasos
irradiando-se por alguns milímetros do limbo),
hifema (sangue na câmara anterior), hipópion (pús na
câmara anterior), epífora e blefaroespasmo;
Causas
Exógenas: traumatismos, perfurações, cirurgia intra-
ocular);
Endógenas: disseminação de doença da córnea, da
esclera ou da conjuntiva, ceratite ulcerativa e ceratite
profunda;
Sistêmicas: vírus (HIC, cinomose, PIF, LFV, reação
pós-vacinal), bactérias (leptospirose), fungos
(aspergilose, criptococose, nocardiose,
histoplasmose, candidíase), parasitária (dirofilária,
toxocara),protozoário (toxoplasmose, leishmaniose),
neoplasias (linfomas, melanomas, etc), erliquiose
(distúrbio de coagulação), Síndrome úveo-
dermatológica;
Diagnóstico
Tonometria baixa ou aumentada (se cursar junto com
glaucoma);
Sinais clínicos clássicos;
Atenção para sinais bilaterais que são sugestivos de
doenças sistêmicas(leptospirose, HIC, PIF,
leishmaniose, erliquiose, etc);
Tratamento
Tratar causa primária;
Corticosteróide tópico(Predfort®, Decadron®,
Garasone®) (1 gota 3-4x/dia) ou Corticosteróide
subconjuntival (Depo-Medrol® ou Solu-Medrol®) e/ou
oral (Prednisona) (sem úlcera de córnea);
DAINE de emergência ambulatorial(Banamine®)
1mg/kg IV 24/24h/3 dias;
DAINE para prescrição oral para casa(Meloxicam,
Carprofeno ou Firecoxibe)
Em casos de muita dor Tramadol e/ou Dipirona por
via oral para casa (3 a 7 dias);
Still colírio (com úlcera de córnea) (1 gota 2-3x/dia);
Atropina 1% colírio ou Mydryacil colírio (1 gota, 1-
2x/dia, 5-7 dias no máximo) (cicloplégico e para
diminuir a dor ocular);
Antibiótico tópico (gentamicina, tobramicina,
ciprofloxacina, ofloxacina, gatifloxacina- Zymar®,
moxifloxacina-Vigamox ®) (1 gota 4-6x/dia, 10-15
dias);
Complicações: sinéquias (anterior ou posterior),
bombé (edema) de íris, mudanças na coloração da
íris, pigmentação, glaucoma e catarata
Glaucoma
É o aumento da PIO incompatível com as funções
normais da visão;
A PIO é resultado do balanço entra a produção e a
drenagem do humor aquoso. Pressão normal para
cães e gatos 15–25mmHg (TonoPen, Tonovet);12–
20mmHg (Perkins/Kowa). Pressões acima de 35
mmHg já causam danos irreversíveis a retina e ao
nevo óptico. Variação de 20% na medição da PIO
entre olhos também pode ser indicativo;
Tipos de Glaucoma
1) De acordo com o ângulo de drenagem: ângulo
aberto (simples) é geralmente bilateral, de
progressão lenta, provavelmente hereditário ou
congênito. Ângulo fechado (congestivo agudo) tem
elevação repentina da PIO por bloqueio do ângulo de
drenagem. Pode ser c/ ou s/ bloqueio pupilar;
2) De acordo com a origem: primário (sem causa
conhecida, provavelmente hereditário ou congênito
para Cocker, Poodle, Pastor Alemão, Beagle,
Dálmata, Basset Hound, etc). Secundário (catarata,
luxação de cristalino, uveíte, diabete, Cushing,
problemas da tiróide, tumores intra-oculares, pós-
cirúrgico de catarata, corticosteróide induzida por
tratamentos prolongados); 
3) De acordo com a evolução: agudo (midríase,
blefaroespasmo, esclerite, ceratite, edema de
córnea) ou crônico (buftalmia, atrofia de retina,
córnea insensível);
Como é produzido o humor aquoso
Secreção ativa: cerca de 80% da produção do humor
aquoso é secretado pelo epitélio não-pigmentado do
corpo ciliar, via um processo metabolicamente ativo,
que é dependente de vários sistemas enzimáticos
(EX: anidrase, carbônica); 
Secreção passiva: cerca de 20% da produção do
humor aquoso por processos passivos, como ultra-
filtração e difusão, dependentes do nível de pressão
sanguínea nos capilares ciliares, da pressão oncótica
e do níveo de PIO;
Como é drenado o humor aquoso
 Caminho trabecular (convencional): 90% da
drenagem do humor aquoso no ângulo iridocorneal
(trabecula). Vai da trabécula para o canal de Schlemn
e depois drenado para os vasos episclerais;
Caminho uveoescleral (não convencional): No cão
cerca de 15 a 20% da drenagem. Passa do corpo
ciliar no espaço supra-coroidal e é drenado pela
circulação venosa do corpo ciliar, coróide e esclera;
Através da íris: pode ocorrer drenagem via íris em
algumas circunstâncias;
Diagnóstico
Tonometria (PIO alta); 
Oftalmoscopia, com alterações de fundo de olho; 
Luxação de cristalino
Atrofia de retina
Depressão do disco
óptico
Sinais clínicos: olho com aumento de volume,
midríase não responsiva, esclerite, conjuntivite,
ceratite, blefaroespasmo; 
Tratamento convencional de uso contínuo tópico
Plano A: Dorzolamida (inibe a enzima anidras e
carbônica que faz a produção de humor aquoso
provocando diminuição da PIO. 1 gota 2 a 3x/dia);
Plano B: Dorzolamida + Timolol (O timolol é um β-
bloqueador que diminui a produção de humor aquoso
pela redução do fluxo sanguíneo no processo ciliar. É
contraindicado em pacientes com problemas
cardíacos e respiratórios. 1 gota 2 a 3x/dia);
Plano C: Latanoprosta (prostaglandina sintética
hipotensora ocular tópica pelo aumento de efluxo
úveo-escleral. Os efeitos colaterais são vermelhidão,
exacerbação da uveíte (não deve ser utilizado em
glaucoma secundário à uveíte). Guardar na geladeira,
1 gota a 3x/dia);
Tratamento de emergência por via sistêmica
Manitol 20%: diurético osmótico injetável.
Ambulatorial. Dose: 1 – 2 g/kg IV lento a 20%
durante 15 - 30 minutos. Repetir 4 horas depois caso
seja necessário. Contraindicações para insuficiência
cardíaca congestiva (ICC) e edema pulmonar;
Glicerina 12%: diurético osmótico oral. Manutenção
em casa pós tratamento emergencial com manitol.
Dose: 1-2 ml/kg da solução a 12% VO 8/8 horas
durante 3 a 5 dias. Pode provocar vômito e diarréia;
Cristalino
Catarata
Opacidade do cristalino;
Classificação das cataratas
Quanto à etiologia: congênita ou adquirida; 
Quanto ao desenvolvimento: incipiente (há pouca
perda de visão), imatura (a lente fica “nublada” c/
alguma dificuldade de visão), madura (a lente fica
completamente opaca), hipermadura (a lente diminui
de tamanho, catarata morganiana);
Quanto à localização: capsulares, subcapsulares,
zonulares, corticais, nucleares, axiais e equatoriais;
Quanto à idade: embrionária, infantil, juvenil ou
senil;
Quanto à distúrbios endócrinos: diabética,
paratireóide;
Quanto à traumas: traumática, irradiação, por
drogas;
Fisiopatologia da catarata diabetogênica
Na hiperglicemia começa a ter o catabolismo
excessivo de glicose, gerando sorbitol (álcool que
aumenta a entrada de água) e esse água aumenta a
pressão (glaucoma) e entra dentro do cristalino,
deixando ele opaco (catarata);
O Y invertido surge
quando há a catarata
Catarata
Tratamento
Cirúrgico (facoemulsificação);
Traumáticas ou no início do processo (Clarvisol
oculum 2 gotas, 2-4x ao dia);
Indicações para facoemulsificação
Esclerose nuclear da lente: opacidade fisiológica
que acomete todos os cães acima de 6 a 7 anos de
idade, não atrapalha a visão de forma significativa
que justifique a cirurgia de catarata. Não há
indicação. Se visualizar o fundo de olho com
oftalmoscópio é esclerose s não é catarata;
Catarata incipiente: opacidade que acomete até
15% do volume da lente, nessa fase ainda não há
indicação de cirurgia de catarata, apenas
acompanhamento clínico; 
Catarata imatura: opacidade que acomete mais de
15% do volume da lente.Essa é a fase ideal para a
cirurgia de catarata por facoemulsificação;
Catarata matura ou madura: opacidade total da
lente, que causa cegueira e ainda é possível realizar a
cirurgia com bons resultados; 
Catarata diabética
Catarata hipermatura: opacidade total da lente com
ou sem reabsorção de material lenticular e várias
complicações associadas, que precisam ser tratadas.
Dependendo do caso são olhos em que a cirurgia
ainda é viável; 
Luxação e subluxação de cristalino
Luxação é o deslocamento do cristalino. A
subluxação é o estágio precoce da luxação e se
caracteriza por uma ruptura ou degeneração parcial
da zônula que sustenta o cristalino; 
Causas
Traumatismos; 
Pré-disposição racial: Poodle, BassetHound, Beagle,
Fox Terrier, Border Collie, Pastor Alemão, Schnauzer,
Siamês; 
Catarata intumescente ou hipermadura; 
Glaucoma; 
Uveíte; 
Tumor intraocular; 
Tipos e Tratamento
Luxação anterior (câmara anterior): olho
avermelhado e muito doloroso, edema de córnea,
hifema, glaucoma. Cirurgia para retirada do cristalino
ou enucleação; 
Luxação posterior (câmara posterior): aparência de
meia lua, indolor na maioria dos casos. Em geral só
anti-inflamatórios e analgésicos; 
Luxação posteriorLuxação anterior
Vítreo, Retina e Coróide
Humor vítreo
Hialose: degeneração do humor vítreo, ocorre mais
em animais velhos, geralmente unilateral. Não há
tratamento; 
Hialite: inflamação do humor vítreo, geralmente é
secundário à uveíte e retinite. Tratamento idem à
uveíte;
Retina e Coróide
Atrofia ou Degeneração de Retina
Etiologia: hereditária (Collie, Cocker, Poodle, Pastor
Alemão), glaucoma e coriorretinite e neurite crônica;
Sintomas: cegueira noturna ou à penumbra no início,
pupila dilatada; 
Diagnóstico: por meio da oftalmoscopia onde a área
tapeal (área colorida) mais reflexiva com tons
tendendo a cinza com vasos retinianos atenuados,
manchar ou pontos enegrecidos na área atapetal e
tapetal; 
Tratamento: geralmente sem sucesso, no início
pode-se tentar vitamina A; 
Prognóstico: reservado a ruim; 
Coriorretinite e atrofia
de retina
Atrofia de retina
(ausência de vasos)
Atrofia de retina
Hemorragia de retina
Etiologia: trauma craniano, hipertensão sistêmica
(IRA) e ocular (glaucoma), distúrbios de coagulação
(erliquia/leishmaniose); 
Diagnóstico: feito por oftalmoscopia com a
visibilização de manchas avermelhadas ou coágulos
na retina; 
Tratamento: tratar a causa primária, corticosteroides
tópicos e sistêmicos; 
Prognóstico: reservado a bom;
Hemorragia de retina
Descolamento de retina
Etiologia: traumática, hemorragia de retina,
neoplasias, hipertensão (glaucoma e IRA), filariose,
secundária a doença inflamatória (uveíte e
coriorretinite);
Diagnóstico: feito por oftalmoscopia com a aparência
desfocada da retina (aparência de pano solto);
Tratamento: Somente quando a causa for uma
doença inflamatória (antibiótico e corticóide tópico e
sistêmico por 7 a 14 dias, manitol IV ou glicerina VO e
repouso absoluto);
Prognóstico: desfavorável a ruim; 
Descolamento de
retina
Coriorretinite, uveíte posterior, retinite
É a inflamação da coróide e da retina; 
Sintomas: midríase, vista dificultada, esbarra em
objetos, tímido, assustado;
Diagnóstico: feito por oftalmoscopia com a imagem
distorcida, vasos retinianos congestos, aumento da
refletibilidade da zona tapeal, sente dor no
movimento ocular; 
Tratamento: antibiótico e corticóide tópico e
sistêmico por 7 a 14 dias;
Prognóstico: reservado;
Coriorretinite 
Nervo óptico
Neurite óptica
É a inflamação do nervo óptico que resulta no súbito
aparecimento de cegueira, frequentemente em
ambos os olhos;
Etiologia: idiopática, cinomose, meningoencefalite,
toxoplasmose, outras doenças do SNC;
Sinais clínicos: cegueira aguda bilateral, pupilas
dilatadas não responsivas, papilite (inflamação do
disco óptico com perda de sua margem), o restante
do olho pode estar normal; 
Tratamento: tratar a causa, corticosteroides tópicos
e sistêmicos; 
Prognóstico: reservado;
Disco óptico todo
edemaciado
Caso clínico
1) Cocker, 5 anos, 7,5 kg, proprietária trouxe no
atendimento porque o olho está “remelando” há 4
meses. Já foi em outro veterinário que prescreveu
colírio antibiótico e anti-inflamatório que deu uma
melhorada na primeira semana, mas depois os
sintomas retornaram. Come ração Royal Canin e é
vacinadao e vermifugado corretamente. 
Exame oftálmico OD
Reflexo: (+) direto (+) consensual 
Teste de Schirmer: 3 mm/min 
Tonometria Kowa: 15 mmHg 
Fluoresceína: (-) 
Fundo de olho: NDN
A) Descreva as alterações oftálmicas observadas no
olho direito e no olho esquerdo.
B) Diagnósticos baseados em quais fatores?
C) Tratamento? 
2) Pastor Alemão, 3 anos, 35 kg, proprietário relata
que o animal frequentemente tem carrapatos e que
aplica Frontline® sempre, mas há 15 dias percebeu
que o animal está com olho direito e esquerdo com
aparência estranha e está esbarrando em objetos.
Come ração de boa qualidade, é vacinado e
vermifugado corretamente. Está com midríase
bilateral não responsiva.
Exame oftálmico 
OD: Reflexo: (-) direto (-) consensual 
Teste de Schirmer: 16 mm/min 
Tonometria TonovetPlus: 14 mmHg 
Fluoresceína: (-) 
Fundo de olho: ver foto 
OE: Reflexo: (-) direto (-) consensual 
Teste de Schirmer: 17 mm/min 
Tonometria TonovetPlus: 12 mmHg 
Fluoresceína: (-) 
Fundo de olho: ver foto 
Hemograma: PPT↑, leve anemia, pesquisa de
hematozoário (+) para Erliquia canis
A) Diagnóstico completo?
B) Tratamento?
C) Prognóstico?
D) Explique ao proprietário como ocorreu todo o
processo.