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Apostila de 
Estomatologia 
Estabelecimento de
diagnóstico e tratamento 
Semiologia 
Diagnóstico Classificação da semiologia 
Relacionado ao estudo dos sinais e sintomas
das doenças humanas 
SINTOMAS: Relato das sensações do 
paciente. Ex: dor, formigamento. 
SINAIS: Observado pelo profissional. Ex: 
mancha, nódulos. 
SINAL PATOGNOMÕNICO: 
característica 
encontrada exclusivamente em determinada 
doença e indica sua presença. 
Conjunto de dados clínicos que para serem
obtidos deve - se levar em conta não apenas
os sintomas, mas também a história médica 
do paciente. Os dados são obtidos através do 
exame (sinais e sintomas) do paciente, que 
conduz e orienta para determinação de uma 
doença. 
Dividia em três (03) partes: 
SEMIOGÊNESE 
Estuda a formação dos sinais e sintomas do 
ponto de vista clínico. 
SEMIOTÉCNICA 
Técnica de colheita dos sinais e sintomas. 
Utilizam-se os sentidos naturais do 
examinador, através de manobras. 
PROPEDÊUTICA 
Estudo, análise e interpretação dos dados 
coletados na semiotécnica. 
Tratamento 
Prognóstico 
Conduta clínica para 
estabelecimento do diagnóstico 
Proservação 
O tratamento é estabelecido de acordo com o
doente e a doença, sendo importante saber
qual será o comportamento de uma terapia
aplicada neste paciente. 
TRATAMENTO DE SUPORTE 
Manutenção da saúde geral do paciente 
através de alimentação, repouso e 
suplemento alimentar. 
TRATAMENTO EXPECTANTE 
Temporário, enquanto aguarda a evolução 
da doença. 
O prognóstico pode ser classificado como:
bom, mal ou duvidoso. Está sempre
associado ao tratamento. 
Após obtenção dos sinais e sintomas, procede-
se à interpretação dos dados definindo o
quadro clínico. 
TRATAMENTO SINTOMÁTICO 
Tratamento com a finalidade de combater a
os sintomas que o paciente se queixa. 
É o período de acompanhamento após o
tratamento em que o paciente será monitorado
durante o tempo indicado pela doença, no qual
todas as possibilidades são 
esperadas: cura, recidiva ou morte. 
Exame clínico 
Anamnese 
Exame físico 
Manobras semiotécnica 
É através dessa ficha, que se dará o
direcionamento para a solicitação de exames de
imagem e outros, quando preciso. Além de ser
importante para as etapas sequentes do
tratamento. 
A anamnese é uma aliada para o profissional
de saúde. Sendo a primeira etapa em qualquer
consulta odontológica. Consiste em uma
entrevista prévia para ouvir o paciente e
entender suas queixas, avaliar sinais e
sintomas. Assim, ela é considerada a base
inicial de qualquer atendimento. 
Consiste em avaliar os 
sinais da doença, podendo lançar mão de
exames de imagens ou outros exames
complementares para fechar o diagnóstico. 
Inspeção 
Palpação 
Auscultação 
Percussão 
As principais manobras são: 
A inspeção física deve levar em consideração
todos as características gerais do paciente, cor
de pele, desenvolvimento dos ossos da face,
tonicidade, mobilidade da musculatura, a
expressão dos olhos. A inspeção local é dirigida
para a região de cabeça e pescoço. Estruturas
anatômicas relacionadas com a cavidade oral
como ATM, ossos do sistema estomatognático,
glândulas 
salivares, língua, gânglios, devem ser 
inspecionadas.
Inspeção intrabucal inicia-se face interna do 
lábio, gengiva, fundo de sulco, 
rebordo alveolar, mucosa jugal, língua,
assoalho bucal, palato e dentes. 
As manobras de semiotécnica são os recursos
clínicos utilizados para colher sinais. Podem ser
realizadas diretamente, por meio dos órgãos
dos sentidos do examinador, ou indiretamente,
com a utilização de 
instrumentos e aparelhos que de alguma
forma ampliem os sentidos. 
Ato de palpar, por meio da palpação colhem- se
sinais pelo tato e pela compressão. Assim,
observam-se modificações de textura,
espessura, consistência, sensibilidade, volume,
conteúdo, elasticidade e temperatura. 
Utiliza-se a visão de modo direto (“a olho nu”) ou
indireto, por meio de lentes e espelhos. As
estruturas a serem inspecionadas devem estar
secas e com boa visibilidade. 
Ato de ouvir sons e ruídos produzidos no
organismo. Em odontologia, o seu emprego é
restrito, mas importante na avaliação fisiológica
da articulação temporomandibular 
 
PERCUSSÃO INDIRETA: normalmente é feita 
com o cabo do espelho. 
PERCUSSÃO DIRETA: realizada diretamente 
com os dedos. 
Ato ou efeito de percutir (bater, tocar). Leves
batidas originam vibrações, por meio das quais
se identifica o estado físico do conteúdo da
estrutura que está sendo percutida. 
Inspeção 
Palpação 
Percussão 
Auscultação 
Punção 
Diascopia 
Ato ou efeito de pungir ou puncionar; em outras
palavras: picar, perfurar. Usam-se seringas
hipodérmicas com agulha de diâmetro amplo o
suficiente para aspirar líquidos e semissólidos
por meio da tração do êmbolo. 
Consiste em visualizar uma determinada
estrutura comprimida por uma lâmina de vidro.
sendo utilizada em lesões escuras, suspeitas de
hemangioma ou nevo, fazendo-se compressão
com uma lâmina de vidro sobre a área a ser
estudada. 
Exames complementares 
Biópsia 
Citologia esfoliativa 
As lesões de pequenas dimensões podem ser
removidas totalmente, sem riscos de
sangramentos. 
A biópsia é indicada para lesões que se
apresentam sob forma de úlceras persistentes que
não cicatrizam espontaneamente ou após o
tempo. 
A citologia esfoliativa é um exame complementar
de diagnóstico que utiliza células naturalmente
eliminadas para estudo microscópico. Consiste em
remover as células mais superficiais da lesão
através da esfoliação (raspagem). 
A biópsia serve de auxílio para fechar o
diagnóstico correto. Várias vezes a biópsia é o
diagnóstico e também o tratamento, outras vezes
o tratamento daquela lesão é diferente daquela
biópsia que se realizou inicialmente. 
A principal finalidade da citologia esfoliativa é a
detecção de tumores malignos. 
Contudo, mesmo sendo um exame altamente
confiável, a citologia esfoliativa não substitui a
biópsia, pois não define o tipo de lesão maligna. 
As células passam por um processo de renovação
celular, então na camada basal são produzidas
células o tempo inteiro, essas células vão subir da
camada basal até a superfície do epitélio, chega
na superfície do epitélio vira ceratina e depois
esfolia. Assim, a avaliasse as células que se
desprendem da mucosa 
Na odontologia utilizasse citologia esfoliativa
quando o paciente está com uma
imunossupressão muito grande, ou quando o
paciente não tem condições de fazer um
procedimento cirúrgico, como por exemplo um 
paciente internado na UTI. 
 
Existem as escovas conhecidas como Swab, 
que são esfregadas em cima da lesão, para 
remover as células da camada superficial; depois 
que se fez essa manobra, pega-se uma lâmina 
de microscópio e coloca-se esse conteúdo que 
foi raspado nessa lâmina. 
CLASSIFICAÇÃO DE CITOLOGIA 
CLASSE I – Ausência de células atípicas ou 
anormais; 
CLASSE II – Citologia atípica, mas sem evidência 
de malignidade; 
CLASSE III – Citologia sugestiva, mas não 
conclusiva de malignidade; 
CLASSE IV – Citologia fortemente sugestiva de 
malignidade; 
CLASSE V – Citologia conclusiva para 
malignidade. 
Indicação para lesões grandes (> 1cm); 
Lesão localizada em áreas de risco; 
Remove-se uma parte da lesão; 
Não pode ser qualquer parte da lesão; 
Se eu suspeitar de lesão maligna ou lesão 
cística muito grande faz biópsia incisional. 
Indicado para lesões menores (grandes cistos com
frequência produzem expansão clínica que, às
vezes, pode estar associada à dor e parestesia. 
Radiograficamente, a lesão apresenta-se com 
radiolúcida unilocular ou multilocular, margens 
da lesão radiolúcida e bem definidas, 
apresentando bordas escleróticas. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Cisto odontogênico 
glandular 
Ceratocisto odontogênico Cisto odontogênico
ortoceratinizado 
Enucleação e curetagem. 
Pequenos ceratocistos odontogênicos
geralmente são assintomáticos e descobertos
somente durante o curso de um exame
radiográfico, os de grandes dimensões podem
estar associados a dor, edema ou drenagem. 
Tendem a crescer em uma direção ântero-
posterior, dentro da cavidade medular do osso, 
sem causar expansão óssea óbvia. 
Surge a partir dos restos celulares da lâmina
dental. É tratado como cisto, mas se comporta
como tumor. Podem ser encontrados em
pacientes com idade variável, desde a infância
até a velhice (entre 10 e 40 anos), sendo a
região posterior da mandíbula mais acometida. 
Os cistos odontogênicos ortoceratinizados
ocorrem predominantemente em adultos jovens
e mostram uma razão de 2:1 entre homens e
mulheres. A lesão ocorre duas vezes mais
frequentemente na mandíbula do que na
maxila, com uma tendência a envolver as regiões
posteriores dos ossos gnáticos. 
O tamanho pode variar de menos de 1cm até 
grandes lesões, maiores do que 7cm de 
diâmetro. 
A enucleação seguida de curetagem é o
tratamento usual para os cistos odontogênicos
ortoceratinizados. As recidivas têm sido
observadas, marcadamente com a taxa de
recidiva de 30% ou mais. 
Não denota um tipo clínico específico de cisto
odontogênico, mas apenas se refere a um cisto
odontogênico que microscopicamente apresenta
um revestimento epitelial ortoceratinizado. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Cisto odontogênico
calcificante 
É uma lesão incomum que demonstra 
considerável diversidade histopatológica 
e comportamento clínico variável. Apesar de ser
amplamente considerado como um cisto, alguns
investigadores preferem classificá-lo como uma
neoplasia. 
Além disso, o cisto odontogênico calcificante 
pode estar associado a outros tumores 
odontogênicos reconhecidos, mais 
comumente aos odontomas. 
É predominantemente uma lesão intraóssea,
apesar de casos relatadas terem se
apresentado como lesões periféricas
(extraósseas). Os pacientes podem ter idade
variando da infância à velhice. 
O prognóstico de um paciente com cisto
odontogênico calcificante é favorável, sendo
relatadas somente poucas recidivas após a
enucleação simples. 
geralmente se apresenta como uma lesão
radiolúcida, unilocular, bem definida, apesar de
a lesão poder ser, ocasionalmente, multilocular.
Estruturas radiopacas dentro da lesão, quer 
sejam calcificações irregulares ou de densidade 
semelhante ao osso, estão presentes. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Tumores odontogênicos 
Os tumores odontogênicos compreendem um
grupo complexo de lesões de diversos tipos
histopatológicos e comportamentos clínicos.
Algumas dessas lesões são neoplasias
verdadeiras e podem, raramente, exibir
comportamento maligno. Outras podem
representar malformações semelhantes a tumor
(hamartomas). 
O ameloblastoma é o tumor odontogênico
clinicamente significativo mais comum, são
tumores de origem epitelial odontogênica,
originários dos restos da lâmina dentária, de um
órgão do esmalte em desenvolvimento, do 
revestimento epitelial de um 
cisto 
odontogênico, ou das células basais da mucosa 
oral. 
Eles ocorrem em três diferentes situações: 
1. Sólido convencional ou multicístico; 
2. Unicístico; 
3. Periférico (extraósseo). 
O ameloblastoma sólido convencional ou
multicístico intraósseo é encontrado em
pacientes com ampla variação etária. É raro em
crianças com menos de 10 anos e relativamente
incomum no grupo de 10 a 19 anos. 
Ocorrem na mandíbula, mais frequentemente 
na região de ramo e corpo de mandíbula. O 
tumor frequentemente é assintomático e 
lesões menores são detectadas somente 
durante o exame radiográfico. A apresentação 
clínica usual é de uma tumefação indolor ou 
expansão dos ossos gnáticos. Se não for 
tratada, então a lesão pode 
crescer 
lentamente até atingir proporções grandes ou 
grotescas. A dor e a parestesia são incomuns,
mesmo nos tumores grandes. 
Ameloblastoma 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
O aspecto radiográfico da lesão é 
Os pacientes com ameloblastoma intraósseo
multicístico ou sólido têm sido tratados de
diversas maneiras. O tratamento varia desde
uma simples enucleação seguida por
curetagem até a ressecção em bloco. 
O tumor odontogênico adenomatoide
representa 3% a 7% de todos os tumores
odontogênicos, são, em grande parte, limitados
aos pacientes jovens, e dois terços 
de todos os casos são diagnosticados quando 
O tumor odontogênico adenomatoide é
completamente benigno; devido à presença de
sua cápsula, ele pode ser facilmente enucleado
do osso. O comportamento agressivo não foi
documentado e a recidiva após enucleação, se
ocorrer, é muito rara. 
o paciente tem entre 10 e 19 anos. Ocorre nas
regiões anteriores dos ossos gnáticos, sendo
encontrado duas vezes mais na maxila do que na
mandíbula, com uma discreta predileção 
pelo sexo feminino. Raramente excedem 3cm 
em seu maior diâmetro, apesar de algumas 
lesões maiores terem sido descritas. 
A lesão pode se mostrar completamente 
radiolúcida; contudo, frequentemente, ela 
contém calcificações delicadas (em flocos de 
neve). Geralmente está envolvida com uma 
extensa cápsula fibrosa. 
frequentemente descrito como em “bolhas de 
sabão” em loculações grandes ou como “em
favos de mel” em loculações são pequenas. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Tumor odontogênico
adenomatoide 
Odontoma 
Mixoma 
Os odontomas são os tipos mais comuns de
tumores odontogênicos. Sua prevalência
excede a de todos os outros tumores
odontogênicos combinados. Os odontomas 
são considerados como anomalias 
do desenvolvimento (hamartomas), em vez de 
neoplasias verdadeiras. 
Os odontomas são ainda subdivididos em tipo 
composto e tipo complexo. 
O odontoma composto é formado por 
múltiplas estruturas pequenas, semelhantes a 
dentes. 
O odontoma complexo consiste em uma 
massa conglomerada de esmalte e dentina, 
que não exibe semelhança anatômica com um 
dente. 
A maioria dos odontomas é detectada durante as
primeiras duas décadas de vida e a idade média
no momento do diagnóstico é de 14 anos. 
São tipicamente lesões relativamente pequenas
que raramente excedem o tamanho de um dente
da região onde eles estão localizados. Contudo,
odontomas 
maiores, de até 6cm ou mais de diâmetro, são 
ocasionalmente observados. Esse odontomas 
maiores podem levar à expansão dos ossos 
gnáticos. 
Acredita-se que os mixomas dos ossos gnáticos
se originem do ectomesênquima odontogênico.
Os mixomas são predominantemente
encontrados em adultos jovens, mas podem
ocorrer em um grupo com ampla faixa etária.
Não há predileção por sexo. 
Os odontomas são tratados por excisão local
simples e o prognóstico é excelente. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
indistinguível daquele 
ameloblastomas. 
observado 
Pequenos mixomas são tratados, geralmente,
através de curetagem. Para lesões maiores, 
nos 
Lesões menores podem ser assintomáticas e são
descobertas somente durante um exame
radiográfico de rotina. Lesões maiores estão
frequentemente associadas à expansão 
indolor do osso envolvido, a mandíbula é 
acometida mais comumente do que a maxila. 
 
Radiograficamente, o mixoma se apresenta 
como uma lesão radiolúcida uni ou multilocular, 
que pode deslocar ou causar a reabsorção 
dos dentes na região do tumor. As margens 
da lesão radiolúcida são frequentemente 
irregulares ou festonadas. Grandes mixomasda mandíbula podem apresentar o padrão 
ressecções mais extensas podem ser
necessárias, uma vez que os mixomas não são
encapsulados e tendem a infiltrar o osso
adjacente. 
O tratamento consiste na extração cirúrgica
dos dentes juntamente com o aumento de
volume calcificado. 
O cementoblastoma é um 
neoplasma odontogênico de cementoblastos
raro. Com predileção pela mandíbula, podem
envolver dentes impactados e não erupcionados. 
Radiograficamente, o tumor aparece como 
um aumento de volume radiopaco que está 
fundido a um ou mais dentes e é circundado 
por um fino halo radiolúcido. 
 
NEVILLE, Brad W. et al. Pat ologia oral e 
maxilofacial. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 
radiolúcido em “bolhas de sabão”, que é 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
CementoblastomaO diagnóstico e o controle das lesões ósseas 
podem ser realizados com maior fidelidade, 
tornando-se cada vez mais precisos à medida que 
os recursos da radiografia se aplicam. 
•
•
•
• 
Nome; 
Idade e sexo do paciente; 
Data da coleta do material; 
Descrição da lesão (forma, localização, 
dimensão, cor, base, contorno, textura, 
número). 
• 
• 
Breve relatório clínico; 
Tipo de biópsia. 
Os dados devem guiar o exame histopatológico. 
É o registro da cintilação, que é o principal fenômeno
no processo de formação da imagem, a partir da
radiação emitida pelo órgão que está sendo
examinado, obtidas por meio da injeção de uma
substância radioativa na corrente circulatória. 
A ultrassonografia, é um exame de imagem
diagnóstico que serve para visualizar qualquer órgão
ou tecido do corpo, através de ondas sonoras.
Quando o exame é realizado com Doppler, é possível
observar o fluxo sanguíneo dessa região. 
Imagem branca – hiperecoica 
Imagem escura – hipoecoica 
Tomografia computadorizada 
É realizada com uma fonte circular de emissão de
raio X que gira ao redor da cabeça do paciente.
Realiza aquisição simultânea das imagens da
maxila e da mandíbula. Além disso o exame
permite ver a relação das duas arcadas. 
Considerado como um método para avaliar imagens
das estruturas ósseas, a tomografia
computadorizada é um método radiológico que
permite obter a reprodução de uma parte do 
corpo humano, para que então o diagnóstico seja 
definido com mais precisão e agilidade, sendo 
possível efetuar uma melhor distinção entre os 
tecidos devido a maior sensibilidade, dando auxílio 
na detecção de anomalias que antes só seriam 
realizadas com procedimentos invasivos. 
Na odontologia a tomografia computadorizada é
bastante usada, principalmente, para identificar e
delinear processos patológicos, como tumores
benignos e malignos, cistos, além de visualizar
dentes retidos, traumas, seios paranasais,
componentes ósseos da articulação e leitos para
implantes dentários. 
A tomografia tem aplicações importantes em todas
as especialidades odontológicas. 
Na ortodontia é utilizada na avaliação de dentes
inclusos e na análise de sua relação com
estruturas adjacentes. 
Na implantodontia, a tomografia permite a avaliação 
quantitativa e qualitativa do osso 
alveolar, 
possibilitando a mensuração de sua altura e 
dimensão anteroposterior. 
Na cirurgia bucomaxilofacial, ela exerce um papel 
fundamental na detecção de fraturas do nariz, da 
maxila, da mandíbula e do arco zigomático, Dentes 
inclusos. 
Exames hematológicos 
Hemograma 
Coagulograma 
O hemograma estuda a contagem de células
sanguíneas, o sangue é um tecido vivo formado
por células de diferentes formas, tipos e
finalidades. 
O coagulograma é um conjunto de exames
responsáveis pela análise de alterações da
coagulação presentes no sangue humano. Com ele,
é possível identificar doenças ou 
complicações e iniciar o tratamento o mais rápido 
possível. 
SÉRIE VERMELHA - estuda as hemácias (ou
eritrócitos ou glóbulos vermelhos). 
SÉRIE BRANCA - estuda os glóbulos brancos, 
representados pelos neutrófilos, eosinófilo, 
basófilos, linfócitos e monócitos. 
SÉRIE PLAQUETÁRIA - Quantifica as plaquetas 
presentes em uma determinada amostragem de 
sangue colhida. 
Combate as infecções bacterianas. 
O tempo de protrombina (TP) avalia os fatores de
coagulação, já o índice de relação normalizada
(INR), é um exame fundamental para avaliação e 
controle de pacientes anticoagulados que 
necessitam de intervenções cirúrgicas 
INR: 1,0 – valor ideal, pois mostra o equilíbrio 
entre coagulação e anticoagulação. 
Responsáveis pela defesa do corpo, segunda
célula mais comum dos glóbulos brancos. 
Principais linhas de defesa contra infecções virais 
e surgimento de tumores. 
Linfócitos 
Neutrófilos 
Lesões fundamentais 
São alterações morfológicas que conduzem à
descrição de lesões nos tegumentos cutâneo e
mucoso (pele e/ou mucosa). 
Área circunscrita não elevada com alteração de
cor, que é distinta dos tecidos adjacentes. Ocorre a
modificação da coloração normal da mucosa e
apresenta cor, forma e tamanho variado. 
Ligeira elevação de 1 a 2mm, achatada, levemente
elevada e superficial, de coloração branca, que não
desprende a raspagem. 
ÚLCERA – lesões de caráter crônico (persiste 
por semana ou meses). 
ÚLCERAÇÃO – lesões de curta duração. 
Lesão superficial circunscrita, resultante do
rompimento do epitélio com a exposição do
tecido conjuntivo. Evolui da erosão. 
Quando ocorre o rompimento superficial do
epitélio, sem que haja exposição do
conjuntivo. Ocorrem ulcerações rasas e
superficiais. 
Placa 
Manchas ou máculas 
Erosão 
Úlcera 
Pápula 
Vesícula e bolha Nódulos 
 
A BOLHA é de dimensão grande, maior que 
3mm. 
Pequena massa elevada, circunscrita, sólida e
palpável na pele ou na mucosa, seu diâmetro
não ultrapassa 5mm. 
Lesão da pele ou mucosa elevada, circunscrita
contendo fluido em seu interior. 
A VESÍCULA é de dimensão pequena, até 
3mm. 
Consistência: flácida ou rugosa;
Base de implantação: Séssil, 
pediculada;
Superfície: Lisa ou rugosa. 
larga ou 
Grande massa elevada, circunscrita, sólida e
palpável na pele e na mucosa. Com variação
de consistência, tamanho, base de
implantação, cor e superfície. 
•
• 
• 
Lesões ulceradas e
vesicobolhosas 
Lesões ulceradas 
São lesões que ocorrem pela exposição do
epitélio e em continuidade com exposição do
tecido conjuntivo adjascente. 
A estomatite aftosa recorrente, popularmente
conhecida como afta é uma das patologias 
mais
característica
conhecida. 
comuns da
próprias 
mucosa oral, com
pouco e etiologia 
As úlceras surgem quase exclusivamente na 
mucosa não-ceratinizada e podem ser 
precedidas por uma mácula eritematosa em 
associação a sintomas prodrômicos de 
queimação, prurido ou pontadas. 
As ulcerações aftosas menores são as mais 
comuns e representam o padrão presente 
em mais de 80% dos indivíduos afetados. 
As ulcerações aftosas são observadas mais
frequentemente em crianças e adultos jovens,
com aproximadamente 80% dos indivíduos
afetados relatando suas primeiras ulcerações
antes dos 30 anos de idade. 
Diferentes subgrupos de pacientes parecem ter
diferentes causas para a ocorrência das aftas.
Estes fatores sugerem um processo patológico
que pode ser desencadeado por uma
variedade de agentes causais, envolvendo os
fatores hereditários, psicossomáticos,
hormonais e infecciosos. 
Afta 
ETIOLOGIA 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Nenhum procedimento laboratorial fornece o
diagnóstico definitivo. O diagnóstico é feito pela
apresentação clínica e pela exclusão de outras
doenças que produzem ulcerações que se
parecem com as aftas. 
O prognóstico é favorável e desaparece
espontaneamente de 5 a 7 dias. 
Nos pacientes com doença leve, a base da 
terapia é o uso de anti-inflamatórios 
(corticosteroides) tópicos. 
A ulceração demonstra uma membrana
fibrinopurulenta removível, branco-amarelada,
que é circundada por um halo eritematoso,
medindo não mais que 3mm. 
As mucosas jugal e labial são mais 
pela 
superfície ventral da língua, fundo de vestíbulo, 
soalho da boca e palato mole. 
frequentemente afetadas, seguidas 
Podem resultar de um dano mecânico como o
contato com alimentos cortantes ou mordidas
acidentais durante a mastigação, escovação
excessiva, durante a fala, ou até mesmo
dormindo. 
Lesões agudas e crônicas da mucosa oral são
frequentemente observadas. 
O tratamento consiste na remoção do agente
traumático. Tais ulcerações podem permanecer
por longos períodos de tempo, mas geralmente
cicatrizam em poucos dias. 
O trauma agudo ou crônico na mucosa oral
pode resultar em ulcerações superficiais,
únicas, profundas de contorno irregulares e
dimensões variadas. 
DIAGNÓSTICO 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
ETIOLOGIA 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E POGNÓSTICO 
Ulcerações traumáticas 
Lesões vesiculares e bolhosasCausadas por infecções, essas lesões têm a
possibilidade de ulcerar. A fase de vesícula ou
bolha pode ser curta. 
O Herpesvírus apresenta lesões vesiculares 
mucocutâneas que 
ocorrem predominantemente no lábio e
mucosas que ulceram com frequência. 
A maioria dos casos de gengivoestomatite 
herpética aguda ocorre entre os 6 meses e 5 
anos de idade, com pico de prevalência entre 
os 2 e 3 anos de idade. Apesar desta 
estatística, alguns casos são relatados em 
pacientes com mais de 60 anos de idade. 
Causada pelo vírus do herpes simples (VHS), a
gengivoestomatite herpética primária aguda 
Os pacientes devem restringir o contato com as
lesões ativas para prevenir a disseminação para
outros locais e pessoas. O aciclovir em
suspensão é iniciado nos 3 primeiros dias de 
sintomatologia pela técnica de bochechar e 
engolir 5 vezes ao dia por 5 dias. 
(herpes primário) é o padrão mais comum de
infecção primária sintomática pelo VHS. 
Inicialmente, na mucosa afetada desenvolvem-
se diversas vesículas puntiformes, que
rapidamente se rompem e formam inúmeras
lesões pequenas, avermelhadas. Essas lesões
iniciais aumentam um pouco de tamanho e
desenvolvem áreas centrais de ulceração,
recobertas por uma fibrina amarela. 
As ulcerações adjacentes podem coalescer e 
formar ulcerações maiores rasas e irregulares. 
Tanto a mucosa oral móvel quanto a aderida 
podem ser afetadas, e o número de lesões é 
altamente variável. Em todos os casos, a 
gengiva apresenta-se aumentada, dolorosa e 
extremamente eritematosa. 
Herpes (Herpesvírus) 
ETIOLOGIA 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Herpes - Zoster 
Durante a replicação viral inicial, desenvolvem-
se ganglionites ativas que resultam em
necrose neural e neuralgia grave. Essa reação 
Após a infecção inicial pelo vírus varicela zoster
(catapora), o vírus é transportado para os nervos
sensitivos e presumivelmente estabelece sua
latência no gânglio espinhal dorsal. O herpes-
zoster clinicamente evidente ocorre após a
reativação do vírus, com o envolvimento da
distribuição do nervo 
sensitivo afetado. 
Doença infecciosa que apresenta lesões
vesiculares mucocutâneas que ocorrem
principalmente na pele e na mucosa sempre
acompanhando uma terminação nervosa
periférica. 
DIAGNÒSTICO 
O diagnóstico do herpes-zoster pode muitas 
vezes ser feito com base nas manifestações 
clínicas, entretanto outros procedimentos 
podem ser necessários nos casos atípicos. A 
cultura viral pode confirmar a impressão 
clínica, mas leva pelo menos 24 horas. 
inflamatória é responsável pelos sintomas
prodrômicos de dor intensa que precedem a
erupção cutânea em mais de 90% dos casos.
Conforme o vírus movimenta-se pelo nervo, 
a dor intensifica-se e tem sido descrita como 
queimação, formigamento, coceira, um 
incômodo pontiagudo ou cortante. 
A febre deve ser tratada com antipiréticos que
não contenham aspirina. Antipruriginosos, como
a difenidramina, podem ser administrados para
diminuir o prurido. As lesões cutâneas devem
ser mantidas secas e limpas a fim de prevenir
infecções secundárias. 
ETIOLOGIA 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Pênfigo vulgar 
É uma doença mucocutâneas de origem
imunológica que se manifesta na mucosa bucal,
principalmente na gengiva, muitas vezes
simulando uma gengivite. 
Ele não é observado com muita frequência. No 
entanto, o pênfigo vulgar é uma condição 
importante porque, se não tratada, muitas 
vezes resulta na morte do paciente. 
As bolhas que caracterizam essa doença ocorrem
devido a uma produção anormal, por razões
desconhecidas, de autoanticorpos que são
dirigidos contra glicoproteínas de superfície da
célula epidérmica, desmogleína, 
ou seja, sua origem é imunológica. 
Uma das características do pênfigo vulgar é
que a bolha que pode ser induzida em pele de
aparência normal se uma pressão lateral firme
for exercida. Isto é chamado de sinal Nikolsky
positivo. 
Ocorre predominantemente entre a quarta e
sexta década da vida, e a predominância pelo
sexo masculino e feminino é igual. Clinicamente
apresenta vesículas, erosões e ulcerações em
qualquer superfície da pele ou da mucosa 
bucal, no histológico apresenta Fenda 
intraepitelial. 
Os pacientes normalmente queixam-se de dor 
na mucosa bucal, e o exame clínico exibe 
erosões superficiais e irregulares e ulcerações 
distribuídas aleatoriamente na mucosa bucal. 
ETIOLOGIA 
DIAGNÓSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
O pênfigo é uma doença sistêmica; portanto,
o tratamento consiste basicamente em
corticosteroides sistêmicos (geralmente
prednisona), muitas vezes em combinação
com outros medicamentos
imunossupressores (denominados agentes
poupadores de esteroides), como a
azatioprina. 
Rânula é um termo usado para mucoceles que
ocorrem no soalho de boca. A origem da
mucina extravasada é usualmente a glândula 
Sinal de Nikolsky - após pressionar o local
notará imediatamente que aparecerá uma
bolha que se rompe. 
sublingual, mas as rânulas podem também se
originar do ducto da glândula submandibular
ou, possivelmente, das glândulas salivares
menores presentes no soalho de boca. 
A rânula em geral se apresenta como um
aumento de volume flutuante, de formato
abaulado e coloração azulada no soalho de
boca, embora lesões profundas possam
apresentar a coloração normal da mucosa. 
As rânulas são vistas mais frequentemente em 
crianças e adultos jovens. Estas lesões tendem 
a ser maiores que as mucoceles nas 
localizações orais. 
O tratamento da rânula consiste na remoção da
glândula sublingual e/ou marsupialização, que
consiste na remoção da porção superior. 
TRATAMENTO E PROGNÒSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Rânula 
Mucocele 
As mucoceles geralmente se apresentam como
aumentos de volume mucosos em forma de
cúpula, que podem ter seus tamanhos variando
de 1 a 2 mm a alguns centímetros. São mais
comuns em crianças e adultos jovens,
entretanto, têm sido relatadas em todas as
idades. 
Mucocele é uma lesão comum da mucosa oral
resultante da ruptura de um ducto de glândula
salivar e o extravasamento da mucina para
dentro dos tecidos moles adjacentes. Este
extravasamento geralmente é resultante de um
trauma local, em geral mordida no lábio 
inferior ou traumatismo por aparelho 
ortodôntico, embora em muitos casos não 
haja história de trauma associado. 
Algumas mucoceles são lesões autolimitantes
que se rompem e cicatrizam sozinhas.
Entretanto, muitas dessas lesões são de
natureza crônica, e a excisão cirúrgica local é
necessária. 
O prognóstico é excelente, embora 
ocasionalmente algumas mucoceles possam 
recidivar, necessitando de 
reexcisão, 
especialmente se as glândulas subjacentes não
tiverem sido removidas. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
PROGNÓSTICO E TRATAMENTO 
Lesões brancas e pigmentadas 
As lesões brancas que surgem na mucosa
bucal tem como características principal o
acúmulo de queratina. 
Existem membranas de coloração branca que
recobrem úlceras e lesões. Essas membranas,
diferentemente das hiperqueratoses, destacam-
se quando raspadas. 
A linha alba é uma alteração comum da mucosa
jugal, geralmente associada a pressão, irritação
por fricção ou trauma de sucção das superfícies
vestibulares dos dentes. 
Esta alteração consiste em uma linha branca 
que geralmente é bilateral. Pode ser escamosa e
está localizada na altura da linha de oclusão. 
Não é incomum ocorrerem membranas brancas
recobrindo áreas que sofreram traumatismo
mecânico, como em pacientes que recebem
anestesia local (mordida pós- anestésica). 
Ou ainda lesões de aspecto branco que 
surgem de forma desconhecida como as 
leucoplasias. 
As lesões brancas da mucosa bucal se
desenvolvem a partir de reações
hiperqueratóticas que resulta do aumento da
camada superficial de queratina do epitélio, pelo
estímulo de agentes agressivos como tabagismo,
etilismo e traumatismo mecânico prolongado. 
Diagnóstico diferencialLINHA ALBA 
ETIOLOGIA 
Hiperqueratose 
É uma hiperplasia da camada de queratina
induzida por agentes agressores, que pode ser
um trauma mecânico ou crônico, como dentes
fraturados, cariados ou hígidos. 
A hiperqueratose também pode 
ser 
provocada pela ação tóxica dos produtos do 
fumo como o tabaco, alcatrão, nicotina. 
A hiperqueratose é espessamento da parte
mais externa da epiderme, o stratum
corneum. É representada clinicamente por
placa branca tênue que não é removida pela
raspagem. 
Áreas mais comumente acometidas são: 
Ventre lateral posterior da língua, mucosa 
bucal e palato duro. 
É uma lesão ceratótica branca claramente
associada ao fumo de tabaco, ela não parece
ter natureza pré-maligna e se desenvolve em
resposta ao calor em vez de aos agentes
químicos presentes na fumaça do tabaco. 
É mais comumente encontrada em homens 
com idade superior a 45 anos. Através da 
exposição de longa duração ao calor, a 
mucosa palatina se torna difusamente cinza ou 
branca; numerosas pápulas levemente 
elevadas são observadas, geralmente com 
centros vermelhos e com pequenas 
depressões. 
Tais pápulas representam glândulas salivares 
menores inflamadas e seus orifícios ductais. A 
mucosa que recobre as 
pápulas 
frequentemente parece mais branca do que o 
epitélio circunvizinho. 
ETIOLOGIA 
ESTOMATITE NICOTÍNICA 
Queilite actínica 
O teste de Shedd, realizado com o auxílio do
azul de toluidina, pincelando-o sobre a área
branca é uma excelente ferramenta para o
auxílio no diagnóstico. Remove-se o excesso do
corante por meio de bochechos. Onde 
houver impregnação residual azul, deve-se 
fazer citologia esfoliativa ou biópsia. 
 
Um indivíduo com exposição crônica à luz do 
sol e imunidade comprometida, especialmente 
receptores de órgãos transplantados, tem 
risco elevado de desenvolver um câncer do 
vermelhão do lábio inferior. 
A queilose actínica, mais conhecida como
queilite actínica é uma alteração pré-maligna
comum do vermelhão do lábio inferior que
resulta de uma exposição progressiva
excessiva ao espectro ultravioleta da luz solar. 
As alterações associadas à queilose actínica
podem ser irreversíveis, porém os pacientes
devem ser encorajados a utilizar bálsamos
para lábios com bloqueadores solares para
prevenir maiores danos. 
A queilose actínica raramente ocorre em pessoas
com idades abaixo de 45 anos. Tem forte
predileção pelo gênero masculino, com uma
proporção homem-mulher de cerca de 10:1 em
alguns estudos. 
As alterações clínicas incluem a atrofia da 
borda do vermelhão do lábio inferior, 
caracterizada por uma superfície lisa e áreas 
de manchas pálidas, e pelo apagamento da 
margem entre a zona do vermelhão e a 
porção cutânea do lábio. DIAGNÓSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
PROGNÓSTICO E TRATAMETO 
As áreas de endurecimento, espessamento,
ulceração ou leucoplasia devem ser
submetidas à biópsia para excluir a
possibilidade de carcinoma. 
implica uma alteração tecidual histopatológica
específica. 
A leucoplasia é, de longe, a lesão oral pré-
cancerosa mais comum, representando 85% 
de tais lesões com predileção pelo sexo 
masculino. 
branca que não pode ser caracterizada clínica ou
patologicamente como qualquer outra 
A leucoplasia oral (leuco = branco; plakia =
mancha) é definida pela Organização Mundial 
A leucoplasia representa apenas um termo
clínico, o primeiro passo no tratamento é chegar
a um diagnóstico histopatológico definitivo.
Desse modo, a realização de uma biópsia é
mandatória e guiará o curso do tratamento.
Além disso, o tecido obtido pela 
biópsia deve ser retirado das áreas de 
envolvimento clinicamente mais “severas”. 
As leucoplasias que estejam exibindo displasia 
epitelial moderada ou um quadro mais grave 
justificam a sua destruição ou remoção 
completa, se isso for possível. 
A causa da leucoplasia permanece
desconhecida, embora existam várias hipóteses,
como o uso contínuo de tabaco, etilismo,
radiação ultravioleta, microrganismos e traumas. 
A leucoplasia não é destacada pela raspagem e
não desaparece após remover o agente
causador. 
As áreas mais comuns são: lábios, borda lateral 
da língua e mucosa jugal. Leucoplasia 
doença.” O termo é estritamente clínico e não 
de Saúde (OMS) como “uma placa ou mancha 
ETIOLOGIA 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Líquen plano 
Nevo branco esponjoso 
O líquen plano reticular normalmente não
produz sintomas e nenhum tratamento é
necessário. 
O líquen plano é uma doença dermatológica
crônica relativamente comum, que com
frequência afeta a mucosa bucal; é uma
doença mucocutânea mediada
imunologicamente. 
O aspecto clássico e mais frequente é o reticular,
que se desenvolve bilateralmente na mucosa
jugal sob forma de placas filiformes. 
O líquen plano reticular é assim chamado por
causa de seu padrão característico de linhas
brancas entrelaçadas (também conhecido como
estrias de Wickham). 
O líquen plano erosivo com frequência é
incômodo para o paciente, devido à dor na
cavidade bucal. Por ser uma condição mediada
imunologicamente, os corticosteroides são 
recomendados. 
O nevo branco esponjoso é uma genodermatose
(doença cutânea determinada geneticamente)
relativamente rara, herdada como um traço
autossômico dominante, apresentando alto grau
de penetrância e expressividade variável. Esta
condição deve-se a um defeito na ceratinização
normal da mucosa bucal. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
PROGNÓSTICO E TRATAMENTO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
O nevo branco esponjoso apresenta-se indolor
como uma placa rugosa, branca ou 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Por ser uma condição benigna, não é necessário
tratamento. O prognóstico é favorável. 
branco-acinzentada opaca, com 
textura esponjosa. Na maioria das vezes, a lesão
é grandes proporções (Simétrico e bilateral).
Podendo ser confundida com leucoplasia. 
Geralmente surgem ao nascimento ou no 
início da infância, mas algumas vezes a 
condição 
adolescência. 
desenvolve-se durante a 
jugal
bilateralmente na maioria dos casos, ventre da
língua, a mucosa labial, o palato mole, a mucosa
alveolar e o soalho bucal. 
Afetam a mucosa 
Lesões pigmentadas 
São manchas escuras que ocorrem na mucosa
bucal, com coloração diferente da mucosa
normal. São de origem endógena ou exógina. O
fator relacionado aos pigmentos próprios da
mucosa bucal - Melanina e Hemoglobina. 
Origem endógena – quando pigmentos 
naturais produzidos pelo próprio organismo, 
acumulam se em pontos específicos em 
certos pontos da mucosa, provocando manchas
escuras. 
Origem exógena - quando ocorre 
a 
deposição de materiais estranho nos tecidos 
por contato ou por ingestão de substâncias 
que depositam nos tecidos bucais, a substância 
mais comum é o amalgama. 
A pigmentação melânica fisiológica é uma
alteração constitucional na forma de manchas
provocadas pelo aumento da produção e
deposição de melanina. 
 
É observada mancha enegrecida que ocorre 
geralmente em toda a extensão da gengiva 
inserida, por vestibular. 
Não requer nenhum tipo de tratamento.
Existem tratamentos alternativos para casos
que o paciente tem demanda estética. 
Pigmentação melânica 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Tatuagem por amálgama 
Tatuagens por amálgama são lesões
pigmentadas, exógenas, de frequente ocorrência
na mucosa bucal, que resultam da introdução
acidental de partículas de amálgama nos tecidos
moles. 
O amálgama pode ser incorporado ao interior da
mucosa oral de diversas maneiras. Áreas com
abrasão prévia da mucosa podem ser
contaminadas por pó de amálgama no interior
de fluidos orais. Pedaços de amálgama
quebrado podem cair nos sítios de extração, e
outras formas de contaminação. 
Apresentam-se como manchas, ou, raramente,
como lesões ligeiramente elevadas. Elas podem
ser pretas, azuis ou cinza. As 
bordas podem ser bem definidas, irregulares
ou difusas. 
Não há necessidade de tratamento quando os
fragmentos podem ser detectados
radiograficamente. Quandonenhum fragmento
metálico é encontrado e a lesão não pode ser
diferenciada clinicamente, a biópsia pode ser
necessária para excluir a possibilidade de
neoplasia melanocítica. 
ETIOLOGIA 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Crescimentos teciduais causados
por traumatismo 
Quando um agente traumático fere o tecido
conjuntivo reage com um aumento cujo
conteúdo é tipicamente inflamatório. O
conteúdo desse crescimento é composto 
principalmente de tecido de granulação, vasos 
neoformados, células de defesa e fibroblastos. 
O agente traumático é físico-mecânico, de 
baixa intensidade, de ação prolongada e 
intermitente. A presença de dentes, próteses, 
espículas ósseas, corpos estranhos, alimentos 
durante a mastigação. 
A resposta do organismo varia conforme o 
tempo de aplicação, a frequência e intensidade 
do agente traumático e as características 
individuais do paciente. 
As lesões mais recorrentes são: 
Granuloma gengival; 
Granuloma piogênico; 
Granuloma periférica de células gigante; 
Hiperplasia fibrosa infamatória; 
Fibromatose gengivais. 
O granuloma piogênico represente uma
resposta tecidual a um irritante local ou a um
trauma. Apesar de seu nome, não é um
granuloma verdadeiro. 
É uma lesão nodular esférica que ocorre da
papila interdental, indolor, com cerca de 0,5
cm. Apresenta coloração rosa escuro a
vermelho intenso. As lesões pouco
avermelhada são pouco consistente à
palpação e se torna isquêmico quando 
comprimidas. 
•
•
•
•
• 
Granuloma gengival 
Granuloma piogênico 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Clinicamente é um aumento de volume com
superfície lisa ou lobulada, que usualmente é
pedunculada, embora algumas lesões sejam
sésseis. A superfície é caracteristicamente
ulcerada e varia do rosa ao vermelho ao roxo,
dependendo da idade da lesão. Mostram uma
marcante predileção pela gengiva,
representando 75% dos casos. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O tratamento dos pacientes com granuloma 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Ocorre exclusivamente na gengiva ou no
rebordo alveolar edêntulo, apresentando-se
como um aumento de volume nodular de
coloração que varia do vermelho ao vermelho-
azulado. 
piogênico conservadora, que usualmente é
curativa. O espécime deve ser submetido a
exame microscópico para afastar o diagnóstico
de lesões mais graves. 
consiste na excisão cirúrgica 
Ocasionalmente, a lesão recidiva, e a reexcisão 
é necessária. Em raras situações são notadas 
múltiplas recidivas. 
A maioria das lesões têm menos que 2 cm de 
diâmetro, embora grandes lesões sejam vistas 
ocasionalmente. A lesão pode ser séssil ou 
pedunculada, e pode ou não ser ulcerada. Pode 
se desenvolver em qualquer idade. 
É um crescimento semelhante a tumor
relativamente comum na cavidade oral.
Provavelmente não representa uma neoplasia
verdadeira, mas sim uma lesão reacional
causada por irritação local ou trauma. 
Granuloma periférica de
células gigantes 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Apresenta-se como uma única prega ou
múltiplas pregas de tecido hiperplásico no
vestíbulo alveolar. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O tratamento do granuloma periférico de
células gigantes consiste na excisão cirúrgica
local, abaixo do osso subjacente. É relatada
recidiva em aproximadamente 10% dos casos,
e a reexcisão deve ser feita. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O tratamento consiste na remoção cirúrgica,
com o exame microscópico do tecido removido.
A prótese mal adaptada deve ser refeita ou
corrigida para prevenir a recidiva da lesão. 
É uma hiperplasia de tecido conjuntivo fibroso,
semelhante a um tumor, que se desenvolve em
associação com as bordas de uma prótese total
ou parcial mal adaptada. 
Mais frequentemente, duas pregas de tecido 
estão presentes, e as bordas da prótese 
associada se encaixam perfeitamente dentro 
da fissura entre as pregas. O tamanho da lesão 
pode variar de hiperplasias localizadas menores 
que 1 cm, a grandes lesões que envolvem 
grande parte da extensão do vestíbulo. 
A fibromatose gengival é um aumento gengival
lento e progressivo causado por um crescimento
colagenoso do tecido conjuntivo fibroso da
gengiva. Apesar do nome, esta desordem não
apresenta relação com as fibromatoses
hipercelulares e neoplásicas que podem ocorrer
tanto em tecidos moles como no osso. 
A fibromatose gengival pode ser familiar 
(Fibromatose gengival hereditária) ou 
idiopática (Fibromatose gengival irritativa). 
Hiperplasia fibrosa
inflamatória 
Fibromatose gengival 
ETIOLOGIA 
Fibromatose gengival irritante - Desenvolve-se
de maneira geral, a partir do ressecamento da
mucosa gengival anterior por vestibular em
respiradores bucais. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Na maioria dos casos, o aumento começa antes
dos 20 anos de idade e frequentemente está
relacionado com a erupção dos dentes decíduos
ou permanentes. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O tratamento conservador consiste em
gengivectomia associada a um rigoroso
programa de higiene bucal. O acompanhamento
é recomendado pela tendência a recorrência em
poucos anos. 
Fibromatose gengival hereditária - É uma 
anomalia de desenvolvimento que resulta de 
fator genético. 
Fibromatose gengival irritante - Nota-se 
aumento das papilas gengivais interdentais, 
formando nódulos. 
Fibromatose gengival hereditária - Apresenta 
crescimento tecidual fibrótico, recobrindo total 
ou parcialmente os dentes anterossuperiores. 
Apresenta uma variação da fibromatose gengival
associada a medicamentos como dilantina
(anticonvulsivante), ciclosporina
(imunossupressor), que são agentes que podem
provocar hiperplasia gengival. 
Fibromatose gengival
medicamentosa 
Doenças infeciosas da mucosa
bucal 
Edema – A histamina promove uma disjunção 
das células endoteliais, aumentando a 
permeabilidade vascular e saída do líquido 
plasmático. 
Quando ocorre a invasão do corpo por novos
microrganismos nem sempre a resposta vai ter
caráter lesivo, uma vez que o corpo tem
capacidade adaptativa, e pode responder a 
formação de anticorpos para combater uma 
eventual futura doença. 
A modulação da inflamação é necessária, já 
que a inflamação tem ação protetora, porém, 
se a reação inflamatória de início é benéfica, 
com o passar do tempo pode causar necrose 
do tecido inflamatório. 
O 1º estágio do processo inflamatório é o 
agudo, caracterizado clinicamente pela 
presença dos sinais cardinais da inflamação. 
Dor - Ocorre o estímulo de histaminas e 
prostaglandinas. 
dos esfíncteres pré-capilares estimulados por 
serotonina e bradicinina aumentam a 
circulação sanguínea local. 
– Ocorre o aumento da função 
metabólica principalmente das fibras 
musculares. As reações que provocam 
aumento de aporte sanguíneo causam o 
aumento de temperatura. 
– Ocorre em decorrência da abertura 
Sinais cardinais da inflamação 
Calor 
Rubor 
Candidíase 
A infecção fúngica causada por Candida Albicans,
um microrganismo fúngico do tipo levedura. A
candidíase é de longe a infecção fúngica oral
mais comum em humanos, podendo se
apresentar de formas diversas, o que, algumas
vezes, dificulta o diagnóstico. 
Ocorre quando o crescimento do fungo da
Candida Albicans é excessivo. É a infecção
intraoral mais comum da infecção pelo HIV
(cerca de 90% dos pacientes desenvolvem a
infecção em algum momento da doença). 
A candidíase da mucosa oral pode exibir uma
variedade de padrões clínicos. 
PSEUDOMEMBRANOSA (sapinho) - Placas 
brancas, cremosas, destacáveis; sensação de 
queimação, hálito fétido, destacável a 
raspagem. Mais presente em mucosa jugal,
língua, palato. É a mais fácil de diagnosticar
devido suas características. 
ERITEMATOSA - Manchas vermelhas, sensação de
queimação. Mais presente na região posterior
do palato duro, mucosa jugal, dorso da língua.
Mais comum, menos diagnosticável. 
 
HIPERPLÁSICA - Leucoplasia por candida. 
Placas brancas não destacáveis, assintomática, 
presente na mucosa jugal anterior. 
ETIOLOGIA 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICASQUEILITE ANGULAR - Lesões fissuradas
avermelhadas; irritadas, sensação de ferida no
local, acomete a comissura labial. É resultado do
acúmulo de saliva na comissura labial. 
Qualquer fator que altere o equilíbrio do 
ecossistema bucal pode ocasionar
favorecer o aparecimento da candidíase. 
ou 
Fatores sistêmicos – estresse físico e 
emocional, diminuição do fluxo salivar, uso de
fumo, uso de prótese. 
Uso de medicamentos – corticoides (dificultam 
a defesa local), antibiótico (inativam bactérias 
total ou parcial). 
Vários medicamentos antifúngicos já foram
desenvolvidos para o tratamento da candidíase
oral, cada qual com suas vantagens e
desvantagens (Fluconazol, nistatina clotrimazol). 
A paracoccidioidomicose é uma infecção fúngica
profunda, causada pelo 
Paracoccidioides brasiliensis. Tem uma 
marcante predileção por homens, com 
relação de homens: mulheres acometidos de
15:1. 
Apresenta-se inicialmente como uma infecção
pulmonar que ocorre após a exposição aos
esporos dos microrganismos. As lesões orais
apresentam-se como úlceras moriformes, que
geralmente acometem a mucosa alveolar,
gengiva e palato. 
Os lábios, língua, orofaringe e mucosa jugal 
também podem ser envolvidos em uma 
porcentagem significante dos casos. Na maioria 
dos pacientes com lesões orais, mais de uma 
área na boca é afetada. 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Paracoccidioidomicose 
DIAGNÓSTICO 
A demonstração dos brotamentos múltiplos
característicos das leveduras, com características
clínicas compatíveis, usualmente é adequada
para estabelecer um diagnóstico de
paracoccidioidomicose. Podem ser obtidos
espécimes para cultura, mas o P. brasiliensis
cresce lentamente. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O esquema de tratamento dos pacientes com
paracoccidioidomicose depende da gravidade da
doença. Os derivados das sulfonamidas são
usadas atualmente em muitas situações para o
tratamento de casos leves e moderados. Para
casos graves há indicação de uso da anfotericina
B intravenosa. 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
É uma doença infecciosa que ocorre na gengiva.
A infecção frequentemente ocorre na presença
de estresse psicológico. Além do estresse, outros
fatores podem estar relacionados ao aumento
da frequência de GUN: Imunossupressão,
tabagismo, trauma local, deficiência nutricional,
higiene bucal, deficiente, sono inadequado e
doenças 
recentes. 
A GUN pode ocorrer em qualquer idade, nos
casos clássicos de GUN, as papilas interdentais
estão altamente inflamadas, edematosas e 
hemorrágicas. Casos iniciais podem não ser 
diagnosticados porque a ulceração começa 
acometendo apenas a ponta da papila 
Gengivite ulcerativa
necrosante 
interdental. Odor fétido, dor intensa,
hemorragia espontânea e acúmulo de tecido
necrosado são observados. 
Ao contrário da maioria das formas de doença
periodontal, a GUN demonstra uma resolução
rápida após a remoção das bactérias
desencadeadoras. 
Bochechos frequentes com clorexidina, água 
morna com sal ou peróxido de hidrogênio 
diluído são benéficos no aumento da resposta 
ao tratamento. Antibióticos (metronidazol e 
penicilina têm sido sugeridos como os 
medicamentos de escolha) são auxiliares úteis,
especialmente na presença de febre ou
linfadenopatia. Varia de acordo com a fase em que se
encontra a doença. 
A sífilis primária ocorre 2 a 4 semanas após o 
contágio, no ponto de inoculação, na forma de 
úlcera ou erosão. 
Quando atinge a língua e os lábios, a úlcera é 
profunda de base endurecida, com bordos 
elevados e crateriforme. 
A sífilis é uma infecção crônica mundial causada
pelo Treponema pallidum. As principais vias de
transmissão são o contato sexual e da mãe para
o feto. A infecção se manifesta no local de
inoculação, atingindo rapidamente a circulação. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Sífilis 
SÍFILIS PRIMÁRIA 
A sífilis primária é caracterizada pelo cancro, 
que se desenvolve na área de inoculação, 
tornando-se clinicamente evidente 3 a 90 dias 
após a exposição inicial. As lesões orais são 
vistas mais nos lábios, mas outras áreas 
incluem a língua, palato, gengiva e amígdalas. 
SÍFILIS SECUNDÁRIA 
A fase seguinte é conhecida como sífilis
secundária (disseminada), sendo identificada
clinicamente 4 a 10 semanas após a infecção
inicial. As lesões da sífilis secundária podem
surgir antes da resolução completa da lesão
primária. 
Durante a sífilis secundária, os sintomas 
sistêmicos em geral surgem. Os mais comuns 
são linfadenopatia indolor, dor de garganta, 
mal-estar, cefaleia, perda de peso, febre e dor
músculo-esquelética. 
SÍFILIS TERCIÁRIA 
Após a sífilis secundária, os pacientes entram 
em uma fase livre de lesões e sintomas, 
conhecida como sífilis latente. Este período de 
latência pode durar de 1 a 30 anos; inclui as 
•
•
• 
Dentes de Hutchinson;
Ceratite ocular intersticial; 
Surdez associada ao 
comprometimento do oitavo par de 
nervos cranianos. 
A infecção altera a formação dos incisivos 
(incisivos de Hutchinson) e dos molares 
(molares em amora, molares de Fournier, 
molares de Moon). 
complicações mais sérias da doença, devido ao
risco de desenvolver distúrbios sistêmicos
graves. 
SÍFILIS CONGÊNITA 
Ocorre contaminação do feto pela mãe
infectada, ainda na vida intrauterina, provoca
alterações de desenvolvimento. Três achados 
diagnósticos patognomônicos, conhecidos 
como tríade de Hutchinson: 
 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O tratamento da sífilis necessita de uma 
avaliação individual e de uma abordagem 
terapêutica individualizada. 
O tratamento de eleição é a penicilina. A dose 
e o esquema de administração variam de 
acordo com a fase da doença, envolvimento 
neurológico e estado imunológico do paciente. 
Doenças ósseas 
Osteomielite 
A osteomielite é um processo inflamatório agudo
ou crônico nos espaços medulares ou nas
superfícies corticais do osso que se estende além
do sítio inicial de envolvimento. 
A osteomielite supurativa aguda ocorre quando
um processo inflamatório agudo se dissemina
através dos espaços medulares do 
osso e o tempo é insuficiente para permitir a 
reação do corpo na presença do infiltrado 
inflamatório. 
A condição está associada, a traumatismo 
mecânico, como exodontias de dentes que 
propiciaram infecção. Após a exodontia o 
alvéolo foi contaminado ou ainda quando 
ocorre contaminação óssea externa. 
Se for observada a formação evidente de
abscesso, o tratamento da osteomielite aguda
consiste em antibioticoterapia e drenagem. Os
antibióticos mais selecionados incluem a 
penicilina, a clindamicina, a cefalexina, a 
cefotaxima, a tobramicina e a gentamicina. 
Pacientes com osteomielite aguda apresentam
sinais e sintomas de um processo inflamatório
agudo que caracteristicamente possui menos
de um mês de duração. Febre, leucocitose,
linfadenopatia, sensibilidade significativa e
tumefação dos tecidos moles da área afetada
podem estar presentes. 
A osteomielite supurativa crônica existe quando
a resposta de defesa leva à produção de tecido
de granulação, o qual subsequentemente forma
um tecido de 
Aguda 
Crônica 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
cicatrização denso, na tentativa de isolar a área
infectada. 
Se a osteomielite aguda não for tratada
rapidamente, ocorre a evolução para a
osteomielite crônica, ou o processo pode surgir
primariamente sem a ocorrência de um episódio
agudo prévio. Podem estar presentes tumefação,
dor, formação de fístula, drenagem purulenta,
formação de sequestro ósseo, perda de dentes
ou fratura patológica. Os pacientes podem
apresentar 
exacerbações agudas ou períodos de 
diminuição da dor associados à progressão 
lenta e crônica. 
A osteomielite crônica costuma surgir após a
osteomielite aguda. O que caracteriza a fase
crônica é a presença de – sequestros ósseos. 
A osteomielite crônica é de difícil tratamento
medicamentoso, presumivelmentedevido ao
fato das cavidades de osso necrótico e dos
organismos estarem protegidos da ação dos
antibióticos pela cápsula de tecido conjuntivo
fibroso circundante. A intervenção cirúrgica é
obrigatória. 
Após a extração de um dente, um coágulo
sanguíneo é formado no sítio da extração,
com a eventual estruturação do coágulo por
tecido de granulação, substituição gradual por
um osso fibrilar grosseiro e, finalmente, a 
substituição por osso maduro. A destruição do 
coágulo inicial impede a cicatrização 
apropriada e causa uma condição clínica 
conhecida como osteíte alveolar (Alveolite). 
O local da extração afetado é inicialmente
preenchido por um coágulo contaminado
acinzentado, que se perde e deixa um alvéolo
ósseo vazio (alvéolo seco), osso exposto e muito
sensível. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Alveolite 
Em geral, desenvolvem-se dores acentuadas,
odor fétido, e (menos frequentemente)
tumefação e linfadenopatia 3 a 4 dias após a
extração do dente. Em alguns casos, a dor 
irradia ipsilateralmente do alvéolo para o 
ouvido, região temporal ou olho. 
Durante a avaliação do paciente que se queixa
de dor pós exodontia, deve ser realizada uma
radiografia da região afetada, para que se exclua
a possibilidade de um fragmento radicular retido
ou de um corpo estranho. 
A curetagem do alvéolo não é recomendada, 
porque isto aumenta a dor associada. 
Analgésicos orais potentes devem ser 
prescritos e deve ser oferecida ao paciente 
uma seringa plástica com instruções de como 
manter o alvéolo limpo com a irrigação 
doméstica com clorexidina ou solução salina. 
A periostite proliferativa representa uma
reação periosteal à presença de inflamação. O
periósteo afetado forma diversas fileiras de
osso vital reacional, paralelamente umas às
outras, expandindo a superfície do osso
afetado. Os pacientes acometidos tendem a
ser primariamente crianças e adultos jovens,
com uma faixa etária média de 13 anos de
idade. Não é observada predominância por
gênero. 
A formação óssea em uma reação periosteal
é um achado comum que ocorre em uma
ampla variedade de patologias intraósseas e
que acomete todas as faixas etárias. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Osteomielite com periostite
proliferativa 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
A maioria dos casos de periostite proliferativa
dos ossos gnáticos está associada a lesões
inflamatórias periapicais e o tratamento nestes
casos (extração do dente acometido ou
tratamento endodôntico apropriado) direciona-
se para a eliminação da fonte de infecção. 
ETIOLOGIA 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Após a eliminação do foco de infecção e a 
resolução da inflamação, as camadas de osso 
consolidam-se em 6 a 12 meses, enquanto a 
ação da musculatura suprajacente auxilia a
remodelar o osso para o seu estado original. 
Os bifosfonatos compreendem uma classe única
de medicamentos que demonstrou inibir os
osteoclastos e possivelmente interferir na
angiogênese através de ações como a inibição do
fator de crescimento endotelial vascular. 
A osteonecrose associado ao uso 
de 
bifosfonato que ocorre nos ossos maxilares, 
principalmente mandíbula. Se por um lado o 
efeito terapêutico é eficiente, os efeitos 
colaterais podem ser observados. 
Radiograficamente como sinal precoce de
osteonecrose – lâmina dura que não se
remodela, na mandíbula apresenta-se osso
exposto ao mínimo traumatismo. A necrose pode
ocorrer após um procedimento odontológico
invasivo. 
É causada por fármacos que contém compostos
bifosfonatos nitrogenados em sua composição. 
Quando os osteoclastos ingerem o osso 
tratado por bifosfonatos, o medicamento é 
citotóxico e induz a apoptose osteoclástica, 
uma redução no recrutamento 
de 
osteoclastos adicionais, e a estimulação dos 
osteoblastos a liberarem um fator de inibição 
osteoclástica. 
Quando a função osteoclástica diminui, as 
microfraturas, então, se acumulam e a vida 
dos osteócitos aprisionados excede, criando 
áreas de osso vulnerável. 
Osteonecrose 
Todos os pacientes que usam 
tais medicamentos devem ser alertados sobre os
riscos e instruídos a obter e manter uma higiene
oral excelente. 
Todos os procedimentos restauradores, 
protéticos, endodônticos convencionais 
e periodontais de rotina podem ser realizados
caso haja necessidade. 
O objetivo do tratamento é parar a dor, se o 
osso exposto irrita os tecidos adjacentes a 
borda áspera de osso exposto deve ser 
alisada. 
Nos pacientes sintomáticos, a antibioticoterapia 
sistêmica (i.e., penicilina com ou 
sem 
metronidazol; ciprofloxacina ou eritromicina e 
metronidazol para os pacientes alérgicos à 
penicilina) e o uso de clorexidina geralmente 
levam ao alívio da dor. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Doenças das glândulas salivares 
A sialadenite bacteriana aguda é mais comum na
glândula parótida e é bilateral em 10% a 
A inflamação das glândulas 
salivares (sialadenite) pode ser oriunda de
diversas causas infecciosas e não infecciosas. A
infecção viral mais comum é a caxumba, embora
outros vírus possam causar infecções das
glândulas salivares. 
A maioria das infecções bacterianas surge 
como resultado da obstrução ductal ou da 
diminuição do fluxo salivar, permitindo a 
disseminação retrógada das bactérias através 
do sistema ductal. 
As glândulas salivares fazem parte dos órgãos
anexos ao tubo digestório. Elas exercem papel
fundamental no mecanismo da digestão
produzindo amilase salivar - um enzima que atua
diretamente sobre o bolo alimentar como
catalizador no processo da degradação. 
O tratamento da sialadenite aguda inclui
antibioticoterapia apropriada e a reidratação do
paciente para estimular o fluxo salivar. A
drenagem cirúrgica pode ser necessária se
houver formação de abscesso. Tem sido relatada
uma taxa de mortalidade de 20% a 50% em
pacientes debilitados, em decorrência da
disseminação da infecção e sepse. 
Sialadenite 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
25% dos casos. A glândula afetada apresenta- se
com aumento de volume e dolorida, e a pele
sobrejacente pode apresentar-se quente e
eritematosa. Podem estar presentes febre baixa
e trismo. Quando a glândula é massageada,
geralmente é observada uma drenagem
purulenta a partir do orifício do ducto. 
Sialolitíase 
Síndrome de Sjogren 
Os cálculos salivares podem ocorrer em
qualquer faixa etária, porém, ocorrem mais
comumente em adultos jovens. 
Ao exame radiográfico, a sialolitíase 
tipicamente se apresenta como uma massa 
radiopaca. Entretanto, nem to dos os sialólitos 
são visíveis em radiografias convencionais 
(provavelmente devido ao grau de calcificação 
Os sialólitos são estruturas calcificadas que se
desenvolvem dentro do sistema ductal salivar
(Glândulas salivares maiores). Eles surgem
através da deposição de sais de cálcio ao redor
de um ninho de debris na luz do ducto. Os
debris podem incluir um muco espesso, 
bactéria, células do epitélio do ducto ou corpos 
estranhos. 
A síndrome de Sjogren é uma desordem
autoimune crônica sistêmica que envolve 
principalmente as glândulas salivares 
e lacrimais, resultando em xerostomia (boca
seca) e xeroftalmia (secura ocular). 
Duas formas da doença são reconhecidas: 
1. Síndrome de Sjogren primária (somente 
síndrome sicca; nenhuma outra desordem 
autoimune está presente). 
2. Síndrome de Sjogren secundária (o 
paciente manifesta a síndrome sicca associada 
a outra desordem autoimune). 
Os sialólitos pequenos das glândulas maiores
podem, algumas vezes ser tratados de forma
conservadora com massagens na glândula e
esforço para expelir a pedra através do orifício
do ducto. Os sialólitos grandes usualmente
necessitam de remoção cirúrgica. 
de algumas lesões). um aumento de volume
duro pode ser palpado logo abaixo da mucosa. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O tratamento do pacientecom a síndrome de
Sjogren é principalmente de suporte. Salivas
artificiais estão disponíveis para o tratamento da
xerostomia; balas ou gomas de mascar sem
açúcar podem auxiliar na manutenção da
lubrificação oral. 
PRIMÁRIA – envolve exclusivamente as glândulas
salivares e lacrimais, provocando hipossalivação
e consequentemente sensação de boca seca
(xerostomia) e secura conjuntival (xeroftalmia). 
SECUNDÁRIA – ocorre em glândulas salivares 
e 
comprometimento 
lacrimais acompanhada de 
com 
desenvolvimento de artrite reumatoide, lúpus 
eritematoso. 
sistêmico 
Tumores das glândulas salivares 
de glândula salivar menor primário mais comum que se desenvolve na infância. 
Os tumores das glândulas salivares podem
originar-se de glândulas salivares menores,
maiores ou ainda glândulas acessórias. 
Um sinal relativamente comum nos casos de 
tumores malignos é a paralisia facial unilateral, 
que pode ser total ou parcial. 
O adenoma pleomórfico, ou tumor misto
benigno, é a neoplasia de glândula salivar mais
comum, são derivados de uma mistura de
elementos ductais e mioepiteliais. 
Independentemente do sítio de origem, o 
adenoma pleomórfico tipicamente 
se apresenta como um aumento de volume
firme, indolor e de crescimento lento. 
Ocorre em qualquer faixa etária, mas é mais 
comum em adultos jovens e em adultos de 
meia-idade entre as idades de 30 e 60 anos. 
O adenoma pleomórfico é também o tumor 
O tumor de Warthin é uma neoplasia benigna
que ocorre quase exclusivamente na glândula
parótida. Embora seja menos comum que o
adenoma pleomórfico, é o segundo tumor 
benigno mais comum da parótida, 
Os adenomas pleomórficos são mais bem
tratados pela excisão cirúrgica. Com a remoção
cirúrgica adequada, o prognóstico é excelente,
com uma taxa de cura de mais de 95%. O risco
de recorrência parece ser baixo para os tumores
de glândula salivar menor. 
Adenoma Pleomórfico 
Tumor de Warthin 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
representando 5% a 14% de
neoplasias de parótida. 
todas as 
A patogênese deste tumor é incerta. A hipótese
tradicional sugere que estes tumores podem
originar-se do tecido glandular heterotrópico
encontrado dentro dos linfonodos da glândula
parótida. 
O tumor de Warthin geralmente se apresenta
como uma massa nodular indolor e de
crescimento lento na glândula parótida. As 
lesões podem ser firmes ou flutuantes à 
palpação. 
O tumor ocorre mais frequentemente na 
cauda da parótida, próximo ao ângulo da 
mandíbula, e pode ser notado muitos meses 
antes de o paciente procurar tratamento. 
O carcinoma mucoepidermoide é uma das
neoplasias malignas de glândula salivar mais
comum. 
Desenvolve-se por meio de duas formas, que
se distinguem pela diferença de
comportamento clínico e histológico. O de 
baixo grau tem melhor prognóstico, com 
semelhanças clínicas dos tumores benignos. Já 
o de alto grau tem comportamento mais 
agressivo. 
Uma característica única é a tendência de o
tumor de Warthin ocorrer bilateralmente, o
que pode ser notado em 5% a 17% dos casos
relatados. 
O tratamento de escolha para os pacientes
com tumor de Warthin é a remoção cirúrgica.
O procedimento é geralmente realizado com
facilidade devido à localização superficial da
lesão. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Carcinoma
mucoepidermoide 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Mais comum na glândula parótida e usualmente
se apresenta como um aumento de volume
assintomático. A maioria dos pacientes percebe
a presença da lesão com um ano ou menos de
evolução, embora haja relatos de aumentos de
volume tumorais com anos de duração. pode se
desenvolver dor ou paralisia do nervo facial,
geralmente associadas a tumores de alto grau. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O tratamento é determinado pela localização,
grau histopatológico e estágio clínico do tumor.
Tumores em estágio precoce da parótida
geralmente podem ser tratados pela
parotidectomia subtotal com preservação do
nervo facial, os avançados, com a remoção do
nervo facial. Os tumores da glândula
submandibular são tratados pela remoção total. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Pode ocorrer em qualquer glândula salivar, mas
aproximadamente 50% a 60% originam- se nas
glândulas salivares menores. O palato é a
localização mais comum para as lesões de
glândula salivar menor. Esta lesão é mais comum
em adultos de meia-idade e é raro nos
indivíduos com idade abaixo dos 20 anos de
idade, geralmente se apresenta como um
aumento de volume de crescimento lento. A dor
é o achado clínico mais comum e mais 
importante. 
O carcinoma adenoide cístico é uma das
neoplasias malignas de glândula salivar mais
comum e mais bem reconhecida. 
Carcinoma adenoide
cística 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Ocorrem na glândula parótida, um achado
racional tendo em vista que a parótida é a
maior glândula salivar e inteiramente composta
por elementos serosos, com uma ampla
variação de faixa etária, com um pico de
prevalência relativamente elevado da segunda
à sétima décadas de vida. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
O carcinoma adenoide cístico é um tumor
implacável que tende à recidiva local e
eventual metástase a distância. Em geral a
excisão cirúrgica é o tratamento de escolha, e
a radioterapia adjuvante pode melhorar a
sobrevida do paciente em alguns casos. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Os adenocarcinomas de células acinares
confinados ao lobo superficial da glândula
parótida são mais bem tratados pela lobotomia;
para os situados no lobo profundo, a
parotidectomia total é geralmente necessária.
Pode ser necessário que o nervo facial seja
sacrificado caso esteja envolvido pelo tumor. Os
tumores submandibulares são tratados pela
remoção total da glândula, e os tumores de
glândula salivar menor são tratados pela excisão
cirúrgica com margem de segurança. A
radioterapia adjuvante pode ser considerada
para a doença local não controlada. 
Também denominado adenocarcinoma de
célula acinares é uma neoplasia maligna de
glândulas salivares com células que exibem
diferenciação acinar serosa. Apresentam um
comportamento não agressivo e estão
associados a um bom prognóstico. 
O tumor pode ser assintomático, embora,
algumas vezes, sejam relatada, dor e
sensibilidade, apresenta como um aumento de
volume de crescimento lento. 
Adenocarcinoma 
Tumores benignos 
Os tumores benignos da cavidade oral, nem
sempre tem uma origem definida. Porém pode
ocorrer o aparecimento de lesões tumorais
benignas estimadas por fator traumático
mecânico ou virótico. 
cavidade oral. Entretanto, é questionado se, na
maioria das situações, ele representa uma
neoplasia verdadeira. 
Embora o fibroma de irritação possa ocorrer em
qualquer lugar da boca, a localização mais
comum é a mucosa jugal, ao longo da linha de
oclusão. Presumivelmente, isto é uma
consequência do trauma da mordida na
bochecha. Tipicamente, a lesão se apresenta
como um nódulo de superfície lisa e coloração
rosada, similar à coloração da mucosa
circunjacente. 
Muitos fibromas são sésseis, embora alguns
sejam pedunculados. Seus tamanhos podem
variar de pequenas lesões, com apenas
poucos milímetros de diâmetro, a grandes. 
O fibroma de irritação é tratado pela excisão
cirúrgica conservadora. A recidiva é
extremamente rara. Entretanto, é importante
que o tecido excisado seja encaminhado para
exame microscópico. 
O papiloma escamoso é uma proliferação
benigna do epitélio escamoso estratificado que
resulta em um aumento de volume papilar ou
verruciforme. Acredita-se que essa lesão seja
induzida pelo papilomavírus humano (HPV). 
Fibroma 
Papiloma escamoso 
O fibroma é o “tumor” mais comum da 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Ocorre com igual frequência em homens e
mulheres. Alguns autores têm postulado que
a lesão se desenvolve predominantemente em
crianças. 
Os sítios preferencialmente 
acometidos 
incluem a língua, lábios e palato mole; contudo, 
qualquer superfície oralpode ser afetada. Essa 
lesão é o aumento de volume de tecido mole 
mais comum que se origina no palato mole. 
O papiloma escamoso é um nódulo macio, 
indolor, exofítico, pediculado, com projeções 
superficiais digitiformes que lhe conferem uma 
aparência de “couve-flor” ou verrucosa. 
O exato meio de transmissão é desconhecido.
Tem sido sugerida a transmissão interpessoal
por contato sexual, não-sexual, por objetos
contaminados, saliva e pelo leite materno. 
A excisão cirúrgica conservadora, incluindo a
base da lesão, é o tratamento adequado para o
papiloma escamoso oral, e a recidiva é
improvável. 
O lipoma é um tumor benigno de gordura. A
patogênese dos lipomas é incerta, mas eles
parecem ser mais comuns em indivíduos
obesos. Entretanto, o metabolismo dos lipomas
é completamente independente da gordura
corpórea normal. 
São aumentos de volume nodulares, de
superfície lisa e consistência macia, que podem
ser sésseis ou pedunculados. 
O papiloma é geralmente unitário e cresce
rapidamente até o tamanho máximo de cerca
de 0,5 cm, com pequena ou nenhuma
alteração após alcançar esse patamar. 
Contudo, lesões mais desenvolvidas atingindo 
3,0 cm em seu maior diâmetro têm sido 
descritas. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Lipoma 
os hemangiomas são considerados tumores
benignos da infância que exibem uma rápida
fase de crescimento com proliferação de 
Os lipomas são tratados pela excisão local
conservadora, sendo as recidivas raras. 
Tipicamente, o tumor é assintomático, sendo
em geral percebido muitos meses ou anos 
antes
tamanho 
do diagnóstico. Muitos possuem
mas 
ocasionalmente as lesões podem tornar-se 
maiores. 
menor que 3 cm, 
Os sítios de ocorrência menos comuns 
incluem a língua, o assoalho da boca e os lábios. 
A maioria dos pacientes tem 40 anos de idade 
ou mais, sendo os lipomas incomuns em 
crianças. 
 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
A ressecção cirúrgica raramente é justificada
durante a infância. A terapia farmacológica
pode ser indicada em casos problemáticos. 
células endoteliais, seguida de uma involução
gradual. 
Os hemangiomas são os tumores da infância
mais comuns, ocorrendo em 5% a 10% das
crianças com 1 ano de idade. São muito mais
comuns em mulheres do que em homens,
sendo que a localização mais comum é a região
de cabeça e pescoço. 
Tumores superficiais da pele se apresentam
como aumentos de volume de superfície
bosselada, com coloração vermelho-clara. São
firmes e borrachosos à palpação, e o sangue
não pode ser evacuado com a aplicação de
pressão. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNCAS 
Hemangioma 
Cistos 
Pode ser encontrado em pacientes com uma
ampla variação de idade, eles são descobertos 
Por definição, um cisto é uma cavidade
patológica (muitas vezes preenchida por líquido)
que é revestida por epitélio. Uma variedade de
cistos do desenvolvimento da cabeça e pescoço
foi descrita. 
O cisto dentígero envolve a coroa de um dente
impactado e se conecta ao dente pela junção
amelocementária. A patogênese desse cisto é
incerta, mas aparentemente ele se desenvolve
pelo acúmulo de fluido entre o epitélio reduzido
do esmalte e a coroa do dente. 
O cisto dentígero é definido como um cisto
que se origina pela separação do folículo que
fica ao redor da coroa de um dente incluso.
Esse é o tipo mais comum de cisto
odontogênico do desenvolvimento. 
 
Radiograficamente, o cisto dentígero mostra 
uma área radiolúcida unilocular que está 
associada à coroa de um dente incluso. 
mais frequentemente em pacientes entre 10 e
30 anos. 
Há uma leve predileção pelo sexo masculino, 
os pequenos em geral são completamente 
assintomáticos e são descobertos somente 
em exames radiográficos de rotina, lesões 
extensivas podem causar assimetria facial. 
Enucleação do cisto juntamente com a remoção
do dente não erupcionado, caso tenha indicação
de exodontia. 
Cisto dentígero 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
Cisto gengival do recém-
nascido 
Cisto gengival do adulto 
Não se indica tratamento para os cistos gengivais
do recém-nascido, pois as lesões involuem
espontaneamente como consequência da
ruptura dos cistos e resultante contato com a
superfície da 
mucosa oral. As lesões raramente são 
observadas após os 3 meses de idade. 
Surgem como pequenas pápulas
esbranquiçadas, geralmente múltiplas, na
mucosa que recobre o processo alveolar dos
neonatos. 
Os cistos gengivais do recém-nascido são
pequenos, superficiais e com conteúdo de
ceratina, que são encontrados na mucosa
alveolar de crianças. Esses cistos se originam dos
remanescentes da lâmina dental. 
superficial do osso alveolar. 
Responde bem à simples excisão cirúrgica,
com prognóstico excelente. 
É uma lesão incomum, o cisto gengival do
adulto mostra uma predileção marcante para
ocorrência na região de canino e pré-molares
inferiores, são mais comumente encontrados
em pacientes na quinta e sexta décadas de
vida. Eles estão, quase que invariavelmente,
localizados na gengiva vestibular ou na
mucosa alveolar. 
Clinicamente, aparecem como um nódulo 
indolor, em forma de cúpula, com menos de 
0,5 cm de diâmetro. Frequentemente são de 
cor azulada ou cinza-azulada, alguns casos, o 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
cisto pode causar uma “reabsorção em taça” 
Cisto periodontal lateral 
Cisto de erupção 
É um tipo incomum de cisto odontogênico do
desenvolvimento que ocorre tipicamente ao
longo da superfície radicular lateral de um
dente. Acredita-se que surja dos restos da
lâmina dental e represente a contraparte
intraóssea do cisto gengival do adulto. 
Ocorre com maior frequência em pacientes da
quinta à sétima décadas de vida, raramente
ocorrendo em pessoas com menos de 30 anos
de idade. 
Radiograficamente, o cisto aparece como uma
área radiolúcida localizada lateralmente à raiz ou
raízes de dentes com vitalidades. A maioria
desses cistos possui menos de 1,0cm em seu
maior diâmetro. 
Surge como um aumento de volume de
consistência mole, frequentemente translúcido,
na mucosa gengival que recobre a 
A enucleação conservadora do cisto periodontal
lateral é o tratamento de escolha, a recidiva não
é comum. 
O cisto se desenvolve como resultado da
separação do folículo dentário da coroa de um
dente em erupção que já está posicionado nos
tecidos moles que recobrem o osso alveolar. 
Provavelmente, os cistos se desenvolveram 
devido a uma deposição de colágeno no 
tecido conjuntivo gengival, o que resultou em 
um teto pericoronário mais espesso e menos
penetrável. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
É um tipo raro de cisto odontogênico do
desenvolvimento que pode apresentar um
comportamento agressivo, de origem 
odontogênica, mas também exibe 
características glandulares ou salivares. 
Pode não haver necessidade de tratamento
porque o cisto geralmente se rompe
espontaneamente, permitindo a erupção do
dente. Se isso não acontecer, então a simples
excisão do teto do cisto geralmente permite a
rápida erupção do dente (ulectomia). 
coroa de um dente decíduo ou permanente em
erupção com cor azul a marrom arroxeada. A
maioria dos exemplos é observada em crianças
com menos de 10 anos 
de idade. 
A maioria dos casos de cisto odontogênico
glandular tem sido tratada mediante
enucleação e curetagem. Contudo, esse cisto
mostra uma propensão para recidiva. 
Ocorre, mais comumente, em adultos de meia-
idade, com a média de 48 anos ao diagnóstico;
raramente ele ocorre antes dos 20 anos.
Apresenta uma forte predileção pela região
anterior dos ossos gnáticos e muitas lesões
mandibulares atravessam a linha média. 
O tamanho do cisto pode variar desde uma 
pequena lesão, com menos de 1cm de 
diâmetro, até grandes lesões destrutivas que 
podem envolver a maior parte da maxila ou da
mandíbula. Pequenos cistos podem ser
assintomáticos; contudo,