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Apostila de Estomatologia Estabelecimento de diagnóstico e tratamento Semiologia Diagnóstico Classificação da semiologia Relacionado ao estudo dos sinais e sintomas das doenças humanas SINTOMAS: Relato das sensações do paciente. Ex: dor, formigamento. SINAIS: Observado pelo profissional. Ex: mancha, nódulos. SINAL PATOGNOMÕNICO: característica encontrada exclusivamente em determinada doença e indica sua presença. Conjunto de dados clínicos que para serem obtidos deve - se levar em conta não apenas os sintomas, mas também a história médica do paciente. Os dados são obtidos através do exame (sinais e sintomas) do paciente, que conduz e orienta para determinação de uma doença. Dividia em três (03) partes: SEMIOGÊNESE Estuda a formação dos sinais e sintomas do ponto de vista clínico. SEMIOTÉCNICA Técnica de colheita dos sinais e sintomas. Utilizam-se os sentidos naturais do examinador, através de manobras. PROPEDÊUTICA Estudo, análise e interpretação dos dados coletados na semiotécnica. Tratamento Prognóstico Conduta clínica para estabelecimento do diagnóstico Proservação O tratamento é estabelecido de acordo com o doente e a doença, sendo importante saber qual será o comportamento de uma terapia aplicada neste paciente. TRATAMENTO DE SUPORTE Manutenção da saúde geral do paciente através de alimentação, repouso e suplemento alimentar. TRATAMENTO EXPECTANTE Temporário, enquanto aguarda a evolução da doença. O prognóstico pode ser classificado como: bom, mal ou duvidoso. Está sempre associado ao tratamento. Após obtenção dos sinais e sintomas, procede- se à interpretação dos dados definindo o quadro clínico. TRATAMENTO SINTOMÁTICO Tratamento com a finalidade de combater a os sintomas que o paciente se queixa. É o período de acompanhamento após o tratamento em que o paciente será monitorado durante o tempo indicado pela doença, no qual todas as possibilidades são esperadas: cura, recidiva ou morte. Exame clínico Anamnese Exame físico Manobras semiotécnica É através dessa ficha, que se dará o direcionamento para a solicitação de exames de imagem e outros, quando preciso. Além de ser importante para as etapas sequentes do tratamento. A anamnese é uma aliada para o profissional de saúde. Sendo a primeira etapa em qualquer consulta odontológica. Consiste em uma entrevista prévia para ouvir o paciente e entender suas queixas, avaliar sinais e sintomas. Assim, ela é considerada a base inicial de qualquer atendimento. Consiste em avaliar os sinais da doença, podendo lançar mão de exames de imagens ou outros exames complementares para fechar o diagnóstico. Inspeção Palpação Auscultação Percussão As principais manobras são: A inspeção física deve levar em consideração todos as características gerais do paciente, cor de pele, desenvolvimento dos ossos da face, tonicidade, mobilidade da musculatura, a expressão dos olhos. A inspeção local é dirigida para a região de cabeça e pescoço. Estruturas anatômicas relacionadas com a cavidade oral como ATM, ossos do sistema estomatognático, glândulas salivares, língua, gânglios, devem ser inspecionadas. Inspeção intrabucal inicia-se face interna do lábio, gengiva, fundo de sulco, rebordo alveolar, mucosa jugal, língua, assoalho bucal, palato e dentes. As manobras de semiotécnica são os recursos clínicos utilizados para colher sinais. Podem ser realizadas diretamente, por meio dos órgãos dos sentidos do examinador, ou indiretamente, com a utilização de instrumentos e aparelhos que de alguma forma ampliem os sentidos. Ato de palpar, por meio da palpação colhem- se sinais pelo tato e pela compressão. Assim, observam-se modificações de textura, espessura, consistência, sensibilidade, volume, conteúdo, elasticidade e temperatura. Utiliza-se a visão de modo direto (“a olho nu”) ou indireto, por meio de lentes e espelhos. As estruturas a serem inspecionadas devem estar secas e com boa visibilidade. Ato de ouvir sons e ruídos produzidos no organismo. Em odontologia, o seu emprego é restrito, mas importante na avaliação fisiológica da articulação temporomandibular PERCUSSÃO INDIRETA: normalmente é feita com o cabo do espelho. PERCUSSÃO DIRETA: realizada diretamente com os dedos. Ato ou efeito de percutir (bater, tocar). Leves batidas originam vibrações, por meio das quais se identifica o estado físico do conteúdo da estrutura que está sendo percutida. Inspeção Palpação Percussão Auscultação Punção Diascopia Ato ou efeito de pungir ou puncionar; em outras palavras: picar, perfurar. Usam-se seringas hipodérmicas com agulha de diâmetro amplo o suficiente para aspirar líquidos e semissólidos por meio da tração do êmbolo. Consiste em visualizar uma determinada estrutura comprimida por uma lâmina de vidro. sendo utilizada em lesões escuras, suspeitas de hemangioma ou nevo, fazendo-se compressão com uma lâmina de vidro sobre a área a ser estudada. Exames complementares Biópsia Citologia esfoliativa As lesões de pequenas dimensões podem ser removidas totalmente, sem riscos de sangramentos. A biópsia é indicada para lesões que se apresentam sob forma de úlceras persistentes que não cicatrizam espontaneamente ou após o tempo. A citologia esfoliativa é um exame complementar de diagnóstico que utiliza células naturalmente eliminadas para estudo microscópico. Consiste em remover as células mais superficiais da lesão através da esfoliação (raspagem). A biópsia serve de auxílio para fechar o diagnóstico correto. Várias vezes a biópsia é o diagnóstico e também o tratamento, outras vezes o tratamento daquela lesão é diferente daquela biópsia que se realizou inicialmente. A principal finalidade da citologia esfoliativa é a detecção de tumores malignos. Contudo, mesmo sendo um exame altamente confiável, a citologia esfoliativa não substitui a biópsia, pois não define o tipo de lesão maligna. As células passam por um processo de renovação celular, então na camada basal são produzidas células o tempo inteiro, essas células vão subir da camada basal até a superfície do epitélio, chega na superfície do epitélio vira ceratina e depois esfolia. Assim, a avaliasse as células que se desprendem da mucosa Na odontologia utilizasse citologia esfoliativa quando o paciente está com uma imunossupressão muito grande, ou quando o paciente não tem condições de fazer um procedimento cirúrgico, como por exemplo um paciente internado na UTI. Existem as escovas conhecidas como Swab, que são esfregadas em cima da lesão, para remover as células da camada superficial; depois que se fez essa manobra, pega-se uma lâmina de microscópio e coloca-se esse conteúdo que foi raspado nessa lâmina. CLASSIFICAÇÃO DE CITOLOGIA CLASSE I – Ausência de células atípicas ou anormais; CLASSE II – Citologia atípica, mas sem evidência de malignidade; CLASSE III – Citologia sugestiva, mas não conclusiva de malignidade; CLASSE IV – Citologia fortemente sugestiva de malignidade; CLASSE V – Citologia conclusiva para malignidade. Indicação para lesões grandes (> 1cm); Lesão localizada em áreas de risco; Remove-se uma parte da lesão; Não pode ser qualquer parte da lesão; Se eu suspeitar de lesão maligna ou lesão cística muito grande faz biópsia incisional. Indicado para lesões menores (grandes cistos com frequência produzem expansão clínica que, às vezes, pode estar associada à dor e parestesia. Radiograficamente, a lesão apresenta-se com radiolúcida unilocular ou multilocular, margens da lesão radiolúcida e bem definidas, apresentando bordas escleróticas. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Cisto odontogênico glandular Ceratocisto odontogênico Cisto odontogênico ortoceratinizado Enucleação e curetagem. Pequenos ceratocistos odontogênicos geralmente são assintomáticos e descobertos somente durante o curso de um exame radiográfico, os de grandes dimensões podem estar associados a dor, edema ou drenagem. Tendem a crescer em uma direção ântero- posterior, dentro da cavidade medular do osso, sem causar expansão óssea óbvia. Surge a partir dos restos celulares da lâmina dental. É tratado como cisto, mas se comporta como tumor. Podem ser encontrados em pacientes com idade variável, desde a infância até a velhice (entre 10 e 40 anos), sendo a região posterior da mandíbula mais acometida. Os cistos odontogênicos ortoceratinizados ocorrem predominantemente em adultos jovens e mostram uma razão de 2:1 entre homens e mulheres. A lesão ocorre duas vezes mais frequentemente na mandíbula do que na maxila, com uma tendência a envolver as regiões posteriores dos ossos gnáticos. O tamanho pode variar de menos de 1cm até grandes lesões, maiores do que 7cm de diâmetro. A enucleação seguida de curetagem é o tratamento usual para os cistos odontogênicos ortoceratinizados. As recidivas têm sido observadas, marcadamente com a taxa de recidiva de 30% ou mais. Não denota um tipo clínico específico de cisto odontogênico, mas apenas se refere a um cisto odontogênico que microscopicamente apresenta um revestimento epitelial ortoceratinizado. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Cisto odontogênico calcificante É uma lesão incomum que demonstra considerável diversidade histopatológica e comportamento clínico variável. Apesar de ser amplamente considerado como um cisto, alguns investigadores preferem classificá-lo como uma neoplasia. Além disso, o cisto odontogênico calcificante pode estar associado a outros tumores odontogênicos reconhecidos, mais comumente aos odontomas. É predominantemente uma lesão intraóssea, apesar de casos relatadas terem se apresentado como lesões periféricas (extraósseas). Os pacientes podem ter idade variando da infância à velhice. O prognóstico de um paciente com cisto odontogênico calcificante é favorável, sendo relatadas somente poucas recidivas após a enucleação simples. geralmente se apresenta como uma lesão radiolúcida, unilocular, bem definida, apesar de a lesão poder ser, ocasionalmente, multilocular. Estruturas radiopacas dentro da lesão, quer sejam calcificações irregulares ou de densidade semelhante ao osso, estão presentes. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Tumores odontogênicos Os tumores odontogênicos compreendem um grupo complexo de lesões de diversos tipos histopatológicos e comportamentos clínicos. Algumas dessas lesões são neoplasias verdadeiras e podem, raramente, exibir comportamento maligno. Outras podem representar malformações semelhantes a tumor (hamartomas). O ameloblastoma é o tumor odontogênico clinicamente significativo mais comum, são tumores de origem epitelial odontogênica, originários dos restos da lâmina dentária, de um órgão do esmalte em desenvolvimento, do revestimento epitelial de um cisto odontogênico, ou das células basais da mucosa oral. Eles ocorrem em três diferentes situações: 1. Sólido convencional ou multicístico; 2. Unicístico; 3. Periférico (extraósseo). O ameloblastoma sólido convencional ou multicístico intraósseo é encontrado em pacientes com ampla variação etária. É raro em crianças com menos de 10 anos e relativamente incomum no grupo de 10 a 19 anos. Ocorrem na mandíbula, mais frequentemente na região de ramo e corpo de mandíbula. O tumor frequentemente é assintomático e lesões menores são detectadas somente durante o exame radiográfico. A apresentação clínica usual é de uma tumefação indolor ou expansão dos ossos gnáticos. Se não for tratada, então a lesão pode crescer lentamente até atingir proporções grandes ou grotescas. A dor e a parestesia são incomuns, mesmo nos tumores grandes. Ameloblastoma MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS O aspecto radiográfico da lesão é Os pacientes com ameloblastoma intraósseo multicístico ou sólido têm sido tratados de diversas maneiras. O tratamento varia desde uma simples enucleação seguida por curetagem até a ressecção em bloco. O tumor odontogênico adenomatoide representa 3% a 7% de todos os tumores odontogênicos, são, em grande parte, limitados aos pacientes jovens, e dois terços de todos os casos são diagnosticados quando O tumor odontogênico adenomatoide é completamente benigno; devido à presença de sua cápsula, ele pode ser facilmente enucleado do osso. O comportamento agressivo não foi documentado e a recidiva após enucleação, se ocorrer, é muito rara. o paciente tem entre 10 e 19 anos. Ocorre nas regiões anteriores dos ossos gnáticos, sendo encontrado duas vezes mais na maxila do que na mandíbula, com uma discreta predileção pelo sexo feminino. Raramente excedem 3cm em seu maior diâmetro, apesar de algumas lesões maiores terem sido descritas. A lesão pode se mostrar completamente radiolúcida; contudo, frequentemente, ela contém calcificações delicadas (em flocos de neve). Geralmente está envolvida com uma extensa cápsula fibrosa. frequentemente descrito como em “bolhas de sabão” em loculações grandes ou como “em favos de mel” em loculações são pequenas. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Tumor odontogênico adenomatoide Odontoma Mixoma Os odontomas são os tipos mais comuns de tumores odontogênicos. Sua prevalência excede a de todos os outros tumores odontogênicos combinados. Os odontomas são considerados como anomalias do desenvolvimento (hamartomas), em vez de neoplasias verdadeiras. Os odontomas são ainda subdivididos em tipo composto e tipo complexo. O odontoma composto é formado por múltiplas estruturas pequenas, semelhantes a dentes. O odontoma complexo consiste em uma massa conglomerada de esmalte e dentina, que não exibe semelhança anatômica com um dente. A maioria dos odontomas é detectada durante as primeiras duas décadas de vida e a idade média no momento do diagnóstico é de 14 anos. São tipicamente lesões relativamente pequenas que raramente excedem o tamanho de um dente da região onde eles estão localizados. Contudo, odontomas maiores, de até 6cm ou mais de diâmetro, são ocasionalmente observados. Esse odontomas maiores podem levar à expansão dos ossos gnáticos. Acredita-se que os mixomas dos ossos gnáticos se originem do ectomesênquima odontogênico. Os mixomas são predominantemente encontrados em adultos jovens, mas podem ocorrer em um grupo com ampla faixa etária. Não há predileção por sexo. Os odontomas são tratados por excisão local simples e o prognóstico é excelente. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO indistinguível daquele ameloblastomas. observado Pequenos mixomas são tratados, geralmente, através de curetagem. Para lesões maiores, nos Lesões menores podem ser assintomáticas e são descobertas somente durante um exame radiográfico de rotina. Lesões maiores estão frequentemente associadas à expansão indolor do osso envolvido, a mandíbula é acometida mais comumente do que a maxila. Radiograficamente, o mixoma se apresenta como uma lesão radiolúcida uni ou multilocular, que pode deslocar ou causar a reabsorção dos dentes na região do tumor. As margens da lesão radiolúcida são frequentemente irregulares ou festonadas. Grandes mixomasda mandíbula podem apresentar o padrão ressecções mais extensas podem ser necessárias, uma vez que os mixomas não são encapsulados e tendem a infiltrar o osso adjacente. O tratamento consiste na extração cirúrgica dos dentes juntamente com o aumento de volume calcificado. O cementoblastoma é um neoplasma odontogênico de cementoblastos raro. Com predileção pela mandíbula, podem envolver dentes impactados e não erupcionados. Radiograficamente, o tumor aparece como um aumento de volume radiopaco que está fundido a um ou mais dentes e é circundado por um fino halo radiolúcido. NEVILLE, Brad W. et al. Pat ologia oral e maxilofacial. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. radiolúcido em “bolhas de sabão”, que é TRATAMENTO E PROGNÓSTICO TRATAMENTO E PROGNÓSTICO CementoblastomaO diagnóstico e o controle das lesões ósseas podem ser realizados com maior fidelidade, tornando-se cada vez mais precisos à medida que os recursos da radiografia se aplicam. • • • • Nome; Idade e sexo do paciente; Data da coleta do material; Descrição da lesão (forma, localização, dimensão, cor, base, contorno, textura, número). • • Breve relatório clínico; Tipo de biópsia. Os dados devem guiar o exame histopatológico. É o registro da cintilação, que é o principal fenômeno no processo de formação da imagem, a partir da radiação emitida pelo órgão que está sendo examinado, obtidas por meio da injeção de uma substância radioativa na corrente circulatória. A ultrassonografia, é um exame de imagem diagnóstico que serve para visualizar qualquer órgão ou tecido do corpo, através de ondas sonoras. Quando o exame é realizado com Doppler, é possível observar o fluxo sanguíneo dessa região. Imagem branca – hiperecoica Imagem escura – hipoecoica Tomografia computadorizada É realizada com uma fonte circular de emissão de raio X que gira ao redor da cabeça do paciente. Realiza aquisição simultânea das imagens da maxila e da mandíbula. Além disso o exame permite ver a relação das duas arcadas. Considerado como um método para avaliar imagens das estruturas ósseas, a tomografia computadorizada é um método radiológico que permite obter a reprodução de uma parte do corpo humano, para que então o diagnóstico seja definido com mais precisão e agilidade, sendo possível efetuar uma melhor distinção entre os tecidos devido a maior sensibilidade, dando auxílio na detecção de anomalias que antes só seriam realizadas com procedimentos invasivos. Na odontologia a tomografia computadorizada é bastante usada, principalmente, para identificar e delinear processos patológicos, como tumores benignos e malignos, cistos, além de visualizar dentes retidos, traumas, seios paranasais, componentes ósseos da articulação e leitos para implantes dentários. A tomografia tem aplicações importantes em todas as especialidades odontológicas. Na ortodontia é utilizada na avaliação de dentes inclusos e na análise de sua relação com estruturas adjacentes. Na implantodontia, a tomografia permite a avaliação quantitativa e qualitativa do osso alveolar, possibilitando a mensuração de sua altura e dimensão anteroposterior. Na cirurgia bucomaxilofacial, ela exerce um papel fundamental na detecção de fraturas do nariz, da maxila, da mandíbula e do arco zigomático, Dentes inclusos. Exames hematológicos Hemograma Coagulograma O hemograma estuda a contagem de células sanguíneas, o sangue é um tecido vivo formado por células de diferentes formas, tipos e finalidades. O coagulograma é um conjunto de exames responsáveis pela análise de alterações da coagulação presentes no sangue humano. Com ele, é possível identificar doenças ou complicações e iniciar o tratamento o mais rápido possível. SÉRIE VERMELHA - estuda as hemácias (ou eritrócitos ou glóbulos vermelhos). SÉRIE BRANCA - estuda os glóbulos brancos, representados pelos neutrófilos, eosinófilo, basófilos, linfócitos e monócitos. SÉRIE PLAQUETÁRIA - Quantifica as plaquetas presentes em uma determinada amostragem de sangue colhida. Combate as infecções bacterianas. O tempo de protrombina (TP) avalia os fatores de coagulação, já o índice de relação normalizada (INR), é um exame fundamental para avaliação e controle de pacientes anticoagulados que necessitam de intervenções cirúrgicas INR: 1,0 – valor ideal, pois mostra o equilíbrio entre coagulação e anticoagulação. Responsáveis pela defesa do corpo, segunda célula mais comum dos glóbulos brancos. Principais linhas de defesa contra infecções virais e surgimento de tumores. Linfócitos Neutrófilos Lesões fundamentais São alterações morfológicas que conduzem à descrição de lesões nos tegumentos cutâneo e mucoso (pele e/ou mucosa). Área circunscrita não elevada com alteração de cor, que é distinta dos tecidos adjacentes. Ocorre a modificação da coloração normal da mucosa e apresenta cor, forma e tamanho variado. Ligeira elevação de 1 a 2mm, achatada, levemente elevada e superficial, de coloração branca, que não desprende a raspagem. ÚLCERA – lesões de caráter crônico (persiste por semana ou meses). ÚLCERAÇÃO – lesões de curta duração. Lesão superficial circunscrita, resultante do rompimento do epitélio com a exposição do tecido conjuntivo. Evolui da erosão. Quando ocorre o rompimento superficial do epitélio, sem que haja exposição do conjuntivo. Ocorrem ulcerações rasas e superficiais. Placa Manchas ou máculas Erosão Úlcera Pápula Vesícula e bolha Nódulos A BOLHA é de dimensão grande, maior que 3mm. Pequena massa elevada, circunscrita, sólida e palpável na pele ou na mucosa, seu diâmetro não ultrapassa 5mm. Lesão da pele ou mucosa elevada, circunscrita contendo fluido em seu interior. A VESÍCULA é de dimensão pequena, até 3mm. Consistência: flácida ou rugosa; Base de implantação: Séssil, pediculada; Superfície: Lisa ou rugosa. larga ou Grande massa elevada, circunscrita, sólida e palpável na pele e na mucosa. Com variação de consistência, tamanho, base de implantação, cor e superfície. • • • Lesões ulceradas e vesicobolhosas Lesões ulceradas São lesões que ocorrem pela exposição do epitélio e em continuidade com exposição do tecido conjuntivo adjascente. A estomatite aftosa recorrente, popularmente conhecida como afta é uma das patologias mais característica conhecida. comuns da próprias mucosa oral, com pouco e etiologia As úlceras surgem quase exclusivamente na mucosa não-ceratinizada e podem ser precedidas por uma mácula eritematosa em associação a sintomas prodrômicos de queimação, prurido ou pontadas. As ulcerações aftosas menores são as mais comuns e representam o padrão presente em mais de 80% dos indivíduos afetados. As ulcerações aftosas são observadas mais frequentemente em crianças e adultos jovens, com aproximadamente 80% dos indivíduos afetados relatando suas primeiras ulcerações antes dos 30 anos de idade. Diferentes subgrupos de pacientes parecem ter diferentes causas para a ocorrência das aftas. Estes fatores sugerem um processo patológico que pode ser desencadeado por uma variedade de agentes causais, envolvendo os fatores hereditários, psicossomáticos, hormonais e infecciosos. Afta ETIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Nenhum procedimento laboratorial fornece o diagnóstico definitivo. O diagnóstico é feito pela apresentação clínica e pela exclusão de outras doenças que produzem ulcerações que se parecem com as aftas. O prognóstico é favorável e desaparece espontaneamente de 5 a 7 dias. Nos pacientes com doença leve, a base da terapia é o uso de anti-inflamatórios (corticosteroides) tópicos. A ulceração demonstra uma membrana fibrinopurulenta removível, branco-amarelada, que é circundada por um halo eritematoso, medindo não mais que 3mm. As mucosas jugal e labial são mais pela superfície ventral da língua, fundo de vestíbulo, soalho da boca e palato mole. frequentemente afetadas, seguidas Podem resultar de um dano mecânico como o contato com alimentos cortantes ou mordidas acidentais durante a mastigação, escovação excessiva, durante a fala, ou até mesmo dormindo. Lesões agudas e crônicas da mucosa oral são frequentemente observadas. O tratamento consiste na remoção do agente traumático. Tais ulcerações podem permanecer por longos períodos de tempo, mas geralmente cicatrizam em poucos dias. O trauma agudo ou crônico na mucosa oral pode resultar em ulcerações superficiais, únicas, profundas de contorno irregulares e dimensões variadas. DIAGNÓSTICO TRATAMENTO E PROGNÓSTICO ETIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E POGNÓSTICO Ulcerações traumáticas Lesões vesiculares e bolhosasCausadas por infecções, essas lesões têm a possibilidade de ulcerar. A fase de vesícula ou bolha pode ser curta. O Herpesvírus apresenta lesões vesiculares mucocutâneas que ocorrem predominantemente no lábio e mucosas que ulceram com frequência. A maioria dos casos de gengivoestomatite herpética aguda ocorre entre os 6 meses e 5 anos de idade, com pico de prevalência entre os 2 e 3 anos de idade. Apesar desta estatística, alguns casos são relatados em pacientes com mais de 60 anos de idade. Causada pelo vírus do herpes simples (VHS), a gengivoestomatite herpética primária aguda Os pacientes devem restringir o contato com as lesões ativas para prevenir a disseminação para outros locais e pessoas. O aciclovir em suspensão é iniciado nos 3 primeiros dias de sintomatologia pela técnica de bochechar e engolir 5 vezes ao dia por 5 dias. (herpes primário) é o padrão mais comum de infecção primária sintomática pelo VHS. Inicialmente, na mucosa afetada desenvolvem- se diversas vesículas puntiformes, que rapidamente se rompem e formam inúmeras lesões pequenas, avermelhadas. Essas lesões iniciais aumentam um pouco de tamanho e desenvolvem áreas centrais de ulceração, recobertas por uma fibrina amarela. As ulcerações adjacentes podem coalescer e formar ulcerações maiores rasas e irregulares. Tanto a mucosa oral móvel quanto a aderida podem ser afetadas, e o número de lesões é altamente variável. Em todos os casos, a gengiva apresenta-se aumentada, dolorosa e extremamente eritematosa. Herpes (Herpesvírus) ETIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Herpes - Zoster Durante a replicação viral inicial, desenvolvem- se ganglionites ativas que resultam em necrose neural e neuralgia grave. Essa reação Após a infecção inicial pelo vírus varicela zoster (catapora), o vírus é transportado para os nervos sensitivos e presumivelmente estabelece sua latência no gânglio espinhal dorsal. O herpes- zoster clinicamente evidente ocorre após a reativação do vírus, com o envolvimento da distribuição do nervo sensitivo afetado. Doença infecciosa que apresenta lesões vesiculares mucocutâneas que ocorrem principalmente na pele e na mucosa sempre acompanhando uma terminação nervosa periférica. DIAGNÒSTICO O diagnóstico do herpes-zoster pode muitas vezes ser feito com base nas manifestações clínicas, entretanto outros procedimentos podem ser necessários nos casos atípicos. A cultura viral pode confirmar a impressão clínica, mas leva pelo menos 24 horas. inflamatória é responsável pelos sintomas prodrômicos de dor intensa que precedem a erupção cutânea em mais de 90% dos casos. Conforme o vírus movimenta-se pelo nervo, a dor intensifica-se e tem sido descrita como queimação, formigamento, coceira, um incômodo pontiagudo ou cortante. A febre deve ser tratada com antipiréticos que não contenham aspirina. Antipruriginosos, como a difenidramina, podem ser administrados para diminuir o prurido. As lesões cutâneas devem ser mantidas secas e limpas a fim de prevenir infecções secundárias. ETIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Pênfigo vulgar É uma doença mucocutâneas de origem imunológica que se manifesta na mucosa bucal, principalmente na gengiva, muitas vezes simulando uma gengivite. Ele não é observado com muita frequência. No entanto, o pênfigo vulgar é uma condição importante porque, se não tratada, muitas vezes resulta na morte do paciente. As bolhas que caracterizam essa doença ocorrem devido a uma produção anormal, por razões desconhecidas, de autoanticorpos que são dirigidos contra glicoproteínas de superfície da célula epidérmica, desmogleína, ou seja, sua origem é imunológica. Uma das características do pênfigo vulgar é que a bolha que pode ser induzida em pele de aparência normal se uma pressão lateral firme for exercida. Isto é chamado de sinal Nikolsky positivo. Ocorre predominantemente entre a quarta e sexta década da vida, e a predominância pelo sexo masculino e feminino é igual. Clinicamente apresenta vesículas, erosões e ulcerações em qualquer superfície da pele ou da mucosa bucal, no histológico apresenta Fenda intraepitelial. Os pacientes normalmente queixam-se de dor na mucosa bucal, e o exame clínico exibe erosões superficiais e irregulares e ulcerações distribuídas aleatoriamente na mucosa bucal. ETIOLOGIA DIAGNÓSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS O pênfigo é uma doença sistêmica; portanto, o tratamento consiste basicamente em corticosteroides sistêmicos (geralmente prednisona), muitas vezes em combinação com outros medicamentos imunossupressores (denominados agentes poupadores de esteroides), como a azatioprina. Rânula é um termo usado para mucoceles que ocorrem no soalho de boca. A origem da mucina extravasada é usualmente a glândula Sinal de Nikolsky - após pressionar o local notará imediatamente que aparecerá uma bolha que se rompe. sublingual, mas as rânulas podem também se originar do ducto da glândula submandibular ou, possivelmente, das glândulas salivares menores presentes no soalho de boca. A rânula em geral se apresenta como um aumento de volume flutuante, de formato abaulado e coloração azulada no soalho de boca, embora lesões profundas possam apresentar a coloração normal da mucosa. As rânulas são vistas mais frequentemente em crianças e adultos jovens. Estas lesões tendem a ser maiores que as mucoceles nas localizações orais. O tratamento da rânula consiste na remoção da glândula sublingual e/ou marsupialização, que consiste na remoção da porção superior. TRATAMENTO E PROGNÒSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Rânula Mucocele As mucoceles geralmente se apresentam como aumentos de volume mucosos em forma de cúpula, que podem ter seus tamanhos variando de 1 a 2 mm a alguns centímetros. São mais comuns em crianças e adultos jovens, entretanto, têm sido relatadas em todas as idades. Mucocele é uma lesão comum da mucosa oral resultante da ruptura de um ducto de glândula salivar e o extravasamento da mucina para dentro dos tecidos moles adjacentes. Este extravasamento geralmente é resultante de um trauma local, em geral mordida no lábio inferior ou traumatismo por aparelho ortodôntico, embora em muitos casos não haja história de trauma associado. Algumas mucoceles são lesões autolimitantes que se rompem e cicatrizam sozinhas. Entretanto, muitas dessas lesões são de natureza crônica, e a excisão cirúrgica local é necessária. O prognóstico é excelente, embora ocasionalmente algumas mucoceles possam recidivar, necessitando de reexcisão, especialmente se as glândulas subjacentes não tiverem sido removidas. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS PROGNÓSTICO E TRATAMENTO Lesões brancas e pigmentadas As lesões brancas que surgem na mucosa bucal tem como características principal o acúmulo de queratina. Existem membranas de coloração branca que recobrem úlceras e lesões. Essas membranas, diferentemente das hiperqueratoses, destacam- se quando raspadas. A linha alba é uma alteração comum da mucosa jugal, geralmente associada a pressão, irritação por fricção ou trauma de sucção das superfícies vestibulares dos dentes. Esta alteração consiste em uma linha branca que geralmente é bilateral. Pode ser escamosa e está localizada na altura da linha de oclusão. Não é incomum ocorrerem membranas brancas recobrindo áreas que sofreram traumatismo mecânico, como em pacientes que recebem anestesia local (mordida pós- anestésica). Ou ainda lesões de aspecto branco que surgem de forma desconhecida como as leucoplasias. As lesões brancas da mucosa bucal se desenvolvem a partir de reações hiperqueratóticas que resulta do aumento da camada superficial de queratina do epitélio, pelo estímulo de agentes agressivos como tabagismo, etilismo e traumatismo mecânico prolongado. Diagnóstico diferencialLINHA ALBA ETIOLOGIA Hiperqueratose É uma hiperplasia da camada de queratina induzida por agentes agressores, que pode ser um trauma mecânico ou crônico, como dentes fraturados, cariados ou hígidos. A hiperqueratose também pode ser provocada pela ação tóxica dos produtos do fumo como o tabaco, alcatrão, nicotina. A hiperqueratose é espessamento da parte mais externa da epiderme, o stratum corneum. É representada clinicamente por placa branca tênue que não é removida pela raspagem. Áreas mais comumente acometidas são: Ventre lateral posterior da língua, mucosa bucal e palato duro. É uma lesão ceratótica branca claramente associada ao fumo de tabaco, ela não parece ter natureza pré-maligna e se desenvolve em resposta ao calor em vez de aos agentes químicos presentes na fumaça do tabaco. É mais comumente encontrada em homens com idade superior a 45 anos. Através da exposição de longa duração ao calor, a mucosa palatina se torna difusamente cinza ou branca; numerosas pápulas levemente elevadas são observadas, geralmente com centros vermelhos e com pequenas depressões. Tais pápulas representam glândulas salivares menores inflamadas e seus orifícios ductais. A mucosa que recobre as pápulas frequentemente parece mais branca do que o epitélio circunvizinho. ETIOLOGIA ESTOMATITE NICOTÍNICA Queilite actínica O teste de Shedd, realizado com o auxílio do azul de toluidina, pincelando-o sobre a área branca é uma excelente ferramenta para o auxílio no diagnóstico. Remove-se o excesso do corante por meio de bochechos. Onde houver impregnação residual azul, deve-se fazer citologia esfoliativa ou biópsia. Um indivíduo com exposição crônica à luz do sol e imunidade comprometida, especialmente receptores de órgãos transplantados, tem risco elevado de desenvolver um câncer do vermelhão do lábio inferior. A queilose actínica, mais conhecida como queilite actínica é uma alteração pré-maligna comum do vermelhão do lábio inferior que resulta de uma exposição progressiva excessiva ao espectro ultravioleta da luz solar. As alterações associadas à queilose actínica podem ser irreversíveis, porém os pacientes devem ser encorajados a utilizar bálsamos para lábios com bloqueadores solares para prevenir maiores danos. A queilose actínica raramente ocorre em pessoas com idades abaixo de 45 anos. Tem forte predileção pelo gênero masculino, com uma proporção homem-mulher de cerca de 10:1 em alguns estudos. As alterações clínicas incluem a atrofia da borda do vermelhão do lábio inferior, caracterizada por uma superfície lisa e áreas de manchas pálidas, e pelo apagamento da margem entre a zona do vermelhão e a porção cutânea do lábio. DIAGNÓSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS PROGNÓSTICO E TRATAMETO As áreas de endurecimento, espessamento, ulceração ou leucoplasia devem ser submetidas à biópsia para excluir a possibilidade de carcinoma. implica uma alteração tecidual histopatológica específica. A leucoplasia é, de longe, a lesão oral pré- cancerosa mais comum, representando 85% de tais lesões com predileção pelo sexo masculino. branca que não pode ser caracterizada clínica ou patologicamente como qualquer outra A leucoplasia oral (leuco = branco; plakia = mancha) é definida pela Organização Mundial A leucoplasia representa apenas um termo clínico, o primeiro passo no tratamento é chegar a um diagnóstico histopatológico definitivo. Desse modo, a realização de uma biópsia é mandatória e guiará o curso do tratamento. Além disso, o tecido obtido pela biópsia deve ser retirado das áreas de envolvimento clinicamente mais “severas”. As leucoplasias que estejam exibindo displasia epitelial moderada ou um quadro mais grave justificam a sua destruição ou remoção completa, se isso for possível. A causa da leucoplasia permanece desconhecida, embora existam várias hipóteses, como o uso contínuo de tabaco, etilismo, radiação ultravioleta, microrganismos e traumas. A leucoplasia não é destacada pela raspagem e não desaparece após remover o agente causador. As áreas mais comuns são: lábios, borda lateral da língua e mucosa jugal. Leucoplasia doença.” O termo é estritamente clínico e não de Saúde (OMS) como “uma placa ou mancha ETIOLOGIA TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Líquen plano Nevo branco esponjoso O líquen plano reticular normalmente não produz sintomas e nenhum tratamento é necessário. O líquen plano é uma doença dermatológica crônica relativamente comum, que com frequência afeta a mucosa bucal; é uma doença mucocutânea mediada imunologicamente. O aspecto clássico e mais frequente é o reticular, que se desenvolve bilateralmente na mucosa jugal sob forma de placas filiformes. O líquen plano reticular é assim chamado por causa de seu padrão característico de linhas brancas entrelaçadas (também conhecido como estrias de Wickham). O líquen plano erosivo com frequência é incômodo para o paciente, devido à dor na cavidade bucal. Por ser uma condição mediada imunologicamente, os corticosteroides são recomendados. O nevo branco esponjoso é uma genodermatose (doença cutânea determinada geneticamente) relativamente rara, herdada como um traço autossômico dominante, apresentando alto grau de penetrância e expressividade variável. Esta condição deve-se a um defeito na ceratinização normal da mucosa bucal. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS PROGNÓSTICO E TRATAMENTO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS O nevo branco esponjoso apresenta-se indolor como uma placa rugosa, branca ou TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Por ser uma condição benigna, não é necessário tratamento. O prognóstico é favorável. branco-acinzentada opaca, com textura esponjosa. Na maioria das vezes, a lesão é grandes proporções (Simétrico e bilateral). Podendo ser confundida com leucoplasia. Geralmente surgem ao nascimento ou no início da infância, mas algumas vezes a condição adolescência. desenvolve-se durante a jugal bilateralmente na maioria dos casos, ventre da língua, a mucosa labial, o palato mole, a mucosa alveolar e o soalho bucal. Afetam a mucosa Lesões pigmentadas São manchas escuras que ocorrem na mucosa bucal, com coloração diferente da mucosa normal. São de origem endógena ou exógina. O fator relacionado aos pigmentos próprios da mucosa bucal - Melanina e Hemoglobina. Origem endógena – quando pigmentos naturais produzidos pelo próprio organismo, acumulam se em pontos específicos em certos pontos da mucosa, provocando manchas escuras. Origem exógena - quando ocorre a deposição de materiais estranho nos tecidos por contato ou por ingestão de substâncias que depositam nos tecidos bucais, a substância mais comum é o amalgama. A pigmentação melânica fisiológica é uma alteração constitucional na forma de manchas provocadas pelo aumento da produção e deposição de melanina. É observada mancha enegrecida que ocorre geralmente em toda a extensão da gengiva inserida, por vestibular. Não requer nenhum tipo de tratamento. Existem tratamentos alternativos para casos que o paciente tem demanda estética. Pigmentação melânica TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Tatuagem por amálgama Tatuagens por amálgama são lesões pigmentadas, exógenas, de frequente ocorrência na mucosa bucal, que resultam da introdução acidental de partículas de amálgama nos tecidos moles. O amálgama pode ser incorporado ao interior da mucosa oral de diversas maneiras. Áreas com abrasão prévia da mucosa podem ser contaminadas por pó de amálgama no interior de fluidos orais. Pedaços de amálgama quebrado podem cair nos sítios de extração, e outras formas de contaminação. Apresentam-se como manchas, ou, raramente, como lesões ligeiramente elevadas. Elas podem ser pretas, azuis ou cinza. As bordas podem ser bem definidas, irregulares ou difusas. Não há necessidade de tratamento quando os fragmentos podem ser detectados radiograficamente. Quandonenhum fragmento metálico é encontrado e a lesão não pode ser diferenciada clinicamente, a biópsia pode ser necessária para excluir a possibilidade de neoplasia melanocítica. ETIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Crescimentos teciduais causados por traumatismo Quando um agente traumático fere o tecido conjuntivo reage com um aumento cujo conteúdo é tipicamente inflamatório. O conteúdo desse crescimento é composto principalmente de tecido de granulação, vasos neoformados, células de defesa e fibroblastos. O agente traumático é físico-mecânico, de baixa intensidade, de ação prolongada e intermitente. A presença de dentes, próteses, espículas ósseas, corpos estranhos, alimentos durante a mastigação. A resposta do organismo varia conforme o tempo de aplicação, a frequência e intensidade do agente traumático e as características individuais do paciente. As lesões mais recorrentes são: Granuloma gengival; Granuloma piogênico; Granuloma periférica de células gigante; Hiperplasia fibrosa infamatória; Fibromatose gengivais. O granuloma piogênico represente uma resposta tecidual a um irritante local ou a um trauma. Apesar de seu nome, não é um granuloma verdadeiro. É uma lesão nodular esférica que ocorre da papila interdental, indolor, com cerca de 0,5 cm. Apresenta coloração rosa escuro a vermelho intenso. As lesões pouco avermelhada são pouco consistente à palpação e se torna isquêmico quando comprimidas. • • • • • Granuloma gengival Granuloma piogênico MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Clinicamente é um aumento de volume com superfície lisa ou lobulada, que usualmente é pedunculada, embora algumas lesões sejam sésseis. A superfície é caracteristicamente ulcerada e varia do rosa ao vermelho ao roxo, dependendo da idade da lesão. Mostram uma marcante predileção pela gengiva, representando 75% dos casos. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento dos pacientes com granuloma MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Ocorre exclusivamente na gengiva ou no rebordo alveolar edêntulo, apresentando-se como um aumento de volume nodular de coloração que varia do vermelho ao vermelho- azulado. piogênico conservadora, que usualmente é curativa. O espécime deve ser submetido a exame microscópico para afastar o diagnóstico de lesões mais graves. consiste na excisão cirúrgica Ocasionalmente, a lesão recidiva, e a reexcisão é necessária. Em raras situações são notadas múltiplas recidivas. A maioria das lesões têm menos que 2 cm de diâmetro, embora grandes lesões sejam vistas ocasionalmente. A lesão pode ser séssil ou pedunculada, e pode ou não ser ulcerada. Pode se desenvolver em qualquer idade. É um crescimento semelhante a tumor relativamente comum na cavidade oral. Provavelmente não representa uma neoplasia verdadeira, mas sim uma lesão reacional causada por irritação local ou trauma. Granuloma periférica de células gigantes MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Apresenta-se como uma única prega ou múltiplas pregas de tecido hiperplásico no vestíbulo alveolar. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento do granuloma periférico de células gigantes consiste na excisão cirúrgica local, abaixo do osso subjacente. É relatada recidiva em aproximadamente 10% dos casos, e a reexcisão deve ser feita. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento consiste na remoção cirúrgica, com o exame microscópico do tecido removido. A prótese mal adaptada deve ser refeita ou corrigida para prevenir a recidiva da lesão. É uma hiperplasia de tecido conjuntivo fibroso, semelhante a um tumor, que se desenvolve em associação com as bordas de uma prótese total ou parcial mal adaptada. Mais frequentemente, duas pregas de tecido estão presentes, e as bordas da prótese associada se encaixam perfeitamente dentro da fissura entre as pregas. O tamanho da lesão pode variar de hiperplasias localizadas menores que 1 cm, a grandes lesões que envolvem grande parte da extensão do vestíbulo. A fibromatose gengival é um aumento gengival lento e progressivo causado por um crescimento colagenoso do tecido conjuntivo fibroso da gengiva. Apesar do nome, esta desordem não apresenta relação com as fibromatoses hipercelulares e neoplásicas que podem ocorrer tanto em tecidos moles como no osso. A fibromatose gengival pode ser familiar (Fibromatose gengival hereditária) ou idiopática (Fibromatose gengival irritativa). Hiperplasia fibrosa inflamatória Fibromatose gengival ETIOLOGIA Fibromatose gengival irritante - Desenvolve-se de maneira geral, a partir do ressecamento da mucosa gengival anterior por vestibular em respiradores bucais. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Na maioria dos casos, o aumento começa antes dos 20 anos de idade e frequentemente está relacionado com a erupção dos dentes decíduos ou permanentes. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento conservador consiste em gengivectomia associada a um rigoroso programa de higiene bucal. O acompanhamento é recomendado pela tendência a recorrência em poucos anos. Fibromatose gengival hereditária - É uma anomalia de desenvolvimento que resulta de fator genético. Fibromatose gengival irritante - Nota-se aumento das papilas gengivais interdentais, formando nódulos. Fibromatose gengival hereditária - Apresenta crescimento tecidual fibrótico, recobrindo total ou parcialmente os dentes anterossuperiores. Apresenta uma variação da fibromatose gengival associada a medicamentos como dilantina (anticonvulsivante), ciclosporina (imunossupressor), que são agentes que podem provocar hiperplasia gengival. Fibromatose gengival medicamentosa Doenças infeciosas da mucosa bucal Edema – A histamina promove uma disjunção das células endoteliais, aumentando a permeabilidade vascular e saída do líquido plasmático. Quando ocorre a invasão do corpo por novos microrganismos nem sempre a resposta vai ter caráter lesivo, uma vez que o corpo tem capacidade adaptativa, e pode responder a formação de anticorpos para combater uma eventual futura doença. A modulação da inflamação é necessária, já que a inflamação tem ação protetora, porém, se a reação inflamatória de início é benéfica, com o passar do tempo pode causar necrose do tecido inflamatório. O 1º estágio do processo inflamatório é o agudo, caracterizado clinicamente pela presença dos sinais cardinais da inflamação. Dor - Ocorre o estímulo de histaminas e prostaglandinas. dos esfíncteres pré-capilares estimulados por serotonina e bradicinina aumentam a circulação sanguínea local. – Ocorre o aumento da função metabólica principalmente das fibras musculares. As reações que provocam aumento de aporte sanguíneo causam o aumento de temperatura. – Ocorre em decorrência da abertura Sinais cardinais da inflamação Calor Rubor Candidíase A infecção fúngica causada por Candida Albicans, um microrganismo fúngico do tipo levedura. A candidíase é de longe a infecção fúngica oral mais comum em humanos, podendo se apresentar de formas diversas, o que, algumas vezes, dificulta o diagnóstico. Ocorre quando o crescimento do fungo da Candida Albicans é excessivo. É a infecção intraoral mais comum da infecção pelo HIV (cerca de 90% dos pacientes desenvolvem a infecção em algum momento da doença). A candidíase da mucosa oral pode exibir uma variedade de padrões clínicos. PSEUDOMEMBRANOSA (sapinho) - Placas brancas, cremosas, destacáveis; sensação de queimação, hálito fétido, destacável a raspagem. Mais presente em mucosa jugal, língua, palato. É a mais fácil de diagnosticar devido suas características. ERITEMATOSA - Manchas vermelhas, sensação de queimação. Mais presente na região posterior do palato duro, mucosa jugal, dorso da língua. Mais comum, menos diagnosticável. HIPERPLÁSICA - Leucoplasia por candida. Placas brancas não destacáveis, assintomática, presente na mucosa jugal anterior. ETIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICASQUEILITE ANGULAR - Lesões fissuradas avermelhadas; irritadas, sensação de ferida no local, acomete a comissura labial. É resultado do acúmulo de saliva na comissura labial. Qualquer fator que altere o equilíbrio do ecossistema bucal pode ocasionar favorecer o aparecimento da candidíase. ou Fatores sistêmicos – estresse físico e emocional, diminuição do fluxo salivar, uso de fumo, uso de prótese. Uso de medicamentos – corticoides (dificultam a defesa local), antibiótico (inativam bactérias total ou parcial). Vários medicamentos antifúngicos já foram desenvolvidos para o tratamento da candidíase oral, cada qual com suas vantagens e desvantagens (Fluconazol, nistatina clotrimazol). A paracoccidioidomicose é uma infecção fúngica profunda, causada pelo Paracoccidioides brasiliensis. Tem uma marcante predileção por homens, com relação de homens: mulheres acometidos de 15:1. Apresenta-se inicialmente como uma infecção pulmonar que ocorre após a exposição aos esporos dos microrganismos. As lesões orais apresentam-se como úlceras moriformes, que geralmente acometem a mucosa alveolar, gengiva e palato. Os lábios, língua, orofaringe e mucosa jugal também podem ser envolvidos em uma porcentagem significante dos casos. Na maioria dos pacientes com lesões orais, mais de uma área na boca é afetada. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL TRATAMENTO E PROGNÓSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Paracoccidioidomicose DIAGNÓSTICO A demonstração dos brotamentos múltiplos característicos das leveduras, com características clínicas compatíveis, usualmente é adequada para estabelecer um diagnóstico de paracoccidioidomicose. Podem ser obtidos espécimes para cultura, mas o P. brasiliensis cresce lentamente. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O esquema de tratamento dos pacientes com paracoccidioidomicose depende da gravidade da doença. Os derivados das sulfonamidas são usadas atualmente em muitas situações para o tratamento de casos leves e moderados. Para casos graves há indicação de uso da anfotericina B intravenosa. CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS É uma doença infecciosa que ocorre na gengiva. A infecção frequentemente ocorre na presença de estresse psicológico. Além do estresse, outros fatores podem estar relacionados ao aumento da frequência de GUN: Imunossupressão, tabagismo, trauma local, deficiência nutricional, higiene bucal, deficiente, sono inadequado e doenças recentes. A GUN pode ocorrer em qualquer idade, nos casos clássicos de GUN, as papilas interdentais estão altamente inflamadas, edematosas e hemorrágicas. Casos iniciais podem não ser diagnosticados porque a ulceração começa acometendo apenas a ponta da papila Gengivite ulcerativa necrosante interdental. Odor fétido, dor intensa, hemorragia espontânea e acúmulo de tecido necrosado são observados. Ao contrário da maioria das formas de doença periodontal, a GUN demonstra uma resolução rápida após a remoção das bactérias desencadeadoras. Bochechos frequentes com clorexidina, água morna com sal ou peróxido de hidrogênio diluído são benéficos no aumento da resposta ao tratamento. Antibióticos (metronidazol e penicilina têm sido sugeridos como os medicamentos de escolha) são auxiliares úteis, especialmente na presença de febre ou linfadenopatia. Varia de acordo com a fase em que se encontra a doença. A sífilis primária ocorre 2 a 4 semanas após o contágio, no ponto de inoculação, na forma de úlcera ou erosão. Quando atinge a língua e os lábios, a úlcera é profunda de base endurecida, com bordos elevados e crateriforme. A sífilis é uma infecção crônica mundial causada pelo Treponema pallidum. As principais vias de transmissão são o contato sexual e da mãe para o feto. A infecção se manifesta no local de inoculação, atingindo rapidamente a circulação. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Sífilis SÍFILIS PRIMÁRIA A sífilis primária é caracterizada pelo cancro, que se desenvolve na área de inoculação, tornando-se clinicamente evidente 3 a 90 dias após a exposição inicial. As lesões orais são vistas mais nos lábios, mas outras áreas incluem a língua, palato, gengiva e amígdalas. SÍFILIS SECUNDÁRIA A fase seguinte é conhecida como sífilis secundária (disseminada), sendo identificada clinicamente 4 a 10 semanas após a infecção inicial. As lesões da sífilis secundária podem surgir antes da resolução completa da lesão primária. Durante a sífilis secundária, os sintomas sistêmicos em geral surgem. Os mais comuns são linfadenopatia indolor, dor de garganta, mal-estar, cefaleia, perda de peso, febre e dor músculo-esquelética. SÍFILIS TERCIÁRIA Após a sífilis secundária, os pacientes entram em uma fase livre de lesões e sintomas, conhecida como sífilis latente. Este período de latência pode durar de 1 a 30 anos; inclui as • • • Dentes de Hutchinson; Ceratite ocular intersticial; Surdez associada ao comprometimento do oitavo par de nervos cranianos. A infecção altera a formação dos incisivos (incisivos de Hutchinson) e dos molares (molares em amora, molares de Fournier, molares de Moon). complicações mais sérias da doença, devido ao risco de desenvolver distúrbios sistêmicos graves. SÍFILIS CONGÊNITA Ocorre contaminação do feto pela mãe infectada, ainda na vida intrauterina, provoca alterações de desenvolvimento. Três achados diagnósticos patognomônicos, conhecidos como tríade de Hutchinson: TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento da sífilis necessita de uma avaliação individual e de uma abordagem terapêutica individualizada. O tratamento de eleição é a penicilina. A dose e o esquema de administração variam de acordo com a fase da doença, envolvimento neurológico e estado imunológico do paciente. Doenças ósseas Osteomielite A osteomielite é um processo inflamatório agudo ou crônico nos espaços medulares ou nas superfícies corticais do osso que se estende além do sítio inicial de envolvimento. A osteomielite supurativa aguda ocorre quando um processo inflamatório agudo se dissemina através dos espaços medulares do osso e o tempo é insuficiente para permitir a reação do corpo na presença do infiltrado inflamatório. A condição está associada, a traumatismo mecânico, como exodontias de dentes que propiciaram infecção. Após a exodontia o alvéolo foi contaminado ou ainda quando ocorre contaminação óssea externa. Se for observada a formação evidente de abscesso, o tratamento da osteomielite aguda consiste em antibioticoterapia e drenagem. Os antibióticos mais selecionados incluem a penicilina, a clindamicina, a cefalexina, a cefotaxima, a tobramicina e a gentamicina. Pacientes com osteomielite aguda apresentam sinais e sintomas de um processo inflamatório agudo que caracteristicamente possui menos de um mês de duração. Febre, leucocitose, linfadenopatia, sensibilidade significativa e tumefação dos tecidos moles da área afetada podem estar presentes. A osteomielite supurativa crônica existe quando a resposta de defesa leva à produção de tecido de granulação, o qual subsequentemente forma um tecido de Aguda Crônica MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO cicatrização denso, na tentativa de isolar a área infectada. Se a osteomielite aguda não for tratada rapidamente, ocorre a evolução para a osteomielite crônica, ou o processo pode surgir primariamente sem a ocorrência de um episódio agudo prévio. Podem estar presentes tumefação, dor, formação de fístula, drenagem purulenta, formação de sequestro ósseo, perda de dentes ou fratura patológica. Os pacientes podem apresentar exacerbações agudas ou períodos de diminuição da dor associados à progressão lenta e crônica. A osteomielite crônica costuma surgir após a osteomielite aguda. O que caracteriza a fase crônica é a presença de – sequestros ósseos. A osteomielite crônica é de difícil tratamento medicamentoso, presumivelmentedevido ao fato das cavidades de osso necrótico e dos organismos estarem protegidos da ação dos antibióticos pela cápsula de tecido conjuntivo fibroso circundante. A intervenção cirúrgica é obrigatória. Após a extração de um dente, um coágulo sanguíneo é formado no sítio da extração, com a eventual estruturação do coágulo por tecido de granulação, substituição gradual por um osso fibrilar grosseiro e, finalmente, a substituição por osso maduro. A destruição do coágulo inicial impede a cicatrização apropriada e causa uma condição clínica conhecida como osteíte alveolar (Alveolite). O local da extração afetado é inicialmente preenchido por um coágulo contaminado acinzentado, que se perde e deixa um alvéolo ósseo vazio (alvéolo seco), osso exposto e muito sensível. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Alveolite Em geral, desenvolvem-se dores acentuadas, odor fétido, e (menos frequentemente) tumefação e linfadenopatia 3 a 4 dias após a extração do dente. Em alguns casos, a dor irradia ipsilateralmente do alvéolo para o ouvido, região temporal ou olho. Durante a avaliação do paciente que se queixa de dor pós exodontia, deve ser realizada uma radiografia da região afetada, para que se exclua a possibilidade de um fragmento radicular retido ou de um corpo estranho. A curetagem do alvéolo não é recomendada, porque isto aumenta a dor associada. Analgésicos orais potentes devem ser prescritos e deve ser oferecida ao paciente uma seringa plástica com instruções de como manter o alvéolo limpo com a irrigação doméstica com clorexidina ou solução salina. A periostite proliferativa representa uma reação periosteal à presença de inflamação. O periósteo afetado forma diversas fileiras de osso vital reacional, paralelamente umas às outras, expandindo a superfície do osso afetado. Os pacientes acometidos tendem a ser primariamente crianças e adultos jovens, com uma faixa etária média de 13 anos de idade. Não é observada predominância por gênero. A formação óssea em uma reação periosteal é um achado comum que ocorre em uma ampla variedade de patologias intraósseas e que acomete todas as faixas etárias. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Osteomielite com periostite proliferativa TRATAMENTO E PROGNÓSTICO A maioria dos casos de periostite proliferativa dos ossos gnáticos está associada a lesões inflamatórias periapicais e o tratamento nestes casos (extração do dente acometido ou tratamento endodôntico apropriado) direciona- se para a eliminação da fonte de infecção. ETIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Após a eliminação do foco de infecção e a resolução da inflamação, as camadas de osso consolidam-se em 6 a 12 meses, enquanto a ação da musculatura suprajacente auxilia a remodelar o osso para o seu estado original. Os bifosfonatos compreendem uma classe única de medicamentos que demonstrou inibir os osteoclastos e possivelmente interferir na angiogênese através de ações como a inibição do fator de crescimento endotelial vascular. A osteonecrose associado ao uso de bifosfonato que ocorre nos ossos maxilares, principalmente mandíbula. Se por um lado o efeito terapêutico é eficiente, os efeitos colaterais podem ser observados. Radiograficamente como sinal precoce de osteonecrose – lâmina dura que não se remodela, na mandíbula apresenta-se osso exposto ao mínimo traumatismo. A necrose pode ocorrer após um procedimento odontológico invasivo. É causada por fármacos que contém compostos bifosfonatos nitrogenados em sua composição. Quando os osteoclastos ingerem o osso tratado por bifosfonatos, o medicamento é citotóxico e induz a apoptose osteoclástica, uma redução no recrutamento de osteoclastos adicionais, e a estimulação dos osteoblastos a liberarem um fator de inibição osteoclástica. Quando a função osteoclástica diminui, as microfraturas, então, se acumulam e a vida dos osteócitos aprisionados excede, criando áreas de osso vulnerável. Osteonecrose Todos os pacientes que usam tais medicamentos devem ser alertados sobre os riscos e instruídos a obter e manter uma higiene oral excelente. Todos os procedimentos restauradores, protéticos, endodônticos convencionais e periodontais de rotina podem ser realizados caso haja necessidade. O objetivo do tratamento é parar a dor, se o osso exposto irrita os tecidos adjacentes a borda áspera de osso exposto deve ser alisada. Nos pacientes sintomáticos, a antibioticoterapia sistêmica (i.e., penicilina com ou sem metronidazol; ciprofloxacina ou eritromicina e metronidazol para os pacientes alérgicos à penicilina) e o uso de clorexidina geralmente levam ao alívio da dor. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Doenças das glândulas salivares A sialadenite bacteriana aguda é mais comum na glândula parótida e é bilateral em 10% a A inflamação das glândulas salivares (sialadenite) pode ser oriunda de diversas causas infecciosas e não infecciosas. A infecção viral mais comum é a caxumba, embora outros vírus possam causar infecções das glândulas salivares. A maioria das infecções bacterianas surge como resultado da obstrução ductal ou da diminuição do fluxo salivar, permitindo a disseminação retrógada das bactérias através do sistema ductal. As glândulas salivares fazem parte dos órgãos anexos ao tubo digestório. Elas exercem papel fundamental no mecanismo da digestão produzindo amilase salivar - um enzima que atua diretamente sobre o bolo alimentar como catalizador no processo da degradação. O tratamento da sialadenite aguda inclui antibioticoterapia apropriada e a reidratação do paciente para estimular o fluxo salivar. A drenagem cirúrgica pode ser necessária se houver formação de abscesso. Tem sido relatada uma taxa de mortalidade de 20% a 50% em pacientes debilitados, em decorrência da disseminação da infecção e sepse. Sialadenite MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 25% dos casos. A glândula afetada apresenta- se com aumento de volume e dolorida, e a pele sobrejacente pode apresentar-se quente e eritematosa. Podem estar presentes febre baixa e trismo. Quando a glândula é massageada, geralmente é observada uma drenagem purulenta a partir do orifício do ducto. Sialolitíase Síndrome de Sjogren Os cálculos salivares podem ocorrer em qualquer faixa etária, porém, ocorrem mais comumente em adultos jovens. Ao exame radiográfico, a sialolitíase tipicamente se apresenta como uma massa radiopaca. Entretanto, nem to dos os sialólitos são visíveis em radiografias convencionais (provavelmente devido ao grau de calcificação Os sialólitos são estruturas calcificadas que se desenvolvem dentro do sistema ductal salivar (Glândulas salivares maiores). Eles surgem através da deposição de sais de cálcio ao redor de um ninho de debris na luz do ducto. Os debris podem incluir um muco espesso, bactéria, células do epitélio do ducto ou corpos estranhos. A síndrome de Sjogren é uma desordem autoimune crônica sistêmica que envolve principalmente as glândulas salivares e lacrimais, resultando em xerostomia (boca seca) e xeroftalmia (secura ocular). Duas formas da doença são reconhecidas: 1. Síndrome de Sjogren primária (somente síndrome sicca; nenhuma outra desordem autoimune está presente). 2. Síndrome de Sjogren secundária (o paciente manifesta a síndrome sicca associada a outra desordem autoimune). Os sialólitos pequenos das glândulas maiores podem, algumas vezes ser tratados de forma conservadora com massagens na glândula e esforço para expelir a pedra através do orifício do ducto. Os sialólitos grandes usualmente necessitam de remoção cirúrgica. de algumas lesões). um aumento de volume duro pode ser palpado logo abaixo da mucosa. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento do pacientecom a síndrome de Sjogren é principalmente de suporte. Salivas artificiais estão disponíveis para o tratamento da xerostomia; balas ou gomas de mascar sem açúcar podem auxiliar na manutenção da lubrificação oral. PRIMÁRIA – envolve exclusivamente as glândulas salivares e lacrimais, provocando hipossalivação e consequentemente sensação de boca seca (xerostomia) e secura conjuntival (xeroftalmia). SECUNDÁRIA – ocorre em glândulas salivares e comprometimento lacrimais acompanhada de com desenvolvimento de artrite reumatoide, lúpus eritematoso. sistêmico Tumores das glândulas salivares de glândula salivar menor primário mais comum que se desenvolve na infância. Os tumores das glândulas salivares podem originar-se de glândulas salivares menores, maiores ou ainda glândulas acessórias. Um sinal relativamente comum nos casos de tumores malignos é a paralisia facial unilateral, que pode ser total ou parcial. O adenoma pleomórfico, ou tumor misto benigno, é a neoplasia de glândula salivar mais comum, são derivados de uma mistura de elementos ductais e mioepiteliais. Independentemente do sítio de origem, o adenoma pleomórfico tipicamente se apresenta como um aumento de volume firme, indolor e de crescimento lento. Ocorre em qualquer faixa etária, mas é mais comum em adultos jovens e em adultos de meia-idade entre as idades de 30 e 60 anos. O adenoma pleomórfico é também o tumor O tumor de Warthin é uma neoplasia benigna que ocorre quase exclusivamente na glândula parótida. Embora seja menos comum que o adenoma pleomórfico, é o segundo tumor benigno mais comum da parótida, Os adenomas pleomórficos são mais bem tratados pela excisão cirúrgica. Com a remoção cirúrgica adequada, o prognóstico é excelente, com uma taxa de cura de mais de 95%. O risco de recorrência parece ser baixo para os tumores de glândula salivar menor. Adenoma Pleomórfico Tumor de Warthin MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO representando 5% a 14% de neoplasias de parótida. todas as A patogênese deste tumor é incerta. A hipótese tradicional sugere que estes tumores podem originar-se do tecido glandular heterotrópico encontrado dentro dos linfonodos da glândula parótida. O tumor de Warthin geralmente se apresenta como uma massa nodular indolor e de crescimento lento na glândula parótida. As lesões podem ser firmes ou flutuantes à palpação. O tumor ocorre mais frequentemente na cauda da parótida, próximo ao ângulo da mandíbula, e pode ser notado muitos meses antes de o paciente procurar tratamento. O carcinoma mucoepidermoide é uma das neoplasias malignas de glândula salivar mais comum. Desenvolve-se por meio de duas formas, que se distinguem pela diferença de comportamento clínico e histológico. O de baixo grau tem melhor prognóstico, com semelhanças clínicas dos tumores benignos. Já o de alto grau tem comportamento mais agressivo. Uma característica única é a tendência de o tumor de Warthin ocorrer bilateralmente, o que pode ser notado em 5% a 17% dos casos relatados. O tratamento de escolha para os pacientes com tumor de Warthin é a remoção cirúrgica. O procedimento é geralmente realizado com facilidade devido à localização superficial da lesão. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Carcinoma mucoepidermoide MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Mais comum na glândula parótida e usualmente se apresenta como um aumento de volume assintomático. A maioria dos pacientes percebe a presença da lesão com um ano ou menos de evolução, embora haja relatos de aumentos de volume tumorais com anos de duração. pode se desenvolver dor ou paralisia do nervo facial, geralmente associadas a tumores de alto grau. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento é determinado pela localização, grau histopatológico e estágio clínico do tumor. Tumores em estágio precoce da parótida geralmente podem ser tratados pela parotidectomia subtotal com preservação do nervo facial, os avançados, com a remoção do nervo facial. Os tumores da glândula submandibular são tratados pela remoção total. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Pode ocorrer em qualquer glândula salivar, mas aproximadamente 50% a 60% originam- se nas glândulas salivares menores. O palato é a localização mais comum para as lesões de glândula salivar menor. Esta lesão é mais comum em adultos de meia-idade e é raro nos indivíduos com idade abaixo dos 20 anos de idade, geralmente se apresenta como um aumento de volume de crescimento lento. A dor é o achado clínico mais comum e mais importante. O carcinoma adenoide cístico é uma das neoplasias malignas de glândula salivar mais comum e mais bem reconhecida. Carcinoma adenoide cística MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Ocorrem na glândula parótida, um achado racional tendo em vista que a parótida é a maior glândula salivar e inteiramente composta por elementos serosos, com uma ampla variação de faixa etária, com um pico de prevalência relativamente elevado da segunda à sétima décadas de vida. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O carcinoma adenoide cístico é um tumor implacável que tende à recidiva local e eventual metástase a distância. Em geral a excisão cirúrgica é o tratamento de escolha, e a radioterapia adjuvante pode melhorar a sobrevida do paciente em alguns casos. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Os adenocarcinomas de células acinares confinados ao lobo superficial da glândula parótida são mais bem tratados pela lobotomia; para os situados no lobo profundo, a parotidectomia total é geralmente necessária. Pode ser necessário que o nervo facial seja sacrificado caso esteja envolvido pelo tumor. Os tumores submandibulares são tratados pela remoção total da glândula, e os tumores de glândula salivar menor são tratados pela excisão cirúrgica com margem de segurança. A radioterapia adjuvante pode ser considerada para a doença local não controlada. Também denominado adenocarcinoma de célula acinares é uma neoplasia maligna de glândulas salivares com células que exibem diferenciação acinar serosa. Apresentam um comportamento não agressivo e estão associados a um bom prognóstico. O tumor pode ser assintomático, embora, algumas vezes, sejam relatada, dor e sensibilidade, apresenta como um aumento de volume de crescimento lento. Adenocarcinoma Tumores benignos Os tumores benignos da cavidade oral, nem sempre tem uma origem definida. Porém pode ocorrer o aparecimento de lesões tumorais benignas estimadas por fator traumático mecânico ou virótico. cavidade oral. Entretanto, é questionado se, na maioria das situações, ele representa uma neoplasia verdadeira. Embora o fibroma de irritação possa ocorrer em qualquer lugar da boca, a localização mais comum é a mucosa jugal, ao longo da linha de oclusão. Presumivelmente, isto é uma consequência do trauma da mordida na bochecha. Tipicamente, a lesão se apresenta como um nódulo de superfície lisa e coloração rosada, similar à coloração da mucosa circunjacente. Muitos fibromas são sésseis, embora alguns sejam pedunculados. Seus tamanhos podem variar de pequenas lesões, com apenas poucos milímetros de diâmetro, a grandes. O fibroma de irritação é tratado pela excisão cirúrgica conservadora. A recidiva é extremamente rara. Entretanto, é importante que o tecido excisado seja encaminhado para exame microscópico. O papiloma escamoso é uma proliferação benigna do epitélio escamoso estratificado que resulta em um aumento de volume papilar ou verruciforme. Acredita-se que essa lesão seja induzida pelo papilomavírus humano (HPV). Fibroma Papiloma escamoso O fibroma é o “tumor” mais comum da MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Ocorre com igual frequência em homens e mulheres. Alguns autores têm postulado que a lesão se desenvolve predominantemente em crianças. Os sítios preferencialmente acometidos incluem a língua, lábios e palato mole; contudo, qualquer superfície oralpode ser afetada. Essa lesão é o aumento de volume de tecido mole mais comum que se origina no palato mole. O papiloma escamoso é um nódulo macio, indolor, exofítico, pediculado, com projeções superficiais digitiformes que lhe conferem uma aparência de “couve-flor” ou verrucosa. O exato meio de transmissão é desconhecido. Tem sido sugerida a transmissão interpessoal por contato sexual, não-sexual, por objetos contaminados, saliva e pelo leite materno. A excisão cirúrgica conservadora, incluindo a base da lesão, é o tratamento adequado para o papiloma escamoso oral, e a recidiva é improvável. O lipoma é um tumor benigno de gordura. A patogênese dos lipomas é incerta, mas eles parecem ser mais comuns em indivíduos obesos. Entretanto, o metabolismo dos lipomas é completamente independente da gordura corpórea normal. São aumentos de volume nodulares, de superfície lisa e consistência macia, que podem ser sésseis ou pedunculados. O papiloma é geralmente unitário e cresce rapidamente até o tamanho máximo de cerca de 0,5 cm, com pequena ou nenhuma alteração após alcançar esse patamar. Contudo, lesões mais desenvolvidas atingindo 3,0 cm em seu maior diâmetro têm sido descritas. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Lipoma os hemangiomas são considerados tumores benignos da infância que exibem uma rápida fase de crescimento com proliferação de Os lipomas são tratados pela excisão local conservadora, sendo as recidivas raras. Tipicamente, o tumor é assintomático, sendo em geral percebido muitos meses ou anos antes tamanho do diagnóstico. Muitos possuem mas ocasionalmente as lesões podem tornar-se maiores. menor que 3 cm, Os sítios de ocorrência menos comuns incluem a língua, o assoalho da boca e os lábios. A maioria dos pacientes tem 40 anos de idade ou mais, sendo os lipomas incomuns em crianças. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO A ressecção cirúrgica raramente é justificada durante a infância. A terapia farmacológica pode ser indicada em casos problemáticos. células endoteliais, seguida de uma involução gradual. Os hemangiomas são os tumores da infância mais comuns, ocorrendo em 5% a 10% das crianças com 1 ano de idade. São muito mais comuns em mulheres do que em homens, sendo que a localização mais comum é a região de cabeça e pescoço. Tumores superficiais da pele se apresentam como aumentos de volume de superfície bosselada, com coloração vermelho-clara. São firmes e borrachosos à palpação, e o sangue não pode ser evacuado com a aplicação de pressão. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO MANIFESTAÇÕES CLÍNCAS Hemangioma Cistos Pode ser encontrado em pacientes com uma ampla variação de idade, eles são descobertos Por definição, um cisto é uma cavidade patológica (muitas vezes preenchida por líquido) que é revestida por epitélio. Uma variedade de cistos do desenvolvimento da cabeça e pescoço foi descrita. O cisto dentígero envolve a coroa de um dente impactado e se conecta ao dente pela junção amelocementária. A patogênese desse cisto é incerta, mas aparentemente ele se desenvolve pelo acúmulo de fluido entre o epitélio reduzido do esmalte e a coroa do dente. O cisto dentígero é definido como um cisto que se origina pela separação do folículo que fica ao redor da coroa de um dente incluso. Esse é o tipo mais comum de cisto odontogênico do desenvolvimento. Radiograficamente, o cisto dentígero mostra uma área radiolúcida unilocular que está associada à coroa de um dente incluso. mais frequentemente em pacientes entre 10 e 30 anos. Há uma leve predileção pelo sexo masculino, os pequenos em geral são completamente assintomáticos e são descobertos somente em exames radiográficos de rotina, lesões extensivas podem causar assimetria facial. Enucleação do cisto juntamente com a remoção do dente não erupcionado, caso tenha indicação de exodontia. Cisto dentígero MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO Cisto gengival do recém- nascido Cisto gengival do adulto Não se indica tratamento para os cistos gengivais do recém-nascido, pois as lesões involuem espontaneamente como consequência da ruptura dos cistos e resultante contato com a superfície da mucosa oral. As lesões raramente são observadas após os 3 meses de idade. Surgem como pequenas pápulas esbranquiçadas, geralmente múltiplas, na mucosa que recobre o processo alveolar dos neonatos. Os cistos gengivais do recém-nascido são pequenos, superficiais e com conteúdo de ceratina, que são encontrados na mucosa alveolar de crianças. Esses cistos se originam dos remanescentes da lâmina dental. superficial do osso alveolar. Responde bem à simples excisão cirúrgica, com prognóstico excelente. É uma lesão incomum, o cisto gengival do adulto mostra uma predileção marcante para ocorrência na região de canino e pré-molares inferiores, são mais comumente encontrados em pacientes na quinta e sexta décadas de vida. Eles estão, quase que invariavelmente, localizados na gengiva vestibular ou na mucosa alveolar. Clinicamente, aparecem como um nódulo indolor, em forma de cúpula, com menos de 0,5 cm de diâmetro. Frequentemente são de cor azulada ou cinza-azulada, alguns casos, o TRATAMENTO E PROGNÓSTICO TRATAMENTO E PROGNÓSTICO cisto pode causar uma “reabsorção em taça” Cisto periodontal lateral Cisto de erupção É um tipo incomum de cisto odontogênico do desenvolvimento que ocorre tipicamente ao longo da superfície radicular lateral de um dente. Acredita-se que surja dos restos da lâmina dental e represente a contraparte intraóssea do cisto gengival do adulto. Ocorre com maior frequência em pacientes da quinta à sétima décadas de vida, raramente ocorrendo em pessoas com menos de 30 anos de idade. Radiograficamente, o cisto aparece como uma área radiolúcida localizada lateralmente à raiz ou raízes de dentes com vitalidades. A maioria desses cistos possui menos de 1,0cm em seu maior diâmetro. Surge como um aumento de volume de consistência mole, frequentemente translúcido, na mucosa gengival que recobre a A enucleação conservadora do cisto periodontal lateral é o tratamento de escolha, a recidiva não é comum. O cisto se desenvolve como resultado da separação do folículo dentário da coroa de um dente em erupção que já está posicionado nos tecidos moles que recobrem o osso alveolar. Provavelmente, os cistos se desenvolveram devido a uma deposição de colágeno no tecido conjuntivo gengival, o que resultou em um teto pericoronário mais espesso e menos penetrável. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO É um tipo raro de cisto odontogênico do desenvolvimento que pode apresentar um comportamento agressivo, de origem odontogênica, mas também exibe características glandulares ou salivares. Pode não haver necessidade de tratamento porque o cisto geralmente se rompe espontaneamente, permitindo a erupção do dente. Se isso não acontecer, então a simples excisão do teto do cisto geralmente permite a rápida erupção do dente (ulectomia). coroa de um dente decíduo ou permanente em erupção com cor azul a marrom arroxeada. A maioria dos exemplos é observada em crianças com menos de 10 anos de idade. A maioria dos casos de cisto odontogênico glandular tem sido tratada mediante enucleação e curetagem. Contudo, esse cisto mostra uma propensão para recidiva. Ocorre, mais comumente, em adultos de meia- idade, com a média de 48 anos ao diagnóstico; raramente ele ocorre antes dos 20 anos. Apresenta uma forte predileção pela região anterior dos ossos gnáticos e muitas lesões mandibulares atravessam a linha média. O tamanho do cisto pode variar desde uma pequena lesão, com menos de 1cm de diâmetro, até grandes lesões destrutivas que podem envolver a maior parte da maxila ou da mandíbula. Pequenos cistos podem ser assintomáticos; contudo,