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(IFPE 2012) “Seria uma desgraça para nós, agora que os amplos espaços do mundo material, as terras e os mares foram atingidos e explorados, se os limites do mundo intelectual fossem dados pelas descobertas dos antigos.” Francis Bacon, apud BURKE, Peter. “Uma história social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot.” Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 105. A crença na superioridade da razão é a base do pensamento Iluminista, tão bem expresso por Francis Bacon. Nesse sentido, os itens abaixo versam sobre o processo histórico Iluminista. I. A afirmativa de Francis Bacon apresenta uma das ideias fundamentais do pensamento científico: a crítica. Para o europeu do século XVI em diante, apesar da herança clássica, havia sido ele, e não os gregos, que tinha realizado as grandes navegações e a ciência experimental. II. A invenção da imprensa conseguiu expandir o conhecimento por meio da difusão dos diversos tipos de conhecimento, indo dos relatos aos dicionários e às enciclopédias. Apesar disso, o intenso analfabetismo europeu acabou impedindo o acesso ao conteúdo das obras e ao desenvolvimento intelectual advindo desse fato. III. A fé na razão e no entendimento se opunha, para os iluministas, à ignorância do pensamento embasado nos mitos da Bíblia e nos dogmas da Igreja. A partir do Iluminismo, o homem é livre para construir uma nova religião, e em seu altar, colocar a razão. IV. A Enciclopédia publicada por Diderot propunha-se a difundir todo o conhecimento humano, pronto para ser compartilhado por todos, afinal a palavra enciclopédia significa a inter-relação das ciências, nas palavras do próprio Diderot. V. Se para o filósofo iluminista a razão era libertadora, para a maior parte das monarquias europeias ela era reformista. Assim, buscando estimular o acesso às obras iluministas, os reis absolutistas providenciaram a distribuição da Enciclopédia em todo o seu reino, por isso foram chamados de Déspotas Esclarecidos. Estão corretos, apenas A. I, III e IV. B. III, IV e V. C. I, III e V. D. II, IV e V. E. I, II e III. Questão 02 (IFSC 2015) A adoção de teorias para produção de conhecimento histórico é uma prerrogativa essencial para a cientificidade da História e pressupõe os balizamentos necessários na relação do professor pesquisador com o seu objeto de pesquisa. Associe as teorias expostas na coluna da esquerda, com as devidas características expostas na coluna da direita. 1. Escola Metódica. 2. Positivismo. 3. Materialismo Histórico. 4. Escola dos Annales. ( ) A História é compreendida na perspectiva teórico filosófica como uma ciência pautada na razão e que tem como objetivo estudar os fatos a partir da ideia da universalidade e das leis que regem o desenvolvimento humano. ( ) Pressupõe uma visão objetiva do passado em que o historiador deve se manter “fiel” ao fato. O método está baseado em uma análise crítica documental, pautada em critérios metodológicos rigorosos, a fim de encontrar a verdade histórica objetiva. ( ) Busca a compreensão da História a partir de múltiplas dimensões amparada na concepção interdisciplinar do fazer historiográfico. A produção do conhecimento visa a uma concepção mais global da História em detrimento da fragmentação. ( ) Teoria social que percebe a História a partir de um conjunto de ações dos homens em que se faz presente forças geradoras de transformações estruturais na sociedade. Assinale a alternativa que contém a ordem CORRETA de associação, de cima para baixo. 2-1-4-3 (CAMPOS NOVOS 2019) Leia com atenção o texto a seguir: Os _________ podem ser considerados sinais do passado, materiais da memória e documentos necessários para a narrativa histórica. Atualmente, eles assumem significado semelhante às criações musicais, rituais, gestos e línguas ágrafas, também denominados patrimônio. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.. Ladrilhos Sambaquis Monumentos Fósseis Aquedutos Questão 04 (Pref. Ribe5. (Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 – VUNESP) O documento foi definido tradicionalmente como um texto escrito à disposição do historiador. Fustel de Coulanges afirmava que “a habilidade do historiador consiste em retirar dos documentos o que contém e nada acrescentar... A leitura dos documentos de nada serviria se fosse feita com ideias preconcebidas”. A partir deste pressuposto, dois procedimentos básicos deveriam ser adotados, denominados, convencionalmente, de crítica externa e crítica interna. FUNARI, Pedro Paulo. A Antiguidade Clássica, p. 15. Adaptado Acerca dos dois procedimentos básicos a que se refere o autor, é correto afirmar que a crítica externa analisa Clique na sua resposta abaixo A. o sítio arqueológico ou o arquivo em que foi encontrado o documento, enquanto a crítica interna procura situar o documento no tempo e no espaço. B. a materialidade do documento, a sua composição física, enquanto a crítica interna procura observar se as informações do documento são verossímeis. C. o contexto histórico a que o documento se refere e o seu significado para o período, enquanto a crítica interna procura identificar os sujeitos sociais envolvidos. D. a autoria do documento e, se possível, a biografia do autor, enquanto a crítica interna procura observar a coerência e a coesão do texto do documento. E. o contexto socioeconômico de produção do documento, enquanto a crítica interna procura observar quais são os conflitos sociais que o documento apresenta. (MPE-PA 2019) A passagem da modernidade para a pós-modernidade vem sendo intensamente estudada; muitos autores se destacam nesses estudos como Zygmunt Bauman, David Harvey, Castells, dentre outros. Com base nos conhecimentos sobre o tema, analise as afirmativas a seguir: I. Ordem, progresso, verdade, razão, objetividade, emancipação universal e sistemas únicos de leitura da realidade são características da modernidade. II. Teorias universalistas, fundamentos definitivos de explicação, fronteiras, barreiras, longo prazo, hierarquia, instituições sólidas, poder central, claras distinções entre público e privado são características da pós-modernidade. III. Globalização, comunicações eletrônicas, mobilidade, flexibilidade, fluidez, relativização, pequenos relatos, fragmentação, rupturas de fronteiras e barreiras, fusões e curto prazo são características da pós-modernidade. IV. Imediatismo, descentralização e extraterritorialidade do poder, imprevisibilidade e consumo são características da modernidade. Estão corretas as afirmativas Clique na sua resposta abaixo A. I e III, apenas B. I, II, III e IV C. I e IV apenas. D. II e III, apenas E. I, II e III, apenas. (FLORIANÓPOLIS 2019) Analise as afirmativas abaixo acerca das características do modo pós-modernista de fazer história, que Ciro Flamarion Cardoso denomina paradigma pós-moderno. 1. Desvalorização da presença em favor da representação. 2. Rejeição da unidade em favor da pluralidade. 3. Conhecimento das coisas em si mesmas ou das essências. 4. Análise centrada na alteridade constitutiva. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. Clique na sua resposta abaixo A. São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4. B. São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3. C. São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4. D. São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4. E. É correta apenas a afirmativa 2. (CAMPOS NOVOS – 2019) Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F) sobre a obra historiográfica de Eric John Ernest Hobsbawn: ( ) Nasceu em Alexandria, mas é mundialmente conhecido como um historiador britânico e marxista. ( ) Sua obra histórica privilegiou o estudo da construção das tradições no contexto do Estado-nação. ( ) Nos escritos Nações e Nacionalismos e A Invenção da Tradição tratou também da história das ideologias políticas e sociais. ( ) Considerava que, muitas vezes, as tradições são inventadas por elites nacionais para justificar a existência e importância de suas respectivas nações. ( ) Nos seus livros A era das Revoluções e Riqueza das Nações tratou com destaque das classes dominantes como promotorasdo crescimento econômico. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. Clique na sua resposta abaixo A. F • V • V • F • V. B. F • V • F • V • V. C. V • F • V • V • F. D. V • V • V • V • F. E. V • F • F • V • F. Questão 08 (SÃO JOSÉ 2018) De forma evidente a interdisciplinaridade passou a ser utilizada pelos historiadores a partir da década de 1970, na qual a antropologia e a sociologia, entre outras ciências, foram utilizadas como instrumentos para compreender as tradições e outros fenômenos. Os adeptos desta corrente abandonaram os antigos esquemas teóricos generalizantes e passaram a investigar grupos particulares e períodos específicos. A nova forma de abordagem resultou no surgimento de publicações relevantes sobre gênero, minorias, hábitos e costumes, entre outros temas, e passou a ser denominada Clique na sua resposta abaixo A. História das Minorias. B. História de Vida. C. Estudos Sociais. D. História Cultural. E. História Mental. (ENADE 2014) “A escassez de testemunhos sobre o comportamento e atitudes das classes subalternas do passado é com certeza o primeiro – mas não o único – obstáculo contra o qual as pesquisas históricas do gênero se chocam. Porém, é uma regra que admite exceções. Esse livro conta a história de um moleiro friuliano, Domenico Scandella, conhecido por Menochio – queimado por ordem do Santo Ofício, depois de uma vida transcorrida em total anonimato. A documentação dos dois processos abertos contra ele, nos dá um quadro de suas ideias e sentimentos, fantasias e aspirações. Outros documentos nos fornecem indicações sobre suas atividades econômicas, sobre a vida de seus filhos. Temos também algumas páginas escritas por ele mesmo e uma lista parcial de suas leituras (sabia ler e escrever_. Gostaríamos, é claro, de saber muitas coisas sobre Menochio. Mas o que temos em mãos já nos permite reconstruir um fragmento do que se costuma denominar “cultura das classes subalternas”, ou ainda “cultura popular”.” GINZBURG, C. O queijo e os vermes. São Paulo: Cia das Letras, 1987, p. 16 (adaptado) O autor dessa passagem, Carlo Giznburg, é considerado um dos mais influentes autores da chamada micro-história e da cultura popular na Idade Moderna. Com base nas concepções desse autor e da micro-história, avalie as afirmações a seguir: I – Apesar das diferenças entre a cultura popular e a cultura de elite, havia entre elas uma relação de interações e de influências recíprocas, isto é, havia uma “circularidade”. II – A falta de evidências sobre a cultura popular impediu que se realizassem pesquisas, por exemplo, sobre a vida dos camponeses que, por serem iletrados, não participavam do que os historiadores consideram como esfera “produtora de cultura”. III – Entre a cultura das classes populares e os setores aristocráticos da sociedade europeia da Idade Moderna havia uma fronteira bem definida, que refletia o abismo econômico e de status social entre ambos e, nesse sentido, o caso do moleiro Menochio deve ser interpretado como curiosidade e exceção. IV – Baseada na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica, a micro-história adota uma perspectiva de observação dos fenômenos em escala reduzida, diferentemente das propostas da história serial e quantitativa. É correto apenas o que se afirma em Clique na sua resposta abaixo A. I, III e IV. B. II e III. C. I e IV. D. I e II. E. II, III e IV. (SEDU-ES - 2016) Considere o texto: “Para Jörn Rüsen a consciência histórica pode ser definida como uma categoria que se relaciona a toda forma de pensamento histórico, através do qual os sujeitos possuem a experiência do passado e o interpretam como história. Em outras palavras ela é ‘[...] a suma das operações mentais com as quais os homens interpretam sua experiência da evolução temporal de seu mundo e de si mesmos, de forma tal que possam orientar, intencionalmente, sua vida prática no tempo’.” (MARRERA, Fernando Milani & SOUZA, Uirys Alves de. “A tipologia da consciência histórica em Rüsen”. Revista Latino-Americana de História. v. 2, n. 6. Ago. 2013 – Edição Especial, p. 1070. Disponível em: http://projeto.unisinos.br/rla/index.php/rla/article/viewFile/256/209. Acesso em: 07 de dezembro de 2015) Segundo o texto acima, a importância da consciência histórica reside A. na possibilidade do homem interpretar-se a si mesmo e a seu mundo historicamente, compreendendo-os em termos de experiência e evolução temporal. B. na necessidade do sujeito em posicionar-se diante da vida por meios de suas interpretações do mundo, independentemente do pensamento histórico. C. na capacidade de um sujeito julgar a qualidade do passado que viveu, sua evolução através dos tempos, evitando praticar os erros cometidos. D. em sua relação com todas as formas de pensamento sintetizando todo o conhecimento que é fruto das operações mentais dos sujeitos históricos. E. em sua vocação para orientar o sentido da vida, viabilizando o sujeito pôr em prática a percepção do tempo vigente em seu mundo e suas intenções individuais.