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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU CAMPUS TERESINA-SUL CURSO BACHARELADO EM PSICOLOGIA COMORBIDADE ENTRE QUADROS CLÍNICOS DE ANSIEDADE E DE DEPRESSÃO: em busca de uma compreensão Aluna: Lucilene e Sousa Matos Orientador: Ms. Ana Alves de Sousa Costa Neta TERESINA - PI 2024 Introdução DEPRESSÃO ANSIEDADE COMORBIDADES A ansiedade e a depressão são dois dos distúrbios psicológicos mais frequentes e incapacitantes em escala global, impactando uma grande quantidade de indivíduos e gerando um alto custo para o sistema de saúde (Cuijperset al., 2019). A abordagem de pacientes com comorbidades de ansiedade e depressão requer uma avaliação completa e uma compreensão integral de suas necessidades individuais no campo clínico. Além de identificar os sintomas específicos de cada transtorno, também é necessário considerar os elementos biopsicossociais que contribuem para a complexidade dessas condições (Smith et al.,2021). OBJETIVO • Compreender porque os quadros de transtornos de ansiedade geralmente são comorbidos com quadros de transtornos depressivos e outras condições médicas. METODOLOGIA TIPO DE ESTUDO Revisão Sistemática BASES DE DADOS MEDLINE, LILACS, NCBI, SCIELO. DESCRITORES "psicoterapia", "ansiedade", "depressão" e "comorbidades e ansiedade e depressão e psicoterapia" “quadros clínicos de ansiedade e depressão” INCLUSÃO Artigos que trataram da prevalência de comorbidades envolvendo depressão e ansiedade, assim como outras comorbidades; pesquisas que identificaram e debateram as características dessas associações, oferecendo uma compreensão ampla dos mecanismos envolvidos. EXCLUSÃO Artigos que estejam relacionados às comorbidade entre depressão e ansiedade, artigos incompletos, e que falem de outros transtornos mentais. . PROTOCOLO PRISMAS FLUXOGRAMA Autor/Ano Objetivo Resultado Conclusão Wagner et al. 2021 Avaliar docentes do ensino superior quanto à presença de transtorno de ansiedade social e comorbidades. Foram encontradas deficiências nos seguintes fatores: expressar aborrecimento, insatisfação ou tédio com confiança (16%), interagir com estranhos (2%), ser o centro das atenções e ser uma pessoa engraçada (2%). Sintomas significativos de depressão, ansiedade e estresse moderados, graves e muito graves. A saúde mental dos docentes pode auxiliar no seu bem-estar e na qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Moreira et al. 2022 Determinar a incidência e os fatores ligados à ansiedade e/ou depressão em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 com base na literatura científica. No estudo, a depressão foi o transtorno psiquiátrico mais comum em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2. Estavam ligados à ansiedade e/ou depressão, à presença de mulheres, à idade avançada e a complicações associadas ao diabetes mellitus tipo 2. É crucial entender a prevalência e os elementos ligados à depressão e ansiedade em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2. Isso permite entender a seriedade do problema e prevenir ou atenuar sua incidência. RESULTADOS Quadro 01. Caracterização dos estudos de acordo com autor/ano, objetivos, resultados e conclusão. Fonte: Autoria Própria. Autor/Ano Objetivo Resultado Conclusão Domingos et al. 2023 Na literatura científica contemporânea, verificar a ligação entre outros Transtornos Mentais e a Anorexia Nervosa. Comorbidades de saúde mental, como a anorexia nervosa, que está associada a uma maior prevalência de ansiedade e depressão. Os estudos indicaram que a associação de AN com comorbidades resulta em uma pior qualidade de vida e mudanças clínicas significativas na evolução da doença. No entanto, não se conhece o motivo dessa ligação. É essencial entender a conexão entre outros distúrbios mentais e a anorexia nervosa para que os pacientes possam receber um tratamento mais eficiente, aprimorando sua qualidade de vida. Li et al. 2024 Examinar o diabetes complexo sob diversos pontos de vista, incluindo a resistência à insulina, o estresse e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, o sistema nervoso, o estresse oxidativo e a inflamação. A fisiopatologia da comorbidade estava relacionada à estrutura e funcionamento cerebral, à neurogênese, ao fator neurotrófico originado no cérebro e ao metabolismo de glicose e lipídios. A obesidade pode resultar em diabetes e depressão, devido à diminuição da adiponectina e ao aumento da leptina e da resistina. Ademais, a terapia medicamentosa apresentada nesta análise pode ampliar a área de tratamento possível. É crucial que os pesquisadores considerem a comorbidade entre Diabetes Mellitus e Depressão, considerando sua elevada prevalência e impacto social. Quadro 01. Caracterização dos estudos de acordo com autor/ano, objetivos, resultados e conclusão. Fonte: Autoria Própria. Autor/Ano Objetivo Resultado Conclusão Casseliet al. 2021 Analisar se há correlação entre depressão, ansiedade e obesidade, quando se trata do tratamento multidisciplinar destas patologias. Alguns estudos demonstram que não há correlação estatística significativa entre IMC, depressão e ansiedade. Do mesmo modo, outros estudos demonstram que a correlação entre obesidade e transtornos de humor é influenciada pela utilização de psicofármacos empregados no tratamento psiquiátrico, com potencial de influenciar no ganho de peso. As relações de causalidade envolvendo depressão, ansiedade e obesidade ainda são controversas e requerem mais pesquisa. Cardoso et al. 2024 Examinar detalhadamente a conexão entre a depressão e as comorbidades de natureza psiquiátrica. Uma base robusta de evidências evidencia a complexidade da conexão entre a depressão e as comorbidades psiquiátricas. A avaliação das pesquisas epidemiológicas mostrou que a presença dessas condições é uma realidade significativa, com os transtornos de ansiedade surgindo como uma das comorbidades mais comumente ligadas à depressão. A interação bidirecional notada entre depressão e comorbidades psiquiátricas destaca a importância de uma estratégia de avaliação e tratamento de longo prazo. Quadro 01. Caracterização dos estudos de acordo com autor/ano, objetivos, resultados e conclusão. Fonte: Autoria Própria. Autor/Ano Objetivo Resultado Conclusão Andrade et al.2020 Entender a potencial conexão bidirecional entre o Diabetes Mellitius II e a depressão. A pesquisa destaca a conexão entre as duas enfermidades. Esta relação é fundamentada em alguns fatores, que podem justificar a sua existência. Os principais são a idade dos pacientes, o gênero e o tipo de terapia. As pesquisas destacaram a conexão entre Diabetes Mellitus e depressão, fundamentada em atributos inatos do paciente. Compreendendo essa relação e os fatores que influenciam seu desenvolvimento, este estudo pode auxiliar em práticas futuras que visam um prognóstico mais favorável para o paciente. Dakanalis et al. 2023 Analisar as conexões entre a alimentação emocional e o sobrepeso/obesidade, depressão, ansiedade/estresse e os hábitos alimentares. As evidências atuais indicam que a alimentação exagerada/obesidade e os hábitos alimentares prejudiciais (como o consumo de fast food) estão ligados à alimentação emocional. Adicionalmente, a intensificação dos sintomas depressivos parece estar ligada a uma dieta mais emocional. A dor psicológica também está associada a um risco aumentado de nutrição emocional. Descobrir estratégias para lidar com emoções negativas e educação nutricional pode evitar a disseminação da alimentação emocional. Pesquisas futuras precisam elucidar os processos subjacentes das conexões entre a alimentação emocional e o sobrepeso/obesidade, depressão, ansiedade e padrões alimentares. Bastos et al. 2022 Entender o impacto da depressão na adesão ao tratamento da anorexia nervosa (AN), com o objetivo de aprimorar a aceitação e a persistência do tratamento, além de melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes. A depressãotem um impacto negativo na adesão ao tratamento e na efetividade do tratamento da AN, elevando as possibilidades de recaída, pensamentos suicidas e desistência do tratamento. Os antidepressivos, aliados ao triptofano e às terapias, especialmente a terapia familiar e a terapia cognitivo-comportamental, têm apresentado bons resultados. Ainda não está claro se a depressão antecede a anorexia ou se resulta de uma desnutrição. No entanto, é inegável que a depressão contribui para um prognóstico desfavorável e para a ineficácia do tratamento em pacientes com Anorexia crônica. Quadro 01. Caracterização dos estudos de acordo com autor/ano, objetivos, resultados e conclusão. Fonte: Autoria Própria. Quadro 2 – Frequência com que os quadros clínicos de depressão e ansiedade aparecem em comorbidades Quadro 3- Fatores que contribuem para as comorbidades entre esses quadros clínicos DISCUSSÃO Condição Médica Comorbidade com depressão e ansiedade (n= 9) % Ansiedade social 2 22,2% Diabetes tipo 2 3 33,3% Obesidade 2 22,2% Anorexia 2 22,2% Autor – Ano Fatores que contribuem para as comorbidades Andrade et al.(2020) Hipoglicemia, diabetes, stress Wagner et al. (2021) Stress, insônia, Casseliet al. (2021) Obesidade. Bastoset al. (2022) Transtornos alimentares, desnutrição Moreira et al (2022) Hipertensão, Diabetes, polifarmácia Domingos et al. (2023) Abuso de álcool, SARS-COV2 Dakanalis (2023) Obesidade, stress Li et al. (2024) Diabetes, Alzheimer, stress Cardoso et al. (2024) Abuso de álcool, transtorno alimentares, stress Fonte: Autoria Própria. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Esses estudos documentam a ansiedade e a depressão e como esses transtornos, conhecidos como comorbidades, ocorrem juntos nos pacientes. Ansiedade e depressão podem e afetam uma à outra. Por exemplo, os sintomas de ansiedade podem limitar a vida diária do paciente e levar à depressão. Por outro lado, se os sintomas de depressão não forem tratados, ocorre depressão. • Além de ocorrerem concomitantemente com a depressão, os transtornos de ansiedade também estão associados a outros distúrbios médicos e psicológicos. Pesquisas mostram que condições que causam incapacidade ou afetam nossas emoções levam ao surgimento de comorbidades. A situação será mais difícil para pessoas com comorbidades porque muitas doenças podem enfraquecer o organismo. Lidar com a depressão já é difícil, e lidar com problemas como o diabetes torna tudo ainda mais difícil. A depressão é um dos transtornos mentais mais comuns na comunidade médica atual. REFERÊNCIAS BASTOS M. C. M. et al. A Influência da depressão na adesão ao tratamento da Anorexia. Educação e Saúde: fundamentos e desafios, n.03, p. 39-60, janeiro- junho2022. Disponível em: https://uniptan.emnuvens.com.br/educacaoesaude/article/view/591/443. Acesso em: 13 nov. 2024. CUIJPERS, P. et al. The efficacyofpsychotherapyandpharmacotherapy in treatingdepressiveandanxietydisorders: a meta-analysisofdirectcomparisons. World Psychiatry, v. 12, n. 2, p. 137–148, jun. 2019. DAKANALIS, A., et al. The AssociationofEmotionalEatingwithOverweight/Obesity, Depression, Anxiety/Stress, and Dietary Patterns: A Review of the Current Clinical Evidence. Nutrients, v.15, n. (5), p. 1173. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3390/nu15051173. Acesso em: Acesso em: 13 nov. 2024. DONATO, H.; DONATO, M. 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