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PRÁTICAS INTEGRADAS EM FISIOTERAPIA 
 
 
 
 Faculdade de Minas 
2 
 
1 Sumário 
1 Sumário .................................................................................................. 2 
NOSSA HISTÓRIA ...................................................................................... 3 
1- INTRODUÇÃO ........................................................................ 4 
1.1- METODOLOGIA ...................................................................... 5 
2- PRÁTICAS INTEGRADAS EM FISIOTERAPIA ...................... 6 
3- MEDICINA TRADICIONAL CHINESA-ACUNPUNTURA ........ 8 
4- MANOPUNTURA / QUIROPUNTURA .................................. 11 
5- ONDE ESTÃO OS PRINCIPAIS PONTOS DE ACUPUNTURA28 
6- AURICULOTERAPIA............................................................. 31 
7- HOMEOPATIA ...................................................................... 38 
8- PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA ............................ 42 
9- TERMALISMO SOCIAL/CRENOTERAPIA ........................... 45 
10- MEDICINA ANTROPOSÓFICA ............................................. 47 
11- PLANTAS MEDICINAIS/FITOTERAPIA ................................ 49 
12- MEDICINA TRADICIONAL CHINESA: ACUPUNTURA, PRÁTICAS 
CORPORAIS, MEDITAÇÃO, ORIENTA-ÇÃO ALIMENTAR. .................... 50 
13- DUAS RACIONALIDADES MÉDICAS: A ORIENTAL E A 
OCIDENTAL ............................................................................................. 79 
14- RELAÇÕES COMUNICATIVAS ENTRE AS MEDICINAS ORIENTAL 
E OCIDENTAL .......................................................................................... 83 
15- ROMPENDO AS BARREIRAS .............................................. 84 
16- CONCLUSÃO ........................................................................ 90 
17- REFERÊNCIAS ..................................................................... 91 
 
 
 
 
 
 
 Faculdade de Minas 
3 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos 
que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, 
de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 Faculdade de Minas 
4 
1- INTRODUÇÃO 
No cumprimento de suas atribuições de coordenação doSistema Único de 
Saúde e de estabelecimento de políticaspara garantir a integralidade na atenção à 
saúde, oMinistério da Saúde apresenta a Política Nacional de PráticasIntegrativas 
e Complementares (PNPIC) no SUS, cujaimplementação envolve justificativas de 
natureza política, técnica, econômica, social e cultural. 
Esta política atende, sobretudo, à necessidade de se conhecer, apoiar, 
incorporar eimplementar experiências que já vêm sendo desenvolvidas narede 
pública de muitos municípios e estados, entre as quaisdestacam-se aquelas no 
âmbito da Medicina Tradicional Chinesa- 
Acupuntura, da Homeopatia, da Fitoterapia, da Medicina Antroposófica e do 
Termalismo-Crenoterapia. As experiências levadas a cabo na rede pública estadual 
emunicipal, devido à ausência de diretrizes específicas, têmocorrido de modo 
desigual, descontinuado e, muitas vezes, semo devido registro, fornecimento 
adequado de insumos ou açõesde acompanhamento e avaliação. 
A partir das experiênciasexistentes, esta Política Nacional define as 
abordagens da PNPIC no SUS, tendo em conta também a crescente legitimação 
destaspor parte da sociedade. 
Um reflexo desse processo é a demandapela sua efetiva incorporação ao 
SUS, conforme atestam asdeliberações das Conferências Nacionais de Saúde; da 
1ªConferência Nacional de Vigilância Sanitária, em 2001; da 1ªConferência 
Nacional de Assistência Farmacêutica, em 2003, aqual enfatizou a necessidade de 
acesso aos medicamentosfitoterápicos e homeopáticos; e da 2ª Conferência 
Nacional deCiência, Tecnologia e Inovação em Saúde, realizada em 2004. 
Ao atuar nos campos da prevenção de agravos e da promoção, manutenção 
e recuperação da saúde baseada em modelo deatenção humanizada e centrada 
na integralidade do indivíduo, a PNIPIC contribui para o fortalecimento dos 
princípios fundamentais do SUS. Nesse sentido, o desenvolvimento desta 
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares deve ser 
entendido como mais um passo no processo de implantação do SUS. 
 
 
 Faculdade de Minas 
5 
Considerando o indivíduo na sua dimensão global - sem perder de vista a 
sua singularidade, quando da explicação de seus processos de adoecimento e de 
saúde -, a PNPIC corrobora para a integralidade da atenção à saúde, princípio este 
que requer também a interação das ações e serviços existentes no SUS. 
Estudos têm demonstrado que tais abordagens contribuem para a ampliação 
da co-responsabilidade dos indivíduos pela saúde, contribuindo assim para o 
aumento do exercício da cidadania. 
De outra parte, a busca pela ampliação da oferta de ações de saúde tem, 
implantação ou implementação da PNPIC no SUS, a abertura de possibilidades de 
acesso a serviços antes restritos a prática de cunho privado. 
A melhoria dos serviços e o incremento de diferentes abordagens 
configuram, assim, prioridade do Ministério da Saúde, tornando disponíveis opções 
preventivas e terapêuticas aos usuários do SUS. Esta Política Nacional busca, 
portanto, concretizar tal prioridade, imprimindo-lhe a necessária segurança, eficácia 
e qualidade na perspectiva da integralidade da atenção à saúde no Brasil. 
1.1- METODOLOGIA 
Para a construção deste material, foi utilizada a metodologia utilizada de 
pesquisa bibliográfica, com o intuito de proporcionar um levantamento de maior 
conteúdo teórico a respeito dos assuntos abordados. 
Através de pesquisa bibliográfica em diversas fontes, o estudo se 
desenvolve com base na opinião de diversos autores, concluindo que a formação 
e a motivação são energias que conduzem a atividade humana para o alcance dos 
objetivos de excelência na prestação de serviços públicos e podem também se 
converter nos principais objetivos da gestão de pessoas no setor público e no 
fundamento de sua existência. 
Segundo Gil, a pesquisa bibliográfica consiste em um levantamento de 
informações e conhecimentos acerca de um tema a partir de diferentes materiais 
bibliográficos já publicados, colocando em diálogo diferentes autores e dados. 
Entende-se por pesquisa bibliográfica a revisão da literatura sobre as 
principais teorias que norteiam o trabalho científico. Essa revisão é o que 
 
 
 Faculdade de Minas 
6 
chamamos de levantamento bibliográfico ou revisão bibliográfica, a qual pode ser 
realizada em livros, periódicos, artigo de jornais, sites da Internet entre outras 
fontes. 
 Com tudo, o intuito destaapostila é possibilitar os estudos e contribuir 
para a aprendizagem de forma eficaz, clara e objetiva, sobre os conhecimentos de 
aprendizagem organizacional e gerencial. 
2- PRÁTICAS INTEGRADAS EM FISIOTERAPIA 
O campo da PNPIC contempla sistemas médicos complexos e recursos 
terapêuticos, os quais são também denominados pela Organização Mundial de 
Saúde (OMS) de medicinauma ruptura de harmonia biológica, social e 
cósmica, e inclui o ser humano ao mesmo tempo enquanto expressão e partícipe. 
De acordo com as medicinas orientais, absurdo seria não considerar a harmonia e 
a relação entre os elementos do micro e do macrocosmos. 
 
 
 Faculdade de Minas 
84 
A partir desse prisma, é possível entender por que PadillaCorral (2006) 
considera a Medicina Tradicional Oriental, em sua origem, não uma medicina em 
sentido estrito, já que não tem a intenção de tratar as doenças, mas um aprendizado 
de como viver a vida. 
Segundo o autor, à medida que nos aproximamos da época moderna surge 
um outro modo de tratar as doenças, pois “o homem adoece ou é propenso a 
adoecer porque não sabe viver e desfrutar a vida, porque perdeu essa conexão, 
esse intercâmbio com seu Universo. 
Essa falta de conexão e interrelação com o meio é o que o faz enfermar, é o 
que hoje em dia se chama entorno: a relação com meu universo, a relação comigo 
mesmo, a relação com os demais” (ibidem). 
Diante do exposto, é possível concluir que trabalhamos com o pressuposto 
da existência de duas racionalidades distintas para explicar a realidade de saúde e 
intervir sobre ela: a que se assenta sobre a ciência médica moderna, de caráter 
hegemônico em nossa sociedade, e a que se apresenta como medicina tradicional, 
ligada à tradição oriental, e que vem sendo considerada válida pelo sistema oficial 
de saúde pública. 
Pode-se dizer que os conceitos das medicinas tradicionais integram, cada 
vez com maior assiduidade, as práticas sociais em curso, participando ativamente 
da realidade social brasileira. Portanto, hoje as medicinas tradicionais são parte 
integrante do conjunto de forças vivas presentes nos sistemas de saúde. 
15- ROMPENDO AS BARREIRAS 
O diálogo entre as duas racionalidades médicas já existe entre nós. Percebe-
se que o avanço das medicinas tradicionais nos países ocidentais tem criado 
condições para favorecer a troca entre as duas correntes de pensamento. É 
interessante realçar que uma das práticas que caracterizam a complexidade dos 
problemas sociais, em especial no campo da saúde pública, é o enfoque interdis-
ciplinar das pesquisas científicas e tecnológicas. Pode-se constatar que a pesquisa 
de caráter interdisciplinar vem ganhando espaço no campo da saúde pública. 
 
 
 Faculdade de Minas 
85 
Nos anos recentes, todas as áreas da saúde têm merecido estudos 
transversais que aliam diversas especialidades, empenhadas na busca continuada 
de transferência de tecnologias e de incremento do processo educativo visando à 
aquisição de novos hábitos por parte da população. 
O objetivo é alcançar um mínimo de soluções para as contradições que 
estruturam e garantem a complexidade investigada. O processo pode levar a uma 
“medicina plural”, mais apta a responder aos desafios da complexidade e à riqueza 
antropológica da medicina, a despeito de nossas próprias representações, que 
ainda resistem como forma de obstáculos à comunicação entre as duas 
racionalidades. 
O encontro e a comunicação entre as duas correntes de pensamento médi-
co, promovidos no campo da saúde pública, poderiam constituir um sólido alicerce 
antropológico, fundamental para manter a continuidade da tensão criativa entre 
essas diferentes bases filosóficas. 
A busca de relações entre elas sem dúvida contribui para a construção de 
um novo modelo de representação das ações no campo da saúde, mais apto a 
enfrentar os desafios ligados à complexidade da vida moderna. 
Diante desse deslocamento de olhares da ciência, precisamos de 
conhecimentos que revelem as ligações, as articulações, a solidariedade, as in-
terdependências, as implicações e as complexidades de nosso objeto de estudo, 
de modo a podermos contribuir para a aproximação entre a visão holística das 
medicinas tradicionais e o dualismo cartesiano que está na raiz do pensamento e 
da ciência moderna. 
Embora os paradigmas constitutivos das duas práticas médicas sejam 
diferentes e contraditórios, pois enquanto um enfoca a doença o outro prioriza a 
saúde, a comunicação entre eles pode renovar as intervenções na saúde pública, 
que tem se esforçado por garantir seu diálogo. 
É preciso garantir a posição da saúde pública como um lugar de debate de 
ideias. Sem dúvida, ela ainda preserva um espaço onde se pode pensar a saúde, 
espaço permanentemente aberto para refletir sobre a transformação das práticas, 
 
 
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para que tenhamos mais comprometimento com as necessidades de saúde da 
população. 
Nesse sentido, as Práticas Integrativas e Complementares em saúde 
funcionam como uma das respostas a esse debate de ideias, na medida em que 
fomentam práticas estratégicas e pensamentos renovados sobre a saúde pública. 
Renovados porque reivindicam a diversidade interdisciplinar. Pois para as 
práticas não há fronteiras e nem interdições entre os saberes, entre as distintas 
disciplinas e áreas de conhecimento, ainda que elas se caracterizem, 
indiscutivelmente, por linguagens próprias, regidas por códigos de expressão 
diferenciais, que pouco se aproximam das atividades da medicina científica. 
No entanto, cada vez mais as linguagens seculares da medicina tradicional 
vão sendo incorporadas pelo setor saúde. 
São pessoas comuns da população que trabalham, inclusive, na construção 
de canteiros de plantas medicinais, resgatando seu uso popular e tradicional no 
combate a inúmeros problemas de saúde, especialmente aqueles ligados à 
assistência primária em saúde. 
Há hoje na SMS-SP mais de 150 hortas de plantas medicinais, muitas delas 
construídas e mantidas por voluntários. 
Além disso, a SMS vem estreitando suas relações com outras secretarias 
municipais, como as secretarias da Educação, Cultura, Esportes, do Verde e Meio 
Ambiente e das Subprefeituras. Um dos canais mais favoráveis a esse diálogo in-
tersecretarial são as Práticas. 
Nos últimos anos, mais de duas dezenas de cursos de fitoterapia e plantas 
medicinais foram realizados em estreita parceria entre as secretarias da Saúde e 
Verde e Meio Ambiente. Cerca de 1.500 pessoas participaram, incluindo desde 
agentes comunitários de saúde e proteção ambiental até profissionais mais 
graduados, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e 
farmacêuticos. 
Processo semelhante vem ocorrendo em outras secretarias municipais. O 
exemplo mais recente é o Programa Saúde na Escola (PSE), no qual as secretarias 
 
 
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87 
da Educação e da Saúde atuam em estreita parceria. Dentre as diversas atividades 
desenvolvidas na comunidade escolar destacam-se os canteiros com as hortaliças 
e plantas medicinais e as práticas corporais e meditativas. 
Na Figura 1 pode-se observar o trabalho que um agente do Programa 
Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), ligado à Estratégia de Saúde da Família 
da SMS-SP, vem desenvolvendo junto aos alunos de uma escola municipal loca-
lizada na zona norte da capital. 
O Programa Ambientes Verdes e Saudáveis é reconhecido como um dos 
programas da Secretaria Municipal da Saúde que mais promovem articulações 
intersetoriais e intersercretariais em busca de proteção do meio ambiente e da vida. 
Seu campo de atuação abrange, especialmente, a poluição da água e do ar, a 
erosão da terra, as agressões sistemáticas à biodiversidade e a degradação da vida 
social. 
Desenvolvido no período entre 2005 e 2008 por iniciativa da Secretaria 
Municipal do Verde e do Meio Ambiente, em articulação com o Programa das 
Nações Unidas para o Meio Ambiente, a partir daí o Programa vem enfrentando 
uma série de problemas decorrentes da situação de degradação do meio e da vida. 
A ideia básica do programa foi implementar ações intersetoriais para a proteção 
ambiental, que pudessem, em curto prazo, ter reflexos positivos sobre a saúde da 
população. 
Três secretarias municipais comprometeram-se a desenvolver essas açõesde forma integrada: a Secretaria da Saúde, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente 
e a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Foi apenas no 
final de 2008 que o Programa foi incorporado à Secretaria Municipal da Saúde, 
sendo incluído na Estratégia da Saúde da Família. 
Para atingir os diversos objetivos a que se propõe, o Programa desenvolve 
centenas de projetos junto às Unidades Básicas de Saúde, em consonância com 
os principais problemas dos territórios locais, agrupados em sete eixos de inter-
venção: biodiversidade e arborização; água, ar e solo; gerenciamento de resíduos 
sólidos; agenda ambiental na administração pública; horta e alimentação saudável; 
revitalização de espaços públicos; cultura e comunicação. 
 
 
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88 
É importante mencionar alguns exemplos entre os muitos projetos de-
senvolvidos a partir dos eixos de intervenção mencionados. Um dos casos mais 
bem sucedidos é, sem dúvida, o Gerenciamento de Resíduos Sólidos, onde as 
equipes do Programa orientam os profissionais das UBS e a comunidade local 
sobre os riscos e os agravos decorrentes do descarte inadequado de resíduos. 
É possível verificar, a partir de acompanhamento realizado pela própria 
Secretaria, como os Pontos de Entrega Voluntária de materiais recicláveis e as 
ações de Cata-Bagulho vêm sendo incentivados, assim como os processos de 
compostagem dos resíduos orgânicos. Outra experiência de interesse são as ações 
voltadas para o cuidado com a água, o ar e o solo, três recursos naturais cada vez 
mais sujeitos à degradação. Trabalhando junto às equipes de saúde da 
Atenção Básica, as equipes do PAVS apoiam programas para despoluição, limpeza 
e manutenção de rios e córregos, incentivam a utilização de transporte público não 
motorizado e solidário, além de estimularem o uso racional da água e apoiarem 
ações de vigilância em saúde ambiental. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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89 
Figura 97: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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90 
16- CONCLUSÃO 
 
Não é por necessidade de saúde que milhares de pessoas vêm procurando 
as Práticas como forma de recuperação da saúde. Afinal, temos o que há de mais 
moderno e avançado na medicina, tanto no SUS como no sistema privado. Não é 
por falta de procedimentos diagnósticos, médicos, medicamentos ou outros 
recursos que estamos resgatando o valor das medicinas tradicionais. 
É por vontade de afirmar uma identidade de cuidado oposta à prática de 
cuidado feita de forma muitas vezes desumana, que infelizmente prepondera entre 
nós. 
As PICS expressam o desejo de mostrar que é possível implementar outras 
práticas de saúde. O que move as pessoas envolvidas no projeto é, antes de tudo, 
o impulso de participar ativamente de um processo capaz de mostrar que são 
possíveis outras formas de aprender, praticar e cuidar da saúde, de si e dos outros. 
O movimento que trabalha pela ampliação das práticas integrativas e 
complementares na SMS-SP brota da aspiração de abandonar a passividade, de 
deixar de ser um sujeito subjugado ao sistema dominante, hegemônico, para 
inventar novos espaços, pequenos que sejam, para a produção de uma prática al-
ternativa de saúde. 
Seguindo os imperativos da sensibilidade e da emoção, e não apenas da 
razão, esse movimento rejeita a feiura generalizada, a pobreza sofrida da grande 
maioria da população brasileira, e vislumbra uma beleza possível no campo da 
produção de saúde. 
 
 
 
 
 
 Faculdade de Minas 
91 
17- REFERÊNCIAS 
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República Federativa do Brasil Brasília, DF, 18 mar. 2004. Seção 1. 
9. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de VigilânciaSanitária. 
Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) n. 33, de 05de maio 1999. Institui as 
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Federativa do Brasil,Brasília, DF, 6 maio 1999. 
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Aprova a política nacional de medicamentos. DiárioOficial [da] República 
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11. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução CIPLAN n. 08, de 08 de marçode 
1988. Implanta a prática da fitoterapia nos serviços de saúde. DiárioOficial [da] 
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 Faculdade de Minas 
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2003. 11p. (RelatórioTécnico) 
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Pública. Rio de Janeiro, abr - jun. de 2000. 
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 Faculdade de Minas 
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descoberta de uma nova eficácia no campo da saúde pública?Texto de 
colaboração, 2003. 
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Talasoterapia y Helioterapia. Madrid - España. 
40. VINCENT, C. Complementary Medicine - a research perspective.Great Britain, 
1997. 
41. W.H.O. Tradicional Medicine Strategy 2002-2005. Geneve: WHO,2002. 65p. 
42. WHITE HOUSE. Comission on Complementary and AlternativeMedicine 
Policy - Final Report - Washington, 2002. 
43. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Acupuncture: Review andanalysis of 
reports on controlled clinical trials. Geneva: WHOPublications , 2002. 
44. WORLD HEALTH ORGANIZATION. General Guidelines forMethodologies on 
Research and Evaluation of TraditionalMedicine, Geneva: WHO Publications, 
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in Acupuncture. Geneva: WHO Publications, 1999. 
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47. APEZECHEA, H. Aspectos metodológicos da laInvestigación de Servidos de 
Salud. In: Memorial de Taller de Cocoyoc. Cidade do México: Morelos, 1984. 
 
 
 Faculdade de Minas 
95 
48. AYRES, J. R. C. M. Cuidado e reconstrução das práticas de saúde. In: 
MINAYO, M. C. S.; COIMBRA JÚNIOR, C. E. A. (Org.) Críticas e atuantes: 
Ciências Sociais e Humanas em Saúde na América Latina (online). Rio de 
Janeiro: Ed. Fiocruz, 2005. 
49. GLEISER, M. A dança do universo. São Paulo: Cia. das Letras, 1997. 
50. GUIA PAVS. Secretaria Municipal da Saúde. Coordenação da Atenção 
Básica. Programa Ambientes Verdes e Saudáveis. São Paulo: SMS, 
2012.ESTUDOS AVANÇADOS 30 (86), 2016 
51. LAO TSE. Tao Te Ching: Livro do Caminho e da Virtude. Sociedade Taoista 
do Brasil. s. d. Disponível em: . 
52. LUZ, T. M. Racionalidades médicas e terapêuticas alternativas. In: Série - 
Estudos de Saúde Coletiva, número 062. Universidade do Rio de Janeiro, 
UERJ, outubro de 1993. 
53. MINAYO, M. C. S. Os muitos Brasis – saúde e população na década de 80. 
São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco, 1995. 
54. PADILLA CORRAL, J. L. Fundamentos da Medicina Tradicional Oriental. São 
Paulo: Roca, 2006. 
55. PAUL, P. Saúde e transdisciplinaridade. São Paulo: Edusp, 2013. 112 
56. KIM, Choo H.. Acupuntura Coreana da Mão: passo a passo. Barra Funda: 
Ícone, 2014. 145 p. 
57. SOUZA, Jean Luís de. Sistema de Ensino em Acupuntura. 3. ed. Uberlândia: 
N/a, 2008. 300 p. 
58. SICA, Crislane. Reflexologia como aprendizado. São Paulo: Ícone, 2010. 80 
p.tradicional e complementar/alternativa (MT/MCA) 
(WHO, 2002). 
Tais sistemas e recursos envolvem abordagens que buscam estimular os 
mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio 
de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no 
desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio 
ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens 
abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-doença e a 
promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado. 
No final da década de 70, a OMS criou o Programa de Medicina Tradicional, 
objetivando a formulação de políticas na área. Desde então, em vários 
comunicados e resoluções, a OMS expressa o seu compromisso em incentivar os 
Estados-membros a formularem e implementarem políticas públicas para uso 
racional e integrado da MT/MCA nos sistemas nacionais de atenção à saúde bem 
como para o desenvolvimento de estudos científicos para melhor conhecimento de 
sua segurança, eficácia e qualidade. 
O documento "Estratégia da OMS sobre Medicina Tradicional 2002-2005" 
reafirma o desenvolvimento desses princípios. No Brasil, a legitimação e a 
institucionalização dessas abordagensde atenção à saúde iniciaram-se a partir da 
década de 80, principalmente, após a criação do SUS. Com a descentralização e a 
participação popular, os estados e municípios ganharam maior autonomia na 
 
 
 Faculdade de Minas 
7 
definição de suas políticas e ações em saúde, vindo a implantar as experiências 
pioneiras. 
Alguns eventos e documentos merecem destaque na regulamentação e 
tentativas de construção da política: 
 1985 - Celebração de convênio entre o Instituto Nacional de 
Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), Fiocruz, 
Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Instituto Hahnemaniano 
do Brasil, com o intuito de institucionalizar a assistência homeopática 
na rede pública de saúde. 
 1986 - 8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), considerada 
também um marco para a oferta da PNPIC no sistema de saúde do 
Brasil visto que, impulsionada pela Reforma Sanitária, deliberou em 
seu relatório final pela "introdução de práticas alternativas de 
assistência à saúde no âmbito dos serviços de saúde, possibilitando 
ao usuário o acesso democrático de escolher a terapêutica preferida". 
 1988 - Resoluções da Comissão Interministerial de Planejamento e 
Coordenação (Ciplan) - nº 4, 5, 6, 7 e 8/88, que fixaram normas e 
diretrizes para o atendimento em Homeopatia, 
Acupuntura,Termalismo, Técnicas Alternativas de Saúde Mental e 
Fitoterapia. 
 1995 - Instituição do Grupo Assessor Técnico-Científico em Medicinas 
Não-Convencionais, por meio da Portaria GM Nº 2543,de 14 de 
dezembro de 1995, editada pela então SecretariaNacional de 
Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. 
 1996 - 10ª Conferência Nacional de Saúde que, em seu relatóriofinal, 
aprovou a "incorporação ao SUS, em todo o País, de práticas de 
saúde como a Fitoterapia, Acupuntura e Homeopatia, contemplando 
as terapias alternativas e práticas populares". 
 1999 -Inclusão das consultas médicas em Homeopatia e Acupuntura 
na tabela de procedimentos do SIA/SUS (PortariaGM Nº 1230 de 
outubro de 1999). 
 
 
 Faculdade de Minas 
8 
 2000 - 11ª Conferência Nacional de Saúde recomenda "incorporar na 
atenção básica: Rede PSF e PACS práticas não convencionais de 
terapêutica como Acupuntura e Homeopatia". 
 2001 - 1ª Conferência Nacional de Vigilância Sanitária. 
 2003 - Constituição de Grupo de Trabalho no Ministério da Saúde com 
o objetivo de elaborar a Política Nacional de Medicina Natural e 
Práticas Complementares (PMNPC) ou apenas MNPC -no SUS 
(atual PNPIC). 
 2003 - Relatório da 1ª Conferência Nacional de Assistência 
Farmacêutica, que enfatiza a importância de ampliação do acesso 
aos medicamentos fitoterápicos e homeopática no SUS. 
 2003 - Relatório final da 12ª CNS delibera para a efetiva inclusãoda 
MNPC no SUS (atual PNPIC). 
 2004 - 2ª Conferência Nacional de Ciência Tecnologia eInovações em 
Saúde. A MNPC (atual PNPIC) foi incluída comonicho estratégico de 
pesquisa dentro da Agenda Nacional de Prioridades em Pesquisa. 
 2005 - Decreto presidencial de 17/02/05 que cria o Grupo de Trabalho 
para elaboração da Política Nacional de Plantas Medicinais e 
Fitoterápicos. 
 2005 - Relatório final do Seminário "Águas Minerais do Brasil", em 
outubro, indica a constituição de projeto piloto deTermalismo Social 
no SUS. 
3- MEDICINA TRADICIONAL CHINESA-ACUNPUNTURA 
 A Medicina Tradicional Chinesa caracteriza-se por um sistema médico 
integral, originado há milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata 
simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre 
as partes visando à integridade. 
Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas 
forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos 
complementares. 
 O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade. 
Também inclui a teoria dos cinco movimentos que atribui a todas as coisas e 
 
 
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9 
fenômenos, na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, 
fogo, terra, metal, água). Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, 
observação da face e língua em suas várias modalidades de tratamento 
(Acupuntura, plantas medicinais, dietoterapia, 
práticas corporais e mentais). 
 A Acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde que aborda de 
modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser 
usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Originária 
da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a Acupuntura compreende um conjunto de 
procedimentos que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por 
meio da inserção de agulhas filiformes metálicas para promoção, manutenção e 
recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças. 
 Achados arqueológicos permitem supor que essa fonte de conhecimento 
remonta há pelo menos 3.000 anos. A denominação chinesa zhenjiu, que significa 
agulha (zhen) e calor (jiu) foi adaptados nos relatos trazidos pelos jesuítas no 
século XVII como Acupuntura (derivada das palavras latinas acus, agulha e punctio, 
punção). O efeito terapêutico da estimulação de zonas neurorreativas ou "pontos 
de acupuntura" foi, a princípio, descrito e explicado numa linguagem de época, 
simbólica e analógica, consoante com a filosofia clássica chinesa. 
 No ocidente, a partir da segunda metade do século XX, a Acupuntura foi 
assimilada pela medicina contemporânea, e graças às pesquisas científicas 
empreendidas em diversos países tanto do oriente como do ocidente, seus efeitos 
terapêuticos foram reconhecidos e têm sido paulatinamente explicados em 
trabalhos científicos publicados em respeitadas revistas científicas. 
 Admite-se atualmente, que a estimulação de pontos de Acupuntura 
provoque a liberação, no sistema nervoso central, de neurotransmissores e outras 
substâncias responsáveis pelas respostas de promoção de analgesia, restauração 
de funções orgânicas e modulação imunitária. 
 A OMS recomenda a Acupuntura aos seus Estados-membros, tendo 
produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de 
profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados 
terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. 
 
 
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10 
 O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou 
a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias 
doenças e agravos à saúde, tais como odontalgias pós-operatórias, náuseas e 
vômitos pós-quimioterapia ou cirurgia em adultos, dependências químicas, 
reabilitação após acidentes vasculares cerebrais, dismenorréia, cefaléia,epicondilite, fibromialgia, dormiofascial, osteoartrite, lombalgias e asma, entre 
outras. 
 A MTC inclui ainda práticas corporais (liangong, chi gong, tuina, tai-chi-
chuan); práticas mentais (meditação); orientação alimentar; e o uso de plantas 
medicinais (Fitoterapia Tradicional Chinesa), relacionadas à prevenção agravos e 
de doenças,promoção e recuperação da saúde. 
 A Acupuntura se define como um método terapêutico cujo território é o 
sistema nervoso e a resposta imunitária visando produzir mudanças funcionais de 
repercussão local e/ousistêmica, com os objetivos de restaurar a normalidade 
fisiológica, e produzir analgesia nascondições dolorosas. Fundamenta-se em 
dados biológicos – anatômicos, fisiológicos e fisiopatológicos, assim como nas 
melhores evidências científicas disponíveis. 
 No Brasil, a Acupuntura foi introduzida há cerca de 40 anos. Em1988, por 
meio da Resolução Nº 5/88, da Comissão Interministerialde Planejamento e 
Coordenação (Ciplan), teve as suas normas fixadas para o atendimento nos 
serviços públicos de saúde. 
 Vários conselhos de profissões da saúde regulamentados reconhecem a 
Acupuntura como especialidade em nosso país, e os cursos de formação encontra-
se disponíveis em diversas Unidades Federais. 
 Em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela Sistema de Informações 
Ambulatoriais (SIA/SUS) a consulta médica em Acupuntura (código 0701234), o 
que permitiu acompanhar a evolução das consultas por região e em todo País. 
 Dados desse sistema demonstram um crescimento de consultas médicas 
em acupuntura em todas as regiões. Em 2003, foram 181.983 consultas, com uma 
maior concentração de médicos acupunturistas na região Sudeste (213 dos 376 
cadastrados no sistema). 
 
 
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11 
 De acordo com o diagnóstico da inserção da MNPC nos serviços prestados 
pelo SUS e dados do SIA/SUS, verifica-se que a Acupuntura está presente em 19 
estados, distribuída em 107municípios, sendo 17 capitais. 
 Diante do exposto, é necessário repensar, à luz do modelo de atenção 
proposto pelo Ministério, a inserção dessa prática no SUS, considerando a 
necessidade de aumento de sua capilaridade para garantir o princípio da 
universalidade. 
4- MANOPUNTURA / QUIROPUNTURA 
 Ao procurarmos restabelecer o equilíbrio do organismo, sempre temos de 
lembrar que ao tocar os pontos reflexos, não basta apenas pressionar o ponto 
reflexo do órgão com mau funcionamento, mas sim com um conjunto de áreas e 
pontos, que influenciam o funcionamento de determinado órgão e as emoções 
refletidas ali, assim o terapeuta em questão, não estará se preocupando apenas 
com o sintoma que afeta o órgão, mas sim com o conjunto reflexo desequilibrado 
da pessoa . 
Figura1: 
 
Figura 2: 
 
 
 
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12 
 
A manopuntura é um método que consiste em estimular certo número de 
pontos na mão com fins terapêuticos e analgésicos. 
São conhecidos atualmente 345 pontos; 
 Estes pontos das mãos, assim como pés, orelha, nariz, face e crânio, 
fazem parte de um grupo de pontos fora dos meridianos que estão 
constituídos por ramificações ou cruzamentos secundários dos vasos 
principais; 
 Nei King: as extremidades dos membros são locais de reunião do Yin 
e do Yang, do grande vaso Lo, dos 12 meridianos, da energia Yong 
(nutritiva) e Oé (defensiva); 
Figura3: 
 
 
 
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13 
 
Figura 5: 
 
 
UdW1 - a parte frontal da mão corresponde à parte frontal do corpo e a parte 
dorsal da mão corresponde à parte dorsal do corpo. A ponta do dedo médio 
corresponde ao topo da cabeça. O rosto se localiza na parte frontal entre a 
 
 
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14 
articulação interfalangeana distal e a ponta do dedo médio. Consequentemente, a 
parte dorsal do dedo médio, acima da articulação interfalangeana distal, 
corresponderá à parte posterior da cabeça. 
 
UdW2- Por termos duas mãos, a direita e a esquerda, temos duas 
representações de corpo, uma em cada mão. Para facilitar o entendimento do 
princípio de correspondência, podemos ficar em pé estendendo as duas mãos, com 
a palma da mão para frente. 
 
Figura 6: 
 
 
UdW3 A palma da mão corresponde a parte frontal do corpo. 
Figura 7: 
 
 
 
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15 
 
Figura 8: 
 
 
Figura 9: 
 
 
 
 
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16 
 
Figura10: 
 
 
 
 
 
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17 
UdW5 Na manopuntura foram desenvolvidos vários instrumentos para 
estimular os acupontos. Use o material de acordo com o estímulo que deseja. Para 
um estímulo maior utilizam-se agulhas. 
 
 UdW6 pequena chapa de metal com uma saliência no meio. Alguns 
possuem saliência maior e diâmetro maior. O apon é colado na pele por um 
esparadrapo para estimular o acuponto. 
Muito utilizado para estimular pontos por longo tempo sem precisar da picada 
da agulha. Limita-se o tempo de uso de acordo com o estado de saúde do indivíduo. 
Pode ficar de 1 a 2 dias colado nos pontos correspondentes. 
UdW7 Normalmente pode-se aplicar até 05 moxas em cada ponto se o 
paciente estiver bastante debilitado. 
Figura11: 
 
 
 Figura12: 
 
 
 
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18 
 
Figura13: 
 
 
Figura14: 
 
 
 
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19 
 
Figura15: 
 
Figura 16: 
 
 
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20 
 
Figura 17: 
 
Figura 18: 
 
 
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21 
 
Figura 19: 
 
 
Figura 20: 
 
 
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22 
 
 
UdW8 A acupuntura na mão não se limita somente em estimular os pontos 
por correspondência. Existe a teoria dos meridianos da medicina tradicional chinesa 
desenvolvida partindo do principio de recuperar e harmonizar o corpo e seus Zang 
Fu. Nã mão existe uma totalidade de 345 pontos distribuídos em 14 linhas de 
micromeridianos. 
Figura 21: 
 
 
 
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23 
Figura 22: 
 
 
Figura 23: 
 
Figura 24: 
 
 
 
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24 
 
Figura 25: 
 
 
Figura 26: 
 
 
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25 
 
 
Figura 27: 
 
Figura 28: 
 
 
 
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26 
 
Figura 29: 
 
 
Figura 30: 
 
 
 
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27 
 
Figura 31: 
 
Figura 32: 
 
 
 
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28 
 
 
5- ONDE ESTÃO OS PRINCIPAIS PONTOS DE 
ACUPUNTURA 
 
 Os pontos de acupuntura, também conhecidos como meridianos, são locais 
específicos do corpo em que se pode liberar o fluxo de energia acumulada, sendo 
que por esses pontos passam várias terminações nervosas, fibras musculares, 
tendões, ligamentos e articulações. 
 De acordo com a medicina tradicional chinesa, existem 12 principais 
meridianos que estão relacionados com o pulmão, baço, coração, rins, coração, 
fígado, intestino grosso, estômago, intestino delgado, bexiga ou vesícula, por 
exemplo. 
 Para auxiliar o tratamento de diversas doenças, é necessário encontrar o 
ponto exato para compreender qual o meridiano está afetado, que pode ser a 
orelha, pés, mãos, pernas e braços. 
 Depois disso, de acordo com a técnica usada, são aplicadas agulhas finas, 
laser, esferas de chumbo ou sementes de mostarda nestes locais, balanceando a 
energia corporal e gerando bem-estar e aliviando a dor, por exemplo. Conheça 
melhor como funciona a acupuntura. 
Figura 33: 
 
 
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A imagem indica alguns dos principais pontos de acupuntura no corpo, que 
podem ser pressionados ou estimulados com agulhas finais ou laser para 
desbloquear o fluxo energético e restabelecer a saúde. Existe outra técnica de 
 
 
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acupuntura chamada moxabustão que também consiste na estimulação de pontos 
específicos, entretanto, através da aplicação de calor local. 
Os terapeutas mais indicados para trabalhar com a acupuntura são o 
acupunturista, o médico com formação em medicina tradicional chinesa ou o 
fisioterapeuta especialista em acupuntura, entretanto, a própria pessoa pode 
alcançar alívio da dor de cabeça e das cólicas menstruais ao pressionar 
determinados pontosdo corpo. 
Figura 34: 
 
 Os pontos de acupuntura também se encontram nos pés, sendo os mesmos 
utilizados na reflexologia. 
 Assim, o terapeuta pode estimular os pontos que achar necessário para 
tratar o problema específico que surge em um órgão. 
Massagear a região do pé, que corresponde ao órgão que precisa ser tratado, 
também é uma boa forma de aproveitar os benefícios energéticos desse estímulo. 
 
 
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6- AURICULOTERAPIA 
 A auriculoterapia é uma terapia natural que consiste na estimulação de 
pontos nas orelhas, sendo por isso muito semelhante à acupuntura. 
 Segundo a auriculoterapia, o corpo humano pode ser representado na 
orelha, no formato de um feto, e, por isso, cada ponto se refere a um órgão 
específico. Assim, quando esse ponto é estimulado, é possível tratar problemas 
ou aliviar sintomas nesse mesmo órgão. 
 
Figura 35: 
 
A orelha também é um local muito rico em pontos de acupuntura, que 
representam os diferentes órgãos do corpo. 
Estes pontos normalmente são usados na auriculoterapia, na qual pequenas 
esferas de chumbo são coladas sobre o ponto, para fazer a estimulação do local, 
aliviando o desconforto no órgão relacionado com determinado meridiano. 
Figura 36: 
 
 
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32 
 
A auriculoterapia está indicada no tratamento de: 
 Dores por torções, contraturas ou distensões musculares, por 
exemplo; 
 Problemas reumáticos, respiratórios, cardíacos, urinários, digestivos, 
hormonais, como obesidade, anorexia ou doenças da tireoide, por 
exemplo, e psicológicos, como ansiedade ou depressão. 
Além disso, a auriculoterapia também pode ser utilizada para tratar a 
hipertensão, vertigens ou palpitações, por exemplo. 
Como fazer auriculoterapia para emagrecer 
 A auriculoterapia também pode ser usada para emagrecer, pois certos 
pontos específicos da orelha responsáveis pelo intestino, estômago, retenção de 
líquidos, ansiedade, estresse, sono ou vontade de comer, por exemplo, são 
estimulados de forma que o organismo atue na perda de peso. 
 É importante que, aliada à auriculoterapia, também se faça uma dieta para 
emagrecer indicada por um nutricionista, de preferência, e pratique exercício físico 
regularmente. 
 A auriculoterapia francesa e a auriculoterapia chinesa, apesar de consistirem 
na mesma técnica, são muito diferentes, pois cada país elaborou um mapa 
diferente da orelha com os pontos específicos a serem estimulados. 
 
 
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33 
 Antes de se iniciar o tratamento com auriculoterapia é muito importante fazer 
uma consulta com um terapeuta especializado para identificar os principais 
sintomas e tentar entender quais os órgãos afetados. 
 Depois disso, o terapeuta selecionar os pontos mais adequados e faz 
pressão sobre o ponto. 
 A pressão pode ser feita utilizando-se: 
 Agulhas filiformes: são aplicadas sobre os pontos durante 10 a 30 minutos; 
 Agulhas intradérmicas: são colocadas debaixo da pele por cerca de 7 dias; 
 Esferas magnéticas: são coladas na pele por aproximadamente 5 dias; 
 Sementes de mostarda: podem ser aquecidas ou não, e são coladas na 
pele durante 5 dias. 
 A estimulação dos pontos específicos da orelha para aliviar dores ou tratar 
diversos problemas físicos ou psicológicos, como ansiedade, enxaqueca, 
obesidade ou contraturas, por exemplo. 
 Além disso, a auriculoterapia ajuda a diagnosticar e a prevenir algumas 
doenças através da observação dos pontos específicos da orelha que se encontram 
alterados. 
Figura 37: 
 
 
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34 
 
 Os pontos de acupuntura da mão podem ser facilmente utilizados no dia-a-
dia, pois também funcionam como pontos de pressão que ajudam a aliviar sintomas 
comuns como dor de cabeça, tonturas ou enjoos, por exemplo. 
 
ACUPRESSÃO 
 A acupressão é uma terapia natural que pode ser aplicada para aliviar a dor 
de cabeça, a cólica menstrual e outros problemas que surgem no dia-a-dia. Esta 
técnica tal como a acupuntura, tem origem na medicina tradicional chinesa, sendo 
indicada para aliviar dores ou para estimular o funcionamento de órgãos através da 
pressão de pontos específicos nas mãos, pés ou braços. 
Segundo a medicina tradicional chinesa, estes pontos representam o encontro de 
nervos, veias, artérias e de canais vitais, o que faz com que se encontrem 
energeticamente ligados com todo o organismo. 
Figura 38: 
 
 
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35 
 
 Este ponto de acupressão fica localizado entre o polegar direito e dedo 
indicador. Começando pela mão direita, para pressionar este ponto a sua mão deve 
estar relaxada, com os dedos ligeiramente curvados e o ponto deve ser 
pressionado com o polegar esquerdo e o dedo indicador esquerdo, de forma a que 
estes dois dedos formem uma pinça. 
 Os restantes dedos da mão esquerda devem ficar em repouso, logo em 
baixo da mão direita. 
 Para pressionar o ponto de acupressão, deve começar por aplicar pressão 
de maneira firme, durante 1 minuto, até sentir uma leve dor ou sensação de 
queimadura na região que está sendo apertado, o que significa que está 
pressionando o local certo. Depois disso, deve soltar os dedos, durante 10 
segundos, voltando depois a repetir a pressão. 
 Este processo deve ser repetido 2 a 3 vezes em ambas as mãos. 
Figura 39: 
 
 
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36 
 
 Este ponto de acupressão fica localizado no centro da palma da mão. Para 
pressionar este ponto, deve usar o polegar e o indicador da mão oposta, colocando 
os dedos em forma de pinça. Desta forma, o ponto pode ser pressionado em 
simultâneo nas costas e palma da mão. 
 Para pressionar o ponto de acupressão, deve começar por aplicar pressão 
de maneira firme, durante 1 minuto, até sentir uma leve dor ou sensação de 
queimadura na região que está sendo apertado, o que significa que está 
pressionando o local certo. Depois disso, deve soltar os dedos, durante 10 
segundos, voltando depois a repetir a pressão. 
 Este processo deve ser repetido 2 a 3 vezes em ambas as mãos. 
Figura 40: 
 
 
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37 
 
 Este ponto de acupressão fica localizado na planta do pé, logo a baixo do 
espaço entre o dedão e o segundo dedo do pé, onde os ossos destes dois dedos 
se cruzam. 
 Para pressionar este ponto, deve usar a mão do lado oposto, pressionando 
a planta do pé com o polegar e o lado oposto com o dedo indicador, de forma a que 
a os dedos da mão formem uma pinça que envolve o pé. 
 Para pressionar este ponto de acupressão, deve pressionar com força 
durante aproximadamente 1 minto, soltando o pé no final durante alguns segundos 
para repousar. Deve repetir este processo 2 a 3 vezes, em ambos os pés. 
Figura 41: 
 
 
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38 
 
 Este ponto de acupressão fica localizado na parte interior do braço, na região 
da dobra do braço. Para pressioná-lo deve usar o polegar e indicador da mão 
oposta, de forma a que os dedos fiquem dispostos em forma de pinça em volta do 
braço. 
 Para pressionar este ponto de acupressão, deve pressionar com força até 
sentir uma leve dor ou pontada, mantendo a pressão durante aproximadamente 1 
minuto. Passado esse tempo deve soltar o ponto durante alguns segundos para 
repousar. Deve repetir este processo 2 a 3 vezes, em os braços. 
Quem pode realizar acupressão 
 Qualquer pessoa pode praticar esta técnica em casa, porém ela não é 
recomendada para o tratamento de doenças que necessitam de atenção médica, e 
não deve ser aplicada em regiões da pele com feridas, verrugas, varizes, 
queimaduras, cortes ou rachaduras. 
 Além disso, esta técnica também não deve ser usado por mulheres grávidas, 
sem acompanhamento médico ou de um profissional treinado. 
 
7- HOMEOPATIA 
 A Homeopatia sistema médico complexo de caráter holístico, baseada 
 
 
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39 
no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes enunciada por Hipócrates no 
século IV a.C. Foi desenvolvida por Samuel Hahnemannnoséculo XVIII, após 
estudos e reflexões baseados na observaçãoclínica e em experimentos realizados 
na época, Hahnemannsistematizou os princípios filosóficos e doutrinários da 
homeopatiaem suas obras Organon da Arte de Curar e Doenças Crônicas. 
 A partir daí, essa racionalidade médica experimentou grande expansão por 
várias regiões do mundo, estando hoje firmemente implantada emdiversos países 
da Europa, das Américas e da Ásia. No Brasil, a Homeopatia foi introduzida por 
Benoit Mure em 1840, tornando-seuma nova opção de tratamento. 
 Em 1979, é fundada a Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB); 
em 1980, a homeopatia é reconhecida comoespecialidade médica pelo Conselho 
Federal de Medicina (Resolução Nº 1000); em 1990, é criada a Associação 
Brasileirade Farmacêuticos Homeopatas (ABFH); em 1992, é reconhecidacomo 
especialidade farmacêutica pelo Conselho Federal deFarmácia (Resolução Nº 
232); em 1993, é criada a AssociaçãoMédico-Veterinária Homeopática Brasileira 
(AMVHB); e em 2000,é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal 
deMedicina Veterinária (Resolução Nº 622). 
A partir da década de 80, alguns estados e municípios brasileiroscomeçaram 
a oferecer o atendimento homeopático comoespecialidade médica aos usuários 
dos serviços públicos de saúde,porém como iniciativas isoladas e, às vezes, 
descontinuadas, porfalta de uma política nacional. 
Em 1988, pela Resolução nº 4/88,a Ciplan fixou normas para o atendimento 
em Homeopatia nosserviços públicos de saúde e, em 1999, o Ministério da 
Saúdeinseriu na tabela SIA/SUS a consulta médica em Homeopatia. 
Com a criação do SUS e a descentralização da gestão ocorreu ampliação 
da oferta de atendimento homeopático. Esse avanço pode ser observado no 
número de consultas em Homeopatiaque, desde sua inserção como procedimento 
na tabela do SIA/SUS vem apresentando crescimento anual em torno de 10%. 
No ano de 2003 o sistema de informação do SUS e os dados dodiagnóstico 
realizado pelo Ministério da Saúde em 2004 revelamque a homeopatia está 
presente na rede pública de saúde em20 unidades da federação, 16 capitais, 158 
municípios, contandocom registro de 457 profissionais médicos homeopatas. 
 
 
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40 
Está presente em pelo menos 10 universidades públicas, ematividades de 
ensino, pesquisa ou assistência, e conta com cursosde formação de especialistas 
em Homeopatia em 12 unidades dafederação. Conta ainda com a formação do 
Médico homeopataaprovada pela Comissão Nacional de Residência Médica. 
Embora venha ocorrendo aumento da oferta de serviços, aassistência 
farmacêutica em Homeopatia não acompanha essatendência. Conforme 
levantamento da AMHB, realizado em 2000apenas 30% dos serviços de 
homeopatia da rede SUS forneciammedicamento homeopático. Dados do 
levantamento realizadopelo Ministério da Saúde em 2004 revelam que apenas 
9,6% dosmunicípios que informaram ofertar serviços de homeopatia, possuem 
farmácia pública de manipulação. 
A implementação da Homeopatia no SUS representa uma importante 
estratégia para a construção de um modelo de atenção centrado na saúde uma vez 
que: Recoloca o sujeito no centro do paradigma da atenção,compreendendo-o nas 
dimensões física, psicológica, social e cultural. 
Na homeopatia o adoecimento é a expressão da ruptura da harmonia dessas 
diferentes dimensões. Desta forma, essa concepção contribui para o fortalecimento 
da integralidade da atenção à saúde. 
 Fortalece a relação médico-paciente como um dos elementos 
fundamentais da terapêutica, promovendo a humanização na 
atenção, estimulando o autocuidado e a autonomia do indivíduo. 
 Atua em diversas situações clínicas do adoecimento como, por 
exemplo, nas doenças crônicas não-transmissíveis, nas 
doençasrespiratórias e alérgicas, nos transtornos psicossomáticos 
reduzindoa demanda por intervenções hospitalares e 
emergenciais,contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos 
usuários. 
 Contribui para o uso racional de medicamentos, podendoreduzir a 
fármaco-dependência. 
 Em 2004, com o objetivo de estabelecer processo participativo 
dediscussão das diretrizes gerais da Homeopatia, que serviram de 
 
 
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41 
subsídio à formulação da presente Política Nacional, foi realizado pelo 
Ministérioda Saúde o 1º Fórum Nacional de Homeopatia, intitulado "A 
Homeopatia que queremos implantar no SUS". Reuniu profissionais, 
Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde; Universidades 
Públicas;Associação de Usuários de Homeopatia no SUS; 
entidadeshomeopáticas nacionais representativas; Conselho 
Nacional deSecretários Municipais de Saúde (Conasems), Conselhos 
Federais deFarmácia e de Medicina; Liga Médica Homeopática 
Internacional (LMHI)- entidade médica homeopática internacional e 
representantes do MSe Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa). 
 A homeopatia é um sistema médico complexo, de caráter holístico, baseada 
no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes (enunciado por Hipócrates no 
século IVa.C). Foi desenvolvido na Alemanha pelo médico Samuel Hahnemann no 
século XVIII.Utiliza como recurso diagnóstico a Matéria Médica e o Repertório e 
como recurso terapêuticoo Medicamento Homeopático. 
 O tratamento homeopático consiste em fornecer a um paciente sintomático, 
doses extremamente pequenas dos agentes que produzem os mesmos sintomas 
ao ser experimentadoem pessoas saudáveis, quando expostas aos mesmos. O 
medicamento homeopático épreparado em um processo chamado dinamização, 
consistindo na diluição e sucussão dasubstância em uma série de passos. 
 A homeopatia contribui hoje por um expressivo percentual de PIC dentro do 
SUS além depossuir também um maior grau de institucionalização se comparada 
às demais modalidadesdessas práticas. 
Figura 43: 
 
 
 
 
 Faculdade de Minas 
42 
8- PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA 
 A Fitoterapia é uma "terapêutica caracterizada pelo uso de plantas 
medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de 
substâncias ativas isoladas, ainda que de origemvegetal". O uso de plantas 
medicinais na arte de curar é umaforma de tratamento de origens muito antigas, 
relacionada aosprimórdios da medicina e fundamentada no acúmulo 
deinformações por sucessivas gerações. 
 Ao longo dos séculos, produtos de origem vegetal constituíram as bases 
paratratamento de diferentes doenças. Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, 
a OMS temexpressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizara 
utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário, tendoem conta que 80% da 
população mundial utiliza estas plantasou preparações destas no que se refere à 
atenção primária desaúde. 
 Ao lado disso, destaca-se a participação dos países emdesenvolvimento 
nesse processo, já que possuem 67% dasespécies vegetais do mundo. O Brasil 
possui grande potencial para o desenvolvimento dessaterapêutica, como a maior 
diversidade vegetal do mundo, amplasociodiversidade, uso de plantas medicinais 
vinculado ao 
conhecimento tradicional e tecnologia para validarcientificamente este 
conhecimento. 
 O interesse popular e institucional vem crescendo no sentido defortalecer a 
Fitoterapia no SUS. A partir da década de 80, diversos documentos foram 
elaborados enfatizando a introdução de plantas medicinais e fitoterápicos na 
atenção básica no sistema público, entre os quais destacam-se: 
 A Resolução Ciplan Nº 8/88, que regulamenta a implantação da Fitoterapia 
nos serviços de saúde e cria procedimentos e rotinas relativas a sua prática 
nas unidades assistenciais médicas; 
 O Relatório da 10a Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1996, que 
aponta no item 286.12: "incorporar no SUS, em todo o País, as práticas de 
saúde como a Fitoterapia, acupuntura e homeopatia, contemplando as 
terapias alternativas e práticas populares" e, 
 
 
 Faculdade de Minas 
43 
 No item 351.10: "o Ministério da Saúde deveincentivar a Fitoterapia na 
assistência farmacêutica pública e elaborar normas para sua utilização, 
amplamente discutidas com 
 Os trabalhadores em saúde e especialistas, nas cidades onde existir 
 maior participação popular, com gestores mais empenhados com 
 a questão da cidadania e dos movimentos populares". 
 A Portaria nº 3916/98, que aprova a Política Nacional de Medicamentos, a 
qual estabelece, no âmbito de suas diretrize para o desenvolvimento 
científico e tecnológico: "... deverá ser continuado e expandido o apoio às 
pesquisas que visem o aproveitamento do potencial terapêutico da flora e 
fauna nacionais, enfatizando a certificação de suas propriedades 
medicamentosas". 
 O Relatório do Seminário Nacional de Plantas Medicinais, Fitoterápicos e 
Assistência Farmacêutica, realizado em 2003, que entre as suas 
recomendações, contempla: "integrar no Sistemam Único de Saúde o uso 
de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos". 
 O Relatório da 12ª Conferência Nacional de Saúde, realizadam em 2003, 
que aponta a necessidade de se "investir na pesquisa e desenvolvimento de 
tecnologia para produção de medicamentos homeopáticos e da flora 
brasileira, favorecendo a produção nacional e a implantação de programas 
para uso de medicamentos fitoterápicos nos serviços de saúde, de acordo 
com as recomendações da 1ª Conferência Nacional de Medicamentos e 
Assistência Farmacêutica". 
 A Resolução nº 338/04 do Conselho Nacional de Saúde que aprova a 
Política Nacional de Assistência Farmacêutica, a qual contempla, em seus 
eixos estratégicos, a "definição e pactuação de ações intersetoriais que 
visem à utilização das plantas medicinais e de medicamentos fitoterápicos 
no processo de atenção à saúde, com respeito aos conhecimentos 
tradicionais incorporados, com embasamento científico, com adoção de 
políticas de geração de emprego e renda, com qualificação e fixação de 
produtores, envolvimento dos trabalhadores em saúdeno processo de 
incorporação dessa opção terapêutica e baseada no incentivo à produção 
nacional, com a utilização da biodiversidade existente no País". 
 
 
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44 
 2005 - Decreto presidencial de 17/02/05 que cria o Grupo de Trabalho para 
elaboração da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicas. 
 Atualmente, existem programas estaduais e municipais de Fitoterapia, desde 
aqueles com momento terapêutico e regulamentação específica para o serviço, 
implementados há mais de 10 anos, até aqueles com início recente ou com 
pretensão de implantação. Em levantamento realizado pelo Ministério da Saúde no 
ano de 2004, em todos os municípios brasileiros,verificou-se que a Fitoterapia está 
presente em 116 municípios,contemplando 22 unidades federadas. 
 No âmbito federal, cabe assinalar, ainda, que o Ministério da Saúde realizou, 
em 2001, o Fórum para formulação de uma proposta de Política Nacional de 
Plantas Medicinais e Medicamentos Fitoterápicos, do qual participaram diferentes 
segmentos tendo em conta, em especial, a intersetorialidade envolvida na cadeia 
produtiva de plantas medicinal e fitoterápica. 
 Em 2003, o Ministério promoveu o Seminário Nacional de Plantas 
Medicinais, Fitoterápicos e Assistência Farmacêutica. Ambas as iniciativas 
aportaram contribuiçõesimportantes para a formulação desta Política Nacional, 
comoconcretização de uma etapa para elaboração da Política Nacionalde Plantas 
Medicinais e Fitoterápicos. 
 Fitoterapia é uma prática terapêutica caracterizada pela utilização das 
plantas medicinais, em suas diferentes formas farmacêuticas, no tratamento e 
prevenção de doenças. 
 Caracteriza-se pela utilização do extrato total da planta, sem adição ou 
acréscimo desubstâncias ativas isoladas, mesmo que de origem vegetal. 
 Desde os primórdios da humanidade já se registra a utilização das plantas 
medicinais notratamento de doenças. Tais conhecimentos foram obtidos através da 
observação eexperimentação e repassados de geração a geração. 
 Hoje a fitoterapia é vista como uma experiência coletiva de 50 gerações, 
entre médicos e pacientes, o que aliado às pesquisas cientificas fornece bases 
sólidas para sua implantação e implementação nos serviços de saúde. 
 Os baixos índices de efeitos colaterais, a ampliação das possibilidades 
terapêuticas, o menor custo de produção em relação aos medicamentos sintéticos, 
e o reconhecimento da medicina ocidental, faz com que a inclusão da fitoterapia 
 
 
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45 
seja recomendada pela Organização Mundialde Saúde e pelo Ministério da Saúde 
na atenção primária à saúde. 
 Sendo o Brasil possuidor da maior diversidade vegetal do mundo e detentor 
de um valiosoconhecimento tradicional oriundo da diversidade étnica e cultural em 
relação ao uso eaplicação das plantas medicinais, foi regulamentada em 2006 a 
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, Portaria 
971/06, e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, Decreto 
5.813/06. 
 A aprovação dessas políticas abre portas parauma nova era da Fitoterapia 
no Brasil, incentivando e possibilitando sua implantação no Sistema Único de 
Saúde com o intuito de promover melhorias na atenção à saúde e naqualidade de 
vida da população brasileira. 
Figura 44: 
 
 
 
9- TERMALISMO SOCIAL/CRENOTERAPIA 
 
 O uso das Águas Minerais para tratamento de saúde é umprocedimento dos 
mais antigos, utilizado desde a época do Império Grego. Foi descrita por Heródoto 
(450 a.C.), autor daprimeira publicação científica termal. 
 O Termalismo compreende as diferentes maneiras de utilizaçãoda água 
mineral e sua aplicação em tratamentos de saúde. 
 A Crenoterapia consiste na indicação e uso de águas minerais com 
finalidade terapêutica atuando de maneira complementaraos demais tratamentos 
de saúde.“ A medicina antroposófica está entre os sistemas terapêuticos naturais 
que tratam osdesequilíbrios de saúde considerando que o ser humano possui uma 
 
 
 Faculdade de Minas 
46 
essência sutil, energética,não material, que transcende a organização físico-
biológica.” 
 Segundo esse princípio, osagentes externos só causam doenças quando 
existe um desequilíbrio interno. Técnicassimplificadas e ênfase nas forças curativas 
do próprio organismo, com medicamentos naturais, orientação alimentar e cuidados 
gerais com a saúde são a base de sustentação da medicinaantroposófica, que atua 
principalmente na atenção primária. 
 O tempo médio da duração da curatermal é de 21 dias, embora cada tipo de 
tratamento seja diferente, podendo variar para maisde 21 dias ou menos. É sabido 
que o Brasil dispõe de recursos naturais e humanos ideais ao desenvolvimento do 
Termalismo/Crenoterapia no SUS. 
 Ela não se opõe à medicina tradicional, mas considera-se um movimento 
que incentiva a ampliação do olhar e, portanto, inclui tanto os instrumentos da 
biomedicina quanto práticas como massagens e banhos terapêuticos. 
 Além de defender a escolha da melhor forma de cuidado e tratamento, a 
medicina antroposófica aproxima-se da Integralidade pela importância dada, na 
prática, à escuta qualificada, à construção do vínculo terapêutico e à 
individualização do diagnóstico. 
 O uso de águas minerais, gases, peloids. A aplicação medicinal de águas 
minerais naturais, gases e peloids (Fango, por exemplo) são os principais 
elementos em estâncias medicinais, sendo eficazes para a prevenção ou 
tratamento de doenças e para a melhoria do funcionamento geral (reabilitação). 
 Métodos de aplicação (modalidades) são o banho (imersão em água com a 
cabeça de fora, banhos em partes especificas do corpo), hidropinia, inalações, 
irrigações, as embalagens (aplicação local de peloids), a terapia peloid seca (por 
exemplo, areia), banhos de gás, aplicação local de gases, entre outros. Os efeitos 
do uso de águas minerais naturais, gases e peloids baseiam-se em ambas as 
propriedades físicas e químicas dos agentes.Em Belo Horizonte, Minas Gerais, a medicina antroposófica está presente 
nos serviços deatenção básica do SUS desde 1994, através do Programa de 
Homeopatia Acupuntura e Medicina Antroposófica – PRHOAMA. 
 . No Brasil a Crenoterapia foi introduzida junto com a colonização 
portuguesa, que trouxe ao país os seus hábitos de usar águasminerais para 
 
 
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47 
tratamento de saúde. Durante algumas décadas foidisciplina conceituada e 
valorizada, presente em escolas médicas, como a UFMG e a UFRJ. O campo 
sofreu considerável redução desua produção científica e divulgação com as 
mudanças surgidasno campo da medicina e da produção social da saúde como 
umtodo, após o término da segunda guerra mundial. 
 A partir da década de 90 a Medicina Termal passou a dedicar-sea 
abordagens coletivas, tanto de prevenção quanto de promoçãoe recuperação da 
saúde, inserindo neste contexto o conceito deTurismo Saúde e de Termalismo 
Social, cujo alvo principal é abusca e a manutenção da saúde. 
 Países europeus como a Espanha, a França, a Itália, a Alemanha,a Hungria 
e outros adotam desde o início do século XX o Termalismo Social como maneira 
de ofertar às pessoas idosastratamentos em estabelecimentos termais 
especializados,objetivando proporcionar a esta população o acesso ao uso 
daságuas minerais com propriedades medicinais, seja para recuperarou tratar sua 
saúde, assim como preservá-la. 
 O Termalismo, contemplado nas resoluções Ciplan de 1988,manteve-se 
ativo em alguns serviços municipais de saúde deregiões com fontes termais como 
é o caso de Poços de Caldas,Minas Gerais. 
 A resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 343, de 07 deoutubro de 
2004, é um instrumento de fortalecimento da definição das ações governamentais 
que envolvem a revalorização dosmananciais das águas minerais, o seu aspecto 
terapêutico, adefinição de mecanismos de prevenção, fiscalização, controle, 
alémdo incentivo à realização de pesquisas na área. 
 
10- MEDICINA ANTROPOSÓFICA 
 A Medicina Antroposófica (MA) foi introduzida no Brasil háaproximadamente 
60 anos e apresenta-se como uma abordagemmédico-terapêutica complementar, 
de base vitalista, cujo modelode atenção está organizado de maneira 
transdisciplinar,buscando a integralidade do cuidado em saúde. 
 Os médicosantroposóficos utilizam os conhecimentos e recursos da MA 
comoinstrumentos para ampliação da clínica, tendo obtidoreconhecimento de sua 
prática por meio do Parecer 21/93 doConselho Federal de Medicina, em 
23/11/1993. 
 
 
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48 
 Entre os recursos que acompanham a abordagem médica destaca-se 
o uso de medicamentos baseados na homeopatia, na fitoterapiae outros 
específicos da Medicina Antroposófica. Integrado aotrabalho médico está prevista 
a atuação de outros profissionais daárea da saúde, de acordo com as 
especificidades de cada categoria. 
 
 As experiências de saúde pública têm oferecido contribuições aos campos 
da educação popular, arte, cultura e desenvolvimento social. No SUS são em 
pequeno número, destacando-se o serviçodas "práticas não alopáticas" de Belo 
Horizonte em que a Medicina Antroposófica, juntamente com a Homeopatia e 
aAcupuntura, foi introduzida oficialmente na rede municipal. 
 Em1996 a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte realizou 
o primeiro concurso específico para médico antroposófico noSUS. Em novembro 
de 2004, o serviço comemorou dez anos deexistência, com número de 
atendimentos sempre ascendente. 
 Em São João Del Rei/MG, na rede pública municipal, uma 
equipemultidisciplinar vinculada a Saúde da Família desenvolve há maisde seis 
anos experiência inovadora a partir do uso das aplicaçõesexternas de fitoterápicos 
e de outras abordagens. 
 Destaca-se também, em São Paulo, o ambulatório da 
AssociaçãoComunitária Monte Azul que vem, há 25 anos, oferecendoatendimentos 
baseados nesta abordagem, integrando informalmentea rede de referência da 
região, como centro de práticas não alopáticas(massagem, terapia artística e 
aplicações externas). 
 Desde 2001, aAssociação mantém parceria com a Secretaria Municipal de 
Saúde paraimplantação da Estratégia Saúde da Família no município. 
 Considerando a pequena representatividade no SUS e asavaliações iniciais 
positivas que os serviços apresentam acercade sua inserção, a proposta desta 
Política para a MA é deimplementação, no âmbito das experiências consolidadas, 
deObservatórios com o objetivo de aprofundar os conhecimentossobre suas 
práticas e seu impacto na saúde. 
 
 
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49 
 Conforme a Portaria nº 84, de 25 de março de 2009 - que adequa o serviço 
especializado 134 – SERVIÇO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS e sua classificação 
001 – ACUPUNTURA 
 
11- PLANTAS MEDICINAIS/FITOTERAPIA 
 Fitoterapia é uma prática terapêutica caracterizada pela utilização das 
plantasmedicinais, em suas diferentes formas farmacêuticas, no tratamento e 
prevenção de doenças. 
 Caracteriza-se pela utilização do extrato total da planta, sem adição ou 
acréscimo desubstâncias ativas isoladas, mesmo que de origem vegetal. 
 Desde os primórdios da humanidade já se registra a utilização das plantas 
medicinais notratamento de doenças. Tais conhecimentos foram obtidos através da 
observação eexperimentação e repassados de geração a geração. 
 Hoje a fitoterapia é vista como umaexperiência coletiva de 50 gerações, 
entre médicos e pacientes, o que aliado às pesquisascientificas fornece bases 
sólidas para sua implantação e implementação nos serviços de saúde. 
 Os baixos índices de efeitos colaterais, a ampliação das possibilidades 
terapêuticas, o menorcusto de produção em relação aos medicamentos sintéticos, 
e o reconhecimento da medicinaocidental, faz com que a inclusão da fitoterapia 
seja recomendada pela Organização Mundialde Saúde e pelo Ministério da Saúde 
na atenção primária à saúde. 
 Sendo o Brasil possuidor da maior diversidade vegetal do mundo e detentor 
de um valiosoconhecimento tradicional oriundo da diversidade étnica e cultural em 
relação ao uso eaplicação das plantas medicinais, foi regulamentada em 2006 a 
Política Nacional de PráticasIntegrativas e Complementares no SUS, Portaria 
971/06, e a Política Nacional de PlantasMedicinais e Fitoterápicos, Decreto 
5.813/06. 
 A aprovação dessas políticas abre portas parauma nova era da Fitoterapia 
no Brasil, incentivando e possibilitando sua implantação no Sistema Único de 
Saúde com o intuito de promover melhorias na atenção à saúde e naqualidade de 
vida da população brasileira. 
 
 
 
 
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12- MEDICINA TRADICIONAL CHINESA: ACUPUNTURA, 
PRÁTICAS CORPORAIS, MEDITAÇÃO, ORIENTA-ÇÃO 
ALIMENTAR. 
A Medicina Tradicional Chinesa caracteriza-se por um sistema médico 
integral,originado há milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata 
simbolicamente as leisda natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre 
as partes. Tem como fundamento, ateoria do Yin-Yang e inclui a teoria dos cinco 
movimentos. Utiliza como elementos aanamnese, palpação do pulso, observação 
da face e língua em suas várias modalidades detratamento (acupuntura, plantas 
medicinais, dietoterapia, práticas corporais e mentais). 
Práticas Corporais: 
 Um dos pilares da Medicina Tradicional Chinesa é a prática de exercícios 
corporais,com o objetivo de fortalecer a saúde, prevenir e tratar desequilíbrios, de 
modo que opraticante se torne cada vez mais perceptivo de seu Poder Interior de 
cura e prevenção da suasaúde como um todo. Existem várias escolas e 
tipos de exercícios chineses dentro da MTC 
(Medicina Tradicional Chinesa). Alguns são em forma de ginástica, alongamentos, 
percussões ou auto-massagens, outros são na forma de movimentos arredondados 
imitando ou simbolizando fenômenos atmosféricos, animais ou movimentos de 
pássaros. 
 Os gestos são sempre executados de forma lenta para que o praticante 
esteja presente e consciente das sensaçõesno corpo, das emoções e dos 
pensamentos, para poder transmutar o que não lhe é conveniente ou expandir o 
que lhe agrada, de si mesmo. 
Figura 45: 
 
 
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51 
 
Para fazer a massagem de reflexologia para aliviar a azia basta seguir os seguintes 
passos: 
 Passo 1: Dobrar o pé para trás com uma das mãos e com o polegar da outra 
mão, deslizar lateralmente desde a saliência da sola, como mostra a 
imagem. Repetir o movimento 8 vezes; 
 Passo 2: Empurrar os dedos do pé para trás com uma das mãos e com o 
polegar da outra mão, deslizar da saliência da sola até ao espaço entre o 
dedão e o 2º dedo. Repetir o movimento 6 vezes; 
 Passo 3: Pousar o polegar no 3º dedo do pé direito e descer até à linha da 
saliência da sola. Depois, pressionar esse ponto, como mostra a imagem, e 
fazer pequenos círculos por 10 segundos; 
 Passo 4: Pousar o polegar logo abaixo da saliência da sola e subir 
lateralmente e suavemente até ao ponto assinalado na imagem. Nesse 
ponto, fazer pequenos círculos durante 4 segundos. Repetir o movimento 8 
vezes, suavemente, fazendo círculos conforme vai avançando; 
 Passo 5: Dobrar o pé para trás e com o polegar da outra mão, subir até à 
base dos dedos, como mostra a imagem. Fazer o movimento para todos os 
dedos e repetir 5 vezes; 
 
 
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52 
 Passo 6: Percorrer com o polegar a parte lateral do pé até ao tornozelo como 
mostra a imagem, repetindo o movimento 3 vezes suavemente. 
Além desta massagem, para aliviar a azia é também importante seguir outros 
cuidados como evitar comer muito depressa, comer uma pequena quantidade de 
alimentos em cada refeição, evitar beber líquidos durante as refeições e não deitar-
se logo após comer. 
 As práticas Tradicionais Chinesas chegaram ao Ocidente a partir da década 
de 60 doséculo XX. Sua presença vem aumentando significativamente desde então 
e contribuindo deforma consistente no conjunto de mudanças por que passa a 
medicina mecanicista, como por 
exemplo, na perspectiva preventiva de saúde que incentiva a construção de uma 
consciênciade auto-cuidado do indivíduo. 
 Perspectiva cada vez mais necessária diante do aumento dedoenças 
crônicas como diabetes e hipertensão. Outra contribuição interessante destas 
práticasencontra-se também no debate sobre o processo de humanização do SUS. 
 Pois proporcionamtambém a proximidade entre as pessoas e a possibilidade 
de trocas solidárias e afetivas queagem no campo psicossomático. 
Destacamos as seguintes Práticas Corporais: 
 O Lian Gong se caracteriza por uma técnica de exercícios para prevenir 
etratar de dores no corpo e restaurar a sua movimentação natural. A práticado Lian 
Gong se fundamenta nos mesmos conceitos básicos da MedicinaTradicional 
Chinesa que fundamentam a massagem Tui Na, a Acupuntura, a Fitoterapia 
chinesa e o Qi Gong: o Qi, os Meridianos e a relação Yin e Yang. 
Figura 47: 
 
 
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53 
 
Figura 48: 
 
 
 
 O Tai Chi Chuan é reconhecido também como uma forma de meditação 
emmovimento. Apesar de ter suas raízes na antiga China, o Tai Chi Chuan 
éatualmente uma arte praticada em todo o mundo. É apreciado no 
ocidenteespecialmente por sua relação com a meditação e com a promoção da 
saúde,oferecendo aos que vivem no ritmo veloz das grandes cidades uma 
referênciade tranqüilidade e equilíbrio. 
 
 
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54 
Qi-Gong ou Chi Kung é a "ciência e prática" do Chi (Qi), que pode ser pensada 
como umcampo de energia movendo-se pelo corpo. A saúde física e mental podem 
ser alegadamentemelhoradas aprendendo a manipular o Chi através da respiração, 
movimento e atos davontade. 
 Até afirmam que podemos fortalecer o sistema imunológico controlando o 
Chi. 
 TuiNá é uma forma de massagem chinesa freqüentemente utilizada junto 
comoutras técnicas terapêuticas da Medicina Tradicional Chinesa, como 
aacupuntura, moxabustão, fitoterapia chinesa e Qi Gong. O TuiNá 
empregatécnicas de massagem para estimular ou sedar os pontos dos meridianos 
dopaciente, visando o equilíbrio do fluxo de energia por estes canais. 
Figura 49: 
 
 
Figura 50: 
 
 
 
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55 
 
Figura 51: 
 
 
Figura 52: 
 
 
 
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56 
 
Figura 53: 
 
 
Figura 54: 
 
 
 
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Figura 55: 
 
 
Figura 56: 
 
 
 
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Figura 57: 
 
 
Figura 58: 
 
 
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Figura 59: 
 
Figura 60: 
 
 
 
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Figura 61: 
 
 
 
 
Figura 62: 
 
 
 
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Figura 63: 
 
 
UdW10 podemos considerar os pés como o espelho do corpo. O pé direito 
corresponde ao hemicorpo D e o pé esquerdo ao hemicorpo E. 
 
 
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62 
 Com base nessa experiência, os órgãos duplos como pulmões, rins, ovários, 
são encontrados nos dois pés e os órgãos ímpares como fígado, coração e baço, 
são encontrados no pé direito ou esquerdo, seguindo a mesma localização que ele 
no corpo. 
 A coluna por estar no centro do corpo, está localizada ao longo da linha 
lateral interna em ambos os pés e as partes externas como ombros, joelhos e 
quadris estão dispostos na porção lateral externa. 
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13- DUAS RACIONALIDADES MÉDICAS: A ORIENTAL E A 
OCIDENTAL 
Quando nos perguntamos de onde vieram as sementes do pensamento 
moderno ocidental não hesitamos em concordar com Gleiser (1997) quando afirma 
que tiveram origem na Grécia Antiga, em particular no período compreendido entre 
os séculos IV e VI a. C. O início dessa aventura intelectual é definido pelo 
aparecimento dos filósofos pré-socráticos que, segundo o estudioso, foram os 
primeiros pensadores a tentar responder questões sobre a natureza usando a razão 
e não a mitologia ou a religião. 
O interesse pelo saber racional, instigado pelo mistério que sempre motivou 
o pensamento religioso está na raiz de toda ciência. Segundo Aristóteles, Tales foi 
o primeiro filósofo a postular que a substância fundamental do Cosmo seria a água, 
o que revela uma visão profundamente orgânica da natureza. Foi também com 
Tales de Mileto que nasceu, no mundo ocidental, a ideia de buscar uma estrutura 
material unificada do Universo, algo que ainda motiva boa parcela do trabalho de 
cientistas de todas as partes do planeta, da física de partículas elementares à 
biologia molecular e genética. 
 
 
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De acordo com Tales e seus discípulos, a natureza é uma entidade dinâmica, 
em constante transformação, que se renova indefinidamente em formas e criações 
(ibidem). Essa visão foi criticada por outra escola pré-socrática, a de Parmênides, 
que defendia ideias opostas às de Tales, afirmando que o essencial nunca pode se 
transformar. Oque “é” simplesmente é. Talvez se possa identificar nessa ideia o 
germe da concepção de uma entidade eterna, transcendente, que está além das 
transformações, e que considera a mudança menos fundamental que a essência 
primeira. A partir dessa constatação, é possível afirmar que o debate entre o eterno 
e o novo, o Ser e o Vir-a-Ser, já havia começado no Ocidente há cerca de 2.500 
anos. 
Mas é preciso recuar mais tempo quando se levam em conta os pensadores 
e os filósofos do mundo oriental. Uma grande quantidade de textos cosmológicos 
legados ao taoísmo informa-nos sobre um Sopro primordial, denominado Qi(ou 
Ch´i), preexistente à formação do Céu e da Terra. O Tao Te King, organizado por 
Lao Tsé (s. d.), é considerado o mais importante livro a respeito do Taoísmo. Em 
seu capítulo 42 diz o seguinte: 
O Tao gera o Um 
O Um gera o Dois 
O Dois gera o Três 
O Três gera todas as coisas 
Todas as coisas dão as costas ao escuro, 
Dirigindo-se para a luz. 
A energia que entre eles flui lhes fornece a harmonia. 
Enquanto o pensamento ocidental foi a base da chamada medicina científica 
moderna, a essência da filosofia oriental foi o alicerce das chamadas medicinas 
tradicionais orientais, em especial a chinesa. No entanto, recentemente, vimos 
observando que a tendência da medicina ocidental é incluir em seu “arsenal 
terapêutico” procedimentos oriundos das medicinas tradicionais, especialmente 
aquelas praticadas no Oriente, como a acupuntura, o moxabustão, a prática da 
 
 
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meditação, o tai-chi, as artes marciais, a fitoterapia, a dietoterapia, entre outras 
modalidades terapêuticas (Portaria 971 – PNPIC). A esse respeito, é preciso 
reconhecer o enorme esforço de pesquisadores do país em comprovar cientifica-
mente os conhecimentos milenares, no sentido de legitimá-los e inscrevê-los no 
campo das especialidades médicas ocidentais. 
Apesar de trabalharem com paradigmas médicos distintos, orientados por 
cosmologias conflitantes, as racionalidades médica oriental e científica têm alguns 
pontos de confluência. 
Percebe-se que tanto a medicina ocidental quanto a oriental compartilha o 
mesmo objeto, o ser humano doente, além de visarem ao mesmo objetivo de cura 
do indivíduo, restabelecendo-lhe a saúde, ou, até mesmo, buscando expandi-la. 
Além disso, baseiam-se na mesma cosmologia integradora da natureza e do 
ser humano e, em relação à intimidade humana, defendem o equilíbrio fisiológico, 
psicológico e postural. O meio ambiente, natural e social, bem como as 
circunstâncias do processo de adoecimento têm, para ambas, grande importância 
no estabelecimento de diagnósticos. 
No que diz respeito à concepção do termo saúde, para as duas raciona-
lidades médicas a saúde não constitui uma ciência em si ou mesmo um campo 
separado de outras instâncias da realidade social. Por isso, tanto no que concerne 
à problemática teórica quanto à metodológica, a promoção e o restabelecimento da 
saúde estão submetidos a mesmas vicissitudes, avanços, recuos, interrogações e 
perspectivas integradoras, seja da óptica ocidental, seja da oriental (Apezechea, 
1984). 
A partir das semelhanças apontadas, pode-se concluir que a especificidade 
do setor saúde é dada por inflexões socioeconômicas, políticas e ideológicas 
relacionadas ao saber teórico e prático sobre saúde e doença, além de recair sobre 
a institucionalização, a organização, a administração e a avaliação dos serviços e, 
especialmente, sobre a clientela dos Sistemas de Saúde. Nesse caráter peculiar e 
diferencial reside sua abrangência multidisciplinar e estratégica. O reconhecimento 
da realidade complexa que diz respeito ao campo da saúde demanda 
conhecimentos distintos, integrados e interdisciplinares, e coloca de forma imediata 
 
 
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o problema da intervenção, seja sobre o indivíduo, seja sobre a coletividade. É 
nesse sentido que a saúde requer uma abordagem dialética, quecompreende para 
transformar, e cuja teoria é permanentemente desafiada pela prática, e surge a 
partir dela. Para ampliar essa compreensão sobre o campo da saúde e suas 
complexas relações recomendamos a leitura de Minayo (1995). 
Na história das medicinas ocidental e oriental as questões relativas à com-
preensão do ser humano também apresentam analogias. Para ambas, é evidente 
que o homem não pode ser resumido a certo número de recortes orgânicos, por 
exemplo. Não é suficiente adicionar determinada quantidade de órgãos para criar 
uma vida. As noções de integralidade e complexidade estão no cerne das 
discussões da área médica e devem nos interrogar permanentemente. 
Com efeito, a perda da abordagem do ser humano enquanto globalidade em 
benefício de um olhar técnico e único, próprio da medicina ocidental, cria mal estar 
no sujeito doente, que se sente despossuído de seu estatuto de sujeito. A 
abordagem da medicina oriental, ao contrário, busca justamente preservar a 
globalidade do sujeito, e o processo vital e social em geral. Procura a causalidade 
da doença dentro de um contexto mais amplo, multifatorial, e é contrária à 
hiperespecialização. Resta-nos investigar os modos de articular e integrar os dois 
saberes. 
Não é difícil constatar que a medicina científica moderna trabalha essen-
cialmente com a doença. Na verdade, o conceito de fisiopatologia permite um 
distanciamento entre o sujeito e sua saúde/doença. A afirmação corriqueira da 
Clínica de que “não existem doenças e sim doentes” é desmentida pela insistência 
em uma prática fragmentada e instrumentalista, que cumpre a função de assinalar 
e reforçar a distância entre o sujeito integral e a especificidade de sua doença. 
Nesse sentido, é inegável que o objeto da fisiopatologia, hegemônico na formulação 
da Clínica Médica, é a doença e não o doente. Já para o campo das práticas de 
Saúde Pública nunca será possível um recorte desse tipo. Ao contrário, cabe à 
Saúde Pública lidar com o doente, mas sempre no plural, restaurando a cada passo 
o caráter social de seu objeto fundamental, o coletivo população. 
 
 
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14- RELAÇÕES COMUNICATIVAS ENTRE AS MEDICINAS 
ORIENTAL E OCIDENTAL 
A dimensão integradora do homem e da natureza numa perspectiva de 
macro e microuniversos, que postula a integralidade do sujeito humano, constituída 
de aspectos psicobiológicos, sociais e espirituais, embasa as dimensões das 
racionalidades médicas oriental e ocidental. No entanto, há diferenças no que 
concerne aos aspectos relativos à presença ou não de elementos cosmológicos, e 
especialmente quanto ao diagnóstico e ao modelo terapêutico. 
Os diferentes fenômenos que levaram a modificações sucessivas da visão 
da medicina científica moderna não atingiram as medicinas tradicionais nascidas 
no Oriente. Para essas medicinas, os elementos cosmológicos desempenham um 
papel importante na determinação das constituições individuais, enquanto para a 
racionalidade médica ocidental o elemento cosmológico é desconsiderado, já que 
desprovido de base científica. Portanto, não tem valor algum. E não constitui objeto 
de investigação da ciência médica, na medida em que o objeto epistemológico 
desse sistema é a doença, sua identificação, etiologia e classificação macro ou 
microanatômica. Ou seja, somente o que pode ser visto, sentido e medido 
matematicamente pelo homem é considerado pela medicina ocidental. 
No entendimento de Luz (1993), a medicina moderna desde seu início, com 
a criação das escolas médicas, procurou afastar-se da explicação mítica para os 
problemas de saúde. 
A visão de Deus, dos espíritos e toda doutrina ligada aos ensinamentos 
judaicos e cristãos foram afastados da ciência médica moderna (Luz, 1993). Na 
perspectiva das medicinas orientais, ao contrário, toda doença é decorrente de um 
desequilíbrio em que interagem forças naturais (materiais) e cosmológicas 
(imateriais). 
Esse desequilíbrio é visto como

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