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OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO CONTEXTO ESCOLAR. 
 
Ednalva Domingos de Castro Moura 
 
1. INTRODUÇÃO 
A educação especial está diante uma contextualização histórica, que foi 
constituída ao longo do tempo, contendo fundamentos históricos e legais, que 
permitiram reconhecer as necessidades de incluir a todos os alunos, 
independentemente de suas limitações ou deficiência, na rede de ensino regular. 
Ao longo do tempo, a inclusão se fortaleceu diante da implementação de 
novas leis e diretrizes que permitem a promoção de oportunidades educativas. 
Tendo em vista que a inclusão está prevista em lei, levantou-se a seguinte 
problematização: Quais os direitos do aluno com necessidades especiais diante do 
processo de ensino-aprendizagem? 
Tendo como base a problemática gerada permitiu por meio da pesquisa 
bibliográfica compreender em diversos estudos que citam sobre a importância da 
inclusão do aluno com necessidades especiais, na rede de ensino básica. A 
expectativa ao pesquisar e elaborar uma fundamentação teórica permitiu a coleta de 
informações diante de conceituar a inclusão, da educação inclusiva, das práticas 
pedagógicas, do Atendimento Educacional Especializado (AEE), compreendendo as 
possibilidades e desafios no contexto da educação básica. 
Diante disso, o objetivo geral foi analisar a importância da inclusão no 
contexto escolar. E como objetivos específicos conceituar a inclusão; compreender o 
Atendimento Educacional Especializado; verificar as dimensões das práticas 
pedagógicas inclusivas. 
Essa pesquisa se justificou por meio de apresentar embasamento teórico 
composto por diferentes autores, descrevendo sobre os fundamentos para a 
educação especial. Surge daí a relevância em abordar o tema, por se tratar de um 
assunto atual e importante. Desta forma, essa pesquisa possui como intuito atingir 
estudantes, profissionais da área e comunidade geral, que buscam uma 
compreensão sobre a história da educação especial, do Atendimento Educacional 
 
 
Especializado (AEE), dos fundamentos legais e das diversas concepções da 
organização didático-pedagógico. 
Para a elaboração dessa pesquisa, utilizou a pesquisa bibliográfica, pautada 
na abordagem qualitativa. Sendo utilizado materiais como livros físicos e/ou digitais, 
documentos legais e periódicos. Tendo como objetivo explorar, analisar e elaborar o 
trabalho proposto. Aprofundando o conteúdo para torná-lo específico, atingindo os 
objetivos indicados pela pesquisa, para construir um referencial coerente sobre o 
tema. 
No primeiro tópico, discute-se sobre os fatores históricos da inclusão, tendo 
em vista a relação sociedade e deficiência. O segundo tópico abordará a importância 
da inclusão no contexto escolar, ressaltando os desafios e superações da educação 
especial. O tópico seguinte abordará as práticas pedagógicas e o Atendimento 
Educacional Especializado. 
 
1. CONCEITUANDO A INCLUSÃO 
 
A inclusão possuiu diversos marcos históricos que marcaram a história da 
pessoa com deficiência. Em linhas gerais, diversos movimentos contribuíram para 
promover os direitos à saúde, educação, lazer e moradia, em prol de uma melhor 
qualidade de vida. 
Fernandes (2011) cita que ao analisar a história da inclusão permite uma 
melhor compreensão das práticas humanas. Cada época, foi marcada por diversas 
mudanças, podendo ser citado a sistematização de quatro grandes fases, sendo os 
períodos de extermínio, segregação/institucionalização, integração e inclusão. 
Ao longo do tempo, ocorreu constantes lutas a favor da pessoa com 
deficiência, buscando promover a igualdade dos direitos e da cidadania. Porém, nem 
tudo foi fácil, inclusivo e democrática. 
A esse respeito: 
 
A relação travada entre as pessoas com deficiência e o restante da 
sociedade passou por um longo caminho iniciando com histórico de rejeição, 
seguindo para a omissão e, atualmente, situando-se num patamar de status de 
 
 
proteção, sem olvidar que algumas culturas, como a indígena, ainda mantém a 
prática de rejeição brutal de crianças que nascem com alguma deformidade ou 
deficiência. (MELO; OLIVA, 2020, p. 03). 
 
Em reflexão disso, é importante citar que antigamente quando a pessoa 
nascia com doenças, anomalias intelectuais ou físicas, eram restringidas da 
sociedade, por meio do abandono e extermínio. Essas ações eram consideradas 
normais. 
Melo; Oliva (2020) citam que a pessoa com deficiência foi tratada de formas 
diferenciadas pelas diversas sociedades. No Egito Antigo, estudos arqueológicos 
citam que as pessoas com deficiência não sofriam discriminação. Já na Grécia 
Antiga, a deficiência era tratada com abandono ou sacrífico. Em algumas cidades 
gregas, o bebê que nascia com malformação era abandonado em locais sagrados. 
Sendo importante citar, que os primeiros registros sobre atendimento a 
pessoa com deficiência ocorreu no final do século XVIII. Somente no século XX, 
ocorreu um movimento de escolarização universal. Possuindo uma mobilização para 
a proteção e inserção inclusiva da pessoa com deficiência no contexto social e 
escolar. 
Cada uma das fases que acompanhou a pessoa com deficiência, possuiu as 
suas características. A fase do extermínio, condenava a morte qualquer pessoa que 
nascia com deficiência. No período da segregação, foram criadas instituições para 
enclausurar pessoas que fugiam da normalidade da sociedade, entre eles os 
doentes mentais, leprosos, paralíticos, entre outros. Já o período da integração 
mudou um pouco a realidade das pessoas com deficiência, surgindo a oportunidade 
do acesso à classe regular de ensino, no contra turno do ensino especializado, 
porém, em muitas escolas ocorriam a segregação pela falta de conhecimento. E por 
fim, a inclusão permitiu a inserção total do aluno com deficiência na rede de ensino 
básica. 
Assim, evidencia-se que a diferença da exclusão, segregação, integração e 
inclusão. Onde a exclusão, exclui a pessoa com qualquer tipo de deficiência do 
contexto da sociedade, da educação, entre outros fatores. A segregação separa 
pessoas consideradas normais, das com deficiências, sendo exemplificado uma 
 
 
escola regular para os alunos normais e uma escola de educação especial aos 
alunos com deficiência. A integração permite a matrícula na rede de educação 
básica, porém em classe especial. E pôr fim, a inclusão permite incluir os alunos 
com deficiência na mesma sala dos alunos considerados normais. 
A integração e a inclusão, ainda na atualidade são confundidas, sendo 
considerados como não sinônimos, diante disso: 
 
Integração e inclusão constituem movimentos em defesa dos interesses das 
pessoas que apresentam alguma deficiência. Porém, o primeiro é mais 
restritivo, uma vez que responsabiliza unicamente a pessoa deficiente pela 
sua inserção, ou não, na sociedade e na escola, enquanto o segundo divide 
a responsabilidade com a toda a comunidade (BERGAMO, 2012, p. 37). 
 
2.1 A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO NO CONTEXTO ESCOLAR 
A inclusão possui uma grande importância no contexto escolar, pois permite 
atender as necessidades educativas e emocionais de toda criança. Incluir o aluno 
com deficiência na escola regular, possibilita uma vivência social de grande 
importância para o seu desenvolvimento. 
A educação inclusiva permite oferecer uma sociedade mais justa, pautada 
nos direitos humanos, promovendo diversas oportunidades educacionais diante das 
necessidades educativas de cada aluno. 
Os princípios que sustenta a inclusão do aluno com necessidades 
educativas especiais, estão pautadas na Declaração de Salamanca (1994) como: 
O desenvolvimento de escolas inclusivas que ofereçam serviços a uma grande variedade de 
alunos em ambas as áreas rurais e urbanas requer a articulação de uma política clara e forte 
de inclusão junto com provisão financeira adequada - um esforço eficaz de informação 
pública para combater o preconceito e criar atitudes informadase positivas - um programa 
extensivo de orientação e treinamento profissional - e a provisão de serviços de apoio 
necessários. Mudanças em todos os seguintes aspectos da escolarização, assim como em 
muitos outros, são necessárias para a contribuição de escolas inclusivas bem-sucedidas: 
currículo, prédios, organização escolar, pedagogia, avaliação, pessoal, filosofia da escola e 
atividades extracurriculares (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994, p. 08). 
 
 Cabe citar, que para promover a escola inclusiva, a formação dos educadores, 
do Projeto Político Pedagógico, do currículo adaptado, e de demais transformações 
nesse ambiente permite dispor de uma escola até respeita a diversidade. 
 
 
 A inclusão escolar possui uma grande importância, para estimular o 
desenvolvimento da criança, acabando com o preconceito, assegurando a 
participação, o acesso total ao contexto escolar e do respeito ao próximo. 
Promovendo uma aprendizagem voltada a cognição, socialização, do 
desenvolvimento da autonomia, da motivação entre outras habilidades. 
 Em relação aos desafios, pode-se afirmar da falta do preparo do educador ou 
de promover um ambiente escolar inclusivo. Nesse sentido, Bergamo (2012, p. 44) 
ressalta que “o sistema brasileiro tem recebido duras críticas por sua incapacidade 
de promover ao cesso até mesmo aos saberes que compõem o currículo comum do 
ensino escolar, quanto mais para atender às necessidades educativas [...]”. Assim, 
evidencia-se que quando a escola não possui ações e metodologias inclusivas, 
excluindo do direito à educada de qualidade para a criança com deficiência ou 
necessidades educativas. 
 Estar matriculado na rede de ensino regular, não significa estar incluso. Nesse 
sentido, poderá ser ressaltado que o maior desafio da inclusão é oferecer um 
ambiente de aprendizagem livre do preconceito. A criança inclusa deverá possuir o 
acesso e participação em todas as aulas. Com o auxílio do professor de apoio, 
promover a interação em sala, realização das atividades coletivas e socialização 
com os colegas. Assim, evidencia-se que a inclusão e a educação especial 
valorizam a diversidade, possuindo diversos benefícios para o aluno que apresenta 
necessidades especiais, proporcionando a oportunidade de desenvolvimento em um 
ambiente inclusivo, para a construção de uma sociedade mais justa. 
3. CONCLUSÃO 
Através dessa pesquisa, foi possível compreender melhor o tema “a 
importância da inclusão no contexto escolar”. Permitindo elucidar a seguinte 
problematização: Quais os direitos do aluno com necessidades especiais diante do 
processo de ensino-aprendizagem? Sendo compreendido que os direitos do aluno 
da Educação especial estão garantidos por lei, citando do direito à educação de 
qualidade, saúde, lazer, entre outras ações que permite o desenvolvimento integral 
do aluno. No contexto escolar a escola deverá oferecer um profissional de apoio 
unificado a um projeto político pedagógico, realizar as possíveis adaptações da 
 
 
grade curricular, utilizar recursos didáticos de acordo com as necessidades do aluno, 
entre outras atitudes que permite incluir esse aluno no contexto da Educação básica. 
Em análise aos dados obtidos, foi possível compreender que a inclusão 
possuiu diversos marcos históricos que marcaram a história da pessoa com 
deficiência. Cada época, foi marcada por diversas mudanças, através de lutas em 
prol de promover a igualdade dos direitos e da cidadania. 
 A inclusão escolar possui uma grande importância para o 
desenvolvimento do aluno, pautada nos direitos humanos, promovendo diversas 
oportunidades educacionais diante das necessidades educativas de cada aluno. 
Através da pesquisa, compreendeu-se da importância de oferecer um profissional de 
apoio, contendo ações pedagógicas adaptadas, por meio de um Projeto Político 
Pedagógico Inclusivo. Promovendo uma aprendizagem voltada a cognição, 
socialização, do desenvolvimento da autonomia, da motivação entre outras 
habilidades. 
 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BERGAMO, Regiane Banzzatto. Educação Especial: pesquisa e prática. Curitiba, 
InterSaberes, 2012. 
 
BRASIL. Diretrizes operacionais da educação especial para o atendimento 
educacional especializado na educação básica. Ministério da Educação, 
Secretaria de Educação Especial. 2008. 
 
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área 
das Necessidades Educativas Especiais. 1994. Disponível em 
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. Acesso em 4 out. 2022. 
 
FERNANDES, Sueli. Fundamentos para educação especial. 2. Ed ver. E atual. 
Curitiba: Ibpex, 2011, (Série Fundamentos da Educação). 
 
LINKIEVICZ, Lúcia Maria Melo. O atendimento educacional especializado – AEE 
e a prática pedagógica. 2012. Disponível em 
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/69854/000875068.pdf?sequence=
1&isAllowed=y. Acesso em 07 out. 2022. 
 
MEC. Diretrizes operacionais da educação especial para o atendimento 
educacional especializado na educação básica. S/A. Disponível em 
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/69854/000875068.pdf?sequence=1&isAllowed=y
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http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=428-
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MELLO, Luciana Ferreira de. OLIVA, Mariana. A pessoa com deficiência: sua 
relação com a sociedade. O tratamento concedido pelo ordenamento jurídico e 
a eficácia social das leis. A proteção especial do princípio da vedação do 
retrocesso social. 2020. Disponível em 
https://revistadedireito.fae.edu/direito/article/view/51/31. Acesso em 07 out. 2022. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=428-diretrizes-publicacao&Itemid=30192
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=428-diretrizes-publicacao&Itemid=30192
https://revistadedireito.fae.edu/direito/article/view/51/31

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